O PM Adriano Zilli e o mecânico Márcio Santos foram parceria voluntária em Canoas
Foto: PAULO PIRES/GES
Em meio a tragédia que atingiu Canoas e o cenário desolador formado pelas águas que sobem sem piedade sobre a cidade, a força do voluntariado surge como uma gota de esperança para quem mais precisa.
No bairro Mathias Velho, o Policial Militar (PM) Adriano Zilli e o mecânico Márcio da Silva Ferreira formaram uma parceria que tem sido responsável por centenas de resgates desde o início da tragédia.
Ambos são moradores da Rua Santa Catarina e observaram, sem nada poder fazer, as casas em que viviam serem arrasadas pela água. Restou, contudo, a vontade de ajudar o próximo.
“O Zilli é pescador e tinha um barco em casa”, conta Márcio. Fui o primeiro que ele resgatou e achei que deveria retribuir ajudando a auxiliar outras pessoas a saírem de casa”, explica.
Lotado no 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) da Capital, Adriano esclarece que o trabalho de resgate que vem executando no bairro foi considerado importante pela corporação, de modo que se mantém desde a semana passada na água.
“Primeiro eu consegui tirar de casa a minha família e desde então a gente tenta auxiliar todo mundo que pede”, avisa o PM. “São muitos pedidos e não dá para atender a todo mundo devido ao risco, mas a gente se esforça”.
A dupla se concentra sempre no ponto montado pela Defesa Civil na Rua Mathias Velho, em frente ao supermercado Carrefour, no Centro de Canoas e, a partir deste ponto, parte em missões Mathias Velho adentro.
“Água sobe sem parar e a gente está tentando convencer pessoas que estão ilhadas no 3º piso sair de casa”, esclarece Márcio. “Tem muita gente no Mathias que não quer sair pelo medo de não conseguir voltar”.
O resgate e auxílio a animais, frisa Adriano, acaba também sendo uma demanda bastante grande, já que todo mundo tem um pet, mas nem todos conseguiram sair de casa levando o cão e o gato.
“Já colocamos uma dúzia de animais para cima do barco e teve até Rottweiler que conseguimos tirar da água”, aponta. “Só os gatos que são mais difíceis, porque eles não gostam de água e são muito rápidos para pegar”.
Armadilhas
A rotina do PM e do mecânico é tensa e a jornada é esclarecida a casa pessoas que precisa de ajuda. Isso porque o bairro Mathias Velho se transformou em um imenso rio que esconde, sob a superfície, todo o tipo de armadilha.
“Há carros, caminhões e até barcos virados que podem ser uma ameaça para quem atravessa, além de troncos e galhos que podem prejudicar a hélice”, explica Adriano. “A gente vai ‘na manha’ mesmo conhecendo cada ponto de risco”.
Embora faça um elogio ao voluntariado no bairro, Márcio alerta ter observado barqueiros que saíram para resgatar ter que serem resgatados porque o barco furou ou quebrou no meio do trajeto.
“O rio subiu demais e o nível da água não para de crescer”, frisa. “Então não adianta o sujeito achar que conhece, porque um caminhão que hoje a gente vê a carroceria, no dia seguinte não se vê nada”.
Sargento aposentado caiu em ribanceira enquanto ajudava no resgate de gestante ilhada em zona rural do município do norte gaúcho
JULIA POSSA GZH
O sargento aposentado João Luiz Ornel dos Santos, 62 anos, viveu 36 horas de frio, medo e fé em São José do Herval, no norte gaúcho. Ele caiu de uma ribanceira enquanto fazia o resgate de uma mulher grávida no interior do município de 1,9 mil habitantes no fim da tarde de 3 de maio e precisou rastejar por 11 horas no escuro e no barro até encontrar abrigo.
A história parece roteiro de cinema com direito a aventura, resgate emocionante e final feliz. Aposentado há 15 anos, o sargento Ornel, como é conhecido, se uniu à Brigada Militar na tarde da última sexta-feira (3) para auxiliar no resgate de Liliane Severgnini Pinheiro, 28 anos, grávida de quase 39 semanas que estava prestes a dar à luz ao pequeno Théo.
