Dia do Bombeiro: vidas dedicadas a salvar e proteger

Gazeta do Sul conta a história de dois integrantes do 6º BBM e destaca alguns momentos da sua trajetória na corporação, em comemoração à data

Por CLAUDIA PRIEBE PORTAL GAZ

Combate a incêndios foi uma das atividades desenvolvidas no “Bombeiros por um Dia”Foto: Rafaelly Machado

Neste domingo, 2, se comemora o Dia do Bombeiro Brasileiro. A fim de destacar a importância do trabalho desses profissionais para a sociedade, anualmente se realiza uma programação especial para aproximar a comunidade da realidade diária vivida dentro dos Batalhões de Bombeiros Militares. No Rio Grande do Sul são 12 BBMs no total. O instalado em Santa Cruz é o 6º BBM, que conta com nove unidades operacionais – uma está no município e as demais em Cachoeira do Sul, Encantado, Encruzilhada do Sul, Estrela, Lajeado, Venâncio Aires, Vera Cruz e Rio Pardo. Com atuação nos Vales do Rio Pardo e Taquari, abrange uma área de 56 municípios e um contingente de cerca de 850 mil pessoas.

O trabalho é prestado por cerca de 230 militares em toda a região abrangida. Uma prova resumida do que eles enfrentam diariamente foi apresentada a um grupo de 25 pessoas de Santa Cruz, Vera Cruz e Vale do Sol na tarde da última quarta-feira, quando ocorreu mais uma edição do “Bombeiro por um Dia”. Foi a oportunidade de as pessoas participarem de simulações envolvendo ações de resgate, primeiros-socorros e combate a incêndios, entre outras, usando os Equipamentos de Proteção Individual e de Proteção Respiratória.

Conforme o comandante interino do 6º BBM, major Joel Dittberner, a prática é realizada em cada um dos Batalhões do Estado para que as pessoas vejam a realidade enfrentada pela corporação e entendam que, mesmo não sendo uma tarefa fácil, é possível de ser executada. “A comunidade pode ver que o bombeiro faz um trabalho essencial e esse trabalho está inserido no contexto da sociedade e do seu crescimento. Por isso é tão importante promover essa integração”, considerou.

Ele observa que os principais desafios se referem à gestão de recursos humanos e financeiros, pois os Batalhões não têm essa autonomia e dependem do comando-geral da corporação e do Estado, que realiza os concursos públicos para ingresso de novos servidores. No entanto, segundo Dittberner, pelo fato de a região de Santa Cruz do Sul ser acolhedora e próspera, muitos dos aprovados no concurso procuram o 6º BBM para atuar e se estabelecer, motivo pelo qual não há dificuldade quanto ao efetivo. Para valorizar o trabalho de quem dedica sua vida a salvar e proteger as demais, a Gazeta do Sul conta a história de dois integrantes do 6º BBM e destaca alguns momentos da sua trajetória na corporação.

Tenente Angelo Dias Barros, 33 anos de serviço

Promovido a tenente em 2021, Angelo Dias Barros, 52 anos, presta serviço aos Bombeiros Militares há mais de três décadas. Natural de Cachoeira do Sul, já sabia desde a adolescência que dedicaria sua vida para salvar a de outras pessoas. Ele lembra que com 14 anos costumava ir nadar no Rio Jacuí, muitas vezes fugido dos pais, e via os bombeiros trabalhando como salva-vidas. “Eu ficava ali olhando e ajudava a tirar as boias da água. Quando o expediente deles encerrava, eu recolhia tudo e ganhava carona de volta para casa na viatura. Eu sempre dizia que ia ser bombeiro como eles”, detalhou.

Foi com essa motivação que, aos 17 anos, ingressou como voluntário no Exército e, aos 18, prestou concurso para os Bombeiros Militares. Barros iniciou a carreira como soldado em Porto Alegre e na década de 1990 começou a prestar serviço no Batalhão de Santa Cruz, onde permaneceu por sete anos. Depois disso, prestou serviço novamente em Porto Alegre e também em Cachoeira e Rio Pardo. Ao longo de todos esses anos, participou de seleções internas até conquistar o atual cargo.

No ano passado, Barros retornou a Santa Cruz para atuar como comandante do Pelotão local e do Pelotão de Vera Cruz. “Eu tive a satisfação de poder voltar para Santa Cruz. Foi aqui que eu atuei no início da minha carreira e vai ser aqui que vou me aposentar”, contou. Daqui a dois anos ele precisará deixar a corporação, pois terá atingido os 35 anos de serviços ininterruptos.

