Juíza libera criminoso e após 48h ele assalta o mesmo estabelecimento em Bento Gonçalves

O mesmo havia sido preso no dia 25 no Bairro Botafogo.

Portal Leouve

Um jovem de 20 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (27), após assaltar um estabelecimento no bairro Botafogo em Bento Gonçalves.

O fato mais intrigante em relação a prisão deste jovem é que ainda na segunda-feira (24) o mesmo havia sido preso após assaltar o mesmo estabelecimento com uma réplica de arma de fogo, levando na ocasião uma quantia em dinheiro e maços de cigarro. Preso no dia 24/04 o assaltante teve sua soltura realizada na terça-feira (25), o voltou a cometer o crime no mesmo estabelecimento.

Na audiência de custodia realizada ainda na terça-feira (25), o Ministério Público e a Polícia Civil pediram a prisão do indivíduo, o que acabou sendo negado pela Juíza Fernanda Ghiringhelli Azevedo, que acabou determinando a liberação do mesmo. 

Após a liberação do criminoso, em menos de 48h ele voltou ao mesmo estabelecimento que havia assaltado na segunda-feira(24) e tentou praticar o mesmo crime novamente, mas desta vez, o proprietário do estabelecimento acabou reagindo e junto a ajuda de populares conteve o assaltante. 

A Brigada Militar foi acionada e teve que encaminhar o criminoso para atendimento na UPA 24, devido agressões sofridas por ele quando foi contido pelos populares.

Brigada Militar evacua batalhão em Gravataí após homem levar artefato explosivo ao local

Militares detonaram o objeto em um local seguro às 14h30min

Batalhão ficou isolado até a remoção do artefato para que fosse detonado em local ermo. | Foto: Ricardo Giusti

A Brigada Militar de Gravataí evacuou e isolou o perímetro do 17° Batalhão após um morador levar até o local um artefato explosivo antigo. O homem relatou ter encontrado o objeto em uma lixeira perto de casa. Por não saber como proceder, o morador colocou o material no carro e o transportou até o prédio da corporação.

Acionado, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Brigada Militar levou o artefato a um local seguro e o detonou às 14h30min. Conforme o comandante do 17⁰ BPM, tenente coronel Clodemilton Bueno, o artefato era de uso das Forças Armadas que acabou se extraviando.

A orientação da Brigada Militar, em casos do tipo, é sempre acionar a corporação, pelo telefone 190, e esperar a chegada Gate – e nunca manusear o artefato.

A BM registrou ocorrência e o caso vai ser investigado pela Polícia Civil.

FONTERádio Guaíba

BUSCAS AÉREAS: Homens invadem casa de bombeiro e roubam armas no Vale do Paranhana

Furto e arrombamento aconteceram na tarde deste domingo, quando começaram as buscas pelos suspeitos

BUSCAS AÉREAS: Homens invadem casa de bombeiro e roubam armas no Vale do Paranhana Foto: BM

JORNAL NH

Pelo menos dois homens são suspeitos pelo arrombamento e furto na casa de um bombeiro em Parobé neste domingo (23). A Brigada Militar foi chamada para atender à ocorrência por volta das 15 horas, no Loteamento Posto Bibi.

A vítima de 30 anos relatou que os suspeitos arrombaram sua residência e pegaram diversos itens: uma pistola Taurus/G2C calibre .40, uma pistola Taurus/Magnum calibre 357, dois televisores, um notebook e um HD externo.

Após o crime, fugiram em um Citröen C4 preto. Além das buscas terrestres, a equipe contou com o apoio de um helicóptero HB350b Esquilo, do Batalhão de Aviação da Brigada Militar.

Os policiais localizaram o veículo ainda em Parobé e tentaram abordar os suspeitos, que fugiram. Foi solicitado apoio de guarnições de outros municípios.

Após, o veículo foi localizado em Campo Bom. Segundo a BM, pelo menos dois indivíduos abandonaram o carro e fugiram até outra mata fechada.

Através do policiamento aéreo, foi possível verificar a fuga de um dos indivíduos. Ele vestia um moletom escuro e caminhou em direção a uma caminhonete Chevrolet Captiva, também da cor preta, que teria ido ao endereço com outros indivíduos para resgatar os criminosos em fuga.

Logo, as buscas pelo carro se iniciaram. Em abordagem, a Polícia identificou que, na condução do carro, estava um homem de 26 anos. No interior, outro indivíduo, 21, com roupa sujas. De acordo com a BM, ele confessou o envolvimento no furto a residência.

Os outros passageiros – homem, 27, duas mulheres, 38 e 23, e uma criança, 3, que estava no colo de uma das mulheres – são parentes do autor do furto. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão aos indivíduos.

