Brigada Militar recebe reforço de 63 novos capitães a partir deste sábado

Cerimônia de formatura dos oficiais ocorreu nesta manhã, em Porto Alegre. Os agentes serão distribuídos entre os 21 comandos regionais de polícia ostensiva do território gaúcho

MATHIAS BONI GZH

O efetivo da Brigada Militar do Rio Grande do Sul conta com o reforço de 63 novos capitães a partir deste sábado (20). Formados em cerimônia realizada nesta manhã, os oficiais, que terão sua nomeação publicada já na próxima edição do Diário Oficial do Estado, serão distribuídos entre os 21 comandos regionais de polícia ostensiva do território gaúcho.  

A cerimônia de formatura dos oficiais teve início às 10h, formalizando a conclusão do Curso Superior Policial Militar 2022-2024. A solenidade ocorreu na Academia de Polícia Militar, no bairro Partenon, em Porto Alegre, e contou com a presença do governador Eduardo Leite, do secretário adjunto de Segurança Pública, Mário Ikeda, e do comandante-geral da Brigada Militar, Cláudio Feoli, além de outras autoridades.

— Ao longo das suas carreiras, vocês trabalharão diante de outros governadores ou governadoras, secretários, novos comandantes, outros que passarão a comandados, a quem pelo dever de hierarquia característico das nossas forças militares deverão observância, atendimento e obediência, mas não esqueçam nunca que, no final do dia, é para a sociedade e para o povo gaúcho que todos nós trabalhamos — destacou o governador Eduardo Leite em declaração após a cerimônia de formatura.

Entre os novos capitães formados, 49 são homens e 14 são mulheres. A turma que concluiu o curso neste sábado contou com 55 oficiais gaúchos e oito nascidos em outros estados brasileiros, sendo dois naturais de Minas Gerais, dois do Paraná, um de Santa Catarina, um do Piauí, um de Rondônia e um do Distrito Federal. 

Um destes novos capitães que reforçará o policiamento do Estado é Willyam Henrique Stephanes, 35 anos. Natural de Joinville, Santa Catarina, disse estar muito motivado para iniciar este próximo passo em sua carreira. 

— Esse momento marca o final de uma etapa muito importante, de dois anos de dedicação e resiliência. E marca também o início de um novo momento, que exigirá ainda mais dedicação e esforço para servir à população — complementa o agora capitão Stephanes. 

O Curso Superior Policial Militar 2022-2024 foi realizado pelos aprovados no concurso para capitão realizado em 2018. O percurso formativo começou em julho de 2022, e contou com disciplinas sobre temas como técnica policial-militar, planejamento e fiscalização de polícia ostensiva, análise criminal, criminalística e direitos humanos, entre outros. O curso foi supervisionado pelo Departamento de Ensino (DE) da Brigada Militar e coordenado e executado pela Academia de Polícia Militar.

— É um reforço muito bem-vindo à instituição. Os capitães que hoje se formam deverão trabalhar em todos os rincões do Estado, sob a égide do nosso sistema de gestão por resultado. E isso é importante porque com certeza vai otimizar a redução dos índices criminais em todos os municípios — afirma o Comandante-Geral da Brigada Militar, Cláudio Feoli.

Homenagem a sargento morto em assalto na Serra

Durante a formatura, o 2º Sargento Fabiano Oliveira, morto no assalto ao aeroporto Hugo Cantergiani em Caxias do Sul, foi homenageado. Familiares de Oliveira receberam uma medalha de homenagem do governador Eduardo Leite e do comandante-geral da Brigada Militar (BM), Cláudio dos Santos Feóli.

O sargento tinha 47 anos e foi atingido por um tiro de fuzil que perfurou o colete balístico quando, na noite de 19 de junho, tentou conter a ação de criminosos que assaltaram um carro-forte que faria o transporte de R$ 30 milhões.

Oportunidade: Brigada Militar do RS abre Processo Seletivo para Camerata da Ajudância-Geral

Secretaria da Segurança Pública anuncia vagas para Instrumentistas da Brigada Militar.

  • Por:Juliano Haesbaert Portal TERRA
Foto: Imagem Ilustrativa / Sd Giliard / PM5 / Porto Alegre 24 horas

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul abriu inscrições para o processo seletivo destinado a compor a Camerata da Ajudância-Geral em 2024. O edital nº 001/DADP-SME/2024 oferece 16 vagas para diversos instrumentos musicais, incluindo violino, viola clássica, violoncelo, percussão sinfônica popular, contrabaixo acústico, oboé, trompete, trompa e piano.

