Senado volta a discutir projeto sobre novas regras para posse de arma nesta quarta

Após ficar travado mais de uma vez, “PL das Armas” será tema de audiência pública, que ouvirá especialistas favoráveis e contrários

R7

Armas de fogo; para munições, texto permite compra de até cem cartuchos carregados por ano Foto: PIXABAY/REPRODUÇÃO/R7

O projeto de lei que propõe novas regras para registro, posse e comercialização de armas de fogo voltará a ser debatido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (19). O chamado “PL das Armas” será tema de uma audiência pública na Casa após ficar travado mais de uma vez.

Serão ouvidos dez especialistas da área da segurança pública, sendo cinco favoráveis e cinco contrários ao projeto. A expectativa é que os senadores votem a proposta na CCJ na primeira reunião deliberativa após o debate.

A medida chegou ao Congresso em 2019, apresentada pelos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Soraya Thronicke (União Brasil-MS), além de Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que está sem mandato, e de Major Olímpio, morto em março de 2021.

O texto original alterava diversos pontos do Estatuto do Desarmamento, como os limites da propriedade onde o cidadão pode manter a arma, que poderia ser exercida em toda a extensão da residência ou do local de trabalho, edificado ou não (e não somente dentro da casa ou do escritório), em área urbana ou rural.

Além disso, dispensava os órgãos de segurança pública de autorização do Comando do Exército para a adquirir armas de fogo de uso restrito, como pistola de alta repetição de tiros ou munição de maior impacto.

A medida cita que dez órgãos poderiam deliberar sobre o tema, como as polícias federal e rodoviária federal e as polícias estaduais, além da Força Nacional de Segurança Pública, as guardas municipais e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Na justificativa do projeto, os senadores alegavam que o Estado não tem condições mínimas de defender o cidadão.

Relator da matéria, o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) fez uma série de mudanças ao texto desde que assumiu o tema na CCJ, como o aumento de pena para qualquer tipo de modificação, alteração ou tentativa de descaracterização dos métodos de identificação e fiscalização de armas de fogo.

Munições

Para munições, o projeto permite que os proprietários de armamentos comprem até cem cartuchos carregados por ano, não valendo para munição esportiva e de caça. No entanto, um decreto editado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permite a metade do que é proposto, 50 cartuchos anualmente.

Outras mudanças na proposta pelo texto do relator é a suspensão do porte de arma nos casos de violência doméstica e o dispositivo que passa de três para seis o número de armas de fogo de uso permitido por pessoa, com exceção dos caçadores, atiradores desportivos ou colecionadores (CACs).

A proposta mantém a regra de que é necessário ter mais de 25 anos para adquirir arma de fogo, mas cria uma nova norma para moradores de zonas rurais, que poderão ter armas a partir dos 21 anos.

IBCM EMPOSSA SUA NOVA DIRETORIA

Foto Bernardo Haselein- Correio Brigadiano

A solenidade foi presidida pelo presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal Sr. Sidney Silveira, atendendo os ditames estatutários que define responsabilidades para instalação de Comissão eleitoral e uma vez eleita pelo voto direto o CDF proceda os atos de posse em ato solene.

Outra organização que esteve presente, potencial parceira do IBCM foi a direção do CEPERGS SINDICATO, por sua presidente, professora Helenir Aguiar Schürer.

Foi um ato solene e festivo que demarcou a relevância e importância da Instituição Beneficente Coronel Massot, fundada em 1928 que inova a cada ano e presta serviços de saúde e prevenção aos seus associados, em sua maioria da família Brigadiana.

O presidente empossado Daniel Lopes dos Santos falou do orgulho em receber mais um mandato a frente da instituição, assegurando manter o mesmo entusiasmo e dedicação que já vem conduzindo a IBCM, demonstrando a certeza que o sucesso só será possível se continuar contando com “varias mãos”.

Daniel, se referia a um grande numero de pessoas dentre elas diretores, funcionários e prestadores de serviço.

