InTCC pode ser a parceria certa para Brigada Militar e CBM-RS

Foto: Gilson Noroefé, Dir. Rede ABC-Seg; Cel Ataíde Moraes, Cmt da LABM; Adriana Zanonato, Diretora do InTCC; Diene Pilar, Voluntária da LABM e Cel Marco, Subcomandante da LABM.

Em reunião na tarde do dia 11 de março, ocorreu na sede da InTCC a apresentação de um protocolo de intenções que visam o atendimento clínico psicológico aos mais variados traumas que carregam dentre tantas motivações o exercício da profissão de policial, que atuam na maioria das vezes no limite máximo de tensões sociais.

Além do tratamento clínico específico aos traumas, a parceria tem a tendência de abranger áreas de terapias cognitivo-comportamentais e terapias de família.

Outra atuação de excelência do InTCC é oferecer especialização de formação e aprimoramento profissional,  estágios de psicologia, fóruns e seminários que podem ser um importante complemento aos programas já executados pelas instituições policiais no cuidado e tratamento de transtornos que afetam seus efetivos.

A iniciativa da parceria foi apresentada pelo Comando da Legião Altiva da Brigada Militar, com a interveniência da Fundação da Brigada Militar, devendo ser apresentado ao Comando Geral da Brigada Militar e CBM-RS.

Ao apresentar o projeto os responsáveis exaltaram a importância da parceria:

Luiz Carlos Prado, médico psiquiatra, especialista em psiquiatria infantil, terapeuta de famílias e especialista em terapias cognitivo-comportamentais, autor e co-autor de várias obras, como um dos diretores do InTCC demonstrou a satisfação na possibilidade de realizar a parceria e atender a um segmento importante da sociedade gaúcha.

Adriana Selene Zanonato, diretora e psicóloga, especialista em terapia familiar e de casais e em terapia cognitivo-comportamental, professora e supervisora de cursos no InTCC também ao receber os convidados, manifestou a importância do cuidado com os profissionais da segurança pública, acentuando que o InTCC pode ter muito a contribuir para a satisfação dos profissionais e das instituições, refletindo em melhor serviço de segurança para a sociedade,

Realizaram a apresentação preliminar do projeto o Comandante da Legião Altiva da BM, Cel. RR. Ataíde Moraes Rodrigues, acompanhado do Subcomandante Cel. RR Cel. RR. Marco Antônio Moura dos Santos, e Dieny Pilar Dieny Pilar, legionária voluntária, ligada a LABM e também o Presidente da Fundação da Brigada Militar Cel. RR. Carlos Frederico Azevedo Hirsch.

Foram apresentados os espaços físicos destinados ao atendimento de pacientes e espaços destinados a formação e especialização de profissionais, cada um  adequado a realidade individual ou familiar.

A Rede ABC da Segurança Pública, que tem como âncora o jornal Correio Brigadiano foi representado por seu Diretor-Geral, assumindo o compromisso de levar a informação dos próximos passos até a implantação da parceria que visa atender servidores e instituições policiais.

Em uma curta entrevista, a Diretora Adriana Selene Zanonato apresentou o trabalho do InTCC.

ENTREVISTA ABAIXO.

A polêmica das Guardas Municipais e o oportunismo político.

Como todos sabem, o assunto do momento no meio da segurança pública é as novas atribuições que os Guardas Municipais foram autorizados a terem, por recente decisão do STF.

Inicialmente, antes de abordar o tema, queremos destacar a importância e relevância do serviço prestado pelas GMs nos municípios, esses servidores cumprem um papel relevante, o qual as corporações policiais não teriam condições de absorver. Mas deixamos uma pergunta direta à esses servidores: Absorver funções ora exercidas pelas Policias Militares lhes traria um ganho pessoal, funcional e salarial, ou apenas aumentaria o risco da atividade e o nível de cobrança? Avaliem!

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no final de fevereiro, que é constitucional a criação de leis pelos municípios para que guardas municipais atuem em ações de segurança urbana. Essas normas devem, no entanto, respeitar limites, de forma a que não se sobreponham, mas cooperem com as atribuições das polícias Civil e Militar, cujas funções são reguladas pela Constituição e por normas estaduais.

