Atendimentos psicológicos de policiais militares batem recorde no RS

Foram 18,6 mil consultas em 2022, o triplo do registrado há cinco anos; BM garante isenção e sigilo, enquanto associação afirma que modelo cria “barreiras”

TIAGO BOFF GZH

Do confronto nas ruas às demandas internas, a pressão vivida por policiais leva o comando da Brigada Militar a manter um departamento com médicos, terapeutas e grupos de apoio a profissionais que passaram por momentos de confronto — como abordagens que terminaram em morte do suspeito ou de um colega de trabalho. Um conjunto de serviços que bateu recorde na mais recente consolidação anual: foram 18,6 mil chamados em 2022, ante 15 mil atendimentos em 2021. Se comparado com cinco anos atrás, o salto é ainda maior, com o triplo de consultas realizadas.

Com base nesses números, GZH buscou informações e ouviu especialistas para saber o que aflige a tropa, e detalha a seguir como é o serviço de saúde mental da BM.

— Os números são de mudança de cultura e efetivo maior. Não só dentro da Brigada, mas dentro da sociedade notamos uma conscientização da necessidade do cuidado com a saúde mental — avalia a major Denise Alves Riambau Gomes, médica psiquiatra e chefe da Seção Biopsicossocial de Saúde da BM.

O efetivo focado na prevenção é dividido em psiquiatras oficiais e civis, além de psicólogos não-militares. São 37 especialistas para atender os 17,2 mil PMs. Apesar de representar um profissional para cada 464 policiais, é o maior contingente já registrado — um acréscimo de 15% desde a última contratação.

A forma de atendimento, no entanto, gera debates: soldados ouvidos pela reportagem dizem se sentir inibidos a dividir angústias e levar determinadas queixas aos psiquiatras militares, oficiais de patente mais elevada do que a categoria dos praças. Este grupo de médicos carrega as insígnias sobre o ombro, ao atender fardado, o que é encarado, por alguns, como uma afronta à isonomia.

— O praça fica constrangido em relatar o que acontece no batalhão a um oficial, pois ele pode estar sofrendo uma pressão do comandante, que também é um oficial. Lobo não come lobo — diz um policial que pediu para não ser identificado.

Cinco dos 11 psiquiatras da BM são militares, como a chefe do departamento. A major Denise pondera que é seguido um regramento, e há ainda possibilidade de troca de quem atende, para os que não sentem confiança no diálogo com o integrante de camada superior, passando o tratamento a um psiquiatra civil, de jaleco branco ou roupas próprias.

Outro ponto defendido pela militar é a ética profissional, com prontuários de acesso restrito às equipes médicas.

— Essa dificuldade de se abrir com um militar pode ser manifestada por um ou outro paciente, mas têm os que preferem o militar pois ele vai entender melhor o seu dia a dia, a hierarquia, regras… Tem os dois lados — afirma.

A perícia que define se o brigadiano deverá ser afastado, está apto a continuar ou retornar à atividade é exclusivamente feita por psiquiatras militares.

— Vai ser passado para a administração se a pessoa poderá seguir trabalhando no policiamento, mas não será passado a minúcia de que natureza psiquiatra é. Vai ser passado que é só uma licença médica — pondera a chefe, sobre o sigilo do que é relatado.

“O uniforme causa uma barreira”

O militarismo apontado neste cenário é descrito como “uma barreira” pelo soldado José Clemente, presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho, dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar e Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul (Abamf/RS).

— Não é a melhor dinâmica, precisa mudar essa forma de atendimento. Nossa instituição é militarizada, e o soldado, sargento ou até mesmo tenente enxerga um oficial, não enxerga um médico. O uniforme causa uma barreira, o trauma continua — diz o soldado Clemente.

Em um comunicado publicado no site da associação, foram levantadas críticas ao sistema e, em especial, dito que é necessário investimento na ampliação do programa de saúde mental. Sob o título “A tropa está doente”, o texto expõe xingamentos e outras ocorrências que estariam ampliando o sofrimento.

— Vi veterano chorando por tais assédios. Tem militar que surta e leva isso pra casa, porque não sente liberdade de expor o que sente para o psiquiatra — complementa o dirigente sindical.

Ainda sem data para ocorrer, o próximo concurso da BM deverá aumentar o efetivo de militares: são esperadas quatro vagas para psiquiatras e três psicólogos também oficiais, uma novidade em relação ao atual sistema, com psicólogos exclusivamente civis. 

Programa Anjos formou 430 facilitadores 

O departamento atende online ou presencial, nos hospitais da Brigada, em Porto Alegre e Santa Maria, e em 11 cidades do Interior, por meio de uma das unidades de Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO).

Além da psicoterapia, “facilitadores” são formados pelo programa “Anjos”. Criada em 2020, a iniciativa oferece cursos de saúde mental para leigos.

— São habilitados para terem um olhar mais sensível a seus colegas que estejam em sofrimento. Incentivar um colega a dar um pontapé inicial de buscar esse cuidado, que ainda é um certo tabu. Às vezes é uma conversa informal, dentro da viatura — exemplifica a chefe do setor biopsicossocial.

