Policial militar morre em acidente na RS-129, em Casca

Rádio Uirapuru

Na noite desta quinta-feira (27), um policial militar morreu após uma saída de pista no km 51 da RS-129, em Casca.

Segundo informações preliminares obtidas pela reportagem policial da Rádio Uirapuru, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Guaporé e do 1° Batalhão Rodoviário da Brigada Militar foram acionadas para atender a ocorrência. A viatura, um Renault Duster do 3° RPMon, capotou durante o deslocamento.

O soldado Cleber Monteiro dos Santos, lotado em Santo Antônio do Palma, havia concluído o serviço e seguia para São Domingos do Sul quando perdeu o controle da viatura. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A Delegacia de Polícia e a perícia foram acionadas.

A ocorrência segue em andamento.

Nota de Pesar

A Brigada Militar comunica, com profundo pesar, o falecimento do Sd Cleber Monteiro dos Santos, nesta quinta-feira (27/3), em decorrência de um acidente de trânsito, em Casca.

O Sd Monteiro, de 26 anos, ingressou na Brigada Militar em 2023 e estava lotado no 3º RPMon, em Santo Antônio de Palma. Deixa um filho de 6 anos.

Os atos fúnebres serão informados em breve.

A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil, lamentando profundamente o ocorrido.

Viatura da Brigada Militar pega fogo na BR-392

A Ecovias Sul, que atendeu a ocorrência, informou que o incêndio foi causado pelo rompimento de uma mangueira de combustível

Por Kathrein Silva Clic Camaquã

Uma viatura da Brigada Militar pegou fogo no km 21 da BR-392, em Rio Grande, no sentido Pelotas. O caso ocorreu na tarde da última terça-feira (18). Ninguém ficou ferido.

A Ecovias Sul, que atendeu a ocorrência, informou que o incêndio foi causado pelo rompimento de uma mangueira de combustível. O Corpo de Bombeiros também atendeu a ocorrência.

O fluxo do trânsito no local ficou em meia pista.

Comandante da BM defende ações na Cidade Baixa: “ato contra policiamento beira o ridículo”

Instituição foi alvo de protestos após abordagem resultar em policial e manifestantes feridos em bairro boêmio de Porto Alegre

Marcel Horowitz Correio do Povo

Não terá fim o policiamento ostensivo na Cidade Baixa. A previsão é, além de manter a visibilidade das ações, também reforçar a segurança no bairro boêmio de Porto Alegre. O comando da Brigada Militar confirmou a informação nesta terça-feira.

A resolução ocorre duas semanas após a corporação ter sido alvo de um protesto. O ato foi composto, em grande parte, por integrantes de partidos e movimentos políticos, todos contrários à presença do efetivo ali.

O estopim se deu na madrugada do dia 1° de março, na rua General Lima e Silva, durante a Operação Carnaval. Na data, uma manifestante cuspiu no chão após xingar um grupo de policiais.

Enquadrada como desacato, a afronta foi sucedida por uma abordagem que virou tumulto. Os brigadianos utilizaram spray de gás lacrimogêneo, munições de borracha e força de contenção.

Ao menos três militantes ficaram feridos. Além deles, um PM sofreu mordidas na perna e precisou receber doses de vacina antitetânica.

Segundo o comandante-geral da BM, coronel Cláudio Feoli, um Inquérito Policial Militar (IPM) apura os fatos. Apesar do episódio, o oficial considera que a Operação Carnaval atingiu o objetivo proposto, ou seja, a queda no número de ocorrências.

“No Rio Grande do Sul, ao longo do Carnaval, quase todos os indicadores criminais registraram uma redução superior a 60%. É injusto recortar uma situação específica, em Porto Alegre, e tornar isso o fato principal”, avalia Cláudio Feoli.

O comandante-geral também garante que o IPM avaliará com rigor a conduta dos policiais que atuaram na Cidade Baixa. Ele não exime, porém, a responsabilidade dos abordados.