Liliane vive na comunidade de São Sebastião que, apesar de não ter sido afetada pela chuva, ficou isolada depois que deslizamentos de terra interromperam a estrada que liga o local à área urbana de São José do Herval. O município gaúcho teve pelo menos 10 casas destruídas por deslizamentos e trabalha para desobstruir estradas e auxiliar as famílias desabrigadas.
Como Liliane estava prestes a ter a criança e vinha de uma gravidez de risco, familiares pediram ajuda à Secretaria Municipal de Saúde para resgatar a mulher a fim de que pudesse ter o filho em segurança em um hospital. A Brigada Militar, então, pediu ajuda do sargento Ornel, que atendeu ao chamado. Além de “gostar de mato”, como ele mesmo diz, conhece bem a região por causa dos 43 anos que passou como militar de Fontoura Xavier e São José do Herval.
Feito isso, o homem saiu de casa às 13h de 3 de maio e entrou na mata em direção à comunidade de São Sebastião junto de outras 10 pessoas, que incluíam uma tenente da Brigada Militar, a secretária municipal de saúde, uma equipe de médica e enfermeira, e voluntários para ajudar no deslocamento de Liliane.
Conhecedor daquelas terras, Ornel foi à frente, abrindo caminho na mata para a comitiva que seguia preparada para fazer o parto da grávida, caso necessário. A missão era encontrar Liliane e o marido na metade do caminho, pela mata, e acompanhar o grupo de volta ao ponto inicial, para então levar a grávida direto ao hospital.
A primeira parte do plano deu certo: eles encontraram a mulher, que foi boa parte do caminho carregada pelos voluntários em uma maca e acompanhada pelo marido na trilha aberta em mato fechado para retornar à cidade. Por volta das 18h, porém, um passo em falso derrubou o sargento Ornel ribanceira abaixo. Ele resvalou no chão molhado, já incapaz de absorver a água após dias de chuva ininterrupta.
— Fui na frente abrindo caminho e, numa certa altura, escorreguei e o barro me levou. Caí na beira do rio. Já era escuro, quase seis da tarde, e perdi o contato. Eu gritava e dava tiro, mas ninguém me ouvia. Aí eu tive certeza que eles iam se perder porque não conheciam o mato, fiquei o tempo todo pensando o que é que eles iam fazer — contou Ornel, em entrevista por telefone.
Equipe transportou gestante em maca por 12km nos morros de São José do Herval em 3 de maio Rosana Brizola / Arquivo pessoalEquipe reunida ao fim da operação, já sem a presença de Ornel Rosana Brizola / Arquivo pessoalSargento Ornel (ao fundo, de jaqueta marrom) com o grupo que atuou no salvamento de Liliane (de capuz amarelo) Rosana Brizola / Arquivo pessoal
Grupo não viu momento da queda
Rosana Brizola, que é primeira-dama e secretária municipal de saúde de São José do Herval, conta que o grupo não viu o momento da queda do sargento Ornel. Como ele ia na frente, abrindo caminho, quem vinha atrás imaginou que o homem já estivesse a salvo com as pessoas que esperavam no fim da trilha improvisada.
Ao todo, a equipe de resgate percorreu 12 quilômetros a pé, em mata fechada e em declive, sob a chuva. Foram seis horas de trabalho ininterrupto. Ao voltar à cidade e respirar aliviada, porém, Rosana e sua equipe se deram conta que o sargento aposentado não retornara do percurso. Foi então que começou uma nova e longa jornada: as buscas pelo homem.
— Foi muito difícil, a pior sensação da minha vida. Quando saímos da mata e vimos que o Ornel não estava ali, começamos a pedir se ele tinha chegado, onde ele estava. Imediatamente a tenente acionou a equipe e chamamos os voluntários do município, que conheciam a mata, para começar as buscas. Eles ficaram até as 4h circulando pelo mato, voltaram no dia seguinte e nada — lembra Rosana.
