Brigada Militar socorre bebê de quatro dias que estava engasgado

Criança foi levada ao quartel com a respiração comprometida e quase sem sinais vitais

William Mansque GZH

Uma bebê com quatro dias de vida foi salva pela Brigada Militar no final da manhã deste sábado (15), em Canoas, após engasgar com leite materno. O pedido de socorro foi feito pelos pais da criança, que foram ao quartel do 15° Batalhão de Polícia Militar (15°BPM).

A filha do casal, Maria Alice, estava em situação crítica quando chegou ao quartel, por volta das 10h15min. Apresentando a pele pálida, a bebê estava com a respiração comprometida e quase sem sinais vitais. 

A soldado Fernanda Stein estava na guarda quando os pais pediram socorro. Então, ela solicitou ajuda da soldado Lisiane Klaus, que aplicou a manobra de Heimlich — procedimento para desobstruir a respiração.

— A gente fica meio apreensiva, mas deu tudo certo. Logo chegou o sargento (Rudibeldo Ohlweiller), que auxiliou a gente naquele momento. Graças a Deus ocorreu tudo dentro da melhor forma possível — relata.

Após a manobra, a bebê voltou a ter os sinais vitais. As vias aéreas foram desobstruídas e a respiração restabelecida. Em seguida, a criança foi encaminhada em uma viatura do Corpo de Bombeiros para atendimento hospitalar.  

Lisiane conta que foi a primeira vez que utilizou a manobra em atendimento policial. Porém, ela já recorreu ao procedimento com seu filho enquanto amamentava. Ao perceber que ele engasgou com o leite,  a mãe pôs em prática o que aprendeu nos treinamentos da BM. 

— É muito importante também que os médicos passem essa manobra para as mães no pré-natal, ou que seja divulgada. É uma situação comum, e, às vezes, apenas virando a cabeça da criança para baixo tu consegues desengasgar ela — diz Lisiane.

Em nota, a Brigada Militar destacou que a “ação rápida, eficiente e crucial dos policiais militares SGT. PM Ohlweiler de folga, SD PM Fernanda e SD PM Lisiane em serviço, foram fundamental para salvar a vida da criança”. 

O comunicado acrescenta que a atitude dos três “reafirma o compromisso da corporação de agir com prontidão e dedicação em qualquer situação, garantindo a segurança e o bem-estar da comunidade”.

Conclusão do julgamento pode reduzir contribuição previdenciária de aposentadas e aposentados do serviço público

Mesmo depois de 5 anos de espera, o julgamento final das 13 ações que questionam a constitucionalidade de pontos importantes da reforma da previdência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – Emenda Constitucional nº 103/2019 – segue sem data para acontecer no Supremo Tribunal Federal (STF).

Se prevalecer sobre o entendimento do ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do STF e relator do processo, o voto divergente do ministro Edson Fachin pode desencadear a redução da contribuição previdenciária de aposentadas e aposentados do serviço público federal, mas com a possibilidade de impactos semelhantes para aposentados e aposentadas dos serviços públicos de Estados e Municípios.

O Ministro Gilmar Mendes, último a pedir vistas do processo e único membro do Plenário que não votou, devolveu os autos no dia 23 de outubro de 2024. Mas, até agora, o atual presidente do Supremo, ministro Barroso, ainda não incluiu o julgamento na pauta do Plenário.

Independentemente do voto de Gilmar Mendes, 10 dos 11 votos de ministros e ministras que compõem o Plenário já formaram maioria pelo fim da contribuição extraordinária (7×3), pela redução da base de cálculo sobre a qual incide a contribuição previdenciária de aposentadas e aposentados (6×4) e contra a mudança na base de cálculo da aposentadoria de mulheres (7×3).

Já o fim da imunidade do duplo teto (0x10) e a mudança do cálculo da pensão por morte (0x10) tiveram a constitucionalidade definida. Ainda que mudanças de voto possam acontecer, do jeito que está hoje, a única questão a ser definida pelo voto de Gilmar é a inconstitucionalidade da alíquota progressiva (5×5).

BySINJUSC 

Polícia gaúcha recebe novos delegados em meio à queda no efetivo

Turma de 19 formandos foi recepcionada na sede da Associação dos Delegados do RS

Marcel Horowitz Correio do Povo

Uma turma de 19 novos delegados será incorporada às fileiras da Polícia Civil gaúcha. Na noite de quinta-feira, o grupo foi recebido na sede da Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep), no bairro Azenha, em Porto Alegre. O reforço dá folego ao efetivo, mas a oscilação no número de profissionais ainda preocupa a categoria.

