Foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (24) o Edital nº 06/2025, que anuncia a abertura do concurso público para ingresso nas carreiras de Escrivão e Inspetor de Polícia da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O certame prevê o provimento inicial de 720 vagas, sendo 360 para Escrivão de Polícia e 360 para Inspetor de Polícia. O edital também estabelece que outras vagas poderão ser abertas durante o prazo de validade do concurso, conforme autorização do governo estadual. As inscrições estarão abertas entre 27 de outubro e 26 de novembro de 2025, até as 17h, e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundatec (www.fundatec.org.br), responsável pela execução do processo seletivo.
A data provável da Aplicação do Exame de Capacitação Intelectual (Provas Teórico-Objetivas e de Redação) será 18 de janeiro de 2026.
Será assegurado o percentual de vagas às pessoas com deficiência, negras, trans e integrantes dos povos indígenas, conforme estabelecido no Decreto Estadual nº 56.229/2021, alterado pelo Decreto Estadual nº 56.921/2023 e regulamentado pelo Edital do concurso.
São requisitos para o ingresso nas carreiras da Polícia Civil, de acordo com a Lei Federal nº 14.735/2023 e com a Lei Estadual nº 12.350/2005:
a) ser brasileiro ou gozar das prerrogativas contidas no art. 12 da Constituição Federal, cujo processo de naturalização tenha sido encerrado dentro do prazo das inscrições;
b) contar com, no mínimo, 18 anos de idade até a data da matrícula no Curso de Formação Profissional;
c) possuir Cédula de Identidade Civil que contenha o número de registro geral (RG), utilizado para cadastramento de pessoas físicas pelo Órgão Estadual da Segurança Pública;
d) estar em dia com as obrigações militares e eleitorais;
e) ter concluído curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação até a data da posse;
f) possuir Carteira Nacional de Habilitação para conduzir veículos automotores, no mínimo da categoria “B”, até a data da posse;
g) possuir CPF válido e situação regularizada perante a Secretaria da Receita Federal;
h) possuir saúde física e psiquiátrica e aptidão psicológica adequadas ao exercício das atividades inerentes à carreira policial e, especialmente, ao cargo;
i) possuir conduta moral, ética, social e profissional compatível com a função policial.
Confira o Edital nº 06/2025 – Edital de Abertura de Concurso Público de Ingresso nas Carreiras de Escrivão de Polícia e de Inspetor de Polícia no link abaixo:
Testes começam em novembro. Dispositivos são de geração quatro, a mais nova. Uma das novidades é a presença de alto-falantes, permitindo que o centro de comando consiga se comunicar com o policial em tempo real
Paulo Rocha GZH
A Polícia Civil do Rio Grande adquiriu cem câmeras corporais. Os testes começam em novembro. A informação foi confirmada pelo chefe de polícia do Estado, delegado Heraldo Guerreiro.
Segundo Guerreiro, a intenção, superados todos os entraves burocráticos, é começar a operação ainda este ano.
— Nós dividimos as câmeras corporais proporcionalmente entre os departamentos, e os testes são dentro das especificidades de cada órgão — afirmou o chefe de Polícia.
O pedido foi feito à empresa norte-americana Axon, a mesma que fornece os equipamentos para a Brigada Militar e Polícia Penal. Atualmente, mil equipamentos estão em uso pela Brigada Militar. Outras 32 câmeras são utilizadas pela Polícia Penal desde 2022.
Assim como a Polícia Civil, a Polícia Penal também realizou a encomenda de mais 500 dispositivos. Ainda não há previsão de início dos testes. Já a Brigada Militar encomendou mais 250 equipamentos, porém, segundo o comando da corporação, a implementação deve ocorrer apenas ano que vem.
Além do Rio Grande do Sul, a Axon tem entre os clientes no Brasil órgãos de segurança pública nos Estados de São Paulo, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte. Segundo a empresa, a experiência no Rio Grande do Sul é uma das mais positivas.
— Não existem muitos profissionais no mundo que trabalham com uma vigilância 24 horas, com uma câmera no peito. Em todos os locais que a gente implementa o equipamento ao redor do mundo, é natural haver uma resistência inicial do policial. O que fez a Brigada Militar conseguir passar por esse primeiro ano com bastante sucesso foi o treinamento e uma política firme — avalia Samuel Moraes, gerente de sucesso da Axon no Brasil.
No caso do Rio Grande do Sul, os serviços fornecidos pela Axon envolvem um pacote em comodato que inclui não apenas o hardware (equipamentos), mas também a infraestrutura de suporte, software e treinamento. As câmeras novas que serão disponibilizadas à Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Penal são de geração quatro, a mais nova. Uma das novidades é a presença de alto-falantes, permitindo que o centro de comando consiga se comunicar com o policial em tempo real. A parte de suporte de software abrange links para upload das imagens para a nuvem e armazenamento e gestão de evidências digitais.
