“Não dá tempo de pensar em nada. Agi no instinto de ficar vivo”, diz policial militar baleado por criminoso em Gravataí

Quase uma semana depois, ele ainda sente dores pelo corpo e anda com ajuda de uma muleta

BRUNA VIESSERI GZH

Em casa e na companhia da família, o soldado Jaison Soares Casani, 31 anos, se recupera do episódio mais traumático de sua trajetória dentro da Brigada Militar. No último dia 23, ele patrulhava ruas de Gravataí, junto de colegas brigadianos, quando foi baleado por um homem que o abordou. Foi o primeiro confronto enfrentado pelo PM, que levou quatro tiros e sobreviveu. Quase uma semana depois, ele ainda sente dores pelo corpo e anda com ajuda de uma muleta, mas afirma estar bem e se diz feliz com a repercussão do caso, que “mostra a importância do trabalho” da instituição.

As imagens do ataque ao policial, gravadas por uma câmera de segurança, se espalharam nas redes sociais e tiveram repercussão até mesmo fora do Estado. Na gravação, é possível ver o momento em que o PM, em uma motocicleta, se aproxima do criminoso. O homem saca a arma e atira repetidas vezes na direção do soldado, que cai no chão e logo saca a própria arma e reage. Ele passa a revidar, atirando contra o homem, que se afasta e escapa correndo. O caso ocorreu por volta das 3h, no bairro Santa Cruz.

O criminoso teria disparado ao menos 10 vezes contra o soldado. O homem acabou morto pouco depois, em confronto com outros PMs, segundo a BM.

Casani acredita que se salvou, naquela madrugada, graças a uma série de fatores concomitantes.

Um deles foi o uso de equipamentos de proteção. Dos quatro disparos que o atingiram, dois foram parados pelo colete a prova de balas, e deixaram hematomas. Outro tiro, que acertaria em cheio a barriga do policial, pegou na lanterna que fica junto ao colete. O quarto disparo quebrou a joelheira e se alojou acima da patela, na perna direita.

— Inclusive estão aqui, o colete e a joelheira. Vou guardar comigo — comenta o PM.

PM levou dois disparos no peito, que não atravessaram colete, mas causaram grandes hematomas.

Além disso, avalia que o fato de ter conseguido reagir também o ajudou:

— Eu senti os dois disparos, uma ardência no peito. Quando caí no chão já estava com a mão na arma. Saquei e reagi atirando. Ele estava vindo para perto de mim, ia me executar. Quando comecei a tirar, ele recuou. Como sou canhoto, levei uns segundos para tirar a mão da moto e pegar a arma — lembra.

Naquele momento, o PM ficou cara a cara com o criminoso, em um confronto que levou apenas alguns segundos. Casani lembra que estava calmo, apesar da situação, e diz que agiu por instinto e com base no treinamento recebido:

— Lembro que eu focava: “Tô vivo, tô vivo, tô vivo”. Não senti medo, angústia, nervosismo. Eu estava muito calmo, claro que podia estar em estado de choque, mas me sentia tranquilo. Não dá tempo de pensar em nada, você só pensa que tem que se manter vivo, e graças a Deus eu consegui. Agi no instinto de ficar vivo. Talvez alguma memória muscular tenha ajudado, dos treinamento, cursos.

Só depois, no hospital, o soldado percebeu a gravidade do ataque:

— Depois, até me apavorei. Quando baixou a adrenalina, fiquei nervoso, eu tremia. Aí tu entende o que aconteceu, pensa na família, na esposa, na filha, na mãe. Percebi que podia não ter voltado. Hoje me sinto muito grato a Deus.

Em casa

Após ser baleado, Casani chegou ao hospital de Gravataí pouco depois das 3h, e recebeu alta cerca de duas horas depois. Passou por uma microcirurgia para retirada do projétil que ficou alojado acima da patela. Em casa, o soldado tem apoio de familiares. Afirma que está bem, mas ainda tem dores pelo corpo, especialmente nos hematomas deixados pelos disparos.

