O Departamento de Ensino da BM divulgou nesta semana o edital para vagas do Colégio Tiradentes da Brigada Militar para o ano de 2026 nas oito unidades do Estado (Porto Alegre, Passo Fundo, Santa Maria, Ijuí, Santo Ângelo, São Gabriel, Pelotas e Caxias do Sul). As inscrições vão até dia 30/08 no site da Brigada Militar.
Na manhã desta sexta-feira (15), sindicatos e entidades que representam as principais categorias do funcionalismo público gaúcho promoveram um ato unificado no centro de Porto Alegre. A mobilização seguiu até o Palácio Piratini, onde lideranças e alguns políticos manifestaram a indignação com o arrocho salarial vivido pelos servidores do estado.
Por parte da Segurança Pública, participaram a ASSTBM, ABAMF, AOFERS, ASPRA, AABU, ABERGS, UGEIRM SINDIPOL e SINDICIVIS.
A pauta central foi a reposição inflacionária de 12,14%, percentual que, segundo os organizadores, cobre apenas parte das perdas acumuladas. Também houve críticas à situação do IPE Saúde, marcada pela falta de médicos e dificuldades de atendimento, especialmente no interior.
Lideranças denunciaram o abandono e a falta de valorização dos servidores, mas o dia e horário do protesto limitaram seu impacto junto ao Parlamento Gaúcho, que não realiza sessões às sextas-feiras. O governo estadual, por sua vez, não enviou representantes, já que o ato não tinha caráter de negociação, mas de desagravo contra o governo.
Embora o ato tendo a pauta definida na reposição inflacionária e a situação do IPE Saúde, a organização do evento, que é do Sindcaixa e CPERS abriu para manifestações políticas, que abordaram principalmente a questão nacional, tarifaço de Donald Trump e julgamento no STF dos envolvidos no ato de 08 de janeiro (23). Uma pauta não acordada com os demais participantes, principalmente os da área da segurança pública. Das manifestações de políticos, destacamos parte da fala da Deputada Maria do Rosário, onde citou que o STF está para concluir a questão do desconto previdenciário de aposentados acima do teto do regime geral, que se confirmar de fato, será uma boa notícia, pelo menos aos servidores inativos da BM e CBM.
Mesmo com baixa expectativa de efeito prático imediato, o movimento deixou claro o descontentamento das categorias, sinalizando que o clima de insatisfação pode pesar nas eleições de 2026.
Editada pela Portaria nº 643.A do Estado-Maior da Brigada Militar, inspirada na Lei nº 15.156/18, com o objetivo de lembrar a sociedade gaúcha sobre a importância, coragem, destemor e compromisso que os policiais militares e civis demonstram em sua defesa, mesmo com o risco da própria vida, realizou-se, na data de hoje (08/08/2025), um grande evento no Panteão da Brigada Militar, junto à Academia da Polícia Militar.
O dia, celebrado em homenagem a estes valorosos policiais por iniciativa da Brigada Militar, foi marcado em 08 de agosto em deferência a um dos maiores mártires da violência: o Cabo Valdeci de Abreu Lopes, que, nesta data, no ano de 1990, tombou em serviço na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre, vitimado por um golpe de foice desferido por um manifestante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Este legado faz com que, nesta data, todos os policiais tombados em serviço sejam lembrados pela Brigada Militar.
Na manhã desta sexta-feira, 08 de agosto, o Tribunal de Justiça Militar do RS realizou a entrega, ao Comando da Brigada Militar, de volumes referentes ao julgamento da morte do Cabo Valdeci, como representação de um marco histórico em memória de um mártir.
Irmão do cabo Valdecir
Neste ato, foram honrados também os nomes de policiais militares que tombaram em serviço:
2º Sargento Fabiano Oliveira
Soldado Rodrigo Weber Volz
Soldado Everton Raniere Kirsch Junior
Soldado Maximiliano da Silva Argiles
Soldado Anderson de Souza Lourenço
2º Sargento Luiz Fernando de Paula Luzzi
Soldado Lucas Alexandrino Nazario da Silva
Soldado Alberto Luiz Ghisleni Kroth
Cabo Valdeci de Abreu Lopes
O Desembargador do TJM-RS e Ex-Comandante-Geral da Brigada Militar, Cel. Paulo Roberto Mendes, deu abertura à solenidade, acompanhado do Desembargador Amilcar Macedo. Ele agradeceu a todos que se envolveram na elaboração da obra que descreve todo o inquérito da morte do PM Valdeci, ressaltando que se trata de um registro histórico para a Brigada Militar, e convidou os desembargadores responsáveis à época para realizarem a entrega formal ao Comando da Brigada Militar.
