Colisão envolvendo viatura da Brigada Militar deixa uma vítima fatal na BR-116, em Vacaria

Duas mulheres ocupavam um Fiat Palio que colidiu contra a viatura; a caroneira não resistiu aos ferimentos enquanto que a motorista está em estado grave

por Cristiano Gauer Portal Leouve

Acidente com morte na BR-116, em Vacaria Foto: Lucas Barp/Diário de Vacaria

Uma colisão entre uma viatura da Brigada Militar e um Fiat Palio resultou na morte de uma passageira na noite desta segunda-feira (23), na BR-116, km 18.9, nas proximidades de Vacaria. O acidente aconteceu por volta das 19h e envolveu dois veículos que transitavam em sentidos opostos.

De acordo com as autoridades, a viatura da Brigada Militar, ocupada por uma policial, seguia no sentido Lages-Vacaria, enquanto o Fiat Palio, com duas mulheres de 23 anos, transitava no sentido contrário. As causas da colisão ainda estão sendo apuradas. A passageira do Palio não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. Já a motorista foi socorrida em estado grave e encaminhada para um hospital da região. A policial sofreu lesões leves.

Perícia e atendimento no local

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) se deslocou de Caxias do Sul até o local do acidente para realizar a perícia e coletar evidências que possam esclarecer o que causou a tragédia. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil também prestam apoio, e o trânsito na rodovia está bastante prejudicado devido ao bloqueio parcial para o atendimento da ocorrência.

Investigações e impacto no trânsito

O acidente interrompeu parcialmente o fluxo de veículos na BR-116, e motoristas enfrentam lentidão na região enquanto as equipes de resgate e perícia trabalham. As autoridades estão investigando as circunstâncias que levaram à colisão.

“A resposta será forte”, promete secretário da Segurança sobre guerra do tráfico no interior do Rio Grande do Sul 

Chacinas em Santa Rosa e Arroio dos Ratos preocupam autoridades e comunidades

Andressa Xavier GZH

Segurança Pública do Estado, Sandro Caron. Duda Fortes / Agencia RBS

O mês de setembro começou com uma chacina em Rolante e um triplo homicídio em Alvorada. Agora, chamam atenção duas novas ocorrências. Em Santa Rosa, quatro pessoas mortas dentro de um apartamento. Em Arroio dos Ratos, mais quatro mortos em uma casa.

Os crimes não têm ligação, de acordo com o secretário da Segurança Pública do Estado, Sandro Caron. A motivação, no entanto, é a mesma: a guerra do tráfico, que se alastra pelas cidades do interior com episódios como estes.

Caron promete resposta forte e rápida para os casos desse feriado e fim de semana. Uma das primeiras medidas foi reforçar equipes das Polícias Civil e Militar nos dois municípios.

Embora os dados consolidados de 2024 sejam bons em comparação com o histórico, crimes como estes devem preocupar a todos e a resposta precisa mesmo ser contundente.

Motociclista é preso após atropelar PM em Venâncio Aires

Homem de 18 anos foi detido após colidir contra a traseira de veículo estacionado

Marcel Horowitz Correio do Povo

Motociclista colidiu com veículo estacionado e atropelou policial (Foto: Divulgação/Brigada Militar)

Um homem de 18 anos foi detido após atropelar um policial militar em Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo. O fato ocorreu na noite de terça-feira, quando a Brigada Militar realizava uma blitz na área central do município.

De acordo com a corporação, o jovem guiava uma motocicleta na rua Osvaldo Aranha. Após empinar o veículo, ele teria avançado contra a barreira policial, atingindo a perna de um dos soldados.

O condutor foi preso após perder o controle da moto e colidir na traseira de um veículo estacionado. Ele e o PM sofreram ferimentos leves, receberam atendimento médico e não correm risco de morrer.

O motociclista foi preso em flagrante e está recolhido na Penitenciária Estadual de Venâncio Aires. A Brigada Militar não informou se ele já tinha antecedentes criminais.