Ministrado em 50 municípios, o programa formou 430 “anjos” até março de 2023. 

Soldado deixou a BM, e sargento perdeu viagem de férias  

Joabson Leal Dorneles Silva, 38, pediu exclusão do quadro da BM em setembro de 2022, após sofrer uma suposta perseguição da superior. Ao deixar a corporação, incluiu no processo administrativo de baixa uma lista de motivos para a saída: violência psicológica, abuso de autoridade, ataques à dignidade, honra e uma inversão da culpa — de vítima a causador dos constrangimentos. Hoje, é advogado e atua em defesa dos antigos colegas.

— Pedi para sair para poder lutar por aqueles que ficaram e são calados, intimidados a tolerar os abusos, por acharem que não existe opção.

Silva afirma ter presenciado pessoas adoecendo devido a pedidos de transferência negados.

— Considero oficiais de saúde da instituição, não dos policiais. Eu, que fui militar e advogo para militar, sinto a dor dele e sei do risco de isso terminar em suicídio — conclui.

Um sargento ouvido, e que mantém o nome em sigilo, diz que teve a família abalada por ter tido negado um pedido de mudança na escala. Uma viagem junto da esposa estava programada, mas o acordo verbal deixou de ser cumprido, segundo contou à reportagem.

Há 20 anos no patrulhamento, ele reclama não ter diálogo na chefia do batalhão.

— Não levou em conta meu tempo de serviço. Era um direito que eu tinha. Reclamar pra quem? — questiona.

Ainda conforme o policial, há contestação das reclamações levadas ao comando, o que contribui para o clima instável, como define. O praça reconhece que existem opções para acolhimento, e que viu colegas em depressão ajudados pelas equipes. Para si, preferiu manter a resignação. 

“Arriscam a vida para salvar a nossa”, diz psicóloga civil 

Faz uma década que a psicóloga Michelle Moreira Saldanha, 41, atende os agentes de segurança, a partir de um convênio da clínica onde trabalha. São 20 horas semanais, nas quais escuta as mais variadas histórias: morte, plantões cansativos e cobrança “para que sejam heróis”, como definiu a própria psicóloga sobre o sentimento imbuído à tropa pela sociedade.

— O trabalho deles não é nada fácil. Ninguém procura a Brigada para coisa boa. Eles arriscam a vida todos os dias para salvar a nossa — reitera.

O trabalho deles não é nada fácil. Ninguém procura a Brigada para coisa boa.

MICHELLE MOREIRA SALDANHA

psicóloga

O acolhimento pelos psicólogos, exclusivamente civis, é feito fora dos muros da coorporação, em uma casa do bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Nos batalhões, existe um complemento, em palestras e rodas de conversa.

— Não é à toa esse crescimento (nos atendimentos), a instituição se preocupa com a saúde mental. A gente não deixa ninguém sem atendimento, não podemos esperar até a semana seguinte para resolver uma situação. E se tivermos mais psicólogos, vai ter demanda — defende a psicóloga.

Outro ponto de atenção na corporação são os casos envolvendo suicídio, que já é a maior causa de mortes no efetivo em cinco anos: entre 2018 e 2023, foram 45 casos dentre os 89 óbitos de PMs. O dado foi obtido pela deputada estadual Luciana Genro (Psol), via  Lei de Acesso à Informação, e levou à criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Brigadianos de Nível Médio, instalada na Assembleia Legislativa na última sexta-feira (28).

Brigada Militar / Divulgação
Profissional diz que brigadianos chegam relatando histórias de morte, plantões cansativos e cobrança “para que sejam heróis”Brigada Militar / Divulgação

“É uma categoria que precisa muito”, diz Sociedade de Psicologia

A presidente da Sociedade de Psicologia do RS (SPRGS), Luciana Maccari Lara, avalia de suma importância haver um departamento com foco na saúde mental de quem vive altos níveis de estresse, em especial na lida diária com uma população mais vulnerável.

— De fato, é uma categoria que precisa muito, e é bem importante que a Brigada Militar tenha essa estrutura — reconhece.

Luciana explica que entre paciente e psicólogo é criado um “contrato”, que assegura o foco no sofrimento que necessita de amparo. “Outras coisas”, como interesses do empregador ou de pessoas distintas a este círculo de confiança, precisam ser esquecidas.

A força dos símbolos institucionais, no entanto, pode virar uma questão que afete o tratamento, quando ele é realizado no mesmo ambiente de trabalho. 

— De maneira geral, quando uma instituição tem um serviço de psicologia próprio, vira uma questão. Porque os profissionais que trabalham com o público interno são colegas. E cada instituição encontra formas diferentes de lidar com isso — avalia.

E conclui:  

— A cultura militar tem hierarquia e obediência. É possível que, por ser da mesma instituição, também ajude a compreender e escutar. Mas também está sujeita a questões institucionais e a complexidades institucionais parecidas. Se por um lado pode compreender e se identificar e empatizar com aquele sofrimento, também pode ter dificuldade de escutar outras coisas, por estar sob a mesma complexidade institucional. Tudo isso precisa ser considerado.