Atual secretário-adjunto da pasta assume no lugar do delegado Sandro Caron, que deixa o governo para atuar na iniciativa privada
O governador Eduardo Leite anunciou, nesta quinta-feira (16/10), o nome do coronel Mario Yukio Ikeda como novo titular da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul. Ikeda, que até então ocupava o cargo de secretário-adjunto da pasta, sucede o delegado da Polícia Federal Sandro Caron, que deixa o governo para iniciar uma nova etapa profissional na iniciativa privada.
No lugar de Ikeda, na secretaria-adjunta, assumirá a delegada Adriana Regina da Costa, que exercia a função de subchefe da Polícia Civil. Ambos assumem os novos postos a partir da próxima segunda-feira (20/10)
Durante o anúncio, o governador destacou o trabalho de excelência desenvolvido por Caron à frente da SSP e os resultados expressivos alcançados pelo Estado na área da segurança pública. “Quero expressar meu profundo agradecimento ao Sandro Caron, que liderou com dedicação, competência e resultados concretos a política de segurança pública do nosso governo. Ele deixa um legado relevante e reconhecido, consolidando uma estrutura mais moderna, integrada e eficaz no combate ao crime”, afirmou Leite.
Ao longo do último ciclo de governo, o Rio Grande do Sul alcançou resultados recordes na redução da criminalidade, impulsionados pelas estratégias do Programa RS Seguro e pelos investimentos históricos nas forças de segurança e no sistema penal. Os últimos dois anos foram, consecutivamente, os mais seguros desde que se têm registros padronizados de ocorrências criminais.
Leite também ressaltou que o desafio do novo titular será dar continuidade e aprofundar ainda mais esses resultados. “O coronel Ikeda tem uma trajetória marcada pela competência, pelo espírito público e pelo comprometimento com a segurança dos gaúchos. Tenho plena confiança de que, ao lado da delegada Adriana, ele dará sequência a esse trabalho com a mesma seriedade e foco em resultados. A segurança continuará sendo prioridade do nosso governo, porque ela é essencial para garantir qualidade de vida às pessoas e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, afirmou o governador.
Coronel Mario Yukio Ikeda
Mario Yukio Ikeda ingressou na Brigada Militar em 1985 e passou por diversas unidades da corporação. Participou da Força Nacional de Segurança Pública que atuou nos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos, no Rio de Janeiro, e integrou a Secretaria Extraordinária de Segurança de Grandes Eventos durante a Copa das Confederações, em 2013.
Foi gerente de Operações do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) do Estado durante a Copa do Mundo de 2014, além de ter comandado o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e o Comando de Policiamento da Capital (CPC).
Ikeda exerceu os cargos de subcomandante-geral e, posteriormente, de comandante-geral da Brigada Militar, entre 2018 e 2019. Foi também secretário de Segurança de Porto Alegre entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2023, quando assumiu como secretário-adjunto da SSP estadual, função que agora deixa para ocupar o comando da pasta.
Delegada Adriana Regina da Costa
Adriana Regina da Costa, natural de Porto Alegre, ingressou na Polícia Civil como delegada em 1999. Atuou no Centro de Operações de Cruz Alta e no Posto Policial da Mulher antes de assumir a titularidade de delegacias em Canoas e na Capital, onde liderou unidades voltadas à proteção do idoso e ao atendimento à mulher.
Entre 2007 e 2012, comandou a 2ª Delegacia de Polícia da Capital, reconhecida, em 2010, como a segunda melhor delegacia do Brasil em qualidade de serviços. Em 2012, assumiu a 1ª Delegacia Regional Metropolitana e, no mesmo ano, o Departamento Estadual de Proteção à Criança e ao Adolescente (Deca).
Em 2019, foi nomeada diretora do Departamento de Polícia Metropolitana, função que exerceu até ser designada para a subchefia da Polícia Civil. Em junho deste ano, assumiu o cargo de subchefe da Polícia Civil, tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto.
Utilizada há um ano, estrutura digital de combate ao crime mostra redução de indicadores e garante respaldo às ações policiais
Correio do Povo
O uso de câmeras corporais e o auxílio da estrutura digital formada pelo Centro Integrado de Operações e Emergência (Copom) completou um ano nas operações policiais no Rio Grande do Sul. Essas ferramentas permitem visualizar a efetividade das abordagens e reforçam confiança da sociedade no trabalho da Brigada Militar.
