Sai nova pesquisa para Governo do RS

PESQUISA PARA GOVERNADOR – RIO GRANDE DO SUL

A pesquisa de novembro do Instituto Methodus analisou três frentes da eleição de 2026:

Disputa pela Presidência da República – Acesse aqui os Resultados

Disputa as duas vagas ao Senado Federal – Acesse aqui os Resultados

Disputa para Governador do Estado – Apresentados nesta publicação

A pesquisa para o Governo do Estado indica que a maioria dos gaúchos ainda se mantém dispersa em relação à eleição. Enquanto uma parcela ainda menciona espontaneamente o nome do Governador Eduardo Leite como possível candidato, começa a se formar um segundo bloco de lembrança: de maneira gradual, os nomes de Edegar Pretto (PT) e Zucco (PL) passam a ganhar espaço na memória do eleitor, consolidando-se como alternativas percebidas para a disputa.

Iniciamos a divulgação dos resultados com a  Avaliação do Governo Estadual.

A maior parcela dos entrevistados classifica o governo como Regular (38,5%), seguida por Bom (27,6%). As avaliações positivas incluem ainda Ótimo (6,8%), totalizando 34,4% de percepções favoráveis. Nas avaliações negativas, Ruim representa 10,3% e Péssimo16,8%, somando 27,1%.

A predominância de avaliações Regular indica uma percepção intermediária relevante entre os eleitores, com avaliações positivas superando as negativas.

Aprovação de Governo

No indicador direto de aprovação, o governo registra:

  • 55,6% de Aprovação
  • 44,4% de Não Aprovação

Esse resultado aponta uma maioria que aprova o governo estadual no período analisado.

A menção espontânea, onde o eleitor responde livremente a quem destina seu voto, mostra um cenário marcado principalmente pela indecisão – 72,9% dos eleitores ainda não definiram seu voto.

Os nomes mais citados são: Eduardo Leite – PSD com 10,4% das citações, seguido por Edegar Pretto – PT com 4,5%, Zucco – PL com 3,5% e Juliana Brizola – PDT com 1,5%. Sebastião Melo – MDB recebe 0,8% das menções, Gabriel Souza – MDB, 0,6%, Maranata – PSDB 0,5% e Paula Mascarenhas – PSDB 0,3%. Branco/Nulo somam 5,1% das citações.

Já a menção estimulada, apresenta o seguinte cenário: Edegar Pretto – PT aparece na liderança com 20,3% das citações, seguido  por Juliana Brizola – PDT com 15,6% e Zucco – PL com 14,5%. Em seguida aparece Gabriel Souza – MDB com 5,7%, Covatti Filho – PP com 5,3% e Paula Mascarenhas – PSDB com 5,0%. Branco/Nulo somam 17,9% e Indecisos 15,8%.

gráfico comparativo da menção estimulada a governo do estado, apresenta Edegar Pretto – PT mantendo a liderança do cenário estimulado (19.2% em setembro/25 e 20.3% em novembro/25).

Zucco – PL apresenta uma redução de mais de 4 pontos percentuais. De segundo colocado em setembro, passa a ocupar a terceira posição em novembro. (18.8% em setembro/25 e 14.5% em novembro/25).

Juliana Brizola – PDT perde cerca de 3 pontos percentuais e fica abaixo do patamar registrado anteriormente (18,7% em setembro/25 e 15,6% em novembro/25).

Gabriel Souza – MDB permanece estável, com variação mínima dentro da margem de erro (5.8% em setembro/25 e 5.7% em novembro/25).

O percentual de Branco/Nulo aumenta cerca de 3,6 pontos percentuais. Indecisos permanecem estáveis durante o período analisado.

Na rejeição múltipla, quando o entrevistado pode marcar todos os candidatos em que não votaria de jeito nenhum, os resultados são: Edegar Pretto – PT com 29,0% das citações, Zucco – PL com 26,1%, Covatti Filho – PP com 17,2%, Juliana Brizola – PDT com 16,8%, Gabriel Souza – MDB com 14,3% e Paula Mascarenhas – PSDB com 13,6% das menções. 16,9% dos entrevistados afirmam não rejeitar nenhum dos nomes apresentados. 8,6% não souberam responder.

