Governador do Estado, Eduardo Leite, confirmou o óbito de Lucas Alexandrino da Silva
Pioneiro
Foi confirmada pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a morte do policial militar Lucas Alexandrino Nazario da Silva, de 27 anos, durante a abordagem a uma motocicleta no fim da tarde desta terça-feira (1º). Ele sofreu um acidente na alça de acesso que liga a Avenida São Leopoldo à Rua Visconde de Pelotas, em Caxias do Sul.
Segundo a publicação na conta oficial do governador na rede social X, Nazario era natural de Recife, mas “escolheu o Rio Grande do Sul para viver, trabalhar e proteger a nossa população, honrando a farda até o fim”.
Confira a nota do governador na íntegra
“Lamento profundamente a perda do soldado Lucas Alexandrino Nazario da Silva, de 27 anos, morto em serviço após acidente automobilístico durante perseguição policial em Caxias do Sul.
Natural de Recife, Lucas escolheu o Rio Grande do Sul para viver, trabalhar e proteger a nossa população, honrando a farda até o fim. Sua morte representa uma perda irreparável para a Brigada Militar e para todos nós que reconhecemos o valor de quem arrisca a vida diariamente para garantir a segurança da sociedade.
Minha solidariedade aos familiares, amigos e colegas de farda — em especial à sua esposa, que espera um bebê, e ao filho que já têm. O governo do Estado oferecerá todo o suporte necessário à sua família neste momento tão difícil”.
Nota de PesarBrigada Militar
A Brigada Militar comunica, com profundo pesar, o falecimento do Sd Alexandrino Nazario da Silva, nesta terça-feira (1°/4), em decorrência de um acidente de trânsito, em Caxias do Sul.
O Sd Nazario, de 27 anos, ingressou na Brigada Militar em 2023 e estava lotado no 12º BPM, em Caxias do Sul. Deixa esposa grávida e uma filha de 2 anos.
Os atos fúnebres serão informados posteriormente.
A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil, lamentando profundamente o ocorrido.
Inscrições para o concurso iniciaram ao meio-dia desta segunda-feira e seguem até 5 de maio
Correio do Povo
Com 120 vagas para a carreira do oficialato superior, a Brigada Militar (BM) lançou nesta segunda-feira um edital de concurso com 120 vagas. As inscrições iniciaram ao meio-dia e seguirão até as 17h do dia 5 de maio, realizadas através do site do Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade).
Conforme a BM, das 120 vagas, 99 serão providas por ampla concorrência. As 21 vagas restantes são destinadas a cotistas, sendo 19 para pessoas negras, uma vaga para pessoas trans e uma vaga para integrantes dos povos indígenas.
Interessados em realizar as inscrições devem ter, no máximo, 29 anos durante o período. Para os militares que já atuam no RS, não há limite de idade. Também é necessário possuir curso superior em Direito até a data da inclusão. Para os candidatos homens, a altura mínima é de 1,65m, enquanto, para as mulheres, é necessário ter, pelo menos, 1,60m.
A seleção será realizada por meio de quatro fases, tendo como primeira o exame de capacidade intelectual, com prova objetiva, discursiva, oral e de títulos. A segunda etapa será um exame de saúde. A terceira fase será um exame de capacidade física (conhecido como TAF). Por fim, os candidatos realizarão uma avaliação psicológica. Todas as fases do concurso serão realizadas em Porto Alegre.
A prova objetiva será composta por 80 questões de múltipla escolha. As disciplinas abordadas são: língua portuguesa, direito administrativo, direito constitucional, direito penal, direito processual penal, legislação extravagante e direitos humanos, direito civil e processual civil, direito penal militar, direito processual penal militar e legislação aplicada à função. A previsão de aplicação da prova é para o dia 29 de junho. As datas de realização das demais etapas do concurso serão divulgadas posteriormente.