Entrevista do Presidente Daniel Lopes dos Santos

MANIFESTAÇÃO DIRETOR CORREIO BRIGADIANO

 

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Governo apresenta proposta inicial para reequilibrar e qualificar atendimento do IPE Saúde

Leite e integrantes do primeiro escalão se reuniram com deputados para tratar da situação do IPE Saúde – Foto: Grégori Bertó/Secom

Com o objetivo de promover o reequilíbrio financeiro e a qualificação do serviço prestado pelo IPE Saúde, o governo apresentou nesta segunda-feira (17/4) uma proposta inicial de reestruturação do plano de saúde dos servidores. Em reunião realizada no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite expôs a deputados estaduais os quatro eixos que sustentam a proposição do Executivo. Os pilares da iniciativa são: auditoria e regulação, equalização do passivo, ajuste das despesas e revisão do modelo de financiamento do plano.

Em relação ao primeiro eixo, o Executivo pretende reforçar a capacidade do IPE Saúde de realizar auditorias, a partir da contratação de profissionais especializados, uso de tecnologia e redimensionamento da rede de credenciados, entre outras medidas. Para equalizar o passivo de R$ 250 milhões da instituição, montante em redução nos últimos anos, a proposta é de ampliar a negociação dos créditos a receber do IPE Saúde junto ao Estado.

No ponto de ajuste das despesas, o governo implantará novas tabelas de remuneração para os profissionais de saúde e instituições credenciadas, o que qualificará o atendimento aos segurados. Consultas médicas, visitas hospitalares e procedimentos médicos receberão reajuste.

Novo modelo de financiamento

O último e mais importante eixo da proposta inicial do governo envolve o financiamento do IPE Saúde. O modelo apresentado nesta segunda-feira tem como premissas não sobrecarregar os titulares do plano, a manutenção do princípio da paridade entre Estado e servidores estaduais – com aumento da contribuição patronal, havendo aumento do valor pago pelo segurado –, a contribuição de dependentes e a consideração da faixa etária dos segurados como elemento limitador para as mensalidades.

O governo entende que, a partir desses conceitos, em sintonia com a lógica de cobrança dos sistemas de assistência à saúde em outros Estados, o reajuste financeiro significará uma melhoria na qualidade de atendimento aos segurados.

“Essa é uma primeira proposta, que contempla o que é necessário para que possamos promover o equilíbrio financeiro do IPE-Saúde e qualificar o plano. A partir de agora, vamos receber sugestões dos deputados para que a proposta original possa ser melhorada e tenhamos condições de oferecer um plano de saúde moderno e sustentável para os nossos servidores e dependentes”, disse o governador.

A proposta inicial do Executivo ampliaria a alíquota dos titulares, hoje em 3,1%, para 3,6%, índice que era aplicado até o ano de 2004. A alíquota do Estado também aumentaria para o mesmo patamar. Os valores para os segurados não poderiam exceder o que determina a Tabela de Referência de Mensalidade (TRM) do IPE Saúde. Ou seja, o segurado pagaria sempre o que for menor: ou o valor previsto na tabela ou montante extraído do cálculo percentual com base no salário.

IPE tabela 1

Em relação à cobrança de dependentes, seria estipulado um percentual a partir do valor de referência do titular do plano, conforme a idade do dependente. Os valores cobrados ficariam abaixo da média praticada pelo mercado, conforme a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Confira:

IPE tabela 2

E a coparticipação em exames e consultas passaria de 40% a 50%.

Texto: Juliano Rodrigues/Secom
Edição: Vitor Necchi/Secom

IPE SAUDE É PROBLEMA DE ESTADO, MAS OS GOVERNANTES SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA CRISE

A partir do governo Sartori que recebeu o IPE Saúde com um Fundo de Reserva substancial e o deixou zerado, as seguintes administrações politicas e sem a necessária qualificação técnica, levaram o Instituto a esta situação crítica explanada pelo Governo e que já era denunciada há muito pelas entidades de classe.
É a verdadeira crônica da morte anunciada, pois desfila há anos diante da omissão dos governos que preferiram olhar para o lado e nada fazer.

O grande responsável por esta situação, além das administrações amadoras, é o congelamento salarial que supera 60% nos últimos oito anos, com apenas reposição inflacionária de 6%.

