Conheça a unidade policial campeã em apreensão de armas

BPChoque de Porto Alegre tirou de circulação 120 pistolas, revólveres, espingardas e fuzis no primeiro trimestre deste ano, além de efetuar 247 prisões

Humberto Trezzi GZH

O 1º Batalhão de Polícia de Choque (1º BPChq) da Brigada Militar fechou 2025 com um recorde na apreensão de armas de fogo, 366. Uma por dia. E começou 2026 superando essa média: foram 120 pistolas, revólveres, fuzis e espingardas apreendidas, média de 40 por mês (mais de uma por dia). 

Os batalhões de Choque são usados para pronto emprego, tanto em controle de distúrbios (como no eventual caso dos jogos de futebol) como no patrulhamento tático em áreas de risco, que é cotidiano. Atua também em apoio à repressão qualificada ao crime organizado. É o caso da apreensão de armas, sobretudo em locais conflagrados por guerras de facções, por exemplo.

– Somos a unidade da Brigada Militar que, pelo segundo ano consecutivo, mais apreendeu armas de fogo no Estado. Um número impressionante para uma unidade que ainda precisa policial jogos de futebol, fazer escoltas e ações de controle de multidão – destaca o tenente-coronel Rodrigo Betat Machado, comandante do 1º BPChq, unidade sediada em Porto Alegre. 

Entre janeiro e março deste ano, esse batalhão realizou 247 prisões, representando crescimento de aproximadamente 65% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, foram apreendidas 120 armas de fogo, além de mais de 2.400 munições retiradas de circulação, o que reduz o potencial ofensivo do crime. O volume de drogas apreendidas ultrapassou 590 quilos, resultado superior ao registrado no primeiro trimestre do ano anterior. 

Betat ressalta que o número do ano passado representa aumento de 81% nas apreensões de armas, em relação a 2024. E, curiosamente, isso acontece com redução de 78% na letalidade das ações do 1º Batalhão de Choque. O comandante da unidade acredita que a retirada das armas contribui – e muito – para consolidar as estatísticas históricas de redução de crimes violentos letais intencionais (CVLI) alcançadas nos últimos anos no Rio Grande do Sul (e em Porto Alegre, sobretudo).

Ele tem razão. Muita gente pouco liga se bandidos se enfrentam a tiros. Esquecem que as balas não têm endereço certo e, com frequência, matam inocentes. Daí cresce em importância ações como a dos BPChq, que formam a linha de frente do cotidiano da segurança pública.

Paciente do HBM Porto Alegre recebe primeira aplicação de Polilaminina no RS

Militar ferido segue em reabilitação intensiva e relata rotina de disciplina e superação

O soldado do Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS) Giuliano Freitas é o primeiro paciente no Rio Grande do Sul a ser tratado com Polilaminina, proteína utilizada em tratamento experimental voltado à regeneração neurológica. O procedimento ocorreu na última quinta-feira (19/03), no Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre (HBMPA), e foi realizado por equipe especializada vinda do Rio de Janeiro.

A Polilaminina é uma proteína estudada por seu potencial de estimular respostas associadas à regeneração neurológica em pacientes com lesão medular. A substância vem sendo observada em estudos experimentais voltados à reabilitação em pessoas paraplégicas e tetraplégicas. Na prática, ao agir, ela funciona como uma espécie de “ponte”, um elo que pode ajudar nas reconexões nervosas perdidas.

“Ela ainda não integra protocolos convencionais. Por isso, sua utilização depende de autorização específica dos órgãos competentes. Neste caso, houve decisão judicial favorável e autorização da Anvisa, cabendo ao Hospital da Brigada Militar oferecer suporte assistencial para que a equipe habilitada realizasse a aplicação”, explica o tenente-coronel QOES Renan Cabral, médico do HBMPA que acompanha o paciente.

Entenda o caso

Atuando em Santana do Livramento, o soldado Giuliano estava de serviço no dia 31 de dezembro de 2025. Era por volta das 5h30 da manhã quando foi chamado para atender a uma ocorrência de incêndio em um mercado. Durante o atendimento, um portão de uma zona que normalmente não apresentaria perigo acabou explodindo e ferindo seis bombeiros.

