Morre PM de Caxias do Sul ferido em explosão em depósito da Defesa Civil

O acidente aconteceu no dia 3 de abril de 2025, quando o soldado Alberto Luiz Ghisleni Kroth, de 39 anos, estava em serviço em Porto Alegre

Maicon Rech Portal Leouve

Caxias do Sul e Porto Alegre  Um policial militar de Caxias do Sul morreu após sofrer queimaduras graves em uma explosão ocorrida no Departamento de Logística da Defesa Civil Estadual, localizado na rua Joaquim Porto Vilanova, no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre. O acidente aconteceu no dia 3 de abril de 2025, quando o soldado Alberto Luiz Ghisleni Kroth, de 39 anos, estava em serviço. A morte foi confirmada na tarde desta quarta-feira (7), mesma data em que dezenas de agentes saíram de Caxias do Sul para doar sangue na capital.

De acordo com nota da Defesa Civil gaúcha à época, Kroth foi imediatamente socorrido e levado ao setor de queimados do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde permaneceu internado. Segundo informações apuradas pela reportagem do Portal Leouve, uma possível explosão de desodorantes vencidos teria causado o acidente, mas as autoridades ainda não confirmaram oficialmente essa hipótese.

Defesa Civil, no dia seguinte ao incidente, havia dito que no momento do fato ocorria o descarte de material – mas não qual – e alega que as circunstâncias serão apuradas por meio de procedimento e, por isso, aguarda o desfecho. O agente teve queimaduras de terceiro grau e não resistiu.

Detalhes sobre atos fúnebres ainda não foram divulgados.

NOTA DE FALECIMENTO

A Casa Militar – Subchefia de Proteção e Defesa Civil comunica, com mais profundo pesar, o falecimento do Soldado Alberto Luiz Ghisleni Kroth (SD PM Kroth) ocorrido na tarde de quarta-feira, 7 de maio de 2025.

Os militares e civis integrantes da Casa Militar se solidarizam com os familiares e amigos do militar, de 39 anos, que deixa esposa e duas filhas.

O militar estava hospitalizado desde o dia 3 de abril, após ter sofrido um acidente no Centro Logístico da Defesa Civil Estadual.

As informações sobre os atos fúnebres serão disponibilizadas oportunamente.

Atentado contra PM em Arroio do Tigre foi motivado por vingança após ação policial

Policial militar foi atacado a tiros ao chegar em casa; autor já foi identificado e está foragido

Atirador seria irmão de homem morto em confronto com a BM em 2024

A Brigada Militar (BM) confirmou que o atentado a tiros contra um policial militar em Arroio do Tigre, na noite de sábado (3), foi um ato de vingança. O suspeito, já identificado, tem 42 anos e extensa ficha criminal, incluindo registros por ameaça, lesão corporal, dano, roubo a comércio, vias de fato e comércio ilegal de armas. Segundo o comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar (23º BPM), tenente-coronel Cristiano Cuozzo Marconatto, o policial alvo do atentado havia participado de uma ocorrência em 2024 que terminou com a morte de um criminoso. O atirador seria irmão desse homem e teria passado a ameaçar o brigadiano desde então.

PM revidou os disparos e criminoso fugiu

O ataque ocorreu no momento em que o soldado, que mora em Arroio do Tigre e atua no 16º BPM de Salto do Jacuí, chegava em casa dirigindo uma picape Fiat Strada vermelha. Ele foi surpreendido por uma caminhonete Ford Ranger preta, de onde o suspeito disparou com uma arma longa calibre 12. Os tiros atingiram o veículo, mas o PM conseguiu se abaixar no assoalho e revidar pelos vidros traseiros. Os criminosos fugiram em direção ao Parque de Eventos da cidade. Câmeras de segurança registraram parte da ação.