O grupo é oriundo do último concurso público, realizado em 2018, pelo Executivo Estadual. A expectativa é de que os recém-formados na Academia de Polícia (Acadepol) passem a integrar a segurança pública ainda no primeiro semestre do ano.

De acordo com informações da Asdep, o histórico recente do quadro de delegados na ativa apresentou oscilação nos últimos 10 anos. Em 2015, havia 524 membros da classe em atuação no Estado. Já em 2019, o número caiu para 435, o menor da década.

O levantamento mais recente é de março e atesta que há 498 delegados em atividade em solo gaúcho. Agora, com os formandos, o contingente chegará a 517.

Na visão do presidente da Asdep e ex-chefe de Polícia, Guilherme Wondracek, o reforço na segurança pública merece ser celebrado, mas o atual quadro ainda está longe de ser o ideal. Ele aponta a falta de valorização como principal causa do baixo efetivo.

“O mundo do crime está cada vez mais organizado. Na contramão disso, temos uma polícia pouco valorizada e com queda no número de profissionais. Isso é um problema que pode afetar a qualidade do trabalho da Polícia Civil como um todo, o que, consequentemente, também atinge a população”, avaliou o delegado Wondracek.

A evasão ainda pode ser observada em outros cargos da PC. Conforme o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores do RS (Ugeirm), em 2023, foram 61 exonerações, agravadas por mais 48 no ano passado. Como se isso não bastasse, desde o último mês de janeiro, ocorreram outras 19.

O vice-presidente do Ugeirm, Fábio Nunes Castro, indica que a média de exonerações em 2025 é de uma a cada quatro dias. Ele também aponta a falta de valorização como motivo do cenário atual.

“Nesse ritmo, teremos um recorde nunca visto de exonerações na polícia gaúcha. Isso é resultado dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho. Na semana passada, por exemplo, houve um novo princípio de incêndio, desta vez na DP de Camaquã. A situação pela qual atravessam os profissionais da segurança pública é catastrófica”, enfatizou o vice-presidente do Ugeirm.

Luciano Lindemann assume comando da Polícia Penal: “foco na ressocialização”

Novo superintendente garante não medir esforços para expandir a mão de obra prisional

Marcel Horowitz Correio do Povo

Luciano Lindemann é o novo superintendente da Polícia Penal. A nomeação foi publicada em edição do Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, mas o processo de transição já ocorria desde a semana passada. Antes dele, Mateus Schwartz, indicado por Eduardo Leite, ocupava o cargo.

De acordo com Lindemann, um dos desafios da gestão é aprimorar as relações pessoais, de forma humanizada. Outro, é manter o crescimento do efetivo.

O novo superintendente também garante não medir esforços rumo à ressocialização da massa carcerária. Ele aposta na mão de obra prisional para recuperar os detentos.

“Nosso foco é ressocialização e trabalho prisional. Vamos criar mais perspectivas aos egressos, para que eles consigam garantir o próprio sustento e, assim, começar uma nova vida”, destaca Luciano Lindemann.

Nascido em Porto Alegre, Lindemann tem formação em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e em Gestão de Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina, além de especialização em Gestão Integrada da Segurança Pública pela mesma instituição.

Ele começou no sistema prisional em 2007, no cargo de agente penitenciário da então Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Atuou na Penitenciária Modulada Estadual de Osório e, como chefe de segurança, no Presídio Estadual de Taquara.

O gestor também foi delegado titular da 1ª Região Penitenciária e diretor de unidades. Ele comandou o Instituto Penal de Canoas, Presídio Estadual de São Leopoldo, Departamento de Segurança e Execução Penal, Instituto Psiquiátrico Forense e, por último, a Cadeia Pública de Porto Alegre, o antigo Presídio Central.

Luciano Lindemann atuou diretamente na última etapa de transferência de presos do velho Central, em 2024. O processo realocou mais de 1,5 mil detentos a casas prisionais na Região Metropolitana e em Charqueadas.

