‘O serviço é caro quando é ruim’, diz presidente do IPE Saúde sobre reestruturação

Em entrevista exclusiva, Paulo Rogério Silva dos Santos detalha plano para melhorar o atendimento aos 829 mil segurados e estancar a saída de usuários após a reforma que aumentou alíquotas

Flávia Simões Correio do Povo

Enfrentando críticas pela falta de médicos e suporte, a administração do IPE Saúde corre para conseguir preencher os 10.460 postos de atendimento recém abertos. A contratação de novos prestadores faz parte do programa de reestruturação do Instituto, que começou ainda em 2023 e está na sua segunda fase, cujo objetivo é ampliar o quadro médico, composto hoje por pouco mais de 5 mil profissionais, conforme o balanço-geral de 2024.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, o atual presidente, Paulo Rogério Silva dos Santos, empossado no início de novembro de 2025, reconhece as dificuldades, conta quais são os próximos passos da reestruturação e como ele pretende manter os segurados após a reforma que aumentou as alíquotas e fez com que 44 mil usuários deixassem o plano.

Entre as medidas, estão um novo programa para o credenciamento de hospitais e clínicas; e o investimento em informatização para melhora no suporte oferecido aos usuários. Atualmente, somente 150 pessoas atendem toda a rede no Estado.

Confira os principais trechos:

  • O edital aberto no início de janeiro anunciou cerca de 10 mil vagas. É um número alto e, agora, foi prorrogadas as inscrições. Está sendo difícil atingir essa meta?

Existe um estudo técnico para chegar nesse número (de vagas). Para definir isso em relação às regionais, existe um sistema integrado georreferenciado de necessidades. Essa necessidade foi mapeada e distribuída. Nós não temos capilaridade integral nos 497 municípios porque não haveria demanda, mas temos atendimento estruturado em 356 municípios. Esse estudo visa que uma pessoa, mesmo em um município pequeno que não comporta as 42 especialidades, tenha atendimento o mais próximo possível para não precisar se deslocar de Uruguaiana a Porto Alegre ou Itaqui para Porto Alegre.

  • E, até agora, como está o resultado obtido? Por que a prorrogação?

O programa está indo muito bem e os números são ótimos, embora provisórios. Nós dialogamos com as três entidades médicas (Simers, Amrigs e Cremers) e elas são parceiras hoje. A prorrogação ocorreu a pedido dessas entidades devido ao período de festas e férias a partir de 15 de dezembro, que dificultou a obtenção de documentação.

  • Parte das reclamações dos usuários do IPE é a dificuldade de conseguir um atendimento de média e alta complexidade, principalmente no Interior. Como resolver essa demanda?

Esse é um outro programa que será desenvolvido em breve. O primeiro pilar da reestruturação foi financeiro; o segundo é o “Mais Assistência”, que visa recompor a rede de consultas. Hoje temos 247 hospitais credenciados para média e alta complexidade, naturalmente concentrados em polos como Porto Alegre, Canoas e Caxias.

  • Outra demanda dos usuários é um suporte administrativo mais eficiente. Como melhorar essa questão?

O IPE Saúde opera com apenas 150 pessoas para atender 829 mil segurados, 5 mil médicos e 600 laboratórios. O que nos salva é a informatização. Futuramente, o próprio segurado poderá avaliar o prestador, como em sistemas tipo o Doctoralia (portal com informações e avaliações sobre médicos). Esse sistema está sendo desenvolvido pela Procergs. No Interior, onde tínhamos escritórios, hoje usamos a estrutura do estado com os “facilitadores”, que são pessoas treinadas em órgãos públicos para ajudar quem tem dificuldade com o meio virtual.

  • O uso da tecnologia deverá ser o foco, então, do processo de melhora na administração. Mas boa parte dos usuários são idosos e não têm facilidade com a tecnologia. Qual alternativa para esse caso?

Hoje já temos o cartão digital, mas manteremos recursos físicos para dialogar com esse segurado. Nossa média etária é alta: mais de 45 anos, sendo que 40% têm mais de 60 anos. Eu mesmo tenho 63 anos, sou segurado e acredito no IPE.

  • Quais impactos da reforma de 2023 são sentidos na prática?

Um passo gigante foi a contribuição dos dependentes. Nós temos mais dependentes do que segurados originários (servidores da ativa e aposentados). Antes não se cobrava nada deles, o que gerou um déficit importante em 2023. Hoje o IPE Saúde é superavitário, arrecada mais do que gasta, mas com uma margem estreita de gestão, pois a receita é inelástica (fixa).

