Os policiais militares da 53° Operação Golfinho estavam realizando o patrulhamento ostensivo na Orla do município de São Lourenço do Sul quando foram abordados por crianças que solicitaram conhecer a viatura policial, bem como os militares de serviço. Os militares prontamente desembarcaram da viatura e atenderam ao pedido das crianças, que após a conversa demonstraram a gratidão, pedindo que os brigadianos participassem de seu jogo com bolas de gude.
Iniciativas, assim, promovem à aproximação da população da cidade com a Brigada Militar, que com relativa frequência recebe crianças para conhecerem as viaturas policiais.
Comissão de Avaliação e Mérito mesmo com duas sindicâncias favoráveis, nega a promoção ao Soldado
Soldado Tiago Israel ajudou casal e criança que estavam presos em carro que balançava sobre um abismo de 10 metros, em rodovia da Serra, em fevereiro de 2019
HUMBERTO TREZZI GZH
PM posou para uma selfie ao lado de GabrielTiago Lincke / Arquivo Pessoal
Na semana passada, completaram-se quatro anos desde que o PM Tiago Israel, 38 anos, realizou uma proeza. Em 3 de fevereiro de 2019, o soldado resgatou uma família que estava presa dentro de um Voyage capotado numa ribanceira às margens da RS-115, em Gramado, naserra gaúcha. O veículo ficou pendurado em uma árvore, sobre um abismo.
O policial, que estava de folga, resgatou um casal e o filho deles, de sete anos. Desde então, se repetem acenos de que o brigadiano será promovido por bravura, mas isso nunca aconteceu.
O Voyage era conduzido por Maico Presse, morador de Parobé, que viajava com a esposa, Paula, e o filho Gabriel. O motorista perdeu o controle do carro durante uma chuvarada, deslizou na pista, em uma curva do km 35, e o veículo capotou, entre Gramado e Três Coroas.
O automóvel teve a queda na ribanceira interrompida pela copa de uma árvore. Ficou com as rodas para cima, e os ocupantes se viram impossibilitados de sair. Lincke, que morava em Três Coroas e se dirigia para o serviço em Gramado, viu motoristas alertarem sobre o acidente e parou para ajudar. Os ocupantes estavam sobre o carro, que balançava perigosamente sobre um abismo de 10 metros.
Lincke solicitou por telefone ajuda de uma guarnição de bombeiros, mas decidiu agir antes de eles chegarem, pelo risco iminente de queda do veículo. O soldado se esgueirou por baixo do carro e conseguiu pegar o menino, ainda com o Voyage balançando. Foi usado um cinto para suspender Gabriel até um voluntário, civil, que estava na parte de cima do barranco.
Uma ambulância chegou, e logo também apareceram os bombeiros. Eles jogaram uma corda, usada pelo policial para amarrar o eixo do Voyage. Com isso, o risco de queda de Maico e Paula ficou menor, e o casal acabou sendo retirado 30 minutos após o acidente. Na porta da ambulância, o PM posou para uma selfie ao lado de Gabriel.
O policial militar sabia que, se o carro caísse, ele cairia junto, mas lembrou da filha — com a mesma idade de Gabriel — e por isso começou o resgate da família sozinho. A consequência foram alguns cortes nas mãos e alguns dentes quebrados. Ele já tinha proezas similares anotadas na ficha funcional: em 2016, resgatou uma menina de quatro anos arrastada por uma onda, em Tramandaí.
Em fevereiro de 2019, soldado resgatou família que estava presa dentro de um Voyage capotado numa ribanceiraTiago Lincke / Arquivo Pessoal
A Brigada Militarrealizou duas sindicâncias, ainda em 2019, uma do batalhão e outra da cúpula da corporação. O parecer de ambas foi pela concessão de promoção por bravura ao soldado Lincke — caso promovido, ele se tornaria segundo sargento.
Pesou para isso, entre outros, o depoimento de Paula Presse. Ela disse textualmente:
“O soldado Israel é um herói. Foi muito corajoso e colocou sua própria vida em risco, para salvar a vida de nossa família. Qualquer movimento poderia ocasionar a queda do veículo na ribanceira, levando o policial de arrasto”, salientou a mulher acidentada. Palavras que foram endossadas pelo marido, na mesma ocasião.