Os impactos positivos das ações de patrulhamento da Brigada Militar na capital são perceptíveis na melhora dos indicadores. Os números mostram que os conflitos tiveram queda de 74% após o início do uso das câmeras corporais.
O resultado é composto por reduções nos registros de resistência (-87%), desacato (-70%) e desobediência (-65%). Outra consequência relevante é que os óbitos decorrentes de oposição à intervenção policial diminuíram 59%.
Modelo de segurança e eficiência
O coronel Fábio da Silva Schmitt acredita que o modelo adotado na cidade tem evitado confrontos e mesmo assim tem sido eficiente. Mesmo com menos prisões por resistência ou desacato, a corporação identificou que aumentaram as apreensões de armas e drogas com flagrantes qualificados. “Porto Alegre hoje tem um modelo de segurança mais transparente, tecnológico e eficiente, que pode servir de referência para todo o Rio Grande do Sul”, afirmou.
Antes do uso das câmeras corporais, havia mais questionamentos quanto à atuação da Brigada, o que resultava em receios por parte de alguns policiais. Agora no governo Leite, a instituição tem investido em inteligência artificial e recursos de vigilância para ampliar a segurança pública no Estado.
Câmeras corporais, videomonitoramento inteligente, drones operacionais e testes de reconhecimento facial fazem parte desse processo. Além disso, o Copom, com tecnologia de georreferenciamento, cercamento eletrônico e integração em tempo real, qualificou milhares de atendimentos e agilizou o direcionamento das equipes. Drones também são usados em eventos e ações táticas, com transmissão ao vivo para o centro integrado.
Vídeos ajudam a mostrar assertividade nas abordagens
Em Porto Alegre, são cerca de 2.700 câmeras integradas ao sistema do Copom, o que gera mais de quatro mil gravações por dia. Além disso, o cercamento eletrônico tem sido decisivo na recuperação de cerca de 60% dos veículos roubados na capital. Complementando esse sistema, desde o ano passado, somam-se mil câmeras corporais, com equipamento que grava áudio, vídeo e conta com GPS, garantindo transparência e respostas mais rápidas.
Os vídeos das câmeras corporais compartilhados pela corporação mostram exemplos de como o recurso serve de amparo ao trabalho dos policiais. Em uma das ações, a guarnição de patrulhamento tático motorizado atendeu a denúncia de disparos de armas de fogo em área conflagrada pelo tráfico de drogas. Ao chegar ao local, encontram um homem que foi abordado. Nas imagens, aparece que ele já estava baleado anteriormente em um confronto com uma organização criminosa rival. O vídeo registra a abordagem dos policiais, e o momento em que é encontrada uma pistola e drogas com o indivíduo. Também registram o chamado ao Samu e a chegada do socorro. Após o atendimento, o homem foi levado preso.
Em outra ação, as câmeras registraram uma perseguição a suspeitos, que fugiram quando perceberam a aproximação dos policiais. A ação resultou na prisão de três indivíduos. Cada um estava com uma pistola.
Os equipamentos também ajudaram a registrar quando uma equipe atendeu a uma denúncia de um homem que estaria tentando assaltar pedestres com uma faca. Ao perceber a chegada dos policiais, ele tentou se esconder em uma lixeira e depois fugiu. Foi necessário uso de arma de incapacitação neuromuscular para imobilizá-lo.
Respaldo nas provas
As câmeras corporais trouxeram benefícios diretos para os próprios policiais. O uso das imagens não só ajuda a garantir o registro e a veracidade da cronologia dos fatos, como também respaldam os policiais sobre a efetividade de suas ações, evitando possíveis questionamentos da abordagem.
O comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Fábio da Silva Schmitt, consta que com o uso das imagens das câmeras corporais houve diminuição de procedimentos internos pela qualificação da documentação das ocorrências pelo uso dos vídeos, que não apenas qualificam provas, mas também proporcionam mais confiança para vítimas e mais eficiência para a Justiça. “O PM pode trabalhar com mais tranquilidade, profissionalismo e respaldo da prova audiovisual.”, complementa.
As inscrições serão realizadas no período de 13 de outubro até as 17h do dia 12 de novembro
Correio do Povo
Foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira o Edital nº 04/2025 – Edital de Abertura do Concurso Público de Ingresso na Carreira de Delegado de Polícia. O concurso destina-se ao provimento inicial de 30 vagas para o cargo de delegado de polícia, bem como, condicionado à autorização governamental, das que venham a surgir dentro do prazo de validade do certame.