Posteriormente, com as guarnições em cerco policial, notou-se uma estranha movimentação na região da mata e um homem, 20, foi localizado e preso. Com o indivíduo estava uma das pistolas com o carregador completo e munições intactas, de propriedade da vítima. Foi apreendido, também, um aparelho celular e uma bolsa.

Justiça Militar absolve PMs acusados de corrupção passiva em caso de suposto bico de segurança

Justiça Militar absolve PMs denunciados por corrupção passiva em caso de suposta escolta de dirigentes de futebol

Conforme a sentença da 2ª Auditoria de Porto Alegre, as provas indicaram a ocorrência de “bico” de segurança privada, mas não de crime

ADRIANA IRION GZH

A Justiça Militar absolveu os quatro policiais militares (PMs) que foram acusados de corrupção, em 2018, por supostamente terem negociado escolta a dirigentes de futebol em Porto Alegre, em troca de dinheiro. 

O Ministério Público, que denunciou os PMs à época, pediu a absolvição dos réus em julgamento da 2ª Auditoria de Porto Alegre, no dia 5. 

Para a Justiça Militar a prova produzida no processo permitiu somente afirmar que a conduta dos militares configurou o exercício de uma função que seria “tolerada” pela Brigada Militar (BM), que é o bico de segurança privada. Conforme a decisão, não houve “prova efetiva da existência do fato da suposta corrupção anotada na denúncia”. Trecho da decisão descreveu:

— O máximo que a prova produzida permite que se afirme é que atuação (dos militares) teria configurado o exercício do (repita-se) não regulamentar, mas tolerado — indevidamente, mas tolerado! — “bico” de segurança privada e/ou motorista durante os respectivos horários de folga. 

Para pedir a absolvição, o promotor Marcos Centeno discorreu sobre a falta de identificação da pessoa que teria tentado contratar o major e sobre dois PMs terem admitido que fariam um bico. Destacou que o bico, por si só, não caracteriza delito de corrupção. O promotor disse se tratar de “fato grave”, mas não ao ponto de “causar reprimenda penal”. Por fim, destacou que os elementos de prova eram insuficientes para embasar um “decreto condenatório”.  

O major Fernando Rodrigues Maciel, o hoje sargento Luis Miguel Fernandes e os soldados Euder de Brito Dias e Robson Joacir Ferrazza haviam se tornado réus em 2020. A acusação envolvia suspeita de que o major havia cooptado os demais policiais para fazerem escolta e segurança de dirigentes do Esporte Clube Bahia em Porto Alegre.

O grupo receberia R$ 5 mil pelo serviço. Conforme a sentença, não foi comprovado que o serviço foi feito nem que os valores foram recebidos. A decisão ressalta também que ainda que o serviço tivesse se concretizado mediante pagamento, não seria situação a se enquadrar em crime. 

— Se o tal “bico” é tolerado pela Administração, é inequívoco que sua prestação demanda remuneração — ninguém a ele se disporia se assim não fosse, é óbvio — e, como tal, mesmo se percebidos aqueles valores, não se tratariam de vantagens “indevidas”, porque relativas a serviço privado/particular, prestado em horário de folga, aparentemente sem prejuízo ao serviço regular de cada um, e previamente acordado com o “empregador” — foi registrado na sentença.

Denúncia a partir de prints

A investigação começou, na época, a partir de uma denúncia anônima encaminhada à BM de que o major estaria articulando o trabalho de escolta. A denúncia estava acompanhada de prints de conversa por telefone celular que teria como interlocutor o suposto contratante do serviço, que nunca foi identificado na investigação.

Suspeitas envolvendo o telefone, sustentadas pela defesa do major, constam da decisão. O número de telefone, de prefixo (71), que é o DDD de Salvador/BA, estava habilitado em nome de um morador do interior do Rio Grande do Sul, que disse nunca ter ido àquele Estado nem ter habilitado aquela linha. 

O detalhe que chama a atenção é que o CPF desta pessoa que seria a dona da linha havia sido consultado por integrantes da BM minutos antes e minutos depois de a linha ser habilitada junto à operadora. Isso indicaria a colocação da linha em nome de um “laranja”. A operação seria parte de uma armação contra o major. A investigação da Corregedoria da BM, no entanto, não avançou para apurar essa hipótese.