O soldado Giuliano foi o mais afetado do grupo. Quebrou o pescoço, o braço, o nariz e ficou inconsciente. Foi removido de helicóptero para Porto Alegre e só acordou no dia 5 de janeiro, com uma surpresa: estava paraplégico. “Foi um choque grande quando eu acordei e já não sentia do peito para baixo. Quando me explicaram o que tinha acontecido, levei um bom tempo para conseguir digerir, sabe?”, conta Giuliano.

No dia 13 de janeiro, ele deu entrada no Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre, onde até agora permanece internado. Segundo o paciente, a equipe do HBMPA tem sido um fator que o tem ajudado a superar as adversidades. Além disso, afirma ter construído no hospital relações e amizades que levará para a vida.

“Eu não negocio com a dor”

Os tratamentos de fisioterapia começaram no dia 21 de janeiro, na clínica onde os realiza, no bairro Cristal, na Zona Sul de Porto Alegre. De acordo com Giuliano, a possibilidade de ser tratado com Polilaminina nasceu por meio de familiares, enquanto ele ainda estava inconsciente. Com a judicialização, a Anvisa liberou o uso da proteína.

“Assim que comecei a fisioterapia, eu dei meu máximo. Para eu ficar de pé, demorou um mês e meio. Eu desmaiava, caía a pressão. O pessoal dizia ‘ah, vamo esperar uns 15 minutinhos pra tu subir de novo’. E eu dizia ‘ah, eu não negocio com a dor. Vamo subir e é isso aí’. Não termino quando tô cansado ou com dor; eu termino quando acaba”, narra Giuliano.

O militar relata que foi tentar levantar a perna uma hora após a cirurgia e conseguiu (algo que demoraria 10 a 15 dias). Desde então, as sessões de fisioterapia seguem intensificadas, com a duração de 3h por dia todos os dias.

Fonte: Comunicação Social Brigada Militar

Cláusula de barreira pode mudar e aumentar chamamento de aprovados em concurso da Polícia Civil? Veja a resposta

Governo nega e afirma que as regras do edital não permitem ampliar número de convocados

Andressa Xavier GZH

Dezenas de aprovados no concurso de inspetor e escrivão da Polícia Civil invadiram minhas redes sociais pedindo uma resposta sobre a possibilidade de aumentar o número de pessoas chamadas. Fomos atrás da posição do governo. Confira na apuração de Letícia Mendes acima.

Confira a nota completa

Cumpre informar que o concurso da Polícia Civil é regido pela Lei Estadual nº 15.266, de 24 de janeiro de 2019, que dispõe sobre o Estatuto do Concurso Público no âmbito da Administração Pública Estadual.

Nos termos do artigo 8º da referida lei, o edital é o instrumento normativo do concurso público e vincula a Administração Pública, sendo de observância obrigatória. Além disso, o artigo 12 estabelece que, após o início do prazo das inscrições preliminares, não podem ser alteradas as regras do edital relativas aos requisitos do cargo, critérios de aferição das provas ou critérios de aprovação para as etapas subsequentes, salvo em hipóteses de adequação à legislação superveniente, o que não é o caso.Play Video

O Edital de Abertura do concurso da Polícia Civil previu expressamente cláusula de barreira para a convocação ao Teste de Aptidão Física (TAF). O período destinado à impugnação administrativa do edital, ocorrido entre 27 de novembro e 3 de dezembro de 2025, transcorreu sem qualquer manifestação contrária por parte dos candidatos quanto a esse ponto.

Ressalta-se, ainda, que a legalidade da cláusula de barreira é amplamente reconhecida, inclusive pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, conforme o Manual de Boas Práticas na realização de concursos públicos e processos seletivos públicos (item 7.4.6), bem como pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema 376 de Repercussão Geral (RE 635.739), que firmou o entendimento de que “é constitucional a regra inserida no edital de concurso público, denominada cláusula de barreira, com o intuito de selecionar apenas os candidatos mais bem classificados para prosseguir no certame”.

Cabe destacar, também, que eventual ampliação do número de candidatos convocados para o TAF implicaria alteração do escopo contratual firmado com a banca organizadora, a Fundatec, contratada em 2024, uma vez que o contrato estabelece quantitativos de provas, avaliações físicas e demais etapas do certame.