Procure ajuda

Caso você esteja enfrentando alguma situação de sofrimento intenso ou pensando em cometer suicídio, pode buscar ajuda para superar este momento de dor. Lembre-se de que o desamparo e a desesperança são condições que podem ser modificadas e que outras pessoas já enfrentaram circunstâncias semelhantes. Se não estiver confortável em falar sobre o que sente com alguém de seu círculo próximo, o Centro de Valorização da Vida (CVV) presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato. O CVV (cvv.org.br) conta com mais de 4 mil voluntários e atende mais de 3 milhões de pessoas anualmente. O serviço funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados), pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil (confira os endereços neste link).Você também pode buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no telefone 192, ou em um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Estado. A lista com os endereços dos CAPS do Rio Grande do Sul está neste link. 

Governo não vê possibilidade de atender as pautas dos militares estaduais.

No início da noite da terça-feira (02) o Correio Brigadiano acompanhou a reunião que as entidades de classe tiveram com o Secretário-chefe da Casa Civil Artur Lemos, a Secretária de Planejamento, Governança e Gestão Daniele Calazans, o Secretário de Segurança Sandro Caron, o Diretor Presidente do IPE Saúde Bruno Jatene, além dos Comandantes-gerais da BM e CBM, Cel Feoli e Cel Estêvan.

Reunião da Casa Civil com as entidades

A pauta principal era o IPE Saúde, mas como as entidades tinham outras pautas represadas e sem respostas por parte do governo, seria de imaginar que também seriam levantadas, entre elas as promoções, e mudança na carreira no que se refere aos níveis de soldados e antecipação do ingresso com nível superior, o que as entidades entendem ser necessário para a busca de isonomia com as demais carreiras da Segurança Pública, além da sempre citada alíquotas previdenciárias, definidas pela lei de proteção social dos militares e não cumprida no Estado.

As respostas para essas demandas foi o que todos já esperavam, mas que precisavam ouvir a posição do governo.

Quanto as promoções, não há previsão para que aconteçam, pois o argumento alegado pelas entidades de que não acarretariam custos, foi rebatido pelo governo, afirmando que não é apenas isso, que há questões de legais impostas pelo regime de recuperação fiscal que impedem essa demanda, tudo depende do fluxo financeiro do Estado.

Mudanças na carreira, algo totalmente descartado pelo governo, o qual aprovou recentemente esta reestruturação e não pretende fazer nenhuma alteração, pois entende ser este o modelo ideal. Sobre a questão do nível superior, ressalta que não é algo que possibilite a isonomia de carreiras, não faria diferença, que o governo foi contra a situação, por ser fator limitador aos interessados por vocação para entrar nas fileiras da Brigada Militar e Bombeiros Militares.

Alíquotas previdenciárias, alteração totalmente descartada pelo governo, o qual entende que, além de ser sua competência essa definição e por isso ingressou com ação no STF, as alíquotas progressivas são necessárias e traz isonomia entre todos os servidores do estado.

Superadas as pautas represadas com a definição por parte do governo, entrou-se na questão do IPE saúde. As entidades em comum acordo, criaram uma proposta de sistema de saúde próprio, aos moldes das forças armadas (FUSEX), a qual tem previsão legal na lei de proteção social dos militares.

A Proposta foi descartada pelo governo, o qual afirma que dividir o sistema, criando outros mecanismos só agravaria a situação. Que o estado tem por obrigação constitucional ofertar um sistema de saúde aos seus servidores, e o IPE saúde é a única forma aceita.

O jornal Correio Brigadiano, após ouvir as alegações dos dois lados (governo e entidades) entende que a situação do IPE Saúde é uma balança que deve ser muito precisa para que se mantenha em equilíbrio, veja as comparações abaixo:

DESEQUILIBRIO I

Se a carga de desconto pesar muito aos mais jovens, os quais pouco ou quase na usam do plano, estes acabarão não vendo vantagem na permanência e acabariam saindo, fato que seria desastroso, pois em todo o sistema de saúde solidário, precisa-se de mais pagantes que não utilizam, para bancar o uso dos mais velhos que naturalmente precisam mais do sistema.

DESEQUILIBRIO II

Se a carga de desconto pesar muito aos mais velhos, ou aos salários medianos, que são os Sargentos e Tenentes, estes arcariam com um valor muito alto, que impactaria no seu orçamento, levando muitos a abandonarem o sistema e ingressar no já sobrecarregado SUS.

DESEQUILIBRIO III

Se a arrecadação não for o suficiente para pagar um valor razoável aos prestadores de serviço (médicos, laboratórios e hospitais) estes irão se descredenciar, o que já vem acontecendo em massa. E um plano em que não tenha profissionais disponível e a espera por atendimento se equipara a espera do SUS, não é viável para nenhuma das partes.