A matéria foi julgada no Recurso Extraordinário (RE) 608588, com repercussão geral (Tema 656), o que significa que a decisão do STF deverá ser seguida pelas demais instâncias da Justiça em casos que questionam as atribuições das guardas municipais. No Tribunal, há 53 ações pendentes sobre o tema, cuja tramitação foi liberada após o julgamento deste recurso.

De acordo com o entendimento fixado, as guardas municipais não tem poder de investigar, mas podem fazer policiamento ostensivo e comunitário e agir diante de condutas lesivas a pessoas, bens e serviços, inclusive realizar prisões em flagrante, respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança publica.

A Justiça de São Paulo concedeu liminar na terça-feira (11/03) invalidando uma lei de Itaquaquecetuba (SP) que transformou no mês passado a Guarda Civil Metropolitana local em Polícia Municipal.

A decisão, do desembargador Ademir Benedito, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, atende a ação apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.

A decisão relativa à cidade da região metropolitana deve servir como precedente para a capital, que no momento discute medida parecida. Um projeto de lei na Câmara Municipal, que tem apoio da gestão Ricardo Nunes (MDB), quer tornar a GCM uma polícia.

As mudanças seguem uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal que reconheceu algumas competências policiais para as guardas civis.

Na avaliação do procurador-geral, no entanto, a criação de polícias municipais afronta as Constituições federal e estadual.

“O constituinte utilizou o termo ‘polícia’ para órgãos específicos, cujas atribuições foram bem traçadas no texto constitucional, sendo, portanto, inconfundíveis com as das guardas”, afirma.

Segundo ele, a decisão do STF não equiparou as guardas municipais às demais forças policiais elencadas no artigo 144 da Constituição Federal.

Em sua liminar, o desembargador diz que “a alteração do uso da denominação Polícia Municipal para se referir à Guarda Municipal indica que não foram observadas as diretrizes constitucionais”. A decisão de suspender a lei de Itaquaquecetuba é provisória, e ainda terá seu mérito julgado pelo Tribunal.

Tão logo saiu a decisão do STF, os prefeitos das duas maiores capitais do Brasil, Eduardo Paes –Rio de Janeiro e Ricardo Nunes – São Paulo, anunciaram que vão transformar suas guardas municipais em polícias metropolitanas. Porém, ambos são enfáticos em afirmar que a mudança decorrerá depois de um amplo processo de discussões e ajustes, para que não se tenha conflitos com as demais forças policiais, mas algo apenas a somar, em capitais conturbadas pela criminalidade.

Já aqui em Porto Alegre, ainda não houve manifestação do Prefeito Sebastião Mello, nas no Legislativo Municipal, uma proposta sem discussão com os demais agentes da segurança pública, protocolada pela Vereadora Mariana Lescano (PP), avoca pra si um projeto pessoal sem análise técnica, criando funções complexas que exigem uma expertise muito maior e experiência, hoje só possuída pela Polícia Militar, adquirida em quase 200 anos de trabalho.

Este posicionamento da vereadora causou indignação na representação classista, até o fechamento desta matéria, a ASSTBM, entidade dos servidores de nível médio emitiu forte nota contra a postura da representante do Legislativo de Porto Alegre, atribuindo a ela a postura de estar do lado dos que querem o fim das polícias militar.

[…] Sem sequer ouvir o público que se dizia defensora, a Vereadora Mariana Lescano, na onda daqueles que pregam o fim da PM, como os que se manifestaram semana passada no Bairro Cidade baixa, se coloca contra a Brigada Militar.[…] Leia aqui matéria completa

O Jornal Correio Brigadiano tem acompanhado as recentes manifestações do Coronel Feoli, Cmt-Geral da BM, sobre este temas e outros, como o ridículo movimento que prega desmilitarização da polícias. O Comandante, em suas manifestações, deixa claro que a Brigada Militar tem suas obrigações constitucionais definidas, e não abrirá mão delas, até porque tem a expertise para executá-las e entregar a população gaúcha uma segurança pública eficiente, com preparo técnico e responsabilidade, como tem ocorrido há 187 anos.

NOTA JCB: Aguardamos o desenrolar desses fatos, torcendo que no final a grande beneficiada seja a segurança pública da população, feita com qualidade e eficiência.

