Na manhã desta sexta-feira (25/8), aconteceu no 7º Batalhão de Infantaria Blindada, em Santa Cruz do Sul, a Solenidade de Dia do Soldado, estiveram presentes no evento o comandante do 23º Batalhão, tenente coronel Rodrigo Schoenfeldt e o subcomandante, major Fabricio Broll Zago.
No dia 25 de agosto comemora-se o Dia do Soldado, data escolhida em homenagem a um grande militar brasileiro (Duque de Caxias), que nasceu no mesmo dia.
Um dos atos do evento é a entrega da medalha de praça mais distinta, que premia o militar que se destacou no respeito aos preceitos da hierarquia e disciplina, no cumprimento dos deveres militares e em seu desempenho na instrução militar.
Dentre os 250 militares que ingressaram no corrente ano, o premiado foi o Soldado João Álvaro Vargas dos Passos, que também foi destaque em varias outras atividades realizadas no transcorrer da incorporação.
João é o terceiro na geração de sua família que integra as Forças Armadas no 7º BIB, pois seu avô serviu na década de 30 e seu pai nos anos 90.
João é filho de pai e mãe policiais militares, a Capitã Michele da Silva Vargas, comandante da 3ª Companhia/23º BPM (Venâncio Aires) e o tenente Carlos Moisés Savian dos Passos, comandante do 3ºPelotão/2ª Companhia/23º BPM (Vera Cruz). Receber o título de “praça mais distinta” é um grande reconhecimento e honra dentro da hierarquia militar e demonstra os valores repassados de geração para geração.
Decisão reforça atuação dos guardas em patrulhamentos. Medida reforça autorização, por exemplo, para que guardas municipais façam abordagens e possam revistar lugares suspeitos de tráfico de drogas.
Por Márcio Falcão e Pedro Alves Neto, TV Globo e g1
O ministro Cristiano Zanin desempatou nesta sexta-feira (25) um julgamento e formou maioria de votos no Supremo Tribunal Federal (STF) para reconhecer que guardas municipais integram os órgãos de segurança pública.
A decisão da Corte reforça autorização, por exemplo, para que guardas municipais façam abordagens e possam revistar lugares suspeitos de tráfico de drogas. Atualmente, 1.081 municípios possuem guardas municipais instituídas.
Entenda o debate
Os ministros julgaram no plenário virtual uma ação da Associação das Guardas Municipais do Brasil. A entidade argumentou no Supremo que juízes por todo o país não estão reconhecendo as atribuições dos guardas como integrantes do sistema de segurança, o que afeta a atuação.
O debate ocorre em torno da interpretação do artigo 144 da Constituição Federal, que define quais são as corporações que integram as forças de segurança no Brasil.
O texto diz apenas que os municípios poderão constituir guardas municipais “destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”.
Por isso, existiam interpretações diferentes sobre se essas estruturas fazem parte dos sistemas de segurança. Em agosto do ano passado, por exemplo, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vedou a atuação da Guarda Municipal de São Paulo como força policial.
À ocasião, o relator do caso, ministro Rogerio Schietti, alegou que seria caótico “autorizar que cada um dos 5.570 municípios brasileiros tenha sua própria polícia, subordinada apenas ao comando do prefeito local e insubmissa a qualquer controle externo”.
Entendimento do STF
Zanin acompanhou o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, para afastar interpretações judiciais que excluam as guardas municipais, devidamente criadas e instituídas, como integrantes do sistema de Segurança Pública.
Para Moraes, o quadro normativo constitucional e legal e a jurisprudência do Supremo permitem concluir que a instituição é órgão de segurança pública. No voto, o ministro chega a citar as decisões do STJ que restringiram a atuação das guardas municipais.
“Observo, portanto, que o Superior Tribunal de Justiça, em determinados contextos, como o patrulhamento urbano ou a realização de busca pessoal em caso de flagrante delito, tem limitado a atuação das guardas municipais, ao fundamento de que não se trata de órgão de segurança pública previsto nos incisos do art. 144 da Constituição”, disse.
O ministro entendeu que as guardas têm, entre suas atribuições, prevenir, inibir e coibir, pela presença e vigilância, infrações penais ou administrativas e atos infracionais que atentem contra bens, serviços e instalações municipais.