Só que os resultados das sindicâncias foram analisados por uma Comissão de Avaliação e Mérito da BM, que negou depois, por duas vezes, o reconhecimento do ato de bravura ao soldado. A justificativa: faz parte da obrigação do policial agir quando se depara com situação de risco (mesmo que ele esteja de folga, como era o caso).
Lincke entrou com recurso contra a decisão. Apresentou nove testemunhas, que alegam que ele correu risco. Conforme o soldado, até uma perícia técnica foi realizada. Mas a promoção não saiu.
Em julho de 2022 Lincke, cansado de esperar, solicitou reunião com o atual comandante da BM, coronel Cláudio Feoli, e foi recebido. O oficial fez elogios à performance do soldado. Contudo, até agora, a promoção não saiu.
Nesse meio tempo, Lincke estreitou os laços com a família Presse, a quem visita com frequência, sobretudo em aniversários. O soldado também recebeu moções de aplauso e medalhas concedidas pelo Legislativo de Gramado e pela prefeitura de Três Coroas. Só estranha que a BM não tenha concedido a ele a honraria que representaria um salto significativo no salário.
— Em 14 anos de BM tive conduta, acredito eu, satisfatória. Não respondi processo disciplinar, e os depoimentos demonstram que corri risco. Fico sem entender o que está acontecendo — desabafa.
GZH procurou o comando da Brigada Militar. O coronel Feoli recorda bem do encontro com o soldado Lincke, a quem descreve como um policial de conduta exemplar, “extremamente dedicado”. A respeito da promoção por bravura, o comandante ressalta que ela é concedida a quem corre “risco incomum” e a comissão sindicante considerou que o perigo corrido por Lincke não se enquadra na excepcionalidade. Isso não impede, porém, que a BM e o próprio comandante (que dá parecer ao final do processo interno) reconsiderem a decisão e concedam a honraria, conclui Feoli. Ele determinou reanálise do caso.
Competição no formato double marathon tem o percurso de 84.390m
17ª Travessia Torres Tramandaí
A TTT (Travessia Torres Tramandaí) está entre as duas maiores corridas realizadas no Rio Grande do Sul, junto com a Maratona Internacional de Porto Alegre. No formato de ultramaratona, a prova reúne cerca de 3.000 inscritos que percorrem um total de 84 km, envolvendo todo litoral norte do estado.
Na modalidade Octeto Masculino, a equipe formada por guarda-vidas militares do CBMRS conquistou a quarta colocação, percorrendo 84.390m no tempo total de 5h55min08s.
A equipe foi formada pelos soldados Forster (6° BBM), Arce (ABM), Vitor Hugo (1° BBM), Vilela (8° BBM), Ribeiro (4° BBM), Thyago (DA), Marcelino (2° BBM) e Lima (4° BBM) e contou com o apoio do 1° Tenente Ardenghi (7° BBM) e do Soldado Dall Asta (2° BBM).
17ª Travessia Torres Tramandaí
O CBMRS também foi representado na modalidade individual pelo 2° Sargento França (9º BBM), que concluiu a ultramaratona em 11h47min03s.
17ª Travessia Torres Tramandaí
Na modalidade Dupla Masculina, o 1° Tenente Ardenghi do 7° BBM concluiu a prova com seu filho João Paulo, que também faz parte do efetivo do CBMRS como guarda-vidas civil temporário, no tempo de 7h20min.
Ainda, na Double Marathon, o Soldado Temporário do 1° BBM, Renan Costa da Cruz, completou o percurso com sua dupla Rodrigo Aldeia, de Florianópolis, em 9h27min.
17ª Travessia Torres Tramandaí
O CBMRS parabeniza os guarda-vidas militares e o guarda-vida civil que participaram da 17ª Travessia Torres Tramandaí, os quais superaram o grande desafio de percorrer 84km e concluíram, com êxito, o percurso.
