FENEME emite nota técnica sobre o registro de armas dos militares estaduais e do DF

Nota Técnica

REGISTRO DE ARMAS MILITARES ESTADUAIS E DO DF

A FEDERAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES DE OFICIAIS MILITARES ESTADUAIS – FENEME, instituição com representatividade nacional e assento no Conselho Nacional de Segurança Pública, que congrega 49 entidades de Oficiais Militares Estaduais e do Distrito Federal, de Polícia Militar e de Bombeiro Militar, com mais de 75.000 Oficiais associados, tendo como objetivos fundamentais, dentre outros, contribuir com o aperfeiçoamento do processo legislativo e com a adequada interpretação legislativa no âmbito da segurança pública, vem apresentar a presente NOTA TÉCNICA acerca da Portaria MJSP nº 299, de 30 de janeiro de 2023, que versa sobre o cadastramento de armas de fogo no Sistema Nacional de Armas – SINARM, consoante fundamentos que passa a expor:

1. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) publicou, em 30 de janeiro do corrente ano, a Portaria MJSP nº 299, determinando em seu art. 1º que “a partir de 1º de fevereiro de 2023, todas as armas de uso permitido e de uso restrito após a edição do Decreto nº 9.785, de 7 de maio de 2019, serão cadastradas no Sistema Nacional de Armas – SINARM, em meio eletrônico disponibilizado pela Polícia Federal, ainda que já registradas em outros sistemas, nos termos do art. 2º do Decreto nº 11.366, de 1º de janeiro de 2023”. 2. O escopo da Portaria é a regulamentação das novas regras dispostas no Decreto nº 11.366, de 1º de janeiro de 20231 , que tem a seguinte ementa: Suspende os registros para a aquisição e transferência de armas e de munições de uso restrito por caçadores, colecionadores, 1 Art. 1º Este Decreto:

I – suspende os registros para a aquisição e transferência de armas e de munições de uso restrito por caçadores, colecionadores, atiradores e particulares;

II – restringe os quantitativos de aquisição de armas e de munições de uso permitido;

III – suspende a concessão de novos registros de clubes e de escolas de tiro;

IV – suspende a concessão de novos registros de colecionadores, de atiradores e de caçadores; e

V – institui grupo de trabalho para apresentar nova regulamentação à Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003. atiradores e particulares, restringe os quantitativos de aquisição de armas e de munições de uso permitido, suspende a concessão de novos registros de clubes e de escolas de tiro, suspende a concessão de novos registros de colecionadores, de atiradores e de caçadores, e institui grupo de trabalho para apresentar nova regulamentação à Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003.

3. Inexiste qualquer determinação de aplicação da precitada Portaria aos militares estaduais, que possuem um sistema de registro próprio, conforme Lei nº 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento) e regulamentação pelo Decreto nº 5.123/04, estabelecendo o cadastro de arma funcional e particular dos militares estaduais, ativos e inativos, in litteris: Lei nº 10.826/03, art. 6o – É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e para: (…) II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. 144 da Constituição Federal ; Decreto nº 5.123/04, art. 2 o “O SIGMA, instituído no Ministério da Defesa, no âmbito do Comando do Exército, com circunscrição em todo o território nacional, tem por finalidade manter cadastro geral, permanente e integrado das armas de fogo importadas, produzidas e vendidas no país, de competência do SIGMA, e das armas de fogo que constem dos registros próprios. § 1 o Serão cadastradas no SIGMA: I – as armas de fogo institucionais, de porte e portáteis, constantes de registros próprios: a) das Forças Armadas; b) das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares;” (g.n.) Art. 3º Entende-se por registros próprios, para os fins deste Decreto, os feitos pelas instituições, órgãos e corporações em documentos oficiais de caráter permanente. 2 Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: (…)