“Trata-se de atividade típica de segurança pública exercida na tutela do patrimônio municipal”, afirmou.
Ao desempatar a votação, Zanin argumentou que “é ampla a jurisprudência desta Suprema Corte que reconhece que as guardas municipais executam atividade de segurança pública (art. 144, § 8º, da Constituição Federal), o que também está em harmonia com as disposições da Lei 13.022/2014, que estabelece o estatuto geral das guardas municipais, e da Lei 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública”.
Também seguiram o voto de Moraes: Luiz Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso.
O ministro Edson Fachin abriu a divergência e votou pela rejeição da ação por questão processual. Ele foi seguido pelos ministros Rosa Weber, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia.
Seminário contou com a presença de várias unidades da Brigada Militar.
O CRPO Planalto realizou nesta quarta-feira (23), no auditório da Escola Notre Dame Menino Jesus, um seminário sobre a saúde mental policial.
O evento marcou a apresentação do Programa de Qualidade de Vida do Policial Militar, com o objetivo de fortalecer e complementar a rede de apoio que já é oferecida pela Brigada Militar na valorização da saúde mental dos policiais militares.
O programa prevê mapear os serviços de saúde mental oferecido pelos municípios; estabelecer parcerias com universidades da região; divulgar ao efetivo os serviços e parcerias que são oferecidos e organizar palestras e oficinas para promover conhecimento sobre a prevenção da saúde mental.
Para disseminar o assunto, o diretor do departamento de saúde da Brigada Militar, coronel Régis Reche; a chefe do biopsicossocial, major Cláudia Ferrão Vargas; e as psicólogas Milene de Oliveira e Carolina Monteiro palestraram sobre os temas “Gestão de saúde na BM”, “Saúde mental e suporte aos policiais militares” e “A importância de uma vida baseada em valores”.
Palestrantes destacaram importância dos cuidados à saúde mental.
O intuito geral do evento é levar ao conhecimento do efetivo os serviços disponibilizados, possibilitando aos militares plenas condições de ter uma vida saudável, refletindo assim, no desempenho profissional.
Além do comandante do CRPO Planalto, Tenente Coronel Cilon Freitas da Silva, o vice-prefeito, João Pedro Nunes, todos os comandantes dos municípios de abrangência do CRPO Planalto, dentre outras autoridades prestigiaram o evento.
O comandante do CRPO Planalto, Tenente Coronel Cilon Freitas da Silva, destacou a importância do evento e em como a ação impacta o efetivo policial.
“Com grande orgulho, anunciamos o Programa de qualidade de vida policial militar. A ideia do programa é usar portas já existentes no sistema de saúde municipal e universidades parceiras. O objetivo é quebrar alguns tabus referentes à saúde mental, visando a qualidade de vida dos nossos policiais. Tudo isso resultará em policiais mais tranquilos e melhor preparados para realizar o seu serviço e, consequentemente, tendo uma qualidade maior na segurança pública”, explica o comandante.
Um dos palestrantes do evento, o diretor do departamento de saúde da Brigada Militar, coronel Régis Reche, destacou aos participantes os serviços oferecidos pela própria rede, bem como a assistência prestada aos policiais através do departamento.
“Eu gosto de ver a vida de duas maneiras: uma que não existe milagre e a outra é acreditar que tudo é um milagre. Aprendi que a grandeza de um homem não é receber honras e sim merecê-las, e eu tenho certeza que cada um dos nossos policiais, as merecem. Usem as nossas estruturas!”, destacou o coronel Reche.
Apoiadores do evento:
Estino Café
Padaria Cruzeiro
Vale Natural Garden Center
Escola Notre Dame Menino Jesus
Floricultura Maria Flor
Comunicação Social CRPO Planalto – (Ana Caroline Haubert)
Nesta quarta-feira, (23/08), dando continuidade nas programações denominada “O DA RESPONDE” a Rádio Studio 190 (web) contou com a presença do Major QOEM Marlon Carvalho Silva, da Divisão de Finanças do Departamento Administrativo da BM.
Foi abordado o tema folha de pagamento, levando vários esclarecimentos, em especial à composição do contracheque onde figuram subsídio/completivoirredutibilidade, em uma explicação técnica sobre as terminologias. Também sobre indenizações e outros temas com interação dos ouvintes e seguidores.