  • As alterações acabaram pesando no bolso de alguns servidores, que decidiram deixar o plano. Como manter o segurado?

Melhorando os serviços. O serviço é “caro” quando é ruim. Nossa contribuição é uma das menores do país comparada a institutos similares, como o de Minas Gerais. O IPE não é regulado pela ANS, então tem um leque de serviços menor, mas nosso ticket médio é de R$ 380, enquanto um plano de saúde privado pode ser três ou quatro vezes mais caro. Temos limites.

  • No último ano, a queda de usuários foi de 44 mil. Quem foram essas pessoas que deixaram o IPE?

Basicamente dependentes que antes não pagavam nada e categorias de maiores salários (Judiciário, Ministério Público, Assembleia) que optaram por planos maiores. No entanto, para quem chega aos 70 ou 80 anos, um plano privado custa fortunas, enquanto no IPE o valor continua sendo uma porcentagem da folha (3,6%).

Brigada Militar inicia curso de formação policial para 800 novos alunos-soldados

Convocados terão amplo ciclo de instruções em Porto Alegre e Montenegro

A Brigada Militar realizou, nesta terça-feira (20/01), a inclusão de 800 novos alunos-soldados que vão integrar o Curso Básico de Formação Policial Militar (CBFPM) da Corporação. A apresentação oficial dos convocados ocorreu às 9h, no ginásio da Escola de Educação Física da Brigada Militar (EsEF-BM), na Capital.

Do total de novos alunos-soldados, 500 realizarão a formação na 2ª Escola de Formação, Habilitação e Especialização de Praças de Porto Alegre (2ª EsFHP-PA), enquanto outros 300 serão formados no Centro de Treinamento e Especialização de Montenegro, antiga Escola de Formação e Especialização de Soldados (EsFES), estrutura que está pronta para receber a nova turma.

Entre as autoridades presentes na solenidade estavam o comandante-geral da Brigada Militar, coronel PM Cláudio dos Santos Feoli; o subcomandante-geral da BM, coronel PM Douglas da Rosa Soares; e o chefe do Estado-Maior da BM, coronel PM Luigi Gustavo Soares Pereira.

Reforço para a segurança

Comandantes da BM falam aos futuros soldados em um estádio.
Comandante-Geral, coronel PM Feoli: “um marco para a Corporação e para a segurança da população” – Foto: Sd PM Brenda PM5

Os alunos-soldados iniciam um amplo ciclo de formação, com foco em policiamento ostensivo, práticas policiais, preparo físico e disciplina. As primeiras instruções, ainda nesta terça-feira (20/01), ocorreram no ginásio da EsEF-BM, localizado na Avenida Coronel Aparício Borges, nº 2.001, bairro Partenon, em Porto Alegre.

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel PM Cláudio dos Santos Feoli, destacou que o início do curso representa um reforço substancial para a segurança pública no Rio Grande do Sul. “A chegada de 800 novos soldados é um marco para a Corporação e para a segurança da população. Esses policiais militares vêm para fortalecer ainda mais o efetivo operacional em todo o Estado, integrando uma formação robusta que conjuga técnica, preparo físico, disciplina e compromisso com a proteção dos gaúchos”, afirmou.

Segundo o comandante-geral, a formação representa um investimento contínuo no profissionalismo da Brigada Militar, alinhado às demandas atuais da segurança pública. Ele ressaltou, ainda, o esforço da Corporação em manter a qualidade do ensino, investir em infraestrutura e ampliar a capacidade de resposta às necessidades da sociedade.

Capacidade operacional

A etapa de formação inclui instruções sobre policiamento ostensivo, uso da força, armamento e munição, legislação, direitos humanos, defesa policial, além de atividades de preparo físico. Concluído o curso, os novos soldados estarão aptos a atuar nos diversos comandos regionais da Brigada Militar, ampliando a capacidade operacional da instituição em todo o Estado.

Os novos alunos-soldados foram aprovados em concurso público cuja nomeação foi autorizada pelo governador Eduardo Leite, que determinou a chamada de 1.200 novos militares, sendo 800 já incluídos no curso de formação e outros 400 previstos para abril de 2026. O concurso tem validade até novembro de 2027, podendo ser prorrogado por igual período.