Angelo Dias Barros tem mais de três décadas de dedicação à corporação | Foto: Rafaelly Machado

Ao fazer uma retrospectiva de tudo que viveu enquanto Bombeiro Militar, Barros diz que teve a oportunidade de salvar mais de mil pessoas. “Desde crianças engasgadas com o leite materno até acidentes de trânsito com vítimas presas em ferragens, amputadas, com múltiplas fraturas ou com parada cardíaca. Também trabalhei como salva-vidas e já fiz o salvamento de três pessoas, com uma única boia, no mar. Atendi incêndios, com e sem vítimas fatais, em casas, prédios, mato. Resgatei aves e animais”, relatou entusiasmado. “Precisamos estar sempre prontos para agir. “Quando saio para atender uma ocorrência, sempre peço para Deus me dar o devido conhecimento técnico profissional, coragem e força para salvar a vida das pessoas, em primeiro lugar, e depois o seu patrimônio”, acrescentou.

Com muita convicção, o tenente Barros diz que “ser bombeiro é fazer o bem sem olhar a quem e salvar o semelhante dando, se preciso, a própria vida”. Ele garante que a vontade de trabalhar que tem hoje, com 33 anos de serviço, é a mesma que tinha no seu primeiro dia como Bombeiro Militar. Como sua aposentadoria será inevitável, ele diz que já tem planos para ocupar o tempo que terá livre: vai comprar um trailer para viajar pelo Brasil afora e aproveitar para visitar os Batalhões de Bombeiros Militares em cada um dos estados.

Soldado Bruna Roberta Toillier, 4 anos de serviço

Bióloga por formação, Bruna Roberta Toillier, 29 anos, de Santa Cruz, é hoje soldado dos Bombeiros Militares. Quando decidiu mudar de profissão e prestar concurso público, ela conta que se identificou com a área da Segurança Pública pelo fato de seu pai sempre ter trabalhado com vigilância e segurança. Ao ser aprovada em três concursos diferentes, o da Susepe, o da Polícia Civil e o dos Bombeiros, assumiu naquele em que foi chamada primeiro. “Fiz o concurso em 2018, mesmo não tendo muita noção do trabalho de bombeiro. A partir de fevereiro de 2019, durante as etapas do curso básico de formação, eu comecei a me encantar, de fato, pela função e percebi que era o que eu realmente queria fazer.”

Após a conclusão do curso, cuja duração foi de cerca de sete meses, Bruna foi atuar no Batalhão de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, porque na região não tinha vaga disponível. “Fiquei em Bento por quatro anos e há dois meses consegui transferência aqui para Santa Cruz. Isso me deixou muito feliz, porque a minha família toda está aqui”, comemorou. Atualmente, ela se reveza em duas frentes de trabalho: na prevenção de incêndios e no socorro. A primeira consiste basicamente em fiscalizações e vistorias de edificações e casas de festas. Embora se identifique mais com os atendimentos pré-hospitalares feitos com a ambulância, a soldado garante que, independentemente do setor, não vai deixar de trabalhar em prol da população.

Bruna Roberta Toillier é bióloga por formação | Foto: Rafaelly Machado

Sobre os desafios do seu trabalho, cita as barreiras que precisa enfrentar pela condição de ser mulher, já que a profissão ainda é ocupada majoritariamente por homens. Ela é uma das dez mulheres que integram o pelotão do 6º BBM. No momento das ocorrências, Bruna conta que “blinda” o emocional para conseguir atender de forma rápida a situação que, naquele momento, precisa ser resolvida. Das ocorrências mais marcantes até então, cita um acidente de carro no qual um bebê de poucos meses ficou órfão de pai e de mãe. Com planos de seguir carreira na corporação, Bruna tenta definir a função de bombeiro com duas palavras: troca e ajuda. “A troca com as pessoas que são auxiliadas e o retorno que a gente recebe depois dos atendimentos é a maior recompensa. É o mais gratificante de tudo”, avaliou.

O 6º BBM

O 6º Batalhão de Bombeiros Militares se divide em duas companhias operacionais. A primeira é responsável por Cachoeira do Sul, Encruzilhada do Sul, Rio Pardo, Santa Cruz e Vera Cruz. Já a segunda é responsável por Encantado, Estrela, Lajeado e Venâncio Aires. Ao todo, conta com cerca de 230 militares e cem viaturas operacionais.