Ora o orçamento do IPE Saúde que é de cerca de 3,2 bilhões. Apenas com a correção inflacionária dos salários, os déficits apresentados pelo governo desapareceriam e ainda haveria folga para melhorar e acrescentar novos serviços.
O que não aceitamos é cobrar mais dos que ganham menos e de seus dependentes, para solucionar déficits simulados por gestões nomeadas pelos governos e que são as verdadeiras responsáveis pelo rombo.
Independentemente disso, a Fessergs e o Fórum Permanente em Defesa do IPE SAÚDE, apresentaram propostas ao IPE e ao Governo do Estado para enfrentamento da crise sem a necessidade de aumentar cobranças de servidores que não tem sequer respeitado o Reajuste Anual de salários previsto na Constituição Federal.

Estas propostas que passam pela correção das distorções existentes e propõem novas fontes de custeio, sequer foram respondidas. Ou debatidas com a profundidade que a situação requer.
Rejeitamos a solução simplista de aumentar contribuições de quem não tem aumento de salários, modelo Robin Wood invertido, que saqueia os mais pobres para beneficiar os mais ricos.

Há saída possível para esta crise, sem onerar mais ainda servidores sem reajuste há oito anos, Senhor Governador. Os segurados e suas entidades tem propostas.

Sérgio Arnoud – Presidente FESSERGS

Artigo publicado no Correio do Povo, página 2, 15/04/2023

Brigada Militar, sempre foi bem mais que simplesmente combater o crime

Policiais Militares do 33ºBPM de Sapucaia do Sul encontraram duas crianças chorando em via pública, perguntaram aos meninos sobre os pais, porém não souberam informar.

Rapidamente os PMs providenciaram um lanche para a dupla, que aparentava estar com fome. Após foram levados ao Batalhão para realizarem uma refeição completa.

Então foram acolhidos aos cuidados do Conselho Tutelar.

“Brigada Militar a força da comunidade!”

brigadamilitar_cpm

ABAMF sob nova direção

Soldado Galvam Presidente e Soldado Volz Vice-presidente

Na manhã desta sexta-feira(14) tomou posse a nova diretoria da ABAMF, Presidente Soldado GALVAM e Vice-presidente Soldado VOLZ. A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o Ex Governador Jair Soares, Comandante-Geral da Brigada Militar, Coronel Feoli, e Sub-Cmt, Coronel Douglas, Cel Julimar Fortes Representando o Comando dos Bombeiros Militares, Presidente da ASSTBM, Aparício Santellano, Presidente do IBCM, Daniel Lopes, Dr. Roberto Alexandre, Presidente da Funperacchi, Coronel Roger Nardys Vice-Presidente da ASOFBM, Tiago Rommel Presidente da ASPRA RS, Claudete Valau Presidente da AESPOM, Tem Paulo Ricardo, presidente eleito da AOFERGS, Cel Alfeu Freitas representando o gabinete do Dep. Prof. Bonatto, Cel Pietroski representando o Deputado Dr. Thiago Duarte, Cel. Moraes, Comandante da Legião Altiva da BM, Cel Ederson, Coordenador-Geral da ABERGS, e demais representantes de entidades e órgão parceiros da Brigada Militar e da entidade.

A fala do governador: Entre as diversas manifestações, destacamos em especial a do Ex Governador do Estado, Jair Soares, o qual seu discurso pontuou suas ações em defesa da BM, tendo proporcionado a primeira turma de policiais femininas e um dos maiores reconhecimento salarial, dentre outras, o ex governante foi aplaudido e saudado de pé por todos os presentes.

Ex Governador Jair Soares

Há 29 anos as ações das entidades de classe são presença constante em nossos editoriais, pois um jornal que valoriza a segurança pública, sempre será parceiro das entidades que defendem os interesses dos nossos policiais e bombeiros. O Jornal Correio Brigadiano (jornal, rádio e portal de notícias) parabeniza a nova diretoria desta importante entidade que luta pelos direitos dos servidores da Brigada Militar.

Desejamos sucesso na condução da entidade e que seja a ABAMF uma fonte de boas notícias para o nosso Jornal

A Direção

CONFIRA AS ENTREVISTAS REALIZADAS

Entrevista Presidente Galvan

Entrevista Ex Governador Jair Soares

Entrevista José Clemente

Entrevista com Gio Krug

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Morre, aos 42 anos, a delegada Andrea Mattos, titular da Delegacia de Combate à Intolerância de Porto Alegre

Natural de Brasília, ela tinha câncer de intestino desde 2019

Andrea Mattos recebeu homenagem da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul há poucos dias Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

GZH

Morreu no ínicio da tarde desta sexta-feira (14) em Porto Alegre, a delegada de polícia Andrea Mattos, aos 42 anos. Desde 2019, ela tratava um câncer no intestino. Mais recentemente, o tratamento não apresentava resposta e Andrea identificou metástases.  