Criminoso morre após PM de folga impedir assalto em Porto Alegre

Soldado do 24º BPM evitou crime na avenida Lucas de Oliveira

Marcel Horowitz Correio do Povo

Trânsito foi bloqueado para trabalho da investigação. Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Um criminoso morreu enquanto cometia um assalto no bairro Petrópolis, em Porto Alegre. Ele foi baleado após reagir à voz de prisão e apontar uma arma a um policial militar que estava de folga. O fato ocorreu no final da tarde de segunda-feira.

De acordo com a Brigada Militar, o bandido guiava uma moto Honda CG na avenida Lucas de Oliveira por volta das 18h. O intenso fluxo de veículos no horário gerava lentidão no tráfego, por isso o motociclista transita por entre os automóveis parados na via. Ele também transportava um baú traseiro para fingir que trabalhava com entregas e, assim, não atrair a atenção das outras pessoas que estavam no engarrafamento.

Foi quando o criminoso parou ao lado de uma caminhonete BMW, entre a avenida Protásio Alves e a rua Dona Eugênia, sacou um revólver e anunciou o assalto. A intenção era roubar um relógio da marca Rolex da vítima. Ocorre que o ladrão foi surpreendido por um soldado do 24º BPM, de Alvorada, que estava de folga e também guiava uma motocicleta.

Distanciados por aproximadamente dez metros, o bandido chegou a receber ordem de prisão, mas não acatou o comando. Ele ainda teria feito menção de apontar a arma para o soldado, que disparou em resposta.

O criminoso morreu no local após ser atingido por quatro tiros, no peito e na cabeça. Um revólver calibre .32 foi apreendido com ele. Até o momento desta publicação, o assaltante ainda não havia sido identificado. O PM e o motorista da BMW não se feriram.

Equipes da Samu, Polícia Civil e EPTC estiveram no local. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai apurar a ocorrência.

Arma apreendida com criminoso | Foto: BM / CP

Dois criminosos morrem e PM fica ferido após assalto a mercado na zona Leste de Porto Alegre

Câmeras registraram momento em que policial de folga impede ação de assaltantes na Vila João Pessoa

Marcel Horowitz Correio do Povo

Câmeras registraram momento em que PM de folga impede assalto a mercado na Vila João Pessoa | Foto: BM / CP

Um policial militar ficou ferido e dois criminosos morreram em troca de tiros na zona Leste de Porto Alegre. Os fatos ocorreram na noite de quarta-feira, após uma tentativa de assalto a um mercado na avenida Rócio, no bairro Vila João Pessoa. Parte do ocorrido foi registrado por câmeras de segurança.

As imagens mostram que, próximo às 19h50min, um homem de capuz e casaco camuflado se aproxima do caixa e saca uma arma. Um comparsa dele, vestindo moletom e boné escuros, percorre o interior do estabelecimento. O crime é interrompido por um militar que estava de folga no local.

É possível ver o momento em que um dos criminosos entra em luta corporal com o PM, enquanto outro foge para fora do mercado. O policial acabou sendo atingido com um tiro no pé esquerdo, mas foi socorrido no Hospital de Pronto Socorro (HPS) e passa bem. Já o bandido que lutava contra ele, foi baleado e morreu no local.

O outro suspeito foi localizado na rua Ramalhete por uma guarnição das Patrulhas Especiais (Patres) do 1º Batalhão da Polícia de Choque (1° BPChq). Após tentativa de abordagem, o homem efetuou dois disparos e houve confronto. Ele foi baleado, mas ainda tentou seguir em fuga, sendo capturado pelo efetivo das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam).

O criminoso morreu durante atendimento no HPS. Ele utilizava uma tornozeleira eletrônica e portava uma pistola calibre nove milímetros, de uso restrito. Os antecedentes dele somam dois homicídios, além de registros por tráfico de drogas.

O soldado atingido no pé passa por exames de raio x e não corre risco de morrer. Ele também sofreu ferimentos no nariz e na testa, após bater nas prateleiras do estabelecimento comercial durante luta corporal com um dos assaltantes.

Na mesma noite, a BM ainda precisou retornar ao mercado onde a ocorrência começou. Isso porque comparsas, simpatizantes e familiares dos criminosos agrediram o proprietário do estabelecimento e o filho dele. A turba também jogava pedras e tentava invadir o imóvel.