Como se tornar bombeiro militar?

Para ingressar na corporação, há duas possibilidades. Quem tiver o Ensino Médio completo pode iniciar como soldado e alcançar o posto de tenente. Para tanto, é preciso ter no máximo 25 anos na data da inscrição. O salário-base é de R$ 5 mil. Quem tiver o Ensino Superior completo (bacharel em Direito) pode ingressar como capitão e alcançar o posto de coronel (o cargo máximo da corporação). Nesse caso, é preciso ter no máximo 29 anos na data da inscrição para o concurso. O salário-base é R$ 20 mil.

Brigada Militar salva bebê engasgado em Guaporé

Por telefone, policial orientou o pai a fazer a manobra Heimlich, explicando e dando as dicas de como deveria proceder.

A experiente policial militar, com cerca de 20 anos de serviços prestados à comunidade gaúcha, por telefone, orientou os cuidados necessários. (Foto: BM)

A sala de operações da Brigada Militar (BM), de Guaporé, recebeu uma ligação no telefone de emergência 190, na noite de sexta-feira (30), por volta das 20h. Na linha estava um homem, aflito, pedindo ajuda pois sua filha, uma bebê de dois meses, havia se engasgado com chá e não estava respirando.

De imediato, a atendente da BM, por telefone, orientou ao pai para fazer a manobra Heimlich, explicando e dando as dicas de como deveria proceder. Ao mesmo tempo, foi encaminhada uma equipe de serviço para o endereço informado, no centro da cidade.

Rapidamente, a guarnição chegou ao local, onde a família já estava aguardando na rua. Os policiais deram continuidade nos primeiros socorros e conduziram com brevidade a bebê ao hospital, que já havia recuperado a consciência e respirava normalmente.

Na instituição de saúde a menina foi medicada e ficou em observação na companhia de seus familiares. A militar responsável pelo atendimento por telefone era a Soldado Elidiane (foto). Na guarnição de serviço estavam os soldados Lopes, Elusa e Zanini.

“Cão-agente” atua em delegacia de Canoas

Trajado de colete preto da polícia, o pet virou sensação

PorFelipe Faleiro Correio do Povo

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, tem um agente muito especial. O golden retriever MacGyver é inspirado no personagem da ficção, um espião altamente inteligente que prefere resolver os conflitos sem violência, derrotando o inimigo com seu vasto conhecimento científico e os recursos à disposição. O cão MacGyver tem inteligência e capacidade de resolução destas situações muito similares, mas sua função é ligeiramente diferente.

O animal, que completa sete anos em agosto, pertence à delegada Priscila Salgado, titular da Deam desde fevereiro deste ano. O local fica no Centro Integrado de Segurança Pública, complexo onde também estão órgãos como a Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP), a Defesa Civil do município, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e a Guarda Municipal. Tal qual um vigilante atento, MacGyver circula pelo local demonstrando docilidade, porém, impondo respeito, e não se espanta com o fluxo de pessoas.

A Deam é a delegacia responsável por acolher mulheres vítimas de violência doméstica, bem como suas famílias em estado de vulnerabilidade. Portanto, um trabalho bastante delicado. “Precisamos trabalhar esta confiança e proximidade. Quando uma criança me vê toda vestida de preto, com o uniforme da Polícia Civil, talvez não vai me dar bom dia, mas se eu estiver com um cachorro, ela tem curiosidade, abraça, tem vontade de interagir”, comenta a delegada. Dentro de seu gabinete, está estrategicamente posicionada junto ao chão uma tigela com água, reposta periodicamente para conter a sede do cão, que tem mais de 38 quilos.

As histórias de MacGyver e Priscila se cruzaram por volta de seis anos atrás, quando ele foi adquirido de um canil pela delegada. “Acho que para suprir uma carência familiar”, conta ela. Na época, Priscila era delegada plantonista em Canoas, trabalhando em regime de escala, o que a fazia ter mais tempo livre. Ela reconhece que a aquisição foi algo arriscado, em razão de o animal requerer, no mínimo, muito espaço e, de preferência, companhia constante. A solução encontrada por ela, então, foi levá-lo, ainda filhote, algumas vezes ao trabalho.

