Outros 51 policiais também foram homenageados, a maioria do Batalhão de Cães.
Por Thaís Espírito Santo*, g1 Rio
Cães do BAC foram homenageados pelo desempenho em operações no Rio — Foto: Divulgação/PMERJ
Seis cães oficiais da Polícia Militar receberam medalhas pelo seu ótimo desempenho em operações policiais no Rio de Janeiro. A cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (22) no Quartel General da PM, que fica na Lapa, região central do Rio.
Outros 51 policiais também foram homenageados, sendo 39 do próprio Batalhão de Cães. Os seis cães estavam envolvidos em uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em novembro de 2022. Os oficiais homenageados foram:
Nasca;
Sherlock;
Rondônia;
Lud;
Hulk;
Kabib.
Cão Sherlock posa para foto em homenagem no Rio — Foto: Divulgação/PMERJ
Juntos, eles encontraram três toneladas de drogas, um fuzil, outras duas armas e duas granadas.
Policiais homenageados e os cães — Foto: Divulgação/PMERJ
Quatro policiais do Batalhão de Polícia Turística (BPTur) foram homenageados pela prisão de uma mulher com dez pistolas e vinte carregadores na Rodoviária do Rio.
E outros oito policiais do 41º BPM (Irajá) pela apreensão de sete fuzis, drogas, dinheiro e um menor de idade na região de Costa Barros e Morro do Juramento, em dezembro de 2022.
Policiais também foram homenageados — Foto: Divulgação/PMERJ
“Iniciativas como essa são um reconhecimento pela sua dedicação e pelo empenho em seu trabalho. Sabemos das dificuldades enfrentadas por nossos milhares de homens e mulheres em prol da sociedade e citemos também nossos cães tão essenciais e companheiros no cumprimento de nossas missões”, disse o secretário de Estado da PM, coronel Luiz Henrique Marinho Pires.
Caso a proposta atenda o edital, os primeiros dos 1,1 mil equipamentos portáteis começam a ser utilizados em agosto
Haverá treinamento dos policiais, regulamentação e estabelecimento de protocolo | Foto: BM / Especial / CP
Correio do Povo
O projeto de uso de câmeras corporais pela Brigada Militar e Polícia Civil deu um importante passo com a realização do pregão eletrônico para a escolha de quem será o contratado para o serviço de locação de 1,1 mil equipamentos portáteis. Quatro empresas participaram do certame realizado na manhã desta terça-feira pela Subsecretaria Central de Licitações (Celic), vinculada à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), em Porto Alegre.
A Tronnix Soluções de Segurança Ltda, fundada no ano de 1994, em Goiás, apresentou a proposta de R$ 625.999,00. O valor foi o de menor do certame, que tinha como preço de referência R$ 1.013.705,00. A proposta técnica será avaliada agora pelos órgãos estaduais de segurança pública, com o objetivo de verificar se o produto oferecido pela empresa contempla e atenda o pedido no edital.
Em entrevista à reportagem do Correio do Povo, o diretor de tecnologia da informação e comunicação da Brigada Militar, coronel Alex Severo, confirmou que, caso a empresa seja efetivamente contratada, os primeiros equipamentos serão empregados em agosto deste ano. O contrato inicial com a empresa vencedora será de até cinco anos.
Ele lembrou que mil câmeras corporais serão destinadas aos batalhões da Brigada Militar em Porto Alegre. Outras 100 ficarão com a Polícia Civil, que já estabeleceu como prioridade o uso pela Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). O equipamento permite o rastreamento, gravação contínua e até transmissão em tempo real, além de não poder ser desligado pelo policial.
O coronel Alex Severo explicou também que cada corporação terá a sua própria cadeia de custódia, com as imagens e informações preservadas e mantidas em segurança e sigilo, com acesso somente por senhas. O controle terá a participação da Secretaria da Segurança Pública do Estado. O diretor de tecnologia da informação e comunicação da Brigada Militar disse que o processo de implantação das câmeras corporais incluirá o treinamento dos policiais, regulamentação e estabelecimento de protocolo, entre outras ações. No caso da Brigada Militar, o projeto de longo prazo de implantação é de 5 mil câmeras corporais.
