IPE Saúde e Santa Casa de Porto Alegre firmam acordo histórico

Servidores públicos terão assegurada a assistência em uma das instituições mais completas do Estado

Rosane de Oliveira GZH

Os segurados do IPE Saúde tiveram nesta terça-feira (9) a notícia mais esperada desde que começou o litígio entre o plano e a Santa Casa de Porto Alegre, com a mudança na forma de pagamento dos serviços prestados. Depois de meses de negociação, com mediação judicial, foi assinado um acordo que assegura o atendimento aos servidores públicos e seus dependentes em um dos mais completos complexos hospitalares do Rio Grande do Sul.

A proposta aceita pelas partes estabelece a criação da categoria Hospital de Referência Estadual A1+, destinada a instituições que atendem a padrões técnicos e assistenciais específicos de alta complexidade. Na prática, significa uma melhor remuneração.

A secretária de Planejamento, Danielle Calazans, que assinou o acordo em nome do governo estadual, destaca que o acordo envolveu os poderes Executivo, o Legislativo, o Judiciário e o Ministério Público. A coluna é testemunha do empenho da promotora Roberta Brenner de Moraes, que há anos cobrava do IPE a regularização dos pagamentos.


A nova categoria A1+ prevê uma remuneração diferenciada e progressiva, a ser implementada de 2025 a 2027, para os serviços hospitalares prestados, com base em uma tabela própria instituída por Instrução Normativa do IPE Saúde. A Santa Casa será credenciada como Hospital de Referência Estadual A1+, garantindo maior previsibilidade e sustentabilidade à operação hospitalar. Outros hospitais que oferecerem os mesmos serviços e quiserem se credenciar terão o mesmo tratamento.

O acordo contempla a prestação de serviços hospitalares combinados de alta complexidade, que incluem atenção materno-fetal de alto risco, atendimento pediátrico clínico e cirúrgico, emergência gineco-obstétrica, adulta e pediátrica, transplantes de órgãos e tecidos, cardiologia e cirurgias cardíacas, atendimento a traumas e neurocirurgias e cirurgia oncológica.

Esses serviços deverão ser oferecidos de forma integrada e contínua, 24 horas por dia, e são considerados essenciais para garantir o cuidado completo aos segurados do IPE Saúde oriundos de todas as regiões do Estado.

— Agora que zeramos o déficit do IPE Saúde e colocamos os pagamentos em dia, nosso próximo passo será abrir o credenciamento para especialistas, atendendo a uma das principais demandas dos segurados — promete Danielle, convencida de que haverá procura por parte dos profissionais, já que os honorários equivalem ao de planos privados e o pagamento aos médicos é feito em no máximo 36 dias.

O diretor-geral da Santa Casa, Julio Matos, cita três personagens que, além de Danielle, contribuíram para o acordo ser firmado: o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e o deputado Frederico Antunes (PP), líder do governo na Assembleia.

— A criação da nova categoria para hospitais de alta complexidade traz um caminho possível de equilíbrio econômico e financeiro para a Santa Casa até 2027, muito embora com baixa margem de resultado. De qualquer forma, reconhecemos como importante avanço na relação entre a Santa Casa e o IPE Saúde — resume Julio Matos.

Abertas as inscrições para guarda-vidas civis temporários

440 profissionais vão reforçar a Operação Verão 2025/2026

Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) acaba de lançar os editais do processo seletivo para Guarda-vidas Civis Temporários (GVCT). Serão 340 vagas para a metade norte e 100 vagas para a metade sul do Estado. As inscrições estão abertas até 25 de setembro e devem ser feitas no site www.bombeiros.rs.gov.br, clicando na aba “Concursos” e em “Guarda-Vidas Civil Temporário”.  

Os selecionados passarão por um curso de capacitação ou de recertificação antes de serem destinados aos balneários, onde irão reforçar a segurança dos banhistas durante a Operação Verão 2025/2026. A remuneração chega a R$ 4.240,00.  

Os interessados em trabalhar na atividade de salvamento aquático, sob supervisão e comando do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS) devem se atentar, no momento da inscrição, à modalidade (se capacitação para quem nunca atuou como GVCT ou recertificação, para quem já integrou uma das Operações Verão desde a temporada 2020/2021), à região onde pretende atuar (se metade norte ou sul do Estado) e a habilidade preferencial (se águas de mar ou internas).  

