Convocação dos candidatos remanescentes do concurso público para Capitães da Brigada Militar

Formatura de Capitães – Foto: Divulgação/BM

Hoje, dia 04/03/24, foi publicado no Diário Oficial do Estado (p. 142-146) a convocação para realização de nova avaliação médica nos candidatos remanescentes do concurso público para Capitães da Brigada Militar.  

Os candidatos aptos neste exame e na sindicância da vida pregressa serão, na sequência, chamados para entrega de documentos e ingresso na Brigada Militar, onde frequentarão o Curso Superior de Polícia Militar (CSPM). Os aprovados no curso serão declarados Capitães do Quadro de Oficiais de Estado-Maior (QOEM) da carreira de nível superior da Brigada Militar. 

Esta convocação faz parte do anúncio realizado pelo Governo do Estado na semana passada, e que prevê o chamamento de 1.798 novos servidores para a Segurança Pública do Rio Grande do Sul, entre capitães e soldados da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, delegados da Polícia Civil e agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários. 

Texto:Ascom-BM
Edição:Ascom-SSP

RS é o Estado com mais mulheres na Polícia Civil e terceiro em ocupação feminina na Polícia Militar

As duas forças de segurança gaúchas têm índices superiores à média nacional

LUIZ DIBE GZH

O Rio Grande do Sul é o Estado brasileiro com mais mulheres na Polícia Civil e o terceiro em ocupação funcional feminina na polícia militar. São 43,1% delas na Polícia Civil e 20,9% na Brigada Militar (BM). As duas forças de segurança gaúchas têm índices superiores à média nacional. Os dados são do Raio X das Forças de Segurança Pública do Brasil, divulgado nesta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o chefe de polícia do Estado, delegado Fernando Sodré, e o comandante-geral da BM, Cláudio Feoli, isso é resultado de fatores como abertura das instituições ao trabalho feminino e interesse das mulheres em ocupar as funções públicas. 

— É uma condição altamente positiva. A diversidade traz o ganho de aumentar o sentido de representatividade da sociedade. Amplia a visão diversa de mundo e agrega mais capacidade de reflexão e percepção sobre os aspectos do trabalho — analisa Sodré.

Funções de destaque

O chefe de polícia destaca que as funções de comando e tomada de decisão também são compartilhadas entre mulheres. Das 13 diretorias da força, sete possuem ocupação feminina.

O comandante-geral da BM aponta uma característica que considera diferenciada no Rio Grande do Sul: os concursos, desde o início dos anos 2000, deixaram de determinar quantitativos de vagas por sexo.

— As mulheres apresentam maior poder de empatia e contribuem com sua expressividade para trazer uma imagem mais amigável para a Brigada. Temos presença feminina em todas as unidades da corporação e observamos competência e comprometimento em cada função exercida — define Feoli.

O chefe da BM reconhece que ainda não há mulheres no comando de batalhões, mas diz que esta progressão ocorrerá nos próximos anos, quando as oficiais que ingressaram na base da carreira alçarem as patentes superiores do oficialato.

Cenário nacional expressa desigualdade

Para o pesquisador da Escola de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Rodrigo de Azevedo, o estudo também apresenta informação significativa ao demonstrar que a expressão de progresso na ocupação feminina em funções de segurança pública, percebida no Estado, não se manifesta em outras unidades federativas.

— A realidade nacional é outra, de baixa presença das mulheres, enquanto aqui no Estado vemos o exemplo da Polícia Civil, onde existe uma condição quase de equidade — salienta o pesquisador, integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Azevedo indica que a média nacional para a Polícia Militar é 12,8% e para a Policia Civil é de 27%. Os Estados com o pior indicador para Polícia Militar são Rio Grande do Norte e Ceará, com 6,1% de vagas ocupadas por mulheres. Já para a Polícia Civil, o pior desempenho ocorre em São Paulo, com percentual de 21,1%.

Acesso e interesse

Conforme o pesquisador, o desempenho no RS se deve à visão das instituições em não estipular limites por sexo nos editais de ingresso no serviço público, garantindo a livre concorrência entre homens e mulheres por vagas.

O fato apontado pelo especialista se confirma com a última abertura de turma para formação de inspetores e escrivães. Em agosto passado, o grupo que ingressou na Academia de Polícia era formado por 165 homens e 180 mulheres.

A professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Segurança Pública da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marlene Spaniol, acrescenta que existe uma demonstração de interesse e dedicação das mulheres em ocupar funções públicas.

— As mulheres têm muito foco nos projetos que assumem. No caso do serviço público, há o atrativo da estabilidade e da expectativa de melhores remunerações. No desempenho das funções não é diferente. Quando desafiada, a mulher consegue responder em alto nível de foco e comprometimento — descreve a pesquisadora que integra o Fórum e é oficial da reserva da Brigada Militar.

Marlene diz considerar que houve uma circunstância propícia ao progresso da ocupação feminina na corporação militar, quando o Estado começou a formar oficiais mulheres antes de passar a admitir o amplo ingresso de soldados mulheres.

— Foram as oficiais formadas nas primeiras turmas que puderam atuar como supervisoras e orientadoras da formação das atuais gerações. Isso contribuiu para a construção de um ambiente adequado para o crescimento da participação da mulher na segurança pública do Rio Grande do Sul — conclui.

Governo do RS anuncia chamamento de 1,7 mil novos servidores da segurança; veja o cronograma

O reforço representa investimento estimado em R$ 483,2 milhões até o fim de 2026

GZH

Cronograma de chamamento foi divulgado por Leite em transmissão nas redes sociais. Gustavo Mansur / Secom / Divulgação

O governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite anunciou o chamamento de 1.798 novos servidores para a Segurança Pública do Estado. O cronograma foi detalhado em transmissão ao vivo no Instagram na tarde desta quarta-feira (28). Esse reforço no efetivo representa investimento estimado em R$ 483,2 milhões até o fim de 2026.

De acordo com o governador, serão incorporados servidores na Brigada Militar (BM), na Polícia Civil, na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e no Corpo de Bombeiros Militar. 

Com essas nomeações, Leite afirma que o Estado deve alcançar o maior efetivo das forças de segurança na última década.

Veja o calendário dos chamamentos

Fevereiro 

  • Corpo de Bombeiros: cem soldados (praças)
  • Brigada Militar: 51 oficiais 

Março

  • Susepe: 144 agentes penitenciários, 113 agentes penitenciários administrativos e 211 técnicos superiores

Abril

  • Brigada Militar: 550 soldados

Agosto

  • Polícia Civil: 42 delegados
  • Corpo de Bombeiros: 20 oficiais 

Outubro

  • Brigada Militar: 567 soldados

RS é o segundo Estado com maior redução de efetivo da polícia militar em uma década

Já o número de policiais civis gaúchos aumentou, conforme levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

HUMBERTO TREZZI GZH

Uma das cerimônias de incorporação de novos PMs no Rio Grande do Sul. Joel Arrojo / Brigada Militar/Divulgação

O Rio Grande do Sul ocupa hoje o segundo lugar em redução de tropas dentre todas as polícias militares do país. Em 10 anos, o número de PMs gaúchos passou de 23,1 mil para 17,9 mil, redução de 22,5%. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e fazem parte da pesquisa inédita Raio X das Forças de Segurança Pública do Brasil.

O primeiro lugar em redução do efetivo de PMs fica com o Distrito Federal, que perdeu 31,5% das tropas entre 2012 e 2023.

No caso da Polícia Civil, o Rio Grande do Sul até teve aumento no efetivo, de 17%. Eram 5.540 policiais civis há 10 anos e hoje são 6.510.

O levantamento não leva em conta o crescimento populacional, de tal forma que o número de agentes continua insuficiente. Em outros Estados a realidade é bem mais cruel. O Rio de Janeiro perdeu 25,3% do contingente da Polícia Civil. Rondônia, 30,6%.

O secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, delegado Sandro Caron, faz, discretamente, uma ressalva ao estudo divulgado. Ele lembra que os bombeiros, em 2013, ainda faziam parte da Brigada Militar. Ou seja, parte da redução no efetivo seria devida à saída do Corpo de Bombeiros do guarda-chuva policial militar. Algo que se repetiu em outros Estados do Brasil, aliás.

O estudo do Fórum Brasileiro da Segurança Pública mostra que as polícias militares encolheram em quase todo o país, com efetivo total 6,8% menor que o de uma década atrás. Já as Polícias Civis e peritos estaduais tiveram redução de 2% em seu pessoal no mesmo período.