O Capelão Honorífico da Brigada Militar, Padre Alexandre Chaves, iniciou sua manifestação dizendo que a data desperta sentimentos e memórias:
“O momento não é para celebrar a morte, mas para celebrar a vida, o dom do amor e o compromisso dos policiais. Os mártires, detentores do mais puro amor, são justamente aqueles que entregam a vida em nossa defesa.
Por vezes, muitos me perguntam, neste momento de perda, onde estava Deus. Eu sinceramente fico sem resposta.
O que posso afirmar é onde Deus não estava: Ele não estava no coração de assassinos que, a qualquer pretexto, mataram irmãos e ceifaram a vida de pessoas que trazem paz, ordem e segurança a todos nós.”
O Comandante-Geral da BM, ao se pronunciar, afirmou que, ao longo dos 365 dias do ano, em todos os municípios do RS, está presente um Policial Militar:
“Estes PMs são vocacionados a proteger e salvaguardar a sociedade diuturnamente.
A grande maioria conclui com êxito sua missão diária, retornando a seus lares para o convívio familiar, podendo abraçar esposas e filhos. Mas nem todos retornam.
Essas perdas se tornam lacunas eternas, impossíveis de serem preenchidas. Resta-nos, anualmente, lembrar insistentemente o valor do policial que entrega a própria vida em defesa de outros, que, na maioria das vezes, sequer conhece.”
Após as manifestações, a Brigada Militar entregou uma honraria a cada familiar dos PMs mortos em serviço e, em seguida, foi realizado o toque de silêncio em respeito aos policiais.
Além de familiares e amigos dos policiais tombados em serviço, diversas autoridades estiveram presentes à solenidade, dentre elas:
Coronel Claudio dos Santos Feoli – Comandante-Geral da BM
Cel. Paulo Roberto Mendes – Desembargador do TJM
Dr. Amilcar Macedo – Desembargador do TJM-RS
Cel. Rodrigo Mhor – Desembargador do TJM-RS
Cel. PM Luigi Gustavo Soares Pereira – Chefe do EMBM
Cel. PM Cilon Freitas da Silva – Chefe de Gabinete do Cmt-G
Cel. PM Jorge Dirceu Abreu Silva Filho – Diretor de Ensino da BM
Cel. PM Fabio da Silva Schmitt – Comandante do CPC
Cel. PM Alvaro Martinelli – Comandante do CPCHQ
Cel. PM Rafael Assis Brasil Ramos Aro – Corregedor-Geral da BM
Desembargador José Carlos Teixeira Giorgis – Diretor do Memorial do Judiciário do RS
TC RR Moacir Simões – Representando a Associação Amigos do Museu da BM
Cel. RR Ataíde Moraes Rodrigues – Comandante da LABM
Sr. Paulo Ricardo da Silva – Presidente da AOFERGS
Era para ser uma ocorrência de rotina no dia 12 de março de 2017, quando a guarnição composta pelo soldado Timóteo Jeremias Cappa Bravo e pelo soldado Eduardo Garcia da Silva foi despachada pela Sala de Operações da Brigada Militar de Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, para intervir realizando patrulhamento no bairro Vila da Paz, onde havia denúncias de toque de recolher imposto por criminosos ligados a uma facção criminosa.
Tratava-se de ordens da facção “Os Bala na Cara”, que, entre suas determinações, proibia a entrada da polícia na localidade.
Durante o patrulhamento, a guarnição dos soldados Bravo e Eduardo, do 26º BPM, foi recebida a tiros por integrantes da facção, sendo obrigada a revidar. Na troca de tiros, um dos indivíduos foi morto e outro ficou ferido — este último já possuía condenações por tráfico e roubo, totalizando mais de 38 anos de pena.
A partir da ocorrência, os dois militares passaram a ser indiciados e a responder a ação penal, sendo um acusado de homicídio qualificado e o outro de homicídio simples.
