Colégios Tiradentes da BM abrem inscrições para processo seletivo 2024

Entre as novidades do certame, vagas para alunos atletas e dependentes de militares do Exército Brasileiro

A Brigada Militar lançou o edital para o preenchimento de 558 vagas para o ano letivo 2024 dos Colégios Tiradentes. As vagas são para o 1º ano do Ensino Médio, nos municípios de Porto Alegre, Passo Fundo, Santa Maria, Ijuí, Santo Ângelo, São Gabriel, Pelotas e Caxias do Sul. As inscrições começam no dia 28 de agosto e podem ser realizadas até o dia 29 de setembro, pelo link https://secure.upf.br/apps/web/tiradentes/inscricao.php.

Do total de vagas, 198 são destinadas a dependentes de policiais da Brigada Militar (BM) e 29 são para dependentes de bombeiros do Corpo de Bombeiros Militares (CBMRS). Nesses dois casos, os dependentes só podem participar do certame caso os responsáveis estejam na ativa ou, desde que com remuneração, na condição de reserva ou reformados.

Nas vagas para a comunidade em geral, 109 são para egressos do ensino público, desde que tenham cursado integralmente os últimos três anos do ensino fundamental em escola pública, e 186 são para ampla concorrência. Neste ano, também estão previstas oportunidades para dependentes de militares do Exército Brasileiro (8 vagas) e para atletas (16 vagas).

O processo seletivo será composto por três etapas, sendo elas prova escrita (exame intelectual), exame de saúde e exame físico. A primeira etapa será composta por 25 questões de Língua Portuguesa e 25 questões de Matemática e realizar-se-á no dia 22 de outubro, às 8h30, em cada uma das unidades dos Colégios Tiradentes. A segunda etapa será no dia 9 de novembro, das 8h às 11h. Já a terceira etapa será nos dias 29 e 30 de novembro e contará com flexão de braço, teste de resistência abdominal e corrida de 12 minutos.

Inscrições – As inscrições serão realizadas ao valor de R$ 200. Os pedidos de isenção da taxa deverão ser solicitados pelo envio do formulário presente no edital, para o e-mail da unidade para a qual o candidato se inscreveu, junto aos documentos que comprovem a inscrição como beneficiário dos programas sociais do Governo Federal, até o dia 29 de setembro.

Resultados e matrícula – O resultado final dos aprovados será divulgado no dia 15 de dezembro, pelo site da Brigada Militar. As matrículas poderão ser realizadas entre os dias 19 e 22 de dezembro, em locais divulgados posteriormente por cada colégio.

Edital – As informações sobre a seleção podem ser consultadas no edital, disponível no link https://www.bm.rs.gov.br/colegios-tiradentes-2024.

Serviço:
Colégio Tiradentes | Processo seletivo 2024
Cidades: Porto Alegre, Passo Fundo, Santa Maria, Ijuí, Santo Ângelo, São Gabriel, Pelotas e Caxias do Sul;
Investimento: R$ 200;
Inscrições: www.brigadamilitar.rs.gov.br/colegio-tiradentes-2024;

Calendário:
Inscrições: 28 de agosto a 29 de setembro;
Prova escrita: 22 de outubro;
Exame de saúde: 9 de novembro;
Exame físico: 29 e 30 de novembro;
Resultado final: 15 de dezembro;
Matrículas: 19 a 22 de dezembro.

Texto: jornalista Ícaro Ferreira/PM5/Brigada Militar
Imagens: comunicação da Brigada Militar

Seleção será realizada por meio de exame intelectual, exame de saúde e exame físico – Foto: Estagiária Sthéfani/PM5

Aplicativo para servidores do Estado passa a contar com simulador de tempo de aposentadoria

Novidade foi apresentada em evento de comemoração dos três anos do Servidor RS

No lançamento da funcionalidade, participantes ressaltaram importância de se atentar para demandas dos usuários – Foto: Robson Nunes/Ascom Sefaz

Servidores do Estado agora contam com mais uma ferramenta para planejarem o futuro: o simulador de tempo de aposentadoria. A funcionalidade passou a ser oferecida no aplicativo Servidor RS, que conta com mais de 83 mil usuários, entre colaboradores ativos, inativos e pensionistas. A novidade foi anunciada nesta terça-feira (29/8), em evento para servidores de diferentes áreas no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre. O encontro marcou o aniversário de três anos do aplicativo.

Até então, o simulador só podia ser acessado via computador ou notebook, por meio do Portal do Servidor. Agora, passou a ser ofertado dentro do aplicativo, com um design mais simples e acessível. Com ele, é possível simular o tempo já trabalhado no serviço público e na iniciativa privada, a partir da base de dados já incluídos previamente no sistema de recursos humanos do Estado.