No exame de capacidade física (TAF), os candidatos do gênero masculino deverão realizar cinco flexões de barra, 40 abdominais em 60 segundos e percorrer 2.500 metros em 12 minutos. Já as candidatas deverão realizar 20 segundos de isometria na barra fixa, 32 abdominais em 60 segundos e deverão percorrer 2.100 metros em 12 minutos.
Os aprovados realizarão o Curso Superior Policial Militar (CSPM), na condição de alunos-oficiais. Durante o CSPM, que tem duração aproximada de dois anos, os alunos receberão bolsa auxílio correspondente a 50% da remuneração de capitão da BM, além de etapas de alimentação e assistência à saúde.
Após a conclusão do curso, serão nomeados para o primeiro posto da carreira do oficialato, o de capitão, cujo salário é de R$ 21.513,44. Além deste valor, os futuros capitães receberão auxílio-alimentação no valor de R$ 400.
O Grupo Educacional Professor Roberto de São Borja, utilizou como material de apoio didático em sala de aula, ministrada pela Professora Martina Isnardo. O Correio Brigadiano agradece a deferência feita, reforçando nosso compromisso de levar informação e valorizar a atividade policial.
A Studio 190, que compõe a Rede ABC da Segurança Pública, esteve presente prestigiando o evento.
Na oportunidade, além de levar o entretenimento foram realizadas entrevistas com assuntos relacionados a segurança pública, em especial sobre questões que envolvem os servidores desta área. Questões políticas da classe do estado e do país.
Entrevista com o presidente estadual da Associação dos Sargentos Subtenentes e Tenentes da BM e CBM e Presidente da Associação dos Servidores de Nível Médio da BM – ABAMF, abordando o tema da mobilização dos servidores para 2025.
ASSISTA A ENTREVISTA ABAIXO
Além dos dirigentes foram entrevistados os associados Ten. RR. João Américo Aguirre e Sargento Luiz Ernesto Barriquel, sobre a conjuntura política do do estado e do país e a representação da segurança nós parlamentos.
GALERIA DE FOTOS
PATROCÍNIO
A Unidade móvel da Studio 190 contou com o patrocínio dos apoiadores da Segurança Pública:
Governador Eduardo Leite anunciou assinatura durante a solenidade do ato que autoriza início de atividades do efetivo que reforça a SSP
Correio do Povo
O Teatro da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) foi palco, nesta sexta-feira, da solenidade de posse e formatura da 51ª Turma do Curso de Formação de Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O governador Eduardo Leite oficializou na solenidade a posse dos 19 novos delegados, sendo 14 homens e 5 mulheres, e anunciou a assinatura do documento que autoriza o início das atividades, que será publicado no Diário Oficial do Estado.
“Vocês não buscaram apenas uma vaga de emprego. Quem entra no serviço público assume uma missão: servir à sociedade. E isso precisa estar presente em cada um de vocês, todos os dias. Haverá momentos difíceis, desafios e discordâncias ao longo da carreira, mas é fundamental lembrar que vocês não servem ao governo ou ao governador de plantão – vocês servem a mais de 11 milhões de gaúchos e gaúchas que esperam e confiam no trabalho de vocês”, afirmou o governador.
O curso, iniciado em 18 de outubro de 2024, totalizou 855 horas-aula, com disciplinas como Investigação Criminal, Direito Penal, Criminologia, Inteligência Policial, Direitos Humanos e técnicas operacionais, incluindo estágios práticos. A formação preparou os delegados para atuar em desafios complexos, desde a gestão policial até o combate a crimes especializados.
“Eu queria parabenizar a Polícia Civil gaúcha e falar da sua importância no combate ao crime. Todos sabem hoje que a nova forma de atuação do crime, não só no Estado como em todo o Brasil, é através do crime organizado. Não existe nada mais efetivo para controlar, combater e reprimir o crime organizado do que investigação policial de qualidade e inteligência policial. Fica muito evidente a importância de reforço na Polícia Civil”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Sandro Caron.