Na oportunidade foi disponibilizado pelo oficial o link para uso dos militares, onde consta o GUIA PRÁTICO, que possibilita a todos buscarem informações e conhecimentos sobre assuntos importantes produzidos pela Divisão de Finanças, Seção de Vencimentos e Sistemas do DA.
Link para o Guia Prático do Departamento Administrativo no botão abaixo:
Data para a troca da guarda da Cadeia Pública será marcada em breve, afirma secretário
BRUNO PANCOT GZH
A intervenção provisória da Brigada Militar no Presídio Central de Porto Alegre, que já se estende por 28 anos, deve finalmente ser concluída nas próximas semanas. Com a formatura de 300 agentes penitenciários, 34 agentes penitenciários administrativos e 21 técnicos superiores penitenciários, em cerimônia realizada nesta terça-feira (22), no Salão de Atos da PUCRS, o governo do Estado espera liberar os brigadianos que hoje administram o Central.
Os novos agentes penitenciários devem começar a atuar efetivamente nos presídios até a quinta-feira (24). A data para a troca da guarda da Cadeia Pública ainda não está marcada, mas será definida em breve pelo governador Eduardo Leite, conforme o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Luiz Henrique Viana.
A ocasião é tratada como evento histórico pelo Piratini e, por isso, deverá contar com ato oficial.
— Vamos marcar até a sexta-feira (25). Mas é uma questão de semanas, em setembro deve ocorrer — explica Viana.
Nem todos os 355 novos servidores irão atuar no Central, ressalta o secretário. Os agentes serão distribuídos por diversas unidades prisionais do Estado, conforme a demanda da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e a ordem de classificação dos concursados, que podem indicar onde preferem trabalhar, se houver vagas.
A força-tarefa da Brigada Militar no Central teve início em julho de 1995, no governo de Antônio Britto, após uma série de rebeliões, fugas e motins. A intervenção, que deveria ser provisória, atravessou oito governos estaduais.
Nos últimos meses, os brigadianos já deixaram de atuar em uma série de presídios estaduais. Quando deixarem o Central, restará apenas a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas.
No caso da PEJ, Leite deve enviar à Assembleia um projeto para a criação de vagas para que a Susepe assuma a gestão da casa prisional.
— Vai depender da criação de cargos, porque hoje não tem o suficiente. Estamos organizando um processo, o governador vai mandar projeto de lei para o aumento de vagas ainda esse ano — diz o secretário.
Formatura dos novos servidores ocorreu nesta terça-feira
Mauricio Tonetto / Divulgação
Ao todo, são 300 agentes penitenciários, 34 agentes penitenciários administrativos e 21 técnicos superiores penitenciários – Foto: Maurício Tonetto/Secom
A Polícia Penal realizou, na tarde desta terça-feira (22/8), no Salão de Atos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a formatura de 355 novos servidores, nomeados em 26 de abril. São 300 agentes penitenciários, 34 agentes penitenciários administrativos e 21 técnicos superiores penitenciários (TSP). Eles atuarão na Cadeia Pública de Porto Alegre, na Penitenciária Estadual de Charqueadas II, no Módulo de Segurança Máxima da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas e em outras unidades prisionais do Estado.
O ingresso de novos servidores ocorre no contexto de investimento recorde no sistema prisional gaúcho. O governo estadual, por meio do Programa Avançar, investiu mais de meio bilhão de reais no segmento, possibilitando a aquisição de armamentos e equipamentos de proteção, além da modernização e construção de novas unidades. Pela primeira vez na história, os novos agentes penitenciários receberão, ao fim do curso de formação, uma pistola e um colete balístico para proteção individual.
Durante o evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, fez um pronunciamento aos formandos, destacando o sucesso da política de reposição de efetivo do governo. “Se hoje temos condições de formar novos servidores penitenciários, é porque tivemos a coragem de promover as reformas que reestruturaram a máquina pública”, disse Leite. “Por isso, esse é um momento de celebração não apenas para os formandos, mas também para toda a sociedade, pois reconhecemos o valor inestimável do trabalho que estes homens e mulheres desempenharão em prol de nossa segurança e justiça.”
