Alunos que concluirão o CTSP e estão aptos a promoção visitam o o Departamento Administrativo da BM

Na manhã desta terça-feira (21/01), compareceu na sede do Departamento Administrativo (DA) da Brigada Militar (BM) a turma do Curso Técnico de Segurança Pública 2ª Edição/2023.

O Diretor Administrativo, Cel Cléber Rodrigues dos Santos, deu as boas-vindas aos alunos, que após à conclusão do curso estarão aptos à promoção de 2º Sargento.

A visita dos alunos teve como finalidade apresentar a Estrutura do DA, referente às Divisões e suas Seções Administrativas. Esclarecer e discutir os principais aspectos da execução orçamentária divulgar o curso sobre o tema e capacitar os militares estaduais da carreira da BM a exercerem a função de analista/auxiliar de 4ª Seção.

Brigada Militar patrimônio do povo gaúcho, rumo aos 200 anos.

“Em caso de emergência, ligue 190”

Comunicação Social do Departamento Administrativo da Brigada Militar – Porto Alegre/RS

Texto e 📷 Sd PM Têmis.

Governo anuncia Isenção de Imposto de Renda para quem ganha até de 5 mil reais

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta noite a isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. A medida é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vista dentro do governo como uma iniciativa de grande alcance popular, a elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda pode ser uma forma de atenuar o desgaste que pode ser causado pela trava que será imposta ao reajuste do salário mínimo que entrará no pacote de corte de gastos.

Qual é a faixa de isenção do Imposto de Renda?

Foi pensando em evitar um impacto ainda maior na arrecadação que se estuda uma forma de limitar a medida, como mostrou O GLOBO. O recolhimento do Imposto de Renda atualmente é feito por faixas. Hoje, até R$ 2.259,20 do salário de todos não é tributado. Desse valor até R$ 2.826,65, cobra-se 7,5%.

A escadinha segue até que ganhos acima de R$ 4.664,68, que recolhem alíquota de 27,5%. Além disso, há deduções que fazem a alíquota efetivamente cobrada variar.

Essa fórmula de cobrança de imposto impede que simplesmente se aumente a faixa de isenção, pois seria preciso reajustar todas as faixas.

Desconto simplificado automático do Imposto de Renda

Comando de Polícia de Choque tem novo comandante

Cerimônia também comemorou o 60º aniversário do 1º Batalhão de Polícia de Choque

passagem de comando

A Brigada Militar realizou a cerimônia de passagem de comando do Comando de Polícia de Choque (CPChq). O evento foi realizado nesta sexta-feira (30/8), no Campo de Instrução do 1º Batalhão de Polícia de Choque (1º BPChq), em Porto Alegre. Na ocasião, o coronel Cláudio de Azevedo Goggia transmitiu o cargo ao tenente-coronel Otemar Maia Bianchini.

A ocasião também marcou a ida do coronel Goggia para a Legião Altiva da Brigada Militar. Em sua trajetória de 33 anos na Corporação, o oficial serviu em diversas unidades, entre elas 1º BPM, 20º BPM, 4º RPMon, Gabinete de Comando-Geral, Departamento de Ensino e CRPO Sul. Desde março de 2023, estava à frente do CPChq, coordenando o trabalho de segurança pública nas sete unidades subordinadas: seis batalhões de choque e o 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon).

O novo comandante será o tenente-coronel Otemar Maia Bianchini, que estava à frente do 6º Batalhão de Polícia de Choque (6º BPChq), de Uruguaiana. Durante a sua trajetória, já foi comandante, no 1º BPChq, do Pelotão de Choque, da 2º Companhia de Choque e da 4º Companhia de Patrulhas Especiais. O oficial também esteve à frente de missões na Força Nacional de Segurança Pública e em projetos especiais, como o Batalhão da Copa 2014.

O secretário de Segurança Pública, Sandro Caron, destacou, em sua fala, a melhoria constante dos indicadores de resultados na pasta, mesmo após as enchentes, e atribuiu as conquistas ao trabalho dos policiais militares. “Nós tivemos 500 integrantes da segurança pública que perderam suas casas, e eles não têm profissão, têm vocação. Por isso, seguiram trabalhando e defendendo a população gaúcha, mantendo e diminuindo os indicadores de criminalidade, salvando e tendo ações humanitárias”, destacou.