EQUILÍBRIO

Só teremos equilíbrio no sistema, se o valor for justo para todos, tanto para os segurados como o repasse aos profissionais e sistemas hospitalares.

Governo do RS pode enviar PL do IPE Saúde nesta semana à Assembleia

Casa Civil encerrará ciclo de encontros com bancadas e, após, sugestões serão discutidas com Leite, que dará o aval final

Governo do RS pode enviar PL do IPE Saúde nesta semana à Assembleia | Foto: Mauro Schaefer

Felipe Nabinger Correio do Povo

O governo do Rio Grande do Sul encerra nesta semana o ciclo de reuniões com as bancadas da Assembleia Legislativa antes do envio do projeto de reformulação do IPE Saúde. Nesta terça-feira, quatro bancadas serão recebidas pelo secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e pelo diretor-presidente do instituto, Bruno Jatene, a exemplo do que ocorreu na semana passada com outras siglas. Deputados do MDB, PSB, PSDB e União Brasil terão a possibilidade de apresentar sugestões e solicitar detalhes sobre o primeiro esboço da proposta do Executivo.

Na semana passada, nove legendas estiveram no Palácio Piratini, assim como representantes de sindicatos de servidores e associações médicas. “A gente avalia como positivo porque tivemos a condição de, primeiro, sentir quais são as posições das múltiplas frentes desde os servidores, que são usuários, passando pelos prestadores e pelos parlamentares, que representam a sociedade”, afirma Lemos, sobre a série de encontros.

Conforme o chefe da Casa Civil do Estado, houve vários perfis nas reuniões, sendo que alguns fizeram mais indagações e outros foram mais propositivos. Lemos exemplifica que os sindicatos, por exemplo, mais questionaram e ouviram e, por isso, terão novo encontro com Jatene na quarta-feira, a fim de apresentarem sugestões. “É complexo trabalhar por um denominador comum de um desafio onde se tem um IPE Saúde desequilibrado, onde a grande massa não está nos altos salários”, analisa Artur Lemos, que ressalta a dificuldade em buscar não penalizar em demasia o servidor, mas manter a sustentabilidade do plano.

Dependente é questão de impasse

Para o secretário, a volta da alíquota descontada dos titulares de 3,1% para 3,6%, a exemplo do que ocorria até 2004, foi compreendida, restando a questão dos dependentes como principal foco das discussões. “Há uma clareza que o grande desafio está na prestação para os dependentes.” Lemos defende que, mesmo com cobrança para os que hoje são isentos, os valores da Tabela de Referência de Mensalidades (TRM) apresentados ficam abaixo dos planos de mercado.

Das 14 bancadas do Legislativo, só a da federação que conta com PT e PCdoB não havia agendado ainda encontro com o governo do Estado. Com a conclusão das reuniões, chefe da Casa Civil não descarta a manutenção do protocolo do texto do projeto ainda nesta semana, mas salienta a necessidade de levar as ponderações dos encontros para o governador Eduardo Leite (PSDB), antes da redação definitiva. 

O que sugerem as bancadas

  • Novo – o projeto torna plano atrativo para servidores de maiores salários e menor sinistralidade. Sugeriu que tabela de dependentes leve em conta histórico de saúde.
  • PDT – sugeriu duas faixas com limitador de até 10% e 15% do valor dos menores salários do funcionalismo para dependentes e isenção de dependentes com deficiência física.
  • PL – conceito do projeto foi descrito como “relevante”. Bancada pediu os dados referentes a servidores com menores salários para entender os cálculos do governo e, se necessário, propor emendas.
  • Podemos – propôs que dependentes abaixo dos 18 anos passem de R$ 49,28, propostos pelo governo, para R$ 87,60, invertendo a lógica atual e reduzindo mensalidade dos mais velhos.
  • PP – propôs coparticipação de 50% da mensalidade dos menores de 18 anos e de 24 (estudantes) por parte do Estado e autonomia do Conselho de Administração em futuros reajustes.
  • PSD e PTB – Deputados participaram da rodada de encontros de forma remota.
  • PSol – contestou dívidas de Poderes e órgãos públicos estaduais com o plano, pediu detalhamento de questões referentes a cálculos e cobrou reajuste salarial para servidores. 
  • Republicanos – deputados entendem que o projeto vai na linha do que pensa a bancada e propostas foram quanto à fiscalização para coibir fraudes e ao excesso do uso de diárias de internações.

Entidades realizam ato contra a proposta de reformulação do IPE Saúde

Foto: Gabriel Noroefé

O Jornal Correio Brigadiano mobilizou toda sua equipe para a cobertura do ato conjunto de entidades e sindicatos dos servidores do Estado, contra a proposta de reformulação do IPE Saúde, apresentada na semana anterior pelo Governador Eduardo Leite.

