De acordo com delegado responsável pela investigação, um segundo suspeito conseguiu fugir. Caso aconteceu no bairro Vila Nova, na noite de quarta-feira (9).
Por g1 RS
Um policial militar (PM) reagiu a um assalto e matou um suspeito em Parobé, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso aconteceu no bairro Vila Nova, na noite de quarta-feira (9).
Conforme o delegado Francisco Leitão, responsável pela investigação, o PM teria sido abordado por dois homens armados quando saía da garagem de casa em seu veículo. O policial efetuou disparos de arma de fogo e acertou um dos suspeitos, que morreu no local. Ele não teve a identidade divulgada.
O outro homem conseguiu fugir a pé. A Brigada Militar (BM) faz buscas na região. O policial não ficou ferido.
O local foi isolado para trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Caso aconteceu enquanto PM saía da garagem de casa — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Um jovem de 21 anos, identificado como Adelso dos Santos de Almeida Júnior, foi preso em flagrante por apologia ao crime e associação ao tráfico. Ele gravou um vídeo cantando uma música em que debocha da morte do PM santa-mariense Patrick Bastos Reis, em Guarujá, no litoral de São Paulo.
No vídeo que circula nas redes sociais, Adelso afirma que “é do crime organizado” e que estaria “cheio de ódio”. Ele ainda zomba dos policiais que foram atingidos.
A prisão do suspeito aconteceu em frente a um supermercado em Guarujá.
Relembre o caso
Patrick Bastos Reis, 30 anos, morreu após ser baleado, no Guarujá, em São Paulo, na última semana. O policial militar da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) estava com um colega fazendo patrulhamento no local quando indivíduos armados atiraram contra os dois. Patrick foi atingido próximo ao tórax e chegou a ser atendido no Pronto Atendimento da Rodoviária (PAM).
Nascido e criado em Santa Maria, ele saiu do município com os pais em 2010, quando foram morar em Porto Alegre. Depois, os familiares seguiram para Florianópolis, em Santa Catarina. O filho foi para Quaraí fazer parte do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), aos 17 anos, onde morou por um ano. Durante esse tempo, ele nutria o sonho de ser policial da Rota. Então, ele passou no concurso e foi embora para São Paulo.
Patrick Bastos Reis morreu após ser baleado, no Guarujá, em São Paulo, na última semana. O policial militar da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) estava com um colega fazendo patrulhamento no local quando indivíduos armados atiraram contra os doisFoto: Reprodução
Operação Escudo
No último domingo (31), o suspeito de matar o policial militar foi preso em São Paulo durante a ação denominada de Operação Escudo. O governador Tarcísio Gomes de Freitas divulgou a informação por meio das redes sociais.
Foto: Repodução
Adelso dos Santos de Almeida Júnior, foi preso em flagrante por apologia ao crime e associação ao tráfico
Entre as armas, havia nove fuzis, 40 pistolas, 19 revólveres, duas espingardas e uma submetralhadora; dois suspeitos foram presos
A Brigada Militar apreendeu grande quantidade de armas em Santo Antônio da Patrulha na tarde da terça-feira(08/8). As armas estavam depositadas dentro de toneis de plástico enterrados em uma propriedade rural, localizada entre os quilômetros 69 e 70 da rodovia ERS 030. Foram encontrados nove fuzis, 40 pistolas, uma submetralhadora, 19 revólveres, duas espingardas, inúmeros carregadores para o armamento e cinco embalagens com insumos normalmente utilizados para serem misturados em cocaína. Policiais militares da Companhia Policial do 8°BPM em Santo Antônio da Patrulha chegaram à propriedade, após trabalho de Inteligência do 8°BPM. No local foram presos dois homens de 28 e 31 anos com antecedentes por homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e passagens por casas prisionais. As companheiras dos dois indivíduos, de 24 e 27 anos, também estavam na propriedade e foram conduzidas à Delegacia de Polícia. Havia três crianças de 4, 8 e 12 anos na residência e foram retiradas do local pelo Conselho Tutelar, a partir do chamado dos PMs.