Artigo: A SEGURANÇA PÚBLICA EM TRANSFORMAÇÃO

Reflexões sobre as mudanças nas atividades de policiamento ostensivo

A segurança pública no Brasil não nasceu pronta nem seguiu um caminho linear. Foi moldada ao longo do tempo, fruto de tentativas, ajustes e aprendizados – muitos deles dolorosos – até chegar ao modelo que conhecemos hoje. Nesse contexto, a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 608588 (Tema 656), que autoriza as Guardas Municipais a realizarem policiamento ostensivo e comunitário, abre um novo capítulo nessa história e suscita uma questão inevitável: como essa mudança afetará a estrutura da segurança no país?

O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 656 da repercussão geral, deu provimento ao recurso extraordinário, a fim de declarar a constitucionalidade do artigo 1º, inciso I, da Lei 13.866/2004 do Município de São Paulo, tanto em sua redação original como na redação dada pela Lei 14.879/2009, vencidos os Ministros Cristiano Zanin e Edson Fachin, que julgavam prejudicado o recurso extraordinário. Foi fixada a seguinte tese: "É constitucional, no âmbito dos municípios, o exercício de ações de segurança urbana pelas Guardas Municipais, inclusive policiamento ostensivo e comunitário, respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança pública previstos no art. 144 da Constituição Federal e excluída qualquer atividade de polícia judiciária, sendo submetidas ao controle externo da atividade policial pelo Ministério Público, nos termos do artigo 129, inciso VII, da CF. Conforme o art. 144, § 8º, da Constituição Federal, as leis municipais devem observar as normas gerais fixadas pelo Congresso Nacional". Tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Ministro Luís Roberto Barroso. Plenário, 20.2.2025.

Observando a história, antes da configuração atual das Polícias Militares, a responsabilidade pelo policiamento ostensivo urbano recaía sobre as Guardas Civis, criadas para manter a ordem nas cidades. No entanto, os desafios da época escancararam as fragilidades desse modelo: a falta de padronização, a precariedade de recursos e o treinamento insuficiente. Com o tempo, tornou-se evidente a necessidade de uma estrutura mais robusta e eficiente, e foi nesse cenário que as Polícias Militares assumiram definitivamente a função de policiamento ostensivo.

A resposta veio com o Decreto-Lei nº 667, de 1969, que reorganizou as forças policiais estaduais, atribuindo às Polícias Militares o papel de forças auxiliares e reserva do Exército, além da atuação exclusiva no policiamento ostensivo. Essa mudança foi além de uma simples reformulação organizacional – trouxe uma padronização inédita ao serviço policial. Posteriormente, o Decreto nº 88.777, de 1983, conhecido como R-200, consolidou essa estrutura, estabelecendo diretrizes administrativas, disciplinares e operacionais. Essa organização garantiu maior previsibilidade, algo essencial para um sistema de segurança que precisa operar de maneira coordenada e eficiente.

Durante o processo de elaboração da Constituição de 1988, foram conferidas novas atribuições às Polícias Militares, ampliando suas responsabilidades para atender às exigências da época e à crescente necessidade de fortalecimento da segurança pública. Esse aprimoramento contínuo contribuiu para consolidar o modelo vigente, garantindo um padrão nacional de atuação.

A nossa valorosa Brigada Militar, criada em 1837, exemplifica bem essa trajetória de transformação. De uma força voltada à defesa territorial e ao controle de conflitos internos, evoluiu para uma polícia ostensiva com bases operacionais cada vez mais rigorosas. Como já observou Romeu Karnikowski em seus estudos sobre a Brigada Militar (2023, p. 175), mesmo após 1950, a instituição brigadiana já assumia a responsabilidade pela segurança do Estado, mas ainda não se caracterizava plenamente como uma força de segurança pública. Essa mudança não aconteceu por acaso. Foi a resposta a uma realidade que demandava organização, doutrina operacional e um nível de disciplina sem os quais o caos se instauraria.

Agora, o Brasil se depara com um novo ponto de inflexão. Com a decisão do STF, as Guardas Municipais passam a ter a possibilidade de atuar no policiamento ostensivo e comunitário, mas isso levanta questões essenciais. Haverá um modelo nacional de padronização para o treinamento e a atuação dessas forças? Como será estabelecida a relação com as Polícias Militares? Será um sistema integrado ou um modelo paralelo, sujeito a variações regionais, sociais, políticas e econômicas?