Os Integrantes do Fórum de defesa do IPE Saúde são unânimes em afirmar que o governo está passando toda a conta da má gestão para os servidores pagar, que não estão vendo a contrapartida do estado na crise gerada por ele próprio. Estavam representadas a ASSTBM, Presidente Santellano, AOFERGS, Presidente Paulo Ricardo, ABAMF, Presidente Galvan, AESPPOM, Presidente Claudete Valau, CPERS, Presidente Helenir Aguiar, FESSERGS, Presidente Sergio Arnoud, ABERGS, Coordenador TC Ederson, Regional ASSTBM Passo Fundo, Diretor Zibetti, Livramento, Diretor Pereira e Lavras do Sul, Diretor Cabral.

Foto Gabriel Noroefé – JCB

Este ato marca uma união de esforços de toda a categoria de servidores contra o projeto, e pela reformulação do mesmo. Cada seguimento manterá contato com as lideranças políticas para os ajustes à proposta, que a torne no mínimo justa e equilibrada.

Confira abaixo as entrevistas realizadas pelo Correio Brigadiano e Rádio Studio 190 com as principais lideranças ( Reportagem Marco Rodrigues – Técnica Bernardo Haselein)

Manifestação Aparício Santellano –  Presidente ASSTBM

Manifestação Tem Paulo Ricardo –  Presidente AOFERGS

Manifestação Potiguara Galvan –  Presidente ABAMF

Manifestação Professora Helenir Aguiar –  Presidente CPERS

Manifestação Claudete Valau –  Presidente AESPPOM

Manifestação José Luiz Zibetti –  ASSTBM Passo Fundo

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Fotos: Gabriel Noroefé – Correio Brigadiano

Carreiras policiais do Rio Grande do Sul atraem profissionais de outros estados

Novos delegados e policiais militares do Rio Grande do Sul são originários de diversos Estados brasileiros

Entre os novos 675 soldados da BM, 177 são de outros Estados, o que representa mais de um quarto (26,2%) – Foto: Gustavo Mansur/Secom

Os novos delegados e policiais militares do Rio Grande do Sul são originários de diversas regiões do Brasil. Dos cerca de 700 profissionais que ingressaram, nesta semana, nas forças de segurança do Estado, quase 200 vieram de outros lugares do país. São pernambucanos, brasilienses, paulistas, mineiros e goianos, por exemplo, que foram aprovados em concursos e chegam para somar esforços e agregar conhecimento à segurança pública, evidenciando que as carreiras públicas gaúchas estão cada vez mais atrativas.

Na Polícia Civil e na Brigada Militar, cinco turmas se formaram na quarta (19/4) e quinta-feira (20/4). Entre os 26 novos delegados, 12 são oriundos de outras unidades da federação, o que corresponde a quase metade (46,2%) do grupo. Entre os brigadianos, dos 675 concludentes, 177 são de fora, o que representa mais de um quarto (26,2%).

formatura delegados 2023
Entre os 26 novos delegados, 12 são oriundos de outras unidades da federação, o que corresponde a quase metade (46,2%) do grupo – Foto: Gustavo Mansur/Secom

A leva mais recente de delegados conta com representantes de Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. São 20 homens e seis mulheres entre 28 e 45 anos de idade. Esses profissionais assumirão postos de comando em delegacias de polícia, executando tarefas como a condução de inquéritos policiais.

Na cerimônia de formatura deles, na quarta-feira (19/4), a diretora-geral da Academia de Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Acadepol), delegada Elisângela Melo Riguelin, destacou a competência e experiência dos novos servidores. “Metade da turma é oriunda de outros estados da federação, todos com pelo menos três anos de experiência jurídica ou policial. A maioria já é experimentada na área da segurança pública, em outras carreiras ou forças policiais do país. Esta é uma turma muito unida e preparada”, afirmou.

Na Brigada Militar, houve quatro formaturas na quinta-feira (20/4), nos municípios de Montenegro, Osório, Porto Alegre e Santa Maria. Dos 675 militares que concluíram a formação, 587 são homens e 88, mulheres provenientes de 23 estados e do Distrito Federal. As unidades com mais representantes são Distrito Federal (21), Santa Catarina (19), Bahia (16), Pernambuco (14), Rio de Janeiro (12) e Ceará (12).

Estado receptivo e acolhedor

Diversos fatores motivaram esses profissionais a deixarem seus estados para iniciar uma nova trajetória no Rio Grande do Sul. Dentre as principais motivações apontadas, estão as excelentes remunerações oferecidas, o desenvolvimento e a qualidade de vida do Estado e a estrutura, solidez e respeitabilidade das polícias gaúchas.

Pedro Trajano   Pernambuco
Pedro Trajano, de Pernambuco – Foto: Gustavo Mansur/Secom

“O Rio Grande do Sul tem uma remuneração atrativa em comparação com outros lugares do Brasil e é um Estado onde o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano]também é alto e a qualidade de vida tende a ser muito boa. Além disso, a Polícia Civil gaúcha é uma instituição reconhecida pela estrutura e pela força que tem no cenário nacional”, disse o recém-formado delegado Pedro Trajano, natural de Pernambuco, onde já foi policial civil, além de policial penal e diretor de uma penitenciária de segurança máxima na Paraíba.