Théo Vitório nasceu às 11h02min de 4 de maio de 2024Liliane Pinheiro / Arquivo pessoal
Enquanto isso, a grávida Liliane era socorrida e levada ao Hospital Frei Clemente, em Soledade, e depois ao Hospital de Clínicas de Passo Fundo, onde as contrações que sentia durante o caminho pela mata se transformaram em trabalho de parto, e ela deu à luz ao pequeno Théo, às 11h02 de sábado (4).
No momento em que mãe e filho começavam uma nova vida juntos, Ornel enfrentava o seu destino e lutava contra o medo e a escuridão em meio ao barro. Perdido na mata, passou a se orientar pelo som do rio.
“Fui rastejando e pedindo a Deus para estar no caminho certo”
Depois de resvalar ribanceira abaixo, o sargento Ornel caiu no barro e demorou para entender o que tinha acontecido. Ele conta que sentia muita dor na perna esquerda e nas costelas — tanta, que até julgou ter quebrado algum osso. Alguns segundos depois, porém, sob a chuva, tocou o corpo e viu que, apesar da dor, não parecia ter quebrado nada. Era o momento de começar uma odisseia solitária em busca de uma casa que sabia existir às margens do rio que costeava o morro.
— Eu precisei rastejar porque não conseguia ficar de pé, o barro me arrastava. Já sabia que tinha uma casa lá embaixo, mas não sabia se era para frente ou para trás de onde eu estava. Só escutava o som da cachoeira e decidi ir no sentido do rio. Pensava: a casa fica na beira do rio, quando eu chegar lá, me localizo. Fui rastejando e pedindo a Deus para estar no caminho certo — lembra ele.
A escuridão total à frente dificultou o processo: mesmo que Ornel já tivesse se perdido no mato outras vezes, nunca fora sem lanterna. Nesse caso, a audição foi essencial para se guiar em meio ao barro e a chuva. Por volta do que parecia ser às 5h, ele avistou a casa que tanto buscava. O local foi evacuado em meio ao risco de deslizamento: os moradores saíram dias antes também pelo mato e deixaram veículos, roupas e até comida nas panelas para trás.
O alívio veio quando conseguiu entrar na casa, abriu uma janela e encontrou um isqueiro para acender o fogão à gás. Em segurança na casa, tirou as roupas molhadas, vestiu roupas limpas e acendeu o fogão a lenha para se aquecer e driblar o frio que sentiu ao longo da madrugada. Enquanto isso, a cabeça estava longe:
— Desde que eu caí, só pensava no meu pessoal no meio do mato. Eles não conheciam o caminho, tinha lugares que o peral era de 500 metros de altura. Só pensava que eles precisavam sair de lá, precisava dar certo — conta, antes de saber que o parto de Liliane tinha acontecido e Théo estava prestes a chegar aos braços da mãe.
O resgate do resgate
A essa altura, a notícia do desaparecimento já se espalhara e muitos temiam pela morte do sargento em meio ao risco de deslizamentos de terra e a altura das ribanceiras na estrada que levava São José do Herval a São Sebastião.
Por volta das 9h de domingo (5), Ornel se sentou ao sol para descansar depois de andar pela área para entender como encontraria o caminho de volta para casa. Foi aí que ouviu um apito conhecido: era o barulho usado pelos agentes da Brigada Militar. Em resposta, começou a dar tiros para que os colegas identificassem o seu paradeiro.
— Quando eu vi choveu de colega meu, começaram a gritar e correr para o meu lado. Foi uma emoção muito grande, alegria, não sabia se chorava, se dava risada, eu abraçava eles, eles me abraçavam, choravam… foi uma alegria muito grande — relatou Ornel.