— Depois de cinco anos, o major recebeu a tão esperada absolvição e dos demais policiais, que também responderam a essa absurda imputação de corrupção passiva. Parte deste assunto ainda está obscura e merece olhar dedicado da corporação para que fatos semelhantes não se repitam. O major recebe isso com alívio e tranquilidade, pois agora poderá retomar o andamento normal de sua carreira — destacou o advogado Fábio Cesar Rodrigues Silveira, que fez a defesa do major Maciel

Desde o começo da investigação, o oficial foi afastado do trabalho operacional.

— Meus clientes ficaram desde 2018 respondendo por acusação de corrupção passiva, fato que, graças às provas levadas ao processo pela defesa, ficou comprovado não ter ocorrido. Não há provas de que o fato existiu. Eles são e sempre foram inocentes. Tiveram prejuízos internamente na BM em função de responder PAD (processo administrativo disciplinar) e processo criminal — falou a advogada Gabriela John dos Santos Lopes, que defendeu os dois soldados e o sargento.

Questionado sobre qual a repercussão da absolvição sobre os procedimentos administrativos disciplinares que ainda estão pendentes de conclusão pela BM, o coronel Vladimir Luís Silva da Rosa, corregedor-geral da BM, explicou que a decisão judicial será analisada. Sobre o entendimento da corporação sobre o “bico”, o corregedor ressaltou que a instituição “não é flexível nem tolera o bico, que é ilegal”.

O prazo para apelação, a partir da intimação das partes, é de cinco dias. Depois disso, a sentença se torna definitiva e não há mais possibilidade de recursos.

Após atirar contra ex-companheira, homem tenta atropelar policiais e é preso em Caxias 

Prisão foi no bairro Kayser na noite de domingo (9)

Prisão foi no bairro Kayser na noite de domingo (9) Brigada Militar / Divilgação

ALINE ECKER PIONEIRO

Um homem foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio e de homicídio em Caxias do Sul. De acordo com informações da Brigada Militar (BM), o suspeito de 38 anos atirou contra a ex-companheira, uma mulher de 34 anos, e, na fuga, ao ser parado em uma barreira policial, tentou atropelar os brigadianos. O nome dele não foi divulgado pela polícia. A mulher não ficou ferida.

A tentativa de feminicídio foi registrada na noite de domingo (9), por volta das 20h15min, na Rua Hugo Março Perasolo, no bairro São Caetano. Por volta das 20h25min, policiais da Força Tática do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM) fizeram barreiras para localizar o suspeito e encontraram a Toyota/SW4 em que estava o homem que tentou matar a ex-companheira. 

O motorista passou em alta velocidade na barreira e não obedeceu a ordem de parada dos policiais, jogando o veículo contra os militares. A polícia acompanhou o veículo até a Rua Antônio Gaterman, no bairro Kayser. Em revista dentro do carro foi localizada e apreendida uma pistola calibre.40 com sete munições e dois celulares. O homem foi preso. Os policiais não se feriram. 

Motorista sofre acidente após tentar atropelar policial militar em Sapiranga

por Melissa Costa Jornal Repercussão 

Sapiranga – Por pouco uma ocorrência não tomou maiores proporções nesta terça-feira (4), em Sapiranga. Um motorista não obedeceu a ordem de parada de guarnições da Brigada Militar, que faziam barreira na Rua Major Bento Alves, e ainda tentou atropelar um dos policiais.

Conforme informações da corporação, inicialmente, parecia que o condutor da caminhoneta Dodge Ram iria parar o veículo. No entanto, quando se aproximou dos policiais, acelerou e jogou o carro para cima de um deles. Na sequência, fugiu em alta velocidade e acabou perdendo o controle da direção e capotou em um valo lateral da mesma rua, a Major Bento Alves.

O motorista fugiu, porém, momentos depois, foi levado para a Delegacia de Polícia por familiares que não compactuaram com sua conduta.

“A tropa está doente”, alerta presidente da Abamf sobre suicídios dentro da BM

Nos últimos sete dias foram dois casos, que elevou para seis somente nos três primeiros meses do ano. Associação cobra contratação de profissionais de saúde psicológica

Foto: Banco de Imagens

Por CRISTIANO SILVA Portal Gaz

O terceiro mês de 2023 vem chegando ao fim com a marca de seis suicídios de policiais da Brigada Militar (BM). Nessa segunda-feira, 27, o primeiro-sargento Pedro Vargas Moreira, que estava na reserva remunerada em Tramandaí, no Litoral Norte, atirou contra a cabeça com um revólver calibre 38 da marca Taurus registrado em seu nome.

Na segunda-feira da semana passada, o tenente Marcos Antônio do Amaral, do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) de Caxias do Sul, também se suicidou com um tiro na cabeça. A situação vem preocupando a categoria. Em entrevista à Gazeta do Sul, o soldado José Clemente da Silva Corrêa, que é presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), lamentou o momento e afirmou que a situação atual dos servidores da BM não está normal.