Em 2017, Priscila foi lotada na Deam de Gravataí e MacGyver foi junto. O delegado Volnei Fagundes Marcelo, titular regional na ocasião, e também apreciador de cães, aprovou a ideia. A partir daí, o cão passou a frequentar a delegacia diariamente. “Foi o ápice da ‘carreira’ dele. Por coincidência, minha sala ficava em frente ao local de espera das vítimas. Além da violência doméstica, também atendíamos crimes sexuais contra vulneráveis. Havia um fluxo grande de crianças na delegacia, tanto que tínhamos uma sala com brinquedos. Como ele ficava sempre junto a mim, acabava distraindo elas. Foi algo natural, a gente não ensinou. As crianças ficavam mais tranquilas”, comenta a delegada.

PAPEL LÚDICO

Afeito a carícias e passeios, MacGyver logo tornou-se instrumento de ampliação do caráter lúdico desta atividade da Polícia Civil. Assim, passou a frequentar palestras em escolas da Região Metropolitana, acompanhando Priscila onde ela era convidada a falar sobre temas como bullying e crimes sexuais em geral. Trajado de colete preto da polícia, o cão virou sensação e, por onde passava, sempre foi muito tietado. “Ele fazia um ou outro truquezinho, brincava com bola, permanecia no recreio com as crianças. Isto faz com que as pessoas confiem mais na Polícia”, diz a delegada.

Em 2019, uma mudança no comando da Polícia Civil fez com que MacGyver e sua dona fossem deslocados ao serviço administrativo, junto à Divisão de Armas, Munições e Explosivos (Dame), voltada ao público interno. Lá, ela permaneceu até o início de 2023, quando foi novamente realocada, desta vez para a Deam canoense, local que, de acordo com ela, costuma receber mais mães do que crianças. 

A sala dela também passou a ficar mais longe do plantão. Não significa, contudo, que o cão deixou de atrair a atenção. Quando cruza a porta da delegacia, MacGyver até pode assustar no início, mas a sensação rapidamente desaparece.

Presença ajuda a “quebrar o gelo”

“Por alguns segundos, você até esquece o que veio fazer na delegacia”, afirma Priscila Salgado. O golden retriever já participou de uma ou duas operações policiais junto com a delegada. No ambiente em questão, atenção e astúcia são itens fundamentais, assim como o grau de estresse é extremo. Só que as experiências em campo não foram das melhores. “Como ele anda sem coleira, caminha para lá e para cá, ofegante. É algo que não é agradável para ele. Você tem de trabalhar de forma rápida, e, na verdade, vimos que ele não contribuía e inclusive atrapalhava. Na realidade, o MacGyver não teve função”, diz ela.

De qualquer forma, este gigante gentil, já não tão jovem, no dia a dia é mais afeito ao sossego do escritório do que ao barulho e à correria das ruas. O lazer, no entanto, ainda faz parte de sua vida. Entre as aventuras pelas quais a dupla passou, MacGyver já correu na neve na Argentina e até já circulou de stand up paddle pelo Guaíba. “Por ser muito grande, ele começa a sentir dores nas costas, perdendo um pouco a curiosidade, mas continua sendo meu parceiro para tudo, até onde é possível”, afirma Priscila.

A delegada diz não se recordar de um depoimento específico de vítima à polícia no qual a presença de MacGyver tenha feito a diferença. Porém, ele ajuda a quebrar o gelo de um local que, dependendo das circunstâncias, pode trazer ainda mais angústias. “Quando a criança sente que este ambiente é lúdico e acolhedor, sem dúvida ajuda”, comenta. Mas qual foi o motivo do nome? “Acho que ele veio primeiro, depois o cachorro. Na série, o personagem era um investigador que não portava arma de fogo, resolvia tudo no diálogo. Portamos porque precisamos, só que preferimos não usar, se possível, especialmente em uma delegacia social, onde buscamos resolver conflitos”, explica.

O titular da SMSP em Canoas, delegado Guilherme Pacífico, afirma que a presença de MacGyver representa integração e união. “Ele é um facilitador deste processo no Centro Integrado de Segurança Pública, onde estão localizados diversos órgãos. É um símbolo deste local, transitando por todos os ambientes. E as pessoas que aqui vêm, conseguem perceber a pureza e a tranquilidade do animal. Ficamos muito felizes de tê-lo e, para nós, é motivo de muito orgulho. Mostra também que somos uma instituição amiga dos animais. Ele não atrapalha em absolutamente nada nossos serviços, pelo contrário, potencializa as ações de segurança”, relata ele.