Já o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feoli, que tem trajetória profissional e de vida dedicada à consolidação da doutrina do Choque da BM, falou sobre os valores associados às operações. “O Homem Choqueano é a personificação do trinômio homem-equipamento-treinamento, que caminham juntos. Com união, fé e espírito de corpo, estamos sempre prontos para qualquer missão e não apenas fazemos a missão; nós vivemos a missão”, explicou.

Aniversário do 1º BPChq

O evento assinalou os 60 anos do 1º Batalhão de Polícia de Choque, que tem sede em Porto Alegre. A ocasião teve a entrega da Medalha Mérito de Operações de Choque a 20 agraciados e a entrega da Comenda do 1º BPChq a 39 pessoas pelos relevantes serviços prestados pela unidade.

FONTE: BRIGADA MILITAR

“Não podemos passar por tudo isso e não evoluir. Tem que fazer aquisições, treinamentos”, diz secretário de Segurança Pública do RS sobre a calamidade

Durante os mês de maio, 77 mil salvamentos foram realizados no Estado. Policiais e bombeiros precisaram atuar de forma embarcada, tanto nos resgates como na prevenção à criminalidade


LETICIA MENDE GZH

Sandro Caron é delegado da Polícia Federal há 26 anos, e atua como secretário desde janeiro de 2023 Duda Fortes / Agencia RBS

Em setembro de 2020, o gaúcho Sandro Caron assumiu a Secretaria de Segurança do Ceará. O Estado amargava uma disparada dos homicídios, após motim de policiais militares no início do ano e domínio de facções. O delegado da Polícia Federal, que atuou na coordenação da segurança da Copa do Mundo de 2014 e coordenou o serviço antiterrorismo nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, estava diante de um dos maiores desafios da carreira. Após se tornar, em janeiro do ano passado, secretário da Segurança Pública do RS, passou a replicar aqui parte da experiência na redução dos assassinatos alcançada no Nordeste. 

Os homicídios vêm apresentando redução no Rio Grande do Sul, mas, no último mês, diante da maior crise climática do Estado, as forças de segurança, assim como outras áreas, foram obrigadas a se readaptarem. Viaturas precisaram ser substituídas por embarcações e servidores tiveram que se desdobrar trabalhando sete dias por semana. Estruturas tiveram de ser abandonadas pelos efetivos. Entre elas, a própria sede da SSP, no bairro Navegantes, na zona norte da Capital, onde a água tomou o térreo, causando destruição. 

Nesta semana, um dia após regressar ao prédio, Caron recebeu GZH para abordar o atual momento vivido pela segurança no RS. 

Em maio, o RS registrou 78 homicídios, que é o menor número num mês na série histórica. Como se chegou a esse resultado?

O RS vem numa queda permanente de indicadores. Nós tivemos em 2023 o ano mais seguro de toda a série histórica. E os indicadores dos cinco primeiros meses já são menores do que qualquer outro ano na série histórica. Quando assumi a secretaria, ouvi de muitas pessoas que os números tinham chegado num platô, que não iam mais baixar. Sempre temos que buscar estratégias. Tem uma expressão que uso que é “dedo no pulso”. Tem que estar sempre controlando. O dia começa às 6h30min quando recebemos um relatório do dia anterior. Depois, às 14h temos atualização, e às 18h outra. A gente olha a tendência do dia, do anterior e do mês. A medida para conter eventual aumento não é tomada no fim do mês, e sim no mesmo dia ou de um dia para o outro. A gente vê pessoas dizendo “acho que o crime no RS vai aumentar depois das enchentes”. Não temos direito de trabalhar com achismo. Temos que trabalhar com o concreto: estatísticas, indicadores, dados de inteligência e de investigação. O resto é especulação. 

Maio foi um mês totalmente atípico. Isso também impactou nos indicadores?

Credito o resultado dos indicadores, que foram os mais baixos da história, a dois fatores: o primeiro foi toda a ostensividade das forças de segurança. Trabalhamos com o maior efetivo que a polícia já colocou nas ruas nesse Estado. Durante o mês de maio, os nossos profissionais trabalharam sete dias por semana. Suspendemos férias, o governo autorizou o chamamento de brigadianos da reserva e policiais civis aposentados pelo programa Mais Efetivo, para aturarem nos abrigos. Hoje a Força Nacional tem 267 profissionais no RS. Bombeiros e policiais foram enviados diretamente por outros Estados do Brasil. Temos 521 hoje aqui. A Polícia Federal deu apoio grande e a Polícia Rodoviária Federal. O pessoal da área administrativa todo foi para a rua. Nós tivemos que nos adaptar. Em várias áreas não se podia mais usar viatura, só embarcação. O segundo fator, obviamente a gente sabe, que, assim como as enchentes impactaram cidadãos de bem, em algumas áreas que foram inundadas tínhamos pessoas com ligação com crime, que também foram impactadas. 