Em razão do tiro no joelho, ainda não consegue apoiar o pé direito no chão nem dobrar a perna. Caminha com auxílio de uma muleta para não forçar a estrutura. O soldado passou por avaliação junto a um especialista em joelho, que constatou que o disparo não afetou ligamentos nem osso. Casani não deve precisar de fisioterapia, mas precisa ficar em repouso até se recuperar totalmente.

O policial está em acompanhamento psicossocial junto ao departamento de saúde da BM. Em licença, ele não tem previsão de retorno às atividades. Afirma que ainda é cedo para avaliar se irá retomar o trabalho nas ruas ou se deve ficar em algum setor administrativo.

— O que sei é que, quando voltar, quero estar 100%, independente da função que assumir. Quero voltar para somar.

Pai e filha em recuperação

Depois daquela madrugada, Casani conta que havia decidido não contar para a mãe sobre a troca de tiros. Não queria preocupá-la.

— Ia dizer para ela que cai de moto e machuquei o joelho. Mas aí deu a repercussão e não tive como esconder. Por um lado, fico feliz que esse caso ganhou destaque, para que as pessoas entendam a importância do trabalho da Brigada Militar nas ruas, para que valorizem.

O soldado também precisou conversar com a filha, de sete anos, que acabou vendo vídeos do ataque, que circulam na internet.

— Minha esposa também conversou muito com ela, ajudou bastante a entender que estou bem. Teve uma coincidência engraçada que, naquele mesmo dia, minha filha caiu na pracinha, machucou a boca. Ficamos eu e ela em recuperação. Ela olhava para mim e dizia: “Acho que o meu machucado está pior”, e eu concordava.

Apoio da equipe

Depois que o criminoso fugiu, o PM, que estava deitado enquanto atirava, se senta no chão. Ele conta que passou a mão pelo colete, no peito, e viu que não havia sangue. Os disparos não atravessaram o equipamento, mas causaram grandes hematomas e ardência na região. Quando viu que a joelheira quebrada, percebeu também o tiro no joelho. Na sequência, pediu ajuda pelo rádio.

— Tive apoio de colegas muito preparados, que estavam junto na ocorrência. Fizeram torniquete, me ajudaram a retirar o colete para ver se tinha algum ferimento que não estava visível. Em minutos chegou uma viatura, me carregaram para o carro e levaram pro hospital. Lembro que eu disse que estava bem, para ficarem tranquilos que era só o joelho que estava machucado. O apoio depois fez toda a diferença.

Casani conta que nesta semana também foi recebido pelo alto escalão da BM, o comandante-geral, coronel Cláudio dos Santos Feoli, e o subcomandante, Douglas da Rosa Soares.

Experiência no Exército

Apesar de ser novo na Brigada Militar, o soldado tem passagens por outras instituições de segurança. O começo foi na Polícia Civil, onde fez estágio por dois anos na delegacia do pequeno município de no Formigueiro, entre 2009 e 2010. A BM ficava no mesmo prédio, e o contato com PMs era frequente, lembra.

Depois, foi para o Exército em Santa Maria, onde ficou por oito anos. Ali passou por treinamentos e provas com armamentos mais pesados, como fuzis.

Decidiu fazer concurso para a BM. Aguardou por três anos até que foi chamado em 2021, quando começou o curso de formação, também no município da Região Central. Há cerca de dois anos, começou a atuar nas ruas, sempre em Gravataí, pela Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam).

Criminoso morreu em confronto

O PM conta que, naquele dia 23, ele havia começado a trabalhar às 16h, em um plantão que se encerraria às 4h. Por volta das 3h, Casani e quatro colegas faziam patrulha de rotina, em motocicletas, nas avenidas principais de Gravataí, próximo do centro.

Os policiais suspeitaram de três indivíduos e decidiram abordá-los.

— Dois criminosos saíram correndo e os colegas foram atrás. Eu fui abordar o que ficou caminhando como se nada estivesse acontecendo, só que ele já virou atirando. No vídeo dá para ver que ele iria reagir, não ia aceitar a abordagem independente de quantos agentes estivessem ali comigo. Foi para o tudo ou nada, não queria ser preso, o que iria acontecer já que ele estava armado.

