SENASP abre edital para selecionar tutores para seu EAD

A UNIÃO, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, representado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), torna público o Edital Senasp nº 25/2023, referente ao Processo Seletivo Simplificado, que objetiva selecionar colaboradores para atuarem como Tutores e Tutores Coordenadores de Área Temática em cursos da Rede Nacional de Educação a Distância em Segurança Pública (Rede EaD Senasp), conforme Portaria Senasp nº 63, de 10 de outubro de 2012.

As inscrições para o processo seletivo simplificado ocorrerão exclusivamente pelo endereço: https://formularios.mj.gov.br/limesurvey/index.php/963417, no período de 08/08/2023 a 15/08/2023, conforme vagas abaixo discriminadas:

A UNIÃO, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, representado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), torna público o Edital Senasp nº 25/2023, referente ao Processo Seletivo Simplificado, que objetiva selecionar colaboradores para atuarem como Tutores e Tutores Coordenadores de Área Temática em cursos da Rede Nacional de Educação a Distância em Segurança Pública (Rede EaD Senasp), conforme Portaria Senasp nº 63, de 10 de outubro de 2012.

As inscrições para o processo seletivo simplificado ocorrerão exclusivamente pelo endereço: https://formularios.mj.gov.br/limesurvey/index.php/963417, no período de 08/08/2023 a 15/08/2023, conforme vagas abaixo discriminadas:

FunçãoQuantidade de vagasRemuneração
Tutor EaD no curso: “O Papel dos Profissionais do SUSP na Defesa da Democracia”Até 200 (duzentas) – condicionadas à formação das turmas, sendo que os 100 (cem) mais bem classificados serão considerados aprovados e os demais formarão um Cadastro de Reserva e poderão ser convocados a qualquer tempo durante a vigência do Edital, observando-se a ordem de classificação.R$ 25,00 (hora-aula)
Tutor EaD no curso “Susp e o Enfrentamento da Desigualdade Racial no Brasil”Até 200 (duzentas) – condicionadas à formação das turmas, sendo que os 100 (cem) mais bem classificados serão considerados aprovados e os demais formarão um Cadastro de Reserva e poderão ser convocados a qualquer tempo durante a vigência do Edital, observando-se a ordem de classificação.R$ 25,00 (hora-aula)
Tutor EaD no curso: “Segurança Pública e Mulheres: do Enfrentamento da Violência Contra Mulheres e Meninas ao Protagonismo das Mulheres na Prevenção e Redução das Violências”Até 200 (duzentas) – condicionadas à formação das turmas, sendo que os 100 (cem) mais bem classificados serão considerados aprovados e os demais formarão um Cadastro de Reserva e poderão ser convocados a qualquer tempo durante a vigência do Edital, observando-se a ordem de classificação.R$ 25,00 (hora-aula)
Tutor EaD no curso: “Discurso de Ódio e o Enfrentamento de Crimes Digitais”Até 200 (duzentas) – condicionadas à formação das turmas, sendo que os 100 (cem) mais bem classificados serão considerados aprovados e os demais formarão um Cadastro de Reserva e poderão ser convocados a qualquer tempo durante a vigência do Edital, observando-se a ordem de classificação.R$ 25,00 (hora-aula)
Tutor EaD no curso: “Os Municípios e a Prevenção da Violência: o Papel da Guarda Municipal “Até 200 (duzentas) – condicionadas à formação das turmas, sendo que os 100 (cem) mais bem classificados serão considerados aprovados e os demais formarão um Cadastro de Reserva e poderão ser convocados a qualquer tempo durante a vigência do Edital, observando-se a ordem de classificação.R$ 25,00 (hora-aula)
Tutor EaD no curso: “Tecnologias Aplicadas à Segurança Pública”Até 200 (duzentas) – condicionadas à formação das turmas, sendo que os 100 (cem)mais bem classificados serão considerados aprovados e os demais formarão um Cadastro de Reserva e poderão ser convocados a qualquer tempo durante a vigência do Edital, observando-se a ordem de classificação.R$ 25,00 (hora-aula)
Tutor-Coordenador de Área Temática: Susp e DemocraciaAté 100 (cem)- condicionadas à formação das turmas, sendo que os 50 (cinquenta) mais bem classificados serão considerados aprovados e os demais formarão um Cadastro de Reserva e poderão ser convocados a qualquer tempo durante a vigência do Edital, observando-se a ordem de classificação.R$ 1.500,00 / oferta

