Vídeo: criminoso dança ao lado do corpo de PM executado em SP

Câmeras de segurança mostram quatro criminosos executando o policial aposentado; um deles chegou a dar pulinhos em volta do corpo

Thomaz Molina Metrópoles

São Paulo – Os criminosos que mataram um sargento da Polícia Militar de São Paulo (PMSP) na tarde desta sexta-feira (8/9), em São Vicente, no litoral Sul de São Paulo, chegaram a fazer uma espécie de “dancinha” enquanto o policial aposentado agonizava na calçada após ser atingido por diversos tiros.

Imagens de câmeras de segurança mostram quatro bandidos armados, em duas motos, passando na frente do imóvel em que o policial aposentado morava. Um homem que estava na garupa efetua os disparos e atinge Gerson Antunes Lima, de 55 anos.

O vídeo mostra que o PM não teve qualquer chance de defesa. Ele recebeu tiros pelas costas e até mesmo já caído na calçada. Um dos suspeitos, que estava conduzindo uma das motos, desce do veículo e começa a dar pulinhos ao lado de Gerson, que se contorcia no chão. Na sequência, os criminosos fogem.

O crime

Aposentado desde 2019, o sargento da Gerson Antunes Lima foi executado a tiros em frente à própria residência, na Avenida Marechal Juarez Távora, na esquina com a Rua Francisco Dias Jorge, no bairro Cidade Náutica.

Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Militar, os suspeitos estavam em duas motos quando dispararam contra Lima, que estava em trajes civis e varria a rua de casa.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), Lima chegou a ser socorrido e levado ainda vivo a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A última unidade em que Lima atuou foi a Primeira Companhia do 45º Batalhão de Polícia Militar do Interior, antes de se aposentar, em 2019.

Segundo dados da SSP, ele é o oitavo policial militar morto na Baixada Santista desde janeiro – dos quais sete estavam inativos. Outros 12 policiais já foram feridos, neste ano, na região, oito deles em serviço, três em folga e um aposentado, de acordo com a pasta.

A morte do sargento aposentado foi citada pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, em suas redes sociais. “Vamos atrás dos responsáveis por esses ataques a policiais”, disse.

Mulher morre após cabo se romper durante salvamento no Rio Taquari; policial ficou ferido

Policial militar que fazia resgate ficou gravemente ferido

Uma das três vítimas da enchente do Rio Taquari, confirmadas até então, morreu de forma trágica na manhã desta terça-feira, durante operação de resgate. Moradora de Lajeado, ela estava sendo resgatada por um helicóptero da Brigada Militar (BM) quando o cabo utilizado na operação se rompeu. Ela foi identificada como Maria da Conceição Alves da Silva.

O incidente resultou na queda da vítima e do policial que a socorria no Rio Taquari. A mulher não resistiu aos ferimentos. O policial militar envolvido no resgate foi resgatado com ferimentos significativos e posteriormente levado a um hospital para receber tratamento médico.

A informação foi confirmada pelo Governador Eduardo Leite. Relatos apontam que há mais vítimas na região, algumas delas levadas pela correnteza.

Agora no Vale

Foto: Ilustrativa

Morre policial baleado durante confronto em Nova Prata

Marcelo Wille Thurow foi baleado ao tentar libertar policial civil que era ameaçada pelo namorado em apartamento

ALINE ECKER PIONEIRO

Foto: reprodução

O policial militar Marcelo Wille Thurow, 42 anos, morreu nesta quinta-feira (31) após passar quatro dias internados no Hospital Pompéia, em Caxias do Sul, depois de ser baleado no rosto ao atender uma ocorrência em Nova Prata na madrugada de domingo (27). Na mesma ação morreu Guilherme Dallazem Mariano, 32, que ameaçava a namorada com uma arma, dentro de um apartamento. A morte do soldado da Brigada Militar (BM) foi divulgada na rede social oficial da corporação.

O confronto foi registrado por volta da 1h do domingo, na Avenida Conego Peres, no centro de Nova Prata. De acordo com informações da polícia, a BM foi acionada por vizinhos sobre um caso de violência doméstica. Ao chegar ao endereço, os policiais ouviram gritos de uma mulher, uma policial civil de Nova Bassano e namorada de Mariano.