Os 19 formandos serão alocados estrategicamente em Porto Alegre, na Região Metropolitana e em municípios do interior, reforçando o quadro que atualmente conta com 498 delegados em exercício, número que subirá para 517 com a nova turma. A medida é parte do Eixo 3 do RS Seguro, que prevê a reposição programada de efetivos e investimentos em equipamentos.
O governador também lembrou da recente autorização para abertura de um novo concurso para a carreira de delegado, com 30 vagas previstas, além de outras 720 vagas para escrivão e inspetor, reafirmando o compromisso de ampliar a capacidade investigativa da instituição. Também foram autorizados novos concursos para o Corpo de Bombeiros Militar, a Brigada Militar e o Instituto-Geral de Perícias (IGP), totalizando mais de 2,7 mil novas vagas.
Leite recordou ainda o papel fundamental que as forças de segurança tiveram no salvamento de vidas e no enfrentamento aos danos provocados pelas enchentes de 2024. O governador destacou também que já está em andamento a execução de projeto aprovado pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), para investir R$ 930 milhões em viaturas, armamentos, aeronaves e outros equipamentos que irão ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança diante de eventuais novas calamidades. Somados recursos do Tesouro, será investido mais de R$ 1,4 bilhão no fortalecimento das instituições vinculadas à Secretaria da Segurança Pública (SSP) e também à Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS).
“As forças de segurança bem equipadas e com efetivo qualificado são essenciais para garantir a paz e tranquilidade que nossa população anseia e merece. Estamos determinados a deixar as forças policiais mais fortalecidas para proteger o futuro de um Rio Grande cada vez mais forte”, afirmou Leite.
A cerimônia também contou com a presença de deputados e familiares dos novos delegados, que agora se somam à missão de garantir a segurança no Estado.
Cleber Monteiro dos Santos capotou viatura da BM em Casca e não resistiu aos ferimentos. Pai de um menino, ele ingressou na corporação em 2023
Gabriel Quadros GZH
Corajoso, dedicado e sonhador: assim colegas e amigos descrevem o soldado Cleber Monteiro dos Santos, 26 anos, que morreu em acidente na noite de quinta-feira (27) em Casca, no norte gaúcho. Ele dirigia uma viatura da Brigada Militar pela RS-129 quando perdeu o controle do veículo, saiu da pista e capotou várias vezes. Estava sozinho no momento do acidente.
Natural de Porto Alegre, o jovem policial ingressou na corporação em 2023 e estava lotado no 3º Regimento de Polícia Montada (RPMon), em Santo Antônio do Palma.
Conforme o amigo e padrinho de casamento Anderson Alberto Martins Ott, o sonho de Cleber era entrar na Brigada Militar e crescer dentro da instituição.
— Eu mesmo o incentivei. Quando teve dificuldade na cadeira de tiro, fomos treinar juntos. Ele se dedicava, era proativo, trabalhava pelo bem — lembra.
Amigos desde a faculdade de Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Anderson e Cleber entraram juntos na Brigada Militar, mas atuavam em batalhões diferentes. Anderson também destacou o lado aventureiro de Cleber e a dor da perda de um grande amigo, que deixa o filho Arthur, 6 anos:
— Coragem não lhe faltava. Hoje ele nos deixa cumprindo a missão que nós, brigadianos, assumimos: saímos de casa sem saber se voltaremos. O que fica são as boas lembranças, a risada dele, a marca que deixou.
Soldado da Brigada Militar, Cleber Monteiro dos Santos tinha 26 anos.
Arquivo pessoal / DivulgaçãoCleber (à frente) era padrinho de casamento de Anderson. Os dois estudaram juntos na faculdade de Direito da UFRGS. Arquivo pessoal / DivulgaçãoCleber e o filho Arthur, 6 anos. Arquivo Pessoal / Divulgação
Vai ser velado em Porto Alegre
O corpo de Cleber foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Passo Fundo e deve ser transferido a Porto Alegre a partir das 12h. A previsão de chegada é entre 17h e 18h. A cerimônia de despedida acontecerá neste sábado (29), a partir das 11h30, no Cemitério João XXIII, na Capital.
