Brigada Militar surpreende pequeno fã durante festa de aniversário em Charqueadas

Davi Lucca festejou o aniversário de 6 anos com a família e policiais do 28º BPM

Por Portal de Notícias  Foto: Brigada Militar / Divulgação

Davi Lucca festejou o aniversário de 6 anos com a família e policiais do 28º BPM

Na tarde de domingo (2/04), após a mãe Angelita Pappi manifestar a admiração do seu filho pela Polícia Militar, guarnições do 28° Batalhão de Polícia Militar (28º BPM) fizeram uma surpresa ao pequeno fã Davi Lucca, em Charqueadas, na região Carbonífera.
Durante a visita na festa de comemoração dos seis anos do menino, o capitão Lucas, com uma viatura do policiamento, e o tenente Giovane, com a Força Tática, compareceram ao evento para desejar feliz aniversário ao menino.

Davi Lucca tirou fotos, conheceu as viaturas e conversou com os militares, demonstrando grande alegria pela surpresa e falou que sonha em ser policial quando crescer.
“A Brigada Militar deseja um lindo e feliz aniversário ao futuro policial, que toda a admiração lhe renda grandes frutos no futuro”, diz em nota o 28º BPM.

Como o novo comandante do 12º BPM pretende acolher policiais militares e ampliar ações de segurança em Caxias

Ricardo Vargas é pai de dois filhos, jogador de futebol amador, torcedor do colorado e violonista nas horas vagas

PAULA BRUNETTO PIONEIRO

Ricardo Moreira de Vargas, 46 anos, retorna a Caxias do Sul para comandar o 12º Batalhão de Polícia Militar Bruno Todeschini / Agencia RBS

Após 10 anos, o tenente-Coronel Ricardo Moreira de Vargas, 46 anos, retorna a Caxias do Sul para comandar o 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM). Ele assume a unidade com a aposentadoria do tenente-coronel Emerson Ubirajara de Souza. Pai de dois filhos, jogador de futebol amador, torcedor do Inter e violonista nas horas vagas, o novo comandante pretende trabalhar o lado mais humano da Brigada Militar (BM).

Nascido em 1977 na capital gaúcha, Vargas veio com dois anos morar em Caxias do Sul. A mudança ocorreu devido à carreira policial do pai, o também brigadiano José Luiz de Vargas, que atuou no segundo maior município da Serra entre os anos de 1978 e 1994. A família residiu no bairro Kayser. A infância e a juventude foram regadas por estudos e jogos de futebol nos times Enxuta e SER Caxias.

Em 1995, Vargas passou no concurso da BM e ingressou na vida militar. Quatro anos depois, assumiu o 1º Pelotão de Choque de Caxias e teve como missão inicial coordenar o curso de formação de soldados. Durante três anos à frente do grupo, coordenou a segurança de estádios de futebol, as revistas na penitenciária, prisões por tráfico de drogas, barreiras, romarias, eventos e apreensões de armas. Enfim, foi um trabalho bem dinâmico, segundo ele.

— Lembro de ter realizado o policiamento em um jogo do Caxias que encerrou num sábado à noite e tínhamos que estar às 6h de domingo empregados no policiamento da Fórmula Truck em Guaporé. Naquela oportunidade, nem fomos para casa. O pelotão inteiro dormiu no alojamento do Batalhão e, os que conseguiram, completaram o sono dentro do ônibus que nos levou à Guaporé — recorda Vargas.