Por fim, o número de vagas e de convocados em concursos públicos insere-se no âmbito da conveniência e oportunidade da Administração Pública, observados os limites legais, orçamentários e contratuais, não havendo, no caso concreto, fundamento jurídico que autorize a modificação das regras editalícias já em curso.

Com história em Passo Fundo, novo comandante do Corpo de Bombeiros do RS quer qualificar profissionais

Coronel Ricardo Mattei Santos, 49 anos, assume o comando do CBMRS com foco na capacitação dos novos bombeiros que vão ingressar na corporação, em 2027

Eduarda Costa GZH

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) tem um novo comandante-geral: o coronel Ricardo Mattei Santos. Aos 49 anos, ele tomou posse do novo cargo na última semana em Porto Alegre, em cerimônia realizada na sede da corporação, no bairro Santa Cecília.

Natural da capital gaúcha, Mattei tem Passo Fundo como segunda casa. Foi no norte do Estado que viveu dos quatro anos até o início da vida adulta, quando saiu da cidade para estudar Agronomia em Santa Maria — curso que levou até o nono semestre, quando a carreira militar brilhou os olhos com o sonho de se tornar bombeiro e piloto de aeronave.

Da formação de Oficiais da Brigada Militar, em 2000, Mattei passou por diferentes áreas da corporação até retornar a Passo Fundo em 2017, como Chefe da 2º Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil até 2021, e Comandante do 7º Batalhão de Bombeiro Militar até 2023 (veja mais abaixo).

— Passo Fundo foi minha cidade de crescimento, onde vivi até meu segundo grau, mas fiquei longe um tempo. Quando me formei, em 2000, assumi o pelotão de Vacaria, e direcionei meu caminho para área de resgate, instrutor de salvamento e mergulhador. Depois voltei a Porto Alegre, quando saí da aviação fui para a Defesa Civil, então retorno a Passo Fundo na Coordenadoria Regional. 

Entre os feitos na cidade, Mattei destaca o trabalho de desenvolvimento do novo quartel do Corpo de Bombeiros de Passo Fundo, no bairro Petrópolis, além da formação da aviação dos bombeiros militares. A formação culminou em uma missão especial nos Estados Unidos para trazer ao Brasil a primeira aeronave da história do CBMRS, em 2023. 

ABERGS / Arquivo
Ricardo Mattei e Ingo Lüdke, então tenentes-coronéis, voltando da Flórida com o novo helicóptero de resgateABERGS / Arquivo

— Tive a honra de passar por praticamente todos os setores da instituição, e isso me dá tranquilidade para trabalhar com esses mais de três 3 mil homens e mulheres para tentarmos fazer um trabalho bom para nossa sociedade gaúcha — resume o coronel. 

Gestão focada na qualificação

Na nova função, Mattei afirmou que um dos focos a curto prazo será a qualificação dos novos bombeiros militares que ingressarão na corporação a partir de 2027.

— Teremos o maior ingresso da história total da corporação, o que traz um impacto muito positivo para nossa sociedade. Nossa instituição carrega o nome de “Corpo” de Bombeiros, e eu me sinto tranquilo porque sei que não trabalho sozinho, é uma profissão que todos escolhemos por um ideal — ressalta Mattei. 

A longo prazo, o coronel também almeja um trabalho de apoio mútuo entre todos os estados brasileiros, no suporte em operações de emergência, e montar um trabalho conjunto de reestruturação da corporação junto ao novo governo estadual.

— A reestruturação da corporação precisa ser um projeto de governo, independente de qual seja. Nosso principal desafio é essa continuidade do planejamento estratégico em prol da corporação — almeja o coronel. 

A trajetória na Corporação

Mattei ingressou na formação de oficial ainda em 1998, quando o Corpo de Bombeiros pertencia à Brigada Militar. Em 2001, atuou como 1º Tenente da Seção de Combate a Incêndio no município de Vacaria, nos Campos de Cima da Serra. 

Em 2002, atuou em Torres durante o veraneio, participando da Operação Golfinho. A atuação no litoral gerou frutos, tanto que permaneceu por seis temporadas como comandante de praia, e também como instrutor de guarda-vidas militares e também guarda-vidas civis temporários.