Havia um receio de que o RS vivesse uma disparada da criminalidade em razão das inundações. Como o senhor avalia isso?

A maioria dos casos de saques aconteceu nos três primeiros dias, em que a gente tinha que fazer uma escolha: ou salvar a vida das pessoas ou patrulhar em áreas alagadas para evitar furtos. Obviamente, salvamos as pessoas. Foram 77 mil salvamentos. Do quarto dia em diante, bombeiros, voluntários, Defesa Civil e Exército seguiram nos resgates, e a gente direcionou as polícias. Tivemos uma queda grande de notícias de furtos, e se conseguiu investigar, e prendemos nove pessoas pelos saques em Eldorado. Vi algumas menções durante esse período que o crime ia se fortalecer e os indicadores aumentar. É claro que se o Estado não fizer nada, depois de uma calamidade como essa, vai ter problema de segurança pública. Essas afirmações eram feitas levando em conta que o Estado nada faria. Durante esse período, a ordem foi tolerância zero. Prender todo mundo que se aproveitasse do momento para praticar crimes. A gente segue nesse ritmo. Só em crimes relacionados às enchentes, já prendemos 234. A Polícia Civil durante todo maio atuou muito no policiamento, auxiliando a Brigada. Essa semana entrou num modo em que a BM segue com muita força nas ruas, com apoio das PMs de outros Estados, mas a PC já voltou às suas atividades normais.  

A maioria dos casos de saques aconteceu nos três primeiros dias, em que a gente tinha que fazer uma escolha: ou salvar a vida das pessoas ou patrulhar em áreas alagadas para evitar furtos. Obviamente, salvamos as pessoas. Foram 77 mil salvamentos.

Quanto tempo esses reforços devem permanecer aqui? O que se prevê para a manutenção da segurança depois que eles deixaram o Estado?

A gente toda a semana avalia a necessidade de continuidade deles. Esses Estados não colocaram um ponto final para tirar as tropas daqui. Calculo que daqui para a frente pelo menos mais 60 dias vai ser importante manter esse reforço. A ideia é tentar coincidir a saída dessas equipes com o ingresso de mais 400 policiais da Brigada. 

As estruturas das forças de segurança também foram atingidas. O quanto isso impactou?

Quando começou a subir a água, além dos salvamento e da segurança, tivemos que mapear todas as estruturas que seriam, em tese, atingidas. Levantar móveis, retirar computadores, viaturas. Para não perder tantos bens. Principalmente, viaturas, armamentos, foram levadas para local seguro. Chegamos num momento em que tivemos que sair do prédio da secretaria, do prédio do Comando-Geral, a perícia teve que sair, o Detran teve que sair, mas nunca baixamos o ritmo das ações operacionais. Transferimos todos os comandos para o sistema de controle de incidentes, que foi montado na Academia da Polícia Militar. Foi o maior desafio de todos que estão hoje na segurança pública. Mas a segurança pública vem mais forte, mais resiliente. 

Outra frente que ainda demanda energia das polícias são as fake news. O quanto essas informações falsas prejudicaram o trabalho das forças de segurança?

Tivemos um problema muito grave de fake news. A Polícia Civil instaurou mais de 50 inquéritos, envolvendo fraudes e fake news. Tirou mais de 70 perfis do ar, de rede social. Ninguém está preocupado se o cidadão está criticando ou enaltecendo as ações do Estado na internet. Nós focamos é nas fake news que tinham potencial de criar um problema operacional gravíssimo. Durante aquele período em que os voluntários estavam ajudando e muito, soltaram uma fake news dizendo que a Brigada estava apreendendo toda embarcação voluntário. Essa notícia tinha objetivo muito claro de inibir os voluntários a ir. Então, é uma questão criminosa. Outra fake news, que também instauramos inquérito, que tinha ocorrido o roubo de mil fardas da Brigada. E aí soltaram vídeos dizendo que se chegassem homens fardados era para ter cuidado porque poderiam ser bandidos. Quem solta uma notícia dessa tem objetivo de criar uma situação de um cidadão daqui a pouco confundir um policial com um criminoso e levar a uma tragédia. 

Os servidores também foram bastante atingidos, inclusive em suas vidas privadas. Que tipo de assistência o Estado está prestando ou planejando?