4. É inequívoco que as armas das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, tanto institucionais quanto particulares de seus membros, são registradas no SIGMA e não no SINARM. Isso porque os militares estaduais compõem uma categoria especial de agentes públicos, regidos por dispositivos específicos na Carta da República (arts. 42, 142 e 144), de modo a assegurar a máxima efetividade no desempenho de suas missões constitucionais. Nesse sentido, é a jurisprudência: […] Isto porque, apesar de o policial militar ter assegurado o direito do porte pela lei, ante o exercício da atividade que exerce, tal direito somente terá validade para ser exercido se ele registrar sua arma de fogo, de uso particular, no cadastro de armas do SIGMA, através de suas respectivas corporações, o que não aconteceu. É o que determina o art. 2º, § 1º, inciso I, alínea b, do Decreto nº 5.123/2003, que regulamentou a cogitada Lei Federal nº 10.826/2003. Tal Decreto obriga os policiais militares a cadastrarem suas armas no SIGMA, através de suas respectivas corporações (TJ-PB – APL: 00307660720108152002 0030766- 07.2010.815.2002, Relator: DO DESEMBARGADOR CARLOS MARTINS BELTRÃO FILHO, Data de Julgamento: 08/11/2016, CRIMINAL), […] Apelante que é policial militar reformado e possuía autorização para posse e o registro da arma de calibre .12, embora com o prazo já expirado, e não regularizado junto ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas – SIGMA, órgão responsável pelo controle das armas dos policiais militares (STJ – AREsp: 1473479 RJ 2019/0093152-3, Relator: Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, Data de Publicação: DJ 05/08/2019).

5. Corroborando a afirmação retro, o art. 2º do Estatuto do Desarmamento dispõe em seu parágrafo único, de forma expressa, que as armas das instituições militares e as armas particulares de seus membros não estão na competência do SINARM, conforme se depreende dos termos que seguem: Art. 2º Ao SINARM compete: (…) Parágrafo único. As disposições deste artigo não alcançam as armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares, bem como as demais que constem dos seus registros próprios.

6. Nesse sentido, o próprio Decreto nº 11.366, de 1º de janeiro de 2023, ressalva sua incidência, e por consequência da Portaria que o regula, em relação às armas de fogo das Forças Armadas e Auxiliares, bem como as demais que constem dos seus registros próprios, senão vejamos: Art. 2º As armas de fogo de uso permitido e de uso restrito adquiridas a partir da edição do Decreto nº 9.785, de 7 de maio de 2019, serão cadastradas no Sistema Nacional de Armas – SINARM, no prazo de sessenta dias, ainda que cadastradas em outros sistemas, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 2º da Lei nº 10.826, de 2003. (g.n.)

7. Assim, tem-se que a Portaria MJSP nº 299/23 é adstrita às armas sob a gestão e controle da Polícia Federal, ou seja, constantes do Sistema Nacional de Armas – SINARM, não se aplicando aos militares estaduais e do DF, posto que possuem suas armas funcionais e particulares cadastradas no SIGMA – Sistema de Gerenciamento Militar de Armas, gerenciado pelo Exército Brasileiro.

8. Contudo, situação diversa diz respeito às armas adquiridas pelos militares estaduais e do DF, após 07 de maio de 2019 e registradas na condição de colecionadores, atiradores e caçadores (CAC). No tocante a essas armas (somente essas) incide o procedimento e cadastramento na forma estabelecida pela Portaria em comento, em razão da condição de CAC. Do contrário, não se aplicam os dispositivos da recente norma aos policiais e bombeiros militares, ativos ou inativos. Destarte, é a interpretação jurídica da FENEME sobre o tema, reafirmando que para a mudança desse parâmetro somente com eventual mudança normativa, para a qual manteremos uma atuação proativa.

Brasília/DF, 06 de fevereiro de 202

Marlon Jorge Teza – Cel PM Presidente

Roger Nardys de Vasconcellos – TC BM – Diretor Jurídico

Departamento Estadual de Investigações Criminais será comandado por uma mulher pela primeira vez

Delegada Vanessa Pitrez Correa fará a gestão do Deic, que é um dos mais operacionais da Polícia Civil

GZH

Vanessa foi diretora do Departamento de HomicídiosIsadora Neumann / Agencia RBS

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), um dos mais importantes e operacionais da Polícia Civil, será comandado pela primeira vez por uma mulher.
A delegada Vanessa Pitrez Correa vai assumir o órgão que tem quatro divisões e 13 delegacias.