Clicando na aba “Períodos averbados”, os servidores podem conferir se já adicionaram todas as suas passagens por outras empresas ou órgãos públicos antes de ingressarem no Estado. Na aba “Simulador”, é possível ver a contagem de dias necessários até a aposentadoria, conforme cada uma das regras disponíveis, como idade ou tempo de serviço. O aplicativo também informa quais requisitos ainda precisam ser preenchidos. Para servidores que possuem mais de um vínculo com o governo, é possível ver cada um separadamente.

Nesta primeira versão, as regras vigentes são as do Regime Jurídico Único. Categorias que possuem regimes diferentes, como magistério, Brigada Militar e Polícia Civil, ainda não estão contempladas. Técnicos estão trabalhando para poder oferecer a funcionalidade também para esses grupos.

Durante o evento, o subsecretário do Tesouro do Estado, Eduardo Lacher, destacou a parceria entre diferentes áreas do governo para chegar à versão atual do aplicativo. Para ele, a discussão com servidores fez com que a ferramenta passasse a ter cada vez mais aprovação pelos usuários.

“Temos de devolver para a sociedade aquilo que ela espera. A tecnologia existe para as pessoas. Estamos sempre buscando entender o que é de maior valor para os servidores”, afirmou.

A diretora de Soluções Digitais do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs), Karen Maria Gross Lopes, reforçou os três eixos principais do Servidor RS – inovação, experiência do usuário e relacionamento –, lembrando que, por muitos anos, o governo trabalhou sem tanto contato direto com o público. “Fomos constantemente desafiados pelo Tesouro a fazer diferente. A missão foi desenvolver o melhor aplicativo de relacionamento com o governo”, enfatizou.

Demanda de usuários

O simulador foi desenvolvido a partir da demanda de servidores, que participaram de pesquisas e de uma série de oficinas de experiência do usuário. Antes de chegarem ao público geral, as soluções foram validadas pelos colaboradores.

A professora Karen Sartori Frederico, docente na Escola Técnica Parobé e supervisora da Escola de Ensino Normal Primeiro de Maio, ambas em Porto Alegre, foi uma das servidoras a participar das oficinas. Para ela, a preocupação do Estado em ouvir os usuários contribuiu muito para que uma versão melhor do aplicativo, que está em constante atualização, fosse desenvolvida. “Nós pudemos experimentar os recursos, fomos provocados a pensar. E, assim, melhoraram o layout, por exemplo. Com o aplicativo, consigo aproveitar mais o meu tempo, sem ter que sair de casa para buscar uma informação”, relatou.

Escriturário do Instituto-Geral de Perícias (IGP), o servidor Júlio Cesar Escouto Gouvea também foi uma das pessoas que contribuíram com as atualizações. “O diferencial é que nossas demandas foram escutadas”, elogiou.

Recursos

A nova funcionalidade é a 15ª disponível. Os recursos variam conforme o perfil do usuário:

  • simulador de aposentadoria;
  • contracheque;
  • comprovante de rendimentos;
  • consignações;
  • férias;
  • indenização de férias e licença-prêmio;
  • frequência e afastamentos (somente consulta);
  • licença-prêmio (somente consulta);
  • Requisição de Pequeno Valor (RPV);
  • teletrabalho;
  • dependente previdenciário;
  • histórico funcional;
  • recadastramento de inativos;
  • recadastramento de pensionistas;
  • fale conosco.

Outras três funcionalidades já estão sendo planejadas e devem ser as próximas disponibilizadas, ainda sem data definida: autorização de consignações, registro de frequência e solicitação de licenças e afastamentos.

Lançado em 20 de agosto de 2020, o Servidor RS já registrou mais de 6 milhões de interações. Em 2023, o aplicativo ficou entre os 20 finalistas da categoria “Governo estadual” do prêmio iBest – premiação que reconhece projetos pioneiros na internet a partir da votação popular e de especialistas.

O Fórum dos Patrocinadores, responsável pelo aplicativo, reúne servidores do Tesouro e de demais áreas da Secretaria da Fazenda (Sefaz), além da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), da Secretaria de Comunicação (Secom), da Procergs e do IPE Prev.

Como acessar

O aplicativo pode ser baixado em dispositivos móveis na Play Store (Android) e na App Store (iOS). Para uso em computador ou notebook, é possível acessar o site do Servidor RS, a partir do login da conta gov.br. São necessários os selos prata ou ouro.

Texto: Bibiana Dihl/Ascom Sefaz
Edição: Felipe Borges/Secom

Anos 50. A década de ouro da Brigada militar

A década de 1950 é muito rica em fatos e ações que levaram a Brigada Militar a construir grandes mudanças. Por esta razão a decisão foi mencionar fatos deste período em mais de uma parte, pois o espaço destinado a coluna não permitiria a divulgação de todas as ações.