José Carlos Sauer – Diretor do Instituto Methodus, especialista em comportamento político e graduado em Filosofia Política. Há mais de 25 anos atende disputas eleitorais, conduzindo pesquisas de opinião, interpretação de dados e análises, além do direcionamento estratégico para campanhas. Se você busca uma consultoria política para sua disputa eleitoral, fale conosco por WhatsApp ou e-mail

Ficha Técnica da Pesquisa:

Metodologia –  O estudo tem por objetivo avaliar a intenção de voto dos gaúchos para as eleições de 2026, contemplando o desempenho dos principais pré-candidatos aos cargos de Presidente da República, duas vagas a Senador e Governador do Estado do Rio Grande do Sul.

A pesquisa é quantitativa, com entrevistas presenciais realizadas nos municípios selecionados, seguindo um desenho amostral probabilístico e estratificado por sexo, escolaridade, renda e localização geográfica, o que assegura a representatividade real do eleitorado do Rio Grande do Sul.

Período de Realização da Pesquisa: De 20 a 22 de novembro de 2025.

Tamanho da Amostra: 1021 entrevistas.

Margem de Erro: 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Nível de confiança: O intervalo de confiança é de 95%.

Público-alvo: Eleitores do Rio Grande do Sul de 50 municípios pertencentes as sete mesorregiões do Estado (Centro-Ocidental, Centro-Oriental, Metropolitana, Nordeste, Noroeste, Sudeste e Sudoeste).

Fonte:  José Carlos Sauer Instituto Methodus 

Em nova tentativa, ninguém se oferece para levar helicóptero do RS, que ficou 80% mais barato

Aeronave custou R$ 4,1 milhões ao Estado

Jocimar Farina GZH

Em mais uma tentativa de vender um helicóptero Bell 230, o governo do Estado não conquistou interessados. Adquirido em 1998, ao custo de R$ 4,1 milhões, a aeronave foi ofertada em leilão em outubro por R$ 790 mil.

Dessa forma, a disputa foi considerada deserta. Ainda não há informação sobre se o governo buscará abrir uma nova disputa.

Em 2019, o helicóptero estava avaliado em R$ 2,6 milhões. No mesmo ano, o valor caiu para R$ 2 milhões. 

Em fevereiro de 2025, ninguém quis pagar mais de R$ 1,5 milhão. Em junho, na última tentativa, a aeronave era ofertada a R$ 1 milhão.

O modelo está à venda desde 2016. Além de transportar o governador há 20 anos, a aeronave era usada pela Brigada Militar.

Por ter se tornado caro – com um contrato de manutenção de R$ 750 mil por ano – e por não servir mais à corporação, o helicóptero está sendo negociado. Segundo o Batalhão de Aviação da Brigada Militar, a aeronave não é mais fabricada, o que dificultava a localização de peças para sua manutenção. 

Outro helicóptero

Em outro leilão, o governo gaúcho conseguiu vender, em 2025, outro helicóptero, modelo MD500, fabricado em 1989. O comprador o arrematou por R$ 320 mil. 

A aeronave também ficou anos na fila. Seis meses depois da aquisição, o arrematante reformou a aeronave e a colocou à venda por R$ 7,1 milhões.

Piratini envia pacote de projetos à Assembleia com carreiras da Polícia Penal

Em regime de urgência, 21 medidas foram protocoladas no final da tarde de quinta-feira

Henrique Ternus GZH

Um pacote com 21 projetos foi enviado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa no final da tarde desta quinta-feira (13). Entre as principais medidas estão o Estatuto da Polícia Penal, que define as carreiras, atribuições, jornada de trabalho e cargos da nova instituição policial, e a criação do programa TEAcolhe, que visa fortalecer o cuidado e a atenção às pessoas com autismo .

O governo também apresentou o projeto de institui a política estadual para migrantes no Rio Grande do Sul, e  os programas Pró-Social RS (lei de incentivo para desenvolvimento social) e Rede Bem Cuidar (de fortalecimento e qualificação da atenção primária de saúde nos municípios).

A maior parte das medidas, 11 delas, se refere a doação de área ou transferência da titularidade de trechos de rodovias para municípios. 

As propostas foram encaminhadas em regime de urgência, com intenção de que os deputados votem as medidas ainda em 2025. O recesso parlamentar se inicia em 23 de dezembro, sendo que a última sessão ordinária está marcada para o dia 16 do mesmo mês.