Colégio Tiradentes de Ijuí conquista primeiro lugar do Enem 2024 entre todas as escolas estaduais do Brasil

Escola alcança resultado histórico e se consolida entre as melhores instituições públicas no país

O Colégio Tiradentes de Ijuí, pertencente à Rede Estadual, atingiu a maior média do Brasil entre as escolas públicas estaduais no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, alcançando a marca de 716,4 pontos. No ranking geral de escolas públicas, incluindo as federais, ficou em quarto lugar, sendo a única estadual entre as quatro primeiras. No total, 69 estudantes do colégio realizaram as provas em 2024. 

Na educação, área tratada como prioridade pelo governador Eduardo Leite, o compromisso do governo é garantir o futuro do estudante, do professor e da sociedade. 

Resultado esperado

O desempenho não é um caso isolado. Todas as oito unidades da Rede Tiradentes no Estado figuram entre as dez melhores escolas públicas estaduais do Rio Grande do Sul, com destaque para Passo Fundo (679,5), Santo Ângelo (676,5 pontos) e Pelotas (655,6). Os Colégios Tiradentes se inserem dentro do Departamento de Ensino da Brigada Militar, com sede em Porto Alegre.

Com cerca de 260 estudantes, o Colégio Tiradentes de Ijuí possui ainda práticas como a realização de ao menos dois simulados do Enem por trimestre. Além do foco acadêmico, o colégio busca desenvolver o protagonismo dos jovens por meio de funções de liderança no Batalhão de Alunos. O modelo atende tanto filhos de policiais e bombeiros militares quanto da comunidade em geral.

Texto: Seduc e Ascom/RS 

Fonte: Brigada Militar

Cinco anos depois da Reforma da Previdência: o que ainda precisa ser corrigido

Já se passaram cinco anos desde que a Reforma da Previdência foi aprovada no Brasil, por meio da Emenda Constitucional nº 103, em 13 de novembro de 2019. A promessa era tornar o sistema previdenciário mais sustentável, ajustando as regras ao aumento da expectativa de vida da população e buscando equilíbrio entre os direitos dos servidores públicos e dos trabalhadores do setor privado.

Mas, apesar do tempo decorrido, nem tudo está funcionando como deveria. Algumas mudanças ferem diretamente a Constituição Federal — e o que é ainda mais grave: o Supremo Tribunal Federal (STF), guardião da nossa Carta Magna, até agora não concluiu o julgamento das 13 Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que questionam pontos da reforma.

Um ponto está ocasionando grave prejuízo financeiros aos Policiais e Bombeiros do RS e, infelizmente, até o término do julgamento estão sendo aplicados pelos regimes próprios de previdência.

Tributação dos aposentados e pensionistas dos regimes próprios

Um dos pontos mais polêmicos está no artigo 149 da Emenda, que permitiu cobrar contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas do setor público mesmo sobre valores que ultrapassem apenas o salário mínimo. Antes da reforma, essa cobrança só existia sobre valores que ultrapassassem o teto do RGPS / INSS (hoje em R$ 8.157,41). A regra nova, no entanto, autorizou que a contribuição fosse feita a partir de qualquer valor acima do salário mínimo — e exclusivamente para quem é do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Como muitos estados e municípios foram obrigados a aprovar suas próprias reformas previdenciárias em até dois anos após a EC 103, muitos copiaram exatamente esse ponto. Resultado: essa cobrança vem sendo feita desde 2020 / 2021 por boa parte dos entes federativos estaduais e municipais, mesmo antes do STF finalizar o julgamento sobre a constitucionalidade dessa medida. No regime próprio federal, isto ainda é uma previsibilidade, em caso de “déficit”.

Hoje, o julgamento da ADI 6254, que trata deste tributo / confisco está parado no STF com placar de 7 votos a 3 pela inconstitucionalidade dessa cobrança. O ministro Gilmar Mendes, que pediu vista em junho de 2024, devolveu o processo em outubro. Seu voto é o único que falta — mas mesmo que seja contrário, não muda o resultado: o placar seguirá 7 a 4 ou 8 a 3 a favor dos aposentados.