Em breve, Priscila conta que será novamente deslocada, desta vez à Delegacia de Polícia para o Turista (Dptur), localizada nas dependências do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Até haver a nomeação, ela sente que precisa cumprir seu trabalho na Deam e ainda acompanhar de perto a implantação do sistema de tornozeleiras eletrônicas em agressores, já que Canoas é um dos dois municípios gaúchos onde o projeto está sendo implantado em um primeiro momento – o outro é Porto Alegre. “Já demos início à atividade”, diz ela.

No último dia 6, após decisão da Justiça de Canoas, Polícia Civil e Brigada Militar implantaram o primeiro equipamento. MacGyver está próximo da aposentadoria. Até lá, ele recebe todos os mimos de um bom companheiro, além do carinho dos policiais e demais pessoas que circulam pela área e se impressionam com seu tamanho. O que o cão tem de imponente, tem de carinhoso. Mesmo próximo de pendurar o uniforme que possui, ele segue firme na delegacia. “Ele vai comigo para onde quer que eu vá”, ressalta a delegada. 

PMs seguem internados após viatura capotar na zona sul de Porto Alegre

Acidente ocorreu na noite deste sábado e acabou com seis veículos atingidos; duas pessoas foram detidas no local

CAROLINE COSTA GZH

Viatura em que estavam os policiais militares capotou e ficou com as rodas para cima Isadora Aires / RBSTV

Os dois policias militares que se envolveram em um acidente na noite deste sábado (1), na zona sul de Porto Alegre, seguem internados no Hospital da Brigada Militar. 

De acordo com o subcomandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, Ademir Henz, os PMs tiveram ferimentos leves e devem passar por exames. A previsão é de que os policias sejam liberados ainda neste domingo (2). 

O acidente ocorreu na Avenida Cavalhada, próximo ao cruzamento com a Avenida Otto Niemeyer, no sentido bairro-Centro, após uma guarnição receber o alerta de um veículo em ocorrência de furto. Durante a perseguição, a viatura em que estavam os PMs capotou e ficou com as rodas para cima. Outros seis veículos foram atingidos. 

Duas pessoas que estavam no carro furtado foram detidas no local. Um terceiro indivíduo fugiu a pé.  

Viatura da Brigada Militar capota durante perseguição a carro furtado em Porto Alegre

Dois policiais militares ficaram feridos e dois suspeitos foram detidos

Uma viatura da Brigada Militar se envolveu em acidente durante uma perseguição no final da noite do sábado (1), na zona sul de Porto Alegre. Outros veículos também foram atingidos. A viatura capotou e ficou com as rodas para cima. Dois policiais militares ficaram feridos. 

O acidente aconteceu na Avenida Cavalhada, próximo ao cruzamento com a Avenida Otto Niemeyer, no sentido bairro-Centro. 

De acordo com Ademir Henz, subcomandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, a perseguição teve início após uma guarnição receber o alerta de um veículo em ocorrência de furto. 

Houve uma colisão inicial, entre o veículo perseguido e outro carro que estava parado no sinal vermelho. Uma das viaturas que fazia o acompanhamento não conseguiu desviar e capotou após colidir com os demais veículos. Cinco carros e uma motocicleta foram atingidos.

Duas pessoas que estavam no carro furtado foram detidas no local. Um terceiro indivíduo fugiu a pé. Dois PMs ficaram feridos e foram encaminhados para atendimento médico no Hospital da Brigada Militar.

Com o acidente, o trânsito ficou liberado em apenas uma faixa da Avenida Cavalhada, o que gerou lentidão durante a madrugada. Os veículos foram retirados da pista por volta das 3h30min deste domingo (2). 

Policiais do Comando Regional de Polícia Ostensiva da Serra assistem palestra sobre depressão

Psicólogo Carlos Kern palestrou em evento realizado na Universal de Caxias do Sul

Correio do Povo

Psicólogo Carlos Kern palestrou sobre a Síndrome de Burnout e a Depressão para policiais do Comando Regional de Polícia Ostensiva da Serra na Universal de Caxias do Sul | Foto: UFP / Divulgação / CP

O Comando Regional de Polícia Ostensiva da Serra (CRPO) realizou, na tarde de ontem, uma palestra com o psicólogo Carlos Kern, sobre a Síndrome de Burnout e a depressão. O objetivo do evento é oportunizar aos policiais militares o conhecimento a respeito dos temas que estão cada vez mais presentes na sociedade e que acometem também os profissionais da área da segurança pública.