Os anos 50 são conhecidos como os “Anos Dourados” devido a revolução tecnológica ocorrida com a chegada do rádio e da televisão. Podemos comparar o período com o momento atual com a internet e as redes sociais. As mudanças atingem desde a economia, educação, produção de bens e vida social. É um período de escassez nestes pós 1ª Guerra Mundial, mas também de criação e reinvenção em todos os setores e a Brigada Militar não poderia ficar a parte de todas estas mudanças no mundo e no Brasil. O debate sobre desenvolvimento foi marcante tendo a segunda metade da década um grande avanço na industrialização brasileira tirando o Brasil da estagnação econômica e o consequente aumento na mobilidade social, pois iniciava-se a migração da população rural para as áreas urbanas. A população estava em torno de 52 milhões de habitantes e a economia saia do modelo agrário exportador para a industrialização

Tivemos nesta década quatro Comandantes Gerais que entenderam bem as mudanças e iniciaram um processo político, técnico e social das atividades da Brigada com as consequentes transformações saindo de sua fase bélica para atividades de polícia ostensiva não só pela solicitação da sociedade, mas de novos processos para enfrentar as necessidades da segurança pública do que com atividades de guerra uma vez que a população urbana aumentava e consequentemente os conflitos sociais. A compreensão da política da época foi bem administrada pelos Comandantes da Corporação uma vez que no Estado houveram diferentes ideologias de governo e a Brigada Militar teve sucesso em todos eles. Inclusive tivemos o Coronel Walter Perachi Barcellos que pós comando da Força foi Deputado Estadual, Ministro do Trabalho e chegou a ser governador do Estado de 1966/1971 pela Aliança Renovadora Nacional, ainda os Coronéis Venâncio Batista, Ildefonso Pereira de Albuquerque e João Carvalho Carpes. Todos de visão impar na administração, política e futuro da Brigada Militar. O efetivo da BM variou neste período de 6 a 7 mil integrantes entre Oficiais se praças.

Podemos citar neste período as seguintes ações e transformações na Brigada Militar em cursos, construções e reformas de prédios, cursos voltados as atividades de polícia, administração dos bens e serviço da Corporação oportunidade de utilização de terrenos da Força para os integrantes da Brigada, aquisição de armamento adequado ao serviço policial e maior investimento nos bombeiros não só em construções de prédios, mas em convênios e aquisição de material. A Brigada Militar queria se modernizar nas suas atividades pois era uma “Empresa” que se dedicava a fazer de tudo desde entrega de ranchos através de seus supermercados, como pães produzidos e entregues nas casas dos policiais. Possuía fábrica de confecções, fábrica de calçados, moinhos de arroz, fazendas, pedreiras, olarias, fábrica de mosaicos, lojas de calçados, restaurantes e serviço de transporte em ônibus para integrantes da Força. Ainda como serviço especial foram criadas as salas de cine-teatro no Quartel General e algumas Unidades.

Cursos e instrutores de Polícia

A instrução policial já era altamente considerada como se pode ver nas palavras do Cmt Geral Cel Venâncio Batista “O ramo da instrução policial é um dos que maior carinho tem recebido deste comando, pois sem conhecimento completo de suas árduas missões, o soldado policial, fatalmente fracassará.” ( BE de 03 fev de 1955). O policiamento já estava todo afeto a Brigada Militar e seus efetivos envolvidos nestas atividades desde guarda dos presídios, escoltas, diligências, buscas e prisões. Inclusive escolta aos trens pagadores que efetuavam este serviço.

Regulamentos e Códigos reformulados

Seguindo as mudanças sociais e de atividades da Brigada militar a estrutura básica jurídica foi toda reformulada. Em Lei 1.753 de 27/02/1952 foi aprovado o Estatuto da Brigada Militar. Em 18 Jan 1955 foi entregue ao Comando da Força o novo Projeto de Código de Vencimentos e Vantagens. Em 23 de janeiro do mesmo ano o Regulamento do Pessoal da Brigada Militar. E já no início do ano de 1955 retornou do Governo do Estado com a devida aprovação o Regulamento dos Cursos de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Quadros da Brigada Militar que havia sido elaborado pela direção do Centro de Instrução Militar. Também foi criado os cursos de aperfeiçoamento como o Curso de Aperfeiçoamento para oficiais, criado pelo Dec. 4.963 de 18/05/1954 e de Especialização em Equitação, ambos em 1954. Cria-se o Regulamento do Promoção de Graduados através do Dec. 3.855 de 06/02/1953 preenchendo uma lacuna existente na promoção dos graduados. Na inclusão para passou a ser admitido só os reservistas.