De acordo com a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), em caso de resposta positiva quanto à proposta técnica, a empresa apresenta os documentos de habilitação solicitados no edital, que serão avaliados pela Celic. Caso a documentação seja aprovada, é aberta a fase de recursos, em que as demais empresas participantes podem contestar os resultados do processo. Os recursos são analisados pela Celic e pelos órgãos de segurança pública.
Se em alguma das fases anteriores (avaliação da proposta técnica ou da documentação de habilitação) a empresa for desclassificada, a interessada que apresentou o segundo menor valor terá sua proposta avaliada da mesma maneira. Caso exista um vencedor após aprovação em todas as etapas, o resultado da licitação é homologado, o que autoriza o órgão demandante a contratar a empresa e iniciar a implantação das câmeras corporais.
A empresa contratada deverá fornecer, em regime de comodato, 1,1 mil equipamentos, além de ser responsável por captar, transmitir, armazenar e compartilhar os dados gerados, seguindo as determinações especificadas pelos dois órgãos de segurança pública. Ela também terá de prestar a manutenção das câmeras.
Pesquisa da ONU mostra que o cidadão ser negro, jovem e tatuado são as características que mais motivam ação policial na Grande Porto Alegre
GABRIEL JACOBSEN E LUCAS ABATI GZH
O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Cláudio Feoli, afirmou nesta terça-feira (23), considerar importante que a corporação que ele lidera compreenda e debata o fenômeno do racismo estrutural. Feoli se referia aos dados revelados em reportagem de GZH que mostram que o cidadão ser negro, jovem e tatuado são as características que mais motivam abordagens policiais, segundo pesquisa coordenada por um braço da Organização das Nações Unidas (ONU) baseado em um questionário respondido por agentes de segurança na região metropolitana de Porto Alegre.
— O racismo estrutural, na verdade, a gente vê em todos os segmentos. E a discussão e a compreensão do fenômeno (racismo estrutural) é importante para todas as profissões, sobretudo a (profissão) policial. Hoje a gente se vê com a discussão envolvendo um jogador de futebol na Espanha, né? E a mudança dessa cultura nefasta é necessária para uma civilização atual e solidária. A Brigada não se dissocia disso, né? Porque a mesma sociedade que na Europa faz esse tipo de discriminação no Brasil também não é diferente no Rio Grande do Sul. Como o nosso policial sai do mesmo núcleo social, nós temos uma amostra que é indivisível da sociedade — destacou o comandante da BM.
O problema estrutural, de acordo com Feoli, vem sendo atacado dentro da Brigada Militar desde a década de 1990, quando foram incluídos cursos de direitos humanos e abordagens policiais a pessoas de grupos minoritários.
O comandante da Brigada Militar também destaca as ferramentas de análise de dados usadas pela corporação para definir os locais e horários de policiamento. Isso, segundo Feoli, ajuda a afastar a subjetividade das abordagens.
— Nós temos um sistema de gestão que consegue viabilizar a alocação de recursos humanos nos horários e locais em que nós temos maior incidência de ocorrências. Isso faz com que as abordagens sejam muito mais em razão dos locais do que do estereótipo — afirma Feoli.
As características que mais motivam abordagens na Grande Porto Alegre
Na segunda-feira (22), GZH revelou em primeira mão dados de uma pesquisa que mostra que um cidadão ser negro, jovem e tatuado são as três características mais percebidas como suspeitas por um grupo de policiais para justificar abordagens em seis territórios da Região Metropolitana. A pesquisa, coordenada por um braço da Organização das Nações Unidas (ONU), revela como ocorre a tomada de decisão para a abordagem, pela declaração dos próprios agentes de segurança pública.
Entenda a pesquisa
Os dados estão presentes em um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), publicado em 2023, que detalhou o trabalho de oito anos sobre o uso da força e o cumprimento de normas por parte de policiais da Capital, de Alvorada e de Viamão.