Conforme  a corporação, ela era refém do homem e pedia socorro, já que era ameaçada com arma de fogo. Ainda segundo a polícia, a equipe da BM tentou negociar com Mariano para que libertasse a vítima e entregasse a arma. Ele não obedeceu e disparou contra os brigadianos, que revidaram. Mariano morreu no local. 

Já o soldado Wille foi baleado no rosto e, em seguida, foi removido em estado grave para atendimento e internação em Caxias do Sul. A mulher, que havia sido agredida pelo companheiro, foi conduzida para atendimento médico. Segundo a polícia, Mariano tinha antecedentes criminais por porte ilegal de arma, posse de drogas, furto de veículo, desacato, perturbação da tranquilidade, violação de domicílio e histórico de violência doméstica.

O soldado Wille ingressou na BM em 27 de junho de 2006 e estava trabalhando no 3º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (3º Bpat). O velório do policial será na Câmara de Vereadores de Nova Prata. O sepultamento será no município de São Lourenço. Em nota, a Brigada Militar se solidarizou com familiares e amigos do soldado e reforçou a importância de combater a violência doméstica: “Em pleno Agosto Lilás, o falecimento do soldado Wille relembra a necessidade da luta diária pelo fim da violência doméstica e familiar contra a mulher e reforça o papel das forças de segurança pública e da justiça na proteção às vítimas. O lamentável acontecido também representa uma perda que não é só dos familiares e amigos, tampouco somente da Brigada Militar, mas sim de toda a sociedade, pois cada policial faz a diferença na proteção de todos e na garantia da justiça, da paz e do bem-estar social”.

Confronto deixa brigadiano baleado no rosto e suspeito morto em Nova Prata

Policial foi encaminhado em estado grave de saúde ao hospital de Caxias do Sul

Felipe Faleiro Correio do Povo

Um policial militar foi baleado no rosto pelo marido de uma policial civil durante confronto deste e de sua guarnição com as forças de segurança, em Nova Prata, na serra gaúcha, na madrugada deste domingo. Em seguida, o suspeito, com diversos antecedentes criminais, foi morto pela Brigada Militar (BM). Já o policial foi encaminhado ao Hospital Pompéia, em Caxias do Sul, e, no caminho, sofreu ao menos duas paradas cardíacas. 

O caso foi detalhado pelo comandante-geral da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli, em entrevista exclusiva ao Correio do Povo e à Rádio Guaíba, na manhã de hoje. “Estamos colocando à disposição tudo o que de melhor pudermos para que o policial possa se recuperar”, comentou Feoli. Ainda conforme ele, o policial está sendo acompanhado, mas seu estado de saúde é “bastante grave”. Já o agressor já tinha antecedentes pela Lei Maria da Penha, além de outras, ainda não especificadas. 

Tanto ele quanto o comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO) Serra, coronel Márcio Luz, contaram que a BM foi acionada para atender a uma ocorrência relacionada a violência doméstica, na qual as primeiras informações davam conta de que a mulher era agredida e clamava por socorro. “Ao chegar no endereço informado, os policiais foram recebidos a tiros. Depois, se constatou que a agredida era uma policial civil. O agressor tomou dela a arma e disparou mais de uma dezena de vezes em direção aos brigadianos”, afirmou Feoli.

Segundo Luz, o policial baleado estava a caminho de provavelmente realizar uma cirurgia na UTI do hospital. “Estamos dando todo o suporte a ele, e nosso Departamento de Saúde da BM já colocou nossos especialistas à disposição. Nosso médico da guarnição de Caxias do Sul está também acompanhando a situação no hospital”, informou o comandante do CRPO Serra.

Após ameaças contra policiais, operação cumpre mandados e prende sete pessoas em Canela

Oitenta policiais civis e militares foram mobilizados na ação realizada na manhã deste sábado (19)

PIONEIRO

Após ameaças contra policiais, uma operação cumpriu 12 mandados e prendeu sete pessoas na manhã deste sábado (19), em Canela. Oitenta policiais civis e militares foram mobilizados na ação realizada na zona urbana e também em localidades da zona rural do município. Agentes da Polícia Civil e Brigada Militar de Canela atuaram com apoio do 1º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (1º BPAT) de Gramado, e da Brigada Militar de São Francisco de Paula.

De acordo com o delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, a operação Pulso Forte teve como alvo integrantes de um grupo que vinha realizando ameaças contra agentes da Brigada Militar, tanto da ativa quanto aposentados, em virtude da atuação das forças de segurança em combate ao tráfico de drogas no município.

