Menos profissionais e mais temporários, a mudança começou pelo exército

O fim do Exército Brasileiro da forma que o conhecemos: a transformação bruta, mas imperceptível, com mais militares temporários e menos militares profissionais
Oficiais cientistas crescem em número, mas permanecem pouquíssimo tempo na força, longe de operações e campos de batalha

por Sociedade Militar

Poucos na sociedade civil estão percebendo. Mas as Forças Armadas brasileiras tem sofrido uma transformação que impacta sua base profissional. Enquanto aqueles que se consideram como militares profissionais, os que ingressam ainda na adolescência ou como jovens adultos em escolas de oficiais e graduados, têm sido diminuídos em número, os militares temporários, aqueles que já ingressam com cursos técnicos e graduação, tem crescido bastante em várias posições das forças, inclusive em postos de oficial superior.

De 2014 até 2024, um intervalo de somente 12 anos, o número de vagas disponibilizadas pelo Exército Brasileiro para a prova da ExPCex, que garante o ingresso como oficial na Academia Militar das Agulhas Negras, diminui de 520 para 440, o que equivale a cerca de 16%. A AMAN é o único centro de formação que forma os oficiais chamados de combatentes, aqueles que podem chegar até General de Exército, o último posto na força terrestre.

Em um intervalo também de 12 anos, entre 2013 e 2025, saltou de 7.537 para 15.725 o número de militares graduados temporários na força terrestre, foi um crescimento de mais de 108%. Nesse mesmo intervalo de tempo a quantidade de militares temporários nos postos de oficiais, que só podem permanecer na força por um período máximo de 8 anos, também cresceu de forma abrupta, na faixa de 30%, passando de 8.085 oficiais para 10.528.

Nas mais diversas profissões, de cursos técnicos a mestrados, os militares temporários chegam com seu conhecimento “extra Forças Armadas” e passam por cursos de adaptação para a vida militar, sendo então incorporados às fileiras das Forças Armadas.

Promoção até subtenentes e generais só para quem é de carreira

O acesso aos postos e graduações mais altos de cada círculo – generais e subtenentes –  continua restrito aos chamados militares de carreira, ou militares profissionais, que são aqueles que ingressaram por concurso público e tem exclusividade para ascender até os postos e graduações mais altos em suas respectivas áreas.

Para entender a visão dos próprios militares coletamos 196 comentários sobre o tema e resumimos os pensamentos majoritários sobre a situação. Apuramos que os próprios militares interpretam as mudanças no Exército como negativas, apontando uma erosão da estrutura, perda de motivação e abandono dos valores tradicionais das Forças Armadas. Os militares temporários são retratados como “descartáveis” e “sem direitos”, enquanto há também forte indignação com supostos privilégios de oficiais e generais.

Análise em comentários sobre o crescimento do número de militares temporários nas Forças Armadas

Essa indignação com privilégios das altas patentes vem crescendo ao longo do tempo, uma postagem há alguns meses feita pela Revista Sociedade Militar revelou a construção de uma mansão no valor de mais de 3 milhões de reais em área restrita do Exército. O imóvel seria ocupado por um General de Exército com 4 estrelas. A postagem foi replicada por diversos sites e jornais e gerou grande repercussão tanto entre militares como entre civis, que interpretaram o privilégio como exagerado.

Transcrição dos comentários mais relevantes em post que analisa o crescimento do número de militares temporários no Exército Brasileiro.

Comentários com sentimento de falência institucional e crítica:

“Desmoralização! Grande maioria que está na ativa apenas quer sua última promoção e ir embora.”

“Não vale a pena ser militar no Brasil… só um bando de puxa-saco mandando um nos outros se achando superior aos demais.”

“Enquanto isso outros países estão treinando e aumentando suas forças armadas! Mas o Brasil tá certo, confia meu povo.”

“As forças armadas entrou em total descrédito entre a população.”

“Auto-sucateamento. Quem tem pena é galinha.”

Comentários que expressam opinião neutra ou analítica, mas crítica da estrutura:

“No caso das FFAA, temos a formalidade, mas descuidamos no quesito envelhecimento/expectativa de vida… Temporários não geram passivo, mas outras medidas precisam ser tomadas.”

“Tem que mudar mesmo, acabar com estabilidade, reduzir custos e se tornar mais profissional e tecnológico. Como as grandes nações.”