A ideia era possibilitar aos militares uma capacidade de identificar sintomas em si mesmos e nos seus colegas, para que possam ajudar ou buscar apoio profissional. “É um problema que acomete muitas pessoas. A atividade policial é bastante estressante e nós da Brigada Militar estamos bastante preocupados em trazer esse conhecimento para o nosso efetivo. Para que eles possam se prevenir e saber que precisam buscar ajuda caso desenvolvam algum dos sintomas. Pretendemos expandir a palestra para os efetivos de Farroupilha e Bento Gonçalves com esse palestrante que é um amigo da BM de Caxias do Sul”, revelou o comandante do CRPO Serra, coronel Márcio José Rosa da Luz.

Palestra do Comando Regional de Polícia Ostensiva da Serra
O comandante do CRPO Serra, coronel Márcio José Rosa da Luz, o palestrante, o psicólogo Carlos Kern, e o pastor Leonardo – Foto: UFP / Divulgação / CP

“Agradecemos a Universal de Caxias do Sul, que através do Programa UFP, e dos colaboradores, disponibilizaram o auditório para o evento”, concluiu.

Policiais lotaram o salão da Universal de Caxias do Sul para escutar a palestra do psicólogo Carlos Kern - UFP / Divulgação / CP Policiais lotaram o salão da Universal de Caxias do Sul para escutar a palestra do psicólogo Carlos Kern – UFP / Divulgação / CP

Sargento da Brigada Militar ingressa na reforma militar e recebe homenagem

O sargento Adilson do 1º Regimento de Polícia Montada (1ºRPMon), recebeu na tarde desta quinta-feira (29), data do seu aniversário de 65 anos, homenagens do Fórum da Comarca de Restinga Sêca, Brigada Militar, Comando Rodoviário da Brigada Militar, Delegacia de Polícia e do Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública de Restinga Sêca (Consepro).

A cidade de Restinga Sêca, promoveu o evento para homenagear o sargento que ingressou na reforma militar, após atingir idade limite de permanência no serviço militar.
O Sargento já havia se aposentado e retornou para ainda trabalhar por vários anos, prestando excelentes serviços à comunidade.

Sargento Adilson, que é natural de Santa Maria, ingressou na Brigada Militar como soldado no dia 03 de setembro de 1979, quando atuou inicialmente em Osório. Depois, em 1982, foi transferido para o município de Taquara. Por fim, em 1987, passou a integrar o 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon), em Santa Maria, quando no início de 2004 passou para a reserva.

A partir deste momento, decidiu continuar atuando como policial militar e solicitou ingresso no “Programa Mais Efetivo” (PME), quando ainda em 2004 começou a trabalhar na segurança do Fórum de Restinga Sêca.

Um dos momentos marcantes das homenagens foi a chegada surpresa do filho do sargento Adilson, o soldado Adilson Júnior, que atualmente desempenha suas atividades no Comando Rodoviário da Brigada Militar.

Fonte : Comunicação Social do 1ºRPMon

Créditos das imagens: Marcelo Rodrigues

NOTA JCB: Parabenizamos o Sargento Adilson pela trajetória dentro da Brigada Militar, que seja fonte de inspiração para os que ora permanecem e aos que virão a incluir. Parabéns e um bom descanso.

A mea-culpa pelos rumos do IPE Saúde

A aprovação do projeto do governo que reestrutura as contribuições do IPE-Saúde não poderia representar uma comprovação maior de que os servidores públicos estão sem apoio político, mas, sobretudo, sem rumo.

Inobstante as entidades representativas tentarem pela via da pressão política demover os deputados a votarem o projeto que onera de forma desproporcional os combalidos salários, restou o jogo perdido e de goleada.

As milhares de mensagens recebidas pelos deputados só se transferiram de lugar, saindo da caixa de entrada, direto para a chamada “sexta seção”.

Temos a nítida sensação que a classe política, ao contrario de 20 anos atrás, conseguiu perceber que não temos nenhuma articulação política, sendo uma massa de eleitores que ao final permite ser cooptada por eles próprios, independentemente da postura que tenham durante o mandato, ainda que contra os interesses dos servidores públicos.