Na segunda-feira (19/01), ao longo de todo o dia, foi realizada a sindicância de vida pregressa, etapa final de verificação documental e de requisitos para o ingresso na Brigada Militar.

Texto: jornalista Marcelo Miranda, SC PM5 – Brigada Militar

Fonte: Brigada Militar

Governo do RS analisa impacto da lei que autoriza o pagamento retroativo de benefícios a servidores

Governo do Estado está buscando quantificar o impacto da lei que autoriza o pagamento retroativo de benefícios que haviam sido suspensos durante a pandemia de Covid-19

Taline Oppitz Correio do Povo

O governo do Estado está trabalhando em levantamento para quantificar o impacto da sanção, pelo presidente Lula (PT), nesta semana, da lei que autoriza o pagamento de benefícios retroativos para servidores públicos que haviam sido suspensos durante a pandemia da Covid 19. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira. A legislação permite, desde que haja disponibilidade prevista na proposta orçamentária, que estados e municípios realizem os pagamentos, a servidores públicos, de benefícios como anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio, entre outros. Apesar de estarmos em ano de eleições gerais.

Segundo a secretaria estadual da Fazenda, está em curso uma análise dos impactos da iniciativa por aqui. “Até o momento, não há definição sobre valores ou aplicação prática, pois os cálculos e análises técnicas ainda estão em andamento”, diz nota enviada pela pasta em resposta ao pedido da coluna. O congelamento dos valores foi uma das exigências, feitas pelo governo federal, para liberar auxílio financeiro a estados e municípios durante a pandemia. À época, foram vedadas ainda concessões, pelos governos estaduais e municipais, de adicionais por tempo de serviço.

Brigada Militar emite nota no caso Pelotas

A respeito da intervenção policial ocorrida na cidade de Pelotas, a Brigada Militar esclarece que, na madrugada desta quarta-feira (15/01), ao realizar buscas na área rural de Pelotas, após uma ocorrência de roubo a residência registrada na terça-feira (13/01), onde um caseiro foi feito refém por 36 horas, tendo três veículos e um reboque roubados, advém da seguinte dinâmica:

Na quarta-feira (14/01),na cidade de Guaíra no estado do Paraná, a polícia militar local, prendeu dois suspeitos do roubo, residentes em Pelotas, com idades de 20 e 21 anos, ambos com antecedentes por tráfico de drogas, roubo e adulteração de veículo, os quais estariam envolvidos no grave crime e na posse dos veículos roubados em Pelotas.

Em posse de informações recebidas da Polícia Militar do Paraná, a Brigada Militar planejou uma operação no local onde haveriam outros indivíduos envolvidos, com armas e veículos roubados. Durante a averiguação ao endereço os policiais militares se depararam com um homem portando uma arma de fogo, o qual não acolheu as ordens policiais, efetuando disparos contra a guarnição, estabelecendo confronto em que resultou na vitimada fatalmente.

O local foi imediatamente isolado e preservado para os trabalhos da perícia técnica. Com o indivíduo, foi apreendida uma arma de fogo, do tipo carabina semiautomática, além de aproximadamente R$ 27 mil em dinheiro e uma pequena quantia em dólar.

A Brigada Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação instaurou inquérito policial militar para apurar e esclarecer as circunstâncias do fato.

Brigada Militar

Solenidade de juramento marca o ingresso de novos tenentes no oficialato da Brigada Militar

Honras militares, presença de familiares e autoridades celebraram conclusão do Curso Básico de Administração Policial Militar 2024/2025

Correio do Povo

Em uma cerimônia marcada por emoção, tradição e reconhecimento, a Brigada Militar (BM) realizou nesta sexta-feira a solenidade de juramento dos tenentes da Corporação que concluíram o Curso Básico de Administração Policial Militar (CBAPM) 2024/2025. O ato simbolizou oficialmente o ingresso dos novos formandos no oficialato da BM, reunindo autoridades civis e militares, além de familiares e convidados que acompanharam de perto esse momento decisivo na carreira dos PMs.

A solenidade foi realizada com honras militares e teve início com a execução do Toque do Veterano, em homenagem aos homens e mulheres que dedicaram suas vidas ao serviço policial militar. A tropa em forma foi composta por 64 alunos-oficiais do Curso Superior de Polícia Militar (CSPM) e pela Banda de Música da Ajudância-Geral da Brigada Militar.