Ericson   Sergipe
Ericson Mota, de Sergipe – Foto: Gustavo Mansur/Secom

O sergipano Ericson Mota atuou por sete anos como agente de Polícia Civil em Sergipe, mas agora deixará a função para assumir o cargo de delegado no Rio Grande do Sul. “Foram vários os fatores que me motivaram a vir para cá. Eu prestei concursos para delegado de polícia em vários estados, inclusive mais próximos de Sergipe, mas o Rio Grande do Sul sempre me chamou atenção. Estamos chegando aqui para somar e para atuar em defesa da sociedade gaúcha”, afirmou.

As novas autoridades policiais foram unânimes em destacar a receptividade do povo gaúcho. “A gente ouve muitas vezes histórias de que o pessoal do Rio Grande do Sul é mais fechado, mas eu tive uma surpresa muito boa com o povo gaúcho, que foi muito hospitaleiro. Fui muito abraçado aqui, muito bem recebido e bem tratado”, ressaltou Mota.

Ewerton   Piauí
Ewerton de Melo, do Piauí – Foto: Gustavo Mansur/Secom

Também nordestino, Ewerton de Melo deixou o Piauí, onde era policial civil, para exercer o cargo recém-assumido. “Espero desempenhar da melhor forma possível e com afinco, garra e disposição aquilo que fui preparado para fazer e o que venho sonhando há anos. Quero contribuir com a sociedade gaúcha, na área da persecução penal, e desempenhar da melhor forma possível a função de delegado de polícia”, disse.

João Ledo   Bahia
João Ledo, da Bahia – Foto: Gustavo Mansur/Secom

Natural de Salvador, na Bahia, o soldado João Ledo conta por que veio para o extremo sul do país. “Cheguei aqui em julho do ano passado. A influência familiar me fez vir. Meu pai foi militar, sempre estudei em escola militar e surgiu essa oportunidade no Rio Grande do Sul que eu abracei. Já fiz grandes amigos aqui, irmãos que quero levar para a vida toda. Quero me sentir cada vez mais em casa nesse Estado”, projetou.

Laryssa   DF
Laryssa Vieira, do Distrito Federal – Foto: Gustavo Mansur/Secom

A soldado Laryssa Vieira veio do Distrito Federal para integrar a polícia militar gaúcha. “Eu já tinha o desejo de ingressar na carreira policial, e a Brigada Militar abriu as portas para eu conseguir concretizar esse objetivo. Tive uma recepção muito calorosa, ao contrário do que falam dos gaúchos. Espero exercer a minha profissão com muita honra, servindo com muito amor à farda e ao Estado do Rio Grande do Sul, que me acolheu com tanto carinho”, destacou.

Texto: Juliana Dias/Secom
Edição: Vitor Necchi/Secom

Brigada Militar recebe o reforço de mais 676 soldados

Formaturas dos novos policiais militares foram realizadas simultaneamente em Porto Alegre, Montenegro, Osório e Santa Maria

Foto: Soldado Ribeiro/PM5

Correio do Povo

A Brigada Militar recebeu na manhã desta quinta-feira o reforço de mais 676 soldados, que vão atuar em todas as regiões do Rio Grande do Sul. As formaturas dos novos policiais militares, sendo 588 homens e 88 mulheres, foram realizadas simultaneamente em Porto Alegre, Montenegro, Osório e Santa Maria.

O secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, aproveitou para anunciar que serão chamados em agosto deste ano mais 400 futuros soldados para fazerem o curso de formação. Sobre os novos 676 policiais militares, ele destacou que se trata de mais um aumento do policiamento ostensivo preventivo realizado pela Brigada Militar.

“É investimento em aumentar o número de profissionais e em viaturas, armamentos e coletes, fortalecendo assim o sistema de segurança. Isso traz uma melhora para a ostensividade e para a sensação de segurança. É um permanente esforço nosso em reduzir os indicadores de criminalidade e melhorar a sensação de segurança em todo Estado”, afirmou Sandro Caron.

Conforme o comandante-geral da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli, o novo contingente vai atuar nos próximos dias em um primeiro momento, nas áreas de maior incidência criminal, como Porto Alegre, Região Metropolitana e Vale do Rio dos Sinos, além de Santa Maria e Rio Grande, e depois devem ser divididos em todos municípios gaúchos.

Em Porto Alegre, a formatura do Curso Básico de Formação Policial Militar, com 177 novos soldados, ocorreu na Academia de Polícia Militar (APM), na avenida Coronel Aparício Borges. O governador Eduardo Leite compareceu à cerimônia juntamente com o secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, e o comandante-geral da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli.

Em Montenegro, a solenidade teve 264 novos soldados, em Santa Maria outros 120 e em Osório mais 115. Do total dos 676 novos brigadianos, 26% deles são de fora do Rio Grande do Sul. Todos passaram por uma formação que começou no dia 1º de agosto do ano passado e somou 1.745 horas de aula, divididas em três módulos com encontros presenciais e na modalidade de Educação à distância (EAD).