“Assumo o novo cargo com o compromisso de seguir no fortalecimento da segurança do nosso sistema prisional, promover a ressocialização dos apenados e manter um diálogo constante com nossos servidores. Agradeço ao secretário Viana e ao governador Eduardo Leite pela oportunidade. Estaremos abertos ao diálogo e à construção de soluções conjuntas com os servidores, sempre com o objetivo de fortalecer a Polícia Penal como instituição essencial à segurança pública do Rio Grande do Sul”, finaliza o superintendente.

“Tu não é mais soldado, tu é chefe da tropa”: líderes de facções fizeram treinamento com lideranças para evitar guerra em São Leopoldo

Prática foi descoberta pela Polícia Civil durante investigações que resultaram na Operação Liberdade, realizada nesta sexta-feira (14)

Vinicius Coimbra GZH

Duas facções criminosas fizeram treinamento de lideranças e promoveram resolução de conflitos para evitar uma guerra por pontos de tráfico de drogas em São Leopoldo, no Vale do Sinos. 

A prática foi descoberta pela Polícia Civil durante investigações que resultaram na Operação Liberdade, realizada nesta sexta-feira (14). Quinze pessoas foram presas até o meio-dia, algumas delas em flagrante. Destas, seis já estavam detidas.

— Era nos moldes de coach. Uma liderança que está no sistema prisional mandou áudios para os seus subordinados, que também são de outras casas prisionais, para controlar quem está nas ruas e não entrar em conflito com a organização criminosa rival — resumiu o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo.

Conforme o delegado, essa prática foi identificada pela primeira vez nas investigações do tráfico de drogas na região. O método adotado é uma demonstração de “organização” dos dois grupos criminosos, segundo o delegado.

— Os áudios chegam a ser anedóticos, de tão didáticos que as lideranças foram com seus subordinados. Esse material foi repassado até chegar na rua para os traficantes. O peculiar é que foi exitosa: através dessa mentoria, não houve conflito entre as duas organizações criminosas, que continuaram traficando, cada um respeitando sua área territorial delimitada — acrescentou o delegado.

Diálogos

Em três áudios obtidos pela investigação, um líder de facção, recolhido no sistema prisional, ordena mudança de postura frente a uma ameaça de ataque a rivais endossada por outros integrantes da organização criminosa. 

Gerente do ponto de tráfico:

É, tão tudo armado, tem que forma um time, chega e mete bala em tudo esses caras aí meu, forma um time e já vamo pica eles tudo a tiro, tão tudo armado também ali, vamo mete bala neles, tão se fazendo…

Dono do ponto de tráfico:

É brabo, querendo gavar, tirar foto, vai ver só, vai tomar paulada, tá traficando, tá sujeito a tomar paulada também, até tomar um tiro na cara.

Líder de facção:

Não é por eu tá certo, é que eu penso assim ó meu, tu tá respondendo uma boca de milhão, tu não é soldado cara, e daí tu tá agindo como soldado, daí tipo não tem como, não tem como, tipo assim ó, tu não é mais soldado cara, tu é o dono da boca irmão, então tu tem que agir como o dono da boca, como é que tu achar assim que o chefe dos [nome de facção], o chefe dos [nome de facção], o chefe dos [nome de facção], tu acha que eles entram pra guerra? Eles só se conversam. Quem que entra pra guerra? Os soldados. Daí eles vão lá, se matam, se matam, se matam, aí depois tu, o outro e o outro lá se conversam. Até aqueles que morreram ali não vão ser nem reconhecidos porque morreram, mas morreram por tua causa, por minha causa, por causa de outros né, mas como não eram ninguém, que que vamos fazer? Aquilo ali não era nada, só que não é assim que o cara prega, por isso que eu tento deixar vocês que já tocam as boca maior. Ó meu, …, ó, tu tá conversando com cara negociador, tu não tá conversando com soldado, então com cara negociador tu tem que ser inteligente cara, entendeu, tu não tá mais falando ali com soldadinho, com biqueirinho, com o cara que vendia contigo do teu lado ali, não meu, tu não é mais soldado, tu é chefe da tropa.

Como a apuração foi feita

As investigações da operação tiveram início em setembro de 2023. Em 14 de novembro de 2024, após uma apreensão de drogas e de prisões de dois traficantes, a Polícia Civil conseguiu identificar a postura adotada por 13 indivíduos, entre eles lideranças das duas facções recolhidas no sistema prisional.