O objetivo é atender tanto ao interesse da administração pública quanto aos militares estaduais com conhecimento musical, sem custos adicionais para o estado. As inscrições, que começaram em 12 de julho de 2024 e se encerram em 19 de julho de 2024, são voluntárias e devem ser feitas exclusivamente via e-mail institucional.

Para participar, os candidatos devem atender a uma série de requisitos, como estar na graduação de soldado ou sargento, possuir bom comportamento, ter pelo menos dois anos de serviço no OPM atual, entre outros. A seleção incluirá provas teóricas e práticas, ambas de caráter eliminatório e classificatório.

A publicação dos resultados finais está prevista para 16 de agosto de 2024. Os interessados devem enviar o formulário de inscrição disponível no anexo do edital para o e-mail editais.dadp-sme@bm.rs.gov.br.

Com a informação Brigada Militar.

Comando de Policiamento Metropolitano promove “Live da Solidariedade” em prol de policiais atingidos pela enchente

Segundo o CPM, mais de 90 policiais da Brigada Militar tiveram suas casas afetadas pelas cheias de maio, enquanto atuavam nas forças de resgate

Correio do Povo

Segundo levantamento do CPM, 93 policiais tiveram casas atingidas pela enchente na Região Metropolitana | Foto: Ricardo Giusti

Chegou a hora de ajudar aqueles que ajudaram em um dos momentos mais críticos da história do Rio Grande do Sul. O Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) da Brigada Militar realizará no próximo domingo, dia 14 de julho, a “Live da Solidariedade” em prol dos policiais militares que tiveram suas casas atingidas na enchente. Segundo o CPM, foram 93 policiais afetados nas cidades de Canoas, Nova Santa Rita, Esteio e Sapucaia do Sul, sendo que 73 perderam tudo.

O evento terá transmissão ao vivo na internet, mas pode ser conferido presencialmente das 9h às 14h no Ecoparque Lourenço e Souza, na avenida Borges de Medeiros, no bairro Colonial em Sapucaia do Sul. Os ingressos custam entre R$ 50, R$ 75 e R$ 100, de acordo com a disponibilidade de doação do interessado, e podem ser adquiridos através do WhatsApp nos números (51) 99455-0908 ou (51) 98514-4820.

Cada pessoa que adquirir ingressos ganhará um certificado de colaborador da causa. Além disso, durante a transmissão, doações poderão ser realizadas via QR Code, que será disponibilizado na tela da live. O evento do CPM contará com a participação de artistas tradicionalistas, como gaiteiro gaúcho Renato Borghetti.

Conforme o comandante do CPM, o coronel Márcio de Azevedo Gonçalves, esta ação faz parte de uma série de atividades realizadas pela Brigada Militar em prol de seus policiais que tiveram casas atingidas. “Com o apoio de muitas pessoas, dizemos a distribuição de donativos, comidas, roupas, material de higiene e tudo mais. E depois que as águas baixaram, nós também fizemos uma força tarefa para ajudar na limpeza das casas. Ocorre que eles perderam tudo. Agora, precisam é ter o básico para a sua casa. Ter um mínimo de conforto”, destacou.

O coronel cita também que os policiais não estão inclusos em programas sociais do governo, tornando ainda mais desafiadora esta volta para casa. “Vamos arrecadar esses valores para equipar a casa dos policiais que foram atingidos. Muitos seguiram trabalhando dia e noite no salvamento de pessoas. A BM já fez um estudo social e mapeou o que eles mais precisam. Mas é um sentimento duplo. Triste por vivenciar um momento tão trágio, mas feliz em poder ajudar quem tanto ajudou as pessoas durante a enchente”, completou.

Uma das entidades divulgadoras da “Live Solidária” do CPM é o Programa Universal nas Forças Policiais (UFP) do Rio Grande do Sul, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Segundo o coordenador do programa, o pastor Leonardo Álvaro dos Santos, o objetivo é prestar todo o apoio possível às forças de segurança. “A gente acha louvável e aplaudimos a atitude do CPM e da Brigada Militar, por essa iniciativa beneficente. O programa UFP tem procurado ajudar com doações e também a divulgação dessas ações”, apontou.