Operação policial mobiliza várias forças da BM

As buscas pelo atirador seguem intensas, com apoio do Batalhão Aéreo da Brigada, do Bope, Força Tática, tropas de Choque e agentes de Inteligência. O veículo usado no atentado já foi apreendido. As autoridades acreditam que o suspeito esteja escondido em uma área de mata da região. “Foi um atentado à vida de um policial no exercício legal da sua função. Isso é inaceitável. Identificamos o autor e estamos agindo com rigor. Nosso lema é: ‘mexeu com um, mexeu com todos’”, declarou o tenente-coronel Marconatto.

Fonte: Portal Arauto

Viatura da Brigada Militar pega fogo no centro de Tramandaí

Dois policiais que estavam a bordo do veículo conseguiram desembarcar na avenida Emancipação e não ficaram feridos

Uma viatura da Brigada Militar foi atingida por chamas, em Tramandaí, no Litoral Norte. O caso ocorreu na noite de sexta-feira, em meio a ações de patrulhamento na área central do município. Ninguém ficou ferido.

De acordo com a corporação, dois policiais estavam a bordo de um Fiat Palio Weekend e trafegavam na avenida Emancipação quando o fogo começou, por volta das 20h, na parte frontal do veículo. As chamas se espalharam rapidamente sobre o capô e acabaram consumindo o automóvel, mas a dupla conseguiu desembarcar antes disso.

O Corpo de Bombeiros esteve no local da ocorrência e apagou o incêndio. A operação somou seis bombeiros e um caminhão auto bomba tanque. A viatura ficou completamente destruída.

As causas do ocorrido ainda são desconhecidas. Não é descartado que um curto-circuito na parte elétrica do automóvel tenha provocado o incidente.

PM de Caxias do Sul segue hospitalizado após explosão em Porto Alegre e precisa de doação de sangue

Soldado Kroth necessita de doação de sangue. Ele está internado há 27 dias e circunstâncias do fato ainda não foram divulgadas pela Defesa Civil estadual


Redação Leouve

Porto Alegre  Um policial da Brigada Militar de Caxias do Sul segue internado no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre após sofrer queimaduras graves durante um acidente ocorrido no dia 3 de abril, nas instalações do Departamento de Logística da Defesa Civil Estadual, na rua Joaquim Porto Vilanova, no bairro Bom Jesus, na zona leste da capital. Alberto Luiz Ghisleni Kroth (SD PM Kroth) atuava na Defesa Civil quando se feriu.

De acordo com nota oficial à época (confira abaixo), ele recebeu atendimento imediato e foi levado ao setor de queimados do hospital, onde permanece internado. Segundo informações apuradas pela reportagem do Portal Leouve, uma possível explosão de desodorantes vencidos teria causado o acidente, mas as autoridades não confirmaram essa informação oficialmente. A Defesa Civil, no dia seguinte ao incidente, havia dito que no momento do fato ocorria o descarte de material – mas não qual – e alega que as circunstâncias serão apuradas por meio de procedimento e, por isso, aguarda o desfecho. O agente teve queimaduras de terceiro grau.

Estado de saúde e apelo por doações

O estado de saúde do policial inspira cuidados e, neste momento, ele precisa com urgência de doações de sangue. Amigos, familiares e colegas de farda organizam mobilizações para incentivar a população a doar. A Associação da Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (Abamf) regional, está organizando transporte para doação de sangue.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou, ainda, que acompanha de perto a situação e presta apoio ao militar e à família. A instituição também anunciou que abriu um processo interno para apurar o que causou o acidente.

Como ajudar

As doações de sangue devem ser realizadas no Hospital de Pronto Socorro – HPS de Porto Alegre. Documentos necessários: Nome completo, RG e Data de Nascimento.

SSP manda chefia da Polícia Civil apurar demora no atendimento a mulheres em plantão de delegacia especializada em Porto Alegre

Reportagem do Grupo de Investigação da RBS mostrou que vítimas chegam a esperar mais de oito horas para registrar ocorrência. Algumas até desistem. Problema já ocorria há um ano

Adriana Irion GZH

A Secretaria da Segurança Pública determinou que a chefia da Polícia Civil faça uma apuração sobre fatos revelados em reportagem do Grupo de Investigação da RBS (GDI) sobre escassez de efetivo em delegacias especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) de Porto Alegre. O trabalho deve ser feito pela corregedoria da polícia.