“Sou a favor de ter somente contratados e acabar com os de carreira que têm muitas vantagens e pouco produzem.”

Comentários com análise e tom de alerta:

“Mão de obra barata! Temporário tem o mesmo dever, menos as prerrogativas. Resumindo muito econômico, ficou doente? Põe pra fora… Ou seja, mão de obra barata e descartável!” — 48 curtidas

“Um passado de glória, um presente para esquecer e futuro nenhum…” — 50 curtidas

“A gambiarra da contratação dos temporários não resolve o déficit de evasão dos de carreira… agora estão buscando suprir as lacunas com os técnicos que no máximo serão 1° tenentes… que sacada de mestre esses generais hein?” — 52 curtidas

“Virou uma empresa Fardada. Não tem valorização da carreira pra ser atrativa aos jovens” — 32 curtidas

Os oficiais superiores cientistas temporários e sua notória cultura

As novidades no campo da contratação tem chegado com frequência. As Forças Armadas aparentemente tem se focado mais na chamada “cultura científica” e já admitem homens e mulheres com mais de 60 anos de idade, que podem ingressar como oficiais superiores temporários. Nos processo de seleção as forças deixam bem claro que há um vínculo frágil, precário, com as instituições militares

É PRECÁRIO, COM DURAÇÃO MÁXIMA DE ATÉ 96 (NOVENTA E SEIS) MESES, NÃO GERANDO QUALQUER EXPECTATIVA QUANTO À PERMANÊNCIA, À ESTABILIDADE E À TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA, AS QUAIS SÃO RESTRITAS AOS MILITARES DE CARREIRA,

A justificativa da Marinha para a contratação de temporários RM3, por exemplo, é:  “preenchimento das necessidades temporárias de Oficiais de 3a Classe da Reserva da Marinha (RM3) em Organizações Militares (OM) da Marinha, para a aplicação de sua reconhecida competência técnico – profissional ou de sua notória cultura científica.”

Revista Sociedade Militar

Lula entrega PEC da Segurança Pública ao Congresso: “Temos pressa de oferecer ao povo brasileiro um sistema adequado”

Proposta apresentada nesta quarta-feira (23) busca conferir status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), para fortalecer o Estado no combate ao crime organizado

presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou nesta quarta-feira, 23 de abril, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública ao Congresso Nacional. A proposta de mudança busca conferir status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado em 2018 por lei ordinária. O propósito é fortalecer o Estado no combate ao crime organizado.

O que nós queremos é dizer ao povo brasileiro que o Governo Federal assumiu definitivamente a responsabilidade de se colocar totalmente à disposição dos estados para que a gente possa cuidar da segurança do povo brasileiro e não permitir que o povo continue andando assustado em todas as ruas, de todas as cidades, de todos os estados brasileiros 
Luiz Inácio Lula da Silva,
Presidente da República

“Hoje, eu estou assinando a nossa proposta de emenda à Constituição. É uma decisão e uma posição muito sábia do Governo Federal, que não quer interferir na responsabilidade e na autonomia de cada estado no tratamento da questão da segurança pública. O que nós queremos é dizer ao povo brasileiro que o Governo Federal assumiu definitivamente a responsabilidade de se colocar totalmente à disposição dos estados para que a gente possa cuidar da segurança do povo brasileiro e não permitir que o povo continue andando assustado em todas as ruas, de todas as cidades, de todos os estados brasileiros”, ressaltou Lula.

Segundo o presidente, o Governo Federal vai se colocar à disposição, com inteligência, recursos e vontade política, para combater os problemas de segurança que prejudicam o cotidiano da população. “Vamos penalizar todos aqueles que cometerem qualquer delito que interfira na tranquilidade da sociedade brasileira”, afirmou.

Lula frisou que atuará para que a PEC da Segurança Pública possa ser votada o mais rápido possível. “A verdade é que nós temos pressa de oferecer ao povo brasileiro um sistema de segurança adequado ao que a sociedade brasileira exige de nós”, assinalou. Considerando que o crime organizado é transnacional, o presidente reforçou que o governo brasileiro busca estabelecer relações fortes com os outros países, com o intuito de promover a atuação conjunta no combate à criminalidade.