As inaugurações de novas atividades, serviços e obras são de grande monta como podemos ver a seguir:

Engenhos de arroz da Brigada Militar

Em 31 Jul de 1954 foram inaugurados pelo Exmo. Sr. General Ernesto Dorneles, governador do Estado o Engenho de arros e Pavilhão destinado às seção de Ranchos do Estabelecimento de subsistência da Força. O moinho foi instalado em um dos antigos pavilhões do 1º BC e tinha a capacidades diárias de 175 e 60 sacos. O Pavilhão destinado a entrega de ranchos veio a sanar uma grande dificuldade da Seção de subsistência da Força. Foi construído com orçamento da Brigada Militar com 376 metros quadrados.

Hospital de Santa Maria

Em 19 maio de 1954 é inaugurado novo Hospital da Brigada Militar. Em Santa Maria.  A parte técnica ficou na execução pelo Ten Cel Ernesto Krieger e o 2º Ten Solon Pelanda Franco que teve a maior parte da mão de obra executada por elementos da Força. A quase totalidade dos tijolos foi produzida na olaria do Regimento. Finalizando a inauguração teve o discurso do Governador e a benção do prédio pelo Ver. Bispo Dom Antônio Reis. A construção nova tem 1.790 m2, pois foi uma ampliação da enfermaria do 1º Regimento de Cavalaria que foi todo reformado em seus 590 m2. (Decreto 1217 de 18/10/1946). Prédio com equipamentos modernos, sala e enfermaria de cirurgia com 30 leitos, enfermaria clínica, maternidade e enfermaria com 15 leitos para doenças de pele.

Em 29 de junho de 1954 foi inaugurado o Pavilhão de Tisiologia.. O Pavilhão tinha o mais moderno aparelho de raio X da época.

Serviço de Material Bélico – Novo Edifício

Funcionando há vários anos na parte inferior do QG da Brigada militar em precárias condições de higiene e conforto, oferecendo uma constante ameaça à administração superior da Força no dia 05 janeiro de 1955 é inaugurado o novo prédio do material bélico na Chácara das Bananeiras (bairro do Partenon) com 1.050 m2.

Para melhor alojamento e conforto aos integrantes do serviço foram inauguradas na mesma data nove casas de madeira, também construídas pelo SMB para moradia dos cabos e soldados. Mas as mudanças não foram só estruturais, mas técnicas pois todo o armamento a ser utilizado foi adaptado para atividades de polícia e não mais de guerra. Foram feitas aquisições de revólver “Colt” importados diretamente dos Estados Unidos para os Oficiais e grande quantidade de revolver “Taurus” para o serviço de policiamento. Aquisição de volumosa quantidade de munição de calibre 22, 32, 38 e de cartucho 7,63 para as pistolas Royal. Grande quantidade de metralhadoras de calibre 45 tipo “Madsen” modelo brasileiro bem como farta munição. Recuperação de 59 revolveres doados pelo Departamento de polícia civil.

Museu histórico da Brigada Militar

Na data de 20 de janeiro de 1955 às 1500h é inaugurado o museu histórico da Força com presença de comissões de Oficiais das Unidade e Serviço da capital. O uniforme do dia foi o 5º desarmado. Foi instalado junto Sala de Armas na parte reformada do Quartel General.

Polícia Rodoviária Estadual 

Criada por decreto 1.371 de 11 fevereiro de 1947, do governo do Estado somente em 24 de novembro de1953 foi efetivamente organizada na Secretaria de Obras e Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem. Por solicitação deste diretor do DAER o Governo do Estado atribuiu a Brigada militar a estrutura e organização que teve a dedicação do Maj Jorge Adão Fetter como diretor desta polícia.

Revista BRIGADA GAUCHA

Uma Revista criada como órgão oficial da Brigada Militar. Já nas primeiras três edições teve a assinatura de mais de 800 assinantes civis. Teve na figura do Capitão Ricardo Thompson Flores um nome expoente pois foi um dos organizadores que tornou realidade a criação da revista.  A Brigada Militar passou a contar com uma revista moderna de perfeito acabamento figurando entre as melhores do gênero na época. Teve ampla divulgação dentro e fora do Estado e mesmo no estrangeiro.

Isto é um pouco das ações da década que vamos desenvolver mais para entender as mudanças na Brigada Militar.