Ricardo Beskow da Costa mora em Imbé e dedica sua vida a salvamentos e aulas de surfe e de natação
Nascido em Porto Alegre, Ricardo Beskow da Costa trabalha há nove anos como guarda-vidas no Litoral NorteAndré Ávila / Agencia RBS
HULLY COSTA De Tramandaí GZH
A forte relação de Ricardo Beskow da Costa, 36 anos, com a água começou ainda na infância, já que foi criado na beira do Guaíba. Naquela época, era morador do bairro Belém Novo, na zona sul de Porto Alegre. Filho de pescador, aprendeu a nadar muito cedo e costumava acompanhar o pai nas pescarias. Também visitava com frequência os familiares que tinham casa no litoral gaúcho e, aos seis anos, já surfava em Tramandaí, no Litoral Norte.
Esta reportagem faz parte da série A Praia de Cada Um, que conta como pessoas de diferentes perfis aproveitam o litoral gaúcho. Veranistas e moradores da região compartilham suas preferências e o que a praia representa em suas vidas.
Logo após o Ensino Médio, Costa decidiu se mudar para Imbé para seguir sua vida perto da água. No município litorâneo, fez o curso de guarda-vidas civil e, desde 2014, trabalha com algo que lhe realiza profissionalmente em um ambiente que sempre amou: a praia.
— A praia, para mim, é minha vida, é tudo de bom. Eu preciso estar em contato com a praia, com a natureza, então, procuro entrar no mar, surfar e treinar no inverno e no verão. É como se fosse minha casa — destacou o guarda-vidas, em meio a um turno de trabalho em Tramandaí.
Em seu primeiro ano como guarda-vidas, ele atuou em Capão da Canoa. Depois, passou cinco anos trabalhando em Imbé e, em seguida, foi transferido para Tramandaí. Em 2022, também teve a experiência de atuar como “nadador-salvador” em Portugal.
Formado em Educação Física, o gaúcho contou ainda que atua como professor de natação e de surfe durante o ano, mas garantiu que se encontrou na profissão de guarda-vidas:
— Sempre admirei o trabalho dos guarda-vidas, então, quando soube que poderia fazer o curso, me interessei bastante. Para mim, ser guarda-vidas aqui é muito bom, pois é um trabalho gratificante e bem especial. É um prazer estar aqui na beira da praia, cuidando das pessoas e fazendo esse trabalho. Eu me sinto realizado.
Segundo Costa, a ideia é seguir com a atividade enquanto tiver energia e disposição. O guarda-vidas explicou que trabalha meio turno e que a rotina costuma ser bem variada: tem dias que o mar está revolto e, em outros, mais calmo, assim como momentos em que o movimento é intenso beira da praia e, em outros, menor. Contudo, os salvamentos acontecem inclusive quando o mar está tranquilo, pois as pessoas costumam se aventurar mais.
— Temos que estar sempre atentos para fazer as prevenções e evitar salvamentos ou resgates, porque até mesmo em um resgate simples a pessoa pode ficar traumatizada e não querer mais voltar para a praia. E não é isso que a gente quer, queremos que a população venha, tome seu banho tranquilamente e volte para casa com a melhor impressão possível do Litoral — enfatizou.
O guarda-vidas relatou que já participou de vários salvamentos, mas um dos mais marcantes foi o que fez em seu primeiro dia de trabalho, em Capão da Canoa. Na ocasião, resgatou um pai e uma filha.
— Eles estavam em uma área distante da guarita, o pai estava segurando a filha. Eu fui o primeiro a chegar e foi bem marcante, porque o pai já estava sem forças. Ele saiu em grau quatro de afogamento, foi para o hospital e acabou sobrevivendo. Aquilo mexeu bastante comigo e, desde então, entrei de corpo e alma no salvamento aquático — finalizou.
Morreu hoje aos 12 anos de vida, vítima de uma parada cardíaca, o Cão Policial Zuco que atuou por sete anos na Brigada Militar em Caxias do Sul.