Com a PEC da Segurança Pública, queremos dizer ao povo brasileiro que o Governo Federal assumiu definitvamente a responsabilidade de se colocar totalmente à disposição dos estados para cuidar da segurança do povo brasileiro e fazer com que o povo não ande assustado nas ruas desse… pic.twitter.com/Je4zf6kxtR— Lula (@LulaOficial) April 23, 2025

PROPOSTA — A PEC da Segurança Pública propõe alterações na Constituição Federal de 1988 para conferir à União a competência para estabelecer diretrizes gerais quanto à política de segurança pública e defesa social, que compreenderá o sistema penitenciário, ouvindo os entes federados; atualizar as competências da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF); e constitucionalizar os fundos nacionais de Segurança Pública e Política Penitenciária. Também visa padronizar protocolos, informações e dados estatísticos, fixar as atribuições das guardas municipais e prever a criação de corregedorias e ouvidorias dotadas de autonomia funcional.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, enfatizou a importância da iniciativa. “Pela primeira vez na história republicana deste país, o Governo Federal resolve assumir a sua parte de responsabilidade num problema extremamente complexo que, até hoje, estava entregue aos estados, em grande parte, e numa parte menor aos municípios, que é a segurança pública”, disse.

AMPLO DEBATE — Lewandowski pontuou que o Governo Federal acolheu sugestões dos governadores à PEC da Segurança Pública. “É uma proposta que foi discutida, por decisão do presidente, com todos os governadores, com secretários de segurança, por diversas vezes. Nós temos um texto redondo, consensual, e eu tenho certeza que o Congresso Nacional, que representa o povo brasileiro, na sua sabedoria, saberá aprimorar esse texto”, declarou o ministro.

PEC da Segurança Pública

PEC da Segurança Pública

LEGISLATIVO — Na cerimônia de apresentação da PEC, o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, pontuou que a segurança pública é, atualmente, um dos temas mais importantes debatidos na sociedade brasileira. “Esse é um tema muito sensível e o senhor, enquanto presidente da República, tem muita coragem de enfrentar um problema com essa magnitude, que está mudando a vida das pessoas para pior, que é a insegurança dos brasileiros”, argumentou Alcolumbre.

COOPERAÇÃO – Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, apontou a necessidade de uma grande cooperação nacional para tratar da questão da segurança. “Quando parte da União uma iniciativa como essa, nós ficamos felizes. E estamos garantindo que na Câmara dos Deputados, e também no Senado Federal, nós daremos total prioridade e celeridade ao tema. Com isso, nós estamos fazendo o que a sociedade brasileira espera de nós”, afirmou Motta.

SOCIEDADE CIVIL — Para garantir a participação da sociedade civil, há a previsão de representantes na composição do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, além de representantes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Também propõe-se a criação de corregedorias com a incumbência de apurar a responsabilidade funcional dos profissionais de segurança pública e defesa social que serão dotadas de autonomia. Além disso, há o objetivo de estabelecer ouvidorias, igualmente autônomas, para receber representações, elogios e sugestões sobre as atividades desses profissionais.

CENÁRIO — A proposta surge em meio à expansão da criminalidade. Passados 36 anos da promulgação da Constituição de 1988, verifica-se que a natureza da criminalidade mudou. Deixou de ser apenas local para ser também interestadual e transnacional. Outro fator considerado na elaboração da PEC é que, atualmente, o Brasil tem 27 certidões de antecedentes criminais distintas, 27 possibilidades de boletins de ocorrências e 27 formatos de mandados de prisão.

PADRONIZAÇÃO – A padronização de dados e informações é fundamental para que se dê efetividade ao SUSP. Essa normatização não quer dizer, no entanto, que a União centralizará os sistemas de tecnologia de informação. Ou seja, os estados não serão obrigados a usar plataformas distintas das que já são utilizadas. Também não haverá qualquer ingerência nos comandos das polícias estaduais, tampouco vai modificar a atual competência dos estados e municípios na gestão da segurança pública. A PEC tem como referência o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Nacional de Educação (SNE), ambos já na Constituição.

COMPETÊNCIAS — Outra sugestão da PEC é a inclusão do parágrafo único no artigo 21 para deixar explícito que as novas atribuições concedidas à União em relação à segurança pública “não excluem as competências comum e concorrente dos demais entes federados”, “nem restringem a subordinação das polícias militares, civis e penais e a dos corpos de bombeiros militares aos governadores dos estados e do Distrito Federal”.