— Policiais militares da cidade registraram ocorrências de que teriam sido ameaçados por um grupo de criminosos ligados ao tráfico de drogas. Instaurado o inquérito policial, representei pela decretação de prisão preventiva dos criminosos, todos eles conhecidos da Polícia Civil e da Brigada Militar aqui no município, com envolvimento pelo tráfico de drogas, alguns deles com determinação de prisão domiciliar ou mesmo de liberdade provisória em razão de prática de crimes recentes — afirmou Medeiros.

Divulgação / Polícia Civil
Conforme as denúncias, as ameaças contra a vida dos agentes vinham ocorrendo nos últimos três diasDivulgação / Polícia Civil

Conforme as denúncias, as ameaças contra a vida dos agentes vinham ocorrendo nos últimos três dias. Elas eram realizadas de forma presencial, sendo registradas em via pública, em locais como a área central da cidade. O delegado relata que um dos policiais chegou a ser abordado por integrantes do grupo na própria residência, na presença de seus familiares.

Até o final da manhã as equipes policiais seguiam na rua, buscando cumprir outros mandados de investigados que tiveram suas prisões decretadas na operação. O número total de investigados não foi divulgado pela Polícia Civil.

Ação foi realizada na zona urbana e também em localidades da zona rural do município Divulgação / Brigada Militar

Ministro do STJ que concedeu prisão domiciliar a líder de facção do Vale do Sinos também anulou provas contra chefe do PCC

Ministro do STJ Rogerio Schietti Cruz concedeu prisão domiciliar humanitária ao traficante Marizan de Freitas

Marcel Horowitz/ Rádio Guaíba

Ministro Rogerio Schietti Crédito: Sergio Amaral/STJ

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogerio Schietti Cruz, que concedeu prisão domiciliar humanitária a Marizan de Freitas, duas semanas após o líder do tráfico no Vale do Sinos ter sido recapturado em São Paulo, também votou para anular provas contra André Oliveira Macedo, o ‘André do Rap’, um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).  No caso, Schietti considerou ilegal a operação que prendeu o traficante da facção paulista, em setembro de 2019, determinando também o trancamento do inquérito.

Após solicitação da defesa, no último dia 11 de abril, Schietti, na posição de relator, entendeu que o mandado de prisão contra André do Rap não autorizava busca e apreensão. Com a decisão, além da anulação das provas, foram invalidadas as apreensões de um helicóptero, no valor de R$ 8 milhões, e uma lancha, de R$ 6 milhões, localizados na mansão do criminoso em Angra dos Reis.

“Quando o cumprimento de mandado de prisão ocorrer no domicílio do investigado, é permitido apenas o seu recolhimento e dos bens que estão na sua posse direta como resultado de busca pessoal, mas não de todos os objetos guarnecidos no imóvel”, sustentou.

André do Rap. Foto: Divulgação

A decisão no STJ ocorreu dois anos e meio após Marco Aurélio Mello, então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ter concedido habeas corpus a André do Rap. Quando o benefício foi revogado, o traficante já tinha fugido.

Ele permanece foragido, sendo procurado pela Interpol e a Polícia Federal.

Benefício autorizado após cirurgia de traficante

No caso de Marizan de Freitas, o ministro considerou que a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) não tem estrutura necessária para cuidar do quadro de saúde do bandido que, antes de fugir, passou por uma cirurgia na perna direita.

Marizan de Freitas. Foto: Reprodução

A ordem do STJ veio a público duas semanas após Marizan ter sido recapturado em São Paulo, para onde havia fugido depois do mesmo benefício ter sido revogado, no dia 27 de julho.

Quando foi localizado, segundo o delegado Fernando Sodré, o traficante estava planejando uma fuga para o exterior com o auxílio do PCC. “Ele foi preso em um restaurante de luxo. Tínhamos informações que ele iria se ausentar do país”, declarou o chefe da Polícia Civil.

Até às 12h30min desta segunda-feira, conforme apurou a reportagem, o traficante continuava recolhido na Pasc. Conhecido também como ‘Maria’, ele já foi condenado há mais de 38 anos de reclusão, por tráfico e homicídio.