O novo chefe da corporação, delegado Fernando Sodré, ainda não fez anúncio oficial sobre as trocas em departamentos e, por isso, não se manifesta sobre nomes. Mas GZH apurou com fontes da corporação o nome de Vanessa para o Deic e também do delegado Mário Souza para assumir o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que estava sob gestão de Vanessa.

Dois nomes já confirmados foram publicados no Diário Oficial: o do subchefe da Polícia Civil, delegado Heraldo Guerreiro, e o da nova corregedora da corporação, a delegada Elisângela Píccoli de Bastiani.

O delegado Sodré deve apresentar os novos nomes ainda nesta semana.

Nós últimos anos, em função da atuação e das disputas entre facções, o enfrentamento aos homicídios se tornou um dos maiores desafios da polícia. Vanessa assumiu o DHPP em 2019, também como primeira mulher a fazer a gestão do departamento.

O delegado Mário Souza comandava a 2ª Delegacia Regional Metropolitana, também desde 2019. Ele teve duas passagens pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc).

Também foi na primeira gestão de Eduardo Leite, iniciada em 2019, que a Polícia Civil teve uma mulher ocupando a chefia da corporação, a delegada Nadine Anflor.

Secretário da Segurança do RS pede mudança na lei para acabar com liberdade provisória em caso de crimes graves 

Sugestão foi apresentada ao ministro da Justiça, Flávio Dino, como forma de reduzir índices de criminalidade

Caron (D) com o comandante da BM, Cláudio Feoli (E), e o primeiro colocado no curso de formação de tenentes, Jurandir Fortes de OliveiraJúlio Amaral / Divulgação

GZH

Na formatura do curso básico de Administração Policial Militar, que habilitou 73 sargentos à promoção ao posto de 1º tenente, no sábado (28), o secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, detalhou a sugestão feita ao ministro da Justiça, Flávio Dino, para reduzir a criminalidade. Em reunião do Colégio de Secretários com o ministro, Caron propôs a revisão da legislação processual penal, para acabar com a liberdade provisória em casos de prisão em flagrante por crimes violentos, como homicídio, roubo e latrocínio.

Essa demanda já havia sido feita no governo passado, quando Caron era secretário da Segurança no Ceará, mas não foi acatada. Dino, que à época era governador do Maranhão, mostrou simpatia pela ideia e se propôs a criar um grupo de trabalho para discutir o projeto.

— A Brigada Militar faz 120 prisões em flagrante por dia, mas muitos desses presos são liberados em poucos dias, mesmo quando cometem crimes graves, porque existe a possibilidade legal. Se fecharmos essa porta, teremos uma redução ainda maior nos índices de criminalidade — justifica o secretário.

Caron deixa claro que não é favorável ao encarceramento generalizado, mas considera importante limitar a liberdade provisória aos crimes de menor potencial ofensivo:

— Quando um criminoso pratica um homicídio e em poucos dias é colocado na rua, as chances de ele reincidir são muito grandes. A liberdade provisória é muito diferente da progressão de regime, em que pessoas já condenadas, que cumpriram parte da pena e estão sendo preparadas para voltar à sociedade, ganham o direito de progredir para o semiaberto e trabalhar durante o dia.

A tese de Caron foi encampada pelos demais secretários, que sentem na pele a mesma dificuldade. Não se trata, diz o Caron, da simplificação feita muitas vezes pelos leigos, de que “a polícia prende e o juiz solta”:

— O problema está na lei. Precisamos de uma mudança para que polícia, Ministério Público e Judiciário se guiem pelo mesmo texto. Isso ocorreu na Colômbia e ajudou a derrubar os índices de criminalidade.

Salário em dia, sem reajuste para professores

O pagamento do salário de janeiro dos servidores estaduais está confirmado para terça-feira, dia 31, sem o reajuste do piso dos professores, que impacta em todos os níveis da carreira.

O chefe da Casa Civil, Artur Lemos, diz que as esquipes técnicas das secretarias de Educação, Fazenda, Planejamento, Governança e Gestão e da Casa Civil “trabalham em conjunto para a definição de um projeto de lei de correção do piso”.

— O Cpers pediu agenda e eu pessoalmente já conversei com a presidente, Helenir Schürer. Tão logo tenhamos esse esboço, vamos discutir com a categoria e com a base aliada na Assembleia — adianta Lemos.