O preenchimento das vagas obedecerá, rigorosamente, à ordem de classificação final publicada no Edital de Homologação do Resultado Final do Concurso Público, de acordo com as vagas existentes e as que vierem a surgir, dentro do prazo de validade do concurso. Será respeitado o percentual destinado à ampla concorrência e às cotas para pessoas com deficiência, pessoas negras, pessoas trans e integrantes dos povos indígenas.
As inscrições serão realizadas no período de 13 de outubro de 2025 até as 17h do dia 12 de novembro de 2025, conforme determinado no Cronograma de Execução, exclusivamente pela internet, no site da Fundatec.
São requisitos para o ingresso nas carreiras da Polícia Civil, de acordo com a Lei Federal nº 14.735/2023 e com a Lei Estadual nº 12.350/2005:
a) ser brasileiro ou gozar das prerrogativas contidas no art. 12 da Constituição Federal, cujo processo de naturalização tenha sido encerrado dentro do prazo das inscrições;
b) contar com, no mínimo, 18 anos de idade até a data da matrícula no Curso de Formação Profissional;
c) possuir Cédula de Identidade Civil que contenha o número de registro geral (RG), utilizado para cadastramento de pessoas físicas pelo Órgão Estadual da Segurança Pública;
d) estar em dia com as obrigações militares e eleitorais;
e) ter concluído o Curso de Direito, reconhecido pelo Ministério da Educação, até a data da posse ;
f) haver exercido atividade jurídica ou policial, pelo período mínimo de 3 (três) anos, até a data da posse ;
g) possuir Carteira Nacional de Habilitação para conduzir veículos automotores, no mínimo da categoria “B”, até a data da posse ;
h) possuir CPF válido e situação regularizada perante a Secretaria da Receita Federal;
i) possuir saúde física e psiquiátrica e aptidão psicológica adequadas ao exercício das atividades inerentes à carreira policial e, especialmente, ao cargo;
j) possuir conduta moral, ética, social e profissional compatível com a função policial.
A data provável de aplicação da Prova Preambular (fase preliminar) será 21 de dezembro de 2025.
Pelotas é destaque internacional por reduzir mais de 80% da criminalidade
A cidade de Pelotas (RS) ganhou destaque internacional como exemplo positivo de redução da violência, segundo a Pesquisa Mundial de Vitimização, apresentada nesta semana em Nova York pelo Instituto Gallup. O levantamento, que avaliou 144 países e entrevistou 145 mil pessoas, cita Pelotas e Niterói (RJ) como referências por terem desenvolvido planos municipais integrados de prevenção à violência, com resultados expressivos — queda superior a 80% nos principais indicadores criminais.
Os programas foram elaborados e implementados com o apoio do Instituto Cidade Segura, uma organização não governamental especializada na área. Em Pelotas, o Pacto Pelotas pela Paz foi lançado em 2017; em Niterói, o Pacto Niterói Contra a Violência começou no ano seguinte. Ambos aplicam uma metodologia que combina análise de dados, integração intersetorial e foco territorial.
Um dos diagnósticos que orientou a elaboração dos planos revelou que metade dos crimes na América Latina ocorre em apenas 8% das ruas — cenário também identificado nas duas cidades. A partir disso, os gestores passaram a concentrar esforços nesses pontos, tanto com reforço do policiamento quanto com ações sociais e políticas de prevenção. O sucesso, segundo o relatório, deve-se à articulação entre órgãos municipais e estaduais de segurança.
O documento também ressalta a liderança dos prefeitos que conduziram os projetos e promoveram a cooperação entre diferentes instituições. São citados a ex-prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas — atualmente secretária extraordinária de Relações Institucionais do governo Eduardo Leite — e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
Os resultados obtidos em Pelotas são notáveis. Entre 2017 e 2025, o município registrou:
90% de redução nos crimes violentos contra a vida (como homicídios);
89,3% de queda nos roubos a pedestres;
86,7% de redução nos roubos a estabelecimentos comerciais;
96% de queda nos roubos de veículos;
83% de redução nos roubos a residências;
e 93% de queda nos assaltos a ônibus.
Para Paula Mascarenhas, a menção no relatório da Gallup é um reconhecimento ao esforço coletivo e um exemplo de que “é possível construir um mundo mais seguro, cidade por cidade”.
Aquisições foram destinadas ao Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Brigada Militar
Correio do Povo
O governo do Rio Grande do Sul obteve mais 101 veículos, além de equipamentos, para as forças policiais. A entrega das aquisições ocorreu na manhã desta quinta-feira, no Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, com a presença de representantes do Executivo Estadual e de autoridades da segurança gaúcha. O investimento supera R$ 46 milhões.