O Brasil tem hoje 404.871 policiais militares e 95.908 policiais civis, além de 17.991 peritos criminais, conforme o estudo. Ao todo, 796.180 profissionais integram as forças de segurança do país. Eles estão divididos em 10 corporações:

  • Polícia Militar – 404.871
  • Polícia Civil – 95.908
  • Guardas Civis Municipais – 95.175
  • Corpo de Bombeiros – 60.155
  • Perícia Técnica – 17.991
  • Polícia Penal – 94.673
  • Polícia Federal – 12.900
  • Polícia Rodoviária Federal – 12.882
  • Polícia Penal Federal – 1.141
  • Polícia Legislativa – 484

O maior problema é nas PMs. O Brasil tem hoje apenas 69,3% do efetivo desejável para as PMs, que seria em torno de 584 mil. O estudo aponta que o Brasil tem, em média, dois PMs para cada mil habitantes _ nos Estados Unidos, esse número varia de 1,8 a 2,6 policiais de rua por 1 mil habitantes, segundo a Associação Internacional de Chefes de Polícia (IACP). Nas Polícias Civis, investigativas, o efetivo desejável seria de 152 mil, mas só 95 mil estão preenchidas (63,5%).

“BM não escolhe cor para abordar ou prender”, diz comandante-geral

Sindicância apontou que não houve racismo durante abordagem de motoboy em Porto Alegre

Marcel Horowitz Correio do Povo

Comandante-geral da BM, coronel Cláudio Feoli, durante coletiva | Foto: BM / CP

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli, rebateu os ataques feitos contra a instituição ao longo da semana. Ele se opôs às críticas sobre a prisão do motoboy negro agredido por um idoso branco em Porto Alegre. As declarações do oficial ocorreram na sexta-feira, durante coletiva.

Na ocasião, foi divulgado o resultado da sindicância feita sobre a abordagem. A investigação concluiu que não houve racismo na atuação dos policiais militares. Já a Polícia Civil, indiciou motoboy e idoso por lesão corporal.

“Nossa instituição foi alvo de diversos ataques ao longo da semana. Ataques que desconsideram o artigo quinto da constituição, que vislumbra o princípio da ampla defesa e do contraditório. O que deveria valer a todo o cidadão brasileiro, foi desconsiderado para os policiais militares. O julgamento dos policiais e a condenação sumária ocorreram. Isso também feriu o devido processo legal, que está presente na Declaração Universal de Direitos Humanos e foi esquecido até por autoridades públicas”, disse o coronel.

Feoli destacou também que um dos soldados envolvidos na abordagem ingressou na BM por cotas raciais.

“A BM foi julgada, por alguns canalhas, como despreparada e racista. A BM que foi julgada e condenada, é a mesma que protege mulheres agredidas, idosos e crianças vulneráveis; que foi acolhedora com o Vale do Taquari e salvou a população indígena no extremo Sul da Capital. Ela [BM] é composta por homens e mulheres honrados, preparados em todos os cursos da instituição com ênfase em direitos humanos.”

Ainda segundo o coronel, em 2023, foram realizadas 114 mil prisões, sendo que em 70% dos casos o preso era uma pessoa branca. “A BM não escolhe cor para abordar ou para prender, ela se atém aos fatos”, enfatizou Feoli.

Por fim, o comandante-geral declarou que o trabalho da corporação é feito de maneira técnica. “No ano passado, tivemos 311 policiais feridos e cinco mortos. Ninguém procurou a instituição para saber desse número. Quero que o cidadão gaúcho tenha certeza que a BM vai continuar fazendo seu trabalho técnico”, concluiu.

Na CIC, governador Eduardo Leite anuncia que Caxias terá cem novos brigadianos a partir de agosto

Tucano participou de reunião-almoço antes de ir à abertura da Festa da Uva

HENRIQUE TERNUS PIONEIRO

Eduardo Leite esteve na CIC Caxias e, à tarde, participa da abertura da 34ª Festa Nacional da Uva. Henrique Ternus / Agencia RBS

Em reunião-almoço (RA) nesta quinta-feira (15), o governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB), anunciou que o Estado vai ampliar o efetivo da Brigada Militar de Caxias do Sul em cem novos policiais. Ainda em etapa de concurso público, os brigadianos devem chegar na cidade a partir de agosto. Leite aproveitou a RA na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias para fazer o anúncio, enquanto abordava os indicadores dos últimos do governo. 