A reportagem mostrou que no plantão da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam) chega a ocorrer demora de até oito horas para uma vítima registrar ocorrência no plantão da delegacia situada junto ao Palácio da Polícia. Também há casos de mulheres que desistem de fazer o relato do problema.

As dificuldades seguem mesmo em um cenário de agravamento de violência contra mulher. No feriadão de Páscoa, 10 feminicídios foram registrados no Estado. Apesar de anunciar medidas para conter os casos, a cúpula da Segurança não conseguiu resolver problemas básicos na principal porta de entrada das vítimas, que é o plantão da delegacia especializada no Palácio da Polícia.

Há um ano, o GDI já havia mostrado situação semelhante, com carência de estrutura e também, falta de efetivo. À época, houve promessa de incremento necessário para atender a demanda, mas isso não se concretizou. A gestão sustenta que as equipes plantonistas deviam ter de seis a oito policiais, mas seguem tendo quatro ou até três. O chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, disse que não tem como manter efetivo para equipes com mais de cinco policiais.

A 2ª Delegacia de atendimento à Mulher, criada em agosto — com mais de um ano de atraso — para atender casos das zonas norte e leste da Capital, não tem nem plantão e só funciona em horário comercial, fechando, inclusive, no horário de almoço. Isso faz com que as vítimas destas regiões precisem ir ao Palácio da Polícia em busca de atendimento. Agora, a Secretaria da Segurança Pública quer saber por que a situação do plantão está assim, um ano depois de o reforço ter sido discutido e prometido.

Existe um processo administrativo aberto (PROA) em janeiro pela 1ª Deam com alerta sobre o excesso de demanda e efetivo insuficiente e com pedido de reforço. Mas, até o momento, não houve remanejo suficiente.

Como pedir ajuda

Brigada Militar – 190

  • Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil

  • Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
  • Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
  • As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.

Delegacia Online

  • É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

  • Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556

  • Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).

Centros de Referência de Atendimento à Mulher

  • Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.

Ministério Público do Rio Grande do Sul

  • O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende o cidadão em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
  • Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Para mais informações acesse: https://www.mprs.mp.br/atendimento/

Escassez de efetivo em delegacias de atendimento à mulher causa espera de mais de oito horas no plantão e até desistências

Há um ano, o Grupo de Investigação da RBS (GDI) mostrou problemas semelhantes. Na ocasião cúpula da Segurança Pública do RS prometeu soluções

Adriana Irion GZH

Na mesma quinta-feira (24) em que a cúpula da Segurança Pública do Rio Grande do Sul anunciou novas medidas de proteção à mulher, problemas como falta de efetivo e demora no atendimento seguiam ocorrendo no plantão da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam), no Palácio da Polícia, em Porto Alegre.

Em um caso, a vítima chegou por volta das 18h e só teve o atendimento concluído na madrugada seguinte, às 2h30min, mais de oito horas depois. Até telentrega de comida ela pediu para suportar a espera. Pelo menos uma mulher que estava aguardando, entre a tarde e a noite de quinta-feira, desistiu e foi embora sem registrar ocorrência.

Há um ano, o Grupo de Investigação da RBS (GDI) mostrou situação semelhante. A reportagem mostrou o impacto da falta de efetivo, que fazia com que vítimas ficassem sem atendimento. Além disso, revelou problemas estruturais no prédio (como falta de acessibilidade e existência de apenas uma cela) e até escassez de papel higiênico e falta de água para o público.

À época, o secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, e o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, disseram ter sido surpreendidos com os problemas e anunciaram soluções, como reforço para as equipes de atendimento do plantão. Caron, que afirmou ter ficado profundamente indignado, disse:

— Se tiver que botar mais 10, 20, 30 policiais civis lá, para dar esse atendimento, nós vamos colocar.