Em notas, a Brigada Militar, prefeitura de Santo Antônio do Palma e Associação Beneficente dos Servidores Militares do Rio Grande do Sul (ABSMF) lamentaram a perda. Leia na íntegra:
Brigada Militar
“A Brigada Militar comunica, com profundo pesar, o falecimento do Sd Cleber Monteiro dos Santos, nesta quinta-feira (27/3), em decorrência de um acidente de trânsito, em Casca. O Sd Monteiro, de 26 anos, ingressou na Brigada Militar em 2023 e estava lotado no 3º RPMon, em Santo Antônio do Palma. Deixa um filho de 6 anos. A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil”.
Prefeitura de Santo Antônio do Palma
“A Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Palma manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do soldado Cleber Monteiro dos Santos. O soldado Monteiro serviu com dedicação e compromisso à comunidade, desempenhando sua função com honra e bravura. Sua partida deixa uma imensa lacuna. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e colegas de farda”.
Associação Beneficente dos Servidores Militares do RS (ABSMF)
“A ABSMF e toda a Família Brigadiana estão de luto. Manifestamos nossa solidariedade aos amigos e familiares do soldado Cleber Monteiro dos Santos, que lamentavelmente perdeu a vida em serviço. Sua dedicação e compromisso permanecerão sempre em nossa memória”.
Na noite desta quinta-feira (27), um policial militar morreu após uma saída de pista no km 51 da RS-129, em Casca.
Segundo informações preliminares obtidas pela reportagem policial da Rádio Uirapuru, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Guaporé e do 1° Batalhão Rodoviário da Brigada Militar foram acionadas para atender a ocorrência. A viatura, um Renault Duster do 3° RPMon, capotou durante o deslocamento.
O soldado Cleber Monteiro dos Santos, lotado em Santo Antônio do Palma, havia concluído o serviço e seguia para São Domingos do Sul quando perdeu o controle da viatura. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A Delegacia de Polícia e a perícia foram acionadas.
A ocorrência segue em andamento.
Nota de Pesar
A Brigada Militar comunica, com profundo pesar, o falecimento do Sd Cleber Monteiro dos Santos, nesta quinta-feira (27/3), em decorrência de um acidente de trânsito, em Casca.
O Sd Monteiro, de 26 anos, ingressou na Brigada Militar em 2023 e estava lotado no 3º RPMon, em Santo Antônio de Palma. Deixa um filho de 6 anos.
Os atos fúnebres serão informados em breve.
A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil, lamentando profundamente o ocorrido.
Como se afastar da busca de termos um país melhor, mais igual, menos corrupto, com mais oportunidades para todos (realmente para todos), com mais e melhor saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico?
Não temos esse direito, ao contrário, todos aqueles que possuem amor-próprio e amor ao próximo deveriam estar permanentemente engajados em atuar de forma muito intensa, direta e com todas as suas energias nessa caminhada.
Quando percebemos que nossa apatia, omissão, desinteresse, desilusão e falta de esperança apenas reforça toda a opressão que os “dignos” representantes – não do povo, mas do poder enraizado no sistema de dominação – causa, faz com que tenhamos claro que a postura deve ser distinta. É preciso participar, atuar, avançar e enfrentar de forma organizada, democrática e política a essa quebra do ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, que está instalada no país.
Sonhar que as mudanças podem ser realizadas por mero acaso, por ação divina, por atos decorrentes de lideranças midiáticas, individualistas ou extremistas, nunca será a solução dos graves problemas que enfrentamos do Oiapoque ao Chuí.