Ainda no Corpo de Bombeiros, participou de cursos como Instrutor de Salvamento no Mar, de Mergulhador Autônomo de Resgate e curso de Salvamento e Atendimento Pré-Hospitalar da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA).

A partir de 2006, foi convidado para participar do atual Batalhão de Aviação, onde realizou a formação de piloto de segurança pública de avião e de helicóptero. A partir de 2014, com a desvinculação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, foi convidado para compor o quadro da Defesa Civil do RS, chefiando a Divisão de Assistência as Comunidades Atingidas. Em 2017, passou a coordenar a Regional de Proteção e Defesa Civil de Passo Fundo.

Já em 2021, como Tenente Coronel, tornou-se comandante do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, o maior em número de municípios de todo o Estado, também com sede no em Passo Fundo.

No ano seguinte, passou a comandar o Batalhão de Busca e Salvamento, na Capital. Em 2025, exercia o cargo de subcomandante-geral do CBMRS antes de ser anunciado como novo comandante-geral da corporação. Agora, tornou-se o sexto comandante da história dos bombeiros como instituição independente.

Novos alunos falam dos primeiros dias nos Colégios Tiradentes da Brigada Militar

A Semana Zero 2026, entre 09 e 13 de fevereiro, marcou oficialmente o início da trajetória dos alunos ingressantes nos Colégios Tiradentes da Brigada Militar (CTBM). A programação especial proporcionou aos novos estudantes de cada uma das oito unidades do CTBM, uma imersão na cultura institucional, nos valores militares e nas rotinas do Colégio, aliando disciplina, integração, atividades práticas e formação cidadã.

Aluna aparece de costas utilizando um instrumento musical para ensinar as práticas militares aos novos alunos que estão a sua frente.
Prática de Ordem Unida ministrada por terceiranistas aos novatos do CTBM em Porto Alegre – Foto: Colégio Tiradentes

Entre as novidades apresentadas aos novatos, estão as Práticas de Ordem Unida, atividade tradicional e fundamental na formação dos alunos do CTBM. De origem militar, a Ordem Unida desenvolve coordenação motora, disciplina, espírito de corpo, autocontrole e atenção ao comando, fortalecendo a coesão da turma. A Rotação por Estações de Aprendizagem, metodologia ativa consolidada no CTBM, possibilitou que os alunos conhecessem o Manual do Aluno 2026, compreendendo normas, direitos, deveres, regulamentos e princípios institucionais. Houve ainda, palestras formativas complementares à programação, promovendo reflexões sobre ética, diversidade, alimentação saudável, meio ambiente e cidadania.

Do CTBM em Ijuí, onde a Semana Zero foi de 02 a 06 de fevereiro, os alunos Visoto e Matheus revelaram a confirmação das expectativas sobre a rotina rígida e diferente, ao mesmo tempo em que vivenciaram experiências enriquecedoras. “Não desistam. Aqui se cresce como pessoa. Cada dia há novos aprendizados, principalmente sobre valores e respeito,” disse Visoto. Os adolescentes destacaram a participação na tradicional Rústica, de aproximadamente cinco quilômetros. Com apoio dos professores de Educação Física e do Corpo de Alunos, os participantes realizaram aquecimento, alongamento e receberam orientações de segurança. Houve premiação dos cinco primeiros colocados nas categorias masculino e feminino, seguida do tradicional banho de mangueira realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar.

Uma das turmas de novos alunos aparece em traje esportivo, diante da fachada do Colégio, em duas fileiras, uma em pé e outra sentada sobre o asfalto molhado.
Após a Rústica em Ijuí, os novatos ganharam o tradicional banho de mangueira realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar – Foto: Colégio Tiradentes

Do CTBM em Passo Fundo, o aluno Koch admitiu que no início, estava bem nervoso e com medo do que estava por vir. “Mas, ao chegar no Colégio, vi que era tudo diferente, que os formadores eram excepcionais, que os colegas eram ótimos e que a escola era acolhedora. Com o passar dos dias, o medo deu lugar à empolgação. Em casa, sempre tinha deveres para cumprir, como decorar hinos e canções, treinar os movimentos, passar a roupa para o dia seguinte etc. No final, tive a felicidade de ser eleito o aluno destaque da Semana Zero e me despedi dela com aquele gostinho de ‘quero mais’”, contou. Já o aluno Tonin, que atuou na função de Disciplina do Corpo de Alunos, falou do ciclo que completou, agora que está no terceiro ano: “Ficamos responsáveis por ensinar aos novos alunos a rotina e os diferenciais do Colégio, além de organizar os próprios terceiranistas, equilibrando rigidez e paciência. Esperamos ter servido de inspiração da mesma forma como víamos nossos formadores na nossa Semana Zero,” disse.