Mas vamos aos fatos: esses recursos sempre foram arrecadados com uma única finalidade — garantir a aposentadoria de quem contribuiu por 30, 35 anos. Se houve má gestão ou desvio de finalidade, a culpa não pode recair sobre quem já cumpriu sua parte. E agora, na fase da vida em que mais precisam de tranquilidade, aposentados e pensionistas enfrentam cortes agressivos em seus rendimentos. Já não basta ficarem anos sem reajuste — agora, ainda estão retirando o pouco que têm de forma arbitrária e inconstitucional.

Cinco gerações, um mesmo legado: homenagem da Brigada Militar a todos os pais brigadianos

História emocionante de uma família que há mais de 100 anos veste com orgulho a farda da BM

A Brigada Militar é feita de pessoas. De homens e mulheres que dedicam suas vidas à proteção da sociedade. Dentro de cada coração PM são construídas histórias de amor à Brigada. Muitas unem forças de pai para filho. E, entre esses laços de compromisso e vocação, uma se destaca de forma especial neste Dia dos Pais: a trajetória de uma família de Santa Maria, que já conta com cinco gerações de brigadianos.

Uma família que veste com orgulho a farda da BM

Tudo começou com o 1º sargento João Evangelista de Mello, nascido em 1903, que ingressou no 1º Regimento de Cavalaria da Brigada Militar como recruta em 1922. A farda, ainda que de tecido grosso e botas de montaria, já carregava o símbolo de uma linhagem que jamais se romperia. Seu filho, o 2º tenente Waldir Evangelista de Mello, também serviu no mesmo regimento, solidificando um caminho que se tornaria parte da identidade familiar.

Emoção de menino

Décadas depois, hoje capitão PM Glênio Grazioli da Silva lembra, com emoção, de quando ainda menino observava os tios e, posteriormente, o sogro fardados, desfilando pelas ruas de Santa Maria. “Desde guri, eu via eles fardados e dizia: um dia eu vou botar essa farda também.” Inspirado por esses exemplos, ingressou na Brigada em 1972, após uma breve passagem pelo Exército, ainda no mesmo ano. No dia 18 de novembro, mesma data em que a BM completava 135 anos, casou-se com Maria Angélica Mello, sua atual esposa, filha do tenente Waldir.

Capitão PM Glênio Grazioli da Silva

Mais do que seguir os passos dos antepassados, Glênio construiu também o próprio legado. Serviu como soldado, cabo, sargento, chegou ao posto de capitão e foi instrutor de cursos de formação. “É o maior orgulho que a gente sente, constituir uma família e vê-los na mesma corporação. Isso emociona. Ver os filhos, e agora a neta também, seguindo o mesmo caminho”, relata, com a voz embargada. Um dos filhos do capitão PM Glênio Grazioli é o atual comandante do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon) de Santa Maria, tenente-coronel Marcus Giovani Mello da Silva.

BM representa para essa família uma herança de honra
BM representa para essa família uma herança de honra

  Pai e filha

O outro filho de Glênio, o soldado PM Luiz Glênio Mello da Silva, hoje lotado no CRPO Central, também seguiu a vocação com naturalidade. “Desde pequeno, eu morei dentro de quartel. Via meu pai com a farda, os valores que ele representava, e aquilo foi me inspirando.” Das lembranças de infância dentro do batalhão à convivência cotidiana com a caserna, tudo fez parte da construção de sua identidade.

Hoje, pai e filha compartilham o mesmo uniforme e o mesmo amor pela BM. “A minha filha Victória é a primeira mulher brigadiana da família e a quinta geração de brigadianos, tendo tataravô, bisavô, vô e pai da Brigada Militar.”

Primeira mulher

Essa filha é a soldado PM Victória Mello da Silva, a primeira mulher da família a entrar para a Brigada Militar. Ex-aluna do Colégio Tiradentes de Santa Maria, ela hoje atua como policial no mesmo Colégio Tiradentes, em Porto Alegre. “Desde criança, eu brincava com os materiais do meu pai, desfilava com meu avô nas comemorações de Sete de Setembro. Não me imaginava fazendo outra coisa que não fosse seguir a carreira militar”, conta.