O piso nacional do magistério foi reajustado em 14,94%, conforme portaria do ministro da Educação, Camilo Santana, e passou de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55. Esse valor se aplica a uma jornada de 40 horas semanais.

Polícia Civil e Corpo de Bombeiros do RS têm novos comandantes

Governador Eduardo Leite anunciou mudanças na sede da SSP e informou a permanência do coronel Feoli à frente da Brigada Militar

Anúncio ocorreu na sede da SSP-RS, na avenida Pernambuco, em Porto Alegre | Foto: Mauro Schaefer

Correio do Povo

O governador Eduardo Leite anunciou, na tarde desta quarta-feira, mudanças na estrutura da Secretaria de Segurança Pública (SSP-RS), na sede do órgão, em Porto Alegre. O delegado Fernando Antônio Sodré de Oliveira será o novo Chefe da Polícia Civil, substituindo o delegado Fábio Motta Lopes. No Corpo de Bombeiros, o coronel Eduardo Estevam Camargo Rodrigues será o comandante, em lugar do coronel Luiz Carlos Neves Soares. O coronel Cláudio dos Santos Feoli seguirá no comando da Brigada Militar, assim como a diretora do Instituto-Geral de Polícia (IGP-RS), Marguet Inês Hoffmann Mittmann, que havia assumido interinamente em novembro de 2022 e, a partir de agora, estará à frente do cargo definitivamente.

Leite agradeceu aos servidores que deixaram os cargos e desejou sorte aos novos chefes das instituições vinculadas da Segurança Pública. “É preciso que sigamos regras de convivência e, quando não são seguidas, para isso, temos estruturas estabelecidas para fazer valer estas normas. Estão aqui os que garantem a observação destas regras”, ressaltou.

O secretário da SSP-RS, Sandro Caron, enfatizou que a tônica da equipe nesta gestão é a integração, com a busca das melhores tecnologias possíveis. “O sistema de segurança pública tem três eixos no combate à criminalidade: homicídios recorrentes do crime organizado, feminicídios e a repressão aos crimes contra o patrimônio. Todos estão no mesmo nível de prioridade e nos exige um trabalho contínuo e permanente. O sistema tem que estar forte como um todo”, frisou. Caron reiterou que o RS procurará, ainda mais, uma interação com os órgãos federais e de outros estados. “Hoje em dia, é muito comum um grupo criminoso atuar em estados diferentes e, até mesmo, fora do país. O olhar não pode ser apenas regional, é preciso trabalhar de forma integrada”, explicou. O delegado, inclusive anunciou que participará da reunião entre o ministro da Justiça, Flávio Dino, e secretários estaduais de segurança, nesta quinta-feira, para tratar de temas que beneficiarão esta integração.

Caron destacou a importância de se encontrar novas tecnologias, já que o crime “também se reinventou”. Um destes exemplos será visto no enfrentamento aos feminicídios, o tipo de morte que mais cresce nos índices apresentados pela SSP nos últimos anos. “Vai ser avaliado pelo novo chefe de Polícia Civil o aumento das estruturas de Delegacias da Mulher existentes. Foi assinado um contrato, em novembro de 2022, com uma empresa suíça para o monitoramento eletrônico do agressor. Uma ferramenta de ponta que vai funcionar na sede SSP. Quando o Judiciário determinar a aplicação de uma medida protetiva, será colocada uma tornozeleira eletrônica no agressor e, caso ele não respeite a medida, um sinal de alerta é dado à vítima e à Brigada Militar, que localizá-lo”, exemplifica o secretário.

Currículos

O delegado Sodré, 68 anos, está na Polícia Civil há 25 e atuava até o momento como delegado de Polícia Regional em Santo Ângelo. Foi diretor do Departamento de Polícia do Interior da Polícia Civil/RS, entre 2016 e 2019. Este é o maior departamento da Instituição, responsável por coordenar 29ª Regiões Policiais do Interior, com 470 municípios na sua circunscrição administrativa e operacional, atualmente 431 órgãos instalados e aproximadamente 52% de todos efetivo da Civil (atualmente 2780 policiais). Foi o titular das Delegacias de Polícia e distritos policiais nos municípios de Cerro Largo, Porto Alegre, Caxias do Sul, São Luiz Gonzaga e Santo Antônio das Missões. Esteve à frente da 13ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, sede em Santo Ângelo (primeira passagem, entre 2011 e 2015, e da 21ª Delegacia de Polícia Regional do Interior com sede em Santiago, de 2015 a 2016.