O período entre a ocorrência e o julgamento ultrapassou nove anos. Segundo os militares, foi um tempo de muitas incertezas, inseguranças e perdas. Ambos constituíram advogados na tentativa de comprovar o exercício regular das funções e reverter a grave acusação que recaía sobre os agentes de segurança.
Absolvição pelo Tribunal do Júri
No dia 16 de julho de 2025, sob a presidência do juiz de Direito Dr. Marco Luciano Wachter, tendo como promotor o Dr. Caio Isola Aro e atuando nas defesas os advogados Dr. Márcio de Matos Barcelos, Dr. Nei Juarez Afonso Colombo, Dr. Giliar Hermann Pires e Dra. Ana Carolina Filippon Stein, ocorreu a sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Cachoeirinha, sendo proclamada a absolvição dos soldados Timóteo Cappa Bravo e Eduardo Garcia da Silva, com o reconhecimento da legítima defesa — pedido também feito pelo Ministério Público.
Atualmente residindo em Alegrete, pai de dois filhos e atuando na 3ª Cia do 1º Batalhão de Policiamento de Área de Fronteira (1º BPAF), o soldado Cappa Bravo relatou os momentos difíceis vividos até a absolvição, mesmo tendo a certeza de que agiram em defesa da sociedade:
— A todo instante presenciamos ocorrências semelhantes a essa, em que muitos colegas são condenados, perdem a função pública e, mesmo sem antecedentes, acabam presos, deixando esposa e filhos desamparados. — Na época, fomos “massacrados” pela opinião pública, com muitas publicações que não refletiam a verdade. É muito complicada nossa função — relatou Bravo. — Felizmente, no nosso caso, a justiça foi feita.
O soldado Cappa Bravo concluiu o Curso Técnico em Segurança Pública (CTSP) entre 16/12/2024 e 04/07/2025, e aguarda os atos de promoção para iniciar uma nova fase em sua carreira na Brigada Militar.
O soldado Eduardo, pai de um filho, reside em Cachoeirinha e conta com 20 anos de serviço prestado à Brigada Militar.
Ambos passaram metade da carreira aguardando o julgamento de um crime que se comprovou não terem cometido.
A incerteza quanto ao desfecho de uma ocorrência traz enorme tensão aos agentes da segurança pública, pois, além das decisões que precisam ser tomadas em frações de segundo, muitas vezes enfrentam o sensacionalismo de setores da imprensa, da classe política e da própria opinião pública.
Mesmo com a absolvição, em muitos casos as perdas são irreparáveis — e se estendem para além da vida do policial, atingindo diretamente suas famílias. Em alguns processos, os policiais ficam impedidos de progredir na carreira durante o período, sendo vetados em seleções internas ou concursos.
Levantamento foi realizado pelo comando da instituição, ouviu mais de 18 mil brigadianos e teve os resultados divulgados recentemente. Contingente está mais jovem e escolarizado
Carlos Rollsing GZH
O 2º Censo da Brigada Militar (BM), realizado pelo comando da instituição para ampliar o conhecimento sobre a tropa, revelou dois eixos de sensação dos policiais gaúchos, um de insatisfação e outro de satisfação. As entrevistas foram feitas em outubro de 2023 com 18,2 mil integrantes da corporação, mas os resultados foram divulgados recentemente pelo comando.
Os brigadianos estão, em maioria, descontentes com o salário: essa foi a posição de 73,35%. Já o descrédito quanto ao plano de carreira alcançou 85,23%. No mesmo flanco, 61,82% afirmaram não se sentirem valorizados na BM e 38,2% manifestaram pretensão de deixar a corporação para empreender ou buscar outro concurso público.
O lado da satisfação é dominado pela percepção quanto aos instrumentos de trabalho e carga horária. A maioria se declarou contente com o fardamento (67,37%), colete à prova de balas (80,2%), outros equipamentos de proteção individual (67,16%), armamento (87,27%), viaturas (63,4%) e jornada de trabalho (60,07%).
O 2º Censo ainda revelou que a tropa é jovem. Quase metade do efetivo tem entre 28 e 37 anos. Ao mesmo tempo, melhorou a escolaridade, com 46,94% dos membros da BM tendo Ensino Superior completo. A juventude e o melhor nível educacional são apontados como qualificadoras da prestação de serviço.