FORÇAS POLICIAIS — Os estados e o Distrito Federal atuam na área de segurança pública por meio de duas forças policiais distintas: polícia judiciária e polícia ostensiva. A PEC propõe que esse modelo seja replicado no âmbito federal. As polícias judiciárias são responsáveis pela investigação criminal e pela apuração de infrações penais. São elas: a Polícia Federal e as polícias civis estaduais e do Distrito Federal. Atualmente, a função de polícia ostensiva cabe às polícias militares dos Estados e do Distrito Federal. A partir da PEC da Segurança Pública, essa atribuição será estendida também à PRF, que passará a fazer o policiamento ostensivo em rodovias, ferrovias e hidrovias federais. A sugestão é que ela passe a ser chamada de Polícia Viária Federal. Em relação à Polícia Federal, a PEC garante que ela atue em ações de crimes ambientais e aja contra práticas cometidas por organizações criminosas e milícias privadas que tenham repercussão interestadual ou internacional e exijam repressão uniforme.

GUARDAS MUNICIPAIS — Em razão de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a PEC inclui as guardas municipais no rol dos órgãos de segurança pública previstos no artigo 144 da Constituição. O parágrafo 8º desse artigo define que elas podem atuar na segurança urbana, em ações de policiamento ostensivo e comunitário, além de fazer prisões em flagrante, de forma que não se sobreponham às atribuições das polícias Civil e Militar. O objetivo é que haja cooperação com os demais órgãos do SUSP. As guardas municipais não podem exercer qualquer atividade de polícia judiciária e está prevista sua submissão ao controle externo do Ministério Público.

Estado registra primeiro trimestre mais seguro da história e mantém tendência de queda na criminalidade

Indicadores de janeiro, fevereiro e março apontam para um início de ano ainda menos violento que o de 2024

Na soma dos três primeiros meses do ano, todos os indicadores criminais apresentaram reduções significativas no Rio Grande do Sul. Dessa forma, o primeiro trimestre de 2025 se tornou o mais seguro de toda a série histórica no Estado, iniciada em 2010. No balanço de março, a grande maioria dos indicadores também revelou diminuições, com destaque para as quedas em latrocínios e abigeatos.

No primeiro trimestre, houve redução em todos os crimes cometidos contra a vida. Nos homicídios, a diminuição foi de 35% na comparação com o início do ano passado, caindo de 452 ocorrências para 295. Em relação aos latrocínios, ocorreu uma queda de 50%, de 12 casos para seis. Os feminicídios tiveram baixa de 29%, com 17 situações em 2025 – foram 24 em 2024.

Nos crimes contra o patrimônio, o abigeato segue mantendo quedas históricas, com o menor número desde o início das medições, em 2010. No primeiro trimestre de 2025, a redução foi de 29%, passando de 828 ocorrências para 600. O resultado decorre de diversas ações do Estado, como o patrulhamento rural, feito pela Brigada Militar, e a atuação das delegacias de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrabs) e da Delegacia Online do Agro (Agrodol).

Roubo de veículos e de pedestres apontam quedas de 21% e 30%, respectivamente. No primeiro, a diminuição passou de 734 para 581 casos. No segundo, são 3.241 neste ano contra 4.603 no anterior.

As ocorrências em estabelecimentos comerciais tiveram uma baixa de 16%, com 1.053 situações – foram 1.255 de 2024. No transporte coletivo, são 76 registros contra 108 do ano passado – diminuição de 30%. E nas ocorrências em estabelecimentos bancários, são quatro contra sete episódios, 43% a menos.

A queda constante dos indicadores criminais nos dois últimos anos é um desafio ao secretário da Segurança Pública Sandro Caron, visto que as reduções começaram no início da gestão do ex-secretário e ex-governador do RS, Ranolfo Vieira júnior. Cada número menor que o anterior aumenta o grau de dificuldade em reduzir ainda mais. “Eu assumi a pasta com a responsabilidade de manter o excelente trabalho desempenhado pelo secretário Ranolfo, mas não dá para negar o grande esforço feito por homens e mulheres da segurança em 2023 e 2024, além deste primeiro trimestre”, destaca Caron. Para ele, o sucesso se deve ao constante monitoramento das ocorrências e dos locais. “É dedo no pulso o tempo inteiro. Precisamos sempre estar dois passos à frente dos criminosos. O cidadão precisa ter segurança para ir trabalhar, estudar ou passear com a família. Quem precisa ficar incomodado são os criminosos. Não vamos afrouxar a corda”, completou.