Confira as propostas

Projeto regulamenta a estrutura administrativa, o quadro de carreiras de provimento efetivo (inclusive dispondo sobre a transformação de cargos, estabelecendo seus requisitos e atribuições) e a jornada de trabalho e lotação para a Polícia Penal.

A proposta trata sobre vacância nos cargos de delegado de polícia da 4ª Classe, de comissário de polícia e de comissário de investigação policial cujos ocupantes preencherem a totalidade dos requisitos para aposentadoria especial voluntária e permanecerem no serviço ativo. 

RS paga novo valor do vale-refeição no dia 19 de novembro

Benefício será de R$ 426,92 e contempla todos os servidores ativos do Executivo

Correio do Povo

O governo do Rio Grande do Sul anunciou nesta sexta-feira que a data para o pagamento do vale-refeição será na próxima quarta-feira, dia 19 de novembro. O benefício passa a ser de R$ 426,92, e inclui a reposição da inflação de 6,73% referente ao período entre maio de 2024 e setembro de 2025. O reajuste é retroativo a outubro, e a diferença será paga junto à folha mensal de novembro.

A instituição do auxílio-refeição para todos os servidores estaduais e o reajuste dos valores foram conquistas das categorias a partir da aprovação na Assembleia Legislativa, em novembro de 2023, do projeto de lei 467/2023 do Poder Executivo.

Anteriormente, o valor do auxílio era de R$ 268,84, com uma coparticipação de 6% e existia diferença entre os valores pagos a servidores civis e militares. Hoje, 113.914 servidores ativos da Administração Direta e Indireta são contemplados pelo benefício.

O governado Eduardo Leite também prevê uma nova correção inflacionária para o auxílio, que passará a R$ 445,19 a partir de outubro de 2026, uma elevação de aproximadamente 200% em comparação, por exemplo, com um professor que chegava a receber R$ 149,82. A estimativa é que o impacto financeiro da medida seja de R$ 55,9 milhões até o final do próximo ano.

Comissão aprova limite em contribuição previdenciária de PMs e bombeiros militares inativos

Proposta deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei pelo qual a contribuição previdenciária de inativos e pensionistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros incidirá apenas sobre o valor que exceder o teto do Regime Geral da Previdência Social (RGPS).

A regra será incluída no Decreto-Lei 667/69, que trata das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros nos estados e no Distrito Federal. O teto do RGPS, de R$ 8.157,41 atualmente, é corrigido anualmente por meio de legislação própria.

Como tramita em caráter conclusivo, a proposta deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Mudança proposta
Com a reforma do sistema de proteção social dos militares em 2019, a alíquota da contribuição de ativos e inativos passou de 7,5% para 10,5% da remuneração bruta. Já os pensionistas, antes isentos, passaram a recolher pelo menos 10,5%.

Pelo texto aprovado, os militares da ativa permanecerão com a contribuição previdenciária sobre a totalidade da remuneração. Para inativos e pensionistas, porém, a cobrança incidirá apenas sobre o que superar o teto do RGPS, desde que haja fonte de compensação para os estados e para o Distrito Federal.

Ajustes na redação
O texto aprovado é a versão do relator na CCJ, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), para o Projeto de Lei 1451/23, do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). O relator ajustou um substitutivo da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) para sanar contradições jurídicas e de técnica legislativa.

Segundo Capitão Alberto Neto, a versão aprovada anteriormente pela CFT previa simultaneamente a contribuição previdenciária sobre a totalidade dos benefícios e a possibilidade de limitar a incidência ao valor que excede o teto do RGPS.

“A correção passa por manter a regra geral de contribuição previdenciária sobre a totalidade da remuneração para os ativos e pela criação de regra específica, mais benéfica, para os inativos e seus pensionistas”, explicou o relator na CCJ.

Pleito original
A proposta inicialmente apresentada pelo deputado Cabo Gilberto Silva previa a cobrança da contribuição previdenciária apenas se fosse assegurada, entre os militares ativos e os inativos, a integralidade e a paridade da remuneração.

“Os estados, de forma seletiva, estão aplicando o que melhor lhes convém, descontando dos inativos uma alíquota previdenciária – alegando cumprir uma lei federal –, mas deixando de garantir a integralidade e a paridade dos vencimentos”, disse Cabo Gilberto Silva na justificativa da versão original.

