BM lança edital com 120 vagas para oficiais, com salários de R$ 21,5 mil

Inscrições para o concurso iniciaram ao meio-dia desta segunda-feira e seguem até 5 de maio

Correio do Povo

Com 120 vagas para a carreira do oficialato superior, a Brigada Militar (BM) lançou nesta segunda-feira um edital de concurso com 120 vagas. As inscrições iniciaram ao meio-dia e seguirão até as 17h do dia 5 de maio, realizadas através do site do Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade).

Conforme a BM, das 120 vagas, 99 serão providas por ampla concorrência. As 21 vagas restantes são destinadas a cotistas, sendo 19 para pessoas negras, uma vaga para pessoas trans e uma vaga para integrantes dos povos indígenas.

Interessados em realizar as inscrições devem ter, no máximo, 29 anos durante o período. Para os militares que já atuam no RS, não há limite de idade. Também é necessário possuir curso superior em Direito até a data da inclusão. Para os candidatos homens, a altura mínima é de 1,65m, enquanto, para as mulheres, é necessário ter, pelo menos, 1,60m.

A seleção será realizada por meio de quatro fases, tendo como primeira o exame de capacidade intelectual, com prova objetiva, discursiva, oral e de títulos. A segunda etapa será um exame de saúde. A terceira fase será um exame de capacidade física (conhecido como TAF). Por fim, os candidatos realizarão uma avaliação psicológica. Todas as fases do concurso serão realizadas em Porto Alegre.

A prova objetiva será composta por 80 questões de múltipla escolha. As disciplinas abordadas são: língua portuguesa, direito administrativo, direito constitucional, direito penal, direito processual penal, legislação extravagante e direitos humanos, direito civil e processual civil, direito penal militar, direito processual penal militar e legislação aplicada à função. A previsão de aplicação da prova é para o dia 29 de junho. As datas de realização das demais etapas do concurso serão divulgadas posteriormente.

No exame de capacidade física (TAF), os candidatos do gênero masculino deverão realizar cinco flexões de barra, 40 abdominais em 60 segundos e percorrer 2.500 metros em 12 minutos. Já as candidatas deverão realizar 20 segundos de isometria na barra fixa, 32 abdominais em 60 segundos e deverão percorrer 2.100 metros em 12 minutos.

Os aprovados realizarão o Curso Superior Policial Militar (CSPM), na condição de alunos-oficiais. Durante o CSPM, que tem duração aproximada de dois anos, os alunos receberão bolsa auxílio correspondente a 50% da remuneração de capitão da BM, além de etapas de alimentação e assistência à saúde.

Após a conclusão do curso, serão nomeados para o primeiro posto da carreira do oficialato, o de capitão, cujo salário é de R$ 21.513,44. Além deste valor, os futuros capitães receberão auxílio-alimentação no valor de R$ 400.

Entrevistas e informação, STUDIO190 do Correio Brigadiano na 21ª Copa Tiradentes

A Studio 190, que compõe a Rede ABC da Segurança Pública, esteve presente prestigiando o evento.

Na oportunidade, além de levar o entretenimento foram realizadas entrevistas com assuntos relacionados a segurança pública, em especial sobre questões que envolvem os servidores desta área. Questões políticas da classe do estado e do país.

Entrevista com o presidente estadual da Associação dos Sargentos Subtenentes e Tenentes da BM e CBM e Presidente da Associação dos Servidores de Nível Médio da BM – ABAMF, abordando o tema da mobilização dos servidores para 2025.

ASSISTA A ENTREVISTA ABAIXO


Além dos dirigentes foram entrevistados os associados Ten. RR. João Américo Aguirre e Sargento Luiz Ernesto Barriquel, sobre a conjuntura política do do estado e do país e a representação da segurança nós parlamentos.

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PATROCÍNIO

A Unidade móvel da Studio 190 contou com o patrocínio dos apoiadores da Segurança Pública:

Rio Grande do Sul tem 80 delegacias com um só servidor

Dado é da Associação dos Delegados de Polícia (Asdep-RS). Situação só não é dramática porque existem PMs que fazem o policiamento preventivo nessas cidades

Humberto Trezzi GZH

Exércitos de um homem só. É essa a situação em 80 delegacias do Rio Grande do Sul, conforme dado fornecido pela Associação dos Delegados de Polícia (Asdep-RS) ao colunista. São DPs com apenas um servidor, que faz de tudo um pouco: serviço cartorial, investigação e, eventualmente, prisões.