Estudantes e mestres aparecem em fileiras com balões azuis, brancos e vermelho em volta e uma faixa de bem-vindos no alto.
Turma de novos alunos no CTBM em Passo Fundo – Foto: Colégio Tiradentes

As expectativas dos novos alunos também evidenciam o significado de ingressar na Instituição. Do CTBM em Santo Ângelo, a aluna Espíndola relatou que, inicialmente, tinha receio de estudar em um colégio militar, imaginando uma rotina excessivamente rígida, ela que conquistou o primeiro lugar na seleção. “A rotina acadêmica é intensa e ainda estou me adaptando, mas já percebi um ambiente acolhedor, onde disciplina e respeito caminham junto com o companheirismo. Estou muito feliz com as novas amizades e satisfeita por ter escolhido o Colégio Tiradentes,” disse.

Face interno da entrada do Colégio, destaca-se um poste de energia com um equipamento novo. Ao lado, estão os mastros com as bandeiras.
CTBM em Santo Ângelo instala subestação de energia elétrica – Foto: Colégio Tiradentes

Todas as Unidades dos Colégios Tiradentes recepcionaram os alunos neste reinício de ano letivo com importantes investimentos em infraestrutura e obras de revitalização. O CTBM em Ijuí está construindo a nova biblioteca e o novo ginásio de esportes, atendendo uma demanda histórica da comunidade escolar. O CTBM em Santo Ângelo instalou uma subestação de energia elétrica, garantindo maior segurança e estabilidade no fornecimento de energia, além da aquisição de equipamentos para diversos setores.

Excelência

Professores reunidos em uma sala, assistindo a fala de uma PM feminina, durante a atividade de recepção, formação e confraternização na Unidade em Passo Fundo.
Uma semana antes dos alunos, professores tiveram a sua acolhida junto aos CTBMs – Foto: Colégio Tiradentes

As oito unidades da Rede Tiradentes figuraram entre as dez melhores escolas públicas estaduais em 2024. Além das Unidades citadas, há CTBM em Santa Maria, São Gabriel, Pelotas e Caxias do Sul. O CTBM em Porto Alegre, com 46 anos completos em 2026, é a Unidade mais antiga e esperou o primeiro dia de aula dos estudantes, 19 de fevereiro, para celebrar. Além das atividades em sala de aula, os estudantes têm a oportunidade de ampliar suas experiências e estimular talentos, escolhendo entre as opções, como a Banda de Música, o Clube de Leitura, o Clube de Xadrez e o Clube de Relações Internacionais, o qual pratica simulações de resoluções de conflitos mundiais. O colégio também disponibiliza monitorias controladas para reforço e aprofundamento dos estudos. No campo esportivo, os alunos podem praticar modalidades como esgrima, equitação, lutas, atletismo, vôlei, basquete, handebol, futsal, natação, entre outras.

O início do ano letivo representa mais uma etapa de dedicação e construção coletiva, fortalecendo o compromisso da comunidade escolar com a excelência, a cidadania e a formação de jovens preparados para os desafios do futuro. Para participar da seleção de ingresso aos CTBMs, basta conferir as informações no site da Instituição no início de setembro aqui

Texto: jornalista Eliege Fante, servidora civil da PM5/BM com apoio das ComSocs dos CTBMs de Ijuí, Passo Fundo, Santo Ângelo e Porto Alegre. Fotos: Colégios Tiradentes da Brigada Militar 

Fonte: Brigada Militar

Nova aeronave da Polícia Civil já chegou em Porto Alegre

Com cabine pressurizada, o turboélice Piper Malibu tem capacidade para seis pessoas e 1,8 mil km de alcance

Humberto Trezzi GZH

Policiais gaúchos ganharam asas para deslocamentos rápidos, inclusive para outros Estados. Já está em solo gaúcho o novo e mais completo avião da Polícia Civil. É um turboélice Piper PA-46-500TP Malibu Meridian, adquirido por US$ 2,6 milhões (R$ 14 milhões). Desse valor, R$ 9,5 milhões serão bancados pelo Fundo Nacional da Segurança Pública e R$ 6,3 milhões pelo fundo estadual.