Sob o tema “competitividade e futuro do Rio Grande do Sul”, o governador gaúcho destacou que a palavra de ordem no Piratini é “competitividade”, e apresentou 10 pilares da para isso nos Estados, no Centro de Liderança Pública (CLP), sendo que, entre eles, estão a eficiência da máquina pública, o potencial de mercado, a educação e a segurança. 

Na abertura, o presidente da CIC, Celestino Loro, declarou que a presença de Leite na RA reafirma o compromisso do governo estadual com a região. Mesmo assim, reforçou um apelo ao governador para que dê “agilidade” a pautas que, segundo a entidade, afetam diretamente a economia da região. Loro citou o Porto de Arroio do Sal e o Aeroporto de Vila Oliva como exemplos. 

– Apesar dessa pujança toda, ainda assim nossa região precisa de apoio a pleitos essenciais, nas áreas de infraestrutura e logística, que dizem respeito diretamente à nossa indústria e à agroindústria. Precisamos de agilidade na reconstrução da nossa região – reivindicou o presidente da CIC. 

Além da RA na CIC, Leite está em Caxias para a abertura da 34ª Festa Nacional da Uva, que começa às 15h, nos Pavilhões. Deve acompanhar a solenidade e visitar os estandes do evento, mas não deve ficar para o desfile, à noite, na Rua Sinimbu, no Centro.  

Nesta sexta (16), o governador gaúcho estará em Gramado para a abertura oficial da 12ª Colheita da Oliva no Rio Grande do Sul — o evento será no Olivas de Gramado. Ainda na cidade das Hortênsias, o governador também deve participar da inauguração de viaduto na RS-115, no quilômetro 36 da rodovia. A solenidade está marcada para as 9h.

331 agentes são nomeados durante formatura da Polícia Civil

331 agentes são formados pela Polícia Civil nesta segunda-feira

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou a formatura dos novos 331 agentes policiais, na data de hoje, no Teatro do Sesi, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, FIERGS, em Porto Alegre.

O evento marca o encerramento do Curso de Formação Profissional da 58° Turma de Escrivães e 57° Turma de Inspetores da Polícia Civil, como última etapa do processo seletivo para ingresso nas carreiras policiais. São 156 novos escrivães de polícia e 175 novos inspetores de polícia que ingressam na instituição.

Ao todo, 161 homens e 170 mulheres, oriundos de várias partes do Rio Grande do Sul e outros estados do país, sendo 23 inspetores e 13 escrivães de fora do RS, prestaram o juramento de servir e proteger a sociedade.

Os novos agentes, os quais iniciaram o curso de formação em agosto de 2023, cumpriram a carga horária de 810 horas, com diversificadas aulas teóricas e práticas de defesa pessoal, técnicas operacionais policiais, armamento e tiro, dentre outras disciplinas, com o intuito de vivenciar a rotina da profissão.

O Governador do Estado do RS, Eduardo Leite, durante a sua fala destacou o comprometimento do governo no aumento de efetivo policial, investimentos e nos resultados alcançados através da redução expressiva de homicídios, latrocínios e roubos no Estado. O Governador Eduardo Leite ainda anunciou a nomeação dos novos policiais: “Vocês não estão mais aptos à nomeação simplesmente porque assinei agora, virtualmente no meu celular, o ato oficial de nomeação. Parabéns aos nossos novos policiais civis!”

Durante a cerimônia, o Secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, ressaltou a importância do ingresso de novos agentes para integrarem o quadro da Segurança Pública. “Vocês escolheram uma carreira fascinante. Nunca se pode perder esse brilho no olhar que vocês têm hoje, ao ingressarem na Polícia Civil. Nunca esqueçam a importância de princípios como hierarquia, disciplina e integração, pois o trabalho em equipe é fundamental. O sucesso na segurança pública se dá através de um trabalho integrado. Parabéns pela carreira que escolheram!”

O Chefe de Polícia, Delegado Fernando Sodré, se dirigiu aos formandos: “O que valoriza este momento é a jornada que os trouxe até aqui e a jornada que aqui inicia. Nunca se pode perder o entusiasmo e o brilho nos olhos para servir a sociedade gaúcha. Vocês terão momentos de dificuldade, mas isso é o que tem que nos motivar todos os dias. Esse é o nosso trabalho. Temos que estar sempre evoluindo. Dediquem-se e tenham certeza que a sociedade gaúcha os apoiará. Sejam felizes e bem-vindos à Polícia Civil do Rio Grande do Sul”.