A sociedade sofre com problemas de saúde básica. A educação do país conduz crianças e adolescente a um analfabetismo concreto e não apenas funcional. A segurança pública deixou de ser vista como problema, pois é um caos. E tudo isso dentro de um caldeirão de instabilidade econômica, jurídica e política.
A avaliação de problemas precisa ir além das narrativas, é necessário termos condições de alterar os fatos como estão postos hoje. Sabemos que as políticas públicas são adotadas a partir de ações implementadas pelo executivo, com suporte em processos legislativas, que devem ser julgadas, quando em desacordo com os interesses individuais e ou coletivos, pelo poder judiciário. Ou seja, também sabemos como e onde devemos atuar para termos resultados diferentes do que estamos alcançando.
Precisamos de um poder executivo comprometido com as questões da sociedade como um todo, sem parcialidades, eficiente, qualificado, técnico e sem vínculos ou amarras com ilegalidades e corrupção. Um poder executivo que possa se orgulhar e nos orgulhar, que esteja efetivamente “governando o país”.
Precisamos de um poder legislativo, mais forte, dinâmico, atuante, propositivo e menos voltado para debates pueris, individualizados, viciados de condutas questionáveis, contrarias a ética e a moral.
Precisamos de um poder judiciário que “veja” os fatos como eles são, analisando-os a luz da justiça e da legislação, dentro de processos legais devidos, com a imparcialidade adequada e a mão firme.
Como diria Dworkin[i] precisamos de uma justiça estabelecida e baseada na ideia de igualdade e integridade no direito. As pessoas devem ser tratadas com igual respeito e consideração, essa é a finalidade da justiça, propiciar que as leis estabelecidas venham a refletir princípios morais consistentes e não apenas regras arbitrárias impostas pelo Estado.
Ou na visão de Alexy[ii] ao considerar que a justiça não deve ser aplicada de forma mecânica as normas, mas sim realizar um processo equilibrando e ponderando princípios e valores, de forma racional.
No entanto, não é esta a nossa realidade, portanto PRECISAMOS MUDAR, MUDAR É NECESSÁRIO, SE NÃO MUDARMOS ESTAREMOS PERDIDOS ENQUANTO SOCIEDADE DEMOCRÁTICA E DE DIREITO.
Precisamos voltar a caminhada de alcançar uma sociedade mais justa, mais segura, mais inclusiva, plural e mais pujante.
TEMOS CURA SIM! VAMOS EM FRENTE, JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!
[i] Dworkin, Ronald. Levando os Direitos a Sério. (Taking Rights Seriously, 1977); Uma Questão de Princípio. (A Matter of Principle, 1985); “O Império do Direito. (Law’s Empire, 1986)
[ii] ALEXY, Robert. Teoria dos Direitos Fundamentais. (Theorie der Grundrechte). Tradução de Virgílio Afonso da Silva. 2ª edição Malheiros Editores Ltda. 2008.
O governo do Estado está planejando comprar um novo avião, mais rápido e potente. Diferente dos modelos atuais, bi e monomotor, a aeronave tem motor a jato, com maior autonomia de voo.
O assunto vem sendo discutido nos últimos meses e envolve representantes da Brigada Militar, da Defesa Civil e da Secretaria Estadual da Saúde. A última reunião sobre o assunto foi realizada na semana passada.
A ideia é gastar entre R$ 150 e 200 milhões na aquisição. Os encontros estão servindo para identificar qual modelo melhor atenderia às necessidades do governo gaúcho.
Além de transportar o governador, a ideia é que a aeronave também possa transportar órgãos para transplante e remoção de pacientes de emergência, para atender deslocamentos rápidos, em distâncias maiores. Sob responsabilidade do Batalhão de Aviação da Brigada Militar, ela também pode ser usada no transporte da ajuda humanitária e deslocamento de tropas de segurança pública.
Um modelo que se chegou a avaliar que poderá atender a estes objetivos é o Phenom 300, da Embraer. Segundo a fabricante, a aeronave tem velocidade máxima de cruzeiro de 860 km/h. O avião consegue voar a 45.000 pés (13.716 metros).