Durante os trabalhos do Escritório da ONU, um questionário com 30 perguntas sobre a rotina de trabalho foi enviado para os 400 policiais militares e civis dos territórios analisados. As questões foram respondidas, de forma anônima, por 113 agentes.
A principal pergunta destacada no relatório do Escritório da ONU foi: “Na sua atuação profissional cotidiana (…), o quanto as características abaixo são compreendidas como suspeitas a ponto de gerar uma abordagem?”.
A partir das respostas dos policiais, os pesquisadores montaram um ranking. A característica “ser negro” foi aquela mais respondida como suspeita pelos policiais para justificar uma abordagem. Em uma escala de 0 a 3,5, teve peso 2,95. A característica menos relevante foi “parecer estar vendendo drogas” — com peso 1,15.
Apesar de reconhecer o problema estrutural, o comandante da BM ponderou que o número de policiais que responderam o questionário representa uma amostra que não é relevante dentro do universo de mais de 22 mil brigadianos.
Entidades ligadas aos oficiais e praças da Brigada Militar e Bombeiros Militares estiveram reunidas em ato simbólico junto ao Hospital da Brigada Militar em Porto Alegre, lançando nota conjunta com alternativa para desonerar o IPE – Saúde, através de uma regulamentação que permita a assistência à saúde própria dos militares.
O sistema seria de gerencia e controle próprio com a participação paritária de representantes de todos os postos e graduações, controlada por conselhos fiscalizadores das próprias instituições militares.
O QUE PROPÕEM AS ESTIDADES
Emenda ao PLC que altera o IPE-Saúde nos seguintes termos:
Art. xx. Na Lei Complementar Estadual n. 10.990, de 18 de agosto de 1997, fica alterada a redação do art. 51, conforme segue:
“Art. 51 - O Estado proporcionará, ao militar estadual e a seus dependentes, assistência médico-hospitalar através do Departamento de Saúde da Brigada Militar.
Parágrafo único - O Departamento de Saúde da Brigada Militar destina-se a atender o militar estadual e seus dependentes, mediante alíquota de três e meio por cento, destinada ao fundo de saúde dos militares estaduais, com caráter financeiro”.
Marcos Paulo Beck, coronel presidente da associação dos oficiais (ASOFBM), em entrevista ao Correio Brigadiano, manifestou a indignação do conjunto das entidades associativas, quanto ao desprezo por parte do governador em absorver as alternativas apresentadas em reunião na casa Civil, quando apresentaram a presente proposta que tem previsão legal pela lei federal 13.954 de 16/12/2019, impulsionada pela reforma da E.C nº 103/19 (art.22, XXI, c/c ar 42 e 142), que criou para os militares das Forças Armadas e das Policias Militares e Corpo de Bombeiros Militares o Sistema de Proteção Social.
Daltro Quadros, tenente, vice presidente da associação dos sargentos, subtenentes e tenentes (ASSTBM), afirmou que a entidade e a totalidade dos militares estaduais rechaçam a intenção do atual governo de taxar novamente os servidores, muitos em mais de 100%. A ASSTBM se soma as demais associações a fim de procurar viabilidade junto aos deputados para apresentação de ementa ao projeto na assembleia legislativa possibilitando a criação de previdência a saúde dos militares, afirmou Daltro Quadros.
Paulo Ricardo, tenente, presidente da associação dos oficiais estaduais (AOFERGS), acrescentou concordância com a iniciativa de todas as associações afirmando ser possível, somente com as matriculas que compõem o coeficiente de militares ativos e da reserva oferecer um atendimento de melhor qualidade pela via de um instituto exclusivo dos militares.
Potiguara Galvam, soldado, presidente da ABAMF demonstrou total reprovação às iniciativas do governo do estado em atribuir a total responsabilidade a má gestão do IPE-Saúde aos servidores públicos que sempre pagaram em dia suas mensalidades.