O cão da raça pastor alemão doado aos três anos de idade para o 12º BPM, sabia ser dócil em apresentações sociais, e feroz em operações de choque. Ele participou de diversas ações, onde tinha com principal habilidade o faro, sendo o único cão da BM em Caxias do Sul, a conseguir a certificação de detecção de entorpecentes, pela Confederação Brasileira de Cinofilia.
Zucco atuou não só com a BM, mas prestou apoio a Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal, na localização de entorpecentes. Na sua última grande ação, em auxílio a uma operação da Receita Federal ele chegou a localizar mais de 41kg de pasta base de cocaína.
O cão havia se aposentado em 2020, e desde então morava com seu binômio, o sargento cinotécnico, Alexandre Albeche Gomes, que o treinou desde sua chegada na corporação.
O cão policial foi levado para Zôobraz Brazcão em São Leopoldo, onde será cremado.
O período para realização da prova de vida é de três meses: mês de aniversário, um mês antes e um mês depois. Foto: IPE/Divulgação
Por Redação O Sul
Cerca de 20% dos pensionistas e inativos civis e militares do Estado aniversariantes do mês de dezembro não fizeram seu recadastramento (prova de vida), com isso, em torno de 700 benefícios poderão ter o pagamento suspenso em 2023, caso não regularizarem até terça-feira (31). “A partir de 1º de fevereiro os benefícios serão interrompidos, o que repercute no não pagamento da folha de final de fevereiro, inclusive com suspensão dos atendimentos pelo IPE Saúde”, informou o órgão.
O período para realização da prova de vida é de três meses: mês de aniversário, um mês antes e um mês depois. Deve ser feita por reconhecimento facial pelo aplicativo Servidor RS, sem necessidade de deslocamento. Ele está disponível aos pensionistas e inativos como principal forma de realização do recadastramento anual por celular ou tablet, de forma fácil e ágil, sem exigência de documentação.
Um pré-requisito para o pensionista do IPE Prev estar apto a realizar o recadastramento pelo APP Servidor RS é que seu benefício esteja ativo. A prova de vida pelo aplicativo está liberada para todos os graus de dependência, exceto para pensionista estudante, que deve realizar a renovação semestral, e para pensionista filho menor e equiparados.
Para renovação da prova de vida por reconhecimento de biometria facial, é preciso ser inativo civil ou militar ou pensionista previdenciário, além de ter carteira de identidade emitida a partir de 2006 e que conste o CPF ou ter carteira de motorista atualizada, desde que sejam documentos emitidos no Rio Grande do Sul.
Como usar o APP
Baixar/acessar o APP Servidor RS; Realizar login pelo gov.br; Clicar no botão “Recadastramento”; Concordar com o termo de uso; Atualizar obrigatoriamente os dados de contato (e-mail e celular); Permitir acesso a fotos e vídeos pelo celular; Realizar a validação facial; Conferir o comprovante do recadastramento;
Após finalizar a prova de vida pelo aplicativo e a qualquer momento, o pensionista e o inativo poderão conferir o comprovante do recadastramento no próprio aplicativo.
Pensionistas e inativos que não conseguirem utilizar o aplicativo Servidor RS podem ir a uma agência do Banrisul.
Os pensionistas que não conseguirem fazer a prova de vida pelo aplicativo Servidor RS e residirem em cidade sem agência do Banrisul ou no exterior deverão consultar o site do IPE Prev para obter mais informações.
Os inativos que não conseguirem fazer a prova de vida pelo aplicativo Servidor RS e residirem em cidade sem agência do Banrisul deverão preencher o Formulário de Atualização Cadastral. Esse documento precisa estar com a assinatura reconhecida por autenticidade em cartório e enviado à Secretaria da Fazenda, juntamente com cópia da carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. O Aviso de Recebimento valerá como comprovante do envio da documentação.
O endereço para envio é: Divisão de Gestão da Folha (Rua Caldas Júnior, 120/13º andar – Secretaria da Fazenda – Porto Alegre – CEP 90018-900). Para acessar o formulário ou mais informações, clique aqui.