Na ofensiva desta sexta-feira (14), foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão em Sapucaia do Sul, Esteio, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Viamão, Alvorada, Porto Alegre e Portão, além de 13 de prisão preventiva.

Até as 9h, 12 pessoas haviam sido presas. A ação ainda resultou na apreensão de fuzis, drogas, munições e dinheiro.

A operação foi realizada em conjunto com o Polícia Penal, que cumpriu ordens judiciais na Penitenciária Estadual do Jacuí, Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro, Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas e Penitenciária Estadual de Arroio dos Ratos.

BM receberá seis blindados que podem virar versão gaúcha do Caveirão carioca

Viaturas Urutu são um presente do Exército, que também doou 20 fuzis. Entrega ocorre no início da próxima semana

Humberto Trezzi GZH

A Brigada Militar contará a partir desta segunda-feira com versões próprias do famoso Caveirão carioca, o blindado usado em operações contra quadrilhas com alto poder de fogo. Os Batalhões de Choque (BPChq) e de Operações Especiais da BM (BOPE) receberão seis viaturas de transporte de pessoal Urutu, doadas pelo Exército. E, de brinde, mais 20 Fuzis Automáticos Leves (FAL, calibre 7.62mm).

A entrega será feita em solenidade às 9h30min de segunda-feira, no Quartel-General do Comando Militar do Sul (CMS), em Porto Alegre, com presença do Comandante Militar do Sul, general Hertz Pires do Nascimento, e do governador do Estado, Eduardo Leite. Um dos blindados doados à Brigada Militar estará em exposição ao lado do QG do CMS, na Avenida Padre Tomé, no Centro Histórico da capital gaúcha.

Os Urutus, carros de combate anfíbios que participam das principais missões das Forças Armadas brasileiras desde os Anos 80, estão gradualmente cedendo espaço para veículos mais modernos. É o caso do Guarani, também capaz de deslocamentos em água e terra.

Os Urutus têm tração nas seis rodas e podem se deslocar em quase todo o tipo de terreno. Contam também com blindagem capaz de suportar tiros de fuzil e metralhadora. Para aprender a manejar o veículo, em fevereiro 31 policiais militares de diversas cidades do Estado participaram de

estágio de capacitação. Durante 11 dias, eles tiveram instruções teóricas e práticas no 8º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, em Porto Alegre, que os capacitaram a operar os blindados.

Policiais Militares assumem a diretoria do CONSEPRO de nova Petrópolis

O Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (CONSEPRO) de Nova Petrópolis empossou sua nova diretoria para o biênio 2025-2026, reforçando seu compromisso com a segurança pública do município. O Tenente aposentado Francisco Marques Neto assumiu a presidência, tendo como Vice-Presidente o Coronel Luiz Sérgio Lacerda Gonçalves.

Desde a assunção do cargo, o presidente eleito tem buscado articulação com as principais autoridades locais para fortalecer a atuação do CONSEPRO. Entre os encontros institucionais, reuniu-se com o Prefeito de Nova Petrópolis, Daniel Carlos Michaelsen, o Vice-Prefeito Alexandre da Silva, o Presidente da Câmara de Vereadores, Inspetor Robison Reolon, o Chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Delegado Fernando Antônio Sodré de Oliveira, e o Comandante-Geral da Brigada Militar, Coronel Cláudio dos Santos Feoli.

Em cada uma dessas ocasiões, o presidente Francisco Marques Neto destacou a necessidade de ampliar as condições de trabalho das forças de segurança, buscando apoio para a destinação de viaturas, equipamentos essenciais e outros investimentos fundamentais. Ele reforçou que a parceria entre poder público e comunidade é determinante para otimizar a atuação da Brigada Militar e da Polícia Civil no município.

Além da segurança, a nova diretoria do CONSEPRO também direcionará esforços para ampliar a captação de recursos, garantindo que o conselho continue desempenhando um papel estratégico na viabilização de soluções concretas para a cidade. O apoio maciço das autoridades reforça o alinhamento da nova gestão e a importância do CONSEPRO como elo entre sociedade civil e forças policiais.

A nova diretoria reafirma seu compromisso com a melhoria da segurança pública de Nova Petrópolis, fortalecendo o diálogo e a cooperação para proporcionar mais proteção e qualidade de vida aos cidadãos.