Durante a cerimônia, os tenentes receberam a espada, símbolo de honra, liderança e compromisso, que foi entregue pelas madrinhas e padrinhos. Também prestaram o juramento que marca o início de uma nova etapa profissional. As espadas foram abençoadas pelo capelão honorífico da Brigada Militar, padre Alexandre Chaves.

Exemplo e liderança

Ao se dirigir aos novos oficiais, o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Douglas da Rosa Soares, destacou a relevância do momento e a responsabilidade que passa a acompanhar o posto de tenente. “Estes homens e mulheres estão hoje ascendendo ao oficialato da Brigada Militar. São aqueles que vão servir de exemplo e de liderança nas ações e operações desencadeadas para proteger o povo gaúcho”, afirmou. Segundo ele, a presença de familiares, amigos e integrantes da Corporação reforça o reconhecimento à importância da missão que agora lhes é confiada, considerada essencial para a sociedade.

O coronel Douglas também ressaltou as reduções nos indicadores criminais no Estado e o cenário de maior tranquilidade vivenciado atualmente no Rio Grande do Sul. “Essa tranquilidade é um trabalho feito a várias mãos, entre várias instituições”, destacou. Em sua fala, reforçou ainda o papel da liderança justa e ética: “Liderem com sabedoria. Façam da sua gestão exemplo. Os homens e mulheres que os senhores e senhoras passarão a liderar querem líderes justos, justos consigo mesmos e, principalmente, com aqueles que caminham dentro da retidão”. Para ele, a partir desse momento, a responsabilidade pela preservação da segurança, do cumprimento das leis e do modo de vida da sociedade gaúcha passa a ser também compartilhada com cada um dos novos tenentes.

Orgulho pelas trajetórias

O secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, coronel Mário Yukio Ikeda, ressaltou que a formatura representa muito mais do que um ato protocolar. “Ela simboliza o início de uma nova e importante fase da carreira de oficial da Brigada Militar. A partir deste momento, os senhores assumem novas responsabilidades e o dever permanente de liderar pelo exemplo”, afirmou. Ikeda destacou ainda o orgulho pelas trajetórias construídas ao longo de mais de duas décadas de trabalho dos formandos e reconheceu em cada um deles “o potencial de liderança, coragem e compromisso necessários para enfrentar os desafios cada vez mais complexos da segurança pública”.

Segundo o secretário, a formação na Brigada Militar vai além do preparo técnico e operacional. “Ela é a forja do caráter, da disciplina e da compreensão do papel do policial militar como garantidor da ordem e da proteção da vida”, enfatizou. Ao encerrar sua manifestação, reforçou que a liderança se constrói com integridade, exemplo e respeito, consolidando a confiança da tropa e projetando a Brigada Militar para o futuro, parabenizando os novos tenentes pela conquista.

O Curso Básico de Administração Policial Militar, concluído pelos PMs, teve carga horária de 942 horas-aula, desenvolvidas nos anos de 2024 e 2025. A grade curricular incluiu disciplinas como Planejamento e Fiscalização Operacional, Tomada de Decisão e Liderança, Inteligência Policial, Gestão Financeira e de Pessoas, Sistema Informatizado, entre outras áreas fundamentais à atividade policial. Com a conclusão do curso, os novos tenentes estão aptos ao exercício de suas funções profissionais em defesa da sociedade gaúcha.

Governador Eduardo Leite anuncia promoção de 1,2 mil servidores da Segurança Pública do RS

Desta vez, foram contemplados agentes das polícias Civil e Penal e do Instituto-Geral de Perícias

Correio do Povo

O governador do Estado, Eduardo Leite, anunciou na noite desta segunda-feira, 5, a promoção de 1.230 servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Sul. São 711 promoções na Polícia Civil, 497 na Polícia Penal e 22 no Instituto-Geral de Perícias (IGP), com impacto financeiro total de R$ 57 milhões em 2026. Em uma rede social, Leite escreveu que essa “é uma forma de reconhecer a jornada, a história e o trabalho diário dos homens e mulheres que atuam na linha de frente, garantindo mais justiça, dignidade profissional e fortalecimento das instituições”.