Março também apresenta quedas

Na comparação referente ao mês de março, entre os crimes violentos letais intencionais (CVLI), os homicídios tiveram queda de 5%, passando de 107 vítimas em 2024 para 102 em 2025. Nos feminicídios, a diminuição foi de 20%, com quatro casos neste ano e cinco ocorrências em 2024. Nos latrocínios, a redução foi de 83%, passando de seis registros para um.

Nos crimes contra o patrimônio, o abigeato segue quebrando recordes. Março de 2025 registrou o menor número de qualquer mês em toda a série história, com 182 casos – em 2024, haviam sido 296. Outro indicador com redução expressiva foi o de roubos em transporte coletivo, com 15 ocorrências em 2025 contra 26 em 2024, uma diminuição de 42%. Em relação aos roubos de pedestre, a baixa foi de 26%, com 1.143 episódios em 2025 – foram 1.544 em 2024. As ocorrências em estabelecimentos comerciais demonstraram um decréscimo de 23%, com 429 registros em 2024 contra 330 em 2025.

No sentido contrário, os roubos de veículos e as ocorrências em estabelecimentos bancários tiveram um aumento. No primeiro caso, a subida foi de 6%, passando de 205 casos em 2024 para 218 em março de 2025. No segundo, foram quatro episódios em 2025, que superaram os dois do ano anterior, num aumento de 100%.

Gráficos – Indicadores criminais

Texto: Ascom SSP
Edição: Secom

FONTE: BRIGADA MILITAR

Com construção e reformas de presídios, governo do Estado projeta mais de 5 mil vagas até o fim de 2026

Mais de R$ 800 milhões de recursos do RS e da União serão investidos para viabilizar pelo menos cinco novos estabelecimentos prisionais

Ian Tâmbara GZH

Com a promessa de construir cinco novos presídios no Interior até o final de 2026, o governo do Rio Grande do Sul prevê a criação de 5.522 novas vagas no sistema prisional do Estado. As novas unidades serão instaladas em Caxias do Sul, Passo Fundo, Rio Grande, Alegrete e São Borja. 

Os contratos de construção estão em vigor desde o final do ano passado, conforme a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS). Atualmente, a população prisional no Estado é de 45.893 e há um déficit de 11.278

— A finalidade principal é diminuir o déficit e nós reconhecemos isso. Por isso estamos fazendo os cinco novos presídios. Logo, logo, vamos inaugurar a cadeia pública (antigo Presídio Central) e temos mais as reformas e ampliações — afirma o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom.

Outros quatro presídios vão passar por adequações e terão aumento de vagas em Cachoeira do Sul, Passo Fundo, Uruguaiana e Ijuí. Em Ijuí e Uruguaiana, haverá reforma no módulo da Brigada Militar para abrigar o anexo feminino. Cada uma terá a ampliação de 53 vagas. 

Na reforma da unidade de Cachoeira do Sul, o total de vagas é de 130. Já o Presídio Regional de Passo Fundo contará com reestruturação e ampliação de 40 vagas. 

Se somadas as vagas das unidades novas e das ampliadas, a expectativa do governo é chegar a 11.794 vagas, número maior do que o déficit atual. Ou seja, se essas vagas fossem entregues todas hoje, gerariam um saldo positivo. 

No entanto, segundo a SSPS, o número de presos cresce exponencialmente. Logo, não há como garantir que seja o suficiente para suprir a carência até 2026.

O investimento nas construções e readequações será de R$ 804,3 milhões. Desses, R$ 658,4 milhões vêm dos cofres do Estado e R$ 145,9 milhões da União. Veja, abaixo, os detalhes sobre custo, número de vagas e prazo de cada obra: 

Novas unidades prisionais

Penitenciária Estadual de Caxias do Sul II/III

  • R$ 261,9 milhões
  • 1.650 vagas
  • 25 mil metros quadrados
  • Prazo de entrega: final de 2026

Penitenciária Estadual de Rio Grande II/III

  • R$ 241,6 milhões
  • 1.710 vagas
  • 25,9 mil metros quadrados
  • Prazo de entrega: final de 2026

Penitenciária Estadual de São Borja

  • R$ 125,3 milhões (R$ 75,4 milhões do Estado e R$ 49,9 milhões da União)
  • 800 vagas
  • 16,8 mil metros quadrados
  • Prazo de entrega: final de 2026