Policial civil é baleado por guarda municipal em São Leopoldo

Operação contra o crime organizado desencadeou conflito entre agentes de segurança na noite desta

Uma operação contra o crime organizado no bairro Arroio da Manteiga, em São Leopoldo, acabou em confronto entre agentes da segurança pública na noite desta quinta-feira (13). Um inspetor do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) foi baleado na perna por um guarda civil municipal.
Conforme informações preliminares, agentes do Denarc estavam em uma casa, com drogas e presos, quando teriam sido surpreendidos por guardas que chegaram pelos fundos. “Polícia”, teria gritado um servidor municipal, e logo disparado.
Um tiro atingiu um inspetor, que foi socorrido ao Hospital Centenário. No entorno da casa de saúde, se formou um ambiente tenso. A Polícia Civil estaria tentando prender em flagrante o guarda, que era protegido por colegas. Houve confusão entre os servidores das instituições, que resultou em um carro da GCM batido na parte frontal.

“Cheguei agora. Estamos nos inteirando. A gente está vendo primeiro a questão da saúde. Ainda não sei como foi o evento”, declarou o delegado Adriano Nonnenmacher, que responde pela direção de Investigações do Denarc. A bala transfixou a perna. O inspetor está em situação estável e talvez não seja necessária cirurgia.

O guarda foi levado para depoimento à sede do Denarc, em Porto Alegre, onde será avaliada prisão em flagrante por tentativa de homicídio. O caso deve ser conduzido pela Delegacia de Homicídios de São Leopoldo.

Foi apurado que, enquanto os agentes do Denarc executavam a operação na casa, moradores do Arroio da Manteiga chamaram a GCM para denunciar movimentação suspeita no imóvel. Os guardas foram ao local pensando que iriam deparar com criminosos e acabaram entrando em conflito com os policiais civis.

Abc+

BM registra queda de 77% no número de desacatos após a implementação das câmeras corporais; sindicâncias caíram 42%

Dos mil equipamentos adquiridos para uso da polícia militar, 910 estão em utilização nos batalhões da Capital. Dados indicam um aumento da apreensão de armas e drogas e aplicação da Lei Maria da Penha 

Guilherme Milman GZH

Prestes a completar seis meses, o uso de câmeras corporais em uniformes da Brigada Militar tem apresentado resultados positivos, conforme dados fornecidos pelo Centro Integrado de Operações e Emergência da Brigada Militar (Copom) a pedido de Zero Hora.

No 9º Batalhão de Polícia Militar, o primeiro a utilizar os equipamentos, o número de prisões por desacato caiu 77%, passando de 18 para 4. Os casos de resistência caíram ainda mais: 76,5%.

Uma das primeiras policiais a utilizar o equipamento, a soldado Roberta Souto afirma que a maioria das pessoas já nota a presença da câmera na farda no momento da ação.

— A gente nota, sim, uma diminuição nos desacatos durante as abordagens. Existe um maior respeito em relação ao trabalho policial.

Durante esses período, ela afirma ter conseguido registrar situações que, com a captação da imagem, auxiliaram no desdobramento do crime na Justiça.

— Teve um atendimento de ocorrência em que o indivíduo estava portando arma de fogo. Ele foi preso naquele momento e depois ele pediu para que a guarnição liberasse ele oferecendo uma quantia (em dinheiro). Ele está preso até hoje por conta da câmera, pois o Ministério Público validou o depoimento policial ao solicitar as imagens —  conta.

André Ávila / Agencia RBS
Antes de sair para o serviço, os policiais instalam a câmera na altura do peito.André Ávila / Agencia RBS

O número de abertura de inquéritos policiais militares (IPM), instaurados quando há suspeita de crimes cometidos pelos policiais durante as abordagens reduziu 45%, de 20 para 11 no último trimestre do ano passado comparado ao mesmo período de 2023 no 9º Batalhão de Polícia Militar.

Já a quantidade de sindicâncias, abertas para apurar algum erro, caiu 41,7%, baixando de 12 para 7. Os procedimento administrativos disciplinares, que são as punições feitas caso for identificada alguma irregularidade, reduziram 41,9%.

— Pelo fato novo das câmeras é possível atribuir ao uso dos equipamentos. O comparativo com o ano anterior é muito significativo. Há também um aumento da apreensão de armas e drogas e aplicação da Lei Maria da Penha —  afirma o comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Fábio Schmitt.  Atualmente, todas as câmeras disponíveis para o trabalho ostensivo estão em uso.