Após a troca de tiros, um cerco foi realizado pelos policiais na região. Na mesma madrugada, os PMs entraram em confronto novamente com o homem que atirou no PMEle foi morto durante a troca de tiros. Conforme a BM, ele tinha 25 anos e possuía antecedentes por crimes como tráfico de drogas, homicídio e roubo a pedestres. O nome não foi divulgado pela polícia.

Uma pistola, carregadores e munição também foram apreendidas pelos policiais. Na mesma ação foi preso outro suspeito de 19 anos e apreendido um adolescente de 17 anos, que estariam, no momento da abordagem, junto ao homem que morreu.

Júri absolve um réu e condena outro a 33 anos de prisão por morte de PM em Porto Alegre

Gustavo de Azevedo Barbosa Júnior foi morto durante abordagem a veículo roubado, em 2019

Marcel Horowitz Correio do Povo

Tribunal de Júri ocorreu no Foro Central de Porto Alegre | Foto: Ricardo Giusti

Um réu foi absolvido e outro condenado, por 4×3 votos, pelo assassinato do policial militar Gustavo de Azevedo Barbosa Júnior. O júri terminou no início da noite de quinta-feira, após quase dois dias. A juíza Alice da Rosa Schuh presidiu o julgamento, no Foro Central de Porto Alegre.

Os fatos ocorreram em 2019. Na ocasião, o soldado e um colega do 1º BPM foram alvejados em abordagem a um veículo roubado, na zona Sul da Capital.

Ambos os réus negaram participação no crime. Luis Vinícius Alves Azeredo, acusado de ter sido o atirador, foi absolvido. Dejair Quadros de Almeida, apontado pela acusação como condutor do automóvel, foi condenado a 33 anos e dois meses de prisão por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e roubo.

A advogada Eduarda Garcia, à frente da defesa dele, disse que vai recorrer da decisão. Ela também sustentou que amostras de DNA comprovariam o envolvimento de outra pessoa no crime.

“Existe possibilidade da nulidade do júri, porque a promotoria mencionou elementos que não estavam na pronúncia. O Dejair não foi acusado de disparar nem de planejar o crime. As acusações eram que ele seria motorista. Além disso, apontamos falhas no reconhecimento fotográfico e a falta de vestígios que comprovassem a presença dele no carro. Há o DNA de outras pessoas, que não vieram a júri mas estavam no veículo. Houve uma falha gravíssima da Polícia Civil, que deveria ter investigado mais. Isso é lamentável até para a Brigada Militar, não vê sentimento de justiça. Fizemos uma defesa técnica, tanto que a decisão do Júri foi dividida. Um inocente foi condenado, por isso vamos recorrer”, afirmou a jurista.

Responsável pela acusação, o Ministério Público também destacou que avalia entrar com recurso contra a absolvição de um dos réus.

“Lamentamos a absolvição de um dos réus e estudamos entrar com recurso. Um membro da BM perdeu a vida quando estava à serviço da sociedade e outro, por sorte não teve a vida ceifada. Todavia, a condenação do outro acusado demostrou repúdio a esse crime bárbaro. A família da vítima encontrou conforto nisso e a sociedade teve a resposta que o Júri repudia esse tipo de criminalidade”, definiu o promotor André Gonçalves Martínez.

Relembre o caso

O crime ocorreu na madrugada de 10 de julho de 2019, no bairro Teresópolis. Na data, os soldados estavam de serviço e avistaram um veículo roubado.

Ao serem abordados, os tripulantes do automóvel reagiram e houve troca de tiros. Gustavo foi atingido por um disparo na cabeça e não resistiu. Ele tinha 26 anos.