O intuito do comandante é seguir trabalhando na mesma linha da última gestão, tentando reduzir os índices criminais

O intuito do comandante é seguir trabalhando na mesma linha da última gestão, tentando reduzir os índices criminais

Bruno Todeschini / Agencia RBS

Ricardo Vargas nasceu em Porto Alegre, mas desde os dois anos mora em Caxias do Sul

Ricardo Vargas nasceu em Porto Alegre, mas desde os dois anos mora em Caxias do Sul

Bruno Todeschini / Agencia RBS

Capacete usado pelo José Luiz de Vargas, pai de Ricardo

Capacete usado pelo José Luiz de Vargas, pai de Ricardo

Bruno Todeschini / Agencia RBS

Entre as situações que o tenente-coronel atuou de forma pioneira em Caxias estão a implantação do Termo Circunstanciado (TC), em que as pessoas não precisam se deslocar até a delegacia para registrar o boletim de ocorrência, e também as primeiras apreensões de crack no município. A droga era nova no país, estava ampliando seu conhecimento em grandes cidades como o Rio de Janeiro, quando surgiu pela primeira vez em Caxias em meados dos anos 1990.

Ainda em Caxias, Ricardo foi também chefe da agência de inteligência da BM. Depois, de 2005 em diante, assumiu cargos na área de Segurança Pública a nível estadual e municipal, como a  coordenação-geral de Inteligência, em Brasília, e na Força Nacional. Também atuou na Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, na Casa Militar, no gabinete do governador e no gabinete do Comando-Geral da BM. Antes de retornar a Caxias neste ano, o tenente-coronel estava na Corregedoria da corporação militar em Porto Alegre.

Ao longo dos anos, Vargas formou-se no curso de Direito pela Universidade de Caxias do Sul. É pós-graduado em Segurança Pública pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e em Polícia Judiciária Militar pela Faculdade de Tecnologia Ippeo do Rio de Janeiro.

Bruno Todeschini / Agencia RBS
Revista Placar mostrou Vargas e colegas do 1º Pelotão de Choque fazendo a segurança de árbitros de futebolBruno Todeschini / Agencia RBS

Comandar com um propósito mais humano

Ricardo Vargas já estava de olho na Serra quando trabalhava na corregedoria. Segundo ele, 70% das ocorrências atendidas no Estado envolvem os trajeto entre a Serra e a Região Metropolitana. Por isso, nunca deixou de acompanhar Caxias do Sul. Tanto pelo trabalho anterior e como em forma de agradecimento pelo acolhimento que a cidade lhe deu ainda criança.

Vargas destaca que priorizará o trabalho em três eixos: o primeiro envolve a valorização do policial militar. Os aspectos de autoestima, realização profissional, acolhimento, saúde física e mental serão priorizados, assim como a segurança no exercício da profissão.

— Não faremos nada sozinhos. Como diz o nosso lema aqui no 12° BPM. Ninguém é tão bom quanto todos nós juntos, ou seja, ninguém individualmente é maior que a coletividade que nós representamos. Mas o grupo precisa ser fechado. Os problemas devem ser resolvidos dentro de casa. E a nossa casa é o 12ºBPM — saliente ele.

O segundo eixo no trabalho do novo comandante é promover ações que fomentem a aproximação do policial com a comunidade local. Por exemplo, cercando as entradas de Caxias e principais pontos turísticos com viaturas, diariamente, para que a população tenha um ponto de referência policial. No terceiro e último, Vargas destaca a ampliação de parcerias. Na visão dele é necessário que haja uma troca entre forças de segurança para o combate aos crimes e entre instituições da sociedade.

— Se existe o tráfico de drogas é porque existe o consumo, esse é um problema social, por isso, faço um apelo de conscientização para que as famílias cuidem o que está acontecendo com seus filhos. Dos crimes que tivemos em Caxias do Sul, até o momento, dois terços envolvem o tráfico e todos devemos estar envolvido neste combate — detalha Vargas.

O intuito do comandante é seguir trabalhando na mesma linha da última gestão, tentando reduzir os índices criminais. Um importante passo, na visão dele, será o cercamento eletrônico que auxiliará na identificação de criminosos, de veículos roubados e demais delitos.  O comandante também deseja trazer a sala do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que recebe as ocorrências policiais via 190, para a sede do 12º Batalhão, no Kayser. O espaço onde hoje fica esse serviço, próximo ao Parque dos Macaquinhos, está com a estrutura inadequada.