Todos os casos são no Interior. A existência de DPs com um só policial é problema histórico no território gaúcho e não é exceção, no cenário brasileiro. É uma situação que só não é dramática porque todas as cidades contam com equipes de policiais militares, que fazem o policiamento preventivo e repressivo. São o braço mais utilizado e numeroso da segurança pública, enquanto aos policiais civis cabe a tarefa prioritária de esclarecer os crimes. E os PMs contam com eventuais reforços dos Batalhões de Choque, em cada região.

A Asdep ressalta que, na falta de efetivo suficiente para dotar cada cidade gaúcha com um policial civil, a lei 16181/24 (de outubro passado) estabeleceu que a Polícia Civil passaria a pagar sobreaviso aos servidores que são únicos em suas repartições.

— Esses funcionáros são como escravos do Estado. Pra teres uma noção, só numa coordenadoria regional existem 16 delegacias com somente um policial. São servidores que estão de serviço sempre, submetidos ao celular. A lei de outubro estabeleceu que, a partir de 1º de janeiro, esses policiais fariam jus a este adicional. Vamos adiantados em março e nem notícia dese pagamento — comenta o presidente da Asdept, delegado Guilherme Wondracek.

O chefe da Polícia Civil gaúcha, delegado Fernando Sodré, admite a existência das DPs com um só policial e diz que os trâmites administrativos para garantir o pagamento de sobreaviso aos agentes estão em fase de finalização.

— Fui informado de que serão concluídos em seguida, inclusive com pagamento de atrasados — conclui Sodré.

A solução da falta de servidores depende de concursos. Há um para a Polícia Civil, previsto para acontecer em abril.

Brigada Militar abre concurso público com 1.200 vagas para soldado

Inscrições podem ser feitas até as 17h do dia 22 de abril

Correio do Povo

A Brigada Militar abriu, nesta sexta-feira, concurso público com 1.200 vagas para soldado de primeira classe. As inscrições já começaram e seguem até as 17h de 22 de abril, pelo site da banca Fundatec. Entre as vagas, 984 serão providas por ampla concorrência, 192 estão reservadas para pessoas negras, 12 são para pessoas trans e outras 12 vagas foram abertas para pessoas integrantes dos povos indígenas.

Para se inscrever, é necessário ter Ensino Médio completo e idade máxima de 25 anos. A altura mínima para candidatos do gênero masculino é de 1,65m; para as candidatas do gênero feminino, é de 1,60m. Além disso, é preciso ter habilitação válida na categoria B. Outros requisitos estão previstos no Capítulo V, item 1 do edital.

A seleção será realizada por meio de prova escrita, exame de saúde, exame de capacitação física (TAF) e avaliação psicológica. A prova escrita tem previsão de aplicação em 8 de junho e será composta pelas disciplinas de língua portuguesa, legislação específica, conhecimentos gerais, matemática, direitos humanos e cidadania e informática.

No exame de capacitação física, os candidatos do gênero masculino deverão executar cinco flexões de barra, 40 abdominais em 60 segundos e percorrer 2.500m em 12 minutos. Já as candidatas do gênero feminino deverão realizar 20 segundos de isometria na barra fixa, 32 abdominais em 60 segundos e percorrer 2.100m em 12 minutos. As datas de aplicação dos exames de capacitação física serão divulgadas posteriormente.

O subsídio inicial é de R$ 5.944,85, com auxílio-alimentação no valor de R$ 400. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, exceto durante o Curso Básico de Formação Policial Militar (CBFPM), no qual a jornada será de acordo com o currículo de ensino e com o regimento interno de cada escola. O concurso tem validade de dois anos, podendo ser renovado, uma vez, pelo mesmo período.

Batalhões de Choque e Operações Especiais ganham seis blindados do Exército para ações no RS

Efetivo da Brigada Militar recebeu veículos de combate Urutus e mais 20 fuzis em cerimônia no Comando Militar do Sul

Marcel Horowitz Correio do Povo

A Brigada Militar recebeu a doação de seis blindados, além de armamento de grosso calibre, do Exército Brasileiro. Os equipamentos foram entregues na manhã desta segunda-feira, em cerimônia no Quartel-General do Comando Militar do Sul (CMS), no Centro Histórico de Porto Alegre.