Temos uma prévia de mil afetados. Desses, 30% a 40% perderam tudo. E, mesmo com a vida deles afetada, nenhum momento deixaram de atuar. O Estado vem avaliando o que pode ser feito em relação aos servidores em geral. Isso ainda está sendo discutido com as áreas econômicas. O que a gente vem fazendo, vem procurando cadastrar todos os impactados, até para ter uma ideia de quem perdeu tudo, para que essa ajuda seja proporcional ao dano que cada um teve. Os próprios comandos vêm fazendo campanhas de donativos, junto a entidades empresariais. O Conselho Nacional de Comandantes Gerais das PMs do Brasil organizou um Pix para que integrantes de PMs do Brasil inteiro mandem doações. Esse recurso virá para a Fundação da Brigada Militar, para que se consiga auxiliar, por exemplo, comprar geladeira, comprar fogão. Há muitas mobilizações. A PM de São Paulo, por exemplo, trouxe dois caminhões de doações para os policiais militares.

É seguir baixando esses indicadores, e não deixar que eventualmente alguma área do Estado em que haja impacto na economia isso se reverta em aumento da criminalidade. Essa diretriz de tolerância zero contra o crime segue daqui para a frente. Não é só no período das enchentes.

Existem muitos desafios, especialmente na economia do Estado, num cenário que pode impactar na segurança. Como vocês estão se preparando?

Só vai ter impacto se o Estado não tomar as medidas adequadas para impedir que isso ocorra. O nosso planejamento a gente procura estar dois, três passos na frente. E obviamente a gente vem interagindo semanalmente com as áreas econômicas do Estado. A gente tem que ter uma ideia do que vai acontecer em nível de economia. Se pode ter algum nível de aumento de desemprego. Se eventualmente pode ter impacto em alguma cidade, já vem com as medidas de segurança pública. Ou seja, a gente não vai esperar acontecer o problema para sanar. Tudo isso que vai acontecer daqui para a frente está sendo acompanhado. Vamos fazer tudo que for preciso e vamos garantir que não haja aumento na criminalidade do Estado. Que não haja aumento dos indicadores criminais e nem fortalecimento do crime organizado. A gente sabe que podem vir impactos daqui para a frente, por isso não vamos baixar a guarda. É seguir baixando esses indicadores, e não deixar que eventualmente alguma área do Estado em que haja impacto na economia isso se reverta em aumento da criminalidade. Essa  diretriz de tolerância zero contra o crime segue daqui para a frente. Não é só no período das enchentes. 

Que lição a segurança tira disso tudo? O que é preciso ajustar, aprimorar ou mesmo adquirir em termos de equipamentos?

Durante os períodos dos resgates e do patrulhamento embarcado, pessoas da iniciativa privada ajudaram doando embarcações e equipamentos. Muita coisa tivemos que comprar no auge da crise. Agora vamos fazer um mapeamento. Estamos em fase de implantação de uma infraestrutura de radiocomunicação. Em toda calamidade desse tipo, quando tem uma interrupção de sinal de telefone, gera falta de comunicação. No ano passado, a Brigada concluiu uma licitação, as torres estão em fase de instalação, e até o meio do ano que vem vamos estar com toda a infraestrutura montada e funcionando. A gente está vendo agora claro a parte de embarcações. Tínhamos uma ideia da quantidade e vamos ter que rever. Vamos ter que pensar o que vai ter que ser inserido daqui para a frente na formação dos nossos policiais. Colocar uma formação maior na Brigada em ações de Defesa Civil. Muitas coisas terão que ser revistas. Não podemos passar por tudo isso e não evoluir enquanto instituições. Tem que fazer aquisições, treinamentos. Vamos capacitar um número maior de policiais para operações embarcadas. O ideal é que tu estejas pronto para o pior cenário possível e que nada de ruim aconteça.

Banrisul amplia prazo de suspensão dos consignados

O Banrisul ampliou para seis meses a prorrogação das operações de crédito consignado (descontado em folha) contratadas pelo funcionalismo estadual e prefeituras conveniadas. A medida, que foi anunciada pelo governador Eduardo Leite na manhã desta quinta-feira (30), prevê a suspensão na cobrança da folha por 180 dias. São beneficiados servidores estaduais do Executivo, Legislativo e Judiciário. Ficam contemplados também os municipais, no caso das prefeituras que assinaram o termo de adesão do Reconstruir RS, junto ao banco.