Os amuletos da sorte que conduzem os 28 anos de carreira

O Diário Oficial do Estado já anunciou a chegada do novo comandante. Com esta garantia, a família começa a se mudar da Capital para a Serra. A esposa e os dois filhos, de 6 e 9 anos, finalizam os últimos trâmites para a matrícula na rede de ensino em Caxias. Após, todos estarão morando no município. O pai coruja gosta de ficar com a família nas horas vagas e de tocar violão. Inclusive já ensinou o filho de nove anos. O mais novo logo tomará conhecimento dessa arte, diz Vargas. 

Além disso, o torcedor do Internacional, com frequência relembra os dias de jogador da adolescência, brincado com amigos em partidas de futebol amador. 

Os pais de Vargas, agora aposentados, vivem em Santa Maria com a irmã do novo comandante do 12º BPM. Mas o tenente-coronel carrega a admiração pelo pai em um objeto que fica na nova sala de trabalho. Na estande atrás da mesa, há um capacete branco, com o logo da Brigada Militar, objeto que foi usado por José Luiz de Vargas durante os 16 anos de trabalho. Outra decoração da nova sala é uma coruja de madeira, que carrega dentro de si uma coruja menor, artefato que é possível ser vista pelos buraquinhos. O animal representa uma espécie de proteção para o comandante, assim como a Brigada Militar representa a segurança para sociedade.

Os objetos devem ficar por bastante tempo neste espaço. O tenente-coronel pretende se estabelecer em Caxias e fazer um bom trabalho ao longo dos próximos anos. Ele deve ser acompanhado pelo major Flori Chesani Junior como subcomandante. A dupla tem uma parceria de mais de 15 anos.

Confira a cobertura da 19ª Copa Tiradentes ASSTBM

O Jornal Correio Brigadiano e Rádio Studio 190 está presente na cobertura da 19ª Copa Tiradentes da ASSTBM, levando informação e com entrevistas e programação ao vivo.

Confira algumas entrevistas

Entrevista com Ten Disnei – Coordenador da Copa Tiradentes

Entrevista com Israel – IBCM saúde

Entrevista com Diego Jobin – Simpala Financeira

Entrevista com Vocalista BETINHA da Banda Art Show

GALERIA DE FOTOS

Veja e baixe fotos do evento em nossa galeria Flickr( Clique na imagem)

Brigada Militar salva recém-nascido em Porto Alegre

Na madrugada desta quarta-feira (29/3), policiais militares do 21° Batalhão de Polícia Militar (21°BPM) realizaram o salvamento de um recém-nascido, durante a execução da operação Choque de Ordem, na área de atuação do 20°BPM.

Os policiais estavam deslocando para a delegacia após a prisão em flagrante de um homem por tráfico de drogas quando, na Rua dos Maias, no bairro Santa Rosa, depararam-se com uma mulher e seu filho recém-nascido, que estava engasgado. Os militares realizaram a manobra de Heimlich no local e tiveram sucesso em reanimar o bebê. Posteriormente, quando o neném já se encontrava fora de risco de vida, mãe e criança foram atendidos no Hospital Cristo Redentor.

Texto: Comunicação Social 21°BPM
Foto: Divulgação BM

Notícias Brigada Militar

Alunos-soldados da EsFES vão participar de Batalhão Escola

264 alunos estão em estágio nas ruas e vão se formar em 20 de abril

Quase formados, alunos reforçam a segurança nas ruas. Crédito: EsFES

PorGuilherme Baptista Jornal Ibiá

Alunos-soldados são vistos em vários pontos estratégicos, principalmente em esquinas e perto de escolas, reforçando o policiamento a pé nas ruas e dando uma maior sensação de segurança para a comunidade. Eles também atuam na fiscalização, participam de barreiras e operações. “Podem participar de todas as atividades de forma supervisionada. É um reforço muito importante para suprir a necessidade de efetivo”, destaca o comandante do 5º BPM de Montenegro, tenente-coronel Oberdan do Amaral Silva.