“As pessoas estavam claramente embriagadas e ofereceram resistência à abordagem. Se isso não tivesse ocorrido, não haveria uma escalada contrária dos policiais. As abordagens são feitas na medida da resistência que é oferecida”, pondera.

“Evidente que todos queremos uma polícia evoluída, mas, para isso, a sociedade também precisa evoluir. As pessoas deveriam entender que, quando um policial em serviço orienta alguém a sair da rua, isso não é uma sugestão. Em que país sério é aceitável desacatar policiais?”, questiona o oficial.

Feoli ainda deixa claro que os protestos não afetaram a instituição. Em outras palavras, os opositores não têm influência sobre as diretrizes do policiamento.

“Uma mobilização que pede o fim do policiamento ostensivo é algo que beira o ridículo. Isso não encontra guarida em nenhum tipo de seguimento na sociedade. Creio que, no fundo, nem os próprios manifestantes acreditam no que pedem. É uma reivindicação utópica”, finaliza.

“Tu não é mais soldado, tu é chefe da tropa”: líderes de facções fizeram treinamento com lideranças para evitar guerra em São Leopoldo

Prática foi descoberta pela Polícia Civil durante investigações que resultaram na Operação Liberdade, realizada nesta sexta-feira (14)

Vinicius Coimbra GZH

Duas facções criminosas fizeram treinamento de lideranças e promoveram resolução de conflitos para evitar uma guerra por pontos de tráfico de drogas em São Leopoldo, no Vale do Sinos. 

A prática foi descoberta pela Polícia Civil durante investigações que resultaram na Operação Liberdade, realizada nesta sexta-feira (14). Quinze pessoas foram presas até o meio-dia, algumas delas em flagrante. Destas, seis já estavam detidas.

— Era nos moldes de coach. Uma liderança que está no sistema prisional mandou áudios para os seus subordinados, que também são de outras casas prisionais, para controlar quem está nas ruas e não entrar em conflito com a organização criminosa rival — resumiu o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo.

Conforme o delegado, essa prática foi identificada pela primeira vez nas investigações do tráfico de drogas na região. O método adotado é uma demonstração de “organização” dos dois grupos criminosos, segundo o delegado.

— Os áudios chegam a ser anedóticos, de tão didáticos que as lideranças foram com seus subordinados. Esse material foi repassado até chegar na rua para os traficantes. O peculiar é que foi exitosa: através dessa mentoria, não houve conflito entre as duas organizações criminosas, que continuaram traficando, cada um respeitando sua área territorial delimitada — acrescentou o delegado.

Diálogos

Em três áudios obtidos pela investigação, um líder de facção, recolhido no sistema prisional, ordena mudança de postura frente a uma ameaça de ataque a rivais endossada por outros integrantes da organização criminosa. 

Gerente do ponto de tráfico:

É, tão tudo armado, tem que forma um time, chega e mete bala em tudo esses caras aí meu, forma um time e já vamo pica eles tudo a tiro, tão tudo armado também ali, vamo mete bala neles, tão se fazendo…

Dono do ponto de tráfico:

É brabo, querendo gavar, tirar foto, vai ver só, vai tomar paulada, tá traficando, tá sujeito a tomar paulada também, até tomar um tiro na cara.

Líder de facção:

Não é por eu tá certo, é que eu penso assim ó meu, tu tá respondendo uma boca de milhão, tu não é soldado cara, e daí tu tá agindo como soldado, daí tipo não tem como, não tem como, tipo assim ó, tu não é mais soldado cara, tu é o dono da boca irmão, então tu tem que agir como o dono da boca, como é que tu achar assim que o chefe dos [nome de facção], o chefe dos [nome de facção], o chefe dos [nome de facção], tu acha que eles entram pra guerra? Eles só se conversam. Quem que entra pra guerra? Os soldados. Daí eles vão lá, se matam, se matam, se matam, aí depois tu, o outro e o outro lá se conversam. Até aqueles que morreram ali não vão ser nem reconhecidos porque morreram, mas morreram por tua causa, por minha causa, por causa de outros né, mas como não eram ninguém, que que vamos fazer? Aquilo ali não era nada, só que não é assim que o cara prega, por isso que eu tento deixar vocês que já tocam as boca maior. Ó meu, …, ó, tu tá conversando com cara negociador, tu não tá conversando com soldado, então com cara negociador tu tem que ser inteligente cara, entendeu, tu não tá mais falando ali com soldadinho, com biqueirinho, com o cara que vendia contigo do teu lado ali, não meu, tu não é mais soldado, tu é chefe da tropa.