Da Reportagem/RM
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Reforma no IPE Saúde reduz usuários e mantém reclamações

Mais de 44 mil usuários deixaram o plano em 2024

Flávia Simões Correio do Povo

“O IPE não atendia mais as minhas necessidades”, resumiu o delegado aposentado, Guilherme Wondracek, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep). Usuário do IPE Saúde desde antes de entrar no Estado, em 1992, Wondracek integra a lista dos 44 mil usuários que deixaram o plano em 2024.

A sua principal queixa é a dificuldade para conseguir marcar consultas. A mesma reclamação é compartilhada por outros usuários, como Ana Lúcia Touguinha, servidora aposentada da secretaria de Turismo. Ela conta que quase todos os seus médicos deixaram de atender pelo plano nos últimos anos.

Foram esses relatos que chegaram na Assembleia Legislativa e devem embasar a audiência pública, nesta quinta-feira, na Comissão de Serviços Públicos. “A reclamação é quase que unânime na minha Região Sul, e em diversas outras regiões do Estado também: a ausência de médicos para atender, a dificuldade de agendamento com médicos que existem, algumas situações de cobranças não previstas no plano”, disse o deputado Halley Lino (PT), proponente da audiência.

Prevista para às 11h, a reunião deve reunir representantes do IPE Saúde, da Casa Civil e de sete sindicatos ligados às duas áreas com maior número de servidores: educação e segurança.

E foi justamente o sindicato dos professores gaúchos, CPERS, que realizou um protesto nesta terça-feira cobrando melhores condições para o Instituto. Os manifestantes se reuniram em frente à sede do IPE Saúde, na Borges de Medeiros, e seguiram até a Praça da Matriz, onde se concentram os poderes Executivo e Legislativo.

O que mostram os números

A dificuldade em conseguir consultas está, em parte, explícita nos números: em 2022, o IPE contava com 6.358 médicos credenciados. No ano seguinte, em 2023, passou para 5.501, uma queda de aproximadamente 15%. E, em 2024, o quadro profissional também reduziu, fechando em 5.305.

Os dados são do balanço anual de 2024, o primeiro desde que o Instituto passou por uma reforma na qual alterou uma série de questões no seu funcionamento, como a cobrança para dependentes, o aumento nas alíquotas de contribuição e o acréscimo nas porcentagens de coparticipação.

As informações do anuário apontam também para uma redução no número de usuários – o que já era esperado, até mesmo pela direção. A maior queda foi entre os de dependentes – um dos principais pontos alterados na reforma. Em 2023, eram 302 mil. Em 2024, o saldo fechou em 276 mil, uma redução de 8,77%. Entre os contribuintes também houve uma baixa, passando de 821 mil, em 2023, para 784 mil em 2024. Uma redução de 37 mil vínculos (4,54%).

Com isso, o saldo fechou no negativo em todos os aspectos, incluindo o número de usuários total. Em 2024, foram 857 mil pessoas utilizando o plano; em 2023, eram 902 mil. A reportagem entrou em contato com o IPE Saúde solicitando os dados de 2025, tanto de usuários quanto de colaboradores, mas os números ainda não foram consolidados e, por isso, não foram disponibilizados.

Apesar dos percentuais não revelarem uma evasão expressiva, as queixas dos servidores se mantêm as mesmas. Além da dificuldade em conseguir consultas, relatos também apontam para uma ausência de cobertura de procedimentos de média complexidade, no interior, que se estende até para algumas consultas especializadas, visto a enxuta rede credenciada.

Fatores que, somados ao aumento da alíquota e as novas cobranças, tornam o serviço ainda menos atrativo. “Não valia a pena seguir pagando por um plano que eu não utilizava”, contou o delegado aposentado. Segundo ele, entre os delegados filiados na Asdep, menos da metade segue usufruindo do plano.

Diferente de Wondracek, Ana Lúcia ainda se mantém credenciada e paga, ainda, o Plano Complementar (PAC) para suas duas filhas, de 35 e 42 anos. Mas ela se recorda de momentos cruciais em que o plano a deixou sem assistência.

Seu marido, também servidor e contribuinte do IPE, precisou fazer um exame de grande relevância durante o tratamento de câncer e teve a cobertura negada – mais de uma vez. Dada a urgência, a família acabou pagando pelo serviço na rede privada. Para ela, o Instituto funciona no quesito atendimento de emergência – principalmente na Capital – mas ainda falha no especializado.