Foi o deputado estadual Gustavo Victorino (Republicanos) que deu o primeiro passo da iniciativa. Ele articulou a doação por mais de um ano.

“O objetivo é contribuir para as ações das forças de segurança no combate à criminalidade, bem como nos casos de desastres climatológicos. São veículos multiuso e que podem se impulsionar na água, com alto alcance em áreas de difícil acesso”, explicou o parlamentar.

Os carros de combate foram entregues aos efetivos do Comando de Polícia de Choque (CPChq) e Batalhão de Operações Especiais (Bope). Agora, o Rio Grande do Sul passa a contar com uma versão própria do Caveirão, o blindado utilizado em operações de elite no Rio de Janeiro.

As viaturas são todas do modelo Urutu, o primeiro tipo de blindado totalmente anfíbio desenvolvido no Brasil, e já utilizado em dezenas de missões internacionais, como no Haiti e no Oriente Médio. Antes da BM receber as doações, a Engese, empresa fabricante, adequou o maquinário para o uso policial, sem nenhum custo ao poder público.

Para aprender o manuseio dos veículos, 31 policiais militares de diversos municípios gaúchos receberam instruções práticas e teóricas no 8º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, na zona Sul da Capital. O período de capacitação ocorreu ao longo de 10 dias, no final de fevereiro.

Doação de seis viaturas blindadas de transporte pessoal do exército para a Brigada Militar

Pedro Piegas

Os Urutus têm tração nas seis rodas e são capacitados para guiar em praticamente todo o tipo de terreno. Além disso, contam com uma blindagem que suporta rajadas de metralhadora e tiros de fuzil.

Por mais de 50 anos, os Urutus foram empregados nas fileiras do Exército. Atualmente, porém, estão sendo substituídos por outro blindado mais moderno, o Guarani, que tem design modular e permite a incorporação de diferentes armas, sensores e sistemas de comunicações no mesmo carro.

O governador Eduardo Leite destacou que, além do reforço na segurança pública, o uso dos blindados também será imprescindível no enfrentamento de catástrofes climáticas. Ele relembrou das enchentes de maio para exemplificar a questão.

“As doações são muito relevantes no que diz respeito ao enfrentamento da criminalidade, mas também vão servir como suporte em situações extremas, como a que vivemos no ano passado. Isso materializa uma parceria que vai muito além dos veículos. Sabemos que podemos contar com o Exército sempre que o Rio Grande do Sul precisar. Estamos em barcos distintos, mas remamos para a mesma direção”, pontuou o chefe do Executivo Estadual.

Somados aos veículos, a BM ainda recebeu 20 fuzis automáticos leves (FAL) calibre 7.62 milímetros. Originalmente produzido na Bélgica, o FAL se popularizou entre exércitos durante a Guerra Fria, sendo usado em mais de 90 países.

De acordo com o Comandante Militar do Sul, general Hertz Pires do Nascimento, o assalto no Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul, evidenciou a importância de equipar as forças policiais. O crime ocorreu no dia 19 de junho do ano passado e resultou na morte do 2º sargento da BM, Fabiano Oliveira, aos 47 anos. Os assaltantes conseguiram levar quase a metade dos R$ 30 milhões de um banco que chegavam ao terminal e seriam transportados por um carro-forte.

“O assalto no aeroporto foi uma ação em que os criminosos utilizaram armamento pesado. Isso nos chamou atenção. O que estamos fazendo [com a doação] é apenas um grão de areia, mas certamente vai ajudar os policiais. Todos nós temos que ter consciência da importância da segurança pública para a sociedade gaúcha”, enfatizou o general Hertz Pires.

Polícia gaúcha recebe novos delegados em meio à queda no efetivo

Turma de 19 formandos foi recepcionada na sede da Associação dos Delegados do RS

Marcel Horowitz Correio do Povo

Uma turma de 19 novos delegados será incorporada às fileiras da Polícia Civil gaúcha. Na noite de quinta-feira, o grupo foi recebido na sede da Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep), no bairro Azenha, em Porto Alegre. O reforço dá folego ao efetivo, mas a oscilação no número de profissionais ainda preocupa a categoria.