Em sua fala, Leite destacou o valor do trabalho dos servidores penitenciários em benefício da justiça e da segurança pública – Foto: Maurício Tonetto/Secom
O titular da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, Luiz Henrique Viana, ressaltou a importância dos investimentos realizados na qualificação do efetivo do sistema prisional. “Hoje, 355 novos servidores se juntam a uma equipe que tem atuado tão bem para garantir um melhor cumprimento de pena e uma maior dignidade para as pessoas privadas de liberdade”, afirmou o secretário. “Investir na qualificação do quadro funcional significa ofertar melhores condições de vida para quem trabalha e para quem recebe os nossos serviços. Sabemos que a chegada de cada um de vocês reforça e oxigena a instituição.”
O superintendente dos Serviços Penitenciários, Mateus Schwartz, ressaltou que o ingresso de novos servidores é mais um investimento que o governo realiza no sistema prisional estadual. “Isso contribui para enfrentarmos os nossos desafios, entregando um serviço público de qualidade. Um quadro funcional forte é fundamental para enfrentarmos as organizações criminosas, garantindo mais segurança a gaúchos e gaúchas.”
Até o momento, já foram chamados 575 servidores do concurso de 2022. Para o cargo de técnico superior penitenciário, por exemplo, há dez anos não se realizavam provas. O certame do ano passado possibilitou não só a contratação de 131 servidores TSP, como também ampliou as especialidades para 18 áreas. Entre elas, terapia ocupacional, educação física, enfermagem, direito, nutrição, psicologia e serviço social, qualificando o tratamento penal. Todos os formandos realizaram também um curso de formação, ofertado pela Escola do Serviço Penitenciário (ESP).
Também estiveram presentes no evento os representantes do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Luís Antônio de Abreu Johnson, da Procuradoria Geral de Justiça, Marcelo Tubino, da Defensoria Pública, Gustavo Brunet, o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiro Militar, Eduardo Estêvam Camargo Rodrigues, além de demais autoridades e familiares dos formandos.
O curso de formação
Com início em 26 de maio deste ano, o curso somou mais de 580 horas-aula, em conformidade com a matriz curricular da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e com as diretrizes da política penitenciária do Rio Grande do Sul. Neste ano, a Escola do Serviço Penitenciário implementou o sistema híbrido (presencial e on-line), com aulas ministradas por mais de 150 docentes servidores da Susepe, da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, do Corpo de Bombeiros Militar e do Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul.
Durante o curso, foram contempladas disciplinas como Alternativas Penais; Armamento e Tiro; Primeiros Socorros; Penas e Prisões; Lei de Execução Penal; Direitos Humanos; Gestão Penitenciária; Gênero e Etnia; Procedimentos e Rotinas Administrativas; Rotinas de Processos; e Legislação e Normativas. Os alunos também participaram de atividades extracurriculares em casas prisionais e cumpriram estágio obrigatório.
Os novos servidores prestaram concurso em março de 2022, composto pelas etapas de prova objetiva, prova dissertativa, avaliação psicológica, investigação social e funcional do candidato e teste de aptidão física para os agentes penitenciários e agentes penitenciários administrativos.
Ao todo, são 300 agentes penitenciários, 34 agentes penitenciários administrativos e 21 técnicos superiores penitenciáriosFoto de SSPS
Armamento passará por perícia e só será paga a recompensa pelos que estiverem funcionando
AGÊNCIA BRASIL
O governo do Rio de Janeiro criou uma premiação de R$ 5 mil para cada fuzil apreendido por policial civil ou militar no Estado. O decreto foi publicado na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial.
O decreto diz que o pagamento será feito ao policial que “no exercício de suas funções ou em razão delas, seja responsável pela apreensão de arma de fogo do tipo fuzil sem registro e/ou autorização legal de porte, com ou sem prisão em flagrante ou apreensão do adolescente em conflito com a lei em cuja posse estiver o objeto apreendido”.
Cada fuzil apreendido passará por perícia. Só serão recompensados os policiais que recolherem armamento que estiver funcionando. Apesar de o decreto já estar valendo, as secretarias de Polícia Civil e de Polícia Militar terão até 60 dias para publicar procedimentos internos que façam valer a premiação. O valor pago aos policiais deverá sair do orçamento das próprias secretarias.
Segundo o decreto, a premiação pode ser paga também a policiais que apreenderem o armamento mesmo quando estiverem de folga. O policial que estiver afastado disciplinarmente das funções ficará impedido de ser contemplado com a recompensa, enquanto durar o seu afastamento.