– Estamos juntos para tentar mobilizar os deputados a entenderem que há alternativas viáveis para não penalizar de forma desleal quem dá sustentação aos serviços públicos a população, destacou.
Um dos mobilizadores dos atos do conjunto das associações, Sargento Ricardo Agra, também destacou a necessidade de mobilização a fim de descaracterizar o projeto que o governo leva a assembleia legislativa, por vez que o impacto será brutal aos servidores que a anos não recebem reposição salarial e terão que pagar uma conta pesada da qual ele não é devedor.
Ao final, as entidades signatárias entregaram aos órgãos de imprensa uma cópia da nota conjuntados militares estaduais subscrita pelos presidentes das seguintes entidades associativas:
ASOFBM – Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militares do Rs
ASSTBM – Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da BM e Corpo de Bombeiros Militares do RS
ABAMF – Associação Beneficente Antonio Mendes Filho dos Servidores de Nível Médio da BM
AOFERGS – Associação dos Oficiais Estaduais do RS.
ENTREVISTA PRESIDENTES ENTIDADES
ENTREVISTA DIRETORES
GALERIA DE FOTOS
NOTA CONJUNTA DOS MILITARES ESTADUAIS
CONSIDERANDO:
Que a Lei Complementar (LC) n. 12.066, de 29/03/2004, prevê a alíquota de 3,1% ao Fundo de Assistência à Saúde do RS.
Que a Lei 15.144, de 5/4/2018, cria o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul – IPE Saúde.
Que a LC n. 15.145, de 5/4/2018, dispõe sobre o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul.
Que os militares estaduaisnão são considerados servidores públicos, pois a Constituição Federal, por força da Emenda Constitucional (EC) n. 18, de 05/02/1998, separou os militares, estaduais e federais, dos servidores públicos, sublinhando a existência de uma Regime Constitucional Próprio dos Militares.
Que a o art. 51 da LC n. 10.990, de 18/08/97 – Estatuto dos Militares Estaduais do Rio Grande do Sul, estabelece que o Estado garantirá ao militar a seus dependentes a devida assistência médico-hospitalar.
Que com a EC n. 103, de 12/11/2019, o modelo previdenciário dos servidores públicos (RPPS, art. 40) e dos trabalhadores em geral (RGPS, art. 201) foi significativamente alterado, resguardando as regras especiais dos militares.
Que a Lei Federal n. 13.954, de 16/12/2019, impulsionada pelas reformas da EC n. 103/19 (art. 22, XXI, c/c art. 42 e 142), criou para os militares (das Forças Armadas e das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares) o Sistema de Proteção Social, dispondo:
Art. 24-E. O Sistema de Proteção Social dos Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios deve ser regulado por lei específica do ente federativo, que estabelecerá seu modelo de gestão e poderá prever outros direitos, como saúde e assistência, e sua forma de custeio. Parágrafo único. Não se aplica ao Sistema de Proteção Social dos Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios a legislação dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos. (Vide ADI 6917-STF)
8. Que o sistema de proteção social dos militares rege-se pelo princípio da simetria (Lei 13.954/19), expresso no art. 24-H do DL n. 667/69, com a seguinte redação:
Art. 24-H. Sempre que houver alteração nas regras dos militares das Forças Armadas, as normas gerais de inatividade e pensão militar dos militares dos Estados (…) devem ser ajustadas para manutenção da simetria, vedada a instituição de disposições divergentes que tenham repercussão na inatividade ou na pensão militar.
9. Que no âmbito das Forças Armadas, o sistema de saúde dos militares possui alíquota de 3,5% para os titulares (MP 2.215-10, de 31/08/2001), junto ao Fundo de Saúde do Exército.