Um ano de reformas

Em 2023, o IPE Saúde enfrentava uma realidade amarga: com um déficit no caixa, via a debandada de médicos e o aumento crescente nas reclamações dos usuários. Com esse cenário, o governo do Estado propôs uma reforma que foi aprovada pela Assembleia Legislativa em julho daquele ano.

As novas normas, que incluíam, principalmente, um aumento no que era cobrado dos contribuintes, começaram a valer em outubro. Segundo o Executivo, as alterações foram necessárias para reestabelecer o equilíbrio financeiro e a qualificação do serviço prestado. Com isso, o ano de 2024 foi de reformas e adaptações.

Katia Terraciano, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas (Sinapers), integrou o conselho administrativo do IPE até o final de 2024 e elenca três elementos que, segundo ela, teriam levado à crise.

São eles: a falta de contribuição paritária de órgãos do Executivo, quando secretarias e autarquias dos Estados pararam de contribuir com percentual que deve ser pago aos servidores pensionistas. A venda imóveis (avaliados em quantias abaixo do mercado) pelo governo do Estado e que pertenciam ao IPE Saúde, sem que o valor das vendas retornassem ao caixa do IPE; e o não repasse dos percentuais recolhidos durante o pagamento de precatórios que eram destinados ao IPE.

Além do reajuste médico elevado, que aumentou o valor cobrado tanto pelos profissionais quanto por procedimentos e medicamentos. “Não existiria déficit no IPE se ele não tivesse sido vítima de um calote (do Estado) e de uma defasagem salarial de 10 anos”, finalizou Katia.

Pouco antes da reforma, a direção, à época comandada por Paulo Oppermann, iniciou um processo de cobrança dessas dívidas. Só daquilo que era devido decorrente do pagamento de precatórios, foi quase R$ 1 bilhão que entrou no caixa do Instituto. Atualmente, esses repasses foram regularizados.

Mas o governo do Estado ainda está em déficit com o IPE. São R$ 123 milhões devidos decorrentes das contribuições paritárias e quase R$ 12 milhões a serem recebidos oriundos da venda dos imóveis – R$ 32 milhões já foram pagos. Segundo a assessoria do Instituto, as tratativas para repasse do restante do valor devido ainda estão em andamento.

Os recursos ajudaram no processo de equilibrar o caixa, mas outros movimentos ainda eram necessários. Além de cobrar os débitos, a administração também decidiu rever os valores que eram repassados aos médicos e hospitais e instituiu novas normativas para os repasses.

As entidades hospitalares, algumas para quem o IPE devia, questionaram a medida e ameaçaram suspender o atendimento pelo plano do governo do Estado, o que deixaria os quase mil usuários sem assistência hospitalar. Nesse processo, a União Gaúcha entrou com uma liminar na Justiça que obrigou os hospitais a manterem os atendimentos.

Para Katia Terraciano, presidente do Sinapers, a liminar permitiu que o Instituto partisse para as negociações com os hospitais em uma posição mais confortável. As tratativas terminaram no final de maio deste ano e o resultado foi um acordo com 15 instituições hospitalares, após 58 sessões de mediação conduzidas pelo Judiciário gaúcho, de repactuação das taxas pagas pelo IPE e o reconhecimento das normativas que alteraram os pagamento pelos serviços de saúde.

Com esse imbróglio em curso no administrativo, na ponta, os usuários do IPE aguardavam a melhora prometida pelo governo do Estado quando se justificou o aumento dos valores cobrados pelo serviço.

Assim, o IPE idealizou uma proposta para atrair mais credenciados. Intitulado “Programa Mais Assistência”, o objetivo era ampliar a rede credenciada no Estado e os primeiros editais estão previstos para novembro, segundo o governador Eduardo Leite (PSD). Para tal, o plano já equiparou os valores pagos aos médicos aqueles praticados em mercado (R$ 108 por consulta para Pessoa Jurídica e R$ 74 para Pessoas Físicas), e aumentou os valores repassados em alguns procedimentos.

E quem deverá comandar esse novo processo é Paulo Rogério Silva dos Santos, nomeado diretor-presidente do Instituto na última sexta-feira. No mesmo dia, Paulo Oppermann, que presidia o IPE desde 2023, foi exonerado.

O que diz o IPE Saúde:

Em nota, o Instituto afirma que a perda de usuários e contribuintes era prevista, devido ao aumento das alíquotas, e os números estão dentro daquilo esperado – assim como a baixa nos médicos que prestam serviço pelo plano. “Se deve a uma expectativa natural de profissionais que se aposentam, faleceram ou que optam por deixar o plano”.