Cronograma

EventoData
Publicação do Edital03/08/2023
Impugnação do Edital04/08/2023
Resultado das Avaliações das Impugnações07/08/2023
Inscrições08/08/2023 a partir de 00h a 15/08/2023 até às 23h59min
Resultado Parcial25/08/2023
Recursos Impetrados28/08/2023 das 00h até às 23h59min
Resultado dos Recursos Impetrados30/08/2023
Homologação do Resultado Final31/08/2023

A íntegra do Edital Senasp nº 25/2023 e seus anexos poderá ser consultada no endereço eletrônico: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-seguranca/seguranca-publica.

Os atos relativos aos eventos previstos no Anexo I do Edital (cronograma) serão publicados no mesmo endereço eletrônico.

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR

Secretário

Republicada por ter saído no Diário Oficial da União do dia 3 de agosto de 2023, nº 147, Seção 3, página 107, com incorreções no original.

“Foi uma situação inédita para mim”, diz policial que salvou família refém de assalto em agropecuária de Estância Velha

Soldado havia acabado de assumir o turno quando recebeu a ocorrência e foi ao local

Por DÁRIO GONÇALVES Diario de Canoas

Terça-feira (1º), 19 horas. Policiais da Brigada Militar de Estância Velha trocavam seus turnos. O que poderia ser mais uma noite de trabalho rotineiro, poucos minutos depois transformou-se em uma ocorrência inédita para um policial de 46 anos, com quase 20 anos de serviço. Cerca de três quilômetros dali, uma menina de seis anos e seus pais, proprietários de uma agropecuária, eram vítimas de um assalto a mão armada, que poderia ter terminado em tragédia.

Imagem mostra policial se aproximando sozinho contra os assaltantes. Ele se afasta conforme os dois criminosos que estavam dentro do comércio avançam, usando a família como escudo para tentar fugir Foto: Reprodução

O policial, que preferiu não se identificar, conta que uma pessoa passava pela Avenida Walter Klein quando viu o proprietário de uma agropecuária ser rendido pelos assaltantes no momento em que ele fechava o estabelecimento, e acionou a polícia. Quase no mesmo momento, um outro policial, que está de férias, também viu a ação e desconfiou de um carro próximo com um homem dentro. Ao fazer a abordagem, este outro agente constatou que o motorista estava ali para realizar a fuga dos assaltantes, e o deteve.

A BM deslocou uma guarnição para o local com dois militares, um homem e uma mulher. O PM conta que no momento que se aproximou da entrada, com o fuzil em mãos, os criminosos tentaram sair pelos fundos do local, mas não havia saída. “Eu falei para eles deixarem as armas no chão e virem para fora, que poderiam ficar tranquilos pois nada iria acontecer a eles. Mas não adiantou, eles estavam dispostos a fugir e ficavam mandando eu me afastar”, conta o policial.

Em seguida, os dois assaltantes usaram a família como escudo para passar pelos policiais. “Esse foi um momento inédito pra mim, o assaltante pegou a vítima pelo pescoço e colocou a arma na cabeça dele, dizendo que ia atirar. Nisso, eu fui caminhando para trás e fui para a rua, quase fui atropelado”, detalha o militar.

Ao ver que o comparsa do carro já estava rendido, os dois tentaram fugir com a viatura da Brigada Militar. “Foi um momento muito delicado, eu não tinha visão para atirar e eles queriam a chave da viatura que estava comigo. Falei que eles poderiam fugir com o carro deles, para mim, o importante era ter a família em segurança, a criança estava com muito medo”.