Mais ações em prol dos policiais atingidos pela cheia

O coronel Márcio de Azevedo Gonçalves anunciou ainda novas ações em prol dos policiais que tiveram suas casas atingidas. Durante a “Live Solidária”, o CPM apresentará três uniformes esportivos que foram doados por entidades e voluntários para a realização de um leilão solidário nas próximas semanas. Um dos itens é uma camiseta do Grêmio, autografada por jogadores do tricolor, doada pelo clube.

Outros dois itens são uma camiseta do PSG assinada por Neymar e um agasalho completo da Seleção Brasileira, ambos doados por um voluntário. Na live, detalhes do leilão serão anunciados pelo Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar.

Banrisul altera novamente as regras da prorrogação dos consignados

Divulgado nesta segunda-feira(24) o Banrisul alterou novamente as regras do refinanciamento dos consignados que tiveram as parcelas suspensas por 180 dias. A Mudança está principalmente na questão dos juros.

Banrisul firma acordo para atender clientes servidores públicos estaduais e municipais diretamente atingidos pela enchente conforme Mapa Único do Plano Rio Grande

O Banrisul e o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul e a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, com a participação do Procon RS e do Procon do Município de Porto Alegre assinaram um acordo que prevê a prorrogação de operações de crédito consignado de servidores públicos do Estado e de municípios conveniados ao Banrisul, diretamente afetados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

No termo, fica estabelecido que o Banrisul vai conceder quatro meses de carência nas operações de crédito consignado, nos quais não serão cobrados juros sobre o período de carência. O número de parcelas não será alterado e o valor da prestação será mantido. Por exemplo: se o funcionário público possuir um contrato de 60 meses, a quantidade de parcelas continuará sendo 60 e o valor mensal da prestação seguirá inalterado, ampliando-se apenas o prazo do contrato para 64 meses.

O benefício é voltado para os servidores públicos estaduais e municipais, incluindo inativos e pensionistas, que sejam clientes do Banrisul, e que tenham domicílio e residência cadastrados junto ao Banco até maio de 2024, em local considerado “diretamente atingido” pelo Mapa Único do Plano Rio Grande (MUP) – desenvolvido pelo Governo do Estado. E, concomitantemente, estejam em município com calamidade pública reconhecida nos termos do Decreto Estadual n° 57.646, de 31 de maio de 2024, e da Portaria n° 1.802, Anexos I e IV, de 31 de maio de 2024 do Ministério da  Integração e do Desenvolvimento Regional/Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

O Banrisul informa que a adesão formal do funcionário público interessado deverá ser feita na agência de relacionamento ou no aplicativo Banrisul Digital, em opção própria que estará disponível. A adesão do servidor estadual deverá ser formalizada no período de 25 de junho a 10 de julho de 2024, e a do servidor  municipal no período de 26 de junho a 10 de julho de 2024.

A Instituição esclarece que, para os demais clientes que possuam crédito consignado, e que residam em áreas fora do mapa de atingidos pela enchente, as operações financeiras seguem normalmente, conforme regras já definidas.

Segundo a direção do Banco, o acordo demonstra o espírito de união, dentro do propósito de somar forças para reconstruir o Rio Grande do Sul neste momento de grandes desafios. Tendo em vista a gravidade dos impactos econômicos e sociais da catástrofe climática que assolou o Estado e que vai demandar integração e resiliência.

Solidariedade Brigadiana

A Calamidade no Rio Grande do Sul atingiu praticamente todo o Estado, como não poderia ser diferente, nossos policiais e Bombeiros também foram atingidos. Muitas campanhas de ajuda foram realizadas e muito foi arrecadado em favor dos nossos colegas.

O Correio Brigadiano, busca exaltar este espírito solidário. Como não podemos nominar a todos aqui, pois muitas foram as ações, na figura do Ten Neto ( Francisco Marques Neto) que produziu uma centena de armários e balcões que foram doados para brigadianos atingidos pelas enchentes, e que perderam suas casas ou bens materiais, fica nossa homenagem a todos que carregam consigo o espírito de união e de solidariedade ao próximo.

Parabéns Ten Neto e todos os que de alguma forma ajudaram a família brigadiana, que antes de tudo, conta com os seus pares.