A preocupação central reside no risco de fragmentação do aparato de segurança. O modelo vigente, construído ao longo de décadas, não nasceu perfeito, mas trouxe um senso de unidade operacional entre os estados. Inserir uma nova força policial sem um processo de estruturação semelhante pode gerar disparidades, dificultar a coordenação entre instituições e, no fim, comprometer a previsibilidade das ações de segurança. As Guardas Municipais podem seguir dois caminhos: passar por um processo de profissionalização equivalente ao das Polícias Militares, o que demandaria tempo, investimentos e ajustes normativos, ou permanecer como uma força descentralizada, com padrões distintos conforme a realidade de cada município – um cenário que pode trazer insegurança tanto para os agentes quanto para a população.

O ordenamento jurídico pátrio consolidou um modelo que levou mais de três décadas para se estabelecer plenamente. A decisão do STF inaugura agora uma nova fase de mudanças. No entanto, transformações institucionais exigem planejamento sólido e consideração das experiências passadas. O verdadeiro impacto desse entendimento não está apenas na ampliação das atribuições das Guardas Municipais, mas nas diretrizes legislativas e operacionais que devem ser enfrentadas logo adiante e que definirão sua aplicação dentro da estrutura de segurança das cidades.

Diante desse cenário, resta a reflexão: estamos diante de um avanço planejado, que realmente fortalecerá a segurança pública, ou de um movimento que, sem o devido cuidado exigido, pode abrir espaço para mais incertezas do que soluções? Ainda, assim como ocorreu no processo constituinte de 1988, não seria razoável abrir esse debate para uma ampla discussão e, quem sabe, consultar a população por meio de um instrumento que permita recolher sua opinião sobre uma questão tão essencial para a sociedade?

Boa reflexão.

MATÉRIAS RELEVANTES

https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/guardas-municipais-podem-fazer-policiamento-urbano-decide-stf/

Operação Golfinho encerra com queda expressiva de indicadores criminais

A 55ª Operação Golfinho da Brigada Militar obteve reduções expressivas em diversos indicadores de criminalidade no Litoral Norte. O Comando Regional de Polícia Ostensiva do Litoral (CRPO Litoral) divulga, na segunda-feira (10/3), o balanço das ações realizadas na região durante a Operação Golfinho, entre 20 de dezembro de 2024 e 04 de março de 2025.

O trabalho do efetivo do CRPO Litoral, 8º BPM e 2º BPAT, agregado pelos policiais militares de diversas Unidades que atuaram em reforço durante o período, resultou na queda dos seguintes indicadores, no comparativo com a Operação Golfinho 2023/2024: 56% nos furtos em veículos, 37,5% nos furtos de veículos, 40% nos roubos em estabelecimentos comerciais, 33% em furtos qualificados, 23,5% nos roubos a pedestres, 20% em roubos de residências e 17% nos roubos de veículos.

Todas as ações somaram 41.683 pessoas abordadas, 23.739 veículos fiscalizados, 22.320 ocorrências atendidas e 2.312 barreiras de trânsito realizadas em perímetros urbanos. Houve 930 prisões em flagrante, num percentual de 5,5% acima da Operação Golfinho passada, e 8% a mais de foragidos capturados, totalizando 95 indivíduos. Foram retiradas de circulação 68 armas de fogo, sendo 39 a mais do que na Operação Golfinho anterior, representando um aumento de 134%. Com relação a munições apreendidas, o total foi de 1.780 unidades, enquanto que na temporada passada foram 438, que significa 306% a mais. Também houve aumento na quantidade de drogas apreendidas: 246 quilos nesta Operação Golfinho, superando os 54 quilos da edição anterior.

A novidade na 55ª Operação Golfinho foi o policiamento com emprego de quadriciclos na faixa de areia das praias, que colaborou para a redução da perturbação do sossego alheio em 9%, devido à fiscalização de volume acima do permitido em caixas de som. Esse controle também foi feito pelo policiamento em bicicletas.

Outra inovação durante a Operação Golfinho, foi o projeto Polícia de Proximidade, proporcionando atividades lúdicas e de lazer para crianças e adultos, com apresentações das Bandas de Música da Brigada Militar, Escolinha de Trânsito do Comando Rodoviário da BM, entre outras atrações.