Na última quarta-feira, dia 31 de dezembro, o governo do Estado também já havia anunciado as promoções de servidores da Brigada Militar (BM) e do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS). A medida beneficiou 2.172 profissionais das duas corporações. Na BM, as promoções contemplaram 1.696 policiais militares dos quadros de oficiais do Estado-Maior, oficiais especialistas em saúde e praças de polícia ostensiva. O impacto financeiro estimado é de R$ 51,47 milhões em 2026. Já no CBMRS, foram promovidos 486 bombeiros, entre oficiais do Estado-Maior e praças, com investimento de R$ 17,27 milhões neste ano.

Outras ações

Ainda na área da segurança pública, em dezembro o governo Leite publicou a lei que regulamenta e cria o Estatuto da Polícia Penal do Rio Grande do Sul. A Lei Complementar 16.449/2025 define a estrutura básica, as atribuições, as carreiras, as novas vagas no quadro funcional e outros elementos que determinam a atuação da instituição responsável pela execução penal no Estado. Também em dezembro, Leite sancionou no fim do ano a Lei de Organização Básica (LOB) da Brigada Militar, aprovada pela Assembleia Legislativa recentemente. A nova legislação estabelece diretrizes para a estrutura e o funcionamento da BM, com foco na modernização e na eficiência institucional.

Parabéns ao novos promovidos da BM e CBM

Parabenizamos todos os Oficiais e Praças promovidos, que hoje colhem o reconhecimento por sua dedicação, profissionalismo e compromisso com a missão. Cada promoção representa não apenas uma conquista individual, mas também o fortalecimento da Instituição e a valorização do trabalho diário em prol da sociedade. Que este novo posto seja marcado por ainda mais responsabilidade, liderança e honra no cumprimento do dever.

Reestruturação da BM é aprovada na última sessão de 2025 na Assembleia do RS

As propostas mais discutidas versam sobre segurança pública e ficaram para o início e o fim da sessão, que encerra os trabalhos Legislativos no ano

Flávia Simões Correio do Povo

Na última sessão do ano, nesta terça-feira, a Assembleia Legislativa aprovou uma leva de projetos do Executivo. Os textos instituem programas sociais, definem diretrizes para o transporte metropolitano e alteram o destino de recursos para beneficiar políticas específicas.

As propostas mais discutidas – que versam sobre segurança pública – ficaram para o início e o fim da sessão. Pela manhã, os deputados aprovaram o texto que regulamentou a Polícia Penal no RS. E, no fim do dia, a proposta que reestruturou a Brigada Militar (BM).

Neste último caso, representantes da categoria marcaram presença nas galerias. O comandante-geral da BM, coronel Cláudio Feoli, acompanhou a discussão e comemorou a aprovação, que recebeu 49 favoráveis e dois contrários. O texto foi articulado dentro da Instituição e prevê a atualização das estruturas da Brigada.

“Nós temos, por exemplo, a criação da base aeropolicial de Santa Maria, que vai poder atender a região norte e a região oeste do estado com os helicópteros novos que foram adquiridos. Nós temos cinco novos helicópteros que devem chegar ao longo do ano de 2026 e 2027. Tem também a criação do Comando de Aviação, já que nós temos, além desta base de Santa Maria, as já existentes em Porto Alegre, Capão da Canoa e Caxias do Sul. 
Também criamos o Departamento de Inteligência na simetria do que existe na Polícia Civil facilitando a integração e a troca de informações”, explicou.

Um dos pontos de protesto no texto era o que previa a extinção da Escola de Formação e Especialização de Soldados de Montenegro. Apesar disso, Feoli alegou que a escola será substituída por um Centro de Treinamento e Especialização.

“Significa que, além das formações que já são realizadas, nós iremos concentrar o treinamento, a especialização da tropa. E a especialização em treinamento é anual. As formações são de acordo com a liberação governamental. Esperamos que tenhamos no futuro, mais movimento de policiais militares naquela escola, sobretudo nos cursos de especialização”, finalizou.

Reforma na Previdência Estadual, sem reajustes e sem concursos. Veja quais as contrapartidas do RS ao aderir ao Propag

Contrapartidas: Para aderir ao RRF, o Estado precisou apresentar um plano que incluía privatizações, reforma da previdência estadual, teto de gastos e redução de benefícios fiscais, além de se comprometer a não realizar concursos públicos, reajustes de salários e redução de alíquotas de impostos. 

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou na terça-feira (9) projeto que autoriza o Executivo a aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), nova negociação da dívida do Estado com a União. Criado neste ano pelo Governo Federal, o Propag irá substituir o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), estabelecido pelo então presidente Michel Temer, em 2017, programa ao qual o Estado aderiu em 2022. 