O grupo é oriundo do último concurso público, realizado em 2018, pelo Executivo Estadual. A expectativa é de que os recém-formados na Academia de Polícia (Acadepol) passem a integrar a segurança pública ainda no primeiro semestre do ano.

De acordo com informações da Asdep, o histórico recente do quadro de delegados na ativa apresentou oscilação nos últimos 10 anos. Em 2015, havia 524 membros da classe em atuação no Estado. Já em 2019, o número caiu para 435, o menor da década.

O levantamento mais recente é de março e atesta que há 498 delegados em atividade em solo gaúcho. Agora, com os formandos, o contingente chegará a 517.

Na visão do presidente da Asdep e ex-chefe de Polícia, Guilherme Wondracek, o reforço na segurança pública merece ser celebrado, mas o atual quadro ainda está longe de ser o ideal. Ele aponta a falta de valorização como principal causa do baixo efetivo.

“O mundo do crime está cada vez mais organizado. Na contramão disso, temos uma polícia pouco valorizada e com queda no número de profissionais. Isso é um problema que pode afetar a qualidade do trabalho da Polícia Civil como um todo, o que, consequentemente, também atinge a população”, avaliou o delegado Wondracek.

A evasão ainda pode ser observada em outros cargos da PC. Conforme o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores do RS (Ugeirm), em 2023, foram 61 exonerações, agravadas por mais 48 no ano passado. Como se isso não bastasse, desde o último mês de janeiro, ocorreram outras 19.

O vice-presidente do Ugeirm, Fábio Nunes Castro, indica que a média de exonerações em 2025 é de uma a cada quatro dias. Ele também aponta a falta de valorização como motivo do cenário atual.

“Nesse ritmo, teremos um recorde nunca visto de exonerações na polícia gaúcha. Isso é resultado dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho. Na semana passada, por exemplo, houve um novo princípio de incêndio, desta vez na DP de Camaquã. A situação pela qual atravessam os profissionais da segurança pública é catastrófica”, enfatizou o vice-presidente do Ugeirm.

Luciano Lindemann assume comando da Polícia Penal: “foco na ressocialização”

Novo superintendente garante não medir esforços para expandir a mão de obra prisional

Marcel Horowitz Correio do Povo

Luciano Lindemann é o novo superintendente da Polícia Penal. A nomeação foi publicada em edição do Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, mas o processo de transição já ocorria desde a semana passada. Antes dele, Mateus Schwartz, indicado por Eduardo Leite, ocupava o cargo.

De acordo com Lindemann, um dos desafios da gestão é aprimorar as relações pessoais, de forma humanizada. Outro, é manter o crescimento do efetivo.

O novo superintendente também garante não medir esforços rumo à ressocialização da massa carcerária. Ele aposta na mão de obra prisional para recuperar os detentos.

“Nosso foco é ressocialização e trabalho prisional. Vamos criar mais perspectivas aos egressos, para que eles consigam garantir o próprio sustento e, assim, começar uma nova vida”, destaca Luciano Lindemann.

Nascido em Porto Alegre, Lindemann tem formação em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e em Gestão de Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina, além de especialização em Gestão Integrada da Segurança Pública pela mesma instituição.

Ele começou no sistema prisional em 2007, no cargo de agente penitenciário da então Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Atuou na Penitenciária Modulada Estadual de Osório e, como chefe de segurança, no Presídio Estadual de Taquara.

O gestor também foi delegado titular da 1ª Região Penitenciária e diretor de unidades. Ele comandou o Instituto Penal de Canoas, Presídio Estadual de São Leopoldo, Departamento de Segurança e Execução Penal, Instituto Psiquiátrico Forense e, por último, a Cadeia Pública de Porto Alegre, o antigo Presídio Central.

Luciano Lindemann atuou diretamente na última etapa de transferência de presos do velho Central, em 2024. O processo realocou mais de 1,5 mil detentos a casas prisionais na Região Metropolitana e em Charqueadas.

“Assumo o novo cargo com o compromisso de seguir no fortalecimento da segurança do nosso sistema prisional, promover a ressocialização dos apenados e manter um diálogo constante com nossos servidores. Agradeço ao secretário Viana e ao governador Eduardo Leite pela oportunidade. Estaremos abertos ao diálogo e à construção de soluções conjuntas com os servidores, sempre com o objetivo de fortalecer a Polícia Penal como instituição essencial à segurança pública do Rio Grande do Sul”, finaliza o superintendente.