As promessas, no entanto, não se concretizaram ao longo dos meses. O plantão da 1ª Deam, em muitos dias, conta com apenas três policiais. Na manhã desse domingo (27), havia dois plantonistas no local. Para compor com mais agentes as equipes, é preciso tentar atrair interessados com oferta de hora-extra, ou seja, não há plantonistas fixos em número suficiente.

— Chega muita ocorrência com pessoa presa (agressores pegos em flagrante) e vão colocando na nossa frente. Tem pouco policial para atender, só três de noite, mas a gente precisa, né? Voltar para casa sem fazer nada não dá, pois pode acontecer coisa pior. Ele (marido) está muito agressivo. Tinha gente esperando lá desde as 16h. Eu cheguei em casa 3h (da sexta-feira, 25) — contou a vítima de agressão que esperou mais de oito horas por atendimento.

Medidas de proteção

Na última quinta-feira (24), Caron, Sodré e o delegado Christian Nedel, diretor do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), ao qual as Delegacias da Mulher são subordinadas, anunciaram medidas para conter a violência doméstica, depois de o RS ter seis casos de feminicídio na Sexta-Feira Santa.

A principal delas é a possibilidade de as vítimas pedirem medida protetiva de urgência em ocorrências online, sem precisar comparecer a delegacias. 

Segundo as autoridades, essa ação é, justamente, para tornar mais ágil o atendimento. No entanto, o problema histórico de atendimento precário nas delegacias segue e interfere até mesmo nas novas medidas: os responsáveis por acessar e analisar os pedidos online das vítimas são os mesmos plantonistas que já atuam com déficit nas delegacias.

A novidade anunciada pela chefia de polícia sobre o pedido de medida protetiva online também esbarrou na falta de plantão da 2ª Deam: sem agentes atendendo 24 horas, não tem quem receba e analise os pedidos. Desta forma, os policiais foram orientados, às pressas, de que deveriam criar um sistema de sobreaviso para ficarem cuidando, depois das 18h, se chega alguma decisão judicial sobre as medidas solicitadas pelas vítimas. Se chegar, é preciso dar encaminhamento, ainda que não haja equipe de plantão naquele horário.

Em janeiro, um processo administrativo (PROA) foi aberto com alerta à direção do DPGV sobre excesso de demandas no plantão e carência de pessoal. Foi apontado que o plantão, por ser o único atendendo a casos de violência doméstica na Capital, deveria contar com equipes de seis ou oito policiais. O reforço não ocorreu.

Delegacia só em horário comercial

Na 2ª Deam, instalada em agosto do ano passado para atender casos das zonas norte e leste da Capital, a situação não é muito diferente. Criada para só funcionar em horário comercial —  fecha na hora do almoço e encerra o expediente às 18h —, a unidade não ajuda a desafogar o movimento do plantão e obriga vítimas a se deslocarem até o Palácio da Polícia, onde fica a 1ª Deam. Há relatos de queixas de policiais militares, que se dirigem para lá e não conseguem atendimento, além de mulheres que tentam fazer registro. Em um dia da semana passada, quando a delegacia já estava fechada, uma vítima bateu e chamou. Um policial que ainda estava no prédio informou que não havia atendimento e que ela deveria ir ao Palácio da Polícia. 

— Não esqueço a cena, ela virou as costas e disse: demoro tanto a ter coragem e chego aqui e está fechado — recorda o agente.

Contraponto

O que diz o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré:

“Não estou sabendo. Mandei colocar equipes de cinco policiais, mais que isso não tenho efetivo. Se tem problemas, vamos apurar. Não estou lembrado deste PROA, se despachei. Vou mandar verificar. Na 2ª Deam queremos ter plantão, mas só quando uma nova turma de policiais se formar.”  