Para Victória, a Brigada sempre esteve presente — nos gestos, nas histórias de família, nas conversas à mesa. “O que eu recebi do meu avô e do meu pai foi muito mais que inspiração. Foram valores. Hoje, trabalhar ao lado do meu pai é uma honra. Uma alegria que nem sei mensurar.”

Emocionada, ela lembra também do esforço do avô, que criou sete filhos com dignidade e força, sustentados pelo trabalho na Brigada Militar. “Ele sempre deu conta de tudo. E hoje, quando olho para trás e vejo tudo o que ele e meu pai fizeram pela nossa família, só posso dizer: sou grata. Muito grata.”

Patrimônio de valores

Mais do que uma profissão, a farda da Brigada Militar representa para essa família uma herança de honra, disciplina, coragem e união. São cinco gerações — de tataravô à neta — que mantêm vivo o ideal de servir e proteger.

Em nome da família do capitão RR Glênio, do soldado PM Glênio e da soldado PM Victória, a Brigada Militar saúda a todos os pais brigadianos neste dia especial. Pais que, como eles, deixam legados que não se apagam com o tempo, porque estão cravados na história, nas memórias e nos corações.

Feliz Dia dos Pais!

A todos os que se orgulham de vestir a farda e de ensinar, com ela, o valor de ser exemplo dentro e fora de casa.


SAIBA MAIS
As 5 gerações da família de brigadianos:
1ª geração – Tataravô
João Evangelista de Mello
o Ingressou na Brigada Militar em 1922.
o Era 1º sargento no 1º Regimento de Cavalaria.
o É o patriarca da linhagem.
2ª geração – Bisavô
Waldir Evangelista de Mello
o Filho de João.
o Foi 2º tenente, também servindo na Brigada Militar.
o Pai de Maria Angélica Mello.
3ª geração – Genro do bisavô (casado com a neta de João)
Glênio Grazioli da Silva
o Capitão RR (reserva remunerada) da BM.
o Casou-se com Maria Angélica Mello (filha de Waldir).
o Entrou para a BM em 1972.
o Embora seja genro de Waldir, é considerado parte da linhagem brigadiana, pois deu continuidade com o filho e neta.
4ª geração – Filho
Luiz Glênio Mello da Silva
o Filho de Glênio e Maria Angélica.
o Soldado PM no CRPO Central.
o Cresceu em ambiente militar, influenciado pelo pai e avô.
5ª geração – Neta (filha do 4º)
Victória Mello da Silva
o Primeira mulher brigadiana da família.
o Soldado PM, atua no Colégio Tiradentes de Porto Alegre.
o Filha de Luiz Glênio, neta de Glênio, bisneta de Waldir e tataraneta de João.


Texto: jornalista Marcelo Miranda – SC PM5/Brigada Militar

Fotos: Sd Brenda e Sd Morsch PM5/BM

Fonte: Brigada Militar

Rio Grande terá loja com oferta gratuita de produtos às vítimas de violência doméstica

Loja Rosa Lilás será inaugurada em 1º de agosto, às 17h, no Praça Rio Grande Shopping

Marcel Horowitz Correio do Povo

O combate à violência doméstica avança no Sul gaúcho. Isso porque, nesta sexta-feira, 1º de agosto, um projeto com foco na autoestima das vítimas será inaugurado em Rio Grande. Nenhum outro município tem iniciativa semelhante no Estado.

Sob o título Loja Rosa Lilás, a proposta consiste em um espaço com oferta gratuita de roupas, cosméticos e produtos de higiene ao público feminino, sendo todos os materiais fruto de doações. A inauguração do local acontecerá às 17h, no Praça Rio Grande Shopping.

O pioneirismo é do 6º BPM, com apoio de empreendedores e outras instituições. A loja seguirá aberta ao longo do próximo mês, o chamado Agosto Lilás, em alusão ao combate da violência contra mulheres.