Mas ressalta que o plano está se preparando para iniciar novos credenciamentos, o que deve ocorrer por meio de chamamento público.

Confira a nota na íntegra:

De acordo com o Relatório de Gestão da Instituição, no ano de 2023 o IPE Saúde tinha 902.449 usuário. Em 2024 esse número era de 857.934. Redução de menos de 5% (4.93%). Um quantitativo esperado diante do aumento da alíquota e da cobrança que se estendeu aos dependentes, durante o processo de reestruturação financeira da autarquia.

Ainda de acordo com o Relatório de Gestão, no ano de 2023 o IPE Saúde contabilizava 7.676 prestadores. No ano seguinte, eram 7.480. 196 a menos. O que se deve à uma expectativa natural de profissionais que se aposentam, falecem ou que optam por deixar o plano. Mas, primordialmente, à interrupção de novos credenciamentos, em razão das diretrizes da Lei Federal nº 14.133/2021 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos), em especial os artigos n.º79 e 80, seção . A norma estabelece que o credenciamento só pode ocorrer após um chamamento público. Com a vigência do Decreto Estadual nº 57.915/2024, que regulamenta essa lei no âmbito do IPE Saúde, e a publicação da Instrução Normativa nº 24/2024, que estabelece as regras específicas para o credenciamento, o IPE Saúde se prepara para dar início aos credenciamentos de forma estruturada e padronizada. Isso inclui prestadores atuais, extensão de credenciamentos existentes e a habilitação de novos profissionais e empresas para prestação de serviços médicos, hospitalares e laboratoriais. A publicação dos primeiros editais está prevista ainda para 2025. A expectativa é que, com a implementação das novas normas, o processo se torne mais transparente e eficiente, beneficiando tanto os prestadores quanto os segurados do IPE Saúde.

Presidente Lula assina Projeto de Lei Antifacção

Texto deve seguir para análise do Congresso

Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta sexta-feira (31), o projeto de lei Antifacção para ser encaminhado ao Congresso Nacional ainda hoje em regime de urgência.

A Secretaria de Comunicação do governo confirmou a informação nesta tarde à imprensa, havendo apenas “pequenos ajustes de redação” ao texto que foi elaborado pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

A proposta é levada ao Legislativo depois dos resultados da Operação Contenção, que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro.

Conforme havia sido informado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a proposta inclui agravar a pena para lideranças e integrantes de organizações criminosas.

Os condenados pelo crime de “organização criminosa qualificada”, que passaria a ser um novo tipo penal, poderão receber a pena de 30 anos de prisão.

O texto prevê ainda a criação de um banco de dados nacional para ter uma espécie de catálogo de informações dessas facções com a finalidade de reunir informações estratégicas para investigação e rastreamento desses grupos.

Outro ponto é adotar ações para diminuir os recursos financeiros das facções de maneira mais rápida.

Um exemplo seria a apreensão de bens, direitos ou valores do investigado, inclusive durante o curso do inquérito ou quando houver suspeita de que sejam produtos ou instrumento de prática de crimes.

Infiltração

Outra ação prevista pela proposta é a de infiltração de policiais e colaboradores na organização criminosa durante a investigação e até a possibilidade de criar pessoas jurídicas fictícias para facilitar a infiltração na organização criminosa

O projeto de lei ainda apresenta outra possibilidade, durante a investigação, ao autorizar o monitoramento dos encontros realizados entre presos provisórios ou condenados integrantes de organização criminosas.

Penas de prisão

A proposta defende a necessidade de aumento de pena da organização criminosa simples, de 3 a 8 anos de prisão para de 5 a 10 anos. O agravamento ainda maior (de dois terços ao dobro) das penas ocorreria nos casos do tipo penal caracterizado como “organização criminosa qualificada”.

Entre os exemplos dessa característica, estão nos casos em que ficar comprovado o aliciamento de criança ou adolescente para o crime, ou mesmo quando a ação for funcionário público. Outra “qualificação” do crime organizado pode ser entendida nos casos de exercício de domínio territorial ou prisional pela organização criminosa.

São ainda situações de agravamento de pena o uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido e quando houver morte ou lesão corporal de agente de segurança pública. Pelo projeto, o crime tipificado como de organização criminosa qualificada passa a ser considerado hediondo, ou seja, inafiançável.