COMUNICAÇÃO SOCIAL DO CRPO LITORAL TEXTO: jornalista Jussara Pelissoli FOTOS: Sd Rezende/8°BPM
A portaria 643/EMBM de 2016 Instituiu o dia do Policial Militar Tombado em Serviço
A referida portaria que neste dia cada Órgão de Polícia Militar deve, a critério de seu comandante reunir, de forma voluntária, seu efetivo, convidar a comunidade local e familiares dos PM, e fazer a citação dos que tombaram em serviço, seus históricos funcionais e descrever como se deram os fatos que o levaram a óbito. Também ficou estabelecido que sempre que houver o evento morte de Policial Militar em serviço ou em decorrência da sua função, no horário estabelecido para o sepultamento será prestado um minuto de silêncio nos quarteis da BM para que os efetivos prestem as continências.
Já a lei Nº 15.156, DE 24 de 25 de abril 2018, Instituiu os Dias Estaduais em Homenagem ao Policial Civil e ao Policial Militar Mortos em Serviço, e os inclui no Calendário Oficial de Eventos do Estado do Rio Grande do Sul. Ficando definido o dia 2 de dezembro para homenagem aos policiais civis e 08 de agosto aos policiais militares.
Ato lembra 33 anos da morte do CB Valdecir em confronto com sem-terra no RS
Da esquerda para a direita: TC Jorge Alvorcem, Vice-Pres AsOfBM, Cel Mendes, Desembargador Militar e Ex-Cmt Geral da BM, Cel Jorge Bengochea, TC Newton Henrique Ledur, Cel Moraes, Cmt Res Altiva da BM, Cel Ibes Pacheco, Cel João Gilberto Fritz e Cel Sérgio Pastl.
Policias da Brigada Militar e colonos entraram em conflito em 1990. Cabo Valdeci de Abreu Lopes foi morto com golpe de foice no pescoço.
O confronto entre manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e policiais da Brigada Militar ocorreu em 8 de agosto de 1990. Tiros de festim, gás lacrimogêneo, foices e pedras transformaram o centro da cidade em uma praça de guerra.
O conflito agrário mais sangrento da história gaúcha – que começou a se desenhar ainda na madrugada, quando cerca de 600 colonos se instalaram na Praça da Matriz, diante do Palácio Piratini – se prolongou por oito horas e resultou em 72 feridos e um morto.
Por volta das 11h30 daquele dia, o cabo Valdeci, então com 27 anos, foi atingido com um golpe de foice no pescoço na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Andradas. Seis pessoas foram condenados como coautores do crime. Os autores nunca foram identificados.
Homenagem aos 175 anos da Justiça Militar do RS e dos 105 anos do Tribunal Militar do RS. Foto TJMRS
Por uma iniciativa da Vereadora Mônica Leal, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre realizou sessão solene em homenagem aos 175 anos da Justiça Militar do RS no dia 07/08.
Representando o TJM/RS estiveram presentes o seu presidente Dr. Amilcar Macedo, ouvidor-geral do TJM, Desembargador Militar Sergio Berni de Brum; o Diretor da Escola Judicial, Rodrigo Mohr; o Desembargador Militar Fabio Duarte Fernandes; o Diretor-Geral Rogério Nejar e servidores daquele tribunal.
Ainda, presentes os Comandantes da Brigada Militar e do CBM-RS. Mônica Leal (PP), falou de sua origem, de família militar e de sua honra em ser proponente da distinção, agradecendo a Mesa Diretora pela recepção ao seu requerimento.
Além da proponente, a casa legislativa rendeu homenagem através de outros vereadores presentes, destacando-se:
Vereadores: Comandante Nádia, Tiago Albrecht, Jesse Sangalli, Alexandre Bobadra, Cassiá Carpes, Lourdes Spengler e Carlos Comassetto.
A solenidade contou também com o prestígio do Dr. Luiz Augusto de Mello Pires, Conselheiro da Comissão Especial de Direito Militar da OAB/RS (licenciado) e do Ex. Deputado Federal Vilson Covati, (PP) ambos pré candidatos ao quinto constitucional do Tribunal de Justiça Militar do RS, com inscrições que se encerram nesta sexta feira. Lembrando que o edital de inscrição do candidato a Juiz Militar exige atuação específica na área de no mínimo 10 anos.