A turma que está atualmente em curso na Escola de Formação e Especialização de Soldados (EsFES) se forma em 20 de abril. Até esta data, os alunos seguem trabalhando nas ruas, como forma de estágio e apoiando o policiamento. Atualmente são nove turmas, num total de 264 alunos de várias cidades do Rio Grande do Sul e até de outros Estados. “Estão sendo empregados nas ruas todos os dias, inclusive em finais de semana, quando são encaminhados para cidades maiores, como da Serra Gaúcha, Vale do Sinos e Região Metropolitana”, diz o tenente Fernando Pastorio, coordenador do curso. Ainda não se sabe quantos ficarão no Vale do Caí após a formatura.

Existe a previsão de uma nova turma ingressar ainda neste primeiro semestre no Curso Básico de Formação Policial da Brigada Militar, mas não se sabe o número de alunos, o que depende da definição do Departamento de Ensino, com base no chamamento da segunda turma do concurso de janeiro do ano passado. A expectativa é de um número de alunos semelhante ao da turma atual. Antes disso estão previstas melhorias na estrutura da escola. Inclusive, foi instalado um refeitório, que antes a EsFES não possuía.

O atual curso iniciou em agosto do ano passado, com sete meses de duração, em carga horária de 1.730 horas-aulas, nas modalidades de ensino a distância e presencial. Conforme o diretor da EsFES, major Oscar Bessi Filho, a partir do segundo ciclo os alunos já podem atuar no policiamento de rua. Agora a turma atual já está no terceiro e último ciclo. Os estágios ocorrem não só em Montenegro e região, sendo aproveitados também em eventos pelo Estado, como ocorreu em Gramado, Caxias e Porto Alegre. Recentemente também atuaram no carnaval da Capital e em jogos do Gauchão, incluindo o Gre-Nal. “Os treinamentos de polícia ostensiva, repassados em sala de aula, são vivenciados na prática”, frisa Bessi.

Batalhão Escola
Na última semana o comando da Brigada Militar no Estado anunciou a criação de Batalhões Escola, formados por alunos-soldados. Assim, eles deverão atuar também em cidades maiores, como Porto Alegre, Santa Maria, Canoas e litoral.

Os alunos-soldados da EsFES de Montenegro vão atuar em Canoas, sob comando de alunos-oficiais do curso de capitães (CSPM). De acordo com o major Oscar Besi, nem a escola e nem o batalhão de Canoas terão intervenção no planejamento dessa atuação. “O objetivo é dar aos alunos-soldados a oportunidade de atuar com regularidade em áreas de maior índice de criminalidade, dar aos alunos-oficiais a possibilidade de planejar e gerenciar esse tipo de policiamento e dar a essas comunidades um trabalho focado na redução dos índices de crimes violentos.

Treinamento habilitou policiais ao trabalho com espingarda com munições antimotim

por Maurício Barbosa Diário de Santa Maria

Fotos: Brigada Militar (Divulgação)

A terça-feira foi de muito treinamento instruções para 20 policiais do 1º Regimento de Polícia Montada (1ºRP Mon) da Brigada Militar (BM). Eles se habilitaram para trabalhar com espingarda calibre 12, com munição de impacto controlado, também chamada popularmente de bala de borracha.

O treinamento aconteceu na Sociedade Concórdia Caça e Pesca (Socepe) no município de Itaara. Policiais militares receberam instruções para que possam usar com segurança armas de fogo com munições de impacto controlado, usadas pela Brigada Militar, com utilização da espingarda calibre 12, de forma eficaz e segura. Essas munições, são também chamada de antimotim e são apropriadas para o uso diferenciado da força como instrumento de menor potencial ofensivo, que possibilita o policial a tomar o controle de uma situação sem ferir gravemente o suspeito a ser imobilizado e detido.