Como a apuração foi feita

As investigações da operação tiveram início em setembro de 2023. Em 14 de novembro de 2024, após uma apreensão de drogas e de prisões de dois traficantes, a Polícia Civil conseguiu identificar a postura adotada por 13 indivíduos, entre eles lideranças das duas facções recolhidas no sistema prisional.

Na ofensiva desta sexta-feira (14), foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão em Sapucaia do Sul, Esteio, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Viamão, Alvorada, Porto Alegre e Portão, além de 13 de prisão preventiva.

Até as 9h, 12 pessoas haviam sido presas. A ação ainda resultou na apreensão de fuzis, drogas, munições e dinheiro.

A operação foi realizada em conjunto com o Polícia Penal, que cumpriu ordens judiciais na Penitenciária Estadual do Jacuí, Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro, Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas e Penitenciária Estadual de Arroio dos Ratos.

Policial civil é baleado por guarda municipal em São Leopoldo

Operação contra o crime organizado desencadeou conflito entre agentes de segurança na noite desta

Uma operação contra o crime organizado no bairro Arroio da Manteiga, em São Leopoldo, acabou em confronto entre agentes da segurança pública na noite desta quinta-feira (13). Um inspetor do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) foi baleado na perna por um guarda civil municipal.
Conforme informações preliminares, agentes do Denarc estavam em uma casa, com drogas e presos, quando teriam sido surpreendidos por guardas que chegaram pelos fundos. “Polícia”, teria gritado um servidor municipal, e logo disparado.
Um tiro atingiu um inspetor, que foi socorrido ao Hospital Centenário. No entorno da casa de saúde, se formou um ambiente tenso. A Polícia Civil estaria tentando prender em flagrante o guarda, que era protegido por colegas. Houve confusão entre os servidores das instituições, que resultou em um carro da GCM batido na parte frontal.

“Cheguei agora. Estamos nos inteirando. A gente está vendo primeiro a questão da saúde. Ainda não sei como foi o evento”, declarou o delegado Adriano Nonnenmacher, que responde pela direção de Investigações do Denarc. A bala transfixou a perna. O inspetor está em situação estável e talvez não seja necessária cirurgia.

O guarda foi levado para depoimento à sede do Denarc, em Porto Alegre, onde será avaliada prisão em flagrante por tentativa de homicídio. O caso deve ser conduzido pela Delegacia de Homicídios de São Leopoldo.

Foi apurado que, enquanto os agentes do Denarc executavam a operação na casa, moradores do Arroio da Manteiga chamaram a GCM para denunciar movimentação suspeita no imóvel. Os guardas foram ao local pensando que iriam deparar com criminosos e acabaram entrando em conflito com os policiais civis.

Abc+

Acidente entre viatura do Batalhão de Choque e caminhão deixa dois feridos em Getúlio Vargas

Motorista de carreta dormiu ao volante e acabou atingindo veículo do 3º BPChoque na RS 135

Marcel Horowitz Correio do Povo

Um acidente de trânsito deixou duas pessoas feridas, na RS 135, em Getúlio Vargas, no Norte gaúcho. A colisão ocorreu no final da madrugada desta segunda-feira, envolvendo uma carreta e uma viatura do 3° Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Os motoristas dos dois veículos foram encaminhados para hospitais na região.

A ocorrência foi registrada por volta das 5h40min, no quilômetro 60 da rodovia, no entorno da localidade de Rio Paulo. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) foram acionadas e compareceram ao local.

Segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), o motorista do caminhão dormiu ao volante, invadiu a pista contrária e acabou colidindo frontalmente contra a viatura. Ele já havia se envolvido em outro acidente, em 2021, e tem antecedentes criminais por disparo de arma de fogo.

A viatura, modelo Toyota Hylux, era tripulado por um sargento. Ele guiava de Passo Fundo rumo a Erechim, onde ministraria um curso. O militar sobreviveu, mas o automóvel dele ficou completamente destruído com o impacto.

O PM sofreu uma fratura no fêmur, além de escoriações. Ele foi encaminhado à Fundação Hospitalar Santa Terezinha, em Erechim. Já o motorista do caminhão, ferido sem gravidade, recebe atendimento no Hospital São Roque, em Getúlio Vargas.

De acordo com o comandante do 3º BPChoque, tenente- coronel Rogério Navarro, o quadro de saúde do sargento é considerado estável. Ele já passou por exames de tomografia e raio-x, e não há previsão de alta.

Policial Militar morto atropelado em serviço é enterrado em Soledade

Brigada Militar, familiares e amigos se despediram de Luiz Fernando Lusi

Correio do Povo

O 2º sargento Luiz Fernando Lusi da Brigada Militar (BM), morto em serviço, foi enterrado na manhã deste domingo em Soledade, no Norte do Estado. A cerimônia teve a presença do Comando-Geral e companheiros da BM, familiares, amigos e da comunidade de Pontão da Boa União, no interior do município, onde foi velado.

“Que a memória do 2º Sgt Luiz Fernando Lusi seja sempre lembrada com carinho e respeito. Ele foi um verdadeiro herói que dedicou sua vida à proteção dos cidadãos. Descanse em paz, querido amigo. A sua partida não será esquecida!”, divulgou a BM em posts nas redes sociais.

O sargento de 34 anos foi atropelado por um criminoso enquanto fazia uma abordagem. O fato ocorreu no quilômetro 260 da rodovia, nas proximidades de um pedágio. De acordo com a corporação, o sargento participava de um cerco que tinha como alvo uma caminhonete Toyota Hilux, que guiava com placas clonadas na via.

O automóvel foi localizado por volta das 2h, mas o motorista desobedeceu à ordem de parada e acelerou contra uma barreira formada por policiais, atingindo o sargento. Depois, o veículo acabou capotando e o condutor tentou fugir para uma área de mata. Ele foi preso e encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento da Polícia Civil, onde houve a lavratura do flagrante.

Lusi foi atendido pela equipe da CCR ViaSul, transportando ainda com vida ao Hospital Frei Clemente, mas o óbito foi constatado durante o atendimento médico.

“Policial exemplar”, sargento morto ao ser atropelado por carro clonado em fuga estudava para ser oficial

Luiz Fernando Lussi era formado em Direito e tinha 15 anos de carreira na corporação

Fábio Schaffner GZH

Policial desde os 19 anos, o sargento Luiz Fernando Lussi, 34 anos,  dedicava quase todo o tempo livre aos estudos para se tornar oficial da Brigada Militar (BM). Na madrugada deste sábado (8), Lussi morreu após ser atropelado durante uma abordagem na BR-386, no norte do Rio Grande do Sul. 

Lussi comandava a guarnição destacada para apreender um veículo roubado na Região Metropolitana. Na noite de sexta-feira (7), a corporação recebeu um informe de inteligência relatando que uma caminhonete Toyota Hilux que havia sido levada mais cedo em Canoas estaria sendo conduzida para o Paraguai. O veículo, com placas clonadas, seguiria pela BR-386, subindo a serra de Fontoura Xavier em direção a Soledade.

Coordenando a operação, o sargento Lussi montou uma barreira logo após a praça de pedágio localizada no km 260 da rodovia. Com duas viaturas e mais três policiais, ele pretendia aproveitar a luminosidade do local e a necessidade de o motorista reduzir a velocidade nas cancelas para fazer a abordagem. 