BM monitora extremo Sul de Porto Alegre após registro de traficantes de São Leopoldo na Restinga

Grupo criminoso da Cohab Feitoria aparece no bairro da Capital em vídeo que circula nas redes sociais

Marcel Horowitz Correio do Povo

Traficantes de São Leopoldo surgem em vídeo na Restinga, no extremo Sul de Porto Alegre | Foto: Brigada Militar / Reprodução / CP

Um vídeo que circula nas redes sociais deixou em alerta os moradores do bairro Restinga, em Porto Alegre. Na gravação, é possível ver criminosos do Vale do Sinos no momento em que caminham por ruas na localidade e anunciam a tomada de pontos de tráfico. Conforme a Brigada Militar, entretanto, as ameaças não se concretizaram e o grupo já teria deixado o extremo Sul da Capital.

As imagens mostram cerca de 20 pessoas, entre homens e mulheres, em uma localidade conhecida como beco 33. Eles afirmam integrar a “Família G” e o grupo “Mortos de Fome”, ambas alcunhas que se referem a uma quadrilha com origem na Cohab do bairro Feitoria, em São Leopoldo.

O bando responde a um detento conhecido como Gandula, que cumpre pena na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Ele tem 44 anos e seria líder do tráfico na Cohab Feitoria. Outra liderança seria o filho dele, chamado Gandulinha, que está em liberdade.

Possível união com bando na Restinga

As forças de segurança não descartam que os traficantes de São Leopoldo quisessem união com o grupo liderado por um traficante de apelido Rato. Aos 37 anos, ele é considerado uma liderança do crime organizado na Restinga, mas também tem elos com a facção que atua no Vale do Sinos.

Rato é um assaltante de bancos que migrou para o tráfico de drogas. Ele soma mais de 16 anos de condenação por roubo, porte de arma e tráfico de drogas, além de ter sido indiciado como mandante de homicídios. O criminoso chegou a ser enviado à Penitenciária Federal de Campo Grande em 2020, na Operação Império da Lei, mas retornou ao sistema penitenciário pouco mais de dois anos depois.

Em abril de 2023, apesar da extensa ficha criminal, Rato recebeu benefício humanitário e pode cumprir o restante da pena em prisão domiciliar. Ele é monitorado por tornozeleira eletrônica desde então.

BM reforça monitoramento

Por motivos que ainda não estão claros, a aliança do grupo de São Leopoldo com o tráfico no extremo Sul de Porto Alegre falhou. Evidência disso seria o desenho de um alienígena que, nas imagens que circulam na internet, aparecia pixado em um muro na Restinga mas, nesta segunda-feira, foi apagado do local. A imagem seria um símbolo dos traficantes da Cohab Feitoria.

De acordo com o subcomandante do 21º BPM, Francisco da Cruz Cauduro, o grupo criminoso de São Leopoldo teria retornado ao Vale do Sinos. O oficial aponta que o episódio não gerou mortes nem demais crimes violentos, mas enfatiza que a corporação reforçou o monitoramento na Restinga e em outras áreas do extremo Sul.

“Monitoramos tudo o que ocorre no extremo Sul de Porto Alegre, sempre com o objetivo de garantir a segurança da população. Por isso permanecemos atentos, mesmo que a interação entre esses dois referidos grupos criminosos tenha sido interrompida. Qualquer movimentação atípica será alvo de análise”, garante o subcomandante do 21º BPM.

Polícia Federal prende três suspeitos de participação no assalto ao Aeroporto de Caxias do Sul

Os presos chegaram, no fim da tarde deste sábado (22/6), ao Rio Grande do Sul, onde permanecerão à disposição da Justiça

Caxias do Sul/RS. A Polícia Federal (PF), em trabalho coordenado com a Brigada Militar e a Polícia Civil gaúcha e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu, nesta sexta-feira (21/06), três suspeitos de participação no assalto ocorrido no Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul.

As prisões preventivas foram cumpridas por meio de ordens judiciais expedidas pela 5ª Vara Federal de Caxias do Sul.