De acordo com o governador Eduardo Leite, os equipamentos vão qualificar a segurança de 48 municípios. Os recursos são oriundos do Plano de Investimento, Fundo a Fundo (FAF), Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (Piseg), Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp), Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Convênio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
“A gente tem garantido, através dos investimentos e do trabalho de integração das forças, resultados muito bons na segurança pública. Viramos a chave, após anos difíceis, como foram 2016 e 2017. Somos um exemplo para o Brasil, de superação de desafios e de qualidade de vida a partir da segurança pública. O ano de 2024 foi o mais seguro de toda a série histórica, e 2025 se encaminha para superar essa marca”, afirmou o governador Eduardo Leite.
A Polícia Civil recebeu seis novas viaturas, além de mil pistolas G19 compactas e mais 500 pistolas G26 subcompactas, todas calibre 9 milímetros. Já o Corpo de Bombeiros Militar, passará a contar com mais 12 viaturas e sete caminhões auto bomba tanque (ATP). A Brigada Militar, por sua vez, terá à disposição mais 71 automóveis, cinco caminhões-baú, 200 espingardas e oito carabinas.
De acordo com o titular da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Sandro Caron, o RS alcançou os padrões da Organização das Nações Unidas (ONU), com taxa anual inferior a dez assassinatos por 100 mil habitantes. Ainda segundo Caron, em um período de 25 anos, esta é a primeira vez que a marca foi atingida em território gaúcho.
“Nesse último mês de setembro, pela primeira vez desde 2010, o RS conseguiu alcançar os índices da ONU em todo o seu território. Isso mostra a importância do investimento contínuo em segurança pública. Agora é preciso manter isso, além de buscar novas estratégias para seguir reduzindo a criminalidade”, pontuou o secretário da Segurança.
Em maio, o governo gaúcho entregou mais 280 viaturas e equipamentos para as forças de segurança, com investimento de R$ 140 milhões em bens e tecnologias. Dois meses depois, fez a entrega de viaturas e outros recursos que somaram R$ 36 milhões, usados para fortalecer a capacidade de resposta dos policiais.
Em setembro, BM, PC, Corpo de Bombeiros, Instituto-Geral de Perícias (IGP) e Defesa Civil receberam 264 viaturas e outros equipamentos, em um pacote de investimentos de mais de R$ 87 milhões. Com o aporte de R$ 46 milhões desta quinta, os recursos já somam quase R$ 310 milhões desde o início deste ano.
Delegado Sandro Caron vai tirar licença de interesse pessoal, para atuar na iniciativa privada
Humberto Trezzi GHZ
O secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, vai deixar o cargo nos próximos dias. Delegado da Polícia Federal, licenciado, ele aceitou convite para trabalhar na iniciativa privada, em São Paulo. Como tem 50 anos e ainda não acumula tempo para se aposentar, ficará em licença não remunerada até virar inativo.
Caron vai sair no auge. Ele comanda a secretaria desde janeiro de 2023. Nesses mais de dois anos conseguiu os melhores indicadores de segurança pública em uma década e meia. No ano passado foram alcançadas as maiores quedas em números de crimes desde 2010.
Um exemplo disso é a taxa de homicídios, que já foi de 28,1 mortes por 100 mil habitantes, em 2017 – a época da guerra de facções com cabeças cortadas e largadas pelas ruas de Porto Alegre. A taxa na Capital está, agora, em 10 assassinatos por 100 mil habitantes, número comparável ao de países de Primeiro Mundo, conforme padrões da Organização das Nações Unidas (ONU). A média do Brasil é 21 homicídios por 100 mil habitantes.
Outros crimes também estão em queda. O ano de 2024 teve redução de 26% nos latrocínios (mortes durante assaltos), 41% nos roubos a pedestres e 37% nos de veículos. A tendência de diminuição permanece em 2025. Na manhã desta quinta-feira (9), Caron divulgou as estatísticas acumuladas deste ano. Até setembro, a redução em relação ao ano passado é de 25% nos homicídios, 11% nos latrocínios, 15% nos roubos a pedestres e 41% nos ataques a agências bancárias. O único a subir, dos principais crimes, é o feminicídio: 21%, maior desafio da segurança pública no momento.
O maior mérito da redução nas estatísticas de crimes é do programa RS Seguro, lançado durante o governo Eduardo Leite e impulsionado por Caron. O projeto direciona policiais para as cidades mais violentas, sufoca pontos quentes de tráfico e homicídio, implanta sistemas de vigilância eletrônica e com câmeras nas principais estradas e avenidas e castiga lideranças criminosas com rigidez na prisão e sua responsabilização por assassinatos cometidos por subordinados.