Os bandidos fugiram do local, abandonando o veículo, armas e uma mulher, que teria sido sequestrada momentos antes. O MP sustenta que eles pretendiam, com o sequestro, que ela fornecesse o paradeiro de seu ex-companheiro, pertencente a uma facção rival

Polícia segue em busca da origem de lançador de foguetes encontrado em depósito de armas de facção em Lajeado

Armamento de guerra foi apreendido na última semana junto de fuzil, pistola e revólveres

LETICIA MENDES GZH

O lançador de foguetes M72 LAW, calibre 66 mm, foi localizado durante investigações sobre homicídios. Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Há uma semana, a Polícia Civil divulgou a apreensão de um armamento de guerra, que estaria nas mãos de uma facção no Estado. Um lançador de foguetes antitanque, capaz de derrubar aeronaves e abater veículos, foi descoberto escondido no quintal de uma casa, em Lajeado, no Vale do Taquari, que seria usada como depósito da organização criminosa. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue tentando rastrear a origem da arma.

O lança-foguetes foi encontrado durante uma operação que investigava a facção envolvida em homicídios no Estado. No esconderijo, foram apreendidos ainda um fuzil de calibre 556, também com alto poder de fogo, uma pistola e dois revólveres. A investigação trabalha neste momento para identificar a origem deste armamento e quem foram os responsáveis por armazená-lo na casa, localizada no bairro Hidráulica.

Em relação ao armamento de guerra, os primeiros contatos por meio das inteligências indicam que o armamento não seria usado pelas Forças Armadas brasileiras. Em razão disso, é necessário um rastreio internacional para obter informações mais específicas sobre a arma, como local de fabricação — já que esse modelo é produzido por mais de um país — e de onde teria saído, além de tentar desvendar como chegou às mãos dos criminosos no RS. 

O armamento continua sob proteção da Polícia Civil, mas pode ser encaminhado ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) para análises, assim como as outras armas apreendidas na mesma operação.

— É um armamento incomum, que ainda precisamos compreender como chegou até este grupo criminoso. A informação que tínhamos desde o início, de que essa arma estava num local sob influência da facção que tem berço no Vale do Sinos, se mantém bem confirmada — afirma o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Mario Souza.

Vínculo com homicídios

Os policiais da 6ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre chegaram até a casa enquanto investigavam uma facção envolvida nos homicídios no Estado. A apreensão foi resultado das investigações que se iniciaram na Serra, para combater os homicídios na região. Uma equipe, que integrou o reforço policial em Caxias do Sul, conseguiu mapear um dos esconderijos onde o grupo criminoso estaria armazenando armas. A suspeita era de que esse depósito fosse um dos pontos que poderia servir de abastecimento para a facção na Serra.

Assim que conseguiram identificar o local exato, os policiais foram até o imóvel, na expectativa de encontrar armamentos. Ao chegarem, os agentes do DHPP depararam inicialmente com as outras armas, até descobrirem o lança-foguetes escondido. Os armamentos estavam em diferentes pontos. Ao abrirem um fundo falso, em uma escada de madeira, sob um vaso de plantas, encontraram os dois revólveres e a pistola. Em outra área da casa, onde estavam armazenados sacos com produtos recicláveis, os agentes descobriram o fuzil.

Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Armamentos foram apresentados em coletiva à imprensa na semana passada no DHPPRonaldo Bernardi / Agencia RBS

Já o lançador de foguetes foi encontrado no pátio do imóvel, embalado em sacos plásticos, ocultado por tábuas e uma escada, junto a um muro. Ao desembalarem, os policiais depararam com o lança-foguetes. O míssil, que é a munição disparada por meio do lançador, não foi encontrado no local. A suspeita é de que o armamento fosse empregado especialmente pelo grupo para causar intimidação nos traficantes rivais. Ninguém foi preso no local da apreensão.

— Embora não tenha sido encontrada a munição, sabemos que é um armamento que causa muito impacto. Não sabemos quais as condições técnicas em que ela se encontra, mas só a arma já causa um impacto muito forte. Assim como o fuzil, que estava pronto para uso. Claro que chama mais atenção o antitanque, mas a investigação apura o todo. O principal êxito até agora é ter estourado o depósito e retirado as armas dessa facção. Então certamente essa investigação vai continuar para poder esclarecer e apontar todos os responsáveis — afirma Souza.