O que diz o delegado Christian Nedel, diretor do DPGV:

“Abrimos um PROA (não é o mesmo citado na reportagem e na resposta do chefe da Polícia Civil) no final do ano passado, mas era tão somente para solicitar reforço por conta das férias e operação-verão dos agentes, e como estávamos com aumento de demanda no plantão, apenas para solicitar reforço do pagamento de horas-extras suplementares para policiais do departamento que poderiam auxiliar as equipes plantonistas, de forma que ficássemos com efetivo mínimo para atender as demandas ao longo desses meses e, principalmente, final de semana. Essa foi a razão de abertura desse PROA, reforço de policiais para período específico, de dezembro a março. Temos, atualmente, no plantão da Deam, 21 policiais: uma equipe com cinco e quatro equipes com quatro policiais, Eventualmente, por férias, licenças e outros afastamentos, podemos ficar com três policiais nas equipes, mas a lotação é de no mínimo quatro policiais.”

O que diz a secretaria da Segurança Pública:

“O governo do Estado vem recompondo os efetivos das forças de segurança e a Secretaria da Segurança Pública já havia determinado a imediata solução do problema.

Atualmente, o Estado possui o maior efetivo da Policia Civil nos últimos anos e disponibiliza servidores para atender em várias frentes. Em 2023, ingressaram 269 novos policiais enquanto em 2024 entraram mais 331.

Após os fatos mencionados no ano passado, o Secretário Sandro Caron determinou a resolução do problema e reforçou que não se repetisse. O combate à violência doméstica é prioridade nesta gestão.

Diante disto, foi solicitado à Chefia de Polícia a imediata apuração, via corregedoria, das circunstâncias apontadas na reportagem”.

Como pedir ajuda

Brigada Militar – 190

  • Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil

  • Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
  • Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
  • As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.

Delegacia Online

  • É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

  • Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556

  • Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).

Centros de Referência de Atendimento à Mulher

  • Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.

Ministério Público do Rio Grande do Sul

  • O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende o cidadão em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
  • Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Para mais informações acesse: https://www.mprs.mp.br/atendimento/

Com construção e reformas de presídios, governo do Estado projeta mais de 5 mil vagas até o fim de 2026

Mais de R$ 800 milhões de recursos do RS e da União serão investidos para viabilizar pelo menos cinco novos estabelecimentos prisionais

Ian Tâmbara GZH

Com a promessa de construir cinco novos presídios no Interior até o final de 2026, o governo do Rio Grande do Sul prevê a criação de 5.522 novas vagas no sistema prisional do Estado. As novas unidades serão instaladas em Caxias do Sul, Passo Fundo, Rio Grande, Alegrete e São Borja. 

Os contratos de construção estão em vigor desde o final do ano passado, conforme a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS). Atualmente, a população prisional no Estado é de 45.893 e há um déficit de 11.278

— A finalidade principal é diminuir o déficit e nós reconhecemos isso. Por isso estamos fazendo os cinco novos presídios. Logo, logo, vamos inaugurar a cadeia pública (antigo Presídio Central) e temos mais as reformas e ampliações — afirma o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom.

Outros quatro presídios vão passar por adequações e terão aumento de vagas em Cachoeira do Sul, Passo Fundo, Uruguaiana e Ijuí. Em Ijuí e Uruguaiana, haverá reforma no módulo da Brigada Militar para abrigar o anexo feminino. Cada uma terá a ampliação de 53 vagas. 

Na reforma da unidade de Cachoeira do Sul, o total de vagas é de 130. Já o Presídio Regional de Passo Fundo contará com reestruturação e ampliação de 40 vagas. 

Se somadas as vagas das unidades novas e das ampliadas, a expectativa do governo é chegar a 11.794 vagas, número maior do que o déficit atual. Ou seja, se essas vagas fossem entregues todas hoje, gerariam um saldo positivo. 

No entanto, segundo a SSPS, o número de presos cresce exponencialmente. Logo, não há como garantir que seja o suficiente para suprir a carência até 2026.