Sendo assim somos corresponsáveis pela nossa tragédia.

Se estamos contra nós, quem estará a nosso favor?

Estamos nos enredando em uma rede traiçoeira que partidariza a todos e retira o senso classista que deveria mover nossas defesas, pois ali, no nosso trabalho, estão as nossas garantias e de nossa família.

Ao contrario, nos digladiamos entre “bolsonaristas” e “lulistas” e o veneno vem de todos os lados.

Os lideres sindicais, juntamente com os deputados, por exemplo, no dia da votação bradavam traição por parte do governador, quando para eleger Lula, votaram em massa em Eduardo Leite no segundo turno.

Também não sabemos se ao contrário, Onyx Lorenzoni fosse o governador não teríamos uma derrota em maior proporção, uma vez que o próprio PL votou fechado em 90% com Eduardo Leite, contando inclusive com a abstenção do seu filho Rodrigo Lorenzoni que ao não votar ajudou pela aprovação.

Em se tratando dos militares estaduais, em especial, pulverizamos mais de 800 mil votos em favor dos mandatos dos atuais deputados, sendo necessário apenas “votar em brigadiano” para ter cadeiras reservadas na AL. Todavia, policiais e professores eleitos, também ajudaram a aprovar o projeto contrário aos nossos interesses.

Insistimos no erro de imaginar que a oposição está a nosso favor por defesa às nossas causas, quando exercem esse papel de forma supletiva, e na maioria das vezes por oportunismo, bastando ser governo para nos abandonarem na caminhada, quando já não o fazem em meio ao mandato. Caso concreto foi o PDT que bastou um sorriso carinhoso do governo para estar fechado com o projeto do governo. Mesmo o chamado “brigadiano barbudo” voltou a sua origem, dando baixa do “Batalhão dos Oportunistas” e apoiando o governo. E assim segue nossa dura realidade.

Não há outra forma que não seja revisar os conceitos, as formas de articulação política e reconhecer que somos meros batalhões de eleitores sem organização continuando a ser muito bem usados pela classe política dominante.

Acompanhando o embalo da música, é importante saber que “o mundo não para”. Ali na frente teremos outras questões como paridade e integralidade e o papel das polícias militares já em discussão pelo poder central.

Há apenas uma saída para essa verdadeira guerra. Cada um de nós ter a humildade de reconhecer seus erros e começar logo essa retomada da união dos militares estaduais, para que os anéis não venham a desaparecer com os próprios dedos.

Justiça Militar pode decretar perda de posto e patente por qualquer tipo de crime

A Justiça Militar, onde houver, ou o Tribunal de Justiça são competentes para decidir sobre a perda do posto e da patente ou da graduação da praça militar em casos de oficiais com sentença condenatória, independentemente da natureza do crime cometido. 

O entendimento é do Supremo Tribunal Federal. O julgamento do plenário virtual, que tem repercussão geral reconhecida (Tema 1.200) ocorreu de 16 a 23 de junho. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, foi acompanhado por todos os demais integrantes da corte. 

“Nada obsta ao Tribunal de Justiça Militar Estadual, após o trânsito em julgado da ação penal condenatória e por meio de procedimento específico, que examine a conduta do militar e declare a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças como sanção secundária decorrente da condenação à luz do sistema de valores e do código de ética militares”, disse Alexandre em seu voto. 

Venceu, por unanimidade, o voto do ministro Alexandre de Moraes Carlos Moura/SCO/STF

O tribunal fixou a seguinte tese:

1) A perda da graduação da praça pode ser declarada como efeito secundário da sentença condenatória pela prática de crime militar ou comum, nos termos do art. 102 do Código Penal Militar e do art. 92, I, “b”, do Código Penal, respectivamente.
2) Nos termos do artigo 125, §4º, da Constituição Federal, o Tribunal de Justiça Militar, onde houver, ou o Tribunal de Justiça são competentes para decidir, em processo autônomo decorrente de representação do Ministério Público, sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças que teve contra si uma sentença condenatória, independentemente da natureza do crime por ele cometido.

Caso concreto
O STF analisou recurso interposto contra decisão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJM-SP) que decretou a perda da graduação de praça de um policial militar, condenado pela Justiça Comum por violência doméstica e disparo de arma de fogo.