Neste momento a situação começou a ficar mais tensa. O homem que rendia o proprietário do comércio passou a ameaçá-lo, caso o policial não desse a chave. “Tudo foi muito rápido, são coisas que acontecem numa fração de segundos e só quem passa por isso consegue entender. Então, no momento que ele colocou o refém dentro da viatura, ele me perdeu de vista e então eu atirei”, relembra. A ação durou cerca de dois minutos, e ao ver o companheiro baleado, o outro assaltante decidiu se render.

Por fim, o PM disse que fica feliz em saber que a família não sofreu nenhum ferimento, mas que “o certo era ninguém morrer. Nossa missão é salvar vidas, inclusive dos meliantes. A todo o momento dei a opção de se entregarem e até de fugir, mas é um caminho que eles escolhem”, afirma. Ele também fez questão de enaltecer a atuação dos colegas. “Só eu apareço nas imagens gravadas, mas foi um trabalho em conjunto. Graças a Deus eu tinha eles comigo, dando cobertura. E também preciso agradecer à Guarda Municipal que foi ao local em seguida”, finaliza.

Policiais penais querem poder recapturar foragidos e registrar ocorrências

Servidores da área prisional pressionam pela regulamentação do seu novo status, que até agora não ocorreu

HUMBERTO TREZZI GZH

Os servidores do sistema prisional, que se sentiam primos pobres dos demais funcionários da segurança pública, desde o ano passado ganharam reconhecimento como policiais penais. Isso aconteceu em todo o Brasil, desde que Constituições Estaduais aprovaram essa troca de nomenclatura para os agentes penitenciários e demais integrantes do sistema prisional. Fizeram isso em continuidade à aprovação pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2019, de emenda constitucional que modificou o Artigo 144 da Constituição, incluindo formalmente os policiais penais no aparato das forças de segurança do país.

Só que a mudança, até o momento, é só no nome do profissional. É preciso regulamentar esse novo status, tanto que sindicalistas da área penitenciária de todo o país estão em Brasília para pressionar o Congresso Nacional a aprovar lei regulamentando o que foi estabelecido pela Constituição. Eles querem também uma Lei Orgânica que discrimine seus deveres e seus direitos, como outros tipos de polícias possuem.

Um exemplo prático: hoje os policiais penais não podem recapturar presos que fugiram. Assim que detectam uma fuga, precisam acionar a PM, que por vezes leva horas a aparecer (por falta de efetivo). Aí o PM não conhece o preso e tem dificuldade de verificar quem é ele, fisicamente, alerta o presidente do Sindicato da Polícia Penal do RS (SINDPPEN/RS), Saulo Felipe Basso dos Santos.

– Isso não é racional. Somos nós, servidores penitenciários, que conhecemos o preso, inclusive suas características psicológicas, que podem ajudar a deduzir para onde ele vai após a fuga.

Saulo também ressalta que hoje os policiais penais não podem elaborar termos circunstanciados e boletins de ocorrência, como os policiais civis. No momento, precisam ir a uma delegacia para fazer o registro, uma demanda burocrática, que poderia ser feita pelo policial penal sem ter necessidade de se deslocar.

Saulo está em Brasília, onde se reuniu com colegas de todo o país, como Fernando Anunciação, presidente da Federação Nacional dos Servidores Penitenciários. Participou também de uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal, onde foi reiterada a necessidade de regulamentação das polícias penais.

Manifestação em frente ao Palácio Piratini, em 2021, foi uma das realizadas por policiais penais para garantir novas prerrogativas Amapergs-Sindicato / Divulgação

A história dos célebres “Abas Largas” da Brigada Militar

GZH: por LEANDRO STAUDT 

Os “Abas Largas” da Brigada Militar foram populares no interior gaúcho. Se na cidade o trabalho era feito pelas duplas de “Pedro e Paulo”, o campo era guarnecido por homens a cavalo. O chapéu de aba larga acabou denominando os brigadianos do policiamento rural montado.