De acordo com o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, essas decisões buscam socorrer as famílias, especialmente as que precisam reconstruir suas moradias e fazer frente aos gastos, com as perdas patrimoniais causadas pelo evento climático severo que afetou o Rio Grande do Sul. E destaca, ainda, a atenção aqueles que atuam na segurança pública e na assistência social, que têm se dedicado na linha de frente, em apoio à sociedade gaúcha. “No caso dos servidores, a adesão ao benefício segue automática. Apenas aqueles que não desejarem a prorrogação devem manifestar sua escolha no aplicativo. Importante ressaltar que as parcelas só voltam a ser cobradas na folha de novembro deste ano, e as seis parcelas suspensas terão seus valores diluídos ao longo do contrato”, detalha.

Além disso, o Banrisul ampliou a suspensão do pagamento do crédito imobiliário, de três para seis meses, diluindo as parcelas no prazo remanescente do contrato. O cliente interessado deve procurar a instituição para fazer a repactuação.

O Banrisul tem atuado desde o início das enchentes, em apoio aos gaúchos. Entre as medidas emergenciais anunciadas, destaca-se o crédito de R$ 7 bilhões em linha específica de capital de giro, na Conta Única para todas as empresas – MEI, micro, pequenas, médias e grandes empresas.

Para os clientes com crédito rural, o vencimento das operações de maio e junho será prorrogado para o mês de julho. Já para os clientes Vero, o banco disponibilizou a substituição das maquininhas gratuitamente e anunciou que as empresas e pessoas físicas credenciadas terão isenção de tarifas pelo prazo de 60 dias nos meses de maio e junho.

A instituiçã disponibiliza maiores informações no site Banrisul Reconstruir RS em www.banrisul.com.br/reconstruir.

Polícia gaúcha convoca mais de 100 agentes aposentados para reforçar segurança em regiões inundadas

Medida integra escopo de ações da Polícia Civil após chuvas e enchentes no estado

Marcel Horowitz Correio do Povo

Policiais aposentados frequentaram curso de instrução para integrar ações na enchente | Foto: Polícia Civil / CP

A Polícia Civil convocou agentes aposentados para reforçar a segurança da população atingida por chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul. De acordo com a instituição, um grupo que soma mais de 100 policiais saiu da aposentadoria para integrar as ações. A medida será valida enquanto houver estado de calamidade.

Antes de retornar às fileiras da Polícia Civil, os aposentados passaram por cursos de instrução. O processo contou com aulas teóricas e práticas, incluindo treinamento de tiro, em um local na zona Sul de Porto Alegre e na Cidade da Polícia, como é chamado o complexo que reúne delegacias e departamentos, na zona Leste.

Os policiais aposentados vão fazer parte de um grupo que já soma quase 3 mil agentes da PC, divididos em rondas ostensivas no Rio Grande do Sul. O efetivo é responsável por ações por terra e na água.

O patrulhamento terrestre ocorre por meio de viaturas e a pé, o que inclui a fiscalização de abrigos. Em locais alagados, os servidores dispõe de 20 embarcações para rondas fluviais.

De acordo com o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, a iniciativa foi somada ao trabalho investigativo da instituição.

“A ostensividade é fundamental neste momento, para que os gaúchos vejam que a Polícia Civil está atuante. Ocorre um misto de visibilidade com investigação, porque as operações não foram interrompidas. Há rondas ostensivas, mas também deflagramos ações contra tráfico, homicídios, além do combate a fake news e outras”, destacou Fernando Sodré.

Sindicato da Polícia Penal defende isenção de impostos a agentes atingidos por dilúvio no RS

De acordo com sindicato, cerca de 200 policiais penais foram atingidos por enchentes no estado

Marcel Horowitz CORREIO DO POVO

Casa de policial penal destruída por enchente | Foto: Neiva Canalli / Sindppen / CP

O Sindicato da Policia Penal (Sindppen – RS) propôs ao governo federal uma isenção do imposto de renda para servidores penitenciários atingidos por chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul. A aplicação da proposta teria prazo mínimo de 180 dias, podendo ser estendida enquanto durar o estado de calamidade pública.

De acordo com o sindicato, um requerimento foi enviado ao ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta. O documento também descreve as condições de trabalho enfrentadas pelos agentes, os quais auxiliam outros órgãos públicos no enfrentamento da tragédia climática.