Homens comemoram após encontrar Ornel Brigada Militar / DivulgaçãoCasa (D) foi encontrada após sargento se guiar pela audição no escuro Brigada Militar / DivulgaçãoO sargento Ornel ao centro, após ser encontrado pela força-tarefa que o buscava Brigada Militar / DivulgaçãoSargento Ornel (ao centro) com amigos e familiares após se reencontrar com a esposa Loreci e família Brigada Militar / Divulgação
Com o grupo, o sargento aposentado conseguiu sair do local e voltou para Soledade, onde vive com a esposa Loraci e uma filha, depois de 36h de desaparecimento. Em casa, a família o esperava com aflição.
— Eu comecei a berrar quando descobri que eles tinham encontrado meu marido. Os vizinhos vieram achando que eu estava gritando porque ele tinha morrido, mas, não. Comecei a dizer: ele tá vivo, ele tá vivo. Chorei mais do que antes, quando era de ansiedade e nervosismo. O tempo todo eu sentia um calor em mim e tinha muita fé que ele fosse voltar para casa — relatou Loraci.
— Quando eu estava no meio do barro, no frio e no escuro, eu só pensava comigo para me manter calmo e não me apavorar. Medo a gente tem, mas eu fiquei o tempo todo falando comigo: “vamos Ornel, você não pode parar”. O que me acalmou foi a minha fé, pedia para Deus e para Nossa Senhora de Fátima me ajudar. Pedia: “me proteja e me oriente para chegar em casa” — completou o sargento aposentado, que é católico e vice-presidente da igreja do bairro onde mora em Soledade.
Quando chegou em casa, o sargento recebeu a notícia: toda a comitiva voltara para casa e Liliane já estava com Théo nos braços, em Passo Fundo. O menino, inclusive, recebeu um segundo nome: “Vitório”, por causa das circunstâncias que possibilitaram o seu nascimento. Tanto a mãe quanto a criança, que nasceu com 3,5kg, estão saudáveis após um parto de cesárea.
A história, enfim, teve final feliz em meio à maior tragédia climática enfrentada pelo RS. Apesar do sofrimento coletivo, ao voltar das suas horas desafiadoras na mata, Ornel conta que recebeu de presente uma “data de renascimento” — e já planeja uma festa para celebrar os 30 anos de casado, em agosto, “se Deus quiser”, como diz.
O Moto Grupo Patrulheiros do Asfalto é formado por Policiais Militares da Brigada Militar apaixonados por motocicletas. Unidos pela paixão de andar sobre duas rodas, explorando estradas e compartilham experiências inesquecíveis.
Este grupo não apenas valoriza a liberdade proporcionada pela moto, mas também promove a segurança e o respeito no trânsito. Com a filosofia de companheirismo e aventura, os Patrulheiros do Asfalto continuam a crescer, unindo os amantes de motocicletas e criando uma bela família.
Além dos passeios, viagens e expedições os motociclistas do Moto Grupo Patrulheiros do Asfalto, engajados em ações sociais, fizeram a diferença na vida de 60 crianças carentes na Zona Leste de Porto Alegre distribuindo kits de pascoa e lanches para todas as crianças.
As crianças por sua vez, encontram nos motociclistas verdadeiros heróis, que sobre duas rodas trazerem esperança de dias melhores através da bondade e a solidariedade que reforçam o poder da empatia e do amor ao próximo, ensinado desde cedo a compartilhar e cuidar um do outro.
Afinal, ser motociclista é mais que viver na estrada, é espalhar amor por onde passamos com nossas motocicletas fazendo a diferença na sociedade.
Patrulheiros do asfalto, também realizaram no dia 18/04/2024 a entrega de camisetas, personalizadas ao grupo Renovando Vidas, centro de referência de assistência social(CRAS) que é a porta de entrada das famílias para a politica de assistência social, sendo uma instituição que trabalha com idosos.
O Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul (TJMRS) lançou um serviço com o objetivo de tornar a linguagem jurídica mais acessível e compreensível para o público em geral. A partir de agora, as decisões, os despachos, notas e todas as movimentações processuais ficarão de fácil compreensão para quem não é operador do direito.