A origem dos “Abas Largas” está em Santa Maria. Em cenário de crimes nas áreas rurais, principalmente furto de gado, a Brigada Militar reforçou a atuação nas regiões distantes dos centros urbanos. Em 1948, o coronel Walter Peracchi Barcellos, comandante-geral da BM, encaminhou proposta de transformação do 1º Regimento de Cavalaria em Regimento de Polícia Rural Montada. Inicialmente, criou apenas um esquadrão de polícia rural, responsável pela região da fronteira, em função do contrabando.

Em 29 de novembro de 1955, o 1º Regimento de Cavalaria foi transformado em Regimento de Polícia Rural Montada (RPRM), que teve esquadrões em Santa Maria, Alegrete, Tupanciretã, Farroupilha e Pelotas. Em 1956, começou a atuação dos “Abas Largas”, que logo ficaram célebres. Chegaram a virar personagens de histórias em quadrinhos e filme, em cartaz em 1963. No mesmo ano, “As Aventuras dos Abas Largas” foi um programa da Rádio Farroupilha, baseado nas histórias vividas pelos policiais da Brigada Militar.

Revista do Globo, em 1957, divulgou que o efetivo reunia 2.574 homens. Citou também inspiração na polícia montada do Canadá na formação do regimento. Em outra reportagem, em 1966, a revista destacou que o “chapéu é consignado na Brigada Militar como um brasão em homenagem ao gaúcho e só é fornecido após comprovação de ótimo comportamento do soldado e de suas aptidões para desempenhar a alta missão que lhe é confiada, ficando como um diploma ao seu possuidor”.

Além de combater criminosos, os policiais tinham outras tarefas importantes naquele período de maior dificuldade de locomoção. O policial montado fazia atendimento de primeiro-socorro, debelava incêndios em matas e plantações, informava aos órgãos sanitários sobre epidemias ou epizootias, transportava valores e conduzia médicos, enfermeiros e parteiras a locais de difícil acesso. Em locais remotos, também entregava correspondências e prestava serviços assistenciais.

Em 1961, o Regimento de Polícia Rural Montada mudou para 1º Regimento de Polícia Rural Montada (1º RPR Mont), com zona de atuação menor, já que foram criados outros dois regimentos em outras regiões. Em 13 de agosto de 1974, decreto determinou a alteração da denominação do 1º RPR Mont para 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon), que continua em atividade.

O chapéu de aba larga só é usado atualmente em solenidades na Brigada Militar. Como o policiamento montado atua em áreas urbanas e grandes eventos, por segurança, os policiais usam capacetes, com viseira acrílica. Eles ficam mais protegidos em caso de queda do cavalo, arremesso de objetos por manifestantes e em outras situações.

Novos alunos soldados iniciam Curso de Formação

Os 100 candidatos apresentaram-se hoje na Academia de Bombeiro Militar

CBMRS

Na tarde desta terça-feira (1/8), os mais novos Alunos-Soldados do CBMRS apresentaram-se no Complexo do Comando-Geral da Corporação, onde iniciarão sua jornada no Curso Básico de Formação Bombeiro Militar (CBFBM). Os 100 candidatos, aptos em todas as etapas do concurso e apresentados junto à Academia de Bombeiro Militar, já ficam à disposição da Instituição para a chamada “Semana Zero”, o período de adaptação à nova rotina.

Com carga horária de 1.489 horas-aula, o Curso Básico de Formação aborda disciplinas como segurança contra incêndio e pânico em edificações, atendimento pré-hospitalar, técnicas de combate a incêndio, salvamento em altura e salvamento aquático. Após concluído seu treinamento, que inclui estágio operacional junto às guarnições de serviço, os novos militares estarão aptos para compor as equipes de trabalho, prestando um serviço cada vez melhor à sociedade gaúcha.

Os 100 candidatos apresentaram-se hoje na Academia de Bombeiro Militar – Foto: ACSP/CBMRS

Câmara de Vereadores de Nova Santa Rita presta homenagem ao Correio Brigadiano

A Câmara de Vereadores de Nova Santa Rita, por proposição do Vereador Professor Sargento Odegar Mendes e aprovado pelos demais vereadores, prestou homenagem aos 29 anos do Jornal Correio Brigadiano durante o Grande Expediente da sessão ordinária da Casa Legislativa do Município.