Atualmente, o governo do Estado tem dois aviões. Um deles é o Caravan, turbo-hélice e monomotor, adaptado a pousar em qualquer terreno, mas que serve para deslocamentos curtos.
O outro é um modelo King-Air, turbo-hélice e bimotor, que voa em condições mais favoráveis, mas que não atende tudo o que uma aeronave necessita. Por exemplo: o deslocamento com esta aeronave, entre Porto Alegre e São Paulo, é feito durante 2h de viagem – 45 minutos a mais que o jato.
Enquanto isso, um dos aviões utilizado é o King-Air. Brigada Militar / DivulgaçãoO avião a jato Phenom está sendo avaliado. Embraer / Divulgação
Desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo, discorda de Lewandowski. Para ela, a responsabilidade não é da polícia, que prende mal, nem da Justiça, que solta muito, mas do Estado
Magistrada há 34 anos, a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo, discorda “completamente” da ideia de que “a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar”, conforme disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, na semana passada. Para ela, a crise da segurança pública atingiu o pior nível das últimas três décadas e o principal responsável é o Estado, que não tem sido capaz de dar respostas efetivas.
Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Lewandowski disse que, em muitos casos, a falta de provas ou de um processo bem instruído inviabiliza a permanência dos suspeitos na prisão. A fala motivou reações, como uma convocação articulada pela Bancada da Bala do Congresso.
Após a repercussão negativa, Lewadowski mudou o tom, elogiou a polícia e disse que sua fala foi tirada do contexto.
Desde que as audiências de custódia foram implementadas no País, em 2015, foi realizada 1,7 milhão de análises de prisão desse tipo. Do total, cerca de um milhão de flagrantes, aproximadamente 60% do total, foi convertido em prisão preventiva. Em outros 678, 6 mil casos (39,4%), a liberdade foi concedida.
O mecanismo foi criado para reduzir o número de prisões arbitrárias e para garantir a integridade física do detido, que deve ser apresentado ao juiz até 24 horas após a prisão em flagrante. Para muitos parlamentares e policiais, no entanto, as audiências abrem margem para liberar suspeitos prematuramente, com risco de reincidência. Outros especialistas dizem que as solturas revelam problemas e até abusos por parte da polícia na captura de suspeitos.
“Essa necessidade de botar a culpa em alguém, na polícia ou na Justiça, até na imprensa, achar um culpado é uma leitura míope”, disse Ivana David, especialista em teoria da prova no processo penal, em entrevista ao Estadão.
Veja os principais trechos da entrevista:
O ministro Lewandowski, disse que a polícia prende mal e, por isso, o Judiciário é obrigado a soltar. A senhora concorda com o ministro?
Com toda a vênia ao ministro, eu discordo completamente. Não tem erro nenhum. Essa necessidade de colocar a culpa em alguém, na Justiça ou na polícia, até na imprensa, achar um culpado, é uma leitura míope. O juiz não está lá para bater um carimbo. Ele tem de avaliar aquela situação específica, cada caso é um caso. Eu julgo casos milionários de lavagem de dinheiro e também do garoto preso com dois cigarros de maconha. E há muitas coisas a serem levadas em conta: se estão presentes os requisitos do flagrante, se há benesses na lei para aquele caso. Além disso, somos um País de 200 milhões de habitantes, profundamente desigual, com 8,5 milhões de km², em que cada Estado tem uma realidade diferente. Não dá para colocar tudo no mesmo balaio. Colocar a culpa na polícia é pior ainda. Vejo essa declaração com preocupação, acho injusta com a polícia. Enquanto nós matamos um leão por dia, a polícia mata um leão por hora.
E botar a culpa no Judiciário?