O presidente do Sindppen, Cláudio Dessbesell, destaca que mais de 200 policiais penais foram atingidos no dilúvio. Ele adiciona que os danos à categoria são agravadas por dez anos sem reposição salarial e perdas inflacionárias de 70%.

“Os policiais penais foram atingidos em suas vidas particulares e, também, profissionalmente. São servidores que trabalham em casas prisionais alagadas, sem água potável nem energia elétrica, durante dias e noites. Eles estão sem férias e licenças, isso porque têm o compromisso de auxiliar na Segurança Pública do estado”, afirmou Cláudio Dessbesell.

BM e Polícia Civil tiveram ao menos 44 estruturas atingidas pelas enchentes no RS; serviços foram realocados

Entre os imóveis mais danificados estão o QG da Brigada Militar, o 1º e o 9º Batalhão de Porto Alegre, o Comando Ambiental e a Escola de Formação em Montenegro. Na Civil, Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) é considerado o mais afetado

LETICIA MENDES GZH

Na Rua dos Andradas, no centro de Porto Alegre, o Quartel do Comando-Geral da Brigada Militar do Rio Grande do Sul precisou ser evacuado nos primeiros dias de maio, após a elevação do Guaíba. A água barrenta tomou o primeiro andar e fez móveis boiarem pelo prédio histórico. A cena de devastação se repetiu na unidade mais antiga da BM, o 1º Batalhão de Polícia Militar, na Rua Dezessete de Junho, no bairro Menino Deus.

Na Zona Norte, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, localizado na Avenida das Indústrias, foi submerso por dois metros de água. No bairro Navegantes, o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) também ficou alagado. 

Ao menos 44 unidades das duas corporações foram atingidas pelas inundações que devastam o Estado. Por parte da BM, são 15 estruturas danificadas. Na Polícia Civil, pelo menos 29 unidades — entre delegacias e departamentos — foram afetadas.

No QG da BM, na Rua dos Andradas, equipamentos de informática foram retirados, e os móveis suspensos em pallets, numa tentativa de salvar o que era possível. Mas a água alcançou cerca de 1m70cm. Nesta quinta-feira (23), apesar de a enchente ter baixado, o prédio seguia sem energia elétrica e estava coberto de lodo. Parte dos servidores está no Batalhão de Choque, na Avenida Coronel Aparício Borges, no Partenon. A expectativa é de que o retorno para a Andradas deva levar ao menos duas semanas.

Bem perto dali, na Rua Sete de Setembro, também no Centro Histórico, o Centro Médico-Odontológico da BM, que atende policiais da Capital, Região Metropolitana e Vale do Sinos, foi inundado. Ainda não foi possível avaliar os danos, mas estima-se que tenham sido perdidos equipamentos e pelo menos 15 cadeiras de dentista. Neste caso, o serviço está suspenso.

Os demais imóveis da BM que foram atingidos estão localizados principalmente na Capital e Região Metropolitana, em cidades como Eldorado do Sul, Guaíba e Sapucaia do Sul. O Comando do Vale do Taquari, em Lajeado, alagou pela terceira vez e, neste caso, a BM estuda a possibilidade de mudança. Decisão semelhante foi tomada ano passado quando o batalhão que era sediado em Estrela foi removido para Teutônia.

Em outros locais ainda não é possível avaliar a dimensão dos estragos, como no caso do Comando Ambiental, localizado às margens do Rio Jacuí, na Rua João Moreira Maciel, na zona norte de Porto Alegre.

— O andar inteiro ficou submerso. Dois contêineres de equipamentos foram colocados num lugar mais alto, onde não se imaginava que ia chegar a água. Mas os contêineres saíram flutuando — relata o comandante-geral da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli.

O Comando Ambiental foi transferido para um acampamento montado em frente à sede, nas margens da via. Veículos elétricos — cedidos por uma empresa — são usados para carregar os equipamentos, como computadores e celulares, usados pelos policiais. É dali também que partem as embarcações com destino a Eldorado do Sul.

Situação da Polícia Civil

Na Polícia Civil, além do Deic — que teve a maior incidência de estragos — e do Denarc, outros departamentos foram atingidos. É o caso do Departamento de Polícia de Grupos Vulneráveis (DPGV), que também foi afetado. A Delegacia do Turista, localizada no aeroporto da Capital, que segue fora de atividade, está sem previsão de retomada. A Delegacia de Combate à Intolerância também segue com a sede alagada, mas está atendendo junto ao DPGV, que já teve os serviços retomados.