O Jornal foi representado pelo Diretor-geral, Gilson Noroefé, e os integrantes da diretoria, Rogerio Haselein, Clésio Gonçalves, Darci Homen e Anderson Machado. Prestigiaram a homenagem os presidentes da ASOFBM, Cel Paulo Beck; da ABAMF, Sd Potiguara Galvan; da AOFERGS, Ten Paulo Ricardo; da ASPRARS, Tiago Rommel; da ABERGS, Coordenador-geral Ten Cel Ederson da Silva; do Grupo Centaurus da Brigada Militar, Cel Ibes Pacheco; e representando a Brigada Militar, o Comandante do 15BPM que é responsável por Nova Santa Rita, Ten Cel André Luis Stein acompanhado pelo Sgt Rodibeldo Ohlweiler.

AS MANIFESTAÇÕES

Os vereadores que fizeram uso da palavra, foram unanimes em ressaltar o trabalho do jornal Correio Brigadiano em valorizar a segurança pública e principalmente os profissionais que labutam nesta profissão.

O presidente da câmara vereador Rodrigo Pedal ressaltou o trabalho do jornal em levar informações verídicas e técnicas sobre a segurança publica, ressaltou a importância da Brigada para o município de Nova Santa Rita, que a casa está sempre a disposição para ajudar as pautas da segurança pública.

Vereador Rodrigo Pedal – Presidente da Câmara Municipal de Nova Santa Rita

O vereador Sgt Odegar Mendes falou que sua história começou na década de 90, com a publicação do livra “O outro lado da farda”, ressaltou a longevidade do Correio Brigadiano se mantendo na sua linha isenta. Falou da importância da Jornal dando voz a segurança pública, mostrando o dia a dia desses trabalhadores. Ao final entregou ao jornal um certificado marcando o ato de homenagem da Câmara de Vereadores.

Vereador Professor Sgt Mendes

Em sua fala, o Sgt Gilson Noroefé, Diretor-geral do Jornal, primeiramente agradeceu a homenagem recebida pela Casa Legislativa, que foi aprovada pelos vereadores, tornando-se uma homenagem da Cidade de Nova Santa Rita. Gilson ressaltou que mais de 95% das ações da Brigada Militar são exitosas, e normalmente ignoradas em prol das outras menos de 5% não exitosas. Esta é a finalidade do jornal, mostrar o lado do trabalho exitoso das instituições da segurança pública e valorizar o trabalho dos servidores. Por fim se colocou a disposição dos vereadores, afirmando que o jornal é um órgão apartidário e que toda e qualquer iniciativa em prol da segurança pública, não importa a corrente ideológica, sempre terá espaço no jornal.

Gilson Noroefé – Diretor-geral do Correio Brigadiano

AGRADECIMENTO

O Jornal Correio Brigadiano agradece o presidente da Casa, vereador Rodrigo de Oliveira Aveiro( Rodrigo Pedal) e aos vereadores Eliel  Antônio Alves da Silva (Eliel Líder Comunitário), Leonardo de Souza Vieira, Professora Ieda Maria de Ávila Bilhalva, Andreia Margarete Oliveira Fochezatto, Débora Fabiane Oliveira da Silva (Débora da da Causa Animal), Ildo Maciel da Luz (Lebrão), Jocelino Rodrigues (Gugu da Farmácia), Odegar Mendes Raymundo (Professor Sargento Mendes), Paulo Ricardo Pinheiro de Vargas (Paulinho da Ambulância), Sílvio Roberto Flores de Almeida( Sílvio Motorista da Ambulância) e Comunidade de Nova Santa Rita, pela recepção e acolhida, colocando-nos a disposição de todos os entes políticos que tenham ações em prol da segurança pública, tanto dos servidores como da comunidade. 