O Projeto foi desenvolvidos pelos servidores da casa, através do Laboratório de Inovação do TJMRS (NUBE9), o “Explica Aí, Tchê” é uma ferramenta de inteligência artificial que traduz e resume decisões judiciais para uma linguagem simples e direta, facilitando assim a compreensão por parte dos jurisdicionados e cidadãos. A ferramenta está integrada à biblioteca OpenAI, também empregada pelo ChatGPT, o que assegura um alto nível de inteligência e eficiência.
Conforme divulgado pela assessoria de imprensa do tribunal, essa é a versão 1.0 do Explica Aí Tchê, que permanecerá em constante aprimoramento. Em uma próxima etapa, a ferramenta também possibilitará, entre outros avanços, a integração direta com o sistema judicial eletrônico (eproc), jurisprudência, site e redes sociai e a inserção de arquivos PDFs de outros órgãos para análise e tradução.
Sargento reanimou bebê de 11 dias que estava sufocado | Foto: Brigada Militar / CP
Um gesto rápido e heroico por parte de um brigadiano do 20° BPM da Brigada Militar salvou a vida de um bebê de apenas 11 dias de vida na noite deste sábado (27). A ação rápida e eficaz do 1° Sgt Pies evitou uma tragédia e garantiu o socorro imediato da criança.
Ao notarem que o bebê estava inconsciente, com as vias aéreas obstruídas e a pele roxa, os pais desesperados se dirigiram à sede da 2° Companhia da Brigada Militar, localizada na Avenida Protásio Alves, nº 8900, em busca de ajuda imediata.
Sem perder tempo, o 1° Sgt Pies, com expertise e treinamento em primeiros socorros, realizou a manobra de Heimlich no bebê. A ação rápida e precisa desobstruiu as vias aéreas da criança, fazendo com que ela voltasse a respirar.
Após a estabilização do bebê, o SAMU foi acionado para o atendimento completo. Os pais, emocionados e aliviados, agradeceram imensamente a Brigada Militar pelo salvamento heroico de seu filho.
O Comando da Brigada Militar reconhece e valoriza a atuação exemplar do 1° Sgt Pies, que com bravura e profissionalismo garantiu a vida de um recém-nascido.
Ocorreu no dia 27/04 um ato de homenagem póstuma, para reverência ao Cabo César Alcides Figueiredo que tombou em serviço no dia 20/09/1986, na rua Juarez Porto Alegre na Zona Norte de Porto Alegre quando tinha 35 anos, servindo, à época no 11º BPM.
A iniciativa foi da Associação do Bairro São Sebastião, Veteranos do 11º BPM e Comando da unidade.
As homenagens á heróis da Brigada Militar são motivadas pela Portaria 643.A/EMBM/2016, inspiradora da criação da Lei nº 15.156/18, como forma de lembrar a toda a comunidade do RS o valor, a valentia o destemor por parte de policiais que honraram a instituição e tiveram suas vidas interrompidas no cumprimento do dever.
O ato solene ficou prejudicado com o mau tempo, mas não perdeu o brilho com as várias homenagens de colegas e autoridades, sempre acompanhada da Banda de Música da Brigada Militar que deu inicio ao ato com o Toque do Veterano e posteriormente o Toque de Silêncio pelo Soldado Leonardo Pinheiro Ferreira em respeito ao Cabo tombado em serviço.
Filho volta a chorar a falta de seu pai
Alcides Marcos Bittencourt Cezar, um dos filhos do cabo Figueiredo, emocionado voltou a relembrar da perda do grande herói.
– Recordo do homem bom, pai exemplar que deixou uma família inteira enlutada, tendo que se reconstruir a cada dia. A sociedade não tem noção do que representa para esposa, filhos e demais familiares um policial tombado cumprindo com a sua função, ou seja trabalhando para as pessoas terem paz.
– Já fazem muitos anos, mas a dor permanece para sempre. Assim se manifestou o filho do Cabo Figueiredo, emocionado.
Atos de fé foram promovidos pelo padre Wener Rauber, falando da importância de valorização da vida e exaltando os homens e mulheres da polícia que asseguram a vida em sociedade.