Após trabalho conjunto de inteligência das forças de segurança pública, foi possível localizar os suspeitos em outros estados da federação.

A ação contou com o apoio das Secretarias de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, do Paraná e de São Paulo.

Os presos foram levados, no fim da tarde de hoje (22/6), ao Rio Grande do Sul, onde permanecerão à disposição da Justiça.

O assalto aconteceu na noite da última quarta-feira (19/06) no aeroporto de Caxias do Sul/RS.

Durante o confronto, um sargento da Brigada Militar veio a falecer, bem como um dos envolvidos no caso do assalto ao aeroporto.

As investigações seguem em andamento, para a identificação de outros envolvidos no assalto e a completa elucidação do crime.

Integrantes de facção criminosa morrem em confronto com a BM, em Alvorada

De acordo com os policiais militares, os jovens pretendiam executar um rival no bairro Umbu

Correio do Povo

Policiais militares se depararam, no início da noite de sábado, com dois integrantes de uma facção criminosa, em uma motocicleta. Ambos estavam armados e seguiam na direção de um matagal, onde executariam um inimigo de facção rival, no bairro Umbu.

Segundo informações, a dupla de criminosos reagiu a abordagem atirando contra os PMs, que revidaram. No confronto, os dois criminosos foram baleados e socorridos ao Hospital de Alvorada, onde morreram.

Os indivíduos tinham 17 e 18 anos. Com eles foram apreendidas duas pistolas calibre 9mm.

BM faz homenagens em todo o RS ao sargento morto em confronto em Caxias do Sul

Sargento Fabiano Oliveira tinha 47 anos, quase três décadas de serviços na Brigada Militar e morreu após ser atingido no assalto ao Aeroporto Hugo Cantergiani

Guilherme Sperafico Correio do Povo

Homenagem ao sargento Fabiano em Passo Fundo | Foto: Divulgação/BM/CP

Sirenes ligadas, luzes acesas e posição de respeito. Assim, forças de segurança de todo o Estado homenageiam, na noite desta quinta-feira, o sargento Fabiano Oliveira que, aos 47 anos, “tombou em serviço”, como é descrito no meio policial.

Oliveira foi atingido por um tiro de fuzil enquanto agia para impedir o assalto a um carro-forte no Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul, na noite de quarta-feira. O sargento chegou a ser socorrido por colegas e levado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu minutos após dar entrada no Hospital Pompeia.

Nesta quinta-feira, homenagens foram realizadas em diversas cidades gaúchas. Vídeos mostram o gesto de respeito dos “irmãos de farda” do sargento em cidades como Passo Fundo, Santa Maria, Novo Hamburgo, Porto Alegre e Caxias do Sul.

Além das homenagens na noite de hoje, diversas autoridades também prestaram sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas do policial. Ainda na noite de ontem, o governador Eduardo Leite expressou seu pesar e seus agradecimentos. “Ingressando na Brigada Militar em 1997, o sargento Oliveira dedicou mais de duas décadas ao serviço da segurança pública, tendo levado até o fim seu juramento de colocar a própria vida em risco pela proteção da sociedade gaúcha”, disse.

O prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico, também lamentou. “Quando um policial tomba, toda sociedade perde. Meus pêsames à família, colegas e amigos neste momento de profunda dor”, escreveu em suas redes sociais.

Já o comandante geral da Brigada Militar no Estado, coronel Cláudio Feoli, prometeu que as forças de segurança trabalharão para que seja feita justiça. “A morte do herói sargento Fabiano Oliveira terá resposta à altura da agressão sofrida, com toda a força do Estado”.

Polícia mantém o cerco aos criminosos

Mesmo passadas mais de 24 horas desde o início do ataque criminoso a um carro-forte que transportava um valor milionário em dinheiro no Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul, as forças de segurança seguem com policiamento intensivo na busca pelos assaltantes.

Através de uma grande operação policial, com investigações agora coordenadas pela Polícia Federal, ocorre de forma conjunta com a participação da Brigada Militar, reforçada pela polícia de Choque, além da Polícia Civil, é feito o cerco aos criminosos.