Outra descoberta foi que 59,94% dos brigadianos fizeram ou fazem tratamento psiquiátrico e psicológico. Entre os 24,88% que afirmaram tomar remédio diariamente, a maior parte disse que é medicação contínua para fins psicológicos e psiquiátricos. Essa detecção do Censo divide opiniões entre membros da corporação ouvidos pela reportagem: parte entende que é sinal positivo porque o policial está cuidando mais da saúde mental, enquanto outra parcela avalia que é reflexo da insatisfação e do estresse do brigadiano de baixa patente, endividado e instado a lidar com o risco à vida.
O 2º Censo foi realizado pelo Departamento Administrativo da BM. A primeira edição teve coleta de dados entre setembro e outubro de 2020.
Questão salarial e promoções são dominantes para carreiras de nível médio
O levantamento revelou que, em outubro de 2023, 41,42% dos servidores da BM tinham remuneração entre R$ 4,9 mil e R$ 7,1 mil. Isso corresponde aos soldados, que, junto com duas classes de sargentos e 1º tenente, formam o quadro de nível médio. Eles também são conhecidos como praças. As reclamações são relacionadas à distância ante os oficiais, cujo primeiro posto, o de capitão, tem atualmente subsídio de R$ 21,5 mil.
— De 2019 para cá, os brigadianos tiveram mais de 60% de perdas inflacionárias. E temos um sistema que propicia morosidade na promoção dos praças. Há casos de pessoas que entram na BM como soldados e vão à reserva (aposentadoria) como soldados — diz Maico Volz, presidente da Abamf, entidade que agrega agentes de nível médio.
Um dado do Censo reforça o problema financeiro dos brigadianos: 77,94% declararam ter empréstimo consignado. Volz afirma que a maioria dos que buscam auxílio jurídico da Abamf está superendividada e deseja mediação judicial com os credores.
— A remuneração é baixa entre servidores de nível médio. Eles ainda se obrigam a ir para o bico. Estamos com elevado índice de pessoal em tratamento psicológico. O policial estressado está sujeito a cometer falhas — afirma Ricardo Agra, diretor de relações institucionais da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da BM (Asstbm).
Para Volz, os níveis de insatisfação com o salário e a carreira foram determinantes para mais de 6,6 mil policiais terem manifestado a pretensão de deixar a BM.
— O curso para a formação de um soldado dura, em média, 11 meses. É caro para a sociedade fazer o investimento e ele permanecer por pouco tempo. Precisamos de valorização — avalia Volz.
Quase metade dos servidores tem Ensino Superior completo.André Ávila / Agencia RBS
Para a Brigada, melhorias recentes devem reduzir insatisfação
O coronel Cléber Rodrigues dos Santos, diretor do Departamento Administrativo da BM, pondera que o resultado do 2º Censo mostra uma radiografia de outubro de 2023, quando a pesquisa foi realizada. Desde 2019 até a aplicação do questionário, os brigadianos haviam recebido apenas uma reposição inflacionária de 6% em 2022, estendida a todo o funcionalismo.
Ele destaca o cenário da época, quando algumas reformas retiraram benefícios. O coronel opina que o período de austeridade permitiu melhorias recentes. Santos cita o aumento do vale-refeição e o reajuste salarial de 12,49% para a segurança pública, com três parcelas incorporadas ao contracheque em janeiro e outubro de 2025 e outubro de 2026. A mesma legislação reduziu as classes de soldados de três para duas, o que garante valorização no piso.
— O salário inicial do soldado vai passar de R$ 4.970 (valor de dezembro de 2024) para R$ 6.429, em outubro de 2026. Um aumento de quase 30%. Acreditamos que, para o próximo Censo, vamos diminuir a insatisfação — diz Santos.
O diretor do Departamento Administrativo da BM também destaca a decisão da polícia de converter 5,2 mil cargos de 3º sargento, em extinção e que estavam vagos, em postos de 2º sargento, 1º sargento e 1º tenente. São funções para as quais os soldados podem ascender, em uma tentativa de atender os anseios por progressão na carreira entre as mais baixas patentes.