Manifestação do Vereador Professor Sgt Mendes

Criminoso deixa penitenciária, assalta três vítimas e acaba de novo preso em TramandaÍ

Ladrão foi detido pela Força Tática do 2º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (2°BPAT)

Correio do Povo

A Brigada Militar prendeu um criminoso que saiu do sistema prisional na noite dessa segunda-feira e assaltou três vítimas na manhã desta terça-feira em Tramandaí, no Litoral Norte. Conforme a BM, o indivíduo, de 23 anos, possui extensa ficha de antecedentes criminais, como roubo a pedestre, furto simples, furto de telefone celular, tráfico de entorpecentes, apreensão de objeto, lesão corporal, perturbação do sossego, ameaça e dano.

Horas depois de deixar a Penitenciária Modulada Estadual de Osório, o suspeito atacou com uma faca uma mulher na avenida Fernandes Bastos. Depois, ele roubou uma outra vítima na Barra. Por fim, o ladrão abordou um motociclista, ameaçando-o até de morte. Documentos, dinheiro, telefones celulares e pertences pessoais foram levados pelo ladrão.

Acionada, a Força Tática do 2º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (2°BPAT) realizou buscas e localizou o suspeito em fuga na esquina das avenidas Beira Rio e Engenheiro Ubatuba de Faria. Preso, ele foi encaminhado para a Polícia Civil.

Liga Gaúcha de Ciclismo realiza prova para ajudar no tratamento de policial militar contra o câncer

Por Marcelo Warth Jornal O Sul

A Liga Gaúcha de Ciclismo realizou uma prova para auxiliar a soldado Cristiane Bassichetti, do 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar, na luta contra um câncer agressivo. O evento solidário ocorreu no distrito de Itapuã, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no dia 23 de julho.

Segundo o presidente da Liga, Gilmar Zenger, a prova alcançou o seu objetivo e foi “uma demonstração de carinho e solidariedade por parte dos atletas que compareceram em bom número”.

A brigadiana ficou emocionada com a mobilização dos atletas. A policial, de 36 anos, é natural de União da Vitória (PR). Ela vive há 15 anos no Rio Grande do Sul.

O câncer iniciou nas mamas e, rapidamente, se espalhou para outros órgãos. O alto custo dos medicamentos dificulta o tratamento da doença. O dinheiro arrecadado com as inscrições dos ciclistas foi doado para a soldado.

A prova teve um desfecho tranquilo e sem quedas. O vencedor no geral, Vilarbo Junior, percorreu os 82 quilômetros em 2h03hmin, com velocidade média de 40,15 km/h.

Já o veterano Mário Flôres, de 60 anos, surpreendeu por sua performance, conquistando a terceira colocação no geral e o segundo lugar na sua categoria.

Resultado por categorias:

Categoria Principal

1° Lug. Everson Camilo

2° Lug. Amílcar do Amaral

3° Lug. Reginaldo Vasconcelos

4° Lug. Bernardo Barcelos

5° Lug. Maicon Michelon

Categoria Master B

1° Lug. Vilarbo Junior

2° Lug. Mário Flores

3° Lug. Karli Heller

4° Lug. Alencar Wachter

5° Lug. Evaldo Conceição

Categoria Master C

1° Lug. Ivo Birigui

2° Lug. Flávio Machado

3° Lug. José Albenir

4° Lug. Paulo Alves

Categoria Estreante

1° Lug. Matheus Krupp

2° Lug. Artur Pereira

3° Lug. Andress Viera

4° Lug. Alexandre Estima

Categoria Speed Feminino

1° Lug. Daniela Chiaramonte

2° Lug. Fernanda Castro

3° Lug. Priscila Corso

Categoria Veteranos

1° Lug. Arizelmar Silva

2° Lug. Pedro Cardoso

3° Lug. João Luiz

Categoria  mtb Masculino

1° Lug. Regis Machado

2° Lug. Leandro Machado

3° Lug. Maicon Machado

Cristiane Bassichetti (C), do 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar, ficou emocionada com o carinho dos atletas Foto: Divulgação

“Ele fez o concurso escondido da gente”, conta mãe do PM santa-mariense morto durante operação em São Paulo

Autor: Letícia Klusener e Maria Júlia Corrêa Diario de Santa Maria

O policial militar da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), Patrick Bastos Reis, 30 anos, morto na última quinta-feira (27), foi enterrado no cemitério da Rota em São Paulo na sexta-feira (28).