Natural de Brasília, Andrea era a titular da Delegacia de Combate à Intolerância de Porto Alegre. No último dia 5 de abril, ela recebeu da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul a Medalha do Mérito Farroupilha. A honraria foi concedida à delegada em reconhecimento ao seu trabalho incansável no enfrentamento à lgbtqia+fobia, racismo, intolerância religiosa, fascismo e neonazismo. A homenagem foi uma proposição do deputado estadual Leonel Radde (PT), que lamentou a morte em suas redes sociais: 

“Que seu exemplo de vida e seu trabalho nos sirvam de farol para sempre. Sinto demais a tua falta…”

 A deputada federal Daiana Santos (PCdoB) também lamentou o falecimento da delegada.

“Uma lutadora dos Direitos Humanos, ela comandava a 1ª Delegacia de Combate a Intolerância de POA, com carinho e braços abertos.  Meus sentimentos a família e amigos”, escreveu a deputada em seu Twitter.

O governador do Estado, Eduardo Leite, exaltou o legado de Andrea e prestou condolências para a família em suas redes sociais: 

“Recebo com profunda tristeza a notícia da morte, em decorrência de um câncer, da delegada Andréa Mattos, titular da Delegacia de Combate à Intolerância (DPCI) de POA, criada no nosso 1º mandato. Andréa deixa um legado de firme defesa aos direitos humanos. Meu abraço à família.” 

O advogado e amigo de Andrea, Diego Candido, conta que sua relação com a delegada começou em razão do trabalho logo que a delegacia especializada foi inaugurada, em 2020. Ele destaca que os dois se aproximaram em razão das pautas que defendiam, e se tornaram parceiros no trabalho e na vida. 

Definida pelo amigo como uma pessoa extraordinária e que sempre cativou a todos, Andrea mantinha uma conta no Instagram em que compartilhava sua rotina como uma paciente oncológica. Além disso, apesar do tratamento, a delegada se manteve dedicada ao trabalho. Só deixava as suas atividades quando precisava ser internada e mesmo assim colaborava com as tarefas da delegacia, que era sua segunda casa. 

— Eu brincava que ela era uma fujona. Vivia dando uma escapada do hospital para ir à delegacia. A última foto que ela me mandou mostrando que estava indo para delegacia dar uma entrevista para o (programa) Fantástico —  lembrou Diego. 

Ela deixa os filhos Luisa e Gonçalo, de 10 e 8 anos, e o marido Cristiano Reschke, que também é delegado. A despedida da Andrea será no Salão Nobre do Cemitério Jardim da Paz, com início às 10h e sepultamento às 15h. 

Justiça Militar absolve PMs acusados de corrupção passiva em caso de suposto bico de segurança

Justiça Militar absolve PMs denunciados por corrupção passiva em caso de suposta escolta de dirigentes de futebol

Conforme a sentença da 2ª Auditoria de Porto Alegre, as provas indicaram a ocorrência de “bico” de segurança privada, mas não de crime

ADRIANA IRION GZH

A Justiça Militar absolveu os quatro policiais militares (PMs) que foram acusados de corrupção, em 2018, por supostamente terem negociado escolta a dirigentes de futebol em Porto Alegre, em troca de dinheiro. 

O Ministério Público, que denunciou os PMs à época, pediu a absolvição dos réus em julgamento da 2ª Auditoria de Porto Alegre, no dia 5. 

Para a Justiça Militar a prova produzida no processo permitiu somente afirmar que a conduta dos militares configurou o exercício de uma função que seria “tolerada” pela Brigada Militar (BM), que é o bico de segurança privada. Conforme a decisão, não houve “prova efetiva da existência do fato da suposta corrupção anotada na denúncia”. Trecho da decisão descreveu:

— O máximo que a prova produzida permite que se afirme é que atuação (dos militares) teria configurado o exercício do (repita-se) não regulamentar, mas tolerado — indevidamente, mas tolerado! — “bico” de segurança privada e/ou motorista durante os respectivos horários de folga. 

Para pedir a absolvição, o promotor Marcos Centeno discorreu sobre a falta de identificação da pessoa que teria tentado contratar o major e sobre dois PMs terem admitido que fariam um bico. Destacou que o bico, por si só, não caracteriza delito de corrupção. O promotor disse se tratar de “fato grave”, mas não ao ponto de “causar reprimenda penal”. Por fim, destacou que os elementos de prova eram insuficientes para embasar um “decreto condenatório”.  

O major Fernando Rodrigues Maciel, o hoje sargento Luis Miguel Fernandes e os soldados Euder de Brito Dias e Robson Joacir Ferrazza haviam se tornado réus em 2020. A acusação envolvia suspeita de que o major havia cooptado os demais policiais para fazerem escolta e segurança de dirigentes do Esporte Clube Bahia em Porto Alegre.

O grupo receberia R$ 5 mil pelo serviço. Conforme a sentença, não foi comprovado que o serviço foi feito nem que os valores foram recebidos. A decisão ressalta também que ainda que o serviço tivesse se concretizado mediante pagamento, não seria situação a se enquadrar em crime. 

— Se o tal “bico” é tolerado pela Administração, é inequívoco que sua prestação demanda remuneração — ninguém a ele se disporia se assim não fosse, é óbvio — e, como tal, mesmo se percebidos aqueles valores, não se tratariam de vantagens “indevidas”, porque relativas a serviço privado/particular, prestado em horário de folga, aparentemente sem prejuízo ao serviço regular de cada um, e previamente acordado com o “empregador” — foi registrado na sentença.

Denúncia a partir de prints

A investigação começou, na época, a partir de uma denúncia anônima encaminhada à BM de que o major estaria articulando o trabalho de escolta. A denúncia estava acompanhada de prints de conversa por telefone celular que teria como interlocutor o suposto contratante do serviço, que nunca foi identificado na investigação.

Suspeitas envolvendo o telefone, sustentadas pela defesa do major, constam da decisão. O número de telefone, de prefixo (71), que é o DDD de Salvador/BA, estava habilitado em nome de um morador do interior do Rio Grande do Sul, que disse nunca ter ido àquele Estado nem ter habilitado aquela linha. 

O detalhe que chama a atenção é que o CPF desta pessoa que seria a dona da linha havia sido consultado por integrantes da BM minutos antes e minutos depois de a linha ser habilitada junto à operadora. Isso indicaria a colocação da linha em nome de um “laranja”. A operação seria parte de uma armação contra o major. A investigação da Corregedoria da BM, no entanto, não avançou para apurar essa hipótese.

— Depois de cinco anos, o major recebeu a tão esperada absolvição e dos demais policiais, que também responderam a essa absurda imputação de corrupção passiva. Parte deste assunto ainda está obscura e merece olhar dedicado da corporação para que fatos semelhantes não se repitam. O major recebe isso com alívio e tranquilidade, pois agora poderá retomar o andamento normal de sua carreira — destacou o advogado Fábio Cesar Rodrigues Silveira, que fez a defesa do major Maciel

Desde o começo da investigação, o oficial foi afastado do trabalho operacional.

— Meus clientes ficaram desde 2018 respondendo por acusação de corrupção passiva, fato que, graças às provas levadas ao processo pela defesa, ficou comprovado não ter ocorrido. Não há provas de que o fato existiu. Eles são e sempre foram inocentes. Tiveram prejuízos internamente na BM em função de responder PAD (processo administrativo disciplinar) e processo criminal — falou a advogada Gabriela John dos Santos Lopes, que defendeu os dois soldados e o sargento.

Questionado sobre qual a repercussão da absolvição sobre os procedimentos administrativos disciplinares que ainda estão pendentes de conclusão pela BM, o coronel Vladimir Luís Silva da Rosa, corregedor-geral da BM, explicou que a decisão judicial será analisada. Sobre o entendimento da corporação sobre o “bico”, o corregedor ressaltou que a instituição “não é flexível nem tolera o bico, que é ilegal”.

O prazo para apelação, a partir da intimação das partes, é de cinco dias. Depois disso, a sentença se torna definitiva e não há mais possibilidade de recursos.

Governo do RS reinicia compra de câmeras para uniformes de policiais e instalação é novamente adiada

Licitação anterior foi cancelada devido à necessidade de ajuste nas especificações do equipamento

Instalação de câmeras corporais em policiais já é utilizada em outros Estados. Jonathan Heckler / Agencia RBS

GABRIEL JACOBSEN GZH

O processo de implementação de câmeras corporais nos uniformes das polícias gaúchas sofreu um novo revés, na última semana, com a revogação da licitação que estava em andamento para compra dos equipamentos. A nova previsão do Departamento de Informática da Brigada Militar é de início do uso das câmeras entre julho e agosto, caso a nova licitação seja bem-sucedida.

A licitação anterior, que havia sido aberta em dezembro de 2022, foi cancelada em 5 de abril. De acordo com a Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão, responsável pelas licitações, houve necessidade de ajuste nas especificações do equipamento para assegurar a incorporação ideal nas atividades de policiamento.

— As empresas que participaram (da licitação anterior) não ofereceram (produtos) dentro das especificações que a gente pediu. E aí fizemos um mea-culpa e revisamos as especificações exigidas, e estamos lançando (a licitação) novamente. Em um prazo de 90 a 120 dias a gente vai estar colocando em operação as primeiras câmeras — destacou o coronel Alex Severo, diretor do Departamento de Informática da BM.

A nova licitação deve manter o número de 1,1 mil equipamentos previstos para a primeira etapa de implementação do sistema de câmeras em uniformes. Dessas, 1 mil serão usadas nas fardas de brigadianos com atuação em Porto Alegre e outras 100 serão destinadas à Polícia Civil. De acordo com Severo, o número é suficiente para que todos os policiais militares em áreas operacionais da Capital estejam equipados com o dispositivo.

— Esta primeira fase é para aquisição de 1,1 mil câmeras, das quais 100 para a Polícia Civil, que devem ser empregadas na área operacional, e outras mil nos batalhões operacionais da Brigada MIlitar em Porto Alegre. O nosso objetivo é chegar a 100% do efetivo empregado operacionalmente na rua com a câmera no peito — acrescentou Severo. 

A câmera terá duas modalidades de uso. A gravação permanente, sempre que for retirada da doca de recarga, e outro modo que deve ser ativado pelo policial quando iniciar o atendimento de uma ocorrência. Neste segundo modo, o equipamento aumentará a qualidade de gravação de imagem e áudio, e permitirá o acesso remoto ao conteúdo, em tempo real.

Artigo: Indefesos

Cabe aos adultos cuidar das crianças, os seres mais indefesos de nossa sociedade, tanto pela questão física, quanto pela sua mentalidade pura, onde não há a maldade dos adultos, que se corrompem à medida que crescem.

O ser humano é capaz de agredir, machucar e, inclusive, matar outro humano sem nenhum motivo, enquanto os animais matam quando ameaçados ou para sobreviverem, mas humanos são cruéis e podem até sentir prazer em matar.

As crianças nascem frágeis e se não tiverem os cuidados de seus pais ou responsáveis certamente não sobrevivem, porque não se alimentam sozinhos e nem conseguem se defender, sendo alvos fáceis de qualquer ataque, sendo impossível deixa-las sem um protetor.  

Os espaços escolares têm este aspecto de proteção, sob total confiança dos pais, que, devido à necessidade de trabalhar em tempo integral, entregam seus filhos para os cuidados das instituições.

Mas mesmo nestes locais há o risco de ataques de pessoas descontroladas e que podem colocar em risco as crianças e os profissionais responsáveis pelos cuidados, pois nada garante a plena proteção.

O mais recente ataque contra uma creche por um adulto, armado com um machado, mostra o extremo descontrole de uma pessoa, não sendo ainda possível entender a motivação dos assassinatos.

Quatro seres indefesos foram mutilados por um ser descontrolado, deixando outras crianças feridas e com sequelas, além de toda uma comunidade perplexa pela violência que abalou a todos.

Ataques contra crianças não podem ser normais, não há justificativa para a mutilação de seres indefesos, não há explicação, nem perdão para quem faz uma ação dessa natureza. Novas medidas de segurança passaram a ser adotadas, porém somente isso não será suficiente, é preciso um maior controle da divulgação de discursos de ódio nos meios digitais e também a punição exemplar dos culpados.