Jorge Luiz Agostini – Cel Ref

Licenciado em História

Filho de policiais militares recebe condecoração de “Praça mais distinta” em solenidade de Dia do Soldado

Tenente Savian e seu filho João

Na manhã desta sexta-feira (25/8), aconteceu no 7º Batalhão de Infantaria Blindada, em Santa Cruz do Sul, a Solenidade de Dia do Soldado, estiveram presentes no evento o comandante do 23º Batalhão, tenente coronel Rodrigo Schoenfeldt e o subcomandante, major Fabricio Broll Zago.

No dia 25 de agosto comemora-se o Dia do Soldado, data escolhida em homenagem a um grande militar brasileiro (Duque de Caxias), que nasceu no mesmo dia.

Um dos atos do evento é a entrega da medalha de praça mais distinta, que premia o militar que se destacou no respeito aos preceitos da hierarquia e disciplina, no cumprimento dos deveres militares e em seu desempenho na instrução militar.

Dentre os 250 militares que ingressaram no corrente ano, o premiado foi o Soldado João Álvaro Vargas dos Passos, que também foi destaque em varias outras atividades realizadas no transcorrer da incorporação.

João é o terceiro na geração de sua família que integra as Forças Armadas no 7º BIB, pois seu avô serviu na década de 30 e seu pai nos anos 90.

João é filho de pai e mãe policiais militares, a Capitã Michele da Silva Vargas, comandante da 3ª Companhia/23º BPM (Venâncio Aires) e o tenente Carlos Moisés Savian dos Passos, comandante do 3ºPelotão/2ª Companhia/23º BPM (Vera Cruz). Receber o título de “praça mais distinta” é um grande reconhecimento e honra dentro da hierarquia militar e demonstra os valores repassados de geração para geração.

📍Comunicação Social do 23º BPM/2º Sgt Greice

CRPO Planalto lança programa de cuidado à saúde mental policial

Seminário contou com a presença de várias unidades da Brigada Militar.

O CRPO Planalto realizou nesta quarta-feira (23), no auditório da Escola Notre Dame Menino Jesus, um seminário sobre a saúde mental policial.

O evento marcou a apresentação do Programa de Qualidade de Vida do Policial Militar, com o objetivo de fortalecer e complementar a rede de apoio que já é oferecida pela Brigada Militar na valorização da saúde mental dos policiais militares.

O programa prevê mapear os serviços de saúde mental oferecido pelos municípios; estabelecer parcerias com universidades da região; divulgar ao efetivo os serviços e parcerias que são oferecidos e organizar palestras e oficinas para promover conhecimento sobre a prevenção da saúde mental.

Para disseminar o assunto, o diretor do departamento de saúde da Brigada Militar, coronel Régis Reche; a chefe do biopsicossocial, major Cláudia Ferrão Vargas; e as psicólogas Milene de Oliveira e Carolina Monteiro palestraram sobre os temas “Gestão de saúde na BM”, “Saúde mental e suporte aos policiais militares” e “A importância de uma vida baseada em valores”.

Palestrantes destacaram importância dos cuidados à saúde mental.
Palestrantes destacaram importância dos cuidados à saúde mental.

O intuito geral do evento é levar ao conhecimento do efetivo os serviços disponibilizados, possibilitando aos militares plenas condições de ter uma vida saudável, refletindo assim, no desempenho profissional.

Além do comandante do CRPO Planalto, Tenente Coronel Cilon Freitas da Silva, o vice-prefeito, João Pedro Nunes, todos os comandantes dos municípios de abrangência do CRPO Planalto, dentre outras autoridades prestigiaram o evento.

O comandante do CRPO Planalto, Tenente Coronel Cilon Freitas da Silva, destacou a importância do evento e em como a ação impacta o efetivo policial.

“Com grande orgulho, anunciamos o Programa de qualidade de vida policial militar. A ideia do programa é usar portas já existentes no sistema de saúde municipal e universidades parceiras. O objetivo é quebrar alguns tabus referentes à saúde mental, visando a qualidade de vida dos nossos policiais. Tudo isso resultará em policiais mais tranquilos e melhor preparados para realizar o seu serviço e, consequentemente, tendo uma qualidade maior na segurança pública”, explica o comandante.

Um dos palestrantes do evento, o diretor do departamento de saúde da Brigada Militar, coronel Régis Reche, destacou aos participantes os serviços oferecidos pela própria rede, bem como a assistência prestada aos policiais através do departamento.

“Eu gosto de ver a vida de duas maneiras: uma que não existe milagre e a outra é acreditar que tudo é um milagre. Aprendi que a grandeza de um homem não é receber honras e sim merecê-las, e eu tenho certeza que cada um dos nossos policiais, as merecem. Usem as nossas estruturas!”, destacou o coronel Reche.