O armamento

O lançador de foguetes M72 LAW, calibre 66 mm, que foi inventado na época da Guerra do Vietnã, ainda é usado em todos os conflitos modernos, inclusive nos embates Rússia X Ucrânia e Hamas x Israel. Hoje seus principais fabricantes são Estados Unidos, Noruega e Turquia. O Exército brasileiro usa uma arma similar, o AT-4. O M72 é chamado de arma anticarro — no caso, carro de combate. Usa um projétil em forma cônica na ponta, colocado pela parte de trás do lançador e com alto teor explosivo, capaz de penetrar na couraça do blindado e incinerar seus ocupantes.

Criminoso morre e policial militar fica ferido após troca de tiros em Gravataí

Tiroteio ocorreu durante tentativa de abordagem no bairro Santa Cruz

Marcel Horowitz Correio do Povo

Criminoso morreu após disparar contra policiais militares em Gravataí | Foto: Polícia Civil / CP

Um criminoso, de 25 anos, morreu após trocar tiros com soldados da Brigada Militar, na madrugada deste sábado, em Gravataí, na região Metropolitana. Outro bandido, de 19 anos, foi preso e um adolescente, de 17, apreendido. A ação também resultou em um policial ferido.

O fato ocorreu às 2h37min, no bairro Santa Cruz. Na ocasião, a Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) do 17º BPM fazia abordagens na localidade e desconfiou do comportamento de três jovens.

A suspeita é que o trio estava no local à espera de outro comparsa, que os entregaria um carro roubado. Eles se separaram e tentaram fugir, ao notarem a presença da guarnição, mas foram perseguidos. Foi quando um deles atirou contra o militar que tentava fazer a abordagem.

Imagens de câmeras de segurança mostram que o criminoso efetuou pelo menos três disparos. Ele ainda tentou atirar mais uma vez, após o policial baleado cair no chão, mas foi impedido por outros soldados que foram ao socorro do colega.

Em uma segunda tentativa de fuga, o bandido disparou novamente contra a guarnição, que revidou. Ele acabou sendo alvejado durante troca de tiros e morreu no local. Os outros dois suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento.

O soldado foi levado ao Hospital Dom João Becker e não corre risco de morrer. Ele sofreu dois disparos no peito e um, no joelho. Ocorre que o colete à prova de balas impediu que os tiros atingissem a região peitoral dele.

Condenado por tentativa de homicídio de PMs é preso com fuzil em Porto Alegre

Ação da 5ª Delegacia de Homicídios ocorreu no Morro Santana

Marcel Horowitz Correio do Povo

Bandido condenado a 16 anos de prisão foi localizado com fuzil em Porto Alegre | Foto: Polícia Civil / CP

Policiais civis do Departamento de Homicídios confirmaram, neste sábado, a apreensão de um fuzil calibre .556, no bairro Morro Santana, na zona Norte de Porto Alegre. Um carregador de alta capacidade também foi apreendido. Houve ainda a prisão de um criminoso, que estava em liberdade provisória mesmo após condenação por ter tentado assassinar policiais militares.

Conforme o titular da 5ª DP de Homicídios, delegado Daniel Queiroz, as apreensões são parte da estratégia para desarmar facções envolvidas em um confronto, que se estendeu de setembro a fevereiro, na zona Norte. O desfecho foi a prisão do traficante ‘Red’, apontado como pivô do conflito.

“A apreensão de armas, especialmente as de grande poder de fogo, é de suma importância no combate aos homicídios. Cada vez que armamento é apreendido, o poderio bélico das facções diminui. O resultado disso é a redução dos crimes”, destacou Queiroz.

O bandido preso no Morro Santana seria integrante de uma facção originária do bairro Bom Jesus, na zona Leste, mas que também criou ramificações na zona Norte. Ele tem indiciamentos por dois homicídios, além de já ter sido condenado a mais de 16 anos de prisão.

As penas resultam da soma de condenações por roubo, tráfico, porte ilegal de armas e associação criminosa, além da tentativa de assassinato de policiais militares, ocorrida em 2014.

Na ocasião, o criminoso guiava um veículo, na avenida Azenha, quando foi abordado e disparou contra uma guarnição. Ele acabou sendo preso e foi condenado, em 2017, mas recorreu e pôde responder em liberdade.