Após a ocorrência ter iniciado no aeroporto, os assaltantes saíram do local com carros até chegar a uma área de mata, onde abandonaram reféns e fugiram. Com uso de aeronaves e um grande efetivo, o cerco foi mantido durante todo o dia e permanece durante a noite.

PCC estaria por trás do sangrento assalto na Serra

Principal facção do país é a ficha um entre as suspeitas de organizar o roubo milionário no aeroporto caxiense, que teve uso de arma de atirador de elite e resultou em duas mortes

HUMBERTO TREZZI GZH

Policiais fazem barreiras nas imediações do aeroporto de Caxias do Sul, após o assalto. Porthus Junior / Agencia RBS

É do Piauí o bandido morto em troca de tiros com a Brigada Militar durante o sangrento assalto cometido ao anoitecer de quarta-feira (19) no aeroporto Hugo Cantergiani, de Caxias do Sul. O que ele fazia tão longe da sua terra natal é um dos indícios de que a quadrilha que executou o roubo milionário tem abrangência nacional. As primeiras informações são de que o homem morto é suspeito de participação em outros ataques a carros-fortes país afora. Além dele, morreu o  segundo sargento Fabiano Oliveira, da BM, que tentava fazer frente aos quadrilheiros.  

Até por essa circunstância e pelo método empregado — quase uma dezena de criminosos armados como uma tropa de infantaria, disfarçados como policiais federais e dispostos em formação militar —, a convicção das autoridades de segurança pública é de que o assalto foi encomendado pela maior facção criminosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC), que nasceu nos anos 1990 nos presídios paulistas e hoje é quase um cartel internacional, com tentáculos em quase todo o território brasileiro. Inclusive na serra gaúcha.

São vários os indícios. O primeiro é que o voo carregado com dinheiro de um banco privado veio de Curitiba para o aeroporto caxiense e os bandidos sabiam. Isso pressupõe colaboração de criminosos caxienses no ataque, para planejar rotas de fuga. A presença do assaltante do Piauí, que teria passagens por São Paulo, indica uma articulação nacional, como costumam ser os megaassaltos a carros-fortes que volta e meia ocorrem. Nos últimos anos, quadrilhas fizeram roubos desse tipo, usando uniformes policiais, no interior de São Paulo, de Santa Catarina, de Tocantins e do Mato Grosso, para ficar em alguns exemplos. 

Algumas das características que indicam similaridade com esses crimes:

  • Grande número de bandidos, todos adestrados no uso de armas de guerra;
  • Armamento de grosso calibre. No caso de Caxias, pelo menos uma das armas seria um fuzil Barrett M82 calibre .50, que usa munição antimaterial (projetada não só para neutralizar humanos, mas também construções, veículos leves, carros de combate e até aeronaves). É usado por snipers ucranianos, na guerra da Ucrânia;
  • Presença de forasteiros. Além do piauiense, são procurados criminosos que tenham trajetória nacional, até porque alguém sabia em detalhes o voo e os horários do transporte de valores vindos de outro Estado.

Em 2001, o PCC tentou assaltar um avião pagador no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Estava tudo armado, mas horas antes de executar o roubo, os ladrões foram surpreendidos pela Polícia Federal (PF) dentro de uma residência alugada próxima à pista de pouso, justamente para facilitar a fuga. Estavam abrigados ali nordestinos e paulistas, com colaboração de gaúchos. Todos com forte armamento, fuzis russos e norte-americanos, além de explosivos.

Esse antecedente pode indicar nova tentativa do PCC (também chamado Partido do Crime) de interceptar dinheiro trazido via aérea. No caso de Caxias, foram bem-sucedidos: roubaram uma quantia estimada em milhões (o total não foi revelado). Parte das cédulas foi recuperada porque o bandido morto pela BM foi abandonado pelos companheiros, com os malotes que carregava dentro de uma caminhonete furada a bala. Os policiais mantêm o cerco para tentar capturar os quadrilheiros e apreender os valores roubados.

A BM e a Polícia Civil colaboram nas buscas, mas a investigação ficará com a PF, porque o roubo teve articulação interestadual.