A 3ª Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) da Capital, na Zona Norte, precisou transferir o atendimento para o Palácio da Polícia. A 17ª Delegacia de Polícia também foi atingida. 

Ainda na Região Metropolitana, foram atingidas delegacias em Eldorado do Sul, Canoas e São Leopoldo. No Interior, foram afetadas DPs em 17 municípios. Entre eles, estão Sobradinho, no Vale do Rio Pardo, onde uma parede chegou a ser derrubada pela força da água, que arrastou três viaturas, e Sinimbu, na mesma região. No Vale do Taquari, todas as delegacias da central de polícia em Lajeado foram afetadas. Entre as cidades atingidas estão ainda foram Montenegro, Vale Real, Brochier, Rolante, Agudo, São Jerônimo, entre outras.

— As delegacias do Interior estão sendo realocadas, como no caso de Sobradinho, está no Fórum. Outras estão funcionando em prefeituras ou outros órgãos que têm condições. Mas todas estão funcionando. Nenhum órgão parou de trabalhar, nem mesmo o Deic e o Denarc, que ficaram alagados, seguiram fazendo seu trabalho, inclusive de rondas — afirma o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré.

O Deic, assim como o Denarc, e a própria chefia da Polícia Civil, foram instalados, provisoriamente, na antiga sede da CEEE, no bairro Jardim Carvalho. No Vale do Taquari, segundo a polícia, um novo prédio deve ser locado para abrigar as delegacias atingidas em Lajeado, até a construção de outra sede.

— Em relação aos trabalhos de investigação, não temos quase nada físico dos inquéritos. Eventualmente pode se perder algo que não foi digitalizado ainda. Mas de regra não deve prejudicar o trabalho. Claro que com a dificuldade de lotação, podemos ter uma diminuição da velocidade dos procedimentos — afirma Sodré.

Novo alagamento

Brigada Militar / Divulgação
Em Montenegro, a Escola de Formação foi totalmente inundada.Brigada Militar / Divulgação

Na tarde desta quinta-feira (23), o 1º e o 9º BPM, um de frente para o outro, além do Comando de Policiamento da Capital e o Departamento de Logística e Patrimônio precisaram novamente ser evacuados, após a elevação das águas em bairros de Porto Alegre. O 1º BPM, que atende a Zona Sul, é considerado o mais danificado, especialmente em razão de parte da estrutura histórica de madeira.

— Vamos poder usar um terço do quartel, o restante ficará inviabilizado. Precisaremos manter a parte histórica e construir um prédio totalmente novo.  Os materiais bélicos e viaturas foram retiradas antes — explica Feoli.

Em Montenegro, a Escola de Formação foi totalmente inundada — o comando da BM analisa desativar o espaço definitivamente. No local, havia 180 alunos em treinamento durante o curso de soldado, que precisou ser interrompido. Enquanto isso, o efetivo está sendo empregado em ações humanitárias. Da mesma forma, os cursos em Porto Alegre e Osório também tiveram as aulas suspensas, e os alunos foram realocados nessas atividades. A expectativa, no entanto, é de que o treinamento dos 500 alunos seja retomado e que os novos soldados possam auxiliar no policiamento nos próximos meses.

— O brigadiano, como todo gaúcho, é resiliente. Vamos adaptar o nosso trabalho para bem atender a nossas demandas de segurança pública. E vamos esperar que mais adiante possa ter investimento nessas estruturas que foram afetadas. Isso não vai impactar na entrega que nós fazemos para a sociedade — diz Feoli.

Retomada da vida após enchentes irá exigir atenção da força policial, diz chefe da Polícia Civil

Fernando Sodré destacou o esforço das autoridades para manter a segurança em áreas alagadas

Correio do Povo

Áreas alagadas são monitoradas pelas forças de segurança | Foto: Ricardo Giusti

Após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, as forças de segurança se preparam para um novo momento do Estado, que é o de reconstrução e retomada. De acordo com o chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Antônio Sodré, é uma nova fase que vai exigir muita atenção policial.

“Tivemos que lidar com saques, principalmente no início das enchentes. Era um momento em que quase a totalidade das forças de segurança estava voltada para os salvamentos. Agora, com a diminuição das enchentes, viveremos uma nova fase, que é a retomada da vida normal e temos de estar preparados para isso”, afirmou.

Sodré destacou que tanto Polícia Civil quanto Brigada Militar estão empenhadas em dar segurança às pessoas em áreas alagadas e garantir que o patrimônio seja protegido. “É um esforço imenso que estamos fazendo porque as áreas alagadas são imensas. Contamos com 27,5 mil policiais civis e militares, além dos reforços vindos de outros estados”, destacou.