Justiça proíbe Banrisul de cobrar juros de prorrogação de consignados dos Policiais Civis

A 3ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre concedeu nesta terça-feira (18) uma liminar que determina que o Banrisul está proibido de cobrar juros de servidores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul que decidirem aderir à prorrogação de empréstimos consignados oferecida a atingidos pelas chuvas e enchentes de maio. A decisão acata um pedido feito pela assessoria jurídica da Ugeirm, sindicato que representa escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil.

A ação reivindica a anulação da operação do Banrisul que suspende seis parcelas dos empréstimos consignados (maio a outubro), diluindo-as nas parcelas restantes do contrato, com acréscimos de juros. Em vez disso, o sindicato pede que o banco seja obrigado a cumprir uma oferta que havia divulgado anteriormente, propondo a suspensão da cobrança de quatro parcelas, a partir de maio, agendando a cobrança delas para o final do contrato de empréstimo, sem o cômputo de juros e no valor original dos contratos. As condições foram alteradas pelo banco após anúncio formal.

Em sua decisão, a juíza Andreia Terre do Amaral ponderou que o Código de Defesa do Consumidor se baseia no princípio de boa-fé e que o consumidor tem o direito de informação adequada e clara sobre produtos e serviços. Neste sentido, pontuou que os clientes, no caso servidores do Estado que contraíram empréstimos consignados, foram informados de que as operações seriam prorrogadas para o final do contrato sem acréscimo de novos juros ou mudanças no contrato.

Entidades oferecem apoio à saúde mental de profissionais da segurança pública

Bombeiros, policiais civis e militares, além de agentes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) são beneficiados com atendimentos psiquiátricos gratuitos; iniciativa é promovida pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), e pela Associação de Psiquiatria do RS (APRS)

JEAN PEIXOTO GZH

Uma iniciativa do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), em parceria com a Associação de Psiquiatria do RS (APRS), está oferecendo apoio à saúde mental de profissionais da segurança pública envolvidos nos resgates às vítimas das cheias que vêm castigando o RS no último mês. Em Porto Alegre, bombeiros, policiais civis e militares, além de agentes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) recebem atendimento presencial. 

O psiquiatra e vice-presidente do Simers, Fernando Uberti, explica que já nos primeiros dias de maio, com o início dos alagamentos em diversas regiões do Estado, a entidade se mobilizou para montar uma rede de apoio. Inicialmente, o foco eram as vítimas, mas logo se expandiu para os profissionais que trabalham nos resgates.

— Não poderíamos nos esquecer dessas pessoas que atuaram na linha de frente, não apenas trabalhando nos resgates, mas os que seguem em ações de patrulhamento. Já havíamos feito isso na época da covid-19 e resolvemos fazer novamente — frisa.

Ele conta que mais de 2 mil profissionais da saúde se cadastraram para prestar atendimento de forma voluntária desde o início das cheias. Na Capital, o atendimento ocorre na sede do Corpo de Bombeiros Militar do RS, localizada na Rua Silva Só, 300.

No local, os profissionais da saúde se revezam em escalas diárias entre 8h e 20h para atender. Os agentes que precisam de atendimento entram em contato com a equipe dos bombeiros por telefone e uma consulta é agendada. 

Para os agentes de outras cidades, a ajuda é disponibilizada via teleatendimento, na plataforma ShortMed, que conta com outras especialidades médicas também.

A ideia é ampliar os atendimentos presenciais colocando equipes também na Academia de Polícia da Brigada Militar e em algumas cidades do interior como Guaíba, Pelotas, no sul do Estado e Caxias do Sul, na Serra, onde há demanda e maior dificuldade de locomoção.

Aumento na procura

A capitã dos bombeiros Bárbara Siteneski de Oliveira, que atua junto ao grupo de trabalho que participa da inciativa, pontua que nos primeiros dias do projeto os agentes estavam tão envolvidos nas atividades de resgate e salvamento que não procuraram o serviço. No entanto, com o passar dos dias, a busca aumentou.

—  É uma iniciativa muito positiva em termos de cuidado com o cuidador. Em um primeiro momento, como os militares estavam todos envolvidos nas ações, a procura foi baixa, mas conforme eles têm sentido a necessidade, eles têm buscado atendimento. Até tem nos surpreendido a busca deles — comenta.

A oficial ressalta que o atendimento à saúde mental dos agentes é preventivo e pode evitar situações futuras.