Apoiadores do evento:

Estino Café

Padaria Cruzeiro

Vale Natural Garden Center

Escola Notre Dame Menino Jesus

Floricultura Maria Flor


Comunicação Social CRPO Planalto – (Ana Caroline Haubert)

Domingo marcado por um feliz reencontro entre policiais militares e criança salva de afogamento em Osório

A tarde deste domingo (20/8) foi marcada por um reencontro emocionante e repleto de alegrias na sede do 8º Batalhão de Polícia Militar (8⁰BPM), em Osório.
Os pais do menino Davi de um ano e quatro meses, que foi salvo de um afogamento na última quarta-feira (16/8) foram até o Batalhão com a criança para agradecer aos policiais militares envolvidos na ocorrência.
Eles foram recepcionados pelo sargento Moreira e soldados Flávia, Cassiano e Martins que salvaram a vida da criança após ela ter se afogado na piscina de casa na última quarta-feira (16/8).

●Relembre: Após um chamado pelo 190, a guarnição foi enviada até à residência do menino, no bairro Albatroz, depois de ele ter caído na piscina. Os policiais militares realizaram a manobra de Heimlich na criança, que foi reagindo aos poucos até chegar na Unidade de Pronto Atendimento.

BRIGADA MILITAR – A FORÇA DA COMUNIDADE

COMUNICAÇÃO SOCIAL DO 8º BPM
TEXTO: Sd Rezende
FOTOS: Divulgação BM

Policiais gaúchos conquistam 11 medalhas no Mundial Policial

Policiais civis e militares participaram da última edição do World Police and Fire Games, que ocorreu em Winnipeg, no Canadá, entre os dias 28/07 e 06/08

https://www.pc.rs.gov.br/

Policiais civis e militares participaram da última edição do World Police and Fire Games, que ocorreu em Winnipeg, no Canadá, entre os dias 28/07 e 06/08.

A delegação gaúcha, composta por três policiais civis e um policial militar, competiu nas modalidades de Judô e Jiu-jitsu, e encerrou sua participação com um desempenho histórico.

Foram seis medalhas de ouro, duas medalhas de prata e três medalhas de bronze.

Os Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros, ocorre a cada dois anos, e é a segunda maior competição esportiva do mundo, ficando atrás somente dos Jogos Olímpicos.

Neste ano foram mais de 8,5 mil atletas policiais de todas as partes do mundo disputando mais de 60 modalidades. Desde as mais tradicionais como futebol, vôlei e natação bem como as mais específicas da atividade policial.

Os atletas/policiais gauchos conquistaram as seguintes colocações:

Comissário Marcelo Vaz:  Dois ouros (Judô e Jiu-Jitsu) e um bronze (Jiu-Jitsu NoGi)

Comissário Schulze:  Duas pratas (judô e Jiu-Jitsu)

Inspetor Franco:  Um ouro (Judô ) e dois bronzes (Jiu-Jitsu e Jiu-Jitsu NoGi)

Soldado Pedro Ximenes – Um ouro (Judô ) e dois bronzes (Jiu-Jitsu e Jiu-Jitsu NoGi)


Esta edição dos Jogos Mundiais foi  uma das mais disputadas, contando com a participação de atletas olímpicos. 

Os atletas/policiais já estão pensando na preparação para a próxima edição em 2025 que irá ocorrer na cidade de Birmingham, nos EUA.

– Foto: Marcelo Vaz

A história dos célebres “Abas Largas” da Brigada Militar

GZH: por LEANDRO STAUDT 

Os “Abas Largas” da Brigada Militar foram populares no interior gaúcho. Se na cidade o trabalho era feito pelas duplas de “Pedro e Paulo”, o campo era guarnecido por homens a cavalo. O chapéu de aba larga acabou denominando os brigadianos do policiamento rural montado.

A origem dos “Abas Largas” está em Santa Maria. Em cenário de crimes nas áreas rurais, principalmente furto de gado, a Brigada Militar reforçou a atuação nas regiões distantes dos centros urbanos. Em 1948, o coronel Walter Peracchi Barcellos, comandante-geral da BM, encaminhou proposta de transformação do 1º Regimento de Cavalaria em Regimento de Polícia Rural Montada. Inicialmente, criou apenas um esquadrão de polícia rural, responsável pela região da fronteira, em função do contrabando.

Em 29 de novembro de 1955, o 1º Regimento de Cavalaria foi transformado em Regimento de Polícia Rural Montada (RPRM), que teve esquadrões em Santa Maria, Alegrete, Tupanciretã, Farroupilha e Pelotas. Em 1956, começou a atuação dos “Abas Largas”, que logo ficaram célebres. Chegaram a virar personagens de histórias em quadrinhos e filme, em cartaz em 1963. No mesmo ano, “As Aventuras dos Abas Largas” foi um programa da Rádio Farroupilha, baseado nas histórias vividas pelos policiais da Brigada Militar.