Na manhã desta sexta-feira(27), o deputado Dr. Thiago Duarte (União) se reuniu com os representantes da Brigada Militar e do Hospital da Brigada Militar, Cel. Rogério Stumpf, Chefe do Estado-Maior, Cel. Régis Reche, diretor do departamento de saúde, Ten. Cel Alessandro da Silva, diretor geral do HBM, Maj. Luciano M. Leão Araújo, diretor administrativo, Major Renan Desimon Cabral, diretor técnico do HBM, Major Frederico Sedrez, diretor do Centro Clínico, Cap. Ricardo Gonçalves, cirurgião geral, com o presidente do IPE Saúde, Bruno Jatene, e o diretor de provimento de Saúde do IPE, Antônio Quinto Neto.
O encontro, que faz parte do grupo de trabalho, com presença das equipes técnicas do IPE Saúde e dos Hospitais da Brigada Militar, vai trabalhar na elaboração e execução de um plano de ação que vise a sustentabilidade financeira do hospital e a ampliação dos serviços médicos oferecidos aos usuários do IPE Saúde, principalmente da família brigadiana.
“Já vimos muitos hospitais fecharem as portas em Porto Alegre e o HBM segue forte, lutando para não deixar os servidores desassistidos. Se o HBM não for adequadamente valorizado, os pacientes do IPE Saúde acabarão nos hospitais públicos, mesmo tendo convênio, gerando sobrecarga ao SUS”, reforçou o deputado Dr. Thiago Duarte alertando para a necessidade de revisão das tabelas de procedimentos realizados no HBM.
Os Hospitais da Brigada Militar, de Porto Alegre e Santa Maria, atendem exclusivamente usuários do IPE Saúde e enfrentam uma defasagem nas tabelas pagas, por serviço realizado, em comparação com os demais hospitais que atendem através do IPE Saúde. Um exemplo da necessidade dessa revisão é o Hospital de Santa Maria que possui a única emergência pediátrica 24h, 100% IPE, do Estado e é referência para toda a região. Por sua vez, o Hospital de Porto Alegre teve um dos menores índices de morte de pacientes internados por Covid-19 no Brasil, com uma UTI com as mais altas taxas de segurança dos pacientes e menores índices de infecções hospitalares, de acordo com dados apresentados pelo Hospital.
O deputado Dr. Thiago Duarte, ainda, reforçou a importância do credenciamento de novos profissionais médicos e serviços oferecidos pelo hospital como tratamento oncológico, cirurgias cardíacas e traumatologia. O Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre ainda conta um Centro de Cirurgia Robótica, uma referência mundial em tecnologia médica, um centro clínico que atende a mais de 190 mil famílias, além dos servidores do Estado beneficiários do IPE, contando também com UTI, Emergência 24 horas, Internação Clínica, Cirúrgica e Psiquiátrica.
“Vamos seguir trabalhando ao lado do Hospital da Brigada Militar e do IPE Saúde para encontrarmos uma maneira de valorizarmos um hospital que atende 100% IPE, ampliando o seu espectro de especialidades médicas e com altos índices de resolubilidade, reduzidos os custos das internações e tratamentos, tratando com dignidade e devolvendo os servidores à ativa em menor tempo.”, comentou o Deputado Dr. Thiago
O Rio Grande do Sul agora é a nova casa dos futuros policiais militares
Eles fazem parte do grupo formado por 268 pessoas aprovadas no concurso da Brigada Militar, em 2022, que desde agosto do ano passado, veio para Montenegro oriundo de diversas regiões do país, em busca de realizar o sonho de se tornar policial militar. O local escolhido para isso é a Escola de Formação e Especialização de Soldados (Esfes) da BM, em Montenegro. Bahia, Rio de Janeiro, Piauí, Rio Grande do Sul, a distância em quilômetros entre esses estados é grande, só não é maior que a saudade de suas famílias e o desejo de ser policial, relatam os alunos-soldados. Abdicar da vida que levavam até chegar à Escola faz parte do processo de formação.
A mais jovem do grupo, Nicoli Poliana Simionato Hackenhaar, de 19 anos, é quem está mais perto de casa. Mesmo assim, para chegar na cidade onde está a família, Nicoli precisa percorrer uma distância de mais de 400 quilômetros. São cerca de 5h de viagem de Montenegro até Três de Maio, município da região Noroeste do Rio Grande do Sul.