O coronel refuta a hipótese de que a elevada insatisfação prejudique a prestação do serviço à comunidade. Para demonstrar isso, menciona que os índices de criminalidade foram reduzidos ao menor patamar da série histórica em 2024. Santos também rebate a crítica de que o cenário revelado possa impulsionar erros ou excesso de força policial.
— Insatisfações e busca por melhor remuneração são naturais do ser humano. A BM atende milhares de ocorrências diariamente. Algum erro que eventualmente ocorra é exceção. A Corregedoria é firme para apurar a verdade e responsabilizar o policial que pode ter atuado equivocadamente — afirma.
Satisfação com equipamentos
Os contentamentos dos brigadianos apurados pelo Censo se referem à jornada de trabalho e aos itens para a atuação cotidiana de segurança pública. Os principais destaques são para o armamento e o colete, ambos com mais de 80% de satisfação.
— Quanto a isso, não há o que reclamar. Sinto melhora depois da aprovação do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (Piseg ) — diz Agra, da Asstbm.
A política citada permite que empresas destinem uma parcela de até 5% do ICMS devido para o investimento em segurança pública.
— A satisfação é reflexo do suporte que o comando tem dado para a melhoria das condições de trabalho. Hoje, toda a viatura adquirida para a atividade operacional possui a semiblindagem. O objetivo é proteger quem protege a sociedade — diz o coronel Santos.
O diretor do Departamento Administrativo da BM afirma desconhecer a realização de um Censo por outras polícias militares do Brasil. O oficial definiu o levantamento como “imprescindível para as políticas de recursos humanos”.
O 2º censo da BM entrevistou 18.226 membros da corporação em outubro de 2023. Confira alguns dados:
Gênero
81,69% dos servidores são homens
18,31% são mulheres (aumento de 2,3 pontos em relação ao Censo 2020)
Faixa etária
24,65% têm entre 28 anos e 32 anos
21,31% dos integrantes têm entre 33 anos e 37 anos
21,23% dos membros têm entre 38 anos e 42 anos
24,43% têm mais de 43 anos
8,36% dos servidores têm até 27 anos
Renda bruta mensal
41,42% dos servidores têm renda entre R$ 4.970,61 e R$ 7.102,66
21,03% têm renda entre R$ 7.102,66 e R$ 9.766,16
15,28% têm renda entre R$ 9.766,16 e R$ 13.317,51
11,69% têm renda inferior a R$ 4.970,61
6,43% têm renda entre R$ 13.317,51 e R$ 20.686,00
4,15% têm renda superior a R$ 20.686,00
Escolaridade
46,94% dos servidores têm ensino superior completo (índice era de 25,33% no Censo 2020)
30,50% têm ensino médio completo
19,67% têm ensino superior incompleto
1,82% têm nível técnico
1,08% outros
Usa medicamento diariamente
24,88% sim
75,12% não
O maior contingente, de 1.631 entrevistados, afirmou usar medicação contínua para tratamento psiquiátrico e psicológico. Depois, 1.276 informaram tomar remédio para pressão alta.
Fez ou faz tratamento psiquiátrico e psicológico?
40,06% não
26,71% sim, particular
24,95% sim, na BM
8,28% sim, particular e BM
No total, 59,94% dos integrantes da corporação já fizeram ou fazem tratamento psiquiátrico ou psicológico.
Já se envolveram em conflito armado?
50,89% sim
49,11% não
Já sofreram algum ferimento no atendimento de ocorrência?
57,64% não
42,36% sim
Você se sente valorizado na Brigada Militar?
61,82% não. Essa foi a resposta de 10.687 entrevistados
38,18% sim
Pretende deixar a BM para empreender negócio próprio ou outro concurso público?
38,2% sim. Essa foi a resposta de 6.604 entrevistados
61,8% não
Em relação ao plano de carreira
46,69% muito insatisfeito
38,54% insatisfeito
9,55% satisfeito
3,79% indiferente
1,43% muito satisfeito
Os indicadores de insatisfação com o plano de carreira, somados, alcançam 85,23%.
Em relação ao salário
52,01% insatisfeito
21,34% muito insatisfeito
19,83% satisfeito (no Censo 2020, a satisfação tinha sido de 54,20%)
5,56% indiferente
1,23% muito satisfeito
0,02% não respondeu
Os indicadores de insatisfação, somados, alcançam 73,35% com a remuneração.