Cadeia Pública de Passo Fundo

  • R$ 125 milhões (R$ 76,2 milhões do Estado e R$ 48,8 milhões da União)
  • 800 vagas
  • 16,8 mil metros quadrados
  • Prazo de entrega: final de 2026

Cadeia Pública de Alegrete

  • 286 vagas
  • R$ 31,6 milhões (União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Obras de ampliação

Presídio Estadual de Cachoeira do Sul

  • 130 novas vagas
  • R$ 4,8 milhões (R$ 1,4 milhão do Estado e R$ 3,4 milhões da União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Presídio Regional de Passo Fundo

  • 40 novas vagas
  • R$ 11,5 milhões (R$ 1,9 milhão do Estado e R$ 9,6 milhões da União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Penitenciária Modulada Estadual de Uruguaiana

  • 53 novas vagas
  • R$ 1,3 milhão (União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Penitenciária Modulada Estadual de Ijuí

  • 53 novas vagas
  • R$ 1,3 milhão (União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Proerd ganha destaque no Rio Grande do Sul com didática diferenciada de Militar

Uso de fantoche nas aulas aproxima ainda mais os alunos do programa de prevenção às drogas e à violência

Correio do Povo

O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), desenvolvido pela Brigada Militar, cria um impacto positivo na comunidade escolar do Rio Grande do Sul. Entre os destaques da iniciativa está a atuação do SD PM Elias, do 11º Batalhão de Polícia Militar, que desde 2022 atua como instrutor do programa, incorporando o uso de um boneco de fantoche nas atividades.

Estratégia que tem chamado a atenção pela maneira como envolve os alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental. Através do fantoche apelidado de “Tatá”, o policial cria situações de conversa e dramatização que facilitam o entendimento dos temas abordados, como importância das boas escolhas, convivência pacífica e respeito às diferenças.

“As crianças se sentem à vontade para interagir, fazer perguntas e participar das dinâmicas com entusiasmo. Isso potencializa o aprendizado e fortalece a mensagem que o Proerd quer transmitir”, explica o SD PM Elias.

A atuação do soldado tem sido reconhecida por professores, diretores e famílias, que observam o impacto positivo da presença da inciativa na rotina escolar. Além de reforçar valores importantes para a formação cidadã, o programa também estreita os laços entre a Brigada Militar e a comunidade, criando um ambiente mais acolhedor e educativo.

“O Proerd é uma das frentes mais importantes do nosso trabalho comunitário. Iniciativas como a do SD PM Elias mostram como a dedicação e a criatividade dos nossos policiais podem transformar a relação com os jovens e com toda a comunidade escolar”, destaca o Tenente-Coronel Daniel Araújo de Oliveira, comandante do 11º BPM.

Polícia Civil passa a contar com Casa de Resgate e Intervenção Tática

Centro de Treinamento na Cidade da Polícia teve investimento de R$ 3,9 milhões

Correio do Povo

O governador Eduardo Leite inaugurou a Casa de Resgate e Intervenção Tática da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, um espaço moderno e altamente especializado para treinamentos operacionais. Localizada na Cidade da Polícia, na zona Leste de Porto Alegre, a nova estrutura irá qualificar a atuação dos agentes em situações complexas e de alto risco, como o cumprimento de mandados de prisão e o resgate de reféns.

“Estamos apertando o cerco contra o crime no Rio Grande do Sul constantemente, e isso exige uma polícia cada vez mais bem preparada para agir, inclusive contra aqueles que comandam o crime de dentro das cadeias ou de outros locais. É nossa tarefa, como governo, dar instrumentos e ferramentas para isso”, afirmou Leite.

“A Casa de Resgate oferece exatamente essa preparação técnica e operacional, garantindo mais efetividade nas ações, menos riscos aos cidadãos e mais segurança para quem faz segurança. Tenho muito orgulho da nossa polícia, uma das mais bem preparadas do Brasil”, acrescentou.

Com investimento de R$ 3,9 milhões do Fundo Especial da Segurança Pública (Fesp), a Casa de Resgate foi erguida em cerca de um mês, utilizando estrutura modular de containers redestinados e painéis balísticos de última geração. O espaço também conta com alvos móveis, paredes simuladas, uma passarela metálica superior, parede de rapel e ambientes adaptados para simulações realistas de operações policiais. No ato de inauguração, agentes realizaram uma simulação de ingresso tático no ambiente para resgate de refém.