“A Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar tem se consolidado como uma das mais importantes ferramentas de proteção e garantia de direitos das mulheres vítimas de violência doméstica no Estado. Em Rio Grande, esse projeto ganha um novo e promissor capítulo com a inauguração da Loja Rosa Lilás, prevista para agosto, mês símbolo do enfrentamento à violência contra a mulher”, afirmou o comandante do 6º BPM, major Augusto Ferreira Porto.

De acordo com o oficial, a iniciativa, além de apoio material, também representa acolhimento das vítimas. “A Loja Rosa Lilás reforça o compromisso do Estado com políticas públicas humanizadas e integradas, que não se limitam à repressão do agressor, mas buscam a verdadeira reintegração da mulher à sua autonomia e dignidade”, enfatizou o major Augusto Ferreira Porto.

Curso prepara PMs e cães para atuação policial especializada na Brigada Militar

Policiais militares aprendem a trabalhar lado a lado com cães treinados para missões

Em meio ao latido ritmado dos cães e à disciplina militar, 20 alunos vivem uma imersão de dois meses no Curso de Especialização em Cinotecnia da Brigada Militar, que chega à sua 10ª edição em 2025. Iniciado em 30 de junho e com encerramento previsto para 22 de agosto, o curso ocorre no Canil Central da BM, em Porto Alegre, e forma binômios — duplas compostas por policial e cão — para atuarem em operações estratégicas em todo o Rio Grande do Sul.
“É um curso que capacita militares e integrantes de instituições coirmãs, como as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil, para operarem com cães em atividades policiais especializadas”, explica o Capitão Pedro Matheus Martins Ribeiro, coordenador da formação, comandante da 3ª Companhia do 1º BPChq e do canil central de Porto Alegre. Com 500 horas-aula de dedicação integral, o curso é um dos mais extensos da Brigada Militar. Durante esse período, cada aluno recebe um cão para cuidar e treinar, aprendendo desde as técnicas básicas de adestramento até o uso do animal em ações de detecção de drogas, guarda, proteção e controle de distúrbios.
“O curso ensina o emprego do cão em situações como operações em estádios, busca em imóveis ou veículos, e controle de tumultos. O objetivo é que o militar volte para sua unidade preparado para extrair o máximo do binômio”, detalha o capitão. Além das técnicas com cães, os participantes também são habilitados em patrulhamento tático motorizado, uso de armas de incapacitação neuromuscular e instrumentos de menor potencial ofensivo, ampliando a capacitação para a atuação em policiamento especializado.

Canis em todo o Estado
A Brigada Militar conta com 93 cães policiais ativos no Rio Grande do Sul. Desses, 28 estão no Canil Central, o maior do Estado, vinculado ao 1º Batalhão de Polícia de Choque. A estrutura atende Porto Alegre e as regiões do Delta do Jacuí, Metropolitana, Centro-Sul. Além dele, a BM possui 12 canis regionais, vinculados a batalhões de área ou de choque, cujos militares também participam do curso.
O curso atual conta com 20 alunos e 20 cães, incluindo representantes do Exército Brasileiro. A formação, inclusive, recebe integrantes de forças de segurança de outros estados e instituições: nas edições anteriores, participaram militares do Mato Grosso do Sul, Maranhão, e da Polícia Rodoviária Federal.

SAIBA MAIS
Brigada Militar em números
 93 cães atuam atualmente em todo o Estado
 28 cães estão no Canil Central de Porto Alegre
 500 horas-aula é a carga horária do curso de especialização
 10ª edição do Curso de Cinotecnia ocorre em 2025
 12 canis regionais estão ativos no RS, além do Canil Central

Texto: jornalista Marcelo Miranda – SC – PM5 Brigada Militar
Fotos: Sd Morch/PM5-BMRS

Evento na sede da Brigada Militar arrecada donativos para ONGs de Passo Fundo

A 1ª Mateada da União também ajudou a divulgar os trabalhos sociais desenvolvidos por entidades da cidade

A tarde ensolarada do domingo (20) levou centenas de pessoas até a sede da Brigada Militar em Passo Fundo. A 1ª Mateada da União teve como objetivo arrecadar donativos para duas ONGs, além de divulgar os trabalhos sociais desenvolvidos por entidades da cidade.