Tenente Leandro Neves de Oliveira, ministrou as orientações com o objetivo de treinar, capacitar e habilitar os militares para a utilização das munições dentro da legislação vigente. Os militares também receberam orientações sobre as diferentes configurações, referências, e especificações técnicas, sobre as distâncias de emprego, de segurança e de utilização.

Instituto Caldeira recebe novo laboratório de inovação e pesquisa da Brigada Militar

É o segundo espaço criativo que será ocupado pela instituição bicentenária em Porto Alegre; o primeiro foi instalado em dezembro, no Tecnopuc

GZH

Laboratório no Instituto Caldeira vai se somar ao trabalho já realizado pela Brigada Militar no Tecnopuc
Jonathan Heckler / Agencia RBS

Em mais um passo na busca por digitalizar os serviços oferecidos, a Brigada Militar instalou mais um laboratório de inovação e pesquisa em Porto Alegre, desta vez no Instituto Caldeira. O local foi inaugurado na última sexta-feira (24). O setor funciona quase como uma startup dentro da corporação, buscando encontrar soluções para demandas e gargalos da segurança pública, em um trabalho feito junto a empresas privadas e comunidade academia.

O laboratório pretende, por meio da tecnologia, criar plataformas para digitalizar o maior número de serviços oferecidos pela BM, desde o atendimento nas ruas até o trabalho interno na corporação. Para isso, a equipe é multidisciplinar, composta por pessoas com conhecimento sobre desenvolvimento de software, área jurídica e marketing — todos PMs. A partir do trabalho, a expectativa é criar uma mudança de cultura na instituição de quase 200 anos. O primeiro laboratório da BM já havia sido inaugurado em dezembro, no Parque Científico e Tecnológico da PUC-RS (Tecnopuc), dentro da universidade em Porto Alegre.

A iniciativa também estará na segunda edição do South Summit, que começa nesta quarta-feira (29), em Porto Alegre, no espaço reservados a setores do governo do Estado.

Agora, poucos meses depois, um segundo espaço é lançado no Caldeira, localizado no Quarto Distrito. Conforme a direção do laboratório, o ambiente oferecido ali é terreno fértil para o desenvolvimento de ideias e projetos. Criado em 2019, o instituto conecta empresas, universidades e diversas outras instituições no objetivo de estimular o empreendedorismo e desenvolver projetos de inovação que tragam melhorias para a cidade.

De acordo com o coordenador do laboratório, tenente-coronel Roberto Donato, uma das metas a ser colocada em prática na nova casa já está definida:

— Queremos criar um escudo do Quarto Distrito. Então vamos trabalhar com reconhecimento facial, leitor de placas de carros, sensores de movimentos em locais pré-determinado. Por exemplo, se não é permitido transitar em determinada área durante à noite e ela for violada, nós receberemos um alerta, seremos avisados. Por meio de estudos e de ciência de dados, vamos buscar a melhor aplicação da tecnologia.

Por meio desse projeto, a equipe vai abastecer sua base de dados e, a partir dela, criar protocolos de atendimento para cada tipo de ocorrência. Depois, no futuro e com o projeto “mais redondo”, a expectativa é que a estratégia possa ser levada para o resto da cidade, para ser usada em operações da BM.

— Faremos o estudo dos dados que forem obtidos aqui, e vamos cruzá-los com o índice de gravidade de cada ocorrência, que também estamos desenvolvendo. Com isso, poderemos criar protocolos que estabelecem quais tecnologias podem ser usadas nos diferentes tipos de delitos, como roubo de veículo e assalto a pedestre. No futuro, isso poderá ser usado em qualquer lugar de Porto Alegre e do Estado, agilizando o atendimento — avalia o policial, que é doutorando em Inovação pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Formação de PMs