Entidades reivindicam o resgate da simetria salarial entre os comissários de Polícia e os capitães da Brigada Militar
Em protesto contra salários defasados e promoções atrasadas, a Polícia Civil realiza nesta terça-feira o primeiro dia de paralisação unificada da categoria. Entre outros pontos, os policiais civis reivindicam o resgate da simetria salarial entre os comissários de Polícia e os capitães da Brigada Militar e o apoio do governo ao PL 04/2023, que busca a paridade e a integralidade aos policiais que ingressaram após 2015. No final da noite, estava prevista uma reunião com o governo.
Na quarta-feira, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil do Rio Grande do Sul (Ugeirm) promete um segundo dia de paralisação em todo o Rio Grande do Sul. O objetivo é pressionar o governo do Estado. O vice-presidente Ugeirm, Fábio Nunes Castro, destaca a importância do protesto. “O movimento tem por objetivo chamar atenção do governo para uma abertura de diálogo mais efetiva em relação a nossa pauta”, afirmou.
Conforme Nunes, a segurança pública vem apresentando “números bastante significativos ”em relação ao combate à criminalidade sem o devido reconhecimento aos profissionais da área. Apesar da paralisação, a categoria garante a manutenção de serviços essenciais.
Em Porto Alegre, a concentração será em frente ao Palácio da Polícia. No Interior do Estado e região metropolitana, a orientação é para que os policiais se concentrem em frente às suas delegacias, ou local de trabalho. A orientação é para que não haja circulação de viaturas. Não haverá cumprimento de mandados de busca e apreensão, mandados de prisão, operações policiais, serviço cartorário, entrega de intimações, oitivas, remessa de IPs ao Poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária.
As DPPAs e plantões somente atenderão os flagrantes e casos de maior gravidade, tais como: homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos, Lei Maria da Penha, além daquelas ocorrências em que os (as) plantonistas julgarem imprescindível a intervenção imediata da Polícia Civil. Em conversas com entidades de classe, o chefe de Polícia, delegado Fernando Sodré, afirmou que os policiais se comprometeram a realizar serviços essenciais e atendimento de casos graves.
“Todas as ocorrências que necessitem de uma demanda importante e urgente da Polícia Civil serão atendidas. Podemos tranquilizar a população de que a Polícia vai manter os atendimentos necessários e emergenciais para que a segurança continua acontecendo”, afirmou. Conforme Sodré, a Casa Civil e a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Estado mantêm diálogo com a categoria.
Arthur Lira demonstra interesse em colocar PEC 32 na pauta da Casa Legislativa
Por Gustavo Silva — Rio de Janeiro
Em meio a uma turbulência política entre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e o presidente Lula (PT), o mandachuva do parlamento decidiu usar os artifícios políticos para negociar com o governo federal. No meio desse imbróglio está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, conhecida como Reforma Administrativa.
Em linhas gerais, a proposta propõe uma série de alterações significativas na administração pública e no sistema de servidores no Brasil. Dentre elas, estão a criação de novos tipos de contratação para servidores públicos, restrição da estabilidade no serviço público, redução dos salários iniciais dos novos servidores e impedimento da progressão automática na carreira dos servidores.
A PEC 32 deve voltar à pauta na volta do recesso parlamentar mas não vai ter um caminho simples para votação e aprovação. Se quiser de fato tornar a reforma uma realidade, Lira terá de se conectar com Arthur Oliveira (DEM), relator da proposta, lidar com a esquerda na Câmara dos Deputados e comprar uma grande briga com Lula, que é terminantemente contra a proposta. Idealizada em 2019, no cerne de reformas na Constituição Federal do país, a PEC foi desenvolvida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes.
Movimentações contrárias na Casa Legislativa
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) encaminhou um ofício à ministra Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, e ao ministro Alexandre Padilha, da Secretaria Especial de Relações Institucionais, no qual pede que o Projeto de Emenda Constitucional 32 saia de tramitação. A PEC 32 deve voltar à pauta da Casa Legislativa na próxima semana.
– A proposta parte de uma premissa equivocada. E dá soluções ainda mais equivocadas. Atacar a estabilidade do servidor público concursado só faz aumentar sobre esses funcionários o assédio psicológico e moral que eles recebe – explica.
Especialistas dão análise sobre projeto
Ex-presidente da Câmara, o advogado Marcelos Ramos, explica que o estado atual da PEC desagradou “gregos e troianos”.