Apontado como líder de facção que fugiu no mês passado, Marizan de Freitas conquista novamente direito a prisão domiciliar

Preso foi recapturado em São Paulo no dia 30 de julho após fuga durante benefício concedido para a realização de uma cirurgia; nova decisão leva em consideração “quadro debilitado de saúde”

JEAN PEIXOTO GZH

Duas semanas após ser recapturado em São Paulo, Marizan de Freitas, 35 anos, conquistou novamente na Justiça o direito à prisão domiciliar humanitária. Conhecido como Maria, o criminoso, que soma 38 anos de condenações, havia fugido em julho após ter o benefício concedido sob alegação de problemas de saúde. 

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é assinada pelo ministro Rogerio Schietti Cruz. Segundo o documento, o benefício foi concedido em razão da comprovação do “quadro debilitado de saúde do sentenciado”, que, de acordo com o despacho, apresenta “tuberculose em tratamento, infarto, hipertensão arterial, depressão e ansiedade”.

Quando foi preso, no dia 30 de julho, Freitas ainda se recuperava de uma cirurgia realizada cinco dias antes, na coxa direita, onde havia um ferimento antigo causado por disparo de arma de fogo. Na decisão do STJ, o ministro Schietti Cruz pontua que “a unidade prisional afirmou não possuir recursos técnicos e adequados para ministrar o tratamento pós-operatório”.

“A casa prisional informa que teria condições de realizar escolta para que o preso efetue a cirurgia. No entanto, não dispõe de médico diariamente, para a troca de curativos e tampouco de fisioterapia (necessária para o pós-cirúrgico). Além disto, há um grande empecilho de o apenado retornar para a casa prisional, sem que esteja recuperado, pois é sabido que na Pasc, para chegar às celas, é necessário subir e descer escadas, o que acabaria por prejudicar a recuperação da cirurgia”, diz o texto da decisão.  

Procurado por GZH, o Ministério Público (MP) informou que “tomou conhecimento da decisão e está avaliando a possibilidade de recurso”.

Fuga e prisão

O advogado de Freitas havia solicitado em maio a prisão domiciliar humanitária para a realização da cirurgia na perna direita. O preso informou à Justiça que ficaria em uma residência de luxo, em um condomínio em Capão da Canoa, no Litoral Norte.

Policiais militares realizaram uma inspeção no condomínio onde Freitas deveria estar e não o localizaram. Após isso, em 27 de julho, o Ministério Público (MP) pediu a revogação da prisão domiciliar e solicitou o retorno do preso à Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), onde cumpria pena antes de fugir.

A partir de então, uma operação conjunta de busca foi organizada pela Polícia Civil (Delegacia de Capturas) e Brigada Militar. A prisão ocorreu em 30 de julho em um esforço integrado das polícias gaúcha e paulista. Segundo a secretário de Segurança do Estado, Sandro Caron, o fugitivo teve apoio de uma facção paulista tanto para ficar em São Paulo quanto para planejar a fuga do Brasil. Ele voltou ao RS e foi reconduzido à Pasc, que é considerada a prisão mais segura do Estado.

38 anos de condenações

Apontado pela polícia como um dos líderes de uma facção que atua no Vale do Sinos, Freitas já cumpriu pelo menos 11 dos 38 anos de condenação que acumula. Há condenações por tráfico de drogas, tentativa de homicídio, além de outros processos, inclusive por homicídio e lavagem de dinheiro. Ele é considerado pelo Ministério Público (MP) como “indivíduo de alta periculosidade”.

Em 2015,  O MP interceptou escutas telefônicas, com autorização da Justiça, que comprovaram a atuação de chefes do tráfico dentro das cadeias do RS. Em uma das gravações, Marizan de Freitas, que estava preso na Pasc à época, acompanhou, ao vivo, pelo telefone celular, a execução a tiros de um rival na disputa por pontos de venda de drogas. Após a execução, ele ainda teria reclamado que a pistola “engasgou”. No mesmo ano, a Justiça determinou que ele fosse encaminhado a uma penitenciária federal de segurança máxima.

Em 2020, Freitas foi um dos 18 líderes de facções transferidos para penitenciárias federais fora do Estado durante a megaoperação Império da Lei. Um ano depois, ele retornou à Pasc, considerada a penitenciária mais segura do Estado.

Registro da prisão em São Paulo Polícia Civil / Reprodução

PM reage a assalto e mata suspeito a tiros em Parobé, diz polícia

De acordo com delegado responsável pela investigação, um segundo suspeito conseguiu fugir. Caso aconteceu no bairro Vila Nova, na noite de quarta-feira (9).