Entretanto, tão logo passou o pedágio, o motorista acelerou. Trafegando pela contramão, atropelou Lussi, que estava na lateral da via, junto às viaturas. O sargento foi socorrido em uma ambulância da administradora do pedágio, mas morreu a caminho do Hospital Frei Clemente, em Soledade.

Divulgação / Brigada Militar
Caminhonete Hilux foi abandonada pelo criminoso.Divulgação / Brigada Militar

Militar será sepultado na localidade onde nasceu

Natural da localidade Pontão da Boa União, a 16 quilômetros de Soledade, Lussi era casado e tinha um filho de dois anos. Ele ingressou na BM em 2009, servindo sempre no 38º Batalhão de Polícia Militar (BPM), situado em sua cidade natal. 

Filho de agricultores, Lussi foi promovido a sargento em 23 de dezembro de 2021. Formado em Direito desde 2018 pela Faculdade Anhanguera, de Passo Fundo, estava se preparando para o novo concurso para oficiais da BM que está prestes a ser lançado. Também formada em Direito, a esposa Ana Paula da Silva tinha uma loja de roupas no centro da cidade, mas fechou o estabelecimento após o nascimento do filho.

— Perdemos um policial que era referência na região. Fica uma família destruída e um filho de dois anos que nunca mais vai poder abraçar o pai. É uma perda enorme. Quando um policial morre, perdemos uma parte da sociedade — lamentou o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli.  

Caseiro, Lussi pouco era visto fora do ambiente de trabalho. Quando não estava com a família ou estudando, seus raros momentos fora de casa eram jogando futebol ou fazendo churrasco com os colegas de farda. O velório e o sepultamento estão marcados para este domingo (9), no Pontão da Boa União, onde seus pais ainda residem. 

— O Lussi era um policial exemplar. Todos os colegas dizem que era sempre muito educado nos atendimentos, dedicado às ocorrências. Era estudioso também. Estamos todos de luto — diz o comandante do 38º BPM, tenente-coronel Marco Morais. 

Criminoso foi preso ao amanhecer

Logo após o atropelamento, o condutor da Toyota bateu o veículo e saiu em fuga pelo meio da mata que costeia a rodovia. Policiais de Soledade, Fontoura Xavier e do Pelotão de Choque de Passo Fundo se uniram às buscas e montaram um cerco na região. 

No veículo, os policiais encontraram o celular do fugitivo e uma nota fiscal de uma loja de conveniências de um posto de gasolina, emitida à 1h20min em Estrela. No local, os policiais puderam identificar o atropelador em imagens de câmeras de segurança. 

Ele acabou preso ao amanhecer, quando tentava retornar à rodovia. Com 24 anos, é natural de São Leopoldo e possui antecedentes por estelionato e direção perigosa, entre outros crimes.

Policial da BM morre atropelado por fugitivo em Soledade

Motorista, na contramão, atropelou o PM que estava de serviço no Norte gaúcho

Maicon Rech Portal Leouve

Um policial da Brigada Militar (BM), identificado como Luis Fernando Lusi, de 33 anos, morreu ao ser atropelado na madrugada deste sábado (8) em Soledade, no Norte do Rio Grande do Sul. O fato foi confirmado pela instituição no início da manhã. A fatalidade aconteceu durante uma barreira na tentativa de parar um fugitivo.

De acordo com a BM, agentes receberam a informação que um veículo com placas clonadas circulava pela BR-386. Após acompanhamento e realização de barreira, nas proximidades do pedágio, o motorista do veículo, na contramão, atropelou o policial militar da guarnição de serviço e fugiu do local. O PM morreu recebendo os primeiros socorros, a caminho do hospital.

Houve novo cerco policial e o veículo foi localizado. O autor do atropelamento foi preso e conduzido para a Delegacia de Polícia.

O 2° sargento ingressou na Brigada Militar em 2009, lotado deste o início da sua carreira no 38°BPM. Deixa esposa e um filho de dois anos. Os atos fúnebres serão informados em breve.

A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil, lamentando profundamente o ocorrido.