Outro projeto em desenvolvimento no local é voltado para a formação de novos servidores da BM. O objetivo é que os cursos oferecidos para quem ingressa na corporação sejam totalmente online, podendo ser acessados pelos novos PMs em qualquer local do Estado. Além de reduzir o gasto com papel, a automatização de procedimentos é um dos ganhos, explica Donato:

— Toda a gestão de ensino pode ser feita ali, como controle de faltas, de aulas de professores, o acompanhamento de aproveitamento. Com isso, vão sendo gerados relatórios. O sistema vai ajudar a identificar, por exemplo, as habilidades de cada pessoa. Aquelas que têm mais facilidade com exatas, podem ser remanejados para funções específicas, e assim por diante.

A criação desta ferramenta envolverá outros setores da BM, como integrantes do departamento de Ensino e de áreas pedagógicas e administrativas, que apresentarão suas demandas a empresas e startups que queiram desenvolver produtos para a área da segurança pública.

— Por meio dessa conexão com a iniciativa privada, buscamos desenvolver plataformas para digitalizar o maior número de serviços da BM, criando as soluções junto das empresas — resume Donato.

Novo espaço

Se o espaço no Tecnopuc traz uma base acadêmica ao laboratório da BM, o Caldeira vai conectar o grupo com diversas empresas. Os dois espaços possibilitam à equipe uma comunicação mais ágil e alinhada com os demais setores.

— Nesses locais, podemos apresentar para as empresas, startups, as nossas demandas, fazendo com que elas identifiquem possibilidades, soluções, negócios, empregos que podem ser criados para melhorar o serviço da segurança pública como um todo no Estado.

A ideia de um segundo laboratório vinha sendo delineada há cerca de 45 dias, entre a BM e o CEO do instituto, Pedro Valério, que avalia como positiva a presença de uma importante instituição da segurança pública dentro do Caldeira.

— É muito gratificante poder contar com uma instituição que é fundamental para o desenvolvimento do Estado, e saber que eles estão olhando profundamente para o uso de tecnologia, com o olhar voltado a inovação dentro dessa área. Ter a segurança pública dentro desse ecossistema é indispensável para transformarmos o 4º Distrito no que acreditamos que pode se tornar — avalia Valério.

Funperacchi fez uma pré-inauguração do seu estúdio para gravações de podcast

A Funperacchi fez uma pré-inauguração, ontem dia 17 de março, do seu novo Estúdio para gravações de podcast relacionados ao cotidiano da vida e saúde profissional e familiar dos integrantes da Brigada Militar. O estúdio é uma obra da gestão do advogado Roberto Alexandre dos Santos, incentivado pelo Conselho da Funperacchi formado por próceres brigadianos.

A programação será semanal e disponibilizada no canal @funperacchi2001 no You Tube. Abordará questões de interesse público focado no trabalho dos integrantes da Brigada Militar e demais órgãos da Segurança Pública do RS.

O principal tema será a saúde física e mental dos brigadianos que trabalham no policiamento ostensivo. “- A carga esta pesada. Precisamos ajudar o Comando e gestores da BM, nessa missão. Para isso, a Funperacchi constituiu um time de pessoas comprometidas com essa causa. Jorge Kralik, Ione Camelo, Fernanda Oliveira, Iovanna Scaravelli, Daiana Roldão, Marco Antonio Nunes e Susanna Schwantez formam uma equipe de profissionais de grande valor técnico, moral e espiritual, a serviço da família brigadiana”, afirma o coronel Aroldo Medina, diretor de Relações Institucionais da Funperacchi.

https://www.youtube.com/watch?v=qck6VpG2Lhs

“…A FÉ MOVE MONTANHAS E FAZ O IMPOSSÍVEL ACONTECER…”

Na manhã de quarta-feira (15/3), policiais militares do 12º Batalhão de Polícia Militar, acompanharam a saída de um menino de 4 anos de idade, de sua última sessão de radioterapia em Caxias do Sul. 