— O tempo de trabalho dos bombeiros é muito grande, sendo que às vezes as suas próprias famílias estão passando por dificuldades e enquanto isso, eles estão trabalhando em prol da sociedade, salvando outras famílias.

Reforço bem-vindo

O Coronel Régis Reche, diretor do Departamento de Saúde da Brigada Militar, conta que mais de 800 policiais militares foram afetados e mais de 300 perderam tudo para a enchente. Ele reitera a importância desse reforço no atendimento à saúde mental dos agentes da BM tendo em vista que nem todos os resgates são bem-sucedidos.

—  Essa preocupação com saúde mental é uma história de longa data de todo o nosso efetivo, tanto da BM quanto dos bombeiros, principalmente nesses períodos de catástrofes, fazendo resgates e encontrando corpos de vítimas. Isso causa um impacto muito forte nas vidas tanto dos policiais militares quanto das suas famílias — diz.

Reche sublinha que a corporação conta com uma equipe de 50 profissionais da saúde que prestam este tipo de atendimento rotineiramente para profissionais que são expostos a situações extremas, mas que durante os eventos climáticos, todo efetivo se envolveu de alguma forma em operações de resgates de pessoas e animais, o que torna o apoio do Simers essencial.

Também fomos afetados e continuamos trabalhando. Somos vítimas, mas também somos linha de frente.

CORONEL RÉGIS RECHE

Diretor do Departamento de Saúde da Brigada Militar

— Também fomos afetados e continuamos trabalhando. Somos vítimas, mas também somos linha de frente. Nossas famílias também foram prejudicadas financeira e emocionalmente. Entramos nessas águas para resgatar vidas humanas e de animais para amenizar toda essa situação de calamidade que vivemos — pontua.

O chefe de polícia do RS, delegado Fernando Sodré, acrescenta que após a equipe do Simers procurar a corporação oferecendo o amparo psicológico e psiquiátrico, a Polícia Civil passou a efetuar uma triagem dos agentes que precisam do acolhimento.

— Esse projeto vem ao encontro dos interesses da Polícia Civil também, porque esse tipo de atendimento é muito necessário depois de momentos de catástrofe, de trabalhos intensos, que envolvem, inclusive, as vidas dos profissionais. Muitos policiais perderam também seus bens, suas casas e continuam trabalhando. Esse acolhimento é muito importante para vários dos nossos policiais — ressalta Sodré.

Servidores estaduais do RS receberão metade do 13º salário na próxima sexta-feira

Antecipação foi anunciada na manhã desta terça-feira pelo governador Eduardo Leite

No final da apresentação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sobre ações nas áreas da saúde e educação do Estado, foi anunciado que os servidores públicos estaduais receberão metade do 13º salário na próxima sexta-feira, dia 7 de junho.

Divulgada no mês passado, a medida buscava pagar os servidores até o dia 15 deste mês, mas a antecipação foi viabilizada. Conforme o governador, são quase R$ 1 bilhão liberado pelo Estado para o pagamento dos funcionários.

“É uma forma de dar condição para aqueles que foram mais atingidos, seja por residências atingidas ou por ajudar familiares e amigos acolhendo e se mobilizando a favor dessas pessoas”, falou Eduardo Leite. “Busca dar mais fôlego aos servidores, familiares e comunidades”, acrescentou.

Escola da Brigada Militar não vai fechar em Montenegro

PorGuilherme Baptista Jornal Ibiá 

Escola da Brigada completa 50 anos em Montenegro neste ano e seguirá sediando cursos aqui. foto: EsFES

Escola da Brigada Militar não vai fechar em Montenegro

O Comando Geral da Brigada Militar no Estado cogitou a possibilidade da Escola de Formação e Especialização de Soldados (EsFES) ser transferida de Montenegro para outra cidade. Isso em razão dos grandes danos causados pelas recentes inundações. O fato também já tinha acontecido em novembro do ano passado.

O comandante da EsFES, major Oscar Bessi Filho, participou de uma reunião em Porto Alegre, com o escalão superior da corporação, onde apresentou dados, estratégias de curto a longo prazo e um painel da situação atual. “Conseguimos, graças a um plano de evacuação executado com antecedência, preservar muita coisa. Já teríamos hoje, inclusive, condições de reiniciar o curso em andamento”, mostrou, através de relatório, destacando a mobilização dos alunos, efetivo e voluntários para a limpeza recuperação dos danos. “A BM decidiu que a Escola não será fechada. Apenas passará por algumas adaptações para sediar outros cursos, focando na especialização profissional”, comemora.