Faroeste gaúcho nas Missões

Policiais se disfarçam de fazendeiros e fazem campana para capturar traficantes

HUMBERTO TREZZI GZH

Policiais disfarçados de fazendeiros conseguiram capturar quadrilha. Polícia Civil/Draco de São Luiz Gonzaga / Divulgação

Viralizaram no fim de semana, pelo menos entre policiais, imagens de uma ação da Polícia Civil na região das Missões. Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Luiz Gonzaga, vestidos como vaqueiros, conseguiram passar despercebidos junto a uma mansão ocupada por suspeitos de tráfico na cidade de Bossoroca. Até prendê-los.

O que chama a atenção é que os policiais civis vestiam chapéus de boiadeiros e botas, como se fossem fazendeiros. E foi essa a identidade que adotaram para fazer a campana (vigilância) dos suspeitos, revela o delegado responsável pela operação, Heleno dos Santos.

— Foram dois dias de trabalho disfarçados, sem interrupção. Ficamos de vigilância numa caminhonete, saindo vez que outra. Prendemos cinco pessoas por tráfico e apreendemos cocaína — recorda Heleno.

A droga apreendida desta vez, vinda da Região Metropolitana, foi pouca. Mas a Draco de São Luiz Gonzaga tem se notabilizado por grandes apreensões, numa região que pode ser chamada de legítimo faroeste gaúcho. Foram mais de 1,5 tonelada de cocaína em dois anos e meio. Numa só ocasião, 441 quilos de cocaína interceptados em caminhonetes logo após o entorpecente ser lançado em lavouras, por aviões. A droga valeria R$ 40 milhões, caso fosse vendida nas ruas.

Polícia Civil/Draco de São Luiz Gonzaga / Divulgação
Policiais civis em frente ao casarão ocupado pelos suspeitos de tráfico.Polícia Civil/Draco de São Luiz Gonzaga / Divulgação

As aeronaves vêm do Paraguai, que fica a pouco mais de 100 quilômetros da cidade gaúcha, que está situada quase na fronteira com a Argentina.

Nessas ações a Draco apreendeu duas aeronaves: um EMB-820C Navajo, fabricada pela Embraer nos anos 1980, e um Beechcraft Baron 58. Ambos bimotores. A Justiça autorizou a polícia a usar os aviões, enquanto não julga os processos referentes aos seus proprietários. Agora é torcer para que os cowboys da Polícia Civil continuem a protagonizar mais ações como a da última semana.

Policial Militar de Salto do Jacuí morre em acidente na RS-818

Caso aconteceu por volta de 1h desta segunda (18), no km 13 da rodovia 

EDUARDA COSTA GZH

Um homem morreu e uma mulher ficou ferida após acidente na RS-818, entre Salto do Jacuí e Campos Borges, no norte do Estado. O caso aconteceu por volta de 1h desta segunda (18), no km 13 da rodovia.

Conforme informações do Comando Rodoviário da Brigada Militar de Tapera, o carro se deslocava em direção a Salto do Jacuí, quando saiu da pista e capotou. 

A vítima foi identificada como tenente Paulo Roberto dos Santos, de 48 anos. Junto do motorista estava uma passageira, também policial militar, que foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. 

Criminoso morre e 18 são detidos após confronto com BM em São Leopoldo

Tiroteio ocorreu após soldados do 25º BPM interceptarem grupo que planejava atacar rivais

Marcel Horowitz Correio do Povo

Abordagem ocorreu por volta das 20h desta quarta-feira. Brigada Militar / Divulgação

Um criminoso morreu e outros três ficaram feridos após um confronto com a Brigada Militar na rua Manacas, no bairro Santos Dumont, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Foram presos 12 homens e uma mulher, além de cinco adolescentes apreendidos. O fato ocorreu na noite de quarta-feira.

A ação teve início próximo às 21h, quando soldados do 25º BPM receberam denúncias sobre a movimentação de suspeitos armados na localidade. Informações do Setor de Inteligência davam conta que o bando planejava um atentado a criminosos rivais.

Segundo a instituição, o confronto ocorreu durante a tentativa de abordagem de dois homens. A dupla teria fugido para o interior de um imóvel, onde estavam outros comparsas, e disparado contra as guarnições.