Revista do Globo, em 1957, divulgou que o efetivo reunia 2.574 homens. Citou também inspiração na polícia montada do Canadá na formação do regimento. Em outra reportagem, em 1966, a revista destacou que o “chapéu é consignado na Brigada Militar como um brasão em homenagem ao gaúcho e só é fornecido após comprovação de ótimo comportamento do soldado e de suas aptidões para desempenhar a alta missão que lhe é confiada, ficando como um diploma ao seu possuidor”.

Além de combater criminosos, os policiais tinham outras tarefas importantes naquele período de maior dificuldade de locomoção. O policial montado fazia atendimento de primeiro-socorro, debelava incêndios em matas e plantações, informava aos órgãos sanitários sobre epidemias ou epizootias, transportava valores e conduzia médicos, enfermeiros e parteiras a locais de difícil acesso. Em locais remotos, também entregava correspondências e prestava serviços assistenciais.

Em 1961, o Regimento de Polícia Rural Montada mudou para 1º Regimento de Polícia Rural Montada (1º RPR Mont), com zona de atuação menor, já que foram criados outros dois regimentos em outras regiões. Em 13 de agosto de 1974, decreto determinou a alteração da denominação do 1º RPR Mont para 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon), que continua em atividade.

O chapéu de aba larga só é usado atualmente em solenidades na Brigada Militar. Como o policiamento montado atua em áreas urbanas e grandes eventos, por segurança, os policiais usam capacetes, com viseira acrílica. Eles ficam mais protegidos em caso de queda do cavalo, arremesso de objetos por manifestantes e em outras situações.

Liga Gaúcha de Ciclismo realiza prova para ajudar no tratamento de policial militar contra o câncer

Por Marcelo Warth Jornal O Sul

A Liga Gaúcha de Ciclismo realizou uma prova para auxiliar a soldado Cristiane Bassichetti, do 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar, na luta contra um câncer agressivo. O evento solidário ocorreu no distrito de Itapuã, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no dia 23 de julho.

Segundo o presidente da Liga, Gilmar Zenger, a prova alcançou o seu objetivo e foi “uma demonstração de carinho e solidariedade por parte dos atletas que compareceram em bom número”.

A brigadiana ficou emocionada com a mobilização dos atletas. A policial, de 36 anos, é natural de União da Vitória (PR). Ela vive há 15 anos no Rio Grande do Sul.

O câncer iniciou nas mamas e, rapidamente, se espalhou para outros órgãos. O alto custo dos medicamentos dificulta o tratamento da doença. O dinheiro arrecadado com as inscrições dos ciclistas foi doado para a soldado.

A prova teve um desfecho tranquilo e sem quedas. O vencedor no geral, Vilarbo Junior, percorreu os 82 quilômetros em 2h03hmin, com velocidade média de 40,15 km/h.

Já o veterano Mário Flôres, de 60 anos, surpreendeu por sua performance, conquistando a terceira colocação no geral e o segundo lugar na sua categoria.

Resultado por categorias:

Categoria Principal

1° Lug. Everson Camilo

2° Lug. Amílcar do Amaral

3° Lug. Reginaldo Vasconcelos

4° Lug. Bernardo Barcelos

5° Lug. Maicon Michelon

Categoria Master B

1° Lug. Vilarbo Junior

2° Lug. Mário Flores

3° Lug. Karli Heller

4° Lug. Alencar Wachter

5° Lug. Evaldo Conceição

Categoria Master C

1° Lug. Ivo Birigui

2° Lug. Flávio Machado

3° Lug. José Albenir

4° Lug. Paulo Alves

Categoria Estreante

1° Lug. Matheus Krupp

2° Lug. Artur Pereira

3° Lug. Andress Viera

4° Lug. Alexandre Estima

Categoria Speed Feminino

1° Lug. Daniela Chiaramonte

2° Lug. Fernanda Castro

3° Lug. Priscila Corso

Categoria Veteranos

1° Lug. Arizelmar Silva

2° Lug. Pedro Cardoso

3° Lug. João Luiz

Categoria  mtb Masculino

1° Lug. Regis Machado

2° Lug. Leandro Machado

3° Lug. Maicon Machado

Cristiane Bassichetti (C), do 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar, ficou emocionada com o carinho dos atletas Foto: Divulgação

“Ele fez o concurso escondido da gente”, conta mãe do PM santa-mariense morto durante operação em São Paulo

Autor: Letícia Klusener e Maria Júlia Corrêa Diario de Santa Maria

O policial militar da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), Patrick Bastos Reis, 30 anos, morto na última quinta-feira (27), foi enterrado no cemitério da Rota em São Paulo na sexta-feira (28).