O novo comandante dos Bombeiros tem 47 anos e é natural de Porto Alegre. Coronel Estevam possui Curso Superior de Formação de Oficiais pela Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Sul (1996), Curso de Especialização em Bombeiro Militar (2001). Graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005), mestrado e doutorado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2009), doutorado em Engenharia de Segurança aos Incêndios pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho pela PUCRS e Perícia de Incêndio pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Atualmente é coronel diretor de Ensino no Corpo de Bombeiros Militar do RS.

RS: continuidade nas chefias da BM, PC e do IGP

Vinculadas à Secretaria de Segurança Pública seguiram com seus comandantes

Mauren Xavier (interina) Correio do Povo

Comandante da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli, junto com o governador em exercício, Gabriel Souza | Foto: Rodrigo Ziebell /GVG/ CP

Deverá ser confirmada na próxima semana a permanência dos chefes de três vinculadas à Secretaria de Segurança Pública: Brigada Militar (BM), Polícia Civil (PC) e Instituto Geral de Perícias (IGP). Assim, o coronel Cláudio dos Santos Feoli na BM segue como comandante-geral da BM (na foto ao lado do governador interino, Gabriel Souza, ontem em Capão da Canoa), o delegado Fábio Motta Lopes permanece como chefe da PC, e Marguet Ines Hoffmann Mittmann segue à frente do IGP.

Ao anunciar o novo secretário da SSP, Sandro Caron, o governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou que, neste momento não iria fazer alterações nas vinculadas da Segurança Pública. É a continuidade em uma das áreas mais delicadas de todo o governo e também um reconhecimento aos resultados obtidos pelos mesmos. 

Smart Policing Lab da BM está participando do PRIMEIRO PRÊMIO DO MATE AWARDS

O Laboratório de Polícia Inteligente da Brigada Militar – Smart Policing Lab – está participando do PRIMEIRO PRÊMIO DO MATE AWARDS, na categoria “LABORATÓRIO PÚBLICO”. O prêmio tem como objetivo dar destaque aos principais atores de inovação do ecossistema gaúcho que se sobressaíram no ano de 2022.

Contamos com o seu voto! O formulário de votação do MATE encontra-se no link abaixo e as votações encerram-se no dia 15/02.

Estado espera que câmeras corporais estejam nos uniformes dos policiais ainda no primeiro semestre

Segunda colocada no processo licitatório entrou com recurso, o que atrasa a definição do resultado final
Tecnologia já é utilizada em outros estados brasileirosJonathan Heckler / Agencia RBS

RAFAEL FAVERO GZH

O processo de contratação da empresa que fornecerá as câmeras corporais para as polícias gaúchas ainda não tem data para ser finalizado. O pregão eletrônico – um dos modelos de compra do Estado – foi aberto em 26 de dezembro do ano passado. 

A melhor proposta, isto é, a que teve o menor preço, foi da empresa L8 Group, do Paraná. Entretanto, a segunda colocada, a Teltronic Brasil, de São Paulo, ingressou com recurso. No momento, o Estado analisa a documentação de ambas as empresas e não tem nada data para definir o resultado final.  

Por outro lado, questionada pela reportagem de GZH, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que a expectativa é que os equipamentos estejam nos fardamentos ainda no primeiro semestre de 2023.

“Cabe ressaltar, no entanto, que se trata de uma expectativa, pois é necessário o encerramento de todos os trâmites que envolvem a licitação para a homologação do vencedor. Apenas após essa certificação que encerra o certame que será possível iniciar, junto à empresa, as tratativas para fornecimento do material”, completa a nota enviada pela SSP.  

A proposta da empresa paranaense para o fornecimento de 1,1 mil equipamentos foi de R$ 700 mil. O valor inclui os serviços de captação, transmissão, armazenamento e compartilhamento dos dados. Na primeira fase de implantação da tecnologia, a ideia é que as câmeras sejam utilizadas somente em Porto Alegre e na Região Metropolitana por conta da “maior concentração populacional”, explica a SSP.  