Bom, não dá para dizer que o juiz é despreparado. Ele passa por um concurso longo, difícil. Precisamos ter leis, não podemos, ou não devemos, nos afastar da lei. Eu posso determinar que um preso não seja solto e outro colega achar que deve. Ele está errado? Não necessariamente, ele tem essa competência. Por exemplo, a lei diz que a prisão em flagrante não deve ser transformada em preventiva no caso de mãe com filhos menores de 12 anos, que ela pode responder em regime aberto. Um homem preso em flagrante pelo mesmo crime provavelmente vai ficar preso. Tem mulheres que trabalham para facções criminosas porque são vítimas de chantagem, porque seus filhos, que estão na prisão, são ameaçados de morte. Outra: não dá para acabar com as audiências de custódia, como muitos sugerem. O Brasil é signatário de tratados internacionais.
Médica chutada e mordida em assalto em SP. Reprodução/TV Globo Foto: Reprodução/TV Globo
Mas não dá para restringir?
Ok, vamos restringir. Então todo traficante deve ficar preso. Mas de que tráfico estamos falando? Em que circunstâncias? Eu, como juíza, posso entender que o cara preso com 50 gramas não é traficante, é usuário, se eu constatar, por exemplo, que ele é dependente químico e já esteve internado várias vezes por isso. Entende? Tenho certeza de que qualquer pessoa que for presa ou julgada nesse País quer ter um juiz que entenda sua situação específica, e não julgue de forma genérica. Temos de pensar no que é bom para a sociedade, não no que nós achamos bom.
A senhora falou que a discussão sobre a culpa do Judiciário e da polícia é uma leitura míope. Por quê?
É uma leitura míope porque olha só para um lado. Porque estão falando dos que são soltos “por erro do juiz ou da polícia”, mas também poderíamos falar dos muitos que estão encarcerados e não deveriam pelo mesmo motivo. Parece que ninguém se interessa muito pelos que estão presos.
Como a senhora avalia a situação da segurança pública no País?
Sou juíza há 34 anos e digo que nunca vi uma insegurança pública como a que estamos vivendo hoje. Porque, por trás do roubo do celular na Paulista, está uma organização criminosa. Não é um crime isolado. Como costumo contar para os meus alunos, na época em que eu era juíza no interior, o sujeito pulava o muro de uma casa para roubar o botijão de gás. Isso não existe mais. São organizações criminosas estruturadas por trás do trabalho escravo, do tráfico de drogas, da prostituição, do roubo. Organizações que lotearam territórios, e que usam essa mão de obra barata, abduzem esses garotos. Não dá para olhar a violência de forma pontual. Precisamos de políticas públicas para evitar que esses jovens sejam abduzidos.
Mas a polícia também pode melhorar?
Sim, claro. A polícia tem de ter estrutura melhor. Tenho esse privilégio de conversar com as polícias de todo o País. Todas têm problemas. Arma e viatura é bom para o marketing, mas polícia não é só isso. Precisamos de tecnologia, de inteligência, de policiais preparados, capacitados. Toda a investigação hoje depende de tecnologia. Os policiais têm problemas psicológicos, taxas recordes de suicídio, vivem a um passo do crime. Eles precisam de bom salário, apoio. Precisamos fortalecer o sistema de segurança.
E como combater essas grandes organizações criminosas?
Como se faz em todo lugar do mundo: com inteligência, tecnologia, coragem de cortar na carne, de assumir que os governos são corruptos, de mandar embora quem está envolvido. É como se faz com máfias e cartéis nos Estados Unidos, no Japão, na Itália. A segurança pública é um dever do Estado, tem de ser cumprida. O Estado que se reinvente, que vá procurar novas formas de combate. Não dá é para dizer que não faz segurança pública por conta da geografia, por conta dos outros, tem de arrumar formas, tirando dinheiro do crime, tirando arma, enfim. Essa é a missão dos governantes, para isso foram eleitos. É difícil? Claro que é. Se fosse fácil não era pauta todo dia.