“A tropa está doente. O que tem nos preocupado é infelizmente termos que tocar neste tema delicado que é o suicídio, em que temos o maior indicador do Brasil. Desde 2021, quando 12 militares tiraram a vida, essa situação vem se agravando. Em 2022 foram nove e agora já chegamos a seis em apenas três meses”, disse o soldado.

Natural de Uruguaiana e com uma passagem de três anos por Santa Cruz do Sul, entre 1995 e 1997, Clemente preside a entidade que representa a grande massa de policiais militares no Rio Grande do Sul, com 8 mil associados, desde soldados até coronéis. Ao todo, são 16 sedes regionais, incluindo Santa Cruz do Sul.

José Clemente da Silva Corrêa é presidente da Abamf

Para ele, os atendimentos psicológicos dentro dos batalhões surtem pouco efeito, uma vez que as vítimas tratam com oficiais superiores dentro da própria BM e não se sentem confortáveis em expor as situações. Segundo Clemente, há descontentamentos diversos dentro da tropa em relação ao Estado, desde a cobrança e pressão por resultados, passando por assédio moral até o plano de carreira, que não atende aos anseios dos policiais de linha de frente.

“Temos tentado buscar, por meio do comando da Brigada, uma solução. A saúde mental dos policiais militares está muito fragilizada e requer atenção. O governo precisa providenciar de forma urgente a contratação de profissionais de saúde mental e descentralizá-los do Estado, para que o militar não enxergue o oficial na sua frente mas sim o profissional médico”, disse o presidente da Abamf.

Mais um homicídio de PM na Capital

Na entrevista à Gazeta, o presidente da Abamf também comentou o caso do policial militar assassinado por um criminoso na noite de sábado, em Porto Alegre. O soldado Roniclei Luciano Graef Cipolato, de 46 anos, foi morto com um tiro no tórax enquanto perseguia um indivíduo em cima de um telhado, no Bairro Costa e Silva, em um ofensiva contra o tráfico de drogas. Em 11 de janeiro, outro PM, Lucas de Jesus Lima, de 27 anos, foi morto a tiros durante um assalto, também na Capital do Estado.

“Estamos vendo a exposição dos policiais militares nesses locais onde o tráfico impera e a violência está aumentando, pois o delinquente busca enfrentar a polícia. As abordagens precisam ter uma cautela e nossos colegas devem contar com maior atenção, pois casos assim vêm aumentando no nosso Estado. Temos que ter a percepção real desse cenário”, salientou o soldado José Clemente da Silva Corrêa.

Suspeito morre baleado em confronto com a BM no bairro Cristal, em Porto Alegre

Usuários de um ônibus acionaram a corporação

Um homem entrou em confronto com policiais militares e acabou morto, na noite dessa terça-feira, na zona Sul da capital. O efetivo abordou o suspeito na rua Upamaroti, no bairro Cristal, depois que usuários de um ônibus informaram a guarnição de que ele havia entrado no coletivo, da linha Cohab/165, portando uma arma de fogo.

Os PMs abordaram o veículo, mas o homem já havia descido, na altura da avenida Divisa. O setor de inteligência da corporação localizou o suspeito e, quando o policiamento ostensivo chegou, ele disparou várias vezes contra os militares, que conforme o registro da ocorrência, revidaram. Não identificado até o fim da noite, o homem morreu na hora.

FONTE Rádio Guaíba

Polícia analisa imagens de câmeras para esclarecer morte de PM em perseguição na zona norte de Porto Alegre

Soldado Roniclei Luciano Graef Cipolato, 46 anos, pai de quatro filhos, estava em operação no bairro Costa e Silva quando foi atingido por tiro na aorta

Cipolato estava na Brigada Militar desde 2004Polícia Militar / Divulgação

BRUNA VIESSERI GZH

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte do soldado Roniclei Luciano Graef Cipolato, 46 anos, durante operação na zona norte de Porto Alegre, na noite de sábado (25). O brigadiano participava de uma ação para coibir o crime organizado no bairro Costa e Silva quando foi baleado e não resistiu. Nesta segunda-feira (27), as equipes realizam diligência para esclarecer o caso. Até o momento, ninguém foi preso.

De acordo com a polícia, imagens de câmeras de monitoramento da região foram obtidas e estão sendo analisadas. A expectativa é de que elas ajudem a entender a dinâmica da ação que causou a morte de Cipolato. Laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) também são aguardados.

Conforme o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza, as equipes também irão esclarecer de onde partiu o tiro que atingiu o soldado. 