Domínio territorial

O domínio territorial pelo crime organizado ocorre, conforme exemplifica o ministro da Justiça, em comunidades dominadas por facções, o que deixa os moradores vulneráveis.

Banco de dados

Os destaques e bastidores da política do Rio Grande do Sul, quinzenalmente, às terças-feiras

Em relação ao banco de dados, a intenção é ter o máximo de detalhes, inclusive até o DNA das pessoas envolvidas com o crime organizado.

Assembleia do RS aprova aumento no número de CCs externos de deputados

Funcionários não precisam comparecer à sede do parlamento e trabalham nas bases eleitorais dos políticos

Gabriel Jacobsen GZH

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, na tarde desta terça-feira (28), um projeto de resolução que aumenta de seis para oito o total de cargos de confiança (CCs) externos que os deputados podem nomear. São funcionários contratados que atuam nas bases eleitorais dos deputados, e não precisam comparecer à sede da Assembleia.

Presidente da Casa, deputado Pepe Vargas (PT), argumenta que a medida vai reduzir custos:

— O servidor que trabalha fora da sede, ele não tem direito a diária. Se ele trabalha aqui e precisa se deslocar para o Interior, nós temos que pagar diária. Então isso vai trazer uma economia às despesas de pessoal da Assembleia Legislativa com diárias.

A nova regra da AL prevê ainda que os CCs externos terão que, mensalmente, apresentar um relatório de atividades e assinar um documento em que se comprometem a não ter outros trabalhos além do de assessor.

No total, os deputados têm direito a nomear entre nove e 17 CCs — o número varia conforme o nível salarial do assessor.

“Não temos uma previsão de reajuste”, diz novo secretário de Segurança do RS sobre salários

Coronel Mario Ikeda comentou a futura gestão em entrevista ao “Atualidade”, um dia depois de ser anunciado no cargo

Beatriz Coan GZH

Os trabalhadores da Segurança Pública do Rio Grande do Sul entrarão no ano de 2026 sem perspectiva de reajuste salarial. Segundo o novo secretário estadual, coronel Mario Ikeda, não há previsão de incremento nos vencimentos, que depende de diversos fatores.

Um dia depois de ser anunciado para o cargo, Ikeda destacou em entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã desta sexta-feira (17), que o governo está em regime de recuperação fiscal e que reajustes dependem do valor da arrecadação. Ele também comentou que esta demanda é sujeita a negociações com a Secretaria da Fazenda e a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.

— Acho justo que todos os servidores busquem uma melhoria salarial, mas também as questões de governo devem ser entendidas e são analisadas — explicou Ikeda ao programa Atualidade.

O coronel da Brigada Militar também afirmou que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) está sempre aberta para receber as solicitações das associações e encaminhar as demandas.

Combate ao feminicídio

Ikeda, que já atuava como secretário adjunto, assumiu o comando da pasta na quinta-feira (16), após Sandro Caron entregar o cargo para atuar na iniciativa privada. O coronel foi secretário de Segurança de Porto Alegre entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2023, quando tornou-se secretário adjunto estadual, e deve dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo feito desde 2019 por Caron.

Além de reafirmar a intenção de manter a integração entre as forças de segurança, a troca de informações de inteligência, o investimento e a redução dos indicadores, o novo secretário destacou que um dos focos da sua gestão está no combate ao feminicídio.

— Acho que este é um grande desafio, mas estamos trabalhando. Acredito que hoje já temos mais de 500 agressores monitorados e esse monitoramento vem trazendo bastante resultado. Nós já temos mais de cem prisões ao longo deste ano de pessoas que violaram a medida protetiva. São providências que, acredito, atendam as demandas que estão surgindo — comentou Ikeda.

O coronel acrescentou como objetivo a ampliação de espaços para que as vítimas de violência doméstica busquem ajuda. Atualmente, no Estado, é possível fazer registro de ocorrência e pedido de medida protetiva sem sair de casa, por meio da internet.