Apesar de usado, o Malibu é um bólido com reduzida quilometragem – pouco mais de mil horas de voo, o que é ínfimo, em se tratando de aeronaves. Desenvolve quase 500 quilômetros por hora, metade da velocidade de um jato comercial, o que não é pouco para um avião movido a hélice.

O avião, um monomotor, foi adquirido após intensa pesquisa e comprado nos Estados Unidos, de um particular. É modelo 2015, mas parece novo em folha. Chegou a Porto Alegre e está sendo submetido a vistorias em oficinas de manutenção situadas junto ao Aeroporto Salgado Filho. É necessária toda uma checagem, antes da homologação para voo, que não tem data certa. A expectativa é que seja nos próximos meses.

O Piper Malibu tem capacidade para seis pessoas e deve ser usado para levar e trazer policiais ou apenados. É um veículo mais apropriado para esse tipo de transporte, do que os aviões comerciais.

A Polícia Civil gaúcha até tem outras duas aeronaves, informa o Chefe de Polícia, delegado Heraldo Guerreiro. Um helicóptero e um bimotor Beechcraft Baron, bastante antigo (modelo 1981), apreendido de traficantes e que exige constante manutenção. Com 10 anos de uso, o Malibu é um seminovo, em padrões aeronáuticos.

O novo avião é pressurizado, o que lhe concede capacidade de voar a até 9,1 quilômetros de altitude. Tem alcance também para percorrer até 1,8 mil km sem necessidade de reabastecimento. Outra facilidade é que pode decolar e pousar em pistas curtas, inclusive de grama, com até 750 metros de comprimento.

– Era uma necessidade e faremos bom uso dessa nova aquisição – comemora o delegado Guerreiro.

Preparação, prevenção e salvamentos: como é a rotina dos guarda-vidas no Litoral Norte

Coordenador da Operação Verão do CBMRS, major Jocemarlon Acunha Pereira fala sobre o trabalho dos guarda-vidas

Guilherme Sperafico Correio do Povo

Antes dos primeiros banhistas chegarem à beira da praia, a rotina dos guarda-vidas no Litoral Norte do Rio Grande do Sul já começou. O dia de trabalho inicia com um olhar atento para o mar, em um ritual que se repete diariamente e que faz toda a diferença para a segurança de quem aproveita a praia.

Buracos na areia, correntes de retorno e o comportamento das ondas são observados com cuidado antes mesmo da definição da área liberada para banho. Depois, a maior parte do trabalho é preventivo. Sempre que alguém ultrapassa a altura da cintura, o apito soa e o guarda-vidas se aproxima para orientar ou retirar a pessoa da água.

Por isso, o Podcast Direto ao Ponto conversa com o coordenador da Operação Verão do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), major Jocemarlon Acunha Pereira – o major Acunha -, que relata como é a rotina diária dos 800 guarda-vidas que atuam no Estado.

Brigada Militar realiza o “Sonho de Laura”

Existe uma máxima dentro da polícia de que, quando ela é chamada para uma festa, nunca é para comer o bolo, mas para apartar uma briga. Pois bem, nem sempre. No penúltimo dia do ano, a 3ª Cia do 11º BPM realizou o “Sonho de Laura”.

A pequena Laura tinha um sonho e pediu à mãe que sua festa fosse com os policiais que ela tanto adora. O brilho nos olhos da menina ao ser abraçada pelos novos amigos brigadianos era contagiante.

A comemoração contou com a presença da turma da ROCAM, chegada do Papai Noel embarcado e passeio de viatura no pátio da Companhia. Como presente, o Papai Noel trouxe uma bicicleta novinha e uma farda para a nova “PM Mirim”.

Após todas essas surpresas, familiares e amigos se deliciaram com doces e salgados oferecidos pela equipe do 11º BPM.