A Rede ABC da Segurança, com sua equipe da Rádio Studio 190, está realizando uma série de reportagens para mostrar iniciativas locais que vêm apresentando resultados positivos na área da segurança pública. O primeiro município visitado foi Passo Fundo, que tem se destacado como exemplo de integração, investimento e uso de tecnologias no combate à criminalidade, obtendo excelentes resultados.
CONFIRA A REPORTAGEM EM VÍDEO NO FINAL DA MATÉRIA
Localizada na região norte do Estado, Passo Fundo sempre foi conhecida como uma área sensível à atuação da criminalidade, especialmente por ser uma rota de fuga acessível para várias regiões do Estado e para Santa Catarina.
Nos últimos anos, a cidade — com mais de 215 mil habitantes — tem intensificado as ações de combate ao crime graças à gestão integrada da Prefeitura Municipal com as forças de segurança, como a Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, entre outros órgãos. As ações ocorrem em diversos espaços públicos.
Além das abordagens e fiscalizações, a Prefeitura realizou investimentos significativos em tecnologia, com destaque para o videomonitoramento e o cercamento eletrônico.
São mais de 1.300 equipamentos em operação, somando os utilizados pela Prefeitura Municipal e pela Brigada Militar.
O vice-prefeito da cidade, Coronel Volnei Ceolim — que atuou por mais de 30 anos na Brigada Militar — afirmou em entrevista à Rede ABC da Segurança Pública – Correio Brigadiano que diversas ações de gestões anteriores possibilitaram à administração do Prefeito Pedro Almeida intensificar ainda mais o combate à criminalidade.
— Todos sabemos que uma das piores situações para o criminoso é a sua identificação. Na medida em que ele corre risco de ser identificado e, consequentemente, preso, passa a atuar em outro local.
— Passo Fundo hoje apresenta um ambiente de difícil atuação criminosa, pois são mais de mil câmeras instaladas. Isso se deve ao fato de que a atual administração elegeu a segurança pública como uma de suas principais prioridades — afirmou o vice-prefeito.
Somente no Parque Linear da Avenida Brasil foram instaladas 38 câmeras, cujas imagens são transmitidas simultaneamente ao Centro de Operações do Município.
O Secretário de Segurança Pública, Tadeu Trindade — que também atuou por mais de 30 anos como sargento da Brigada Militar — acrescentou que a administração municipal entende a segurança como resultado de diversos fatores: presença física do agente, operações contínuas, educação, repressão, e, sobretudo, uso de tecnologias.
— Passo Fundo, há alguns anos, vem tratando a segurança pública de forma muito particular, e os resultados positivos estão se confirmando. Dificilmente crimes e ilicitudes são cometidos sem que os autores sejam identificados.
— Nas escolas municipais, por exemplo, temos no mínimo duas câmeras de monitoramento da DGT-Tecnologia, conectadas à nossa central de operações, todas com botão de pânico para pronto atendimento quando acionado por alguém em risco — sejam alunos, professores ou outros membros da comunidade escolar — acrescentou Trindade.
— Nos acessos à zona rural, no interior do município, as câmeras reforçam o cerco juntamente com as entradas principais, dificultando a fuga de criminosos. Parte dessas câmeras conta com sistema OCR, que permite a identificação de veículos envolvidos em ocorrências ou que circulam de forma irregular — explicou.
Além dos investimentos do município, a Brigada Militar, por meio do 3º RPMon, conta com uma central de monitoramento própria, que gerencia suas câmeras e recebe o espelhamento das demais imagens do município, promovendo total integração no compartilhamento de imagens e informações entre os agentes.
O Comandante do 3º RPMon, Tenente-Coronel Marcelo Scapin Rovani, relembra que as primeiras câmeras de monitoramento foram instaladas em 2004.
Segundo ele, a tecnologia tem sido uma grande aliada da segurança pública, facilitando especialmente o trabalho da inteligência policial. O reconhecimento facial, a identificação veicular e outros recursos não só contribuem para a prisão dos criminosos, como também servem como prova em processos judiciais.
Ocorreu na sexta-feira (25/7), as formaturas do Curso Básico de Formação Policial Militar (CBFPM). As cerimônias foram realizadas simultaneamente, às 10h, nos municípios de Porto Alegre e Montenegro.