Kandice Fabris da Silva, presidente da Associação do bairro São Sebastião e Lindóia, autora da proposição de homenagem, usou a palavra dizendo que os brigadianos que atuam em uma determinada área eles são os heróis do seu bairro e que desta forma quando eles morrem em serviço o bairro chora suas mortes, pois eles representam o bem presente junto as famílias.
Ten. Coronel Daniel Araújo de Oliveira, em suas palavras dissertou que ser policial é muito mais que a escolha de uma profissão.
– Cuidar da vida das pessoas as quais sequer conhecemos e muitas vezes entregar sua própria vida em sua defesa é atribuição de poucos.
– Por isso o chamamos de heróis, como o Cabo Figueiredo, afirmou o comandante.
– Muitas pessoas transitam e desfrutam da praça Cabo Figueiredo e certamente quase ninguém vai ter curiosidade de saber quem foi este herói fardado. Então a instituição, seus comandantes e comandados e forças vivas do município precisam reverenciá-los para trazer bons exemplos à sociedade que quer paz e segurança.
Assim, rendo minha continência aos seus familiares. Assim procedeu o Ten. Coronel Daniel Araújo
Ao final foi descerrada a placa, no local onde o Cabo César Alcides Figueiredo tombou em serviço.
Presentes nos atos de homenagem:
– Ten. Cel. Daniel Araújo de Oliveira – Comandante do 11º BPM
– Coronel RR. Jerônimo Braga – Presidente da Associação do Museu da BM
– Cel. RR. Ataide Rodrigues Morais – Comandante da Legião Altiva da BM
– Gelson da Guarda – Secretário Adjunto da Segurança Pública de Porto Alegre
– Coronel Marcelo Frota – Ex Secretário Adjunto da Segurança Pública do RS
– Major Helcio Moises Segu Gaira – Representando o 20º BPM
– Cap. Clarisse Heck – Diretora do Museu da Brigada Militar
– Cel. RR. Ataide Rodrigues Morais – Comandante da Legião Altiva da BM
– Kandice Fabris da Silva, presidente da Associação do bairro São Sebastião e Lindóia
– Tenente Terezinha – Representando a AOFERGS
– Sgt Clóvis Portela – Representante dos Veteranos do 11 BPM
Além das representações, estiveram presentes moradores do bairro e familiares do Cabo Figueiredo, sendo eles:
– Viúva; Sra Maria Justina Bittencourt Cesar e seus filhos Alcides Marcos, Ana Mary e Alice Mary.
Sargento e soldado do 19º BPM reanimaram criança de 10 meses que estava desfalecida
Marcel Horowitz / Rádio Guaíba
Policiais militares salvam bebê na zona Leste de Porto Alegre | Foto: Divulgação / PM / CP
Militares do 19° BPM salvaram, nesta sexta-feira, um bebê na rua Erotilde Machado Santana, no bairro Lomba do Pinheiro, na zona Leste de Porto Alegre.
A criança, de apenas 10 meses, estava engasgada. Ela foi encontrada desfalecida, pelo sargento Garcia e o soldado Moura, que iniciaram procedimentos de reanimação.
Eles efetuaram a chamada a manobra de Heimlich, desobstruindo as vias aéreas do bebê. Após, uma equipe da Samu foi chamada ao local.
Fundação A.J. Renner cedeu prédio de dois andares no distrito criativo, que receberá 2º Companhia do 11º BPM e Laboratório de Inovação da BM
JULIANA BUBLITZ GZH
Ao saber que a 2ª Companhia do 11º Batalhão da Brigada Militar (11º BPM) teria de deixar —por falta de condições — o prédio que ocupava havia mais de 10 anos no 4º Distrito de Porto Alegre, a Associação das Empresas dos Bairros Humaitá e Navegantes (Aehn) decidiu se mexer. E rápido.
— Não queríamos correr o risco de ficar sem segurança ou de esperar muito tempo até que a BM conseguisse viabilizar um novo espaço. Então, mobilizamos moradores e empreendedores da região para encontrar uma solução, sem precisar depender do Estado — conta Marise Mariano, presidente da entidade empresarial que completa 40 anos em 2024.