Ouça a entrevista na íntegra

Capitão Augusto: Um Verdadeiro Representante dos Militares Estaduais no Congresso Nacional

Apoio das Entidades Nacionais de Segurança Pública

Nesta semana, as Entidades Nacionais e suas associadas em todo o Brasil — que juntas representam mais de meio milhão de profissionais da segurança pública — manifestaram apoio ao Deputado Federal Capitão Augusto (PL-SP).
O reconhecimento se deve à sua atuação firme na Câmara dos Deputados contra pautas que prejudicam policiais e bombeiros, além da constante defesa dos direitos e garantias de todos os militares estaduais, independentemente de posto ou graduação.

Um Parlamentar de Todos os Militares

A atuação do Capitão Augusto é amplamente reconhecida por todas as corporações militares, do Soldado ao Coronel. Ele nunca restringiu sua defesa a uma categoria específica, colocando-se sempre como fiel escudeiro das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros de todo o Brasil.

Ao longo de sua trajetória, o deputado apresentou dezenas de proposições em favor da segurança pública. A seguir, alguns marcos importantes dessa caminhada.


Defesa dos Militares na Reforma da Previdência (2017)

Em 2017, quando o governo Michel Temer encaminhou ao Congresso o primeiro projeto de reforma previdenciária, os militares estaduais seriam incluídos na “vala comum” do serviço público, perdendo o direito ao tempo de serviço reduzido, à paridade e à integralidade salarial.

A atuação firme e decisiva do Deputado Capitão Augusto foi fundamental para barrar, já na fase inicial, medidas que representariam uma verdadeira derrocada para os militares estaduais. Felizmente, a greve dos caminhoneiros daquele ano impediu o avanço da proposta, reforçando a importância de sua mobilização parlamentar.


Garantia de Direitos no Sistema de Proteção Social (2019)

Em 2019, mais uma batalha importante: a inclusão dos militares estaduais na Lei nº 13.954/2019, que instituiu o Sistema de Proteção Social dos Militares.

Não fosse a atuação de Capitão Augusto, juntamente com o Deputado Fraga e o saudoso Senador Major Olímpio, os militares estaduais teriam ficado de fora da nova legislação. À época, os comandantes das Forças Armadas do governo Bolsonaro — que pouco fizeram em favor dos policiais — resistiam em incluir os militares estaduais.

Graças à postura firme e estratégica do deputado e da bancada da segurança pública, que ameaçaram obstruir a votação, os generais acabaram cedendo, e os direitos dos militares estaduais foram garantidos.


Aprovação da Lei Orgânica Nacional (2023)

Em 2023, o Capitão Augusto alcançou talvez seu maior feito político: a aprovação da Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares.

Mesmo sendo deputado da oposição, demonstrou inteligência, coerência e capacidade de articulação, conquistando apoio até mesmo da base governista. Esse foi um marco histórico, que consolidou direitos e modernizou a estrutura das instituições militares estaduais.


A Luta Contra a PEC 18/2025 — A “PEC do Caos”

Agora, em 2025, mais uma vez a segurança pública está sob ataque. O governo Lula, historicamente sem apreço por projetos que valorizem os profissionais da área, apresentou a PEC 18/2025, conhecida como “PEC do Caos”.

Em vez de promover integração e harmonização no sistema de segurança, a proposta tem gerado conflitos internos e externos entre instituições, justamente quando o país enfrenta o crime organizado transnacional, que avança sobre o território nacional e ameaça a soberania do Estado.

Capitão Augusto, ao lado dos Deputados Alberto Fraga, Cabo Gilberto, Coronel Assis, Coronel Ulysses, Da Vitória, Alberto Neto, Marcelo Freitas, Delegado Palumbo, Delegado Matheus Laiola, Delegado Fábio Costa, Delegada Katarina, Delegado Caveira, Delegado Bruno Lima e Delegado Alexandre Ramagem, tem sido voz firme na defesa do aperfeiçoamento da proposta, buscando preservar a hierarquia, a disciplina e a harmonia entre as forças de segurança.


Exemplo de Representatividade e Inspiração para 2026

Este é apenas um breve relato do trabalho do Capitão Augusto, exemplo de como um representante pode atuar com lealdade e comprometimento em defesa dos policiais e bombeiros do Brasil, sem distinção de posto ou graduação.

Há um ano das eleições de 2026, que o Capitão Augusto sirva de inspiração aos possíveis candidatos brigadianos e bombeiros que almejam representar suas categorias.

É hora de a tropa — muitas vezes desunida e ainda presa à polarização política nacional — compreender que o que realmente afeta suas vidas está na política local e nas decisões que impactam diretamente o seu dia a dia.