Mas o que são 400 kms comparados com os mais de 1.600 kms que separam Lívia Silva de Oliveira, 26, de sua família? Ou ainda, os mais de 3.100 quilômetros que os alunos-soldados William Silva de Lima Valverde, de 26 anos, e Matheus Mota do Amor Divino, 25, – vindos de Salvador, na Bahia – têm de se deslocar para poder matar a saudade de casa? Contudo, ninguém melhor para falar sobre distância que o aspirante a PM Eduardo Soares Freitas Moura, de 23 anos, de Teresina no estado do Piauí. São cerca de 3.810 kms que separam Montenegro e o município onde estão os familiares de Eduardo.
Brincadeira de criança transformada em realidade Para alguns dos jovens alunos-soldados, a escolha da profissão surgiu sem que notassem. O que era uma simples brincadeira de infância transformou-se em um desejo que cresceu junto com eles. “Quando criança assistindo ao telejornal, disse para meu pai que quando fosse adulta seria policial para prender todos os bandidos. Esse senso de justiça e vontade de ajudar ao próximo cresceu comigo”, diz Nicoli Hackenhaar.
Para Lívia de Oliveira, a admiração pela profissão também surgiu durante a infância. “Hoje, quando retorno para casa, ouço meus familiares comentando que lembram de quando eu falava que seria policial. Poder estar aqui é a realização de um sonho. O desejo de ser policial sempre existiu”, comenta Lívia.
William Silva de Lima Valverde
Inspiração de família Para William Silva de Lima Valverde, Eduardo Soares Freitas Moura e Matheus Mota do Amor Divino, o interesse pela Polícia Militar surgiu a partir do exemplo de familiares e da vontade de construir uma carreira com possibilidades de crescimento profissional e estabilidade. “Vi na Polícia Militar a oportunidade de trabalhar, servir a sociedade e ter satisfação na profissão escolhida. Comecei a estudar em 2014, fiz muitos concursos públicos. Em 2021 obtive êxito no Paraná e em 2022 na Brigada, no Rio Grande do Sul”, revela William.
Eduardo Soares Freitas Moura
Eduardo correu atrás de seu sonho junto ao irmão, mas acabou tendo de continuar a caminhada sem ele. “Venho de uma família de militares. Meu pai é militar e outros familiares também. Estudei junto com meu irmão para a BM, fizemos todas as etapas, mas ele acabou não passando no Teste de Aptidão Física. Foi desafiador para mim, fiquei sozinho, longe da família”.
Matheus Mota do Amor Divino
Tio e prima, policiais, inspiraram Matheus, mas, antes de chegar à Brigada Militar ele passou por outra experiência. “Passei no concurso para a Marinha. Fiquei um ano no curso de formação, em Pernambuco. No primeiro momento foi um choque de realidade. Saí da vida civil para entrar na vida militar, a gente vê e sente a diferença”. Matheus percebeu que não era o que queria para seu futuro e, por isso, mudou os planos. “Eu já tinha vontade de seguir a carreira policial, só que lá o serviço é mais aquartelado e a minha vontade era de ter contato direto com o público, defender a sociedade”, diz.
Perto de realizar o sonho O Curso Básico de Formação Policial da Brigada Militar tem sete meses de duração, com carga horária de 1.730 horas-aulas, realizadas nas modalidades de ensino a distância e presencial. O curso que começou em agosto do ano passado tem previsão de formatura para abril de 2023. Dos 268 alunos-soldados 77 são de fora do Estado.
Faltando pouco para a realização de um sonho, os alunos-soldados manifestam outro desejo, o de ter suas famílias presentes no dia da formatura. Eduardo Soares está otimista e acredita que terá seus familiares reunidos em Montenegro, mesmo sabendo que para isso seu pai terá de viajar 2.160 quilômetros de Brasília até aqui. E que para abraçar sua mãe, que residente no Amapá, ela vai ter que enfrentar 3.460 kms. “Acredito que todos vão vir. Eles sabem o quanto sonhei em estar aqui”.