Entre as disciplinas formativas estavam temas como Uso da Força e da Arma de Fogo, Direito Penal, Ética e Cidadania, Relações Humanas, Suporte Básico da Vida em Urgências e Emergências, Medidas Preliminares em Local de Crise e Mediação de Conflitos. Além delas, os formandos também participaram de estágios supervisionados, nos quais foram empregados no policiamento ostensivo em diversos municípios.

IBCM EMPOSSA SUA NOVA DIRETORIA

Foto Bernardo Haselein- Correio Brigadiano

A solenidade foi presidida pelo presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal Sr. Sidney Silveira, atendendo os ditames estatutários que define responsabilidades para instalação de Comissão eleitoral e uma vez eleita pelo voto direto o CDF proceda os atos de posse em ato solene.

Outra organização que esteve presente, potencial parceira do IBCM foi a direção do CEPERGS SINDICATO, por sua presidente, professora Helenir Aguiar Schürer.

Foi um ato solene e festivo que demarcou a relevância e importância da Instituição Beneficente Coronel Massot, fundada em 1928 que inova a cada ano e presta serviços de saúde e prevenção aos seus associados, em sua maioria da família Brigadiana.

O presidente empossado Daniel Lopes dos Santos falou do orgulho em receber mais um mandato a frente da instituição, assegurando manter o mesmo entusiasmo e dedicação que já vem conduzindo a IBCM, demonstrando a certeza que o sucesso só será possível se continuar contando com “varias mãos”.

Daniel, se referia a um grande numero de pessoas dentre elas diretores, funcionários e prestadores de serviço.

Entrevista do Presidente Daniel Lopes dos Santos

MANIFESTAÇÃO DIRETOR CORREIO BRIGADIANO

 

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Governo apresenta proposta inicial para reequilibrar e qualificar atendimento do IPE Saúde

Leite e integrantes do primeiro escalão se reuniram com deputados para tratar da situação do IPE Saúde – Foto: Grégori Bertó/Secom

Com o objetivo de promover o reequilíbrio financeiro e a qualificação do serviço prestado pelo IPE Saúde, o governo apresentou nesta segunda-feira (17/4) uma proposta inicial de reestruturação do plano de saúde dos servidores. Em reunião realizada no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite expôs a deputados estaduais os quatro eixos que sustentam a proposição do Executivo. Os pilares da iniciativa são: auditoria e regulação, equalização do passivo, ajuste das despesas e revisão do modelo de financiamento do plano.

Em relação ao primeiro eixo, o Executivo pretende reforçar a capacidade do IPE Saúde de realizar auditorias, a partir da contratação de profissionais especializados, uso de tecnologia e redimensionamento da rede de credenciados, entre outras medidas. Para equalizar o passivo de R$ 250 milhões da instituição, montante em redução nos últimos anos, a proposta é de ampliar a negociação dos créditos a receber do IPE Saúde junto ao Estado.

No ponto de ajuste das despesas, o governo implantará novas tabelas de remuneração para os profissionais de saúde e instituições credenciadas, o que qualificará o atendimento aos segurados. Consultas médicas, visitas hospitalares e procedimentos médicos receberão reajuste.

Novo modelo de financiamento

O último e mais importante eixo da proposta inicial do governo envolve o financiamento do IPE Saúde. O modelo apresentado nesta segunda-feira tem como premissas não sobrecarregar os titulares do plano, a manutenção do princípio da paridade entre Estado e servidores estaduais – com aumento da contribuição patronal, havendo aumento do valor pago pelo segurado –, a contribuição de dependentes e a consideração da faixa etária dos segurados como elemento limitador para as mensalidades.

O governo entende que, a partir desses conceitos, em sintonia com a lógica de cobrança dos sistemas de assistência à saúde em outros Estados, o reajuste financeiro significará uma melhoria na qualidade de atendimento aos segurados.

“Essa é uma primeira proposta, que contempla o que é necessário para que possamos promover o equilíbrio financeiro do IPE-Saúde e qualificar o plano. A partir de agora, vamos receber sugestões dos deputados para que a proposta original possa ser melhorada e tenhamos condições de oferecer um plano de saúde moderno e sustentável para os nossos servidores e dependentes”, disse o governador.

A proposta inicial do Executivo ampliaria a alíquota dos titulares, hoje em 3,1%, para 3,6%, índice que era aplicado até o ano de 2004. A alíquota do Estado também aumentaria para o mesmo patamar. Os valores para os segurados não poderiam exceder o que determina a Tabela de Referência de Mensalidade (TRM) do IPE Saúde. Ou seja, o segurado pagaria sempre o que for menor: ou o valor previsto na tabela ou montante extraído do cálculo percentual com base no salário.

IPE tabela 1

Em relação à cobrança de dependentes, seria estipulado um percentual a partir do valor de referência do titular do plano, conforme a idade do dependente. Os valores cobrados ficariam abaixo da média praticada pelo mercado, conforme a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Confira:

IPE tabela 2

E a coparticipação em exames e consultas passaria de 40% a 50%.