O novo centro será utilizado em cursos da Academia de Polícia e treinamentos contínuos de agentes em atividade, fortalecendo técnicas de progressão em áreas de risco, entradas táticas, abordagem de suspeitos e ações de resgate. A operação do local começa imediatamente após a inauguração.

Avanço Estratégico

Durante a solenidade, o secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, destacou que o novo espaço representa um avanço estratégico: “Além de evoluir nas investigações, é fundamental investir nas ações táticas. Quanto mais eficazes forem as nossas investigações, maior a chance de precisarmos entrar em locais de altíssimo risco para cumprir mandados. Esse centro servirá para capacitar os novos policiais, treinar os que já estão em atividade e qualificar ainda mais as nossas divisões operacionais. A atividade de segurança pública é essencialmente de risco, e a capacitação é o caminho para reduzir esse risco.”

Já o chefe de Polícia, Fernando Sodré, ressaltou o significado institucional do investimento. “Este é um investimento feito com recursos do Fundo Especial de Segurança Pública, direcionados pelo governo para o plano de investimento da Polícia Civil. É uma resposta a uma demanda antiga e representa um salto de qualidade na nossa capacidade de treinamento”, assinalou.

“Aqui temos uma estrutura onde é possível repetir e aperfeiçoar técnicas, com uso de armamentos letais e não letais, garantindo mais segurança ao policial e, ao mesmo tempo, respeito aos direitos dos cidadãos. Com melhor preparo, conseguimos agir de forma mais eficiente e com menos danos colaterais.”

A nova unidade integra os esforços do programa RS Seguro para a valorização dos servidores da segurança pública e reforça o compromisso do governo com a eficácia, a qualificação e o respeito aos direitos humanos nas operações policiais.

Brigada Militar certifica soldados em curso inédito com foco em detecção de substâncias com cães farejadores

Formação especializada capacita agentes no uso de cães para combate ao crime

  • Por:Juliano Haesbaert TERRA

Nesta quinta-feira (17), a Brigada Militar do Rio Grande do Sul realizou a cerimônia de encerramento do 1º Curso de Especialização em Detecção de Substâncias, na sede do Canil Central, em Porto Alegre. A formação contou com a participação do soldado Nodier de Oliveira Machado, do 8º BPM, especializado em cinotecnia.

Com início em março, o curso somou 200 horas-aula, divididas entre teoria e prática. Entre os temas abordados estavam detecção de drogas, explosivos, armas de fogo e atendimento emergencial K9, com aplicação em ambientes simulados que reproduzem situações de risco enfrentadas por agentes em campo.

O cronograma da capacitação também incluiu visitas técnicas aos canis da PM do Paraná e da PM de São Paulo, com o objetivo de intercâmbio de experiências e aprofundamento das metodologias empregadas nas corporações referência no país.

Ao final da cerimônia, o policial do litoral gaúcho recebeu o brevê das mãos da major Rúbia do Nascimento Bruck, subcomandante da unidade. O soldado atua junto ao cão Hassan, treinado para auxiliar em operações de detecção de substâncias ilegais, fortalecendo a segurança pública na região.

Com a informação Comunicação Social 8⁰ BPM.

Dupla é presa após tentar incendiar residência de policial militar em Camaquã

Operação da Brigada Militar contou com 22 guarnições, que culminou com a prisão dos dois homens na madrugada desta sexta (18)

Em uma ação rápida e coordenada, a Brigada Militar identificou e prendeu dois homens envolvidos em uma tentativa de incêndio criminoso contra a residência de um policial militar, na madrugada desta sexta-feira (18), em Camaquã. O crime ocorreu na noite de quinta-feira (17), no bairro Santa Marta.

A operação contou com o empenho de 22 guarnições, incluindo efetivos do Batalhão de Choque (BPChq), Batalhão de Operações Especiais (BOPE), além de equipes da Força Tática dos batalhões 30º BPM, 31º BPM e 28º BPM.

“A pronta resposta demonstra a eficiência e integração das forças de segurança no combate à criminalidade e na proteção dos seus policiais militares”, enfatiza a Brigada Militar.