O Sistema de Atendimento Médico-hospitalar aos Militares do Exército e seus Dependentes (SAMMED) atende cerca de 750 mil beneficiários em todo o território nacional, por intermédio de uma rede formada por 29 hospitais militares, 4 policlínicas e 28 postos médicos. (https://www.eb.mil.br/web/interno/fusex)
PROPOMOS:
Emenda ao PLC que altera o IPE-Saúde nos seguintes termos:
Art. xx. Na Lei Complementar Estadual n. 10.990, de 18 de agosto de 1997, fica alterada a redação do art. 51, conforme segue:
“Art. 51 – O Estado proporcionará, ao militar estadual e a seus dependentes, assistência médico-hospitalar através do Departamento de Saúde da Brigada Militar.
Parágrafo único – O Departamento de Saúde da Brigada Militar destina-se a atender o militar estadual e seus dependentes, mediante alíquota de três e meio por cento, destinada ao fundo de saúde dos militares estaduais, com caráter financeiro”.
ASOFBM – Cel Marcos Paulo Beck AOFERGS – Ten Paulo Ricardo da Silva Júnior
ASSTBM – Ten Aparício Santelano ABAMF – Sd Potiguara Galvam
Grupo diz que preciso é criar um sistema de proteção social em simetria ao das polícias militares
Representantes da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar voltaram a criticar o projeto de reestruturação do IPE Saúde apresentado pelo governo do Estado e defenderam nesta terça-feira, em Porto Alegre, a criação de um plano de saúde para militares estaduais. O grupo vai reforçar a mobilização junto a deputados na Assembleia Legislativa para tentar mudanças no texto através de emenda ao PLC na Lei Complementar Estadual 10.990/97, que dispõe, entre outras coisas, sobre o Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar.
O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ASOFBM), coronel Marcos Paulo Beck, explica que as alterações permitiriam ao Estado proporcionar ao Militar Estadual e dependentes assistência médico-hospitalar pelo Departamento de Saúde da Brigada Militar com um aumento de alíquota de 3,5%, que garantiria a manutenção do sistema próprio. “A nossa proposta é criar um sistema de proteção social em simetria ao das polícias militares e bombeiros militares”, afirma.
Conforme Beck, alguns estados no Brasil já criaram esse sistema de proteção social. As entidades garantem que já apresentaram os cálculos ao governo e à Assembleia Legislativa. De acordo com os representantes, militares ativos, inativos e pensionistas somam mais de 53 mil. A arrecadação média é de R$ 240 milhões por ano, com uma alíquota de 3,1%. Presidente da Associação dos Oficiais Estaduais do Rio Grande do Sul (AOFERGS), Paulo Ricardo da Silva explica como funcionaria o novo sistema de saúde voltado a militares.
“Seria um sistema de saúde aos moldes do Exército, onde nós gerenciaríamos. Hoje se comprovou que o IPE não tem capacidade de gerenciamento, por isso que nós chegamos nesse ponto. Faríamos a gestão com controle, sem onerar o funcionário, que é o que está acontecendo hoje, porque o IPE hoje não consegue cobrar dos seus maiores devedores, ou seja, o Estado. Temos uma dívida de praticamente 1,7 bilhão”, destaca. Para viabilizar o plano, a ideia é apresentar uma emenda ao projeto criando o sistema de saúde dos policiais militares.
Presidente da Abamf, que representa os servidores de nivel médio da BM, Potiguar Galvam afirma que a “falta de gestão dentro do Ipê Saúde” se arrasta há muitos anos. Teria que ter uma auditoria interna dentro do IPE para achar o real problema e começar a criar soluções dentro desse instituto. O IPE Saúde não é auditado desde 2013, porque o sistema está desatualizado. Os devedores são muitos”, destaca.
No sistema, segurado terá acesso aos valores discriminados para cada membro do grupo familiar e ao valor total da contribuição, entre outros pontos
GZH
O governo do Estado disponibilizou, nesta terça-feira (23), uma ferramenta para que os usuários calculem como ficaria a contribuição ao IPE Saúde com a aprovação da proposta de reestruturação do instituto — cujo texto foi enviado à Assembleia Legislativa. Trata-se do “Simulador de Contribuição do Plano Principal”.