São 539 novos soldados à integrar o efetivo da Brigada Militar. Em Porto Alegre, são 258 soldados, sendo 244 homens e 14 mulheres. Já em Montenegro, formou-se 281 novos soldados, divididos entre 229 homens e 52 mulheres. Dos 539 novos soldados, 58 são oriundos de outros estados brasileiros, representando todas as regiões do país: Sul, Sudeste, Centro Oeste, Nordeste e Norte.
O Jornal Correio Brigadiano e Rádio Studio 190 acompanhou a solenidade da Capital, que além da formatura teve o ato de entrega de 70 novas viaturas à Corporação, entre elas: seis Corolas Cross, 29 Pajero Sport, duas Ford Ranger, sete motocicletas, nove bases móveis e 17 micro-ônibus. O Ato foi realizado com a presença do Governador Eduardo Leite e Comandante da Brigada Militar, Cel Feoli. Além deles prestigiaram o evento as seguintes autoridades:
Representando a AL. Deputado Frederico Antunes
Sec Adj. Da Seg. Pública. Cel Mário Ikeda
Vereadora Comandante Nádia
Jorge Pozzobom Secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo
Chefe da Polícia Civil Del. Pol. Heraldo Chaves Guerreiro
Cel Julimar Fortes Comandante Geral do CBM
Diretor do DE. Cel Dirceu
O Primeiro Colocado foi o Soldado Jeferson Samuel Keller da ESFES Montenegro, que recebeu as insígnias da esposa juntamente com o Governador Eduardo leite.
Fotos: Julia Noroefé
PARANINFO DA TURMA
O paraninfo da turma foi o Subcomandante Geral Coronel Douglas da Rosa Soares, que ao agradecer a deferência de ser escolhido para paraninfo lembrou o lugar que um dia esteve. – Este Brigadiano hoje sub comandante se declara perante vocês um apaixonado pela BM. O que espero é que também se apaixonem ao ponto de serem firmes em suas missões, sem nunca desprezarem a sensatez. Cuidem uns dos outros, somos uma grande família que supera juntos as imensas dificuldades, mas também celebram grandes vitórias. Foco atitude e resiliência foi o que desejou o paraninfo.
FALA DO COMANDANTE GERAL
O Comandante, Coronel Feoli, iniciou referendando a tradição da BM de 19 mil homens.
Os senhores por muitas vezes passarão desapercebidos, mas tem uma missão o cumprir. -A profissão é de estresse extremo, se deparando com o melhor e o pior da humanidade. – O Policial é um ser da sociedade, mantenham a tradição a disciplina e o senso de dever deve guia-los. – Tenham espírito coletivo, entreguem-se a causa nobre. – Honrem o que juraram.
– A BM passa a partir de agora a continuar escrita por todos vocês.
ENTREVISTA COMANDANTE GERAL
GOVERNADOR EDUARDO LEITE
O Governador iniciou dizendo que segurança pública é a primeira missão do estado. Referiu do esforço que tem sido feito para incorporar novos efetivos
– Incluímos policiais em todos os anos de nossa gestão. – O estado não tinha condições de pagar os agentes da segurança. Buscando destacar sua gestão, afirmou que nenhum governo anterior investiu tanto em segurança, foram helicóptero, viaturas blindadas, uniformes modernos, equipamentos de tecnologia. Com relação a efetivo foi o governo que vai finalizar com maior efetivo das últimas décadas.
ENTREVISTA COM O GOVERNADOR EDUARDO LEITE
GALERIA DE FOTOS – Por xxxxxxx Studio 190
Fotos e Filmagem: Julia Noroefé
As Associações da Brigada Militar ASSTBM e ASOFBM, e o IBCM estiveram presentes, representadas pelas suas diretorias.