Nesse sentido, a Delegada Elisângela Melo Reghelin, Diretora-geral da Acadepol, esclareceu que a Academia de Polícia mais um vez direcionou seus esforços no sentido de proporcionar uma formação sólida para os alunos: “Com os 331 formandos de hoje, são 1.719 novos agentes neste concurso. Esses novos policiais se encontram muito bem preparados para ingressarem na carreira. Todos foram formados através de um trabalho qualificado, não só na questão operacional através do conteúdo ministrado, mas também em função do caráter e valores destes homens e mulheres que hoje pertencem à família policial”.

Ao longo da solenidade, os alunos, Marcos Edinei Pereira de Moraes e Monique Alves Peixoto, discursaram sobre o momento da formatura e da união dos formandos: “Hoje tornamos o nosso sonho realidade. Ao longo do curso, superamos testes de paciência e união, nos transformando em uma grande família nessa trajetória”.

https://www.pc.rs.gov.br/

RS teve média de 26 armas apreendidas por dia pela BM e Polícia Civil em 2023

Foram 9.462 armas retiradas das ruas no ano passado – houve queda de 4% no comparativo com 2022, quando foram 9.856

LETICIA MENDES GZH

De um sítio em Morungava, na área rural de Gravataí, policiais desenterraram um arsenal formado por fuzis e pistolas, há oito meses. Foram localizadas ao todo na propriedade 26 armas, que estavam em poder de um grupo criminoso. O número equivale a média de apreensões de armamentos realizada por dia no Estado pela Brigada Militar e Polícia Civil em todo ano passado. Ao longo de 2023, foram recolhidas 9.462 armas no Rio Grande do Sul pelas duas corporações, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). No comparativo com 2022, houve ligeira redução, de 4%. 

Entre as duas instituições, a Brigada Militar, que faz o policiamento ostensivo nas ruas, foi responsável por apreender o maior número de armas, com 59% do total. Comandante-geral da BM o coronel Claudio dos Santos Feoli ressalta que retirar armamentos das mãos das organizações criminosas envolvidas no tráfico de drogas e homicídios faz parte da política para frear a violência no Estado. No ano passado, o RS teve queda nos assassinatos e registrou o menor número de mortes violentas desde 2010, com 1.981 casos.

— Essa retirada de 5,6 mil armas nas ruas certamente salvou centenas, talvez milhares de vidas. A gente não tem como mensurar o potencial ofensivo de todas essas armas — afirma o comandante.

Dos armamentos apreendidos pela BM, um ponto que desperta a atenção é o número de fuzis: foram 46, em 2023, um crescimento de 22% no comparativo com o ano anterior. Esse tipo de arma, segundo as polícias, costuma ser apreendida nas mãos das facções. 

Em setembro, enquanto a zona norte da Capital vivia um momento de conflitos, resultando em série de homicídios, uma ofensiva da BM e da Civil apreendeu 25 armas de fogo, nos bairros Mário Quintana e Costa e Silva. No arsenal recolhido, estavam três fuzis, três submetralhadoras e duas espingardas calibre 12. A suspeita da polícia é de que os criminosos estivessem se preparando para um confronto.

— O número chama atenção porque os fuzis são armas utilizadas em guerras e tem o potencial lesivo bastante grande. Ele pode significar num único disparo a morte de mais de uma pessoa. Então, a retirada dessas armas de circulação é muito importante para a segurança pública do Estado. Esses fuzis são trazidos sempre para a utilização dessas organizações criminosas que nós combatemos no dia a dia — destaca Feoli.

Origem

Para o comandante alguns fatores explicam o alto número de apreensões de armas, como o total de prisões realizadas no ano passado pela BM, que chegou a 111,6 mil e o de recaptura de 8 mil foragidos. Em muitos casos, segundo Feoli, essas pessoas são presas portando armas de fogo. Outra estratégia apontada como importante para a apreensão de armamentos é a Operação Agro-Hórus, voltada para coibir crimes típicos das áreas rurais e de fronteiras.

— A maioria dessas armas vem principalmente do Paraguai, pelas nossas linhas de fronteira. Geralmente são apreendidas nas mãos de traficantes e de criminosos que cometem roubos. Estão diretamente conectadas com a criminalidade violenta dentro do Estado. É um número que nós gostaríamos, num universo utópico, que fosse menor, mas em 2024 certamente vamos ampliar as apreensões — projeta Feoli.