Nota da BM

“Nota de Pesar

A Brigada Militar comunica, com profundo pesar, o falecimento do 2° Sgt Luis Fernando Lusi, ocorrido na madrugada deste sábado (8), em Soledade. 

O militar estadual, do 38° BPM, foi atropelado, na BR 386, por um veículo clonado que estava circulando na via e não obedeceu a abordagem policial. 

O 2° sargento Luis Fernando, 33 anos, ingressou na Brigada Militar em 2009, lotado deste o início da sua carreira no 38°BPM. Deixa esposa e filho de 02 anos.

Os atos fúnebres serão informados em breve.

A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil, lamentando profundamente o ocorrido.”

O Crime compensa para menores bandidos, 03 anos de internação pra menor que matou policial em Butiá

Justiça determina três anos de internação para adolescente que matou policial em Butiá

Foram considerados atos infracionais análogos aos delitos de homicídio qualificado consumado e seis tentativas de homicídio qualificado; caso ocorreu em 21 de janeiro

Júlia Ozorio GZH

O adolescente de 17 anos que matou o escrivão Daniel Abreu Mendes, 40 anos, em Butiá, na Região Carbonífera, cumprirá o prazo máximo de medida socioeducativa de internação, de três anos, sem atividades externas. A sentença foi proferida pela Justiça em 28 de fevereiro e acatou as alegações do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS).

O caso ocorreu em 21 de janeiro. Na ocasião, o jovem recebeu a tiros policiais civis que cumpriam mandado de busca e apreensão contra uma mulher de 26 anos, investigada por tráfico de drogas. Ele foi atingido por dois disparos, recebeu atendimento, mas não resistiu.

Conforme a Justiça, a decisão acontece em razão da gravidade dos atos praticados pelo adolescente, como atos infracionais análogos aos delitos de homicídio qualificado consumado e seis tentativas de homicídio qualificado. Também são citadas práticas de posse irregular e ilegal de armas de fogo e munições, assim como associação para o tráfico.

A solicitação do Ministério Público foi feito por intermédio dos promotores de Justiça Marcelo Fischer e Laura de Castro Silva Mendes. 

Fischer ressaltou que a decisão da Justiça foi “célere”. Já a promotora Laura Mendes acredita que o caso ainda repercute na cidade em razão da gravidade dos atos realizados contra agentes de segurança pública. 

— Quem atira em policiais atenta contra o estado democrático de direito. Casos como esse devem receber uma resposta contundente do Estado — disse o promotor.

Relembre o caso

No dia 21 de janeiro, policiais civis cumpriam um mandado de busca e apreensão contra uma mulher de 26 anos, investigada por tráfico de drogas, quando foram recebidos a tiros dentro da casa. O adolescente, que seria companheiro da suspeita, teria disparado contra os agentes assim que o escrivão entrou no quarto. 

Mendes, que usava colete à prova de balas, foi atingido na lateral do corpo e no pescoço. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Durante o ataque, uma criança de seis anos, filha da suspeita, foi atingida de raspão na cabeça, mas ferida sem gravidade.

O adolescente foi apreendido, e a mulher presa em flagrante. Na casa, a polícia encontrou armas, munição, coletes balísticos e grande quantidade de drogas.

Apreendido duas vezes

Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o adolescente já havia sido apreendido duas vezes antes da morte de Mendes. Em abril de 2024, foi internado provisoriamente por suspeita de envolvimento na morte de uma adolescente, mas foi solto em no mês seguinte porque o Ministério Público não apresentou a representação no prazo. 

Em julho, ele foi apreendido novamente por ameaçar rivais com uma arma de fogo. Ele entrou na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) naquele mês. 

Em dezembro, uma audiência avaliou seu caso. Apesar da juíza considerar prematura a soltura do jovem, o MP e a equipe técnica recomendaram a progressão do regime, e ele passou para liberdade assistida, com monitoramento por seis meses. O adolescente ainda estava sob essa medida quando foi novamente apreendido pela morte do policial.