Por g1 RS

Um policial militar (PM) reagiu a um assalto e matou um suspeito em Parobé, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso aconteceu no bairro Vila Nova, na noite de quarta-feira (9).

Conforme o delegado Francisco Leitão, responsável pela investigação, o PM teria sido abordado por dois homens armados quando saía da garagem de casa em seu veículo. O policial efetuou disparos de arma de fogo e acertou um dos suspeitos, que morreu no local. Ele não teve a identidade divulgada.

O outro homem conseguiu fugir a pé. A Brigada Militar (BM) faz buscas na região. O policial não ficou ferido.

O local foi isolado para trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Caso aconteceu enquanto PM saía da garagem de casa — Foto: Divulgação/Polícia Civil

VÍDEO: jovem é preso após gravar música debochando da morte de PM santa-mariense

POR REDAÇÃO DO DIÁRIO SANTA MARIA

Um jovem de 21 anos, identificado como Adelso dos Santos de Almeida Júnior, foi preso em flagrante por apologia ao crime e associação ao tráfico. Ele gravou um vídeo cantando uma música em que debocha da morte do PM santa-mariense Patrick Bastos Reis, em Guarujá, no litoral de São Paulo.

No vídeo que circula nas redes sociais, Adelso afirma que “é do crime organizado” e que estaria “cheio de ódio”. Ele ainda zomba dos policiais que foram atingidos.

A prisão do suspeito aconteceu em frente a um supermercado em Guarujá.

Relembre o caso

Patrick Bastos Reis, 30 anos, morreu após ser baleado, no Guarujá, em São Paulo, na última semana. O policial militar da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) estava com um colega fazendo patrulhamento no local quando indivíduos armados atiraram contra os dois. Patrick foi atingido próximo ao tórax e chegou a ser atendido no Pronto Atendimento da Rodoviária (PAM).

Nascido e criado em Santa Maria, ele saiu do município com os pais em 2010, quando foram morar em Porto Alegre. Depois, os familiares seguiram para Florianópolis, em Santa Catarina. O filho foi para Quaraí fazer parte do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), aos 17 anos, onde morou por um ano. Durante esse tempo, ele nutria o sonho de ser policial da Rota. Então, ele passou no concurso e foi embora para São Paulo.

Patrick Bastos Reis morreu após ser baleado, no Guarujá, em São Paulo, na última semana. O policial militar da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) estava com um colega fazendo patrulhamento no local quando indivíduos armados atiraram contra os doisFoto: Reprodução

Operação Escudo  

No último domingo (31), o suspeito de matar o policial militar foi preso em São Paulo durante a ação denominada de Operação Escudo. O governador Tarcísio Gomes de Freitas divulgou a informação por meio das redes sociais.

Foto: Repodução Adelso dos Santos de Almeida Júnior, foi preso em flagrante por apologia ao crime e associação ao tráfico

BM apreende mais de 70 armas em Santo Antônio da Patrulha

Entre as armas, havia nove fuzis, 40 pistolas, 19 revólveres, duas espingardas e uma submetralhadora; dois suspeitos foram presos

A Brigada Militar apreendeu grande quantidade de armas em Santo Antônio da Patrulha na tarde da terça-feira(08/8).
As armas estavam depositadas dentro de toneis de plástico enterrados em uma propriedade rural, localizada entre os quilômetros 69 e 70 da rodovia ERS 030.
Foram encontrados nove fuzis, 40 pistolas, uma submetralhadora, 19 revólveres, duas espingardas, inúmeros carregadores para o armamento e cinco embalagens com insumos normalmente utilizados para serem misturados em cocaína.
Policiais militares da Companhia Policial do 8°BPM em Santo Antônio da Patrulha chegaram à propriedade, após trabalho de Inteligência do 8°BPM.
No local foram presos dois homens de 28 e 31 anos com antecedentes por homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e passagens por casas prisionais.
As companheiras dos dois indivíduos, de 24 e 27 anos, também estavam na propriedade e foram conduzidas à Delegacia de Polícia. Havia três crianças de 4, 8 e 12 anos na residência e foram retiradas do local pelo Conselho Tutelar, a partir do chamado dos PMs.


COMUNICAÇÃO SOCIAL DO CRPO LITORAL
TEXTO: jornalista Jussara Pelissoli
FOTOS: Sd Rezende/8°BPM