Texto: Juliano Rodrigues/Secom
Edição: Vitor Necchi/Secom

ABAMF sob nova direção

Soldado Galvam Presidente e Soldado Volz Vice-presidente

Na manhã desta sexta-feira(14) tomou posse a nova diretoria da ABAMF, Presidente Soldado GALVAM e Vice-presidente Soldado VOLZ. A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o Ex Governador Jair Soares, Comandante-Geral da Brigada Militar, Coronel Feoli, e Sub-Cmt, Coronel Douglas, Cel Julimar Fortes Representando o Comando dos Bombeiros Militares, Presidente da ASSTBM, Aparício Santellano, Presidente do IBCM, Daniel Lopes, Dr. Roberto Alexandre, Presidente da Funperacchi, Coronel Roger Nardys Vice-Presidente da ASOFBM, Tiago Rommel Presidente da ASPRA RS, Claudete Valau Presidente da AESPOM, Tem Paulo Ricardo, presidente eleito da AOFERGS, Cel Alfeu Freitas representando o gabinete do Dep. Prof. Bonatto, Cel Pietroski representando o Deputado Dr. Thiago Duarte, Cel. Moraes, Comandante da Legião Altiva da BM, Cel Ederson, Coordenador-Geral da ABERGS, e demais representantes de entidades e órgão parceiros da Brigada Militar e da entidade.

A fala do governador: Entre as diversas manifestações, destacamos em especial a do Ex Governador do Estado, Jair Soares, o qual seu discurso pontuou suas ações em defesa da BM, tendo proporcionado a primeira turma de policiais femininas e um dos maiores reconhecimento salarial, dentre outras, o ex governante foi aplaudido e saudado de pé por todos os presentes.

Ex Governador Jair Soares

Há 29 anos as ações das entidades de classe são presença constante em nossos editoriais, pois um jornal que valoriza a segurança pública, sempre será parceiro das entidades que defendem os interesses dos nossos policiais e bombeiros. O Jornal Correio Brigadiano (jornal, rádio e portal de notícias) parabeniza a nova diretoria desta importante entidade que luta pelos direitos dos servidores da Brigada Militar.

Desejamos sucesso na condução da entidade e que seja a ABAMF uma fonte de boas notícias para o nosso Jornal

A Direção

CONFIRA AS ENTREVISTAS REALIZADAS

Entrevista Presidente Galvan

Entrevista Ex Governador Jair Soares

Entrevista José Clemente

Entrevista com Gio Krug

GALERIA DE FOTOS

Governo do RS reinicia compra de câmeras para uniformes de policiais e instalação é novamente adiada

Licitação anterior foi cancelada devido à necessidade de ajuste nas especificações do equipamento

Instalação de câmeras corporais em policiais já é utilizada em outros Estados. Jonathan Heckler / Agencia RBS

GABRIEL JACOBSEN GZH

O processo de implementação de câmeras corporais nos uniformes das polícias gaúchas sofreu um novo revés, na última semana, com a revogação da licitação que estava em andamento para compra dos equipamentos. A nova previsão do Departamento de Informática da Brigada Militar é de início do uso das câmeras entre julho e agosto, caso a nova licitação seja bem-sucedida.

A licitação anterior, que havia sido aberta em dezembro de 2022, foi cancelada em 5 de abril. De acordo com a Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão, responsável pelas licitações, houve necessidade de ajuste nas especificações do equipamento para assegurar a incorporação ideal nas atividades de policiamento.

— As empresas que participaram (da licitação anterior) não ofereceram (produtos) dentro das especificações que a gente pediu. E aí fizemos um mea-culpa e revisamos as especificações exigidas, e estamos lançando (a licitação) novamente. Em um prazo de 90 a 120 dias a gente vai estar colocando em operação as primeiras câmeras — destacou o coronel Alex Severo, diretor do Departamento de Informática da BM.

A nova licitação deve manter o número de 1,1 mil equipamentos previstos para a primeira etapa de implementação do sistema de câmeras em uniformes. Dessas, 1 mil serão usadas nas fardas de brigadianos com atuação em Porto Alegre e outras 100 serão destinadas à Polícia Civil. De acordo com Severo, o número é suficiente para que todos os policiais militares em áreas operacionais da Capital estejam equipados com o dispositivo.

— Esta primeira fase é para aquisição de 1,1 mil câmeras, das quais 100 para a Polícia Civil, que devem ser empregadas na área operacional, e outras mil nos batalhões operacionais da Brigada MIlitar em Porto Alegre. O nosso objetivo é chegar a 100% do efetivo empregado operacionalmente na rua com a câmera no peito — acrescentou Severo. 

A câmera terá duas modalidades de uso. A gravação permanente, sempre que for retirada da doca de recarga, e outro modo que deve ser ativado pelo policial quando iniciar o atendimento de uma ocorrência. Neste segundo modo, o equipamento aumentará a qualidade de gravação de imagem e áudio, e permitirá o acesso remoto ao conteúdo, em tempo real.