Na manhã deste domingo, 24 Agosto 2025, durante culto dirigido pelo bispo Guaracy Santos, a Igreja Universal do Reino de Deu – IURD, matriz, Porto Alegre, concedeu condecoração dos Heróis integrantes das Forças de Defesa, Segurança e Justiça, homens e mulheres que ombreiam a vocação, a coragem e o destemor no desempenho abnegado de suas funções relevantes à Sociedade. O Evento, que também ocorreu em outras cidades, contou com a presença de várias Autoridades, ocasião em que o Comandante-Geral da Brigada Militar, Coronel Cláudio Feoli, acompanhado dos coronéis Douglas e Luigi, homenagearam o Bispo Guaracy com medalha da BM por seu apoio, parceria, reconhecimento, além do trabalho que a IURD desenvolve nas comunidades carentes.
Em suas palavras ao Correio Brigadiano, Cel FEOLI agradeceu a atitude louvável que a IURD tem para com os Policiais que diariamente proporcionam segurança e defendem a Sociedade, mesmo com o risco da própria vida. Por sua vez, o Bispo Guaracy, em entrevista ao jCB disse que “DEUS é o maior incentivador das Autoridades Constituídas e que as Igrejas devem orar pelas Forças e Autoridades. Assim, essa condecoração valorativa tem inspiração divina, pois Deus é o maior incentivador das Autoridades constituidas, inclusive mandando orar por elas e pelas Forças e a palavra Dele é bússola na vida de todo Cristão. A IURD olha para as Forças de cima, de uma ótica que a Sociedade não observa, pois são gente ilibada, impoluta e correta, verdadeiros mocinhos, portanto, essa homenagem veio pra ficar e ocorrerá anualmente, enquanto existir IURD!”
Pesquisa revela contrastes na confiança dos brasileiros: polícia é destaque positivo, enquanto Congresso e Forças Armadas enfrentam rejeição crescente, STF e governo registram opiniões divididas, e diferentes religiões também influenciam a percepção sobre credibilidade e instituições nacionais.
No Brasil, a percepção sobre instituições públicas e religiosas apresenta contrastes surpreendentes.
Enquanto algumas organizações conquistam confiança da população, outras enfrentam índices alarmantes de desconfiança.
Uma pesquisa recente divulgada pela CartaCapital, revela que os brasileiros depositam maior fé nas forças policiais, enquanto o Congresso Nacional e as Forças Armadas sofrem com baixos níveis de credibilidade.
Polícia civil lidera confiança
Segundo levantamento do Instituto Atlas, em parceria com a Bloomberg, a instituição que mais inspira confiança no país é a Polícia Civil.
Dos entrevistados, 60% afirmam confiar, 26% não confiam e 14% optaram por não responder.
A Polícia Militar também mantém índices positivos, com 56% dos brasileiros confiando em seus efetivos, embora 34% demonstrem desconfiança e 9% não tenham opinião formada.
No caso da Polícia Federal, 49% dos participantes declararam confiança, 39% desconfiança e 12% não souberam responder.
Os dados reforçam que, em meio a crises políticas e debates sobre segurança, a população vê nas forças policiais um ponto de estabilidade e proteção.
Congresso e Forças Armadas enfrentam baixa confiança
Em contraste, o Congresso Nacional aparece como a instituição mais rejeitada pelos brasileiros.
Apenas 12% afirmam confiar em deputados e senadores, enquanto 81% expressam desconfiança, e 7% preferiram não responder.
As Forças Armadas também registram índices preocupantes.
Segundo a pesquisa, 30% dos brasileiros confiam nos militares, mas 58% afirmam não confiar e 12% não responderam.
Essa diferença evidencia que, apesar da tradição e da presença histórica das Forças Armadas no país, a percepção pública tem se tornado cada vez mais crítica.
Diferenças religiosas e confiança institucional
A pesquisa apontou ainda disparidades significativas nas taxas de confiança em instituições religiosas.
A Igreja Católica mantém 53% de confiança entre os entrevistados, com 33% de desconfiança e 14% sem resposta.