Segundo o comandante do CRPO Litoral, coronel Artur Marques de Barcellos, o balanço desta edição demonstra que a Operação Golfinho segue evoluindo, tanto na ampliação dos resultados operacionais quanto na aproximação com a comunidade. “Os números expressivos de produtividade e a queda de indicadores criminais refletem o comprometimento da tropa e a efetividade das estratégias adotadas”, afirmou. “As ações preventivas intensas e a integração dos diversos setores da Brigada Militar foram fundamentais para proporcionar segurança adequada aos moradores e veranistas”, declarou. “Além do trabalho de repressão ao crime, as ações de Polícia de Proximidade construíram um ambiente harmonioso para quem frequentou o Litoral Norte durante a temporada”, finalizou o comandante.

FONTE: COMUNICAÇÃO SOCIAL DO CRPO LITORAL
TEXTO: Jornalista Jussara Pelissoli- servidora civil
FOTOS: Soldados Rodrigo Ziebell, Joel Arrojo, Tatiane Dornelles e Arquivo BAvBM

Agilidade no 190 e atenção à saúde mental da tropa: as promessas do novo comandante da BM em Porto Alegre

Coronel Schmitt, que assumiu o Comando de Policiamento da Capital, também defende ampliação das câmeras em fardas de brigadianos

Gabriel Jacobsen GZH

Melhorar o tempo de resposta das chamadas de emergência feitas pelo 190 na Capital é uma das metas estipuladas pelo novo comandante da Brigada Militar (BM) em Porto Alegre, coronel Fábio da Silva Schmitt, que assumiu o posto na última semana.

Novo chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Schmitt diz que a agilidade no atendimento passa pela ampliação do efetivo e do número de viaturas.

— O desafio principal é fazer a manutenção desses índices (positivos de segurança pública) e a consequente diminuição. E como a gente pode fazer isso? Melhorar o atendimento do 190 da nossa comunidade, tentar colocar um número maior de viaturas, um número maior de policiais para que a gente dê uma resposta mais rápida e mais efetiva — disse Schmitt, em entrevista ao programa Gaúcha Faixa Especial de domingo (10).

O índice elevado de casos envolvendo doença mental, afastamento e suicídio entre integrantes da BM é outro ponto de atenção do novo comandante do CPC. 

— Outro desafio que eu tenho é em relação à saúde mental da tropa. Buscar esses índices, a manutenção e a diminuição, mas nunca esquecendo da nossa tropa. Então, proporcionar saúde mental à nossa tropa, porque eles precisam estar bem para atender bem as pessoas — destacou Schmitt.

Câmeras em fardas de brigadianos

O novo comandante do CPC também afirmou que a corporação tem condições de garantir a segurança de grandes eventos de rua na Cidade Baixa — um dos principais bairros boêmios da cidade. Em 2025, não houve festividades no bairro, por decisão da prefeitura, que disse seguir recomendação do Ministério Público e da Brigada Militar.

Ainda em entrevista ao Gaúcha Faixa Especial, Schmitt também se disse favorável à política pública do governo do Estado, de instalação de câmeras corporais nas fardas de brigadianos.

— Não há nenhum ato que seja feito por um policial militar estadual, servidor público, que não possa ser filmado ou mostrado — disse Schmitt.

A Capital, que iniciou o programa de câmeras corporais com 215 equipamentos, hoje tem 910 dispositivos utilizados em todos os batalhões. O número ainda não cobre toda a tropa da cidade.

Ouça a entrevista completa do novo comandante da BM:

Acidente entre viatura do Batalhão de Choque e caminhão deixa dois feridos em Getúlio Vargas

Motorista de carreta dormiu ao volante e acabou atingindo veículo do 3º BPChoque na RS 135

Marcel Horowitz Correio do Povo

Um acidente de trânsito deixou duas pessoas feridas, na RS 135, em Getúlio Vargas, no Norte gaúcho. A colisão ocorreu no final da madrugada desta segunda-feira, envolvendo uma carreta e uma viatura do 3° Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Os motoristas dos dois veículos foram encaminhados para hospitais na região.

A ocorrência foi registrada por volta das 5h40min, no quilômetro 60 da rodovia, no entorno da localidade de Rio Paulo. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) foram acionadas e compareceram ao local.

Segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), o motorista do caminhão dormiu ao volante, invadiu a pista contrária e acabou colidindo frontalmente contra a viatura. Ele já havia se envolvido em outro acidente, em 2021, e tem antecedentes criminais por disparo de arma de fogo.

A viatura, modelo Toyota Hylux, era tripulado por um sargento. Ele guiava de Passo Fundo rumo a Erechim, onde ministraria um curso. O militar sobreviveu, mas o automóvel dele ficou completamente destruído com o impacto.

O PM sofreu uma fratura no fêmur, além de escoriações. Ele foi encaminhado à Fundação Hospitalar Santa Terezinha, em Erechim. Já o motorista do caminhão, ferido sem gravidade, recebe atendimento no Hospital São Roque, em Getúlio Vargas.

De acordo com o comandante do 3º BPChoque, tenente- coronel Rogério Navarro, o quadro de saúde do sargento é considerado estável. Ele já passou por exames de tomografia e raio-x, e não há previsão de alta.

Policiais da Brigada Militar/RS concluem estágio para manuseio do blindado URUTU

Em cerimônia realizada no 8º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, em Porto Alegre, no dia 21 de fevereiro, 30 policiais da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, receberam o diploma de conclusão do estágio para operar o blindado Urutu.

O Exército doará seis dessas viaturas à polícia militar gaúcha. Durante 10 dias, os policiais receberam capacitação dos militares do Exército para estarem aptos a conduzir o blindado.

O Urutu serviu por mais de 50 anos à Força e está sendo substituído por outro blindado mais moderno, o Guarani. A entrega oficial das viaturas ocorre em março.

COLABOROU: Victor Silva Defesa Aérea & Naval

Policial Militar morto atropelado em serviço é enterrado em Soledade

Brigada Militar, familiares e amigos se despediram de Luiz Fernando Lusi

Correio do Povo

O 2º sargento Luiz Fernando Lusi da Brigada Militar (BM), morto em serviço, foi enterrado na manhã deste domingo em Soledade, no Norte do Estado. A cerimônia teve a presença do Comando-Geral e companheiros da BM, familiares, amigos e da comunidade de Pontão da Boa União, no interior do município, onde foi velado.

“Que a memória do 2º Sgt Luiz Fernando Lusi seja sempre lembrada com carinho e respeito. Ele foi um verdadeiro herói que dedicou sua vida à proteção dos cidadãos. Descanse em paz, querido amigo. A sua partida não será esquecida!”, divulgou a BM em posts nas redes sociais.

O sargento de 34 anos foi atropelado por um criminoso enquanto fazia uma abordagem. O fato ocorreu no quilômetro 260 da rodovia, nas proximidades de um pedágio. De acordo com a corporação, o sargento participava de um cerco que tinha como alvo uma caminhonete Toyota Hilux, que guiava com placas clonadas na via.

O automóvel foi localizado por volta das 2h, mas o motorista desobedeceu à ordem de parada e acelerou contra uma barreira formada por policiais, atingindo o sargento. Depois, o veículo acabou capotando e o condutor tentou fugir para uma área de mata. Ele foi preso e encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento da Polícia Civil, onde houve a lavratura do flagrante.

Lusi foi atendido pela equipe da CCR ViaSul, transportando ainda com vida ao Hospital Frei Clemente, mas o óbito foi constatado durante o atendimento médico.

Estado disponibiliza 140 bolsas integrais em curso preparatório para concurso de soldado da Brigada Militar

As vagas são direcionadas, prioritariamente, para jovens entre 18 e 25 anos em situação de vulnerabilidade social

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), em parceria com a Escola Superior dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, abriu, nesta sexta-feira (7/3), processo seletivo para concessão de 140 bolsas integrais para o curso preparatório (modalidade à distância) destinado ao concurso de soldado da Brigada Militar.

O edital tem como objetivo selecionar jovens, com prioridade para aqueles pertencentes a grupos socialmente vulneráveis, fortalecendo suas condições de concorrência no concurso publico. As inscrições podem ser feitas até 21 de março.

“As 140 vagas são fundamentais para que esses jovens tenham uma melhor preparação para o concurso. Essa é mais uma das ações do governo estadual para qualificar a segurança pública”, disse o titular da SJCDH, Fabrício Peruchin. “Nós da SJCDH trabalhamos diretamente com a juventude e sabemos de toda a capacidade dela”, completou.