Natural de Porto Alegre, Caron ingressou na Polícia Federal em 1999. Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Caron tem pós-graduação em Gestão de Políticas de Segurança Pública.
Atuou na Coordenação da Segurança da Copa do Mundo de 2014, no Rio Grande do Sul, e coordenou o serviço antiterrorismo nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.
Caron foi Delegado Regional Executivo no Rio Grande do Norte e Superintendente Regional no Ceará. No Rio Grande do Sul foi Diretor de Inteligência da PF e atuou por mais de três anos na Embaixada do Brasil em Portugal.
Em setembro de 2020 assumiu a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), cargo que ocupou até o final de dezembro de 2022. E depois veio para o Rio Grande do Sul, exercer a mesma função.
Ainda não há definição sobre o futuro secretário da Segurança Pública, até porque a saída de Caron do cargo não foi formalizada. A interinidade deve ser tocada pelo atual secretário adjunto, Mário Ikeda (coronel da reserva da BM).
Sandro Caron, secretário estadual da Segurança Pública: “Eu já tinha decidido que, quando saísse, ia me testar na área privada”
Delegado explica por que deixa o comando da área de segurança do Rio Grande do Sul e quais seus planos agora
O secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, pegou muitos subordinados de surpresa ao confirmar nesta quinta-feira (9) que vai deixar o cargo.
Os mais próximos, claro, já sabiam. Mas o motivo da saída, ressalta ele, é bom.
— O cavalo passou encilhado, para usar uma expressão muito comum aqui no Rio Grande do Sul — explica.
Caron se refere a um convite “irrecusável” que recebeu para atuar na iniciativa privada.
Aos 50 anos e faltando pouco para se aposentar, ele pediu licença não remunerada da Polícia Federal, onde fez carreira como delegado, e dispensa da função de secretário do Estado, que ocupava há quase três anos. Sai no auge, com reduções sucessivas nas estatísticas de crimes.
Aqui, resumo da entrevista exclusiva a Zero Hora:
O que o levou a sair?
Eu tinha já como foco que, o dia em que saísse daqui, queria tentar fazer essa transição para a iniciativa privada. E, numa expressão que a gente usa muito aqui, o cavalo passou encilhado. E a gente teve que aproveitar o convite recebido na iniciativa privada lá em São Paulo, uma empresa que está se estruturando exatamente agora e precisava de alguém da área de segurança. No caso, chegaram a mim, se iniciaram as tratativas, as conversações. E, claro, desde o início eu fui mantendo o governador informado, porque a gente tem uma relação de muita parceria e lealdade.
Como será a transição?
Nós fomos pensando em como fazer uma eventual transição e acabou que eu aceitei o convite. Aí eu comuniquei ao governador, e a gente começou com muita calma a pensar nessa transição. Porque a gente sabe que trocar um secretário da Segurança não é uma coisa que se possa fazer muito rápido. Para ter solução de continuidade. Isso é o mais importante.
Por enquanto permanece o coronel Mário Ikeda como secretário?
Por enquanto está o Ikeda (atual secretário adjunto), é isso. Fica na interinidade. Agora o governador vai avaliar, e já deve estar avaliando aí quem vem para o meu lugar.
Atual adjunto, Mário Ikeda será interino na SSP até decisão do governador.Gabriel Centeno / SSP
O senhor sai satisfeito?
Eu estou muito satisfeito, porque coloquei exatamente como o último desafio da minha carreira ser secretário aqui no meu Estado. Então, a gente poder contribuir, ter essas quedas históricas no número de crimes, poder também sair no auge e entregar alguma melhora para o Estado nos deixa muito feliz.
Eu também já vinha há horas avaliando que o momento era de buscar essa transição. Eu tenho 50 anos e não tenho ainda a condição de me aposentar na Polícia Federal, mas o diretor-geral me concedeu licença para interesses particulares. É uma licença sem vencimento, eu fico autorizado a trabalhar na iniciativa privada. A PF avaliou, e a licença foi publicada no dia de hoje. É um novo desafio, uma nova fase da minha carreira, após 27 anos no serviço público. E eu já tinha há muito tempo decidido que, quando saísse da secretaria, iria tentar me testar na área privada. Poderei me aposentar da PF aos 53 anos.
A empresa em que o senhor vai trabalhar é uma multinacional?
É uma empresa que está se estabelecendo em São Paulo. Por questões de sigilo, eu ainda não posso mencionar qual, mas é uma empresa que vai ser feita aqui no Brasil, que vem exatamente tentar desenvolver algo impactante na área de segurança pública para o Brasil. Inclusive, nós temos pessoas de fora, brasileiros que estavam fora do país e estão voltando para trabalhar. Eu também aceitei, porque eu imagino que vou poder seguir contribuindo para a segurança pública, agora em outro local.