– A esquerda é contra qualquer avaliação dos servidores e aos “liberais” da direita querem servidor sem nenhum direito. O relator foi no meio termo e desagradou os dois – elucida.
O professor de Direito Administrativo Luis Gustavo explica que o servidores têm os direitos suprimidos “de uma hora para outra”.
– O grande atrativo do serviço público sempre foi a estabilidade, isso pode impactar no rendimento desses funcionários.
Entidades manifestam repúdio à proposta
Lucena Pacheco Martins, Diretora do Sindicato dos Servidores das Justiças Federais, revela que todas as entidades representativas estão em diálogo com o governo para que a PEC 32 seja travada.
O diretor da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, Sérgio Ronaldo, diz que em todo o conteúdo da proposta há apresentação de soluções para os problemas do setor público.
João Paulo, secretário da Central de Trabalhadores destaca que a PEC 32 destrói toda a constituição do serviço Público.
O governo, Arthur Lira e Arthur Oliveira não retornaram às solicitações do EXTRA.
Reforma Administrativa pode voltar à Câmara e ameaça estabilidade dos servidores públicos de todas as esferas — Foto: DIVULGAÇÃO/ZECA RIBEIRO/AGÊNCIA CÂMARA
Policiais civis e militares participaram da última edição do World Police and Fire Games, que ocorreu em Winnipeg, no Canadá, entre os dias 28/07 e 06/08
Policiais civis e militares participaram da última edição do World Police and Fire Games, que ocorreu em Winnipeg, no Canadá, entre os dias 28/07 e 06/08.
A delegação gaúcha, composta por três policiais civis e um policial militar, competiu nas modalidades de Judô e Jiu-jitsu, e encerrou sua participação com um desempenho histórico.
Foram seis medalhas de ouro, duas medalhas de prata e três medalhas de bronze.
Os Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros, ocorre a cada dois anos, e é a segunda maior competição esportiva do mundo, ficando atrás somente dos Jogos Olímpicos.
Neste ano foram mais de 8,5 mil atletas policiais de todas as partes do mundo disputando mais de 60 modalidades. Desde as mais tradicionais como futebol, vôlei e natação bem como as mais específicas da atividade policial.
Os atletas/policiais gauchos conquistaram as seguintes colocações:
Comissário Marcelo Vaz: Dois ouros (Judô e Jiu-Jitsu) e um bronze (Jiu-Jitsu NoGi)
Comissário Schulze: Duas pratas (judô e Jiu-Jitsu)
Inspetor Franco: Um ouro (Judô ) e dois bronzes (Jiu-Jitsu e Jiu-Jitsu NoGi)
Soldado Pedro Ximenes – Um ouro (Judô ) e dois bronzes (Jiu-Jitsu e Jiu-Jitsu NoGi)
Esta edição dos Jogos Mundiais foi uma das mais disputadas, contando com a participação de atletas olímpicos.
Os atletas/policiais já estão pensando na preparação para a próxima edição em 2025 que irá ocorrer na cidade de Birmingham, nos EUA.
Um jovem policial militar morreu após sofrer um acidente de moto durante uma perseguição na Vila Prudente, zona leste de São Paulo, na noite da sexta-feira (4).
A polícia foi acionada e quando chegou ao local, um dos oficiais descobriu que o agente morto era seu próprio filho.
O soldado Leonardo de Souza Pires, de 26 anos, era do 19º BPMM (Batalhão da Polícia Militar Metropolitano), mas pediu transferência para a 1ª Companhia do 8º BPMM há cerca de um ano para trabalhar com o pai, que está prestes a se aposentar.
Acidente
Leonardo realizava patrulhamento de moto junto ao seu colega, o cabo Jorge Silva Araújo, por volta das 20h25 na zona leste da capital paulista. Pela Rua Antônio de Barros, no Tatuapé, os agentes visualizaram uma moto preta, ocupada por dois homens, em atitude suspeita.
A ordem de parada não foi obedecida, o que deu início a uma extensa perseguição, que contou com o apoio de viaturas do 21° Batalhão. A fuga percorreu pelas Avenidas Vereador Abel Ferreira, Sapopemba e Vila Ema.