Para mais informações, acesse aqui o Edital na íntegra.

Texto: Ascom SJCDH
Edição: Secom

“Policial exemplar”, sargento morto ao ser atropelado por carro clonado em fuga estudava para ser oficial

Luiz Fernando Lussi era formado em Direito e tinha 15 anos de carreira na corporação

Fábio Schaffner GZH

Policial desde os 19 anos, o sargento Luiz Fernando Lussi, 34 anos,  dedicava quase todo o tempo livre aos estudos para se tornar oficial da Brigada Militar (BM). Na madrugada deste sábado (8), Lussi morreu após ser atropelado durante uma abordagem na BR-386, no norte do Rio Grande do Sul. 

Lussi comandava a guarnição destacada para apreender um veículo roubado na Região Metropolitana. Na noite de sexta-feira (7), a corporação recebeu um informe de inteligência relatando que uma caminhonete Toyota Hilux que havia sido levada mais cedo em Canoas estaria sendo conduzida para o Paraguai. O veículo, com placas clonadas, seguiria pela BR-386, subindo a serra de Fontoura Xavier em direção a Soledade.

Coordenando a operação, o sargento Lussi montou uma barreira logo após a praça de pedágio localizada no km 260 da rodovia. Com duas viaturas e mais três policiais, ele pretendia aproveitar a luminosidade do local e a necessidade de o motorista reduzir a velocidade nas cancelas para fazer a abordagem. 

Entretanto, tão logo passou o pedágio, o motorista acelerou. Trafegando pela contramão, atropelou Lussi, que estava na lateral da via, junto às viaturas. O sargento foi socorrido em uma ambulância da administradora do pedágio, mas morreu a caminho do Hospital Frei Clemente, em Soledade.

Divulgação / Brigada Militar
Caminhonete Hilux foi abandonada pelo criminoso.Divulgação / Brigada Militar

Militar será sepultado na localidade onde nasceu

Natural da localidade Pontão da Boa União, a 16 quilômetros de Soledade, Lussi era casado e tinha um filho de dois anos. Ele ingressou na BM em 2009, servindo sempre no 38º Batalhão de Polícia Militar (BPM), situado em sua cidade natal. 

Filho de agricultores, Lussi foi promovido a sargento em 23 de dezembro de 2021. Formado em Direito desde 2018 pela Faculdade Anhanguera, de Passo Fundo, estava se preparando para o novo concurso para oficiais da BM que está prestes a ser lançado. Também formada em Direito, a esposa Ana Paula da Silva tinha uma loja de roupas no centro da cidade, mas fechou o estabelecimento após o nascimento do filho.

— Perdemos um policial que era referência na região. Fica uma família destruída e um filho de dois anos que nunca mais vai poder abraçar o pai. É uma perda enorme. Quando um policial morre, perdemos uma parte da sociedade — lamentou o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli.  

Caseiro, Lussi pouco era visto fora do ambiente de trabalho. Quando não estava com a família ou estudando, seus raros momentos fora de casa eram jogando futebol ou fazendo churrasco com os colegas de farda. O velório e o sepultamento estão marcados para este domingo (9), no Pontão da Boa União, onde seus pais ainda residem. 

— O Lussi era um policial exemplar. Todos os colegas dizem que era sempre muito educado nos atendimentos, dedicado às ocorrências. Era estudioso também. Estamos todos de luto — diz o comandante do 38º BPM, tenente-coronel Marco Morais. 

Criminoso foi preso ao amanhecer

Logo após o atropelamento, o condutor da Toyota bateu o veículo e saiu em fuga pelo meio da mata que costeia a rodovia. Policiais de Soledade, Fontoura Xavier e do Pelotão de Choque de Passo Fundo se uniram às buscas e montaram um cerco na região. 

No veículo, os policiais encontraram o celular do fugitivo e uma nota fiscal de uma loja de conveniências de um posto de gasolina, emitida à 1h20min em Estrela. No local, os policiais puderam identificar o atropelador em imagens de câmeras de segurança. 

Ele acabou preso ao amanhecer, quando tentava retornar à rodovia. Com 24 anos, é natural de São Leopoldo e possui antecedentes por estelionato e direção perigosa, entre outros crimes.