O objetivo é que a atuação dos policiais seja monitorada em tempo real durante o trabalho. As informações obtidas com o equipamento, como imagens, áudios e localização, podem ser utilizadas em investigações. Além disso, as câmeras terão um “botão de pânico”, para quando o policial precisar de ajuda.  

A previsão é de que a Brigada Militar fique com 90% das câmeras por realizar mais ações nas ruas. Os demais equipamentos serão para uso da Polícia Civil, em operações de busca e captura de criminosos.  

A tecnologia já é utilizada em outros Estados, como São Paulo, Rondônia e Santa Catarina.

Eduardo Leite nomeia Mateus Schwartz como novo superintendente da Susepe

Natural de Pelotas, ele tem 31 anos e é agente penitenciário desde 2014

Schwartz tem formação em Administração e Biologia e pós-graduação em Gestão Pública e Segurança PúblicaCamila Borges / Ascom Susepe / Divulgação

GZH

O governador Eduardo Leite nomeou Mateus Schwartz dos Anjos como titular da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Natural de Pelotas, Schwartz tem 31 anos e é agente penitenciário desde 2014.

Formado em Administração e Biologia e pós-graduado em Gestão Pública e Segurança Pública, ele tem no currículo passagens pela Penitenciária Estadual de Canoas e pelo Presídio Regional de Pelotas. Em 2017, assumiu a administração do Presídio de Santa Vitória do Palmar, e dois anos depois, foi delegado da 5ª Região Penitenciária e atuou como diretor-adjunto do Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP).

Desde 2021, Schwartz atuava como assessor de Relações Institucionais da então Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo.

O novo superintendente afirmou que assumir o cargo é fruto do reconhecimento à atuação no sistema prisional gaúcho.

— Sinto-me honrado com o convite do governador Eduardo Leite e preparado para este importante desafio. A Susepe passa por um momento de evolução, graças a um trabalho coletivo, articulado com o governo do Estado e a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo. Vamos continuar avançando em busca de ser a principal referência no sistema prisional brasileiro, baseados em muito trabalho, diálogo e união — disse.

Comandante-geral da BM diz que é preciso “enfrentar com coragem” casos de ilegalidade na corporação

Nos últimos meses, a corporação registra uma série de suspeitas de crimes praticados por brigadianos

Governador Eduardo Leite esteve presente na cerimôniaRodrigo Ziebell / Palácio Piratini/Divulgação

GZH

O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Cláudio dos Santos Feoli, afirmou, neste sábado (14), durante formatura de sargentos, que a corporação deve enfrentar com sabedoria e coragem os casos de ilegalidade que são registrados na corporação. Feoli destacou que tais situações representam a minoria das atuações de brigadianos, mas que, quando ocorrem, causam prejuízos à Brigada Militar e às vítimas.

— Ainda que nossos brigadianos e brigadianas façam milhares de intervenções diárias, e que elas se materializem com obediência aos preceitos legais, nossos erros ganham visibilidade muito além de nossas virtudes. Portanto, precisamos enfrentar com sabedoria e coragem as situações que vêm causando significativos prejuízos institucionais e pessoais àqueles atingidos pelo comportamento ilegal de quem, mesmo de posse de todos os recursos para se orientar, opta pelo procedimento não técnico — disse Feoli.

Nos últimos meses, a BM enfrenta uma série de denúncias sobre comportamento criminoso de brigadianos. Em um dos casos mais recentes, dois soldados foram indiciados pelas práticas de tortura e extorsão. Os dois foram flagrados em imagens colocando uma sacola plástica na cabeça de uma mulher durante abordagem, em Novo Hamburgo.

No fim de dezembro, GZH também revelou que oito brigadianos foram indiciados por supostamente terem coagido um inocente a confessar um crime que não cometeu. A investigação indica que os oito tentaram provocar uma falsa confissão na tentativa de dar um rumo diferente às investigações da morte de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos. 

Gabriel morreu em agosto deste ano, em São Gabriel, e há suspeita dos investigadores de que os responsáveis pelo crime sejam três brigadianos que estão presos preventivamente.