Parabéns a todos que tornaram possível a realização do sonho da Laura. Que muitas outras crianças tenham a oportunidade de ver seus sonhos realizados. A Brigada Militar não conseguiria, nem que quisesse, realizar o sonho de todas as “Lauras” existentes em nosso Estado, mas trabalha diuturnamente para garantir que essas crianças tenham segurança e possam chegar ao futuro como bons cidadãos.

O evento de Laura Aires Moraes Silvano só foi possível graças a mãe dela Letícia Aires Moares ter comentado com vizinhos da esscola Sgt RR Alfeu Mendes e chegar ao conhecimento da Sirlei Ferreira da Silva, servidora civil aposentada da Brigada Militar e secretária da Associação Divas da Alegria, quem correu atrás de meios para tornar realidade o sonho da pequena Laura, e da comunicação social do 11º BPM, que o Sd Diogo Vicente Hengen não mediu esforços e contou com os Sd Diego Freitas,
Hiago Rego Rockembach,
Henry Fritsch,
Maurício Vieira Villar de Oliveira,
Camila Silveira de Oliveira Luz,
Dominique Severo Agrippa
Dominique Castro do DA, que gentilmente confecionou o fardamento e do conhecido Papai Noel Servidor Civil aposentado da Brigada Militar Darci Juarez de Campos Homem

Reportagem e fotos: Lauro Giovani – Correio Brigadiano

Litoral Norte enfrenta precariedade e atrasos na entrega de guaritas para guarda-vidas

Despadronizadas, algumas estruturas começaram o veraneio ainda em fase de pinturas ou reconstruídas do zero

Felipe Faleiro Correio do Povo

As guaritas são parte importante do imaginário do verão no litoral gaúcho. Nelas, os guarda-vidas executam seu trabalho, mas chama a atenção que, chegado o veraneio, algumas ainda estão em obras, sendo construídas de última hora, ou com pinturas em andamento ou recém terminadas. Apesar de o Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS) manter uma padronização, cada Prefeitura é responsável pela construção e manutenção, mas executa as construções da maneira como é mais adequado às demandas locais. Atualmente, há 198 guaritas no litoral Norte, 27 no litoral Sul e 30 em águas internas no Estado. Em Torres, segundo o secretário municipal de Turismo, Gabriel de Mello, para a atual alta temporada foram adquiridas 20 novas estruturas projetadas em conjunto com o CBMRS. Elas são de cores amarela e vermelha.

No veraneio 2024/2025, elas chegaram apenas em 17 de janeiro, enquanto agora, ainda conforme ele, já estavam instaladas em 27 de novembro. “Foram colocadas janelas laterais no tamanho pedido por eles, e elas foram postas a cada 50 metros de distância, de maneira que possibilite de um tempo de reação de 15 segundos para o guarda-vidas realizar o atendimento”, comentou ele. A ideia é executar um estudo para substituir também estas por casinhas em pultrudado, tipo de fibra de vidro mais leve, resistente, imune à corrosão e que pode durar séculos; por isso, é também utilizado em plataformas petrolíferas. Em outros municípios, a situação é diferente.

Em Imbé, por exemplo, algumas são de alvenaria, diferindo de outras praias. Conforme a Prefeitura, ao menos seis que estavam danificadas foram substituídas antes da chegada do verão. Em Tramandaí e Torres, algumas unidades guaritas possuem guarda-corpos. Já em Capão da Canoa, havia algumas que ainda não haviam sido pintadas, como na praia de Araçá. Em Xangri-Lá, a Prefeitura encerrou nesta semana a manutenção e pintura das casinhas entre Rainha do Mar e Atlântida. O término recente também ocorreu em Osório, Cidreira, Balneário Pinhal e Quintão. Neste último, as guaritas têm cores predominantemente vermelhas e detalhes em amarelo, além de bases com madeiras entrelaçadas.

Guaritas dos salva-vidas na beira da praia no Litoral Norte

Guaritas dos salva-vidas na beira da praia no Litoral Norte

Pedro Piegas

Vistoria antes do verão encontrou várias guaritas “extremamente precárias”

Antes do veraneio, a Associação dos Bombeiros do Rio Grande do Sul (Abergs) realizou uma vistoria técnica nas guaritas, chegando aos seguintes números: em Torres, das 19 guaritas ativas, dez não existiam, “exigindo improvisos por parte dos profissionais”. Outras oito estavam em “situação precária” e uma estava, na época, em construção. Em Arroio do Sal, dos 22 pontos identificados, seis não possuíam guarita instalada e 16 as tinham, mas estavam em más condições de uso. Em Imbé, foram 26 identificações, dos quais três sem estrutura de guarita e 23 com necessidade de manutenção estrutural.