Nascido e criado em Santa Maria, mais precisamente no Bairro Cohab Fernando Ferrari, saiu de Santa Maria com os pais em 2010. Moraram por sete anos em Porto Alegre. Os pais seguiram para Florianópolis, em Santa Catarina. O filho foi para Quaraí fazer parte do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), aos 17 anos, onde morou por um ano. Durante esse tempo, ele nutria o sonho de ser policial da Rota; então, ele passou no concurso e foi embora para São Paulo.

Patrick era muito apegado aos avós. Enquanto seus pais moravam no Bairro Tancredo Neves, ele passava grande parte do tempo com com eles no Bairro Cohab Fernando Ferrari, segundo conta sua avó, Nilza Bastos:

– Ele não conseguia ficar muito tempo longe da gente, o vô tinha que ir lá na Tancredo Neves buscar ele. Ele passou grande parte da infância entre lá e cá, aí quando ingressou na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para Educação Física, morou definitivamente comigo aqui.

Nilza relata que a relação entre Patrick e seu avô era de muito companheirismo e carinho. Ela conta que ele, aos 6 anos, viu seu avô falecer enquanto jogava bola, no Campo do Imembuy:

– Patrick sempre ia ver o vô dele jogar bola. Um dia, enquanto jogava, ele passou mal e acabou falecendo. Patrick tava lá e viu tudo, isso fez muito mal para ele na época, precisou até fazer um acompanhamento psiquiátrico durante alguns anos.

Ao passar no concurso e se mudar para a maior cidade do país para realizar seu sonho, o coração de vó apertou. 

– Eu fiquei triste, chorei muito quando ele se mudou porque eu não queria que ele fosse. Eu sei que São Paulo é muito violento, mas era o sonho dele, ele queria estar lá. Ele dizia que queria combater os bandidos – desabafa Nilza.

Ainda com a voz embargada, ela relata que o neto sempre foi muito estudioso:

– Além de passar para uma universidade federal, ele fez o concurso da Escola de Sargentos das Armas (Esa) e passou também. Passou no NPOR e também na Rota.

Desde que Patrick se mudou para São Paulo, construiu uma nova vida por lá. De um primeiro relacionamento em terras paulistanas, com uma policial militar, nasceu Heitor, seu filho. Desde dezembro de 2022, porém, Patrick se casou com outra policial militar paulista, chamada Vitória.

Mesmo não sendo mais casado com a mãe de Heitor, o policial cultivava uma boa relação e era muito presente na criação do filho. Agora, em outro casamento, a mãe de Patrick conta que a relação da madrasta com Heitor é de muito afeto. 

Desde 2022, os pais estavam em São Paulo para estar mais próximo do filho e neto Heitor, de 2 anos, que mora com os avós maternos em Riolândia, cidade com pouco mais de 12 mil habitantes, justamente por causa da intensa rotina de trabalho da mãe do bebê. Segundo a avó, a opção por deixar o neto lá é que ele tenha uma vida longe da rotina da Capital, que fica à 177 quilômetros de distância:

— Nossa preocupação era ficarmos mais velhos e estar longe do nosso único filho e neto. Foi isso que nos motivou a ir até São Paulo — conta a mãe de Patrick, Claudia Reis.

Na foto de 2022, Patrick e seus paisFoto: arquivo pessoal

A mãe conta que tinha receio da carreira que o filho tinha escolhido no começo. Mesmo assim, não esconde o orgulho de Patrick. O PM realizou o concurso para a Rota sem o consentimento dos pais:

— Patrick era tenente temporário do Exército. Quando decidiu fazer o concurso, não nos contou. O pai dele e eu não queríamos. Ele dormia na rodoviária de São Paulo, pois não tinha dinheiro para pagar pousada, pedia para os guardas cuidarem das coisas dele. Só um tempo depois que nos contou. 

Cláudia explica, ainda, que não conseguiram trazer o corpo para a cidade natal de Patrick.