Além do Paraguai, as armas que chegam ao RS têm origem em outros países, como Argentina e Uruguai. Em março do ano passado, uma ação na fronteira com o Uruguai envolveu a Polícia Civil gaúcha e do país vizinho. Na periferia de Rivera, prenderam um foragido por homicídio, que costumava ostentar fotos com drogas e armas. A suspeita é de que ele estivesse envolvido num esquema de contrabandear armas do Uruguai para o Brasil.

As armas, por vezes, também chegam às mãos dos traficantes de outra forma. Uma operação realizada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) em dezembro prendeu dois  atiradores suspeitos de usar o registro de  Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) para adquirir armas e coletes para o crime organizado.

Investigação

Outras estratégias, segundo as polícias, explicam o número de armamentos recolhidos, como a identificação de depósitos usados pelas facções. Em agosto, a Brigada Militar apreendeu 71 armas escondidas numa propriedade rural às margens da RS-030, em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte. A ação aconteceu após a BM receber a informação de que o local poderia armazenar o arsenal.

Os policiais militares precisaram escavar o terreno, pois o armamento estava dentro de tonéis de plásticos enterrados. Entre as armas, havia nove fuzis, 40 pistolas, 19 revólveres, duas espingardas e uma submetralhadora. Também foram encontrados produtos que costumam ser misturados em cocaína para aumentar a produção da droga.

Outro arsenal foi encontrado num sítio em Glorinha, na Região Metropolitana, identificado em  junho do ano passado. Onze pistolas estavam escondidas dentro de um tonel cheio de óleo. Um dos presos nesta ação estava, inclusive, entre os apontados como executor de uma facção e também vinha sendo investigado por envolvimento na guerra do tráfico que deixou mais de 20 mortos na Grande Porto Alegre em 2022.

Além de reduzir o potencial lesivo dos grupos, as apreensões são uma forma de descapitalização das facções. 

— Foram 3,8 mil armas apreendidas pela Polícia Civil no ano passado. É um número alto, embora um pouco menor do que em 2022. Mas, se somarmos os dois anos temos 7.782 armas apreendidas. Em 2023, a polícia fez 927 operações policiais. Em quase todas essas operações apreendemos armas, drogas, dinheiro. Temos feito essas ações qualificadas, no combate ao crime organizado, que tem resultado nesse grande número de apreensões de armas — afirma o subchefe da Polícia Civil no Estado, delegado Heraldo Chaves Guerreiro.

As armas apreendidas também podem se transformar em provas para as investigações. Há dois anos, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) passou a contar com um indexador balístico para qualificar as análises que envolvam a utilização de armas de fogo. É possível determinar, com mais agilidade, por exemplo, se a munição recolhida numa cena de crime veio de determinada arma.

— As organizações mantêm matadores e, muitas vezes, a mesma arma é usada em mais de um local de crime.  Isso tem nos ajudado a apontar e identificar criminosos. É importante para estabelecer a autoria dos crimes com segurança para que, depois, haja denúncia por parte do MP, e condenação pelo Judiciário — diz Guerreiro.

RS registra menor número de crimes contra a vida desde início da série histórica

Estado encerrou o ano com menos de 2 mil homicídios pela primeira vez desde 2010

Correio do Povo

Rio Grande do Sul encerrou 2023 com o menor número de crimes contra a vida da série histórica, iniciada em 2010 | Foto: Marcel Horowitz / CP

O Rio Grande do Sul encerrou 2023 com o menor número de crimes contra a vida da série histórica, iniciada em 2010. De acordo com o Executivo Estadual, o ano passado acumulou 1.981 crimes violentos letais intencionais (CVLI), uma queda de 6,3% em comparação a 2022. Os indicadores criminais foram divulgados nesta quinta-feira, em coletiva de imprensa no Palácio Piratini.

É a primeira vez, desde 2010, que o RS encerra o ano com menos de 2 mil mortes violentas. Os homicídios em dezembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, tiveram queda de 15,8%. Em Porto Alegre, a redução foi mais expressiva, 33,3%. No acumulado de 2023, o estado registrou queda de 7% nos homicídios e a Capital, de 23,7%.

Ainda no último mês, os latrocínios despencaram 80%, passando de cinco casos em 2022 para um. O crime teve redução de 24,5% no ano passado, registrando também o menor número da série histórica.