Resultado: uma das parceiras da associação, a Fundação A.J. Renner, concordou em ceder à corporação um prédio de dois andares (com mais de mil metros quadrados de área) ao lado do DC Shopping, no coração do distrito criativo.
O espaço foi preparado para abrigar a 2ª Companhia, inclusive com a doação de móveis e equipamentos por parte do Instituto Caldeira, um dos principais polos de criatividade da região.
O primeiro andar recebeu, então, a base operacional de policiamento (que funcionará 24 horas por dia) e o segundo piso será usado para algo novo: o Laboratório de Inovação da Brigada, que testará tecnologias de ponta na área — e que tem tudo a ver com o 4º Distrito.
O prédio ainda não foi inaugurado oficialmente, mas os policiais militares já estão instalados lá.
— O que mais nos alegra é a confiança que conquistamos junto à comunidade. Se não fosse isso, não haveria todo esse movimento de apoio. Nos sentimos acolhidos. Esse gesto não só fortalece a segurança pública, como também simboliza uma parceria sólida com a sociedade civil organizada — diz o tenente-coronel Daniel Araújo, comandante do 11ºBPM.
Ato realizado na manhã desta segunda-feira (08), por uma frente de servidores públicos foi uma demonstração, principalmente os da segurança pública, de que a paciência está chegando ao fim, algo perfeitamente compreensível, afinal esta espera já dura cerca de 08 anos, data do último reajuste recebido pela categoria.
Todos lembram bem, que durante as campanhas de eleição e reeleição do atual governo, seu marketing político girou em torno do dito “diálogo com todos” fato que na prática não se concretizou segundo as entidades representativas. Talvez este o motivo de acender uma luz de esperança com este momento de diálogo que publicamos ao final, (vídeo compartilhado nos grupos brigadianos).
O governador ao atravessar a rua e ir ao encontro dos brigadianos dirigindo a palavra por pouco mais de 01 minuto não dá para ser entendido como boa vontade de atender suas demandas, no máximo foi um gesto de cordialidade.
Claro, ninguém é ingênuo ao ponto de acreditar que esta manifestação do Governo não tenha sido mais para a casa do vizinho (ALRS) do que para os que ali estavam, que de certo modo, estão sendo peça importante na pressão que é feita na Assembleia Legislativa, pela aprovação do aumento de ICMS, condição para que o governo apresente qualquer proposta aos servidores.
O Jornal Correio Brigadiano ao ouvir algumas lideranças de entidades de classe que representam os Policiais e Bombeiros do RS, identificou que praticamente de forma unânime, afirmam que de fato a paciência da categoria está chegando ao fim, que muito embora não tenham participado do ato, não se opõem, pois para eles (dirigentes), é legitima a indignação. Que as associações estão cumprindo o acordado em negociação realizada com a Casa Civil, aguardando para este mês, a posição oficial do governo para as negociações que se arrastam desde o ano passado.
ASSISTA O VÍDEO DO MOMENTO QUE O GOVERNO FALA COM OS MANIFESTANTES
A Escola Superior dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ESBM), em parceria com a Associação dos Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM), a Faculdade João Paulo II (FJPII), a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Rio Grande do Sul (OAB/RS), tem a honra de convidar os valorosos profissionais da segurança pública para a aula magna do Curso de Extensão em Direitos Humanos. Este evento marca o compromisso contínuo com a promoção da cidadania e a efetividade dos direitos fundamentais, reforçando nosso papel na formação de agentes cada vez mais preparados para os desafios contemporâneos da segurança pública e da justiça social.
📆 Data: 09 de Abril ⏰ Horário: 19:00 📍 Local: OAB CUBO, Porto Alegre A aula inaugural será proferida pelo Dr. Fabrício Peruchin, Secretário de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.
🔗 Para mais informações e inscrições, visite nosso site: esbm.org.br Contamos com sua presença para juntos fortalecermos os pilares da justiça e da paz social, essenciais para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.