— Não conseguimos levar o corpo para Santa Maria, e por toda a dedicação, não insisti. É na Rota que ele amava e vai ficar.

Mesmo sem êxito ao trazer o corpo para Santa Maria, Patrick terá uma despedida da cidade que lhe abraçou por anos. Na próxima quarta-feira (2), uma missa de sétimo dia está agendada para iniciar às 18h, na Catedral Metropolitana de Santa Maria.

Pelas ruas do Bairro Cohab Fernando Ferrari, o clima é de saudade. Nilza, relata que Patrick era muito querido por todos:

– Só tenho lembranças boas dele e é isso que eu quero guardar no meu coração.

Câmara ressuscita projeto que tira poder dos governadores na escolha do comando da PM

A proposta que havia sido retirada do projeto de lei orgânica das PMs, aprovado pelos deputados em dezembro do ano passado, foi reativada pela bancada da bala

Correio do Povo

A Câmara tenta, mais uma vez, ressuscitar o projeto de lei que enfraquece os governadores ao estabelecer que eles escolham o comandante-geral da respectiva Polícia Militar a partir de uma lista tríplice elaborada pela própria classe. Além disso, os chefes das tropas estaduais teriam mandato de dois anos.

A proposta era um dos itens mais polêmicos da lei orgânica das PMs, aprovada pelos deputados em dezembro. O trecho foi removido, em um acordo para que a nova legislação geral das polícias, em tramitação desde 2001, fosse votada no fim do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Apesar do recuo, a chamada ‘bancada da bala’, composta principalmente por parlamentares ligados ao bolsonarismo, nunca abriu mão da ideia da lista tríplice. Ainda antes da apreciação da lei orgânica no plenário, o grupo já havia manifestado a intenção de manter a tramitação da proposta em projeto paralelo.

No fim do recesso parlamentar do ano passado, parlamentares bolsonaristas também tentaram encaminhar a proposta. À época, às vésperas da campanha eleitoral, houve pressão de comandantes-gerais e o texto não foi à frente.

Em dezembro, a lei orgânica, que estabelece normas gerais para as polícias militares de todos os estados, foi aprovada – o projeto ainda tramita no Senado e tem o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Agora, há uma intenção de parte da bancada da bala em reativar a discussão da lista tríplice. O projeto entrou na pauta da reunião da Comissão de Segurança Pública, marcada para a tarde desta terça-feira, 1º.

“Alguns deputados, com o mesmo perfil que o meu, entendem que isso é importante”, afirmou ao Estadão o deputado Junio Amaral (PL-MG), relator do projeto no colegiado. O presidente da comissão, deputado Sanderson (PL-RS) garantiu que o texto “irá à votação”.

Apesar da tentativa de ressuscitá-lo, o projeto ainda não é consenso na bancada da bala. “Corre o risco de politizar a polícia. Quem vai querer ser governador sem escolher o nome de sua confiança? Vai engessar o governador. Não acredito que prospere, ainda mais no Senado, uma casa de ex-governadores”, disse o deputado Alberto Fraga (PL-DF).

O projeto de lei foi proposto em 2019 pelo deputado José Nelto (PP-GO). Os favoráveis dizem que o objetivo é reduzir a “ingerência política” e influência partidária dos governadores sobre as polícias militares. Os contrários dizem exatamente que esse é um dos principais riscos. A criação de uma lista tríplice fomentaria uma articulação política interna e reduziria o poder dos governadores sobre as tropas.

Para a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, as forças de segurança ficaram fortemente politizadas nos últimos anos. A instituição de uma lista tríplice aprofundaria esse aspecto.

“É muito grave e me parece uma enganação porque tramitam um projeto de lei orgânica e em separado tramitam esses pontos que são muito polêmicos. A lista tríplice politiza demais as forças de segurança, que já estão excessivamente politizadas. É necessário controle civil sobre o militar. O governador precisa ter autonomia para fazer a escolha”, avaliou.

Bancada da Bala tem intenção de reativar a discussão da lista tríplice | Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados / Divulgação / CP