Nascido e criado em Santa Maria, mais precisamente no Bairro Cohab Fernando Ferrari, saiu de Santa Maria com os pais em 2010. Moraram por sete anos em Porto Alegre. Os pais seguiram para Florianópolis, em Santa Catarina. O filho foi para Quaraí fazer parte do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), aos 17 anos, onde morou por um ano. Durante esse tempo, ele nutria o sonho de ser policial da Rota; então, ele passou no concurso e foi embora para São Paulo.

Patrick era muito apegado aos avós. Enquanto seus pais moravam no Bairro Tancredo Neves, ele passava grande parte do tempo com com eles no Bairro Cohab Fernando Ferrari, segundo conta sua avó, Nilza Bastos:

– Ele não conseguia ficar muito tempo longe da gente, o vô tinha que ir lá na Tancredo Neves buscar ele. Ele passou grande parte da infância entre lá e cá, aí quando ingressou na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para Educação Física, morou definitivamente comigo aqui.

Nilza relata que a relação entre Patrick e seu avô era de muito companheirismo e carinho. Ela conta que ele, aos 6 anos, viu seu avô falecer enquanto jogava bola, no Campo do Imembuy:

– Patrick sempre ia ver o vô dele jogar bola. Um dia, enquanto jogava, ele passou mal e acabou falecendo. Patrick tava lá e viu tudo, isso fez muito mal para ele na época, precisou até fazer um acompanhamento psiquiátrico durante alguns anos.

Ao passar no concurso e se mudar para a maior cidade do país para realizar seu sonho, o coração de vó apertou. 

– Eu fiquei triste, chorei muito quando ele se mudou porque eu não queria que ele fosse. Eu sei que São Paulo é muito violento, mas era o sonho dele, ele queria estar lá. Ele dizia que queria combater os bandidos – desabafa Nilza.

Ainda com a voz embargada, ela relata que o neto sempre foi muito estudioso:

– Além de passar para uma universidade federal, ele fez o concurso da Escola de Sargentos das Armas (Esa) e passou também. Passou no NPOR e também na Rota.

Desde que Patrick se mudou para São Paulo, construiu uma nova vida por lá. De um primeiro relacionamento em terras paulistanas, com uma policial militar, nasceu Heitor, seu filho. Desde dezembro de 2022, porém, Patrick se casou com outra policial militar paulista, chamada Vitória.

Mesmo não sendo mais casado com a mãe de Heitor, o policial cultivava uma boa relação e era muito presente na criação do filho. Agora, em outro casamento, a mãe de Patrick conta que a relação da madrasta com Heitor é de muito afeto. 

Desde 2022, os pais estavam em São Paulo para estar mais próximo do filho e neto Heitor, de 2 anos, que mora com os avós maternos em Riolândia, cidade com pouco mais de 12 mil habitantes, justamente por causa da intensa rotina de trabalho da mãe do bebê. Segundo a avó, a opção por deixar o neto lá é que ele tenha uma vida longe da rotina da Capital, que fica à 177 quilômetros de distância:

— Nossa preocupação era ficarmos mais velhos e estar longe do nosso único filho e neto. Foi isso que nos motivou a ir até São Paulo — conta a mãe de Patrick, Claudia Reis.

Na foto de 2022, Patrick e seus paisFoto: arquivo pessoal

A mãe conta que tinha receio da carreira que o filho tinha escolhido no começo. Mesmo assim, não esconde o orgulho de Patrick. O PM realizou o concurso para a Rota sem o consentimento dos pais:

— Patrick era tenente temporário do Exército. Quando decidiu fazer o concurso, não nos contou. O pai dele e eu não queríamos. Ele dormia na rodoviária de São Paulo, pois não tinha dinheiro para pagar pousada, pedia para os guardas cuidarem das coisas dele. Só um tempo depois que nos contou. 

Cláudia explica, ainda, que não conseguiram trazer o corpo para a cidade natal de Patrick.

— Não conseguimos levar o corpo para Santa Maria, e por toda a dedicação, não insisti. É na Rota que ele amava e vai ficar.

Mesmo sem êxito ao trazer o corpo para Santa Maria, Patrick terá uma despedida da cidade que lhe abraçou por anos. Na próxima quarta-feira (2), uma missa de sétimo dia está agendada para iniciar às 18h, na Catedral Metropolitana de Santa Maria.

Pelas ruas do Bairro Cohab Fernando Ferrari, o clima é de saudade. Nilza, relata que Patrick era muito querido por todos:

– Só tenho lembranças boas dele e é isso que eu quero guardar no meu coração.