Em Tramandaí, foram 29: 13 na área central e 16 em Nova Tramandaí. No primeiro caso, oito estavam em boas condições, quatro em condições “extremamente precárias” e uma inexistente. Em Nova Tramandaí, seis precisavam de manutenção urgente, outras seis estavam “extremamente precárias”, três eram inexistentes e apenas uma estava em boas condições. Em Capão da Canoa, foram identificados 22 pontos de guaritas; 13 na área central e nove nos distritos de Capão Novo, Arroio Teixeira e Curumim. Nas da área central, sete estavam em boas condições, duas inexistentes, duas em destroços e duas “extremamente precárias”. Nos distritos, seis estavam em condições consideradas razoáveis, uma era inexistente e outras duas estavam “extremamente precárias”.

Preparativos para o verão 2025/2026 | Torres

 Preparativos para o verão 2025/2026 | Torres | Foto: Camila Cunha

CBMRS: Prefeituras já foram oficiadas para agilizar consertos

O coordenador administrativo da Operação Verão do CBMRS, tenente-coronel Vinícius Lang, disse que, quando há o término de um veraneio, as prefeituras já são oficiadas pela corporação para ajustar suas estruturas, mas nem sempre elas cumprem isto. Em Capão da Canoa, por exemplo, ele citou a falta ou necessidade de reparos ainda em quatro guaritas. Já Torres corrigiu seus problemas, já que, no verão passado, os guarda-vidas chegaram a trabalhar em gazebos na areia, em alguns pontos.

O recente ciclone extratropical que atingiu violentamente a região litorânea há cerca de duas semanas, destruiu ou arrancou seis delas em todo o litoral Norte, ainda conforme Lang. “Não podemos admitir que se chegue nesta época do ano e prefeituras nem sequer licitaram empresas para fazer reparos. É inadmissível. Considerando que o turismo é o carro-chefe do litoral, o cuidado com o banhista é prioridade, então, se ele não ver uma guarita ali, não vai permanecer. Caso elas não estejam prontas, o efetivo que estaria nesta guarita vai ser remanejado para postos laterais, e aí o patrulhamento que haveria ali ocorre com quadriciclos ou com outros meios”, comentou o coordenador.

Governo do Estado inicia obra para recuperação da Central de Inteligência da BM, em Porto Alegre

Investimento é de R$ 1,3 milhão para restaurar estruturas na edificação localizada no Centro Histórico

Correio do Povo

O governo do Estado iniciou a recuperação estrutural do prédio 1 da Agência Central de Inteligência do Quartel-General da Brigada Militar (BM), responsável por antecipar riscos, identificando ameaças e prevenindo crimes antes que se concretizem. O setor da corporação também reorganiza processos, atualiza protocolos, qualifica profissionais e implementa novas técnicas de coleta, análise e produção de conhecimento. A obra, fiscalizada pela 1ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (Crop), conta com um investimento de R$ 1,3 milhão.

Situado na Rua dos Andradas, no Centro Histórico de Porto Alegre, o edifício tem seis pavimentos: subsolo, três andares de uso geral, cobertura, casa de máquinas e cobertura da casa de máquinas. Com problemas estruturais como fissuras, infiltrações, armaduras expostas e corroídas, pinturas deterioradas, forro de gesso danificado pela umidade e trincas nas paredes, a recuperação será realizada em quatro etapas.

Atualmente, está em execução a primeira fase, que inclui a demolição de forros de gesso, alvenarias, remoção de luminárias e esquadrias e remoção de entulhos, com posterior recuperação estrutural de vigas e pilares.

Tais intervenções vão garantir novamente a estabilidade e a segurança estrutural do prédio, permitindo seu retorno como ponto administrativo importante para a Brigada Militar. A previsão de conclusão dos serviços está prevista para o segundo semestre de 2026.