BM receberá seis blindados que podem virar versão gaúcha do Caveirão carioca

Viaturas Urutu são um presente do Exército, que também doou 20 fuzis. Entrega ocorre no início da próxima semana

Humberto Trezzi GZH

A Brigada Militar contará a partir desta segunda-feira com versões próprias do famoso Caveirão carioca, o blindado usado em operações contra quadrilhas com alto poder de fogo. Os Batalhões de Choque (BPChq) e de Operações Especiais da BM (BOPE) receberão seis viaturas de transporte de pessoal Urutu, doadas pelo Exército. E, de brinde, mais 20 Fuzis Automáticos Leves (FAL, calibre 7.62mm).

A entrega será feita em solenidade às 9h30min de segunda-feira, no Quartel-General do Comando Militar do Sul (CMS), em Porto Alegre, com presença do Comandante Militar do Sul, general Hertz Pires do Nascimento, e do governador do Estado, Eduardo Leite. Um dos blindados doados à Brigada Militar estará em exposição ao lado do QG do CMS, na Avenida Padre Tomé, no Centro Histórico da capital gaúcha.

Os Urutus, carros de combate anfíbios que participam das principais missões das Forças Armadas brasileiras desde os Anos 80, estão gradualmente cedendo espaço para veículos mais modernos. É o caso do Guarani, também capaz de deslocamentos em água e terra.

Os Urutus têm tração nas seis rodas e podem se deslocar em quase todo o tipo de terreno. Contam também com blindagem capaz de suportar tiros de fuzil e metralhadora. Para aprender a manejar o veículo, em fevereiro 31 policiais militares de diversas cidades do Estado participaram de

estágio de capacitação. Durante 11 dias, eles tiveram instruções teóricas e práticas no 8º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, em Porto Alegre, que os capacitaram a operar os blindados.

Policiais Militares assumem a diretoria do CONSEPRO de nova Petrópolis

O Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (CONSEPRO) de Nova Petrópolis empossou sua nova diretoria para o biênio 2025-2026, reforçando seu compromisso com a segurança pública do município. O Tenente aposentado Francisco Marques Neto assumiu a presidência, tendo como Vice-Presidente o Coronel Luiz Sérgio Lacerda Gonçalves.

Desde a assunção do cargo, o presidente eleito tem buscado articulação com as principais autoridades locais para fortalecer a atuação do CONSEPRO. Entre os encontros institucionais, reuniu-se com o Prefeito de Nova Petrópolis, Daniel Carlos Michaelsen, o Vice-Prefeito Alexandre da Silva, o Presidente da Câmara de Vereadores, Inspetor Robison Reolon, o Chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Delegado Fernando Antônio Sodré de Oliveira, e o Comandante-Geral da Brigada Militar, Coronel Cláudio dos Santos Feoli.

Em cada uma dessas ocasiões, o presidente Francisco Marques Neto destacou a necessidade de ampliar as condições de trabalho das forças de segurança, buscando apoio para a destinação de viaturas, equipamentos essenciais e outros investimentos fundamentais. Ele reforçou que a parceria entre poder público e comunidade é determinante para otimizar a atuação da Brigada Militar e da Polícia Civil no município.

Além da segurança, a nova diretoria do CONSEPRO também direcionará esforços para ampliar a captação de recursos, garantindo que o conselho continue desempenhando um papel estratégico na viabilização de soluções concretas para a cidade. O apoio maciço das autoridades reforça o alinhamento da nova gestão e a importância do CONSEPRO como elo entre sociedade civil e forças policiais.

A nova diretoria reafirma seu compromisso com a melhoria da segurança pública de Nova Petrópolis, fortalecendo o diálogo e a cooperação para proporcionar mais proteção e qualidade de vida aos cidadãos.

BM registra queda de 77% no número de desacatos após a implementação das câmeras corporais; sindicâncias caíram 42%

Dos mil equipamentos adquiridos para uso da polícia militar, 910 estão em utilização nos batalhões da Capital. Dados indicam um aumento da apreensão de armas e drogas e aplicação da Lei Maria da Penha 

Guilherme Milman GZH

Prestes a completar seis meses, o uso de câmeras corporais em uniformes da Brigada Militar tem apresentado resultados positivos, conforme dados fornecidos pelo Centro Integrado de Operações e Emergência da Brigada Militar (Copom) a pedido de Zero Hora.