De danças e cosplayers a apresentações de artes marciais e cães da polícia, o público pôde visitar o 3º RPMon e conhecer projetos realizados em Passo Fundo. 

ONG Anjos de Luz foi uma das idealizadoras do evento. Segundo Mateus Menegotto, a instituição deve beneficiar cerca de 40 famílias com os donativos:

— Vamos montar cestas básicas e entregá-las nas casas das famílias que mais necessitam, nos bairros Santa Marta e Donária — frisou.

Outra organização envolvida foi a Associação Amigos Para Fazer o Bem. Com atuação principalmente nos bairros Operária e Vila União, a entidade também estende o atendimento a outras regiões da cidade:

— Hoje estamos recebendo cobertores, mantas e alimentos, que usamos nas nossas oficinas e para preparar a janta das crianças. Os cobertores serão doados por causa do frio — contou o presidente Jefferson Vargas Marques.

O evento foi possível após as duas instituições firmarem parceria com a Brigada Militar. O comandante do 3º RPMon, tenente-coronel Marcelo Rovani, destacou a importância de abrir o quartel à comunidade:

— As duas ONGs nos procuraram e pediram a disponibilidade de espaço e, com certeza, demos esse apoio. Sempre tivemos esse trabalho social. É sempre bom trazer a comunidade para dentro do quartel e mostrar toda a nossa estrutura — afirmou.

Durante o evento, a Patrulha Maria da Penha, além dos batalhões de Choque e Ambiental, também participaram. Viaturas antigas da polícia foram expostas ao público.

Texto e Fotos: Günther Schöler Agência ZH

Novo comando da Polícia Civil toma posse em cerimônia oficial em Porto Alegre

Chefe de Polícia Civil, delegado Heraldo Chaves Guerreiro, e a subchefe, delegada Adriana Regina da Costa, oficialmente empossados em cerimônia nesta quarta-feira

Correio do Povo

Os delegados Heraldo Chaves Guerreiro e Adriana Regina da Costa tomaram posse oficialmente no final da tarde de ontem, como chefe e subchefe, respectivamente, da Polícia Civil. O ato, que ocorreu no Plenário Milton Varela Dutra do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre (RS), foi prestigiado pelo governador Eduardo Leite e pelo secretário de Segurança Pública, Sandro Caron. Além dos dois, a solenidade teve a presença de autoridades gaúchas e de integrantes das forças de segurança pública.

 Chefe de Polícia Civil, delegado Heraldo Chaves Guerreiro, foi oficialmente empossado nesta quarta-feira | Foto: Fabiano do Amaral

Guerreiro tem uma trajetória de mais de quatro décadas na Polícia Civil. Natural de Mostardas, no Litoral Sul, ele ingressou na instituição em 1982, como investigador. Em 1992, chegou ao cargo de delegado. Após trabalhos em diversas delegacias, algumas especializadas, na gestão de Guerreiro assumiu função de subchefe da Polícia Civil na gestão de Fernando Sodré, que pediu aposentadoria.

A delegada Adriana Regina da Costa, assume o lugar antes ocupado por Heraldo Chaves Guerreiro, a subchefia de Polícia. Antes de passar para este cargo, atuava como titular do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM).

Nova subchefe de Polícia Civil, delegada Adriana Regina da Costa

 Nova subchefe de Polícia Civil, delegada Adriana Regina da Costa | Foto: Fabiano do Amaral

“É um momento muito especial em minha carreira. Antes de ser convidado para ser subchefe, em 2023, pensava que minha missão tinha acabado. Renovei meu compromisso, conquistamos muitos bons resultados, e agora assumo o compromisso mais importante da minha vida. Nosso foco será a valorização dos servidores e na integração das forças de segurança para seguirmos reduzindo os indicadores de violência”, afirmou Guerreiro.

Na despedida do cargo, Fernando Sodré agradeceu a oportunidade recebida do governo e o apoio dos colegas de Polícia Civil nos 24 meses em que comandou a instituição.

“Dei o meu melhor, mas quero lembrar que sem apoio não chegamos a lugar algum. Tive pessoas valiosas ao meu lado, o apoio da Secretaria de Segurança Pública, das forças de segurança e do governo do Estado. Conquistamos índices de redução da criminalidade nunca alcançados. Considero que fiz tudo que estava ao meu alcance e só tenho a agradecer e a desejar sucesso ao Heraldo e a Adriana”, declarou o ex-subchefe.