Como funciona

Antes de sair para o serviço, os policiais instalam a câmera na altura do peito. O equipamento possui um botão, que ao ser ativado, fica verde. Neste momento, a câmera passa a capturar imagens no “modo rotina”, em que é possível visualizar o que está sendo visto pelo PM, mas sem captar o som ambiente.

No momento da ocorrência, ele clica duas vezes no botão, acionando a cor vermelha. Nesse momento, é ativado o “modo intencional”, e a câmera passa a filmar em alta resolução e com o áudio.

Essas imagens, do ponto de vista do policial, são transmitidas em tempo real no Copom. Na manhã desta quinta-feira (13), a reportagem esteve na central e viu uma ocorrência ser atendida no momento em que acontecia. O motorista de um ônibus havia sido agredido. Enquanto um policial está dentro do coletivo prestando atendimento, o outro, com a câmera, mostra a ação ocorrendo.

— Como eles estão no atendimento de uma ocorrência, passa a ser intencional. A partir daí nós podemos observar as imagens, tomar decisões e, se for o caso, falar com os policiais que estão lá — explica Schmitt.

Apenas em Porto Alegre

Das mil câmeras adquiridas para uso da Brigada Militar 910 estão em uso nos batalhões da Capital. As outras 90 foram levadas, parte para o Departamento de Ensino da Brigada, e parte para o 4º Regimento de Polícia Montada (Rpmon). 

Equipamentos por batalhões

  • 1º BPM – (desde 7 de novembro de 2024): 160 câmeras
  • 9º BPM – (desde 30 de setembro de 2024): 215 câmeras
  • 11º BPM – (desde 22 de novembro de 2024): 140 câmeras
  • 19º BPM – (desde 22 de outubro de 2024): 115 câmeras
  • 20º BPM – (desde 26 de outubro de 2024): 150 câmeras
  • 21º BPM – (desde 15 de dezembro de 2024: 130 câmeras


Até o momento não há previsão de uso em outros municípios gaúchos. Para isso, seria necessária uma nova compra. A reportagem questionou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre a possibilidade e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Vereador Tiago The Police visita Correio Brigadiano

Clesio Gonçalves, Diretor do JCB; Vereador Tiago The Police e Gilson Noroefé, Diretor-Geral da rede ABC-Seg.

No dia 13 de março a rede ABC da Segurança Pública recebeu a visita do vereador do partido Liberal (PL) de Erechim Tiago The Police.

Em agenda na capital, articulando a busca de melhorias para a comunidade de Erechim o vereador Tiago, soldado da BM, visitou o Comandante-Geral da Brigada Militar, Coronel Claudio dos Santos Feoli que esteve acompanhado do Subcomandante-Geral, Coronel Douglas da Rosa.

Foto: Cel. Feoli, Cmt-Geral da BM; Vereador Tiago The Police e Subcomandante-Geral Cel. Douglas da Rosa.

Tiago The Police, em conversa com diretores da rede ABC da Segurança, manifestou preocupação com relação as intenções do governo federal em interferir nas polícias dos estados em especial buscando formas de gradativamente promover a desmilitarização das polícias o que definitivamente, segundo ele seria o fim das PMs, colocando fim na paridade e integralidade e o tratamento especial dado pela proteção social que os militares possuem.

Falou sobre as decisões que considera “esdruxulas” do STF tentando dar poderes de polícia às guardas municipais, dentre outras preocupações.

– Em Erechim, nosso gabinete tem construído proposições que visam criar condições para um projeto habitacional para os agentes da Segurança Pública, de forma que mantenha os efetivos no município, além de conversações com o poder público municipal e estadual, na tentativa de criar um convênio para a prestação de Serviço Extraordinário Remunerado dos PMs da ativa  para a municipalidade em horário de folga e também exercido por militares da reserva remunerada (aposentados).

O vereador contou sua trajetória na Brigada Militar, e do desafio da atividade parlamentar em defesa da segurança pública e radicalmente contra a criminalidade, legalização das drogas e a favor dos valores da família.

A direção da Rede ABC da Segurança Pública que tem como âncora o Correio Brigadiano, agradeceu a visita que sempre é muito bem vinda por se tratar de policial exercendo uma atividade política importante para as instituições policiais e seus servidores.