Quero também deixar claro que a gente já vinha há cinco anos como secretário. Eu emendei o Ceará (onde foi secretário da Segurança) com aqui, então a gente acha que já conseguiu dar contribuição. Que era o momento de ir para este segundo tempo da minha carreira. E realmente eu já tinha decidido que, quando eu saísse aqui da secretaria, eu não queria mais trabalhar no público, eu ia tentar algo no privado.
Como o senhor avalia os números da segurança?
Sandro Caron deixa SSP para seguir carreira na iniciativa privada.Ivan Pacheco / Agencia RBS
A gente fica muito feliz de poder terminar a missão divulgando os indicadores de setembro. A gente teve o mês mais seguro da história novamente. Já tínhamos batido esse recorde em agosto, como o mês mais seguro, e agora, em setembro, a gente teve novamente. Queda histórica.
Em relação a homicídios e roubos de veículo, setembro deste ano, quando eu comparo com setembro do ano passado, a gente teve uma redução de 50%. Quero destacar que o Rio Grande do Sul tem um programa muito bem estruturado, que é o programa RS Seguro, e tenho certeza continuará colhendo bons indicadores. Ele nem é mais um programa de governo, ele é de Estado. E quero agradecer a todo o apoio do governador Eduardo Leite, com os investimentos.
A saída é para já ou o senhor vai ficar um tempo ainda em Porto Alegre?
A ideia é que agora, nos próximos dias, haja esta definição e esta troca definitiva no cargo. Porque a gente sabe que a segurança pública é uma área que não pode ficar muito tempo com essa indefinição. E o governador vai tomar rapidamente a decisão de quem assume a secretaria no meu lugar.
A estratégia aproxima os agentes de segurança da comunidade
Correio do Povo
Um policiamento que alia agilidade, proximidade com a população e resultados práticos vem ganhando destaque em Porto Alegre. Trata-se do patrulhamento com bicicletas da Brigada Militar, presente nas áreas do 1º BPM (Menino Deus e Praia de Belas) e do 9º BPM (Floresta, Azenha, Cidade Baixa, Santana, Farroupilha, Bom Fim e Centro Histórico), com forte presença em regiões de grande circulação, como a Redenção, Moinhos de Vento, Avenida Azenha e pontos turísticos.
Segundo o tenente-coronel Eduardo Moura Mendes, comandante do 1º Batalhão, a principal característica dessa modalidade é a visibilidade e a fácil identificação dos policiais, que interagem constantemente com moradores, comerciantes e frequentadores dos espaços públicos. “É um policiamento de proximidade e prevenção, que dialoga com a comunidade e consegue atuar com agilidade no dia a dia”, destacou.
Já o tenente-coronel Hermes Völker, comandante do 9º Batalhão, ressalta que o objetivo das bikes patrulhas é oferecer uma abordagem mais acessível, fortalecendo a confiança entre polícia e comunidade. “Além da proximidade, as bicicletas proporcionam agilidade e mobilidade em locais de difícil acesso, como vielas, becos e ciclovias, com custo operacional menor em relação às viaturas e ainda com contribuição ambiental, reduzindo poluição e ruídos urbanos”, observou.
Sensação de segurança
Os policiais de bicicleta não apenas patrulham, mas também mantêm contato direto com escolas, comércios e órgãos públicos, fortalecendo a sensação de segurança. A presença nos parques aproxima a Brigada da população e cria vínculos de confiança.
No 9º BPM, por exemplo, as patrulhas de bicicleta atendem ocorrências como pequenos furtos, abordagens suspeitas, consumo de drogas, perturbação do sossego e apoio em eventos públicos. Também atuam em primeiros socorros e auxílio a vítimas em áreas de difícil acesso. “A atividade contribui ainda para a melhora da condição física dos policiais, amplia a resistência e permite ações discretas e muito rápidas em situações táticas”, completou o comandante Völker.
Vantagem operacional
A mobilidade das bicicletas em meio ao trânsito congestionado da capital garante rapidez no deslocamento. Essa vantagem operacional resulta em prisões por furtos, tráfico de drogas e recaptura de foragidos, muitas vezes em situações em que o fator surpresa joga a favor dos policiais.
De acordo com o comandante Eduardo, a comunidade reconhece e valoriza esse tipo de policiamento. “É uma tropa que cativa o público e é bem quista em nossa área. Dinâmica, efetiva e próxima da população”, resumiu.