Conforme o Piratini, a ferramenta — desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs) — permitirá que o usuário conheça os novos valores de contribuição para o seu caso específico. O segurado terá acesso aos valores discriminados para cada membro do grupo familiar e ao valor total da contribuição.
O site mostra, ainda, em qual alíquota ou faixa de contribuição o segurado se enquadra. Além disso, existe um comparativo entre a contribuição proposta e os valores de mercado para um plano de saúde equivalente.
Após a repercussão negativa da proposta inicial para a reestruturação do IPE Saúde, o governador Eduardo Leite apresentou uma segunda versão no último dia 16. O novo projeto mantém a cobrança por dependentes, mas prevê limite de contribuição para servidores e redução no valor cobrado por cada um.
Segundo Leite, na proposta inicial, o governo previa a arrecadação de até R$ 900 milhões. Com a revisão, esse valor foi reduzido para R$ 720 milhões.
Entre outros pontos, a nova proposta estabelece uma trava global que limita a contribuição dos servidores em 12% da remuneração, qualquer que seja o número de dependentes na família. O governo propõe, também, uma redução de 5% da contribuição de dependentes em relação à proposta inicial.
A proposta do Executivo amplia a alíquota dos titulares, hoje em 3,1%, para 3,6%, índice que era aplicado até o ano de 2004. A contribuição paritária do Estado também aumentaria para o mesmo patamar.
Animais também vão atuar em atividades de proteção e integração com a comunidade escolar
LUIZ KAPP PIONEIRO
A unidade conta com uma equipe de doze policiais altamente capacitados e 11 cães policiais das raças Pastor Alemão
Joel Arrojo / Divulgação
O comando do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) de Caxias do Sul implementou ao serviço de policiamento ostensivo a Patrulha K9, com cães policiais treinados no canil da corporação. Eles irão ser incorporados às atividades de segurança pública no município, na detecção de entorpecentes, operações de choque, buscas e captura.
A unidade conta com uma equipe de 12 policiais e 11 cães das raças pastor alemão, pastor belga malinois e rottweiler, que possuem, em média, quatro anos de idade. Os policiais militares possuem especialização em áreas essenciais, como cinofilia (relacionamento e cuidado com os cães), cinotecnia (conhecimento técnico de manejo e treinamento de cães policiais) e treinamento de cães de guerra.
Segundo a Brigada Militar, os cães são muito importantes em operações de combate ao tráfico de drogas e apreensão de armas e, por conta do olfato mais aguçado, são capazes de identificar odores específicos associados a substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo. Os cães também vão atuar em atividades de proteção e integração com a comunidade escolar.
O canil do 12ºBPM está localizado na 3ª Companhia Especial, que também conta com a Força Tática, a Rocam e o Policiamento Montado.
Os cães também vão atuar em atividades de proteção e integração com a comunidade escolar
Joel Arrojo / Divulgação
Os policiais militares têm especialização em áreas essenciais, como cinofilia, cinotecnia e treinamento de cães de guerra
Joel Arrojo / Divulgação
Os cães são muito importantes em operações de combate ao tráfico de drogas e apreensão de armas
O presidente e vice da Associação dos Oficiais do Estado do RS – AOFERGS, Paulo Ricardo da Silva e Roberto Larossa, acompanhados da diretora jurídica, Diones Gabana, visitou na quarta-feira (24), o deputado estadual Rodrigo Lorenzoni, para tratar sobre o IPE Saúde e também a criação de um sistema de saúde mental em âmbito estadual.
Durante a conversa, a AOFERGS falou sobre o gabinete multidisciplinar que formou para tratar sobre a saúde emocional dos militares do Estado, visto que muitos da ativa e da reserva tem ceifado suas vidas por não ter um acompanhamento permanente durante sua vida funcional, até o momento em que saem da Corporação.
Sobre o IPE Saúde, o deputado falou que já protocolou a proposta de emenda 01 e 02 para a alteração das alíquotas e do limite de contribuição dos servidores, e que a AOFERGS tem as portas de seu gabinete abertas para a construção de políticas a partir do bom debate em prol dos militares do Rio Grande do Sul.