O investimento nas construções e readequações será de R$ 804,3 milhões. Desses, R$ 658,4 milhões vêm dos cofres do Estado e R$ 145,9 milhões da União. Veja, abaixo, os detalhes sobre custo, número de vagas e prazo de cada obra: 

Novas unidades prisionais

Penitenciária Estadual de Caxias do Sul II/III

  • R$ 261,9 milhões
  • 1.650 vagas
  • 25 mil metros quadrados
  • Prazo de entrega: final de 2026

Penitenciária Estadual de Rio Grande II/III

  • R$ 241,6 milhões
  • 1.710 vagas
  • 25,9 mil metros quadrados
  • Prazo de entrega: final de 2026

Penitenciária Estadual de São Borja

  • R$ 125,3 milhões (R$ 75,4 milhões do Estado e R$ 49,9 milhões da União)
  • 800 vagas
  • 16,8 mil metros quadrados
  • Prazo de entrega: final de 2026

Cadeia Pública de Passo Fundo

  • R$ 125 milhões (R$ 76,2 milhões do Estado e R$ 48,8 milhões da União)
  • 800 vagas
  • 16,8 mil metros quadrados
  • Prazo de entrega: final de 2026

Cadeia Pública de Alegrete

  • 286 vagas
  • R$ 31,6 milhões (União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Obras de ampliação

Presídio Estadual de Cachoeira do Sul

  • 130 novas vagas
  • R$ 4,8 milhões (R$ 1,4 milhão do Estado e R$ 3,4 milhões da União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Presídio Regional de Passo Fundo

  • 40 novas vagas
  • R$ 11,5 milhões (R$ 1,9 milhão do Estado e R$ 9,6 milhões da União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Penitenciária Modulada Estadual de Uruguaiana

  • 53 novas vagas
  • R$ 1,3 milhão (União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Penitenciária Modulada Estadual de Ijuí

  • 53 novas vagas
  • R$ 1,3 milhão (União)
  • Prazo de entrega: final de 2026

Dupla é presa após tentar incendiar residência de policial militar em Camaquã

Operação da Brigada Militar contou com 22 guarnições, que culminou com a prisão dos dois homens na madrugada desta sexta (18)

Em uma ação rápida e coordenada, a Brigada Militar identificou e prendeu dois homens envolvidos em uma tentativa de incêndio criminoso contra a residência de um policial militar, na madrugada desta sexta-feira (18), em Camaquã. O crime ocorreu na noite de quinta-feira (17), no bairro Santa Marta.

A operação contou com o empenho de 22 guarnições, incluindo efetivos do Batalhão de Choque (BPChq), Batalhão de Operações Especiais (BOPE), além de equipes da Força Tática dos batalhões 30º BPM, 31º BPM e 28º BPM.

“A pronta resposta demonstra a eficiência e integração das forças de segurança no combate à criminalidade e na proteção dos seus policiais militares”, enfatiza a Brigada Militar.

Blog do Juares

Morre policial militar que sofreu acidente durante perseguição em Caxias do Sul

Governador do Estado, Eduardo Leite, confirmou o óbito de Lucas Alexandrino da Silva

Pioneiro

Foi confirmada pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a morte do policial militar Lucas Alexandrino Nazario da Silva, de 27 anos, durante a abordagem a uma motocicleta no fim da tarde desta terça-feira (1º). Ele sofreu um acidente na alça de acesso que liga a Avenida São Leopoldo à Rua Visconde de Pelotas, em Caxias do Sul.

Segundo a publicação na conta oficial do governador na rede social X, Nazario era natural de Recife, mas “escolheu o Rio Grande do Sul para viver, trabalhar e proteger a nossa população, honrando a farda até o fim”.

Confira a nota do governador na íntegra 

“Lamento profundamente a perda do soldado Lucas Alexandrino Nazario da Silva, de 27 anos, morto em serviço após acidente automobilístico durante perseguição policial em Caxias do Sul.

Natural de Recife, Lucas escolheu o Rio Grande do Sul para viver, trabalhar e proteger a nossa população, honrando a farda até o fim. Sua morte representa uma perda irreparável para a Brigada Militar e para todos nós que reconhecemos o valor de quem arrisca a vida diariamente para garantir a segurança da sociedade. 

Minha solidariedade aos familiares, amigos e colegas de farda — em especial à sua esposa, que espera um bebê, e ao filho que já têm. O governo do Estado oferecerá todo o suporte necessário à sua família neste momento tão difícil”.