Nos casos em que mais de um policial tenha sido responsável diretamente pela apreensão, o valor da premiação deverá ser dividido. A contabilização e pagamento das premiações serão feitos ao fim de cada semestre.
— Com essa premiação, pretendemos reduzir ainda mais o poder bélico dos criminosos. Fuzil é arma de guerra, quanto mais tirarmos das mãos dos bandidos, menos será necessário que nossos policiais civis e militares usem — disse o governador Cláudio Castro.
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública, órgão do governo do Estado do Rio, 366 fuzis foram apreendidos no primeiro semestre deste ano, o que representa crescimento de 64% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Especialistas avaliam
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil divergem a respeito da medida.
— Toda iniciativa de tirar arma de circulação é boa, mas, para que fuzil não seja usado por bandido para matar, é importante que o governo combata a venda destas armas por parte da banda podre para os bandidos. O fuzil sem munição é tacape, não mata ninguém, portanto o governo do Estado, em parceria com o governo federal, tem que trabalhar duro para que o tráfico de munição seja combatido — avalia Antonio Carlos Costa, fundador da ONG Rio de Paz.
Para o antropólogo Paulo Storani, capitão veterano do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), a nova política é uma gratificação por resultado que “estimula o trabalhador policial que corre riscos todos os dias”.
O coronel Ubiratan Ângelo, ex-comandante-geral da PMERJ, enxerga na decisão do governador Cláudio Castro pontos positivos e preocupações. O lado positivo, na visão do hoje coordenador de Compliance da ONG Viva Rio, é que o Estado declara que uma das coisas mais preocupantes, dentro do assunto segurança pública, é o armamento de guerra, e não as drogas.
— O governo muda a sua estratégia de dizer que o problema é a droga e passa a atacar com prioridade a presença de arma de fogo, porque é essa que mata, mata imediatamente. Mata bandido, mata policial e mata a população ali no entorno — comenta Ângelo.
A preocupação, de acordo com o ex-comandante da PM, é a presença de confrontos nas comunidades:
— Onde estão os fuzis? Estão nas comunidades menos favorecidas pelas políticas públicas, nas favelas. Então é ali que a força policial vai buscar essa gratificação.
Para o coronel, é preciso ações do governo para evitar que o armamento pesado chegue às favelas:
— Se essa estratégia não vier acompanhada de ações como cercos nas estradas antes de o fuzil chegar na área urbanizada que nós chamamos de favela, por ser desassistida de políticas públicas, nós estamos mudando o nome da guerra às drogas por guerra aos fuzis.
O coordenador de Compliance da ONG Viva Rio lembra que a polícia fluminense já teve inúmeros casos de corrupção envolvendo venda de armas ilegais de policiais para bandidos e diz que, se não houver maior controle sobre a atividade dos agentes da segurança, a medida terá outro reflexo:
— Aumentará o valor do fuzil para o comércio ilegal.
A antropóloga e gestora pública Jacqueline Muniz acredita que a decisão de recompensar policiais pela apreensão de fuzis é a repetição de um erro, lembrando da chamada “gratificação faroeste”, criada em 1995, que premiava em dinheiro policiais que cometiam atos considerados de bravura. Para ela, o decreto alimenta o próprio mercado criminoso de armas ao invés de combatê-lo.
— Premiar somente apreensão de fuzis favorece a panelinha protegida que tem QI (informações privilegiadas) dentro das polícias e que só vai naquela ocorrência boa que agrada político e produz estatística para propaganda de governador. Os outros policiais que suam a farda e atendem a demanda da população ficam de fora dessa competição equivocada por mais fuzil, porque fuzil, uma arma cara e importante para o crime, não fica dando sopa por aí para cada policial correr atrás do seu — critica.
A professora da graduação de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) acrescenta que “nenhuma polícia consegue manter saldos operacionais crescentes, afinal, as apreensões dão prejuízo ao crime, geram falta de recursos criminosos durante um tempo”.
A antropóloga ponderou que experiências semelhantes em outros países levaram a resultados negativos:
— Nas polícias internacionais, a cobrança isolada por número alto de apreensões de artigos criminosos valiosos levou ao aumento da corrupção policial, a um leilão da vida policial com operações malfeitas e às manipulações da mesma arma apreendida várias vezes.