O chefe da Polícia Civil destacou que é possível que alguma ocorrência ainda não esteja no conhecimento das autoridades venha à tona com a retomada da vida normal. “Ainda assim temos de estar atento e seguir vigilantes nisso.

5.1 mil por endereço afetado – Confira as demais medidas anunciadas pelo governo federal aos atingidos

Governo federal pagará R$ 5,1 mil por endereço afetado pelas enchentes

Benefício será pago para cada endereço alagado. Atual chefe da Comunicação Social, Paulo Pimenta irá coordenar ações do governo federal no Estado

Na terceira incursão ao Rio Grande do Sul desde o início do desastre climático que matou 149 pessoas e atingiu 90% dos municípios gaúchos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (15) o pagamento de um benefício de R$ 5,1 mil para as famílias vítimas da enchente e a criação de um ministério para articular a reconstrução do Estado.

Batizado de Auxílio Reconstrução, a ajuda financeira será paga a quem sofreu perdas nas inundações, atestadas pela Defesa Civil de cada município. O dinheiro será depositado via pix na Caixa Econômica Federal. Estimativa do governo aponta 200 mil famílias contempladas, num repasse superior a R$ 1,2 bilhão.

Para o cargo de ministro extraordinário de Apoio à Reconstrução do RS, foi nomeado o até então ministro da Comunicação Social, o gaúcho Paulo Pimenta. O presidente assinou as medidas provisórias que autorizam as novas ações durante cerimônia realizada no início da tarde, no auditório da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo.

Ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa apresentou as medidas do governo, entre elas a suspensão por seis meses do pagamento do financiamento aos mutuários do Minha Casa Minha Vida, além da entrega gratuita de uma nova residência a quem perdeu o próprio imóvel e se encaixa nas duas primeiras faixas do programa.

Também haverá recursos para reforma dos sistemas de proteção a cheias, recuperação de creches, escolas e demais equipamentos públicos. 

Medidas anunciadas

Auxílio Reconstrução

  • Benefício de R$ 5,1 mil, em parcela única, para todas as famílias com residências afetadas diretamente 
  • Impacto inicial previsto: R$ 1,2 bilhão
  • Defesa Civil nacional, em parceria com Defesa Civil estadual, municipal ou Secretaria de Assistência Social, informa áreas atingidas, cujas casas foram afetadas

Novas habitações para quem perdeu sua casa

  • Famílias de baixa renda que perderam casas receberão novas moradias do governo federal
  • Se enquadram famílias com renda mensal de até R$ 4,4 mil (faixas 1 e 2 do Minha Casa Minha Vida)

Benefícios para financiamento de imóveis nas áreas atingidas

  • Minha Casa Minha Vida — suspensão das parcelas mensais por seis meses
  • Aumento do tempo para usar o saldo do FGTS para pagar parcelas em atraso, de seis para 12 meses
  • Carência de 180 dias para os novos contratos

Criação do Ministério Extraordinário de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul

  • Coordenar a ação do governo federal no Rio Grande do Sul
  • Articular com governo estadual e municípios as ações de reconstrução

Estudo de alternativas para o sistema Guaíba e Lagoa dos Patos

  • Reformulação do sistema de proteção de cheias da Região Metropolitana, que inclua solução para a retenção de água na Lagoa dos Patos e contenção das bacias contribuintes
  • A estatal federal Infra S/A será responsável pela contratação do estudo

Outros benefícios 

  • FGTS Saque Calamidade/emergência — qualquer cidadão com saldo na conta do FGTS, poderá sacar o valor máximo de R$ 6.220. Não será considerado o prazo mínimo de 12 meses desde o saque mais recente
  • Bolsa Família — antecipação do pagamento para 17 de maio
  • Bolsa Família — mais 21 mil famílias que preenchem os requisitos entrarão na folha de pagamento de junho. Ministério seguirá identificando outras famílias que cumpram os requisitos
  • Antecipação do calendário de pagamento do abono salarial 2024 para maio para o total de trabalhadores habilitados, cujo estabelecimento empregador esteja nos municípios com reconhecimento federal de calamidade/emergência
  • Liberação de duas parcelas adicionais do seguro-desemprego para os desempregados que já estavam recebendo o benefício na data do reconhecimento federal de calamidade pública
  • Restituição do Imposto de Renda no primeiro lote para contribuintes do RS