Depoimento SD Jeferson Samuel – Primeiro Colocado no Curso
ENTREVISTA – Cel Douglas Sub Cmt BM
ENTREVISTA Diretor do DE. Cel Dirceu
ENTREVISTA Vereadora Cmt Nádia
ESBM e FAMAQUI entregam Bolsa de Estudos Coronel Massot ao Soldado da Brigada Militar primeiro colocado no CBFPM 2025
Policiais militares aprendem a trabalhar lado a lado com cães treinados para missões
Em meio ao latido ritmado dos cães e à disciplina militar, 20 alunos vivem uma imersão de dois meses no Curso de Especialização em Cinotecnia da Brigada Militar, que chega à sua 10ª edição em 2025. Iniciado em 30 de junho e com encerramento previsto para 22 de agosto, o curso ocorre no Canil Central da BM, em Porto Alegre, e forma binômios — duplas compostas por policial e cão — para atuarem em operações estratégicas em todo o Rio Grande do Sul. “É um curso que capacita militares e integrantes de instituições coirmãs, como as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil, para operarem com cães em atividades policiais especializadas”, explica o Capitão Pedro Matheus Martins Ribeiro, coordenador da formação, comandante da 3ª Companhia do 1º BPChq e do canil central de Porto Alegre. Com 500 horas-aula de dedicação integral, o curso é um dos mais extensos da Brigada Militar. Durante esse período, cada aluno recebe um cão para cuidar e treinar, aprendendo desde as técnicas básicas de adestramento até o uso do animal em ações de detecção de drogas, guarda, proteção e controle de distúrbios. “O curso ensina o emprego do cão em situações como operações em estádios, busca em imóveis ou veículos, e controle de tumultos. O objetivo é que o militar volte para sua unidade preparado para extrair o máximo do binômio”, detalha o capitão. Além das técnicas com cães, os participantes também são habilitados em patrulhamento tático motorizado, uso de armas de incapacitação neuromuscular e instrumentos de menor potencial ofensivo, ampliando a capacitação para a atuação em policiamento especializado.
Canis em todo o Estado A Brigada Militar conta com 93 cães policiais ativos no Rio Grande do Sul. Desses, 28 estão no Canil Central, o maior do Estado, vinculado ao 1º Batalhão de Polícia de Choque. A estrutura atende Porto Alegre e as regiões do Delta do Jacuí, Metropolitana, Centro-Sul. Além dele, a BM possui 12 canis regionais, vinculados a batalhões de área ou de choque, cujos militares também participam do curso. O curso atual conta com 20 alunos e 20 cães, incluindo representantes do Exército Brasileiro. A formação, inclusive, recebe integrantes de forças de segurança de outros estados e instituições: nas edições anteriores, participaram militares do Mato Grosso do Sul, Maranhão, e da Polícia Rodoviária Federal.
SAIBA MAIS Brigada Militar em números 93 cães atuam atualmente em todo o Estado 28 cães estão no Canil Central de Porto Alegre 500 horas-aula é a carga horária do curso de especialização 10ª edição do Curso de Cinotecnia ocorre em 2025 12 canis regionais estão ativos no RS, além do Canil Central
Texto: jornalista Marcelo Miranda – SC – PM5 Brigada Militar Fotos: Sd Morch/PM5-BMRS
O caso foi julgado no HC 945.837, em decisão monocrática do Min. Og Fernandes de 1.7.2025, refletindo posicionamento já reiterado da Corte nesse sentido.
O STJ entende que o dano ocasionado ao bem público para empreender fuga não atinge o elemento subjetivo do tipo penal nesse caso.
O Irônico é que se o policial causar dano na viatura tentando capturar o bandido, ele arca com o prejuízo
Brigada Militar divulga previsão de convocações para o Curso Técnico em Segurança Pública – Foto: Sd Morsh PM5
O Departamento de Ensino da Brigada Militar divulgou, nesta quarta-feira (16/7), a previsão de chamamentos para as novas turmas do Curso Técnico em Segurança Pública (CTSP). Ao todo, estão previstas quatro convocações, totalizando 807 candidatos aprovados em concurso interno.
A primeira chamada ocorrerá na próxima segunda, 21 de julho, com o ingresso de 200 alunos na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos (EsFAS), em Santa Maria.
Devem ocorrer outras convocações no decorrer deste semestre, conforme a evolução das etapas de formação. Acompanhe as informações atinentes na aba Concursos 2025 do site da Brigada Militar, através do link: https://www.brigadamilitar.rs.gov.br/concursos-2025
As datas poderão sofrer ajustes conforme a necessidade administrativa e o andamento dos trâmites legais.
A ampliação das turmas e a distribuição entre unidades de ensino têm como objetivo fortalecer o efetivo da Corporação e atender à demanda por segurança pública em todas as regiões do Estado.