Blog do Juares

Brigada Militar realiza a passagem de comando do Bope em Porto Alegre

Solenidade também comemorou os 36 anos das operações especiais no RS

Correio do Povo

O major Gabriel Leivas Müller Hoff foi nomeado como o novo comandante do Batalhão de Operações (Bope) da Brigada Militar (BM). A passagem do comando foi realizada na sede da instituição, em Porto Alegre, com a presença de diversas autoridades. Ele vai suceder o coronel Felipe Costa Santos Rocha, que exerceu a função entre julho de 2022 e novembro de 2024.

A solenidade de passagem de comando ocorreu junto à comemoração do 36º aniversário das operações especiais no Rio Grande do Sul. Entre as autoridades civis e militares que prestigiaram a posse, estão: secretário Estadual de Segurança, Sandro Caron; secretário-adjunto da Segurança, Mário Yukio Ikeda; subcomandante-geral da BM, coronel Douglas da Rosa Soares; e o Chefe do Estado-Maior da BM, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira. A centenária Banda de Música da Ajudância-Geral da Brigada Militar também se apresentou no evento.

Durante a cerimônia, o subcomandante-geral da BM destacou a atuação do colega na ocorrência do atirador de Novo Hamburgo, bem como a habilitação e qualificação de mais de 3 mil policiais militares em cerca de 70 cursos.

Natural de Porto Alegre, o major Hoff é marido e pai. Seu currículo inclui ao menos quatro bacharelados, em cursos como Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Polícia Militar do Barro Branco da Polícia Militar de São Paulo, e em Ciências Jurídicas e Sociais na Universidade Bandeirante. O comandante possui, ainda, mais de uma dezena de especializações, e tem registrado o exercício de diversas funções na área de ações táticas, operações especiais e de inteligência.

Na sequência do evento, os presentes assistiram à entrega das Medalhas de Mérito de Operações Especiais da Brigada Militar. A distinção concedida pelo governador do Estado, por indicação do comandante-geral.

O reconhecimento é conferido a militares, policiais militares, civis, pessoas físicas e/ou jurídicas, brasileiros ou estrangeiros que, no exercício de suas funções e atividades, tenham contribuído para o desenvolvimento, aperfeiçoamento e aprimoramento do serviço de operações especiais da Brigada Militar, que tenham se sobressaído em operações policiais de significativa e reconhecida importância para a sociedade, atuado de forma marcante e destacada para o prestígio, imagem e conceito da Brigada Militar junto à sociedade e a outras organizações.

Diretoria da AOFERGS é reconduzida para mais uma gestão

A Diretoria atual da AOFERGS, representada pelo Presidente Ten Paulo Ricardo da Silva, foi reconduzida para mais uma gestão (2025-2027) após assembleia geral realizada na manha desta quarta-feira(16), onde além da eleição da Diretoria Executiva e Conselho Administrativo, foi homologada e aclamando a chapa que reconduziu a atual diretoria.

Conforme divulgado, a aclamação da chapa única se deu após todos os trâmites legais, com a presença da presidente da Comissão Eleitoral, Dionês Gabana de Souza; e também pelo membro da comissão, Fernando Augusto Ramalho Forni. Além da futura Diretora Jurídica, Jane Melo Soares e Paulo Franquilin, associado da AOFERGS, que atuou como Presidente da Assembleia Geral. Na oportunidade, o presidente que segue no cargo, Paulo Ricardo da Silva, agradeceu a confiança e disse que seguirá trabalhando em defesa e pela garantia de direitos dos militares, apontando pautas fundamentais para a categoria, como a aplicação da LON no Rio Grande do Sul.

Para a Gestão 2025/27, serão empossados:

Presidente – Paulo Ricardo da Silva
Vice-presidente – José Carlos Antônio Joaquim
Diretor Administrativo – Geovane Alves Ferreira
Diretor Jurídico – Jane Melo Soares
Diretor de Marketing – Carlos Norberto Guerim Silveira
Diretor de Assuntos Políticos e Institucionais- Marcelo Correa dos Santos
Diretor de Mobilização – Gerônimo Newton Lima Lombardo
1º Secretário – Lizandro Volcir Niquele
2º Secretário – Gideon Lima dos Santos
Diretor Financeiro – 1º tesoureiro Paulo Renato de Souza Dias
2º Tesoureiro- Marcel Castilhos Luge Cuty Fontoura
Diretor de Assuntos Estratégicos – Jorge Luís dos Santos Vargas