Instituição permanece no município, mas passará por adaptações, focando na especialização profissional

A atual turma de 134 alunos-soldados, que iniciaram o curso em dezembro do ano passado, será deslocada para Porto Alegre para prosseguimento das aulas assim que a normalidade for retomada. “Hoje, cerca de 70% dos alunos já apoiam a Defesa Civil na Capital e Região Metropolitana, que vive um momento ainda caótico”, ressalta Bessi. Ele explica que a transferência deste curso em andamento atenderá duas necessidades. Um deles é a rápida mobilização para atuar nas ruas de Porto Alegre, que enfrenta sérios problemas de criminalidade. E o outro é que não se corre o risco de uma nova interrupção na formação dos futuros soldados, já que a EsFESde Montenegro é a única das três escolas de formação de soldados em todo o Rio Grande do Sul que precisa interromper o curso por causa de enchente. “E, como atualmente todos os cursos da Brigada Militar seguem um padrão rigoroso em conteúdo e cronograma, os demais obrigatoriamente também são interrompidos”, esclarece.

Junto dos 134 alunos, até o final do atual ciclo, um grupo de instrutores acompanhará a turma em tempo integral. O comandante, Major Bessi, atuará nas duas frentes, em Montenegro e Porto Alegre. E com a permanência, a Escola da Brigada em Montenegro, que em 2024 completa 50 anos, poderá seguir também sediando outros cursos, movimentando o comércio e o setor imobiliário locais, além de proporcionar mais sensação de segurança para a população da região.

Salas de aula já foram recuperadas pelos próprios alunos após as enchentes de maio. foto: EsFES

BM faz campanha para auxiliar 800 policiais militares que perderam casas, móveis e até fardamentos 

Para ajudar os PMs, doações podem ser feitas por meio do pix da Fundação Brigada Militar

LETICIA MENDES GZH

O 9º BPM, em Porto Alegre, precisou ser evacuado em razão do alagamento. Brigada Militar / Divulgação

Uma campanha lançada pela Brigada Militar (BM) busca auxiliar policiais que tiveram suas casas atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo o Comando-Geral da BM, ao menos 800 brigadianos foram afetados pelas cheias, em diferentes municípios do Estado. Os servidores perderam casas, veículos e, em alguns casos, até os fardamentos. 

— Em torno de 400 (policiais militares) perderam absolutamente tudo. A maioria não consegue chegar em casa ainda. Só não estão em abrigos porque estão em casas de familiares ou porque conseguimos locais para que possam se instalar. Muitos PMs moram na Vila Farrapos (Porto Alegre), ou nos bairros Fátima e Mathias Velho, em Canoas. Todos de Eldorado foram impactados, em Guaíba também boa parte e no Vale do Taquari — detalha o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feoli. 

Segundo a BM, o serviço de assistência social está abastecendo os servidores com cestas básicas, cobertores e outros itens básicos. A BM lançou uma campanha para tentar auxiliar os policiais que perderam seus bens na enxurrada. Até o momento, foram arrecadados cerca de R$ 200 mil — mas o valor ainda é baixo para auxiliar o contingente de 800 pessoas. A doação pode ser feita por meio do pix da Fundação Brigada Militar: administrativo@fundacaobm.org.br. 

— A maioria pede ao menos uma geladeira e um fogão para poder recomeçar. Ainda estamos longe do valor necessário, infelizmente.  São policiais que continuam trabalhando, não pararam. Inclusive, alguns perderam até o fardamento todo. Estamos repondo dentro das possibilidades. Mas muitos trabalham mesmo à paisana — diz o comandante-geral. 

A Brigada Militar também contabiliza estragos em suas estruturas. Entre os mais atingidos estão o QG da Brigada Militar, o 1º e o 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Porto Alegre, o Comando Ambiental e a Escola de Formação da BM em Montenegro.

Reforço

Atualmente, a BM conta com reforço de cerca de 400 policiais militares enviados por Estados como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Espírito Santo e Distrito Federal. 

São Paulo deve enviar um novo contingente de 180 PMs na próxima semana para o RS. Entre os policiais, estão servidores da área ambiental e tropas de ações táticas. Da Força Nacional, há 165 PMs no Estado – a expectativa é de novos reforços sejam remetidos.