Quando chegaram na avenida Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na altura do número 3322, Leonardo colidiu contra a traseira de uma moto, ocupada por Rafael de Paula Martins, que não tinha nada a ver com os suspeitos, que conseguiram escapar.
Rafael caiu, bateu a cabeça na guia e sofreu escoriações leves pelo corpo. Já o jovem soldado foi arremessado, bateu a cabeça em um poste de iluminação, sofreu intenso sangramento e ficou desacordado.
Segundo informações do boletim de ocorrência, uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) foi acionada. Leonardo foi socorrido e encaminhado ao Pronto Socorro do Hospital Estadual Vila Alpina.
O PM soldado sofreu parada cardiorrespiratória e foram realizados 14 ciclos de reanimação. Porém, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele deixa a esposa.
O caso foi registrado como desobediência e homicídio culposo na direção de veículo automotor no 56° Distrito Policial da Vila Alpina.
A Polícia Militar publicou uma nota lamentando a morte do oficial. Guilherme Derrite, secretário de segurança pública, também se pronunciou nas redes sociais.
Arthur Matheus Martins Rosa, de 25 anos, foi socorrido para um hospital de Campo Grande, mas não resistiu e morreu nesta sexta-feira (4).
Por Rafaela Moreira, g1 MS — Mato Grosso do Sul
Arthur Matheus Martins Rosa, de 25 anos, morreu após passar mal durante o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, realizado nesta quinta-feira (3), em Campo Grande. O candidato foi socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital, nesta sexta-feira (4).
No vídeo é possível ver em momentos diferentes, Arthur e outros dois candidatos, uma mulher e um outro homem, caírem durante a prova. Ela, inclusive, chegou a desmaiar.
O TAF ocorreu no Centro Poliesportivo da Vila Nasser, sob sol forte. As imagens mostram o desgaste dos participantes devido ao forte calor e baixa umidade do ar em Campo Grande.
A Secretaria Estadual de Administração (SAD) informou que Arthur era de Goiás e veio para Campo Grande para fazer o teste. O TAF é a 4° fase do concurso da PM.
No teste de aptidão física, os candidatos passam por três testes: elevação na barra fixa, 32 abdominais e corrida de 2.400 metros, que deve ser completada em até 12 minutos. Quem não completa qualquer um desses testes é reprovado.
Teste de aptidão física do concurso da PM, em Campo Grande — Foto: Reprodução
O g1 conversou com um candidato, que prefere não ser identificado. “A prova não foi fácil, afinal estamos sendo treinados para ser policial. Infelizmente, temos que esperar o pior cenário. Ontem a umidade estava muito baixa, e por isso sempre tinha água disponível. Teve uma preocupação da organização com os participantes e tinham muitas pessoas participando.”
O TAF está sendo realizado entre os dias 2 e 5 de agosto em Campo Grande. O resultado deve ser publicado no dia 31 de agosto. O resultado final do concurso está previsto para sair em 2 de outubro.
Por meio de nota, a SAD lamentou a morte do candidato e disse que determinou que sejam tomadas as devidas providências para esclarecer o fato.
“Apesar de todo arcabouço legal que as provas de teste físico requerem, bem como todo cuidado e responsabilidade pela aplicação da mesma é necessário apuração célere que não deixe margens para novas tragédias, motivo pelo qual já iniciou uma apuração isenta e objetiva”, diz a nota.
Veja a nota na íntegra:
O governo do Estado de Mato Grosso do Sul lamenta profundamente o óbito ocorrido em decorrência do TAF (Teste de Aptidão Física) da prova da Polícia Militar, de um candidato de 25 anos oriundo do Estado de Goiás, e informa que já determinou que sejam tomadas as devidas providências para esclarecer o fato, com compromisso de apurar as possíveis negligências e responsabilidades.
Apesar de todo arcabouço legal que as provas de teste físico requerem, bem como todo cuidado e responsabilidade pela aplicação da mesma é necessário apuração célere que não deixe margens para novas tragédias, motivo pelo qual já iniciou uma apuração isenta e objetiva.
O governo de MS se solidariza com familiares e amigos do candidato que teve seu sonho de ingressar nas forças de Segurança Pública interrompido, e prestará toda assistência necessária neste momento de luto.