Ao atender pedido da Procuradoria de Justiça a fim de que a condenação criminal tivesse repercussão no âmbito militar, o TJM-SP entendeu que a conduta do policial maculou o decoro militar e, diante da impossibilidade de reexame do mérito, determinou, além da perda de graduação, a cassação de eventuais medalhas, láureas e condecorações, além de anotação no registro individual.

No ARE apresentado ao Supremo, os advogados do autor pediram a anulação do ato do TJM-SP, para que seja mantida a graduação de praça do policial.

Eles argumentavam que a decisão diverge da jurisprudência consolidada do STF de que a Justiça Militar estadual tem competência para decidir sobre a perda da graduação de praças somente quando se tratar de crimes militares.

Conforme a defesa, o caso dizia respeito à condenação por crimes comuns, julgados pela Justiça comum, que, na própria condenação, deveria ter decretado a perda do cargo ou da função pública como efeito secundário (artigo 92, inciso I, do Código Penal), o que não ocorreu.

Tema controvertido
O relator do recurso, ministro Alexandre de Moraes, ao se manifestar sobre a existência de repercussão geral, ressaltou que, após a Emenda Constitucional (EC) 45/2004, a competência da Justiça Militar foi ampliada consideravelmente. 

Além disso, afirmou, o STF já decidiu que, no caso de praça militar (cargos mais baixos), a pena acessória prevista no artigo 102 do Código Penal Militar (CPM), além de ter plena eficácia, se aplica de maneira automática e imediata, sendo desnecessário, portanto, a abertura de processo específico.

Para ele, o tema é controvertido e tem ampla repercussão e importância para o cenário político, social e jurídico, além de não interessar única e simplesmente às partes envolvidas.

Clique aqui para ler o voto de Alexandre
ARE 1.320.744

Revista Consultor Jurídico

Dois policiais ficam feridos em acidente envolvendo um ônibus da Brigada Militar na BR-287

Foto:Blog Rafael Nemitz/Divulgação

Dois policiais militares ficaram feridos em um acidente de trânsito no início da manhã desta quinta-feira em São Vicente do Sul. Não há informações sobre o estado de saúde dos motoristas e passageiros dos carros. O acidente envolveu um micro-ônibus da Brigada Militar (BM), um Corolla e uma Duster, no trevo da BR-287 com a ERS-241. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Santiago atendeu ao chamado do acidente e fez o registro da ocorrência. As circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil. 

Segundo informações do blog Rafael Nemitz, 12 policiais do 5º Regimento de Polícia Montada (5º RPMon) de Santiago viajavam para Santa Maria onde iriam receber atendimento no programa visita médica no Hospital da Brigada Militar (HBM). 

De acordo com o Major Eldo Amaral Franco, comandante do 5º RPMon, dos 12 PMs no veículo, dois deles ficaram com ferimentos no rosto devido ao impacto. Equipes médicas da Secretária de Saúde de São Vicente do Sul socorreram as vítimas. Elas foram atendidas no Hospital São Vicente Ferrer e transferidas para Santa Maria para nova avaliação médica.

Os policiais que não se feriram seguiram viagem para Santa Maria em outros veículos que foram providenciados.  

Ainda segundo o blog, na Duster haviam três pessoas e duas no Corolla. 

Diário de Santa Maria

Após tentarem executar um homem a tiros, criminosos são mortos em confronto com a polícia

Policiais apreenderam uma pistola calibre nove milímetros, uma espingarda calibre 12 e munições

Correio do Povo

Armas foram apreendidas após confronto com os bandidos | Foto: Divulgação / BM

Dois criminosos morreram em confronto com policiais militares no final da noite dessa terça-feira na ERS 389 (Estrada do Mar), em Torres, no Litoral Norte. Houve a apreensão de uma pistola calibre nove milímetros com nove munições e de uma espingarda calibre 12, com duas munições, além de dois telefones celulares.

Momentos antes, a dupla de suspeitos havia tentado executar a tiros um homem, de 40 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo, dentro da residência no bairro São Jorge. A vítima ficou ferida e foi hospitalizada. Após o crime, os indivíduos fugiram em uma motocicleta, de cor preta, em direção ao bairro Itapeva. 

Acionada, a Força Tática do 2º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas  (2º BPAT) realizou buscas em toda a região. A moto foi finalmente avistada na rodovia e ocorreu então uma perseguição, seguida de um confronto armado. Os dois criminosos foram baleados, sendo socorridos. Eles acabaram morrendo devido aos graves ferimentos.