— No começo de uma investigação por homicídio, não se descarta nenhuma possibilidade. Mas, neste momento, a informação de que ele foi baleado por um colega não procede. Claro que tudo ainda é muito preliminar. Estamos em diligências e é preciso aguardar o andamento da investigação. Esse trabalho é feito sob sigilo, para não ser prejudicado. O que quer que tenha ocorrido naquele momento será apurado, e todos os indivíduos envolvidos serão responsabilizados.

O delegado destacou ainda que este é um caso “sensível” e afirmou que a Polícia Civil lamenta a morte do brigadiano.

No sábado, a ocorrência foi atendida pelo delegado Thiago Zaidan, que estava no plantão de Homicídios. Ele afirmou que foram feitas perícias no local e tomados os relatos iniciais de PMs que estavam na ação. Ele ficará responsável pela investigação, atribuída a 3ª Delegacia de Homicídios da Capital.

A Brigada Militar também irá investigar o caso, por meio de um inquérito policial militar(IPM), que apura a atuação de PMs em serviço. O prazo de conclusão é de 40 dias.

PM estava no telhado

Conforme a BM, por volta das 20h de sábado, Cipolato e um colega — ambos da Seção de Inteligência — estavam em uma ação discreta, que visa coibir o tráfico de drogas e homicídios na região. Viaturas ostensivas estariam nas proximidades para dar apoio.

Cipolato e o colega teriam avistado dois suspeitos armados e tentaram a abordagem. Um criminoso fugiu por cima de um telhado, sendo perseguido por Cipolato. Neste momento, o PM foi atingido na aorta. Como os criminosos seguiam atirando, demais policiais tiveram dificuldade para resgatar o colega, segundo a ocorrência. Foram feitas tentativas de reanimação, mas o soldado não resistiu ao ferimento.

A região onde a morte ocorreu é conhecida, segundo autoridades, pela intensa movimentação de traficantes e pelo alto índice de assassinatos. Criminosos circulam com armas de forma ostensiva, fazendo a “segurança” em bocas de fumo.

Após o caso, um criminoso armado foi capturado. No entanto, ele não teria envolvimento com a morte e foi preso por porte ilegal de arma de fogo.

Despedida

O enterro do soldado ocorreu no domingo (26), às 17h, em Capela de Santana, após velório que reuniu familiares e amigos. Cipolato estava na BM desde 2004 e atuava na Seção de Inteligência do 20º Batalhão de Polícia Militar (20º BPM). Ele deixa quatro filhos.

O secretário da Segurança Pública do Estado, Sandro Caron, que acompanha o caso desde a noite de sábado, viajou para participar do velório do PM. Caron disse ter solicitado prioridade na investigação do crime.

O governador Eduardo Leite e o vice Gabriel Souza lamentaram a morte do PM no Twitter.

Policial Militar é morto por criminoso que fugia em telhados de casas

O soldado Roniclei Luciano Graef Cipolato, de 46 anos, foi atingido com tiro na aorta

Soldado estava na Brigada Militar desde 2004Brigada Militar / Divulgação

Um policial militar foi morto na noite do sábado (25), em Porto Alegre, em confronto com criminosos.
Conforme nota de pesar da Brigada Militar (BM), o soldado Roniclei Luciano Graef Cipolato, de 46 anos, estava em operação no bairro Costa e Silva quando foi baleado.

Ele foi atingido na aorta enquanto perseguia um suspeito sobre um telhado. Em função da ação dos criminosos, que seguiam atirando, policiais tiveram dificuldade para resgatar o colega. Ele não resistiu aos ferimentos. Cipolato estava na BM desde 2004 e atuava na Seção de Inteligência do 20º Batalhão de Polícia Militar (20º BPM). O policial tinha quatro filhos.

Segundo informações da corporação, Cipolato e um colega da Seção de Inteligência estavam em uma ação discreta na região que visa a coibir o tráfico de drogas e homicídios. Viaturas ostensivas estariam nas proximidades para dar apoio. O local é conhecido, segundo autoridades, pela intensa movimentação de traficantes e pelo alto índice de assassinatos. “Seguranças” de boca de fumo circulam com armas de forma ostensiva. 

Cipolato e o colega teriam avistado dois suspeitos armados e tentaram a abordagem. Um criminoso fugiu por cima de um telhado, sendo perseguido por Cipolato. No local, o PM foi baleado.

A BM seguiu em ação na região e um criminoso armado foi capturado, mas não teria relação com a morte do soldado. O caso será investigado pela BM, por meio de um Inquérito Policial Militar, e pela Polícia Civil.