Seis meses após a implementação da primeira tornozeleira eletrônica do Programa de Monitoramento do Agressor, o Estado encerrou o ano com redução de 21,6% no índice de feminicídio, em comparação a 2022. Em Porto Alegre, essa queda foi de 75%. Atualmente, há 119 homens monitorados pela iniciativa, que visa incentivar as vítimas de violência doméstica e familiar a denunciarem seus agressores.

O roubo de veículos também atingiu o menor número da série histórica. Houve queda de 18,3% na comparação entre 2023 e 2022. Na Capital, a redução foi de 24,3%. Entre as ações para coibir esse crime, está a Operação Desmanche. Com 131 edições desde 2016, quando foi criada, a ofensiva tirou de circulação mais de 10 mil toneladas de peças e carcaças de veículos sem procedência. Em 2023, foi ultrapassada a marca de mil toneladas apreendidas em uma única edição.

Seguindo a tendência observada nos crimes anteriores, o abigeato caiu 42% em dezembro. No acumulado do ano, a queda foi de 17,7%. A redução foi vinculada à Operação Agro-Hórus, iniciativa permanente da Brigada Militar contra os crimes no campo. Em 12 meses, houve 2.139 prisões, 338 foragidos capturados, 451 armas apreendidas e oito maquinários agrícolas recuperados.

De acordo com Eduardo Leite, foram mais de R$ 140 milhões investidos em 418 viaturas para modernizar a segurança pública. O governador atribui o recuo da criminalidade à integração entre as forças de segurança e ao aumento do efetivo policial. “Por causa da crise fiscal, o Estado não conseguia nem repor o efetivo que se aposentava. Nos últimos anos, garantimos a reposição anualmente e, no final do governo passado, começamos o processo de incremento desse efetivo. Ainda vamos chamar servidores de alguns concursos que foram feitos e programar novo certame”, afirmou.

Leite enfatizou o ingresso de 1.030 servidores lotados na BM, Polícia Civil e no Corpo de Bombeiros Militar. Ainda segundo ele, outros 834 homens e mulheres realizam cursos de formação e começarão a atuar ao longo do ano.

Na BM, 680 novos servidores estão atuando e outros 400 se encontram em fase de finalização do curso de formação. Na PC, 270 assumiram suas funções e 334 estão em curso. O Corpo de Bombeiros recebeu 80 servidores e aguarda o ingresso de mais cem nas próximas semanas.

O secretário da Segurança, Sandro Caron, destacou o combate incisivo às facções como uma das principais estratégias para a redução de crimes. Segundo ele, o foco é atingir as finanças dos traficantes. “A asfixia financeira é essencial para reduzir o poder das organizações criminosas. Com ações de inteligência, alcançamos apreensões recordes de armas, drogas, carros de luxo e imóveis, além do bloqueio de contas “, disse.

O combate ao crime dentro do sistema prisional também foi apontado como uma das causas da redução da criminalidade no RS. Em 2023, a área recebeu investimento de R$ 500 milhões, com foco na restruturação da Cadeia Pública de Porto Alegre, antigo Central, e na inauguração da segunda Penitenciária Modulada de Charqueadas.

“O Presídio Central foi considerado o pior do Brasil, mas conseguimos demoli-lo e teremos um sistema muito mais seguro. O crime tem sido combatido dentro dos presídios, com aquisição de equipamentos como bloqueadores de sinais de telefone, bloqueadores de drones, câmeras corporais para melhor controle do que entra nas unidades e mais revistas e capacitações”, declarou o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Luiz Henrique Viana.

Novos servidores tomam posse na Polícia Penal gaúcha

Foram empossados 35 funcionários

Foto: Ascom / Polícia Penal

Na manhã desta terça-feira, 35 novos servidores tomaram posse na Polícia Penal gaúcha. O grupo foi nomeado nos dias 11 e 15 de dezembro de 2023. A nomeação dos profissionais do dia 11 é oriunda de reposição de servidores exonerados e a dos do dia 15, é referente a uma nomeação complementar.

Ao todo, foram empossados 19 agentes penitenciários (AP), dez agentes penitenciários administrativos (APA) e seis técnicos superiores penitenciários (TSP). Esses últimos, nas áreas de ciências contábeis, direito, engenharia ambiental e engenharia elétrica.

A cerimônia ocorreu no auditório da Escola do Serviço Penitenciário (ESP), em Porto Alegre.

FONTEMarcel Horowitz Rádio Guaíba