No 9º Batalhão de Polícia Militar, o primeiro a utilizar os equipamentos, o número de prisões por desacato caiu 77%, passando de 18 para 4. Os casos de resistência caíram ainda mais: 76,5%.

Uma das primeiras policiais a utilizar o equipamento, a soldado Roberta Souto afirma que a maioria das pessoas já nota a presença da câmera na farda no momento da ação.

— A gente nota, sim, uma diminuição nos desacatos durante as abordagens. Existe um maior respeito em relação ao trabalho policial.

Durante esses período, ela afirma ter conseguido registrar situações que, com a captação da imagem, auxiliaram no desdobramento do crime na Justiça.

— Teve um atendimento de ocorrência em que o indivíduo estava portando arma de fogo. Ele foi preso naquele momento e depois ele pediu para que a guarnição liberasse ele oferecendo uma quantia (em dinheiro). Ele está preso até hoje por conta da câmera, pois o Ministério Público validou o depoimento policial ao solicitar as imagens —  conta.

André Ávila / Agencia RBS
Antes de sair para o serviço, os policiais instalam a câmera na altura do peito.André Ávila / Agencia RBS

O número de abertura de inquéritos policiais militares (IPM), instaurados quando há suspeita de crimes cometidos pelos policiais durante as abordagens reduziu 45%, de 20 para 11 no último trimestre do ano passado comparado ao mesmo período de 2023 no 9º Batalhão de Polícia Militar.

Já a quantidade de sindicâncias, abertas para apurar algum erro, caiu 41,7%, baixando de 12 para 7. Os procedimento administrativos disciplinares, que são as punições feitas caso for identificada alguma irregularidade, reduziram 41,9%.

— Pelo fato novo das câmeras é possível atribuir ao uso dos equipamentos. O comparativo com o ano anterior é muito significativo. Há também um aumento da apreensão de armas e drogas e aplicação da Lei Maria da Penha —  afirma o comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Fábio Schmitt.  Atualmente, todas as câmeras disponíveis para o trabalho ostensivo estão em uso.

Como funciona

Antes de sair para o serviço, os policiais instalam a câmera na altura do peito. O equipamento possui um botão, que ao ser ativado, fica verde. Neste momento, a câmera passa a capturar imagens no “modo rotina”, em que é possível visualizar o que está sendo visto pelo PM, mas sem captar o som ambiente.

No momento da ocorrência, ele clica duas vezes no botão, acionando a cor vermelha. Nesse momento, é ativado o “modo intencional”, e a câmera passa a filmar em alta resolução e com o áudio.

Essas imagens, do ponto de vista do policial, são transmitidas em tempo real no Copom. Na manhã desta quinta-feira (13), a reportagem esteve na central e viu uma ocorrência ser atendida no momento em que acontecia. O motorista de um ônibus havia sido agredido. Enquanto um policial está dentro do coletivo prestando atendimento, o outro, com a câmera, mostra a ação ocorrendo.

— Como eles estão no atendimento de uma ocorrência, passa a ser intencional. A partir daí nós podemos observar as imagens, tomar decisões e, se for o caso, falar com os policiais que estão lá — explica Schmitt.

Apenas em Porto Alegre

Das mil câmeras adquiridas para uso da Brigada Militar 910 estão em uso nos batalhões da Capital. As outras 90 foram levadas, parte para o Departamento de Ensino da Brigada, e parte para o 4º Regimento de Polícia Montada (Rpmon). 

Equipamentos por batalhões

  • 1º BPM – (desde 7 de novembro de 2024): 160 câmeras
  • 9º BPM – (desde 30 de setembro de 2024): 215 câmeras
  • 11º BPM – (desde 22 de novembro de 2024): 140 câmeras
  • 19º BPM – (desde 22 de outubro de 2024): 115 câmeras
  • 20º BPM – (desde 26 de outubro de 2024): 150 câmeras
  • 21º BPM – (desde 15 de dezembro de 2024: 130 câmeras


Até o momento não há previsão de uso em outros municípios gaúchos. Para isso, seria necessária uma nova compra. A reportagem questionou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre a possibilidade e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.