“Se estou na BM, em outro Estado, longe da minha cidade natal, é por que tenho uma missão aqui. Estou exatamente onde deveria estar, na Brigada Militar. Aproveitando as oportunidades, o curso”, conclui William Silva de Lima Valverde.
Miguel Lemos virou orgulho entre colegas e herói para familiares de banhista
De folga, guarda-vidas salva jovem de afogamento em Capão da Canoa | Foto: Fabiano do Amaral
Chico Izidro Correio do Povo
O guarda-vidas civil Miguel Lemos, de apenas 25 anos, tem sido um dos orgulhos do Corpo de Bombeiros em Capão da Canoa, e por que não em todo o litoral norte gaúcho. Há cerca de dez dias, mesmo estando de folga, ele não esqueceu as suas obrigações e salvou um rapaz de se afogar nas águas da cidade litorânea. O feito lhe rendeu congratulações da Corporação e agradecimentos da família do garoto salvo por ele.
Miguel, há quatro anos na função, contou que no dia do salvamento, cumpriu seu turno pela manhã, e à tarde foi à praia com sua prancha – ele é também instrutor de surfe. “Eu estava na beira do mar, segurando a minha prancha, e mesmo de folga, nós somos treinados para manter o olhar apurado na água. Foi quando vi um jovem sendo sugado para dentro do mar depois de ter sido surpreendido por uma forte corrente de água”, relembrou. Miguel contou que olhou para a guarita, e dois colegas apitaram para avisar da situação. Então o guarda-vidas nadou com a prancha até o rapaz. “Consegui chegar até ele, que estava bem assustado, cansado, ofegante, lutando pela vida. O orientei a pegar a prancha e disse para ele ter calma, ficar tranquilo. O pessoal já vai chegar, disse”.
E toda a ação foi filmada por Miguel, que naquele dia estava portando uma câmera Go-Pro com suporte corporal. “Acabei registrando tudo”, disse. A família do jovem de 21 anos, Jerônimo, ficou tão agradecida pelo feito, que deixou um escapulário de presente para ele em uma das guaritas. “Um gesto lindo e muito significativo para mim”, falou humildemente Miguel, talvez não entendendo a importância gigantesca de sua atitude, ao salvar uma vida. Mas seu comandante, o tenente Evandro Maurício Leal, elogiou o jovem guarda-vidas. “Ele foi perfeito. Teve um comportamento excepcional. Mesmo de folga, estava atento. O Miguel entendeu uma das mensagens que passamos nos treinamentos, que é sempre auxiliar a comunidade. A corporação está orgulhosa de ter um jovem dedicado, esperto e que se preocupa. Ele elevou o nome do Corpo de Bombeiros”, comemorou.
Imagem foi captada durante um treinamento à beira-mar, com a presença de um cachorro que parecia fiscalizar o trabalho do grupo
Sempre por perto, o visitante de quatro patas foi bem recebidoAndré Ávila / Agencia RBS
GZH
A imagem acima foi captada pelo fotógrafo André Ávila, de GZH, em Tramandaí, no Litoral Norte, pertinho da guarita 146. Enquanto caminhava pela orla com a câmera em punho, Ávila avistou um cachorro (desses que costumam circular pela praia), atento ao esforço dos guarda-vidas, e não resistiu à cena.
— Era um treinamento, e o cusco ficou o tempo todo perto do pessoal. Na hora da flexão, quando eles já tinham entrado no mar para nadar umas três vezes, o cão parecia estar fiscalizando o trabalho — conta o fotógrafo.
Somando civis e militares, a Operação RS Verão Total conta com cerca de mil homens e mulheres atuando em ações de vigilância e salvamento, tanto no mar quanto em praias localizadas em rios e lagos.
Até a última terça-feira (10), segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), foram realizados 343 salvamentos, 65,7% a mais do que no mesmo período da operação passada. Considerando apenas ações preventivas, foram 77,7 mil.
Você já sabe, mas não custa repetir: água no umbigo, sinal de perigo!