O encontro  entre o menino e os PMs ocorreu no Hospital Geral, local em que Jhonathan Gomes realizou todo tratamento, devido à um tumor na cabeça. 

A mãe, Fabiana Gomes, relatou que desde o início do tratamento passaram por diversos momentos difíceis, e que a cirurgia foi a fase mais complicada, mas que seu filho, como um guerreiro, reagiu satisfatoriamente e com coragem diante do desafio.

Ciente da admiração do filho pela Brigada Militar, juntamente com a equipe médica, pediram a presença da BM para fazer parte deste momento especial. 

Desde os dois 2 anos ele diz que deseja ser policial. Hoje ele ficou muito feliz, acho que foi o melhor dia dele. Sinto uma felicidade imensa, sou grata a Deus por tudo, pois, a fé move montanhas e faz o impossível acontecer, afirmou a mãe.

Comunicação Social 12º BPM

Fotos: Sd Oberdan

Brigada Militar Crpo Serra

Quem é o novo chefe do Estado-Maior da Brigada Militar

Coronel Luigi Gustavo Soares Pereira assume a função na próxima sexta-feira (17)

Coronel Luigi tem 30 anos de Brigada Militar Luigi Gustavo Soares Pereira / Arquivo Pessoal

GZH

Na próxima sexta-feira (17), o Estado-Maior da Brigada Militar terá um novo chefe. Aos 48 anos, com experiência na linha de frente e na formação da tropa, o coronel Luigi Gustavo Soares Pereira terá a missão de liderar o órgão responsável por cinco áreas da BM (pessoal, inteligência, operações, logística e relações com a comunidade), garantindo suporte a 18 mil PMs em ação.

Ele assumirá o lugar do coronel Rogerio Stumpf Pereira Junior, que está indo para a reserva após mais de três décadas de serviços prestados, tornando-se o terceiro homem na hierarquia da BM – depois do comandante-geral Cláudio dos Santos Feoli e do subcomandante Douglas da Rosa Soares. E terá um motivo extra de orgulho na solenidade de posse: o fato de vir de uma família de brigadianos, a começar pelo seu bisavô, subtenente Castro, falecido em 1976. 

Ao longo da carreira, o coronel Luigi comandou áreas fundamentais dentro e fora da BM. Já foi subcomandante da Força Nacional e aprendeu na prática a importância do trabalho articulado na Segurança Pública. 

Também chefiou a PM2 da BM (setor de inteligência), as Patrulhas Especiais de Segurança (Patres), o Esquadrão de Explosivos do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e os Batedores Motociclistas do Batalhão de Operações Especiais (BOE). Mais recentemente, liderou o Departamento de Ensino (DE) da Academia de Polícia, mas lembra que nunca fez nada sozinho.

— É trabalho em equipe e não em “euquipe — brinca.

O coronel pretende dar continuidade à gestão do antecessor e atuar em sintonia com o comando para aprimorar a capacidade da BM de acolher, dar suporte operacional e treinamento aos policiais. Uma das ideias é transformar o DE em uma espécie de hub (central de distribuição) para outras áreas, com foco na inovação tecnológica contra o crime. 

— Tenho o péssimo hábito de ser otimista demais. Quero chegar em casa e poder acionar o portão da garagem a 30 metros de distância e quero que todos possam fazer o mesmo — diz o chefe.

Coronel Luigi durante instrução no Esquadrão de Explosivos do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) Luigi Gustavo Soares Pereira / Arquivo Pessoal
Nos anos 2000, ele (no centro, à direita do escudo) atuou no Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) Luigi Gustavo Soares Pereira / Arquivo Pessoal
No aniversário do Gate em 2001, bem ao centro (junto à letra “B”) Luigi Gustavo Soares Pereira / Arquivo Pessoal
Coronel Luigi com os filhos e a mulher, tenente Adriana, que também é da BM Luigi Gustavo Soares Pereira / Arquivo Pessoal