A Associação dos Oficiais do Estado do RS – AOFERGS, participou na tarde desta quinta-feira (25) de ato da Frente Parlamentar de Vereadores Policiais e Bombeiros Militares do RS, em frente ao Palácio Piratini e Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.
Conforme o presidente da AOFERGS, Paulo Ricardo da Silva, que acompanhou o ato e o grupo de 16 vereadores, a Frente Parlamentar abordou a pauta da garantia dos direitos dos militares, e o IPE Saúde, ressaltando a importância da união entre as entidades representativas, os militares e os vereadores de todo o RS que fazem parte desta frente, para que os servidores do Rio Grande do Sul, não paguem o preço da má gestão.
“A pauta principal apresentada é a retirada da votação de urgência do projeto do governo sobre o IPE Saúde, para que seja debatido com a categoria dos policiais, visto que os militares estão ligados a previdência aos moldes do Exército, tendo assim direito ao desconto diferenciado”, disse Ricardo.
Na Assembleia Legislativa, os vereadores de diversas regiões do Estado, foram recebidos pelo deputado Airton Lima – Podemos, que faz parte da Comissão de Assuntos Municipais e da Especial sobre a crise das finanças e reforma tributária, e irá encaminhar a solicitação para a presidência da Assembleia Legislativa.
Grupo diz que preciso é criar um sistema de proteção social em simetria ao das polícias militares
Correio do Povo
Representantes da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar voltaram a criticar o projeto de reestruturação do IPE Saúde apresentado pelo governo do Estado e defenderam nesta terça-feira, em Porto Alegre, a criação de um plano de saúde para militares estaduais. O grupo vai reforçar a mobilização junto a deputados na Assembleia Legislativa para tentar mudanças no texto através de emenda ao PLC na Lei Complementar Estadual 10.990/97, que dispõe, entre outras coisas, sobre o Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar.
O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ASOFBM), coronel Marcos Paulo Beck, explica que as alterações permitiriam ao Estado proporcionar ao Militar Estadual e dependentes assistência médico-hospitalar pelo Departamento de Saúde da Brigada Militar com um aumento de alíquota de 3,5%, que garantiria a manutenção do sistema próprio. “A nossa proposta é criar um sistema de proteção social em simetria ao das polícias militares e bombeiros militares”, afirma.
Conforme Beck, alguns estados no Brasil já criaram esse sistema de proteção social. As entidades garantem que já apresentaram os cálculos ao governo e à Assembleia Legislativa. De acordo com os representantes, militares ativos, inativos e pensionistas somam mais de 53 mil. A arrecadação média é de R$ 240 milhões por ano, com uma alíquota de 3,1%. Presidente da Associação dos Oficiais Estaduais do Rio Grande do Sul (AOFERGS), Paulo Ricardo da Silva explica como funcionaria o novo sistema de saúde voltado a militares.
“Seria um sistema de saúde aos moldes do Exército, onde nós gerenciaríamos. Hoje se comprovou que o IPE não tem capacidade de gerenciamento, por isso que nós chegamos nesse ponto. Faríamos a gestão com controle, sem onerar o funcionário, que é o que está acontecendo hoje, porque o IPE hoje não consegue cobrar dos seus maiores devedores, ou seja, o Estado. Temos uma dívida de praticamente 1,7 bilhão”, destaca. Para viabilizar o plano, a ideia é apresentar uma emenda ao projeto criando o sistema de saúde dos policiais militares.
Presidente da Abamf, que representa os servidores de nivel médio da BM, Potiguar Galvam afirma que a “falta de gestão dentro do Ipê Saúde” se arrasta há muitos anos. Teria que ter uma auditoria interna dentro do IPE para achar o real problema e começar a criar soluções dentro desse instituto. O IPE Saúde não é auditado desde 2013, porque o sistema está desatualizado. Os devedores são muitos”, destaca.