Foto: Diogo Zacarias/MF

Após a aprovação pelo Parlamento gaúcho, o Rio Grande do Sul precisa formalizar sua adesão ao Propag até o dia 31 de dezembro deste ano. Os pagamentos da dívida seguirão suspensos até 2027, devido à enchente de maio de 2024. 

Entre as principais mudanças do Propag em relação ao RRF estão os encargos da dívida e as contrapartidas que o Estado deverá fazer. Confira o que muda e o que permanece: 

Taxa de Juros – pelo Propag a taxa fica entre 0% e 2% ao ano, dependendo das condições a serem escolhidas pelo Estado. No RRF, a taxa era de 4% ao ano. 

Correção do saldo devedor – a correção se dará pelo Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), que está em cerca de 4,7%, atualmente. O RRF era atualizado pelo Coeficiente de Atualização Monetária (CAM), que, segundo o Governo do Estado, tem ficado em patamar próximo à taxa Selic, hoje em 15%.

Prazo – Os dois programas fixam em 30 anos o prazo para pagamento da dívida. 

Governador Eduardo Leite autoriza nomeação de 1,2 mil soldados da Brigada Militar

Serão chamados 800 policiais em janeiro e outros 400 em abril de 2026

Júlia Ozorio GZH

O governador Eduardo Leite autorizou a nomeação de 1,2 mil novos soldados aprovados em concurso da Brigada Militar. De acordo com o anúncio, realizado nesta quinta-feira (4) na rede social X, serão chamados 800 policiais em janeiro, e outros 400 em abril do ano que vem.

A partir da convocação, os candidatos aprovados realizarão o Curso Básico de Formação Policial Militar (CBFPM), ficando aptos para reforçar a segurança pública do Estado. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do RS, esta foi a primeira convocação do certame, que foi aberto em março e homologado em 21 de novembro. O edital tem validade de dois anos, seguindo ativo até 21 de novembro de 2027, e pode ser prorrogado por igual período. 

Atualmente, o processo seletivo está na etapa de investigação social e análise da vida pregressa dos candidatos aprovados. Aqueles que tiverem a documentação aprovada nesta fase, poderão iniciar o curso de formação, que deve durar cerca de 10 meses.

Conforme a Brigada Militar, a previsão é de 500 policiais sejam destinados à Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Graduados (EsFAG) de Porto Alegre e outros 300 à Escola de Formação e Especialização de Soldados (EsFES) de Montenegro, no Vale do Caí.

“Reposição contínua”

Na publicação de anúncio, Leite também ressaltou que a medida é uma continuidade da política de reposição do efetivo, iniciada em seu primeiro mandato:

“Mais um passo de continuidade na política que adotamos ainda no meu primeiro ano de mandato, em 2019, com uma rotina de reposição de efetivo das forças de segurança, para dar previsibilidade às instituições e manutenção daquilo que temos de mais valioso na área: um corpo robusto de homens e mulheres vocacionadas que se entregam à missão de proteger os gaúchos”, escreveu o governador no post. 

O secretário Mario Ikeda, da SSP, salientou que além da reposição do efetivo, o Estado tem investido em equipamentos para as forças de segurança, como os novos helicópteros para a Brigada Militar e para o Corpo de Bombeiros Militar (CBM).

— Todos esses equipamentos estão ajudando a fazer a diferença, dando condições de trabalho ainda melhores para a nossas instituições e proporcionando ainda mais segurança e serviços de qualidade a nossa população — ressaltou.

Veja a íntegra da nota de Leite

Mais Segurança Pública para os gaúchos! Acabo de autorizar o chamamento de 1.200 novos soldados da Brigada Militar, aprovados em concurso para iniciarem os cursos de formação. Serão 800 em janeiro e mais 400 em abril de 2026.  

Mais um passo de continuidade na política que adotamos ainda no meu primeiro ano de mandato, em 2019, com uma rotina de reposição de efetivo das forças de segurança, para dar previsibilidade às instituições e manutenção daquilo que temos de mais valioso na área: um corpo robusto de homens e mulheres vocacionadas que se entregam à missão de proteger os gaúchos. 

 Nosso governo já foi o primeiro em décadas a terminar o mandato, em 2022, com mais efetivo do que tinha quando começou. E nesse segundo ciclo de governo vamos renovar essa marca, determinados a investir para promover um Estado cada vez mais seguro para se viver e ser feliz.