Três suspeitos, de 29, 19 e 16 anos, ficaram feridos e outro, de 27 anos, morreu. Os quatro já respondiam por roubo e tráfico, entre outros. Nenhum policial militar ficou ferido.

Foram apreendidos um fuzil calibre 556, um fuzil calibre 762, uma espingarda semiautomática calibre 12, oito pistolas calibre nove milímetros – sendo uma com kit de rajada – uma pistola calibre .40, um revólver calibre .38, 326 munições de diversos calibres e carregadores. Dentro da residência também foi localizado um coquetel molotov e cinco litros de gasolina.

Os feridos receberam atendimento no Hospital Centenário e já foram liberados. De acordo com a BM, todos os suspeitos pertencem a uma facção com base no Vale do Sinos. O grupo também seria responsável por extorquir comerciantes na região.

Policial da Rocam fica ferido em perseguição a assaltantes em Lajeado

Os criminosos que invadiram uma loja no Bairro Conventos acabaram presos

Buscas foram feitas por diversas áreas no bairro em buscas dos bandidos. Foto do leitor/Agora no Vale

Um Policial Militar (PM) fraturou a perna direita durante perseguição a criminosos que assaltaram uma loja no Bairro Conventos, em Lajeado, no final da tarde desta quarta-feira (6).

Os bandidos, dois homens, roubaram 24 celulares e fugiram em direção a BR-386 a bordo de uma motocicleta. Logo em seguida os criminosos abandonaram a moto e renderam um casal em um automóvel Hyundai I30.

A Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicleta (Rocam) da Brigada Militar de Estrela foi acionada para fechar o cerco junto com os PMs de Lajeado. Durante a ação, um policial perdeu o controle da direção da moto, devido ao material sobre a pista, no km 343 da BR-386, e caiu. A vítima de 38 anos de idade, com lesão especialmente na perna, foi imobilizada por uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar e encaminhada para o Hospital Bruno Born (HBB).

Mesmo com o acidente de um dos policiais, os suspeitos foram presos pelos demais brigadianos, no Bairro Olarias. O policiamento fez a abordagem do carro com os suspeitos que estavam no banco traseiro e o casal rendido nos bancos dianteiros. O material roubado, dentro de uma mochila, no porta-malas do automóvel, foi recuperado.

Os dois presos, ambos com 19 anos de idade, residentes em Lajeado, foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e autuados em flagrante. CC/MS

Rádio Independente

Helicóptero da BM que levava vice-governador faz pouso de emergência no norte do RS

Sistema elétrico da aeronave apresentou problemas e, por segurança, aeronave pousou às margens da RS-332

CINTIA FURLANI E EDUARDO KRAIS GZH

Sistema elétrico da aeronave passou a apresentar problemas antes do pouso. Rádio Soledade / Divulgação

O helicóptero da Brigada Militar que levava o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, precisou fazer um pouso de emergência às margens da RS-332, entre Soledade e Espumoso, na tarde de sexta-feira (23).

Após compromissos na região, o vice-governador retornava para a Capital quando o sistema elétrico da aeronave passou a apresentar problemas e o piloto do Batalhão da Aviação da Brigada Militar, por segurança, decidiu realizar o pouso.

Souza estava no helicóptero, junto com um assessor, além do piloto e do copiloto. Ninguém se feriu. O vice-governador seguiu viagem de carro para Porto Alegre.

A assessoria do governo do Estado confirmou a informação na manhã deste sábado (24) e disse que o vice-governador está bem. 

Confira a nota na íntegra:

“Informamos que na tarde dessa sexta-feira (23/2), o vice-governador Gabriel Souza, equipe e tripulantes, em viagem aérea após agendas em Ibirubá, tiveram o voo interrompido por ação preventiva do piloto, após indicação técnica do sistema elétrico da aeronave. O pouso ocorreu às margens da rodovia ERS-332, entre Espumoso e Soledade, e todos os passageiros saíram em segurança. Após inspeção, o helicóptero seguiu voo para Porto Alegre e foi encaminhado para inspeção técnica.”