Modelo ganha adeptos O policiamento de bicicleta funciona, em geral, durante o dia, e em alguns casos também à noite, especialmente em eventos. Cada policial se voluntaria para a atividade e recebe treinamento, além de contar com equipamentos completos para a função.
O resultado, segundo os próprios PMs, é positivo: mais ocorrências atendidas, maior aproximação com a comunidade e uma imagem de confiança construída diariamente.
Características positivas do policiamento com bicicletas
Visibilidade e fácil identificação dos policiais.
Agilidade nos deslocamentos, mesmo em áreas congestionadas.
Contato direto com moradores, comerciantes, turistas e frequentadores de parques.
Atuação comunitária, preventiva e de proximidade.
Menor custo operacional e contribuição ambiental (menos poluição e ruídos).
Efetivo voluntário e motivado, que também melhora sua condição física.
Possibilidade de abordagens discretas e ágeis em ações táticas.
Principais ocorrências atendidas por bike patrulhas
Prisões por furtos em estabelecimentos comerciais e espaços públicos.
Ações contra o tráfico de drogas.
Recaptura de indivíduos foragidos.
Abordagens preventivas em parques, ruas movimentadas e áreas turísticas.
Apoio a ocorrências emergenciais, despachadas via Copom.
Atendimento a casos de perturbação do sossego e primeiros socorros.
Benefícios para a comunidade
Maior sensação de segurança nos bairros e parques.
Relação de confiança e cordialidade entre população e PMs.
Presença constante em locais de grande circulação e eventos públicos.
Respostas rápidas em situações emergenciais, muitas vezes antes das viaturas.
Estímulo à participação comunitária, como na manutenção das bicicletas.
Aproximação da Brigada Militar com todas as faixas etárias, de idosos a crianças.
Centro Integrado de Operações e Emergência (Copom) também faz parte das medidas que modificaram indicadores criminais
Correio do Povo
A nova estrutura digital de combate ao crime, adotada pela Brigada Militar (BM), completa um ano em Porto Alegre na terça-feira (30), composta pelo Centro Integrado de Operações e Emergência (Copom) e pelo uso de câmeras corporais em policiais militares.
Conforme a BM, a novidade resultou em um impacto positivo nos indicadores criminais, com diminuição de 74% nos conflitos entre a população e PMs após o início do uso das câmeras corporais. O resultado é composto por reduções nos registros de resistência (queda de 87%), desacato (- 70%) e desobediência (- 65%).
De acordo com o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Fábio da Silva Schmitt, as câmeras corporais permitiram reduções expressivas. “Isso significa menos confrontos, mais transparência e maior confiança da comunidade na Brigada Militar”, destaca.
Conforme a instituição, além de contribuir para a diminuição dos conflitos, as câmeras corporais trouxeram benefícios diretos para os próprios policiais. Segundo o coronel Schmitt, houve maior segurança jurídica, com diminuição de acusações infundadas e menos procedimentos internos, como IPMs e sindicâncias. “O PM pode trabalhar com mais tranquilidade, profissionalismo e respaldo da prova audiovisual. Mesmo com menos prisões por resistência ou desacato, aumentaram as apreensões de armas, drogas e flagrantes qualificados”, complementa.
O Copom, por sua vez, também completa um ano de funcionamento. Com tecnologia de georreferenciamento, cercamento eletrônico e integração em tempo real, o centro qualificou milhares de atendimentos e agilizou o direcionamento das equipes em campo. “Esse primeiro ano mostrou que tecnologia e planejamento não substituem o policial, mas o fortalecem, tornando o serviço mais próximo da comunidade e mais legítimo”, avalia Schmitt.
Outro avanço está na documentação das ocorrências, inclusive em casos sensíveis como violência doméstica. As gravações não apenas qualificam provas, mas também proporcionam mais confiança para vítimas e mais eficiência para a Justiça.
O cenário confirma a aposta da Brigada Militar em inovação. Em meio a um crime cada vez mais sofisticado, a corporação tem investido em inteligência artificial e recursos de vigilância para ampliar a segurança pública no Estado. Câmeras corporais, videomonitoramento inteligente, drones operacionais e testes de reconhecimento facial fazem parte desse processo.
Atualmente, cerca de 2.700 câmeras estão integradas ao sistema do Copom, enquanto as mil câmeras corporais em uso pelos PMs da Capital geram mais de quatro mil gravações por dia. Cada guarnição sai às ruas com equipamento que grava áudio, vídeo e conta com GPS, garantindo transparência e respostas mais rápidas. “Porto Alegre hoje tem um modelo de segurança mais transparente, tecnológico e eficiente, que pode servir de referência para todo o Rio Grande do Sul”, resume o comandante do CPC.