Nota de Pesar Brigada Militar

A Brigada Militar comunica, com profundo pesar, o falecimento do Sd Alexandrino Nazario da Silva, nesta terça-feira (1°/4), em decorrência de um acidente de trânsito, em Caxias do Sul.

O Sd Nazario, de 27 anos, ingressou na Brigada Militar em 2023 e estava lotado no 12º BPM, em Caxias do Sul. Deixa esposa grávida e uma filha de 2 anos.

Os atos fúnebres serão informados posteriormente.

A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil, lamentando profundamente o ocorrido.

⭐ 26/04/1997
✝ 1°/04/2025

“Sonhava em crescer na Brigada Militar”, diz amigo de policial morto em acidente no norte do RS

Cleber Monteiro dos Santos capotou viatura da BM em Casca e não resistiu aos ferimentos. Pai de um menino, ele ingressou na corporação em 2023

Gabriel Quadros GZH

Corajoso, dedicado e sonhador: assim colegas e amigos descrevem o soldado Cleber Monteiro dos Santos, 26 anos, que morreu em acidente na noite de quinta-feira (27) em Casca, no norte gaúcho. Ele dirigia uma viatura da Brigada Militar pela RS-129 quando perdeu o controle do veículo, saiu da pista e capotou várias vezes. Estava sozinho no momento do acidente. 

Natural de Porto Alegre, o jovem policial ingressou na corporação em 2023 e estava lotado no 3º Regimento de Polícia Montada (RPMon), em Santo Antônio do Palma. 

Conforme o amigo e padrinho de casamento Anderson Alberto Martins Ott, o sonho de Cleber era entrar na Brigada Militar e crescer dentro da instituição. 

— Eu mesmo o incentivei. Quando teve dificuldade na cadeira de tiro, fomos treinar juntos. Ele se dedicava, era proativo, trabalhava pelo bem — lembra. 

Amigos desde a faculdade de Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Anderson e Cleber entraram juntos na Brigada Militar, mas atuavam em batalhões diferentes. Anderson também destacou o lado aventureiro de Cleber e a dor da perda de um grande amigo, que deixa o filho Arthur, 6 anos:

— Coragem não lhe faltava. Hoje ele nos deixa cumprindo a missão que nós, brigadianos, assumimos: saímos de casa sem saber se voltaremos. O que fica são as boas lembranças, a risada dele, a marca que deixou.

Vai ser velado em Porto Alegre 

O corpo de Cleber foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Passo Fundo e deve ser transferido a Porto Alegre a partir das 12h. A previsão de chegada é entre 17h e 18h. A cerimônia de despedida acontecerá neste sábado (29), a partir das 11h30, no Cemitério João XXIII, na Capital.

Em notas, a Brigada Militar, prefeitura de Santo Antônio do Palma e Associação Beneficente dos Servidores Militares do Rio Grande do Sul (ABSMF) lamentaram a perda. Leia na íntegra: 

Brigada Militar 

“A Brigada Militar comunica, com profundo pesar, o falecimento do Sd Cleber Monteiro dos Santos, nesta quinta-feira (27/3), em decorrência de um acidente de trânsito, em Casca. O Sd Monteiro, de 26 anos, ingressou na Brigada Militar em 2023 e estava lotado no 3º RPMon, em Santo Antônio do Palma. Deixa um filho de 6 anos. A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil”. 

Prefeitura de Santo Antônio do Palma

“A Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Palma manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do soldado Cleber Monteiro dos Santos. O soldado Monteiro serviu com dedicação e compromisso à comunidade, desempenhando sua função com honra e bravura. Sua partida deixa uma imensa lacuna. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e colegas de farda”.

Associação Beneficente dos Servidores Militares do RS (ABSMF)

“A ABSMF e toda a Família Brigadiana estão de luto. Manifestamos nossa solidariedade aos amigos e familiares do soldado Cleber Monteiro dos Santos, que lamentavelmente perdeu a vida em serviço. Sua dedicação e compromisso permanecerão sempre em nossa memória”.