Delegado Fernando Sodré de Oliveira comandou a Polícia Civil nos últimos 24 meses

 Delegado Fernando Sodré de Oliveira comandou a Polícia Civil nos últimos 24 meses | Foto: Fabiano do Amaral

O secretário de Segurança Pública, Sandro Caron, destacou ações da Polícia Civil nos últimos seis anos, exaltou o programa RS Seguro e agradeceu Sodré.

“Temos as forças de segurança integradas trabalhando pela população. O resultado deste trabalho, que passa pelo RS Seguro, é, sem dúvidas, as melhores polícias do Brasil”, disse Caron, destacando o trabalho da Polícia Civil e da Brigada Militar.

O governador Eduardo Leite agradeceu Sodré pelo trabalho realizado e desejou sucesso aos sucessores.

“Agradeço ao Guerreiro e a Adriana por terem aceito o convite. A Polícia Civil, por sua importância para a sociedade, precisa ser bem conduzida, para que os resultados continuem sendo alcançados, disse Leite.

O governador lembrou que a cerimônia de posse “tem caráter festivo e celebra os empossados”, mas que “o foco deve ser a Polícia Civil”.

“Foi um milagre”: soldado salva recém-nascido engasgado em Passo Fundo

Bebê de 12 dias engasgou com remédio para cólica e recebeu a manobra de Heimlich na guarita da sede da Brigada Militar, na Avenida Presidente Vargas

Günther Schöler GZH

Um “milagre”: assim o soldado da Brigada Militar, Jackson Gustavo Perrotti Domingos, classifica o episódio ocorrido na madrugada deste domingo (18), quando salvou um bebê recém-nascido engasgado. 

O soldado estava na guarita da sede da Brigada Militar, na Avenida Presidente Vargas, em Passo Fundo, quando, por volta de 1h, foi surpreendido pela buzina do carro dos pais, que chegavam correndo ao local. Segundo eles, o menino Anthoni se engasgou ao tomar remédio para cólica. 

— Até tomei um susto na hora. Aquele pai e aquela mãe gritando por socorro: “salva meu filho” — lembra. 

Ao olhar para o menino de 12 dias veio a preocupação: ele já estava sem respirar e com a face e lábios arroxeados — contexto conhecido como “cianose”, que ocorre pela falta de oxigênio no sangue. 

Foi então que o soldado virou a bebê de bruços e começou a fazer a manobra de Heimlich, técnica de primeiros socorros usada para desobstruir as vias aéreas de pessoas engasgadas. 

— Bati três vezes nas costas e nada. Na quarta ou quinta vez, começou a dar sinal de querer respirar e eu continuei. Daqui a pouco deu aquele berro, o berro do milagre. E aí voltou à vida — contou Domingos, emocionado. 

Apesar dos cursos de salvamento, o soldado nunca havia enfrentado situação parecida. 

— Acredito que o que mais contou na hora foi o treinamento da Brigada Militar. E agir na hora certa. A gente tem que fazer alguma coisa, né? Foi um milagre mesmo, foi inexplicável — lembra. 

“Foi Deus que botou ele no nosso caminho”, diz pai 

Depois da ação, o menino foi levado para avaliação médica no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e liberado em seguida. Segundo o pai, Fabrício Fabius Miranda Paim, Anthoni já está em casa e passa bem. Passado o susto, a sensação é de alívio e gratidão: 

— Pareceu uma eternidade. Eu cheguei dirigindo e perdi as pernas. É uma situação que a gente não deseja para ninguém. (Após o salvamento), ele (o soldado) disse: “ó, teu filho está respirando”. Chega a arrepiar. 

Depois que Anthoni voltou a respirar, foi preciso que outros soldados da Brigada Militar conduzissem o carro de Fabrício: o susto foi tão grande que ele ficou desorientado para dirigir até o hospital. 

— Eu não conseguia mais, perdi as pernas. Foi Deus que colocou ele no nosso caminho. A gente é muito grato — terminou, aliviado.