Para a especialista, é preciso um programa de avaliação de desempenho policial que retrate o trabalho feito pelos policiais antes, durante e depois das ocorrências atendidas.
— No lugar de ficar reinventando roda quadrada para agradar panelas policiais, tem que ter um programa sério de desempenho que avalie, de verdade, o mérito do trabalho policial rotineiro empregado na emergência; operações policiais; patrulha; investigação e inteligência — conclui.
No Rio de Janeiro, 366 fuzis foram apreendidos no primeiro semestre deste ano
Divulgação / Polícia do Exército
Atendendo ao convite do Jornal Correio Brigadiano o desembargador Amilcar Macedo, presidente do TJM-RS, participou nesta manhã do dia 22/08 do programa na Mira da Notícia da Rádio Studio 190 (web). A entrevista abordou sobre as repercussões da decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida em plenário virtual no dia 16 a 23 de junho deste ano, acompanhando o seu relator, Ministro Alexandre de Moraes. (ver decisão)
Conforme a decisão o tribunal fixou a seguinte tese:
A perda da graduação da praça pode ser declarada como efeito secundário da sentença condenatória pela prática de crime militar ou comum, nos termos do art. 102 do Código Penal Militar e do art. 92, I, “b”, do Código Penal, respectivamente.
Nos termos do artigo 125, §4º, da Constituição Federal, o Tribunal de Justiça Militar, onde houver, ou o Tribunal de Justiça são competentes para decidir, em processo autônomo decorrente de representação do Ministério Público, sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças que teve contra si uma sentença condenatória, independentemente da natureza do crime por ele cometido.
Caso Concreto
O STF analisou recurso interposto contra decisão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJM-SP) que decretou a perda da graduação de praça de um policial militar, condenado pela Justiça Comum por violência doméstica e disparo de arma de fogo.
Ao atender pedido da Procuradoria de Justiça a fim de que a condenação criminal tivesse repercussão no âmbito militar, o TJM-SP entendeu que a conduta do policial maculou o decoro militar e, diante da impossibilidade de reexame do mérito, determinou, além da perda de graduação, a cassação de eventuais medalhas, láureas e condecorações, além de anotação no registro individual.
O presidente do TJM do RS, respondeu a pergunta do apresentador, Gilson Noroefé, bem como dos internautas, esclarecendo e apresentando as repercussões decorrentes de tal decisão, abordando o tema do ponto de vista da Constituição Federal que deixa claro com relação as competências, inclusive da Justiça Militar.
Além das abordagens ao tema proposto o Juiz Militar levou informações importantes sobre a atuação da Justiça Militar no âmbito do RS e seu grau de excelência graças as ferramentas modernas que dispõe e ao reduzido, mas qualificado quadro de servidores.
PROCESSO SELETIVO PARA O CURSO BÁSICO DE ADMINISTRAÇÃO POLICIAL MILITAR (CBAPM)
O Diretor de Ensino da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, no uso de suas atribuições legais, conforme autorização do Comando da Corporação e pelo PROA nº 23/1203-0007930-0, vem a público divulgar o edital para o processo seletivo para realização do Curso Básico de Administração Policial Militar – CBAPM.
A tarde deste domingo (20/8) foi marcada por um reencontro emocionante e repleto de alegrias na sede do 8º Batalhão de Polícia Militar (8⁰BPM), em Osório. Os pais do menino Davi de um ano e quatro meses, que foi salvo de um afogamento na última quarta-feira (16/8) foram até o Batalhão com a criança para agradecer aos policiais militares envolvidos na ocorrência. Eles foram recepcionados pelo sargento Moreira e soldados Flávia, Cassiano e Martins que salvaram a vida da criança após ela ter se afogado na piscina de casa na última quarta-feira (16/8).
●Relembre: Após um chamado pelo 190, a guarnição foi enviada até à residência do menino, no bairro Albatroz, depois de ele ter caído na piscina. Os policiais militares realizaram a manobra de Heimlich na criança, que foi reagindo aos poucos até chegar na Unidade de Pronto Atendimento.
BRIGADA MILITAR – A FORÇA DA COMUNIDADE
COMUNICAÇÃO SOCIAL DO 8º BPM TEXTO: Sd Rezende FOTOS: Divulgação BM