Por outro lado, as igrejas evangélicas enfrentam maior desconfiança: 46% dos brasileiros não confiam, enquanto apenas 32% afirmam ter confiança, e 22% não se manifestaram.
Esses dados refletem mudanças culturais e a diversidade da percepção religiosa no Brasil, influenciando também a visão sobre valores e instituições sociais.
Governo federal e STF
No caso do governo federal, 47% dos entrevistados declararam confiar, enquanto 52% não confiam, com apenas 1% se abstendo de opinar.
Já o Supremo Tribunal Federal (STF) apresenta uma divisão quase equilibrada: 49% confiam, e 51% desconfiam, sem registros de ausência de resposta.
O equilíbrio de confiança e desconfiança em órgãos centrais evidencia a polarização e o debate contínuo sobre o papel do Estado na vida pública.
Fonte: Atlas/Bloomberg
Metodologia da pesquisa
O levantamento ouviu 2.447 pessoas, por meio de questionários digitais, entre os dias 3 e 6 de agosto de 2025, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O estudo reforça tendências recentes de percepção institucional no Brasil, mostrando que a segurança pública é mais valorizada que a atuação legislativa ou militar.
Especialistas apontam que a credibilidade das polícias pode estar ligada à presença constante em comunidades e à visibilidade de ações de combate à criminalidade, enquanto a política e as Forças Armadas enfrentam o desafio de demonstrar transparência e efetividade.
Reflexos e curiosidades
É curioso notar que a população demonstra maior confiança em instituições operacionais do que em órgãos de decisão política ou militar.
Este fenômeno não é exclusivo do Brasil; em diversos países, polícias e serviços de emergência costumam ser vistos como mais confiáveis, enquanto parlamentos e governos enfrentam maior desconfiança.
Além disso, os dados religiosos indicam uma correlação entre orientação de fé e percepção de instituições, sinalizando que fatores culturais e sociais continuam a moldar a confiança institucional.
Após a conclusão do curso de formação, eles assumem suas funções nas regiões penitenciárias do Estado
Correio do Povo
A Polícia Penal recebeu, na tarde desta quarta-feira, 20, o reforço de 139 servidores penitenciários. A formatura dos 123 agentes penitenciários (APs), 15 agentes penitenciários administrativos (APAs) e um técnico superior penitenciário (TSP) ocorreu no Salão de Eventos da Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (Sogipa). A cerimônia contemplou as turmas da 4ª edição dos Cursos de Formação Profissional de APs e APAs e a 5ª edição do Curso de Formação Profissional de TSPs.
O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, celebrou o reforço no quadro de servidores da Polícia Penal. “A construção de novos presídios, a aquisição de antidrones e de novos veículos para a nossa Polícia Penal são fundamentais sem sombra de dúvidas, mas o que é mais importante são os nossos servidores; por isso, estamos formando 139 hoje e no total de 2025, 593”, destacou.
Desde 2019, foram chamados 4.281 aprovados em concurso público para a instituição, convocações que seguem a política de reposição e qualificação dos quadros das forças de segurança. Em 2025, foram formados 593 novos servidores penitenciários.
O superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol, afirmou que a formatura não é apenas uma conquista pessoal para eles, mas também um compromisso com toda a sociedade gaúcha. “É com grande satisfação que celebramos hoje a formatura desta nova turma de servidores da Polícia Penal. Cada um de vocês chega para somar forças à nossa instituição. Nos últimos anos, a Polícia Penal avançou em investimentos, estrutura e reconhecimento, mas nenhum recurso é mais valioso do que as pessoas que a compõem. Vocês representam a renovação e o futuro de uma força que cresce e se fortalece a cada dia”, ressaltou.
Etapas de seleção dos profissionais
Os atuais formandos, aprovados no concurso público realizado em março de 2022, passaram pelo processo seletivo composto por quatro etapas: prova objetiva, prova dissertativa, avaliação psicológica e investigação social e funcional do candidato, além de teste de aptidão física para os APs e APAs.
Sobre o Curso de Formação Profissional
O Curso de Formação Profissional, organizado pela Escola do Serviço Penitenciário (ESP), pelo qual os novos servidores passaram, teve início em 26 de maio de 2025. A programação contou com 550 horas-aula para APs, 360 horas-aula para APAs e 380 horas-aula para TSPs, na modalidade híbrida. O corpo docente foi composto por cerca de 150 professores, servidores da Polícia Penal, do Corpo de Bombeiros Militar e do Instituto-Geral de Perícias.
Entre as disciplinas ministradas na formação dos agentes e técnicos para atuar no sistema prisional, estão: procedimentos e rotinas operacionais, atendimento pré-hospitalar, gerenciamento de crise, cinotecnia, detecção de armamentos, munições e narcóticos, busca e captura.
O diretor da ESP, Felipe Schuster, celebrou a formatura de mais uma turma da Polícia Penal. “Esse é um marco que demonstra o quanto nossa instituição cresce e se fortalece a cada dia. Cada conquista é fruto de muito esforço e dedicação, e todas elas merecem ser celebradas. Seguiremos firmes, em constante evolução, para que a sociedade reconheça cada vez mais o papel essencial do sistema prisional na segurança pública”, afirmou.
Os novos servidores serão lotados nas Delegacias Penitenciárias das 1ª, 4ª, 6ª, 7ª, 8ª e 9ª Regiões, nas unidades especiais e no Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP).
Os certames são para os cargos de soldado, oficial do Estado-Maior e oficial da Saúde
Correio do Povo
O desembargador Eduardo Delgado, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), suspendeu a liminar deferida em primeira instância que determinava a retificação dos editais de concursos públicos da Brigada Militar do RS para garantir a reserva de vagas a pessoas com deficiência. Os certames em questão são para os cargos de soldado (edital n.º SD-P01/2025); oficial do Estado-Maior (edital n.º CSPM 01-2025); e oficial da Saúde (edital CBOS 01/25).
A decisão foi proferida no julgamento do recurso (agravo de instrumento) interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra liminar concedida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público. De acordo com o relator, não há inconstitucionalidade nos editais em questão. Para justificar a decisão, o magistrado citou jurisprudências do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, de outros Estados da Federação e, também, do próprio TJRS.
Em relação à organização da Brigada Militar, a decisão considerou a Lei Estadual nº 10.991/97, que determina as competências da instituição, entre elas: executar a polícia ostensiva, a fim de assegurar o cumprimento da lei, a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos; atuar preventivamente e repressivamente em caso de perturbação da ordem pública e no gerenciamento técnico de situações de alto risco; e realizar os serviços de busca e resgate aéreo, aquático e terrestre no Estado.
O magistrado mencionou o pressuposto da aptidão física, psicológica e intelectual para o exercício das atividades típicas destes cargos “notadamente com vistas à execução das operações inerentes às áreas de segurança pública, como o policiamento ostensivo, a preservação da ordem pública, assim como o Comando e Chefia dos órgãos de média e alta complexidade da estrutura organizacional da Brigada Militar”.
A decisão citou, por fim, a ineficácia na suspensão do certame em andamento, tendo em vista as oportunidades antes do início das inscrições, e a quebra flagrante da isonomia com eventuais interessados nos concursos.
Na tarde desta terça-feira (19), o Dr. Manoel Roberto Maciel Trindade recebeu a Medalha do Mérito do Serviço de Saúde da Brigada Militar. O Coronel que é Médico da Reserva da Brigada Militar, foi agraciado com honraria concedida a profissionais que se destacam pela dedicação, competência e contribuição à saúde da corporação e da sociedade gaúcha.
Filho e neto de brigadianos, o Dr. Manoel sempre elevou o nome da Brigada Militar por onde passou. Na ativa, chegou ao posto de Coronel Médico, com atuação marcante no CRESA e na Ajudância-Geral no QCG da Brigada Militar. Mesmo após sua passagem para a reserva, mantém intensa atividade profissional, atendendo no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e em consultório privado, sempre em apoio à família brigadiana. Foi professor de grande parte dos oficiais médicos da Brigada Militar e consolidou-se como referência na Medicina Gaúcha.
Atualmente, é Professor Titular do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Coordenador das Câmaras Técnicas do Conselho Regional de Medicina do RS (CREMERS).
A outorga da medalha reconhece uma trajetória marcada pela ética, espírito público e compromisso com a saúde, tornando o Dr. Manoel Roberto Maciel Trindade uma inspiração para a medicina militar e civil no Rio Grande do Sul. O profissional atuou ativamente entre os anos 80 e 2000 na BM.
O Chefe do EMBM demonstrou a nova realidade da BM no âmbito do Departamento de Saúde com inovações que se sucedem. Relatou que certamente no tempo em que o Cel Médico atuou, ainda era embrionário, o tão sonhado Centro Clínico que demorou décadas para ser concluído e hoje é uma realidade, atendendo os militares.
Com relação ao Hospital da BM ele se tornou referência em especialidades e qualidades de cirurgias, por exemplo. Se referiu que um dos problemas que tem sido motivo de preocupação por parte do comando são os problemas de doenças mentais que afetam a sociedade e por evidente atingem os policiais que estão diretamente em contato com níveis mais elevados de estresse e conflitos sociais.
O Chefe do EMBM, Coronel Luigi Gustavo Soares Pereira agradeceu pelo serviço prestado a corporação, reafirmando a excelência do quadro médico presente hoje no DS. A BM tem investido no quadro de saúde, estando prestes a incluir 26 médicos, ficando um claro de aproximadamente 10 profissionais.
• Todas as novas gerações que atuam na área médica da BM têm como referência bons profissionais que deixaram um legado em momentos bem mais difíceis.
• Essas referências estão personificadas em médicos como o Cel. Médico RR. Manoel Roberto Maciel Trindade, finalizou o Chefe do EMBM.
A solenidade foi prestigiada pelo presidente do CREMERS DR. Régis Fernando Angnes e vice-presidente Eduardo Neubarth Trindade e Acompanhada também pela Sargento Clarice Pasqualotto que é presidente do Conselho deliberativo e fiscal da IBCM.
O Departamento de Ensino da BM divulgou nesta semana o edital para vagas do Colégio Tiradentes da Brigada Militar para o ano de 2026 nas oito unidades do Estado (Porto Alegre, Passo Fundo, Santa Maria, Ijuí, Santo Ângelo, São Gabriel, Pelotas e Caxias do Sul). As inscrições vão até dia 30/08 no site da Brigada Militar.
Secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom compareceu a comissão para debater projeto que tramita no Legislativo
Correio do Povo
O projeto do governo do Rio Grande do Sul que regulamenta a Polícia Penal e tramita na Assembleia Legislativa foi alvo de discussões na Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização Administrativa durante esta quinta-feira. Na ocasião, os deputados receberam o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom (PSDB), para prestar informações a respeito do Projeto de Lei Complementar (PLC) 244/2025.
Pozzobom forneceu informações a respeito de obras iniciadas em penitenciárias que ampliam vagas em Rio Grande, Passo Fundo, São Borja e Caxias do Sul. Serão em torno de mais 8,4 mil novas vagas no sistema, sendo que 1,8 mil serão inauguradas em breve no Presídio Central, o que reduzirá o déficit de 11 mil para 3 mil apenados.
Disse o secretário que, pela primeira vez, o RS ultrapassou 80 mil vagas no sistema prisional. Com os novos presídios, acredita que será possível reduzir o déficit atual.
Também discorreu sobre obras em Osório, Viamão, e Santa Cruz do Sul, e ainda o presídio de Guaíba, que está em período embrionário. Explicou também sobre problemas ocorridos em obras no presídio de Erechim.
O deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), que solicitou a presença do secretário, adiantou os dois principais apontamentos que fará constar no parecer ao projeto, que é de sua relatoria. Para ele, há, nos artigos 2 e 28 do projeto, “vícios indefensáveis”. Afirmou que, quando da criação da Polícia Penal, o projeto do Executivo restringia a esta denominação apenas os agentes penitenciários, sendo as demais funções consideradas “carreiras de apoio”.
“À época, fizemos o debate com a categoria e acordamos que todos os aprovados no concurso deveriam ser considerados policiais penais, o que constou na Emenda Constitucional 82, anexada ao texto que foi aprovado. Não temos como concordar com um texto que fere o que nós deputados colocamos na Constituição”, frisou.
Outra questão apontada por Jefferson é em relação ao texto da proposta, que afirma que a Polícia Penal está calcada “na hierarquia e na disciplina”. O deputado afirma que não haveria erro se houvesse menção à hierarquia somente, mas o viés disciplinar tem o sentido de obediência, que só é possível em Polícias Militares. “Nenhum PL de regulamentação da Polícia Penal de outro estado se baseia nestes quesitos juntos. Isso fere as Constituições Estadual e Federal. São dois elementos que tornam a proposta insustentável”, criticou.
Presidente da comissão, o deputado Leonel Radde (PT) questionou a respeito da defasagem de vagas para servidores no sistema penal, tendo em vista a superlotação das penitenciárias.
Pozzobom falou sobre a retirada dos brigadianos da atuação em presídios e novos chamamentos de servidores, além de realização de concursos e as promoções internas, e detalhou dificuldades estruturais internas do sistema. Disse ainda que está sendo preparado um concurso para o próximo ano.
Agentes relatam dificuldades até para acessar a internet
Vitor Rosa GZH
A precariedade das instalações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul tem afetado diretamente o trabalho de agentes em Porto Alegre. Delegacias com infiltrações, salas interditadas e até departamentos sem sede revelam a realidade enfrentada pelos profissionais da segurança pública.
Na 14ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, na zona norte da Capital, o mofo tomou conta da sala de investigações. A umidade descasca a tinta do teto e compromete móveis.
Depoimentos são colhidos em salas improvisadas, sem conforto ou privacidade. Policiais relatam dificuldades até para acessar a internet.
Delegacias em situação crítica
Na 16ª Delegacia de Porto Alegre, no bairro Restinga, as portas foram roídas por cupins, e as paredes apresentam rachaduras. A pintura, que parece recente, foi feita pelos policiais, com recursos próprios.
— Para não ficar um ambiente tão insalubre, tão deprimente, os próprios policiais se cotizaram e pintaram as paredes da delegacia — afirmou Guilherme Wondracek, presidente da Associação dos Delegados de Polícia.
O Palácio da Polícia, sede histórica da administração da corporação, também enfrenta problemas. O terceiro andar está interditado há mais de um ano, com móveis amontoados e telhado coberto por lona.
O gabinete da chefia foi esvaziado em abril e permanece fechado.
O Departamento de Investigações Criminais (Deic), responsável por apurações contra o crime organizado, está sem endereço fixo desde o ano passado. A sede original foi alagada durante uma enchente, e a provisória, destruída por um incêndio em dezembro.
Promessas de reforma
O chefe de Polícia do RS, delegado Heraldo Chaves Guerreiro, reconheceu que algumas delegacias de Porto Alegre possuem problemas, especialmente a 14ª, a 15ª e a 16ª. Segundo ele, os processos de reforma da 14ª e 15ª estão em fase de contratação. Sobre a 16ª, o delegado não comentou sobre possíveis reparos.
— A Polícia tem olhado para essas estruturas e procurado junto ao governo as melhorias necessárias — diz.
Sobre o Deic e o Palácio da Polícia, Guerreiro prometeu soluções em breve.
— Estamos em tratativas e nos próximos dias teremos boas notícias. O Palácio da Polícia está em reforma e a previsão é que esteja pronto até maio de 2026 — declarou.
Improvisos em operações
A falta de estrutura já impactou operações importantes. Durante um caso de sequestro em Gravataí, os policiais não tinham sala para atuar e usaram a sede da Associação dos Delegados como base improvisada.
— Eles passaram a madrugada lá, não tinham onde ficar — relata Wondracek.
Prefeitura de Porto Alegre sancionou a lei que cria novo plano de carreira dos servidores e amplia atuação do órgão
Gabriela Plentz GZH
Os servidores nomeados já estão aprovados em concurso, mas ainda precisarão passar por cursos de formação, que duram cerca de cinco meses. A estimativa é que eles possam começar a trabalhar na rua no início do ano que vem.
A lei foi aprovada no início de julho na Câmara dos Vereados após uma tramitação com resistências da categoria. Atualmente, a corporação tem cerca de 380 guardas ativos.
No novo plano de carreira, estão previstas 2.070 vagas, sendo 1,2 mil no início da trajetória e o restante distribuído em outras sete classes, em sistema de pirâmide. Entretanto, ainda não há previsão para preenchimento total destes postos.
— Nós sabemos das dificuldades de todos os governos do Rio Grande do Sul nos últimos 30 anos, que não tem a metade da tropa que deveria ter Estado. É claro que isso atinge Porto Alegre. Então, nós também temos que avançar com a nossa guarda. Agora, o nosso orçamento é limitado. Se eu nomear mil guardas, como é que fica a saúde, como é que fica a educação, como é que ficam os outros serviços. É uma decisão dentro do limite orçamentário, com responsabilidade fiscal — avaliou o prefeito Sebastião Melo.
O projeto determina salário inicial de R$ 4.188,09, podendo chegar a R$ 11.391,58 no topo da carreira. A reserva de 12% das vagas para mulheres foi garantida por meio de emendas, assim como gratificação noturna.
— Todos os colegas estão na expectativa de como que vão ficar elencados dentro do sistema hierárquico. Todas as suas questões funcionais e financeiras também serão tratadas nesse sistema. Nós realmente fizemos um projeto muito redondo para que ninguém tenha perdas e que a gente garanta que todos tenham a possibilidade de avançar conforme os seus méritos para que a gente possa fazer mais pela nossa cidade — avaliou o Comandante Geral da Guarda Municipal,Marcelo do Nascimento Silva.
O novo órgão se inspira em modelo das guardas de São Paulo e Rio de Janeiro, para que os agentes também atuem no policiamento da cidade, de forma integrada com a Brigada Militar. Passam a estar no guarda-chuva da Guarda Civil Metropolitana funções como a segurança escolar, fiscalização e apoio a grandes eventos.
Na manhã desta sexta-feira (15), sindicatos e entidades que representam as principais categorias do funcionalismo público gaúcho promoveram um ato unificado no centro de Porto Alegre. A mobilização seguiu até o Palácio Piratini, onde lideranças e alguns políticos manifestaram a indignação com o arrocho salarial vivido pelos servidores do estado.
Por parte da Segurança Pública, participaram a ASSTBM, ABAMF, AOFERS, ASPRA, AABU, ABERGS, UGEIRM SINDIPOL e SINDICIVIS.
A pauta central foi a reposição inflacionária de 12,14%, percentual que, segundo os organizadores, cobre apenas parte das perdas acumuladas. Também houve críticas à situação do IPE Saúde, marcada pela falta de médicos e dificuldades de atendimento, especialmente no interior.
Lideranças denunciaram o abandono e a falta de valorização dos servidores, mas o dia e horário do protesto limitaram seu impacto junto ao Parlamento Gaúcho, que não realiza sessões às sextas-feiras. O governo estadual, por sua vez, não enviou representantes, já que o ato não tinha caráter de negociação, mas de desagravo contra o governo.
Embora o ato tendo a pauta definida na reposição inflacionária e a situação do IPE Saúde, a organização do evento, que é do Sindcaixa e CPERS abriu para manifestações políticas, que abordaram principalmente a questão nacional, tarifaço de Donald Trump e julgamento no STF dos envolvidos no ato de 08 de janeiro (23). Uma pauta não acordada com os demais participantes, principalmente os da área da segurança pública. Das manifestações de políticos, destacamos parte da fala da Deputada Maria do Rosário, onde citou que o STF está para concluir a questão do desconto previdenciário de aposentados acima do teto do regime geral, que se confirmar de fato, será uma boa notícia, pelo menos aos servidores inativos da BM e CBM.
Mesmo com baixa expectativa de efeito prático imediato, o movimento deixou claro o descontentamento das categorias